Francisco é Luterano: Eis mais uma prova

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Francisco e Lutero

Esta é a segunda parte de nossas considerações sobre a Placuit Deo, documento recentemente publicado pela assim-chamada Congregação para a Doutrina da Fé. No primeiro vídeo, observei que o documento nem de longe afirma o conceito católico de salvação, antes admitindo uma espécie de relacionamento com Cristo que é mais explicito para os cristãos e menos explicito para os não cristãos, mas que no fim salva todo mundo; como se Cristo não tivesse fundado uma só Igreja, fora da qual não há salvação.

Mas, além deste inconveniente, nesta segunda parte venho mostrar que o documento vai além da omissão, combatendo qualquer resquício que poderia haver entre os católicos desse conceito de salvação. Aderindo por inteiro ao conceito luterano de justificação, Francisco e seus asseclas querem demolir o dogma pelo seu combate ao neognosticismo – observe que ele faz isso mesmo enfatizando o aspecto “encarnado” de sua religião, pois Lutero usava justamente o mesmo linguajar – e remover das pessoas qualquer noção de que as boas obras são necessárias à salvação, o que ele chama da neopelagianismo.

Futuramente falarei de modo mais detalhado a respeito desses pontos, mas por ora fica esta observação do vídeo, que lança alguma luz sobre o real significado deste documento.

DOUTRINA CONCILIAR

Confessamos juntos que o pecador é justificado PELA FÉ NA AÇÃO SALVÍFICA DE DEUS EM CRISTO; essa salvação lhe é presentada pelo Espírito Santo no batismo como fundamento de toda a sua vida cristã. Na fé justificadora, o ser humano confia na promessa graciosa de Deus; nessa fé estão compreendidas a esperança em Deus e o amor a ele. Essa fé atua pelo amor; por isso o cristão não pode e não deve ficar sem obras. Mas tudo o que, no ser humano, prossegue e se segue do livre presente da fé NÃO É FUNDAMENTO DA JUSTIFICAÇÃO NEM A FAZ MERECER.

(Declaração conjunta sobre a doutrina da justificação pela fé da “Igreja Católica Romana” e da Federação Luterana Mundial, in: SCHÄFER, Hans. A Mensagem da Justificação pela Fé: Uma introdução à sua compreensão bíblico-reformatória)Blumenau: Otto Kuhr, 1999, p. 57).

DOUTRINA CATÓLICA

Se alguém disser que a fé que justifica não é outra coisa que a confiança na divina misericórdia que perdoa os pecados por causa de Cristo, ou que esta confiança sozinha justifica: seja anátema.

(Papa Paulo III, VI Sessão, cân. 12)

 

 


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2 comentários em “Francisco é Luterano: Eis mais uma prova

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