A Santa Igreja Católica, a Remissão dos Pecados e a Comunhão dos Santos

6.ª Lição de Catecismo da Doutrina Cristã. A Santa Igreja Católica, a Remissão dos Pecados e a Comunhão dos Santos.

Revisão geral, sobretudo da lição sobre o Juízo Particular e Universal.

I. A Santa Igreja Católica é a Igreja de Cristo. Ela foi fundada por Nosso Senhor para continuar a sua missão redentora sobre a terra. Durante sua vida pública, Jesus Cristo pregou, por exemplo, o sermão da montanha e as parábolas a fim de converter os homens para Deus e preservar os seus discípulos no caminho do Céu; ele também conferiu graças aos que o seguiam, por exemplo, perdoando os pecados de Maria Madelena, oferecendo o seu corpo e o seu sangue na Última Ceia, dizendo ali a primeira Santa Missa, abençoando as crianças que vinham ao seu encontro, e assim ele fez porque pouco aproveita o esforço humano sem a graça de Deus. Cristo ainda governou seus discípulos, estabelecendo leis, enviando seus apóstolos, repreendendo e castigando os fariseus etc., pois não basta crer nas palavras do Senhor, mas também é preciso colocá-las em prática, evitando o mal e fazendo o bem. Nosso Salvador então exerceu um tríplice ministério: um ministério doutrinal, sacerdotal e pastoral, ou ainda, Cristo Nosso Senhor foi mestre, sacerdote e rei das almas. Este tríplice ministério comunicou-o aos Apóstolos, colunas e fundamentos da Santa Igreja Católica, a fim de perpetuar a sua missão redentora por meio deles e seus sucessores. Transmitiu-lhes o ministério doutrinal, mandando que ensinassem a todas as nações; o ministério sacerdotal, dando-lhes o poder de perdoar os pecados, de dizer a Santa Missa e de batizar; o ministério pastoral, conferindo-lhes o poder de censurar; de de ligar e desligar, isto é, de fazer leis e de as abolir. Dizendo essas coisas aos Apóstolos, Cristo também se dirigiu aos seus sucessores no apostolado, isto é, ao Papa e aos Bispos, pois disse estar com eles até a consumação dos séculos e, ademais, foi com a autoridade do mesmo Cristo que os Apóstolos escolheram sucessores idôneos dentre os discípulos do Senhor. De fato, Cristo continua presente no meio de nós ensinando, santificando e governando pela Igreja que nos transmite a salutar doutrina de Jesus Cristo, comunica-nos suas graças e nos guia para o Céu.

II. A Santa Igreja Católica é a nossa mãe. Quando o pai parte para uma viagem deixa os filhos com a mãe e transmite-lhe a sua autoridade. Jesus Cristo fez o mesmo ao deixar a terra: deixou-nos aos cuidados de nossa mãe, a Igreja, e deu-lhe plena autoridade sobre nós. É preciso, portanto, honrar a Deus como a nosso pai, e à Igreja como a nossa mãe, uma mãe que nos gera para a vida eterna e nos educa para o Céu. Se nós já amamos a nossa pátria terrestre, porque nela nascemos e dela recebemos educação, se estamos prontos até mesmo para morrer por ela, com mais forte razão somos obrigados a amar a Igreja, a qual devemos a vida eterna; é justo, com efeito, que demos preferência aos bens superiores da alma sobre os bens perecíveis do corpo. Assim, de fato, fizeram os mártires e confessores da fé católica que ilustraram a Igreja com a grandeza de seus exemplos.

