O Segundo Mandamento da Lei de Deus: Não tomar o seu Santo Nome em vão

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17ª Lição de Catecismo da Doutrina Cristã. O Segundo Mandamento da Lei de Deus: Não tomar o seu Santo Nome em vão.

I. O Segundo Mandamento da Lei de Deus é não tomar o seu Santo Nome em vão. O Primeiro Mandamento ordena que rendamos a Deus o culto supremo que lhe é devido, a homenagem de nossa inteligência e de nossa vontade mediante a adoração a Deus como nosso único Criador e Senhor. O Segundo Mandamento, por sua vez, exige que honremos a Deus com as nossas palavras por meio do louvor e a ação de graças e evitemos ofendê-lo blasfemando, jurando falso ou até mesmo jurando sem necessidade e nomeando a Deus com irreverência ou desprezo.

II. Vários são os modos de louvar o Nome de Deus, mas todos se resumem em cinco: (1) proclamá-lo publicamente como nosso Senhor e Salvador; (2) estudar com fervor a palavra de Deus, meditá-la e decorá-la com interesse, quer lendo, quer ouvindo; (3) recitar preces litúrgicas e devoções aprovadas, agradecendo a Deus especialmente por todos os bens e males que nos acontecem; (4) pedir sua proteção, para que nos livre das calamidades ou nos dê forças para suportá-las com perseverança; (5) invocar a Deus por testemunha para comprovar uma verdade. Neste último caso, que é o juramento, somente honramos a Deus com as palavras quando há necessidade, isto é, havendo uma causa grave e justa para fazê-lo.

III. O juramento é como remédio que vem ao encontro da fragilidade humana. Se ele é usado sem critério ou demasiadamente pode causar grande dano espiritual, porque quando juramos chamamos a Deus por testemunha. As condições para que um juramento seja reto e santo é jurar com verdade, critério e justiça (Jr 4, 2). Isso vale tanto para o juramento assertório, ou seja, quando se afirma que algo é verdade, quanto para o juramento promissório, quando se promete fazer algo no futuro.

IV. Somente há verdade, quando o que se jura em nome de Deus é certeza absoluta no caso do assertório e realmente há o compromisso e meios de cumpri-lo no caso do promissório; somente há critério, quando se jura por grave necessidade, não por leviandade, mas depois de madura reflexão sobre a importância de fazê-lo; somente há justiça, quando se jura por algo honesto. Prometer a execução de uma obra ilícita é pecado e a este acrescenta-se outro se aquele que o fez vier a cumpri-lo.

V. Tal foi o caso de Herodes que não só jurou mal, mas também cumpriu seu juramento assassinando a São João Batista. Donde se adverte em muitos lugares da Escritura sobre a importância da moderação na hora de jurar. “Não acostume tua boca a jurar, porque isso traz ocasião para muitas quedas” (Eclo 23, 9), “Seja o vosso modo de falar: Sim, sim; não, não. O que daí passa, vem do Maligno.” (Mt 5, 37). Por outro lado, o juramento bem-feito é santo e bom, pode até salvar a vida de um inocente ou preservar as instituições eclesiásticas e civis de conspirações malignas. “Os homens juram por quem é maior do que eles, e o juramento, servindo de garantia, põe fim às contendas.” (Hb 6, 16). É por isso que se diz: “Louvados serão todos aqueles que juram por Ele” (Sl 62, 12).

VI. O Segundo Mandamento, portanto, proíbe o perjúrio, o nome que se dá ao