O sacrilégio da intercomunhão

Não católicos podem receber os sacramentos? [PDF]

1. Código de Direito Canônico
É proibido administrar os Sacramentos da Igreja aos hereges ou cismáticos, ainda que errem de boa fé e peçam por eles, a menos que eles antes renunciem a seus erros e se reconciliem com a Igreja. (Papa Bento XV, Código de Direito Canônico, cân. 731 §2, 1917)

1. Novo Código de Direito Canônico
Os ministros católicos podem licitamente administrar os sacramentos da Penitência, Eucaristia e Unção dos Enfermos aos membros das igrejas orientais que não estão em plena comunhão com a Igreja Católica, se eles espontaneamente pedirem por eles e estiverem propriamente dispostos. (João Paulo II, Novo Código de Direito Canônico cân 844 §3, 1983)

2. Papa Inocêncio III
Os clérigos certamente não devem dar os sacramentos da Igreja a esses homens pestilentos [hereges], nem dar-lhes sepultura cristã, nem aceitar doações e ofertas da parte deles; se eles assim o fizerem, que sejam depostos de seu ofício e não retornem a ele sem o especial indulto da Sé Apostólica. (Papa Inocêncio III, Quarto Concílio de Latrão, Constituição, c. 3, 11-30 nov. 1215)

2. João Paulo II
É motivo de alegria lembrar que os ministros católicos podem, em determinados casos particulares, ministrar os sacramentos da Eucaristia, da Penitência, da Unção dos Enfermos a outros cristãos que não estão em plena comunhão com a Igreja Católica, mas desejam ardentemente recebê-los, pedem-nos livremente, e manifestam a fé que a Igreja Católica professa nesses sacramentos. (João Paulo II, Ut unum sint, n. 46, 25 mai. 1995)

3. Papa Júlio II
Se alguém disser que a fé, só, é preparação suficiente para receber o sacramento da santíssima Eucarista, seja anátema. (Papa Júlio II, Concílio de Trento, Sessão XIII, cân. 11; Denzinger-Hünermann n. 1661)

3. Novo Catecismo
Quando surge uma necessidade grave, a critério do ordinário, os ministros católicos podem dar os sacramentos (Eucaristia, Penitência, Unção dos Enfermos) aos outros cristãos que não estão em plena comunhão com a Igreja Católica, mas que os pedem espontaneamente: é preciso então que manifestem a fé católica no tocante a esses sacramentos e que apresentem as disposições exigidas. (João Paulo II, Novo Catecismo da Igreja Católica, n. 1401)

4. Papa Júlio II
Além disso, quis que [o sacramento da Eucaristia] fosse penhor de nossa glória futura e da perpétua felicidade e, símbolo daquele único corpo do qual ele mesmo é a cabeça [cf. 1Cor 11, 3; Ef 5, 23], ao qual quis que estivéssemos ligados, como membros, pelos laços estreitíssimos da fé, da esperança e da caridade, para que todos disséssemos o mesmo, nem houvesse cisma entre nós [cf. 1Cor 1, 19]. (Papa Júlio II, Concílio de Trento, Sessão XIII, c. 2; Denzinger-Hünermann n. 1638)

4. Paulo VI
Todavia, não é lícito considerar a communicatio in sacris como um meio a ser aplicado indiscriminadamente na restauração da unidade dos cristãos. Esta communicatio depende principalmente de dois princípios: da necessidade de testemunhar a unidade da Igreja e da participação nos meios da graça. O testemunho da unidade frequentemente a proíbe. A busca da graça algumas vezes a recomenda. (Paulo VI, Vaticano II, Unitatis Redintegratio, n. 8, 21 nov. 1964)

5. São João Damasceno
Com todos as forças, pois, guardemo-nos de receber a comunhão de hereges e de dar comunhão a eles. “Não deis aos cães o que é santo”, diz o Senhor, “nem lanceis aos porcos as vossas pérolas”, para que não comunguemos de sua desonra e condenação. (São João Damasceno, The Source of Knowledge, 2371a; The Faith of the Early Fathers, vol. 3, p. 340)

5. João Paulo II
No que concerne aos aspectos da intercomunhão, o recente Diretório Ecumênico [v. n. 10] confirma e declara precisamente tudo o que o Concílio disse, isto é, uma certa intercomunhão é possível, uma vez que as igrejas orientais possuem verdadeiros sacramentos, especialmente o sacerdócio e a Eucaristia. (João Paulo II, Audiência Geral, 9 ago. 1995)