III. A Santa Igreja Católica é infalível no desempenho de suas funções. Em sua missão de nos gerar e educar para o Céu, a Santa Igreja Católica é guiada e protegida pelo Espírito Santo, a Terceira Pessoa da Santíssima Trindade, que garante a santidade de sua doutrina, culto e governo das almas. Já que somente ela goza dessa assistência, a Santa Igreja Católica pode ser definida como a sociedade dos fiéis que professam a doutrina de Jesus Cristo, participam dos mesmos Sacramentos instituídos por Ele e obedecem aos legítimos pastores, principalmente ao Romano Pontífice. Daí se depreende que não são membros da Igreja os hereges e os apóstatas, que não têm a fé; nem os judeus e os infiéis, que não tem sequer o sacramento do batismo; e tampouco o são os cismáticos e excomungados, que não têm a obediência aos pastores legítimos.

IV. A Santa Igreja Católica é representada por meio de muitos nomes e imagens que ajudam a compreender a excelência de sua natureza. Ela é chamada de cidade erguida sobre o monte, corpo de Cristo, esposa de Cristo, templo do Espírito Santo, reino de Deus, coluna e fundamento da verdade etc. Nosso Senhor, dentre outras coisas, descreve-a como um rebanho do qual ele é o Bom Pastor. O Bom Pastor alimenta suas ovelhas, dá-lhes a beber de fontes limpas e as conduz por um caminho seguro, protegendo-as dos lobos. E de fato é assim em sua Santa Igreja com o ministério doutrinal, sacerdotal e pastoral: o Bom Pastor alimenta o seu rebanho com a doutrina da salvação, sacia a sede dos fiéis pelos Sacramentos, verdadeiras fontes da graça de Deus, e mantém o rebanho bem unido pela obediência aos legítimos pastores, principalmente ao Papa, a quem, depois de sua Ressurreição, constituiu como chefe visível do seu rebanho.

V. Jesus Cristo instituiu a Igreja para que todos os homens pudessem encontrar nela os maios de conseguir a sua salvação eterna. Os principais meios que se encontram na Igreja para se alcançar a vida eterna são: a verdadeira fé, a graça por meio dos Sacramentos, a remissão dos pecados e a comunhão dos Santos.

VI. A remissão dos pecados quer dizer que Jesus Cristo deu à Igreja o poder de perdoar todos os pecados, por meio dos Sacramentos que ele instituiu para este fim. A comunhão dos Santos é a participação de todos os fiéis cristãos nas orações e nas outras boas obras que se fazem na Igreja.

VII. Todas as verdades de fé que vimos até aqui, a saber, a unidade e a trindade de Deus, a encarnação do Filho de Deus, a Paixão e Morte de Nosso Senhor Jesus Cristo, o Juízo Particular e Universal, a Santa Igreja Católica e todos os bens que dela recebemos, estão reunidas em uma breve fórmula chamada Credo. É necessário saber de cor o Credo e cuidar para entender bem o significado de todas as suas partes. O Credo se diz assim:

Creio em Deus Pai, todo-poderoso, Criador do céu e da terra; e em Jesus Cristo, um só seu Filho, Nosso Senhor; o qual foi concebido do Espírito Santo, nasceu de Maria Virgem; padeceu sob o poder de Pôncio Pilatos; foi crucificado, morto e sepultado; desceu aos infernos; ao terceiro dia ressurgiu dos mortos; subiu ao Céu, está assentado à mão direita de Deus Pai, todo-poderoso, donde há de vir a julgar os vivos e os mortos; creio no Espírito Santo; na Santa Igreja Católica; na Comunhão dos Santos; na remissão dos pecados; na ressurreição da carne; na vida eterna. Amém.

APÊNDICE
1. A nova eclesiologia do Vaticano II: https://controversiacatolica.com/2018/11/04/a-nova-eclesiologia-do-vaticano-ii/

2. As heresias do Vaticano II: https://controversiacatolica.com/2018/11/06/as-heresias-do-concilio-vaticano-ii/

3. Tradicionalistas, a Infalibilidade e o Papa: https://catolicoromano.com.br/tradicionalistas-infalibilidade-e-o-papa/

4. A indefectibilidade da Igreja: https://controversiacatolica.com/2018/12/23/a-indefectibilidade-da-igreja/

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