A incoerência lefebvrista continua: sobre a visibilidade imaginária da Igreja Conciliar

Ilustração da réplica do blog Católicos Romanos ao nosso artigo

Eis o comentário que acabo de enviar ao blog Católicos Romanos, respondendo ao principal argumento de seu tiro no pé, digo, sua recém-publicada réplica ao nosso artigo:

Não inclui este argumento da visibilidade no artigo, porque ele me pareceu indigno de menção. E digo-o com toda sinceridade, pois não cri e nem creio que valha a pena insistir nele por um instante sequer. Explico: se a Igreja Conciliar for visivelmente a Igreja Católica, então isso implica necessariamente que ela é una, santa, católica e apostólica (para me limitar às notas mencionadas no Catecismo Romano).

Pois bem, a Igreja mesma nos garante que qualquer pessoa de boa vontade – seja um herege, infiel, ateu ou até mesmo um sedevacantista – pode, pela observação e raciocínio, descobrir nela e unicamente nela essas quatro notas. Então eu lhe pergunto: onde é que estão essas benditas notas na Igreja Conciliar!? Não é uma verdade de fato que a Tradição existe justamente por que percebemos a falta dessas notas nela?

Será que eu posso encontrar unidade na fé abertamente professada nos ensinamentos heréticos sobre a Igreja, a liberdade religiosa e as religiões não cristãs? Será que eu consigo achar santidade na Missa sacrílega de Paulo VI? Será que existe em algum lugar catolicidade no seu irrestrito e universal endosso ao modernismo? Será que há como enxergar qualquer apostolicidade na obstinada recusa dela em converter os judeus?

Se esta coisa aí é a Igreja Católica visível, então qualquer ente racional precisa reconhecer o óbvio: ela mente sobre si mesma, pois apresenta-se ao mundo como sendo uma religião que de fato não é. Tudo o que há de mais notório na Igreja Conciliar é a exata negação das quatro notas próprias e inerentes à Igreja Católica.

E eis que mais uma vez o teimoso e incoerente lefebvrismo nos coloca em uma bela enrascada perante os nossos adversários. Defender a visibilidade da Igreja Conciliar equivale a defender a visibilidade de qualquer outra seita herética, ou seja, trata-se de um esforço vão – pois realmente não possuem as qualidades da verdadeira religião – e suicida – pois isso impede-nos de promover o catolicismo genuíno, tendo que anexar ao mesmo um corpo herético que o nega e desmoraliza.

Ainda bem que vocês não levam realmente a sério as enormidades que dizem, do contrário – isto é, se fizessem um raciocínio consequente – se tornariam das duas uma: ou neoconservadores que fingem ver uma unidade, santidade, catolicidade e apostolicidade onde elas já não existem faz muito tempo; ou seriam ateus ou qualquer outra desgraça, convencidos pelos incontestáveis fatos de que esta “Igreja visível” de que vocês falam não passa de uma fraude.
Felizmente, os sedevacantistas tem razão. Felizmente, a Igreja Conciliar NÃO é a Igreja Católica e seu papa NÃO é o Vigário de Cristo. A Igreja Católica está, sim, visivelmente em todo e cada católico tradicional e é aí que vemos como em um espelho a religião do Verbo Encarnado.

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