Nosso tempo testado pela profecia

Continuação de O Anticristo: seu caráter e seu tempo

Se não se pode dizer que após o Anticristo o fim do mundo não virá senão depois de alguns séculos, não se pode dizer o mesmo sobre a grande crise que provocará a sua vinda. Com efeito, estudando por um instante os sinais do tempo presente, veremos que os sintomas ameaçadores de nossa situação política e nossas revoluções, como também o crescimento da população e o incessante aumento do mal, correspondentes ao progresso da civilização e às descobertas na ordem material, fazem-nos considerar que não falta muito para a vinda do homem do pecado e dos dias de dissolução preditos por Cristo.

“A Sagrada Escritura nos oferece três principais características que marcarão o domínio do Anticristo. Ele será o imperador e mestre absoluto do universo; segundo, ele terá Jerusalém como sua capital; terceiro, ele será tão esperto quanto violento, e a guerra que ele moverá contra os santos será, primariamente, uma guerra de engano e sedução.” (p. 38)

Primeiro, o Anticristo será o senhor do mundo. É claro que o mundo de hoje está oferecendo todas as condições para que uma tal coisa seja possível. Por um lado, os meios de transporte e comunicação de nossa época permitem que pessoas e ideias se desloquem rapidamente de um extremo ao outro do planeta. Nos centros comerciais do mundo encontram-se pessoas de diversas raças e, com a intensificação do comércio e onipresença da propaganda, as diferenças entre as nações diminuem cada vez mais.

Por outro lado, o desenvolvimento militar não deixa por menos: o aumento do poder bélico e da própria população que alimenta os exércitos é outro sinal notório de que um governo mundial não é um ideal remoto. Essas coisas tendem a provocar, cedo ou tarde, o enfraquecimento dos laços nacionais e até mesmo a eventual destruição de muitas nações. No fim, é certo que será estabelecido um império global. Do ponto de vista moral, “qualquer cuidadoso observador dos tempos modernos não pode fugir da convicção de que todas as coisas estão sendo feitas para produzir um ambiente social onde o homem do pecado, combinando toda a perversidade e toda falsa doutrina de sua época, será produzido espontaneamente e sem esforço, como a tênia que se se prolifera em carnes e órgãos gangrenosos.” (p. 40)

O que pode admirar alguns é a segunda característica: o papel de Jerusalém como sede do governo mundial. Isso aparentemente é uma possibilidade bastante remota (lembrando que Padre Arminjon escreveu mais de meio século antes da fundação do Estado de Israel). Entretanto, ela não o é se nos deixarmos guiar pela boa lógica e inegável evidência. “De fato, quando a fé cristã ter finalmente desaparecido do coração dos homens – quando o prazer e o bem-estar terem se tornado os deuses do momento – a atividade humano terá então um único objetivo: o poder do Estado; uma única alavanca e estímulo: a opinião pública; uma só inspiração e força-motriz, este sustentáculo, esta força-motriz será o ouro. O ouro terá precedência sobre a religião e a moral, tornando-se a base da política e a chave-mestra de todas as instituições. Os pontífices e reis serão os financistas: e o povo que possuir mais ouro será em breve o que exercerá maior controle sobre nós.” (p. 40-41)

Não seria uma questão de lógica supor que o abandono de um ideal que foi a alma da civilização europeia, ou melhor, que esse esforço contínuo e conjunto das nações para expulsá-lo da sociedade civil, não levaria ao topo os seus maiores inimigos? Muito provavelmente que sim. E o que poderia ser uma mera matéria de probabilidade é rapidamente convertido em certeza pelos fatos. A apostasia da sociedade cristã é diretamente proporcional ao avanço e hegemonia cultural dos judeus, o povo que desde os tempos de Cristo cega e obstinadamente resiste a Nosso Senhor Jesus Cristo e sua Igreja, contra toda evidência das profecias e dos milagres, contra todos os castigos que tal recusa lhes trouxe. O motivo da sobrevivência deste povo e do papel preponderante que ele ocupa nesses nossos tempos tem tudo a ver com o papel que eles desempenharão no fim dos tempos.