6. Papa Pio IX
Quem quer que coma o Cordeiro sem ser um membro da Igreja, o tem profanado. (Pio IX, Amantissimus, n. 3, 8 abr.1862)

6. João Paulo II
Se não é legítima em caso algum a concelebração quando falta a plena comunhão, o mesmo não acontece relativamente à administração da Eucaristia, em circunstâncias especiais, a indivíduos pertencentes a Igrejas ou Comunidades eclesiais que não estão em plena comunhão com a Igreja Católica. (João Paulo II, Ecclesia de Eucharistia, n. 45, 17 abr. 2003)

7. Papa Eugênio IV
Tão importante é a unidade do corpo da Igreja, que só para aqueles que nela perseveram os sacramentos da Igreja trazem a salvação e os jejuns, as outras obras de piedade e os exercícios da milícia cristã podem obter a recompensa eterna. Nenhum, por mais esmolas que tenha dado, e mesmo que tenha derramado o sangue pelo nome de Cristo, poderá ser salvo se não permanecer no seio e na unidade da Igreja Católica. (Papa Eugênio IV, Concílio de Florença, Cantate Domino, 4 fev. 1442; Denz.-Hün. n. 1351)

7. Paulo VI
De harmonia com estes princípios, podem ser conferidos aos orientais que de boa fé se acham separados da Igreja católica, quando espontâneamente pedem e estão bem dispostos, os sacramentos da Penitência, Eucaristia e Unção dos enfermos. (Paulo VI, Vaticano II, Orientalium Ecclesiarum, n. 27)

8. Papa Pio VIII
Jerônimo costumava dizê-lo deste modo: aquele que come o Cordeiro fora de casa perecerá como aqueles que, no dilúvio, não estavam com Noé na arca. (Papa Pio VIII, Traditi Humilitati, n. 4, 24 mai. 1829)

8. João Paulo II
A praxe pastoral demonstra, com relação aos irmãos orientais, que se podem e devem considerar as várias circunstâncias das pessoas nas quais nem é lesada a unidade da Igreja, nem há perigos a evitar, mas urgem a necessidade da salvação e o bem espiritual das almas.” (João Paulo II, Ecclesia de Eucharistia, n. 58, 17 abr. 2003)

9. Papa Gregório XVI
Quem quer que ouse apartar-se da unidade de Pedro deve entender que já não tem parte nos divinos mistérios… ‘Quem quer que coma o Cordeiro fora de casa não é santificado.” (Papa Gregório XVI, Commissum Divinitus, n. 11, 17 mai. 1835)

9. Bento XVI
Não deixa, porém, de ser verdade que, em ordem à salvação eterna, há a possibilidade de admitir indivíduos cristãos não católicos à Eucaristia, ao sacramento da Penitência e à Unção dos Enfermos. (Bento XVI, Sacramentum Charitatis, n. 56, 22 fev. 2007)

10. Manual de Teologia Moral
Administração da penitência e extrema unção a hereges e cismáticos. (a) Geralmente isso é ilícito, mesmo que essas pessoas o sejam de boa fé e peçam pelos sacramentos. Elas devem primeiro renunciar aos seus erros e se reconciliar com a Igreja (cân. 731). (b) Excepcionalmente, de acordo com alguns moralistas, fazê-lo é legítimo quando há extrema necessidade. Então, conforme essa visão, um sacerdote pode dar secretamente a absolvição condicional a um herege e cismático inconsciente em perigo de morte que mostrou sinais de arrependimento; ele pode absolver e ungir um herege e cismático agonizante, embora consciente, se tal pessoa parecer de boa fé e arrependida, disposta a fazer tudo o que Deus requer dela. Mas o sacerdote deve primeiro tentar converter o agonizante, se isso for possível e se a boa fé do último não for perturbada; ele também deve evitar causar escândalo. (McHugh & Callan, Moral Theology, Vol. II, n. 2681, p. 665, 1958)

10. PCPUC
Os ministros católicos podem licitamente administrar os sacramentos da penitência, Eucaristia e unção dos enfermos aos membros das igrejas orientais que o pedem espontaneamente e que tenham as disposições requeridas. Também nesses casos há que prestar atenção à disciplina das igrejas orientais para seus próprios fiéis e evitar toda aparência de proselitismo. (Pontifício Conselho para a Promoção da Unidade dos Cristãos, Diretório para a Aplicação dos Princípios e Normas do Ecumenismo, n. 125, 1993)

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