Jesus Cristo era judeu?

A resposta depende do que você entende por judeu.

Se por judeu você entender o povo da Lei de Moisés, do Templo e das Promessas, então é evidente que Jesus Cristo era judeu e, aliás, um judeu exemplar. E mais: é evidente pela mesma Lei, Templo e Promessas que Jesus Cristo é o cumprimento de tudo o que elas prefiguravam: ele é o Segundo Moisés, que veio libertar o seu povo da escravidão do pecado; ele é o Cordeiro oferecido em expiação de nossos pecados de forma cruenta no Calvário e de forma incruenta no Santo Sacrifício da Missa; ele é o Messias de que os profetas, maiores e menores, deram testemunho.

Mas se por judeu você entender o povo do Talmude, da Sinagoga e do Anticristo, então é evidente que Jesus não era judeu, pois na época de Jesus o Talmude não existia, nem era tido como uma regra para o entendimento das Escrituras; além disso, em seu tempo a Sinagoga ainda não havia roubado o lugar e a centralidade do Templo, onde os sacerdotes da Antiga Aliança ofereciam sacrifícios conforme prescrevia a Lei Mosaica; por fim, Jesus não esperava por um outro Messias, pois ele próprio era o Messias atestado pela Lei de Moisés e pelo culto judaico, aquele que pelos seus méritos libertaria o povo da tirania do demônio, a antiga serpente que tinha seduzido os nossos primeiros pais. É patente, pois, que Jesus não pode ser confundido de modo algum com este judeu de nosso tempo, um judeu que só existe pela ignorância da Lei de Moisés, pela falta do Templo e pela rejeição do verdadeiro Messias.

Examinemos estes três elementos que constituem a religião judaica de nossa época – isto é, o Talmude, a Sinagoga e o Anticristo -, e entendamos o que cada uma dessas coisas significa à luz da profecia católica.

TALMUDE. O judaísmo que nasceu depois da destruição do Templo é uma religião impossível de ser praticada. Primeiro, porque o Talmude, codificação das tradições humanas condenadas por Jesus no Evangelho, é o grande véu que impede os judeus de compreenderem o significado verdadeiro das Escrituras. Além de conter fábulas e preceitos contra a lei natural e divina, o Talmude entende as Escrituras de uma forma carnal, nele até mesmo as mais patentes alegorias são entendidas de uma forma literal e grosseira: ele não vê no Terceiro Templo de Ezequiel a Igreja Católica e tampouco compreende que o Messias profetizado não é um político poderoso – incapaz de resolver o verdadeiro problema do homem -, mas sim o Santo dos Santos, o Homem-Deus liberto e libertador de todo pecado. Eis a grande verdade que os judeus talmudistas não podem ver, a verdade sem a qual nenhum judeu neste mundo poderá ser realmente feliz. Esperando sempre por uma libertação meramente temporal, o judeu jamais se dá por satisfeito, pois as coisas temporais são incapazes de satisfazer o espírito humano, sedento como ele é pela verdade e pelo bem; donde ser um povo sem repouso, sem a paz que somente o Cristo pode conceder-lhes. Essa cegueira e essa ânsia insaciável dela resultante coloca os judeus a frente de toda a empreitada do século, eles estão na dianteira das finanças, da academia e da indústria do entretenimento, eles já possuem um Estado para chamar de seu e estão ativamente lutando para consolidar-se como uma potência inconteste no Oriente Médio… quem negará o poder e a influência dos judeus nos assuntos humanos? Tudo isso é reflexo do grande vazio deixado pelo Talmude, da insatisfação e agitação típica da perfídia judaica: “Os ímpios porém são como um mar agitado que não pode acalmar” (Is 57,20).

Este triste véu que cobre os olhos de Israel leva uns ao fanatismo do judaísmo ortodoxo e outros à apostasia pura e simples do judaísmo reformado; mas, antes de tudo, arrasta ambos para o pecado: avareza, luxúria e soberba refletem-se no ativo envolvimento dos judeus na indústria pornográfica e semi-pornográfica (a assim-chamada “indústria do entretenimento” em geral), no empréstimo de dinheiro a juro (usura) e no inegável protagonismo destes em movimentos revolucionários. Esses feitos notórios do judaísmo de nossa época são manifestações da revolta da carne contra o espírito. Não é preciso de muito para constatar que essa vida no pecado, na vaidade do mundo, faz deste um povo de todo vulnerável às seduções lisonjeiras do Anticristo, o qual será há um só tempo libertino, rico e orgulhoso.

SINAGOGA. A Sinagoga é o veículo pelo qual os rabinos espalham os erros e falsas esperanças do Talmude pela comunidade judaica. Ali se aprende, daquela forma bem estreita e carnal, que o Terceiro Templo de Ezequiel 40-48 significa nada mais do que a reconstrução do Templo que foi destruído por Tito em 70 AD. Entretanto, supondo que tal alegação fosse verdadeira, é certo que o judeu de hoje seria incapaz de determinar se algum dos seus é ou não é da linhagem sacerdotal de Araão ou da tribo de Levi, pois os registros das mesmas foram destruídos juntamente com o Templo. Logo, ainda que eles construam o dito Terceiro Templo, isso será uma fraude desde o princípio, pois nenhum judeu pode provar a sua alegação de ser um sacerdote. Em outras palavras, será mais uma fraude na conta de uma religião que já não pode ser observada sem pecado. E assim esse projeto segue vivo na mente dos ditos judeus ortodoxos ou conservadores, os quais certamente ficarão muito gratos e satisfeitos quando o Anticristo em pessoa fizer este pequeno favor para eles.