“Ora”, diz Padre Arminjon na segunda metade do século XIX, pouco menos de cem anos depois da Revolução Francesa, “faz menos de um século atrás que esse povo foi emancipado e, qual aluvião que estoura todos os diques, eles já estão no comando dos assuntos humanos. Ontem mesmo noviços na vida civil e política, hoje eles já são dominantes em todos os lugares e nada mais se pode fazer sem eles. Eles subornam e têm a sua disposição as agências de propaganda e os principais órgãos da imprensa. Eles são os credores dos principais estados da Europa. As ferrovias, as grandes invenções, os bancos e teatros pertencem a eles; eles são a cabeça do grande movimento socialista que está agitando Rússia, Alemanha e França;… eles governam os principados do Danúbio e tem o voto decisivo nos altos conselhos da maçonaria, dirigindo sua operação e inspiração.

Enquanto escrevemos essas linhas, o que é chamada de questão anti-semítica está colocando um formidável problema para o Estado, agitando a Alemanha e a Europa Central profundamente. O ponto em questão é o progresso e crescente influência do judaísmo, que no presente constitui uma ameaça à civilização, à segurança e existência dos povos cristãos. A questão está causando séria preocupação em políticos e homens de Estado, mas, uma vez que eles se recusam a deixar-se guiar pela luz do catolicismo e da religião revelada, eles são impotentes na busca de uma verdadeira solução.

Para falar somente da Prússia, um cálculo recente estabeleceu que o número de estudantes de escolas secundárias e superiores nesse império são 87.942 protestantes, 20.147 católicos e 12.371 israelitas. Se reduzirmos isso a cifra proporcional da população, ela deveria ser 79.000 protestantes, 40.000 católicos e 1.8000 israelitas. Esta desproporção dá ocasião à grave reflexão. Dos 1.200 estudantes de direito na Universidade de Berlim, 600 são israelitas – e eis que fazem apenas seis anos que as portas das magistraturas e serviço público foram abertas para os judeus. Se esse avanço continuar, é certo que dentro de vinte e cinco anos três quartos dos cargos públicos na Alemanha serão ocupados por judeus. É um fato que, no presente, eles já são dominantes nas finanças, na imprensa e estão atuando como um Estado dentro do Estado.

O judaísmo é realmente uma fé confessional e doutrina enxertada em uma raça e nacionalidade. Todos os outros povos – franceses, italianos, alemães e espanhóis -, se eles viverem por um certo tempo sujeitos ao mesmo governo e forma de administração, se eles forem governados pelas mesmas instituições – não levará muito tempo para que eles se juntem, unam seus interesses, misturarem seu sangue e adquiriram as mesmas aspirações e espírito patriótico. Já o judeu é inassimilável: ele está plantado nos outros povos na posição de inquilino, como disse um famoso escritor; ou, em vez, ele considera a si mesmo como um exilado e cativo no meio das nações. Em vez de uma pátria real, ele tem unicamente uma pátria ideal: a Palestina. Jerusalém é a única cidade pela qual ele anseia. Em seus discursos e escritos, em cada página de seus jornais e revistas, eles manifestam a esperança que eles nunca cessaram de entreter: reconstruir um novo reino judeu ou em Jerusalém ou em seus arredores.

Assim, não é a nacionalidade e o sangue que impedem os judeus de serem assimilados e que os estabelecem em aberta inimizade com os outros povos, mas a religião: não a religião de Moisés, que eles abandonaram e que eles já não conhecem senão o nome, mas a sua religião talmúdica, rabínica, uma coleção de absurdos e fábulas confusas, baseadas, não no princípio evangélico do amor ao próximo, mas na obrigação de jurar profundo ódio a todos que não são de seu sangue. Assim, um axioma reconhecido e elevado por Israel ao nível de doutrina e símbolo revelado é que, cada vez que se considera útil para os seus interesses, um judeu tem o dever de fingir conversão e participar exteriormente nos costumes e práticas de uma religião outra que a sua. Assim, foi descoberto que no tempo presente existem judeus na Alemanha que recebem o batismo e aceitam o cristianismo a fim de adquirir terras, conquistar para si títulos de nobreza e obter mais facilmente posições públicas, e que depois colocam essas vantagens em favor do enriquecimento da sinagoga e do empobrecimento dos povos nos quais vivem.

