Placuit Deo: Ouro de Tolo

A Placuit Deo, um ramalhete de meias-verdades sobre a salvação, confina-se aos fiéis católicos, porque os hereges do Vaticano II só acham defeito na prática do Catolicismo, enquanto todas as outras religiões são estimadas pelo que elas têm de “verdadeiro e santo… embora se afastem em muitos pontos daqueles que ela própria segue e propõe” (Nostra Aetate, n. 2). Eles já não pregam que o mundo deve converter-se ao Evangelho para se salvar, não dizem que quem não possui a fé não poderá entrar no Reino de Deus. Na cabeça deles, isto somente é válido para aqueles que teimam em ser católicos. Para todos os demais, não é necessário preocupar-se com a conversão, nem se deve conduzi-los à Igreja visível, nós podemos estar “confiantes de que Deus pode conduzir ‘todos os homens de boa vontade, em cujos corações a graça opera ocultamente’.” (CDF, Placuit Deo, n. 15). Abandonando a missão apostólica da Igreja, a seita conciliar se empenha em promover a paz mundana, onde todas as religiões podem fazer proselitismo, exceto ela própria.

“Outra causa bastante estimada por vós é a liberdade religiosa, que é um direito fundamental, irrepreensível, inalterável e inviolável enraizado na dignidade de todo ser humano e reconhecido por vários documentos internacionais, especialmente a Declaração Universal dos Direitos Humanos. O exercício dessa liberdade também inclui o direito de mudar de religião, que deve ser garantido não só legalmente, mas também na prática diária… Eis por que todas as tradições autenticamente religiosas devem ser autorizadas a manifestar a sua própria identidade publicamente, livre de qualquer coerção.”

(Bento XVI, Alocução aos Participantes do Comitê Executivo da Democrata Centrista Internacional, 21 de setembro de 2007)

Como a Igreja é apenas um “sinal” de Cristo para a humanidade e não mais a Arca de Salvação, fora da qual ninguém pode se salvar, o proselitismo das falsas religiões é considerado muito bem-vindo, enquanto eles mesmos se abstém de fazê-lo.

De pensamento bem diferente são os Sumo Pontífices da Igreja Católica que sempre consideraram esse tipo de coisa uma “liberdade de perdição”, pois não se deve dar direito de propaganda ao erro e ao pecado. Os ensinamentos abaixo revelam como este neodogma do Vaticano II está em patente contradição com o Magistério da Igreja Católica.

DOUTRINA CATÓLICA

Quando a liberdade de todas as ‘religiões’ é indiscriminadamente afirmada, por este mesmo fato a verdade é confundida com o erro e a santa e imaculada Esposa de Cristo, fora da qual não há salvação, é posta em pé de igualdade com as seitas heréticas e mesmo com a perfídia judaica. Ademais, quando é dado favor e patrocínio às seitas heréticas e seus ministros, não são somente as pessoas, mas também os seus próprios erros que são favorecidos e tolerados. Esta é a desastrosa e sempre deplorável heresia que Santo Agostinho descreve nesses termos: ‘Ela afirma que todos os hereges estão no reto caminho e falam a verdade. Isto é uma absurdidade tão monstruosa que a mim parece inacreditável.’

(Papa Pio VII, Post Tam Diuturnas, 29 de abril de 1814)

E com esta ideia do governo social, absolutamente falsa, não hesitam em consagrar aquela opinião errônea, em extremo perniciosa à Igreja Católica e à salvação das almas… [segundo a qual] “a liberdade de consciências e de cultos é um direito próprio de cada homem, que todo Estado bem constituído deve proclamar e garantir como lei fundamental, e que os cidadãos têm direito à plena liberdade de manifestar suas idéias com a máxima publicidade – seja de palavra, seja por escrito, seja de outro modo qualquer -, sem que autoridade civil nem eclesiástica alguma possam reprimir em nenhuma forma”… todas e cada uma das perversas opiniões e doutrinas determinadamente especificadas nesta Carta, com Nossa autoridade apostólica as reprovamos, proscrevemos e condenamos; e queremos e mandamos que todas elas sejam tidas pelos filhos da Igreja como reprovadas, proscritas e condenadas.

(Papa Pio IX, Quanta Cura, 8 de dezembro de 1864)

O direito é uma faculdade moral, e, como dissemos e como se não pode deixar de repetir, seria absurdo crer que esta faculdade cabe naturalmente, e sem distinção nem discernimento à verdade e à mentira, ao bem e ao mal.

(Papa Leão XIII, Libertas Praestantissimum, 20 de junho de 1888)

Deve ser claramente afirmado que nenhuma autoridade humana, nem Estado, nem comunidade de Estados de qualquer caráter religioso, possa dar um mandato positivo ou uma autorização positiva para se ensinar ou fazer aquilo que seria contrário à verdade religiosa e ao bem moral… O que não corresponde à verdade e à lei moral não tem objetivamente nenhum direito de existência, nem de propaganda, nem de ação.

(Papa Pio XII, Alocução aos Leigos Católicos, 6 de dezembro de 1953)

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