ANTICRISTO. Na mesma linha de leitura carnal do Velho Testamento, os judeus talmudistas esperam o Messias, um líder militar que estabelecerá um reino mundial dos judeus. Novamente, lembre-se que o judeu de hoje não observa a Lei de Moisés, quer porque ele rejeita preceitos da Lei e acrescenta outros em seu lugar, quer porque as prescrições rituais já são impossíveis de cumprir, então como se pode esperar que tal meio gere um ungido de Deus? Não é mais provável que em tal condição se dê origem a um homem iníquo? Certamente que sim, por isso certos estão os cristãos que compreendem que a única razão de ser do judaísmo depois da vinda do verdadeiro Messias, Jesus Cristo, é acolher o falso Messias saído de sua falsa religião, ou seja, o Anticristo em pessoa.

Assim, os judeus desempenham um papel crucial no fim dos tempos, como o povo que dará origem e patrocínio ao Anticristo e que tragicamente será vítima dele mesmo. Felizmente, Deus tirará deste grande mal um bem maior, de modo que, nessa época de perseguição sem precedentes, por intermédio de Enoque e Elias, acontecerá a conversão dos judeus e assim Israel finalmente se reconciliará com a Igreja e junto com ela entoará o canto de Moisés e do Cordeiro.

Contudo, não convém que o judeu de boa vontade participe desta obra de engano e perversidade operada pelo seu “futuro Messias”, o Anticristo. Por esse motivo, a Santa Igreja nunca mediu esforços para trazê-los de volta à Aliança da qual eles foram cortados pela sua incredulidade. A Igreja, dando testemunho de Cristo, exorta os judeus à conversão, não promovendo nenhuma “abertura” que confirme os judeus em seus pecados, os quais tanto prejuízo têm atraído sobre este povo.

Por esse motivo, a Igreja Católica jamais pode ser identificada com a seita modernista do Vaticano II, a qual, descaradamente e contra tudo o que é mais sagrado, promove um diálogo pecaminoso com os judeus, afirmando que estes são o povo da Aliança e que com eles esperam o Messias. Com respeito ao tratamento “diferenciado” dado aos judeus no Catecismo de 1992, comenta um famoso apóstata da Igreja Conciliar:

“Diante de um judaísmo ainda não superado na teologia cristã, é apresentada de forma bastante diferenciada a relação de Jesus com a Lei, o Templo e a fé em um único Deus (574-591). A questão a respeito da culpa dos judeus pela morte de Jesus é apresentada de forma extremamente diferenciada (595-598)… Também em outras passagens, como no capítulo sobre escatologia (673-674) e liturgia (1096)o Catecismo faz afirmações importantes sobre o relacionamento entre cristãos e judeus.” (RATZINGER, Joseph; SHÖNBORN, Christoph. Breve Introdução ao Catecismo da Igreja Católica. 4 ed. Tradução de Flávio Cavalca de Castro. Aparecida: Editora Santuário, 1997, p. 82)

Breve introdução ao Catecismo da Igreja Católica

Ora, deste modo esses homens pervertidos, que de católicos só têm o nome, agem como verdadeiros profetas do Anticristo, ajudando a enganar um povo que já é enganado o bastante pelas vãs esperanças que possuem. Não se poderia fazer maior desserviço aos israelitas do que este: iludi-los dizendo que fazem parte de uma Aliança já extinta e que eles estão a esperar o verdadeiro Messias, quando em realidade aquele que esperam é o Anticristo.

Esse prodígio de mentira, esse contra-testemunho, essa deserção, esse falso profetismo da falsa Igreja do Vaticano II é a mais clara manifestação de sua impiedade: uma atitude tão vergonhosa e em tal contradição com a doutrina católica e com a caridade que move os cristãos não pode provir senão de uma organização herética, sem qualquer autoridade moral e religiosa. Esse ato de apostasia coletiva também constitui um grave motivo para que o bom católico rompa de uma vez com esta seita diabólica: não pode um verdadeiro cristão unir-se em oração e dar incentivo de qualquer espécie a uma organização que aplaina o caminho para o advento do Anticristo.

Quem deseja ser um com a Igreja de Deus e não ter parte com a Sinagoga de Satanás, deve unir-se em oração e apostolado aos católicos tradicionais, dando apoio sobretudo aos sacerdotes tradicionais que não possuem qualquer filiação com a seita modernista do Vaticano II. É assim que seremos capazes de preservar a chama da fé elevada e acesa nestes últimos tempos.

REFERÊNCIAS

ARMINJON, Fr. Charles. The End of the Present World and the Mysteries of Future Life, especialmente a segunda conferência.

BELLARMINE S.J., St. Robert. Antichrist (De Controversiis). Kindle Edition: Mediatrix Press, 2016.

CULLETON, Rev. Fr. R. Gerald. The Reign Of Antichrist. Kindle Edition: TAN Books, 2009.

JONES, E Michael. Libido Dominandi: Sexual Liberation & Political Control. South Bend: St Augustine’s Press, 2005.

____(org.). Civittá Cattolica on the Jewish Question. Kindle Edition: Fidelity Press, 2012.

____. The Jewish Revolutionary Spirit: And Its Impact on World History. Addison (TX): Fidelity Press, 2008.

MANNING, Card. Henry. The Present Crisis of the Holy See tested by Prophecy. London: Burns & Lambert, 1861.

PINAY, Maurice. Complot contra la Iglesia. Tomo I, Parte I.

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