São Pio X denuncia o modernismo do Vaticano II

Sao Pio X ii

DISCURSO DO SANTO PADRE PIO X AOS NOVOS CARDEAIS

17 abr. 1907

[…]

E vós sabeis, Veneráveis Irmãos, que por isso não temia a Igreja, quando os éditos dos Césares intimavam aos primeiros cristãos: ou abandonar o culto de Jesus Cristo ou morrer; porque o sangue dos mártires era semente de novos prosélitos à fé. Mas a guerra tormentosa, que a faz repetir: Ecce in pace amaritudo mea amarissima [eis aqui na paz a minha amargura amaríssima], é aquela que deriva da aberração das mentes, quando suas doutrinas são mal-entendidas e se repete no mundo o grito de rebelião, pelo qual foram expulsos os rebeldes do Céu. E infelizmente rebeldes são aqueles que professam e difundem sob formas sutis os erros monstruosos sobre a evolução do dogma, sobre o retorno ao Evangelho puro, isto é, desfolhado, como dizem, das explicações da teologia, das definições dos Concílios, das máximas da religião -, sobre a emancipação da Igreja, mas de um modo novo, sem rebelar-se para não ser cortados fora, mas sem tampouco sujeitar-se para não faltarem às próprias convicções, e finalmente sobre adaptação aos tempos em tudo, no falar, no escrever e no pregar uma caridade sem fé, muito terna aos incrédulos, que abre a todos infelizmente o caminho da eterna ruína.

Vós bem vedes, Veneráveis Irmãos, se Nós, que devemos defender com todas as forças o depósito que nos foi confiado, não temos razão de estar angustiados diante deste ataque, que não é uma heresia, mas o compêndio e o veneno de todas as heresias, que tende a minar os fundamentos da fé e aniquilar o cristianismo.

Sim, aniquilar o cristianismo, porque a Sagrada Escritura para esses hereges modernos não é mais a fonte segura de todas as verdades pertencentes à fé, mas apenas um livro comum; – a inspiração para eles se restringe às doutrinas dogmáticas, entendidas a sua maneira, e quase não se diferencia da inspiração poética de Ésquilo e Homero. A legítima intérprete da Bíblia é a Igreja, mas sujeita às regras da chamada ciência crítica, que se impõe a Teologia e a faz escrava. Para a Tradição, finalmente, tudo é relativo e sujeito à mutações e assim a autoridade dos Santos Padres se reduz a nada. E espalham todos esses mil e tantos erros em panfletos, jornais, livros religiosos e até mesmo em romances, e lhes envolvem em certos termos ambíguos, em certas formas nebulosas, a fim de deixar sempre aberta uma brecha para a defesa, para não incorrer em uma aberta condenação e conduzir os incautos as suas armadilhas.

Nós contamos muito com a vossa obra também, Veneráveis Irmãos, porque se vós conheceis com os Bispos, vossos subordinados nas vossas regiões, estes semeadores da cizânia, uni-vos a Nós no combate, informai-nos do perigo aos quais estão expostas as almas, denunciai os seus livros às Sagradas Congregações Romanas e enquanto isso, usando das faculdades a vós concedidas pelos Sagrados Cânones, solenemente os condenem, persuadidos da altíssima obrigação que haveis assumido de ajudar o Papa no governo da Igreja, de combater o erro e defender a verdade até a efusão do sangue.

[…]

AAS, vol. XL (1907), pp. 259-262.

DISCORSO DEL SANTO PADRE PIO X AI NUOVI CARDINALI

17 aprile 1907

[…]

E voi lo sapete, Venerabili Fratelli, che per questo non temeva la Chiesa, quando gli editti dei Cesari intimavano ai primi cristiani: o abbandonare il culto a Gesù Cristo o morire; perchè il sangue dei martiri era semente di nuovi proseliti alla fede. Ma la guerra tormentosa, che la fa ripetere: Ecce in pace amaritudo mea amarissima, è quella che deriva dalla aberrazione delle menti, per la quale si misconoscono le sue dottrine e si ripete nel mondo il grido di rivolta, per cui furono cacciati i ribelli dal Cielo. E ribelli pur troppo sono quelli, che professano e diffondono sotto forme subdole gli errori mostruosi sulla evoluzione del dogma, sul ritorno al Vangelo puro, vale a dire sfrondato, com’ essi dicono, dalle spiegazioni della teologia, dalle definizioni dei Concilii, dalle massime dell’ ascetica, — sulla emancipazione dalla Chiesa, però in modo nuovo senza ribellarsi per non esser tagliati fuori, ma nemmeno assoggettarsi per non mancare alle proprie convinzioni, e finalmente sull’ adattamento ai tempi in tutto, nel parlare, nello scrivere e nel predicare una carità senza fede, tenera assai pei miscredenti, che apre a tutti purtroppo la via all’eterna rovina.

Voi ben vedete, o Venerabili Fratelli, se Noi, che dobbiamo difendere con tutte le forze il deposito che Ci venne affidato, non abbiamo ragione di essere in angustie di fronte a quest’attacco, che non è un’eresia, ma il compendio e il veleno di tutte le eresie, che tende a scalzare i fondamenti della fede ed annientare il cristianesimo.

Sì, annientare il cristianesimo, perchè la Sacra Scrittura per questi eretici moderni non è più la fonte sicura di tutte le verità che appartengono alla fede, ma un libro comune; — l’ ispirazione per loro si restringe alle dottrine dogmatiche, intese però a loro modo, e per poco non si differenzia dall’ ispirazione poetica di Eschilo e di Omero. Legittima interprete della Bibbia è la Chiesa, però soggetta alle regole della così detta scienza critica, che s’impone alla Teologia e la rende schiava. Per la tradizione finalmente tutto è relativo e soggetto a mutazioni, e quindi ridotta al niente l’autorità dei Santi Padri. E tutti questi e mille altri errori li propalano in opuscoli, in riviste, in libri ascetici e perfino in romanzi e li involgono in certi termini ambigui, in certe forme nebulose, onde avere sempre aperto uno scampo alla difesa per non incorrere in un’ aperta condanna e prendere però gli incauti ai loro lacci.

Noi pertanto contiamo assai anche sull’opera vostra, Venerabili Fratelli, perchè qualora conosciate coi Vescovi Vostri suffraganei nelle vostre Regioni di questi seminatori di zizzania, vi uniate a Noi nel combattere, Ci informiate del pericolo a cui sono esposte le anime, denunciate i loro libri alle Sacre Congregazioni Romane e frattanto, usando delle facoltà che dai Sacri Canoni vi sono concesse, solennemente li condanniate, persuasi dell’obbligo altissimo che avete assunto di aiutare il Papa nel governo della Chiesa, di combattere l’ errore e di difendere la verità fino all’ effusione del sangue.

[…]

AAS, vol. XL (1907), pp. 259-262.

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