O liberalismo moderno, com seu fútil sentimentalismo e falsos princípios igualitários, tem contribuído mais do que todos os outros erros para produzir essa preponderância e opressora maré de influência judaica que com boas razões temem os povos europeus.

Na Idade Média as nações e príncipes cristãos, iluminados pela Igreja, tinham previsto este perigo social. Por um lado, eles sabiam que tinham o dever de tolerar os judeus, e que era impossível se livrar deles, pois a profecia afirma que eles subsistiriam até o fim dos tempos e que somente assim eles haveriam de retornar para a verdadeira fé. Por outro lado, eles sabiam que não poderiam viver em paz e segurança se eles concedessem irrestrita liberdade a essa raça tão ávida pelo poder. É um fato de experiência que, onde quer quer os judeus tenham se estabelecido e predominado, eles se converteram em déspotas e encarniçados tiranos. É por isso que, negando-lhes os direitos civis e políticos que eles teriam abusado – e abusaram onde quer que a riqueza os tenha feito mestres -, o Direito Canônico lhes garantia tolerância. Ele cuidava deles de modo que tivessem paz para executar calmamente suas atividades e assuntos comerciais, sem prejuízo para os cristãos com os quais eles se misturavam; e mediante essas sábias medidas, os judeus foram por séculos não só protegidos, mas também defendidos contra o ódio universal, o fermento e exasperação de povos incompreensivos.

Tal é a questão judaica que neste momento está profundamente agitando a opinião na Prússia, Áustria e Polônia; sua solução parece carregada com os mais sombrios auspícios. Ora, se nós tomamos Israel como um todo, pondo de lado os homens dessa nação que caíram no racionalismo e descrença, o núcleo da raça judaica não cessou de nutrir a mesma ilusão que nós já indicamos: ainda esperam por um Messias, que eles continuam a entender como um conquistador poderoso que subjugará a terra. Não muito tempo atrás, um dos mais autoritativos expoentes do Talmude ousou dizer:

“Um novo messianismo nascerá, uma Jerusalém de uma nova ordem, reverentemente estabelecida entre o Ocidente e o Oriente, deve substituir a dupla cidade dos Césares e dos Papas.” Além do mais, é mais do que um fato estabelecido que os crentes ortodoxos tem mantido como seu motto e palavra de ordem, a asserção uma vez dita por um famoso rabino: “Jerusalém ainda é o pivô de nossas esperanças e nossa fé.”

Ora, é improvável que em uma condição social como a nossa, em que os mais temíveis e inauditos eventos agigantam-se com a rapidez da correnteza e do trovão, possa viver um homem que tire proveito do caos em que nossas revoluções nos lançam, conquiste as massas e ganhe domínio sobre mentes e corações; e que, jurando regenerar a humanidade, entoe um grito de guerra para o qual todos os seus correligionários irão responder, assim obtendo a o poder universal, um estupendo domínio sobre mentes e corpos, um domínio aceito entusiasticamente pela universalidade dos povos enganados e seduzidos?

Por fim, não creríamos que este homem poderoso e iníquo, que prenderá o mundo com mãos de ferro com indescritível e irrestrito despotismo, unificando a raça humana pela escravidão das consciências e humilhação dos espíritos, será o personagem retratado e predito por São João como o Anticristo, e que ele será o homem que a Divina Providência desejou usar a fim de desenganar Israel, que primeiramente o aclamará como seu Messias e Rei?”  (p. 41-44)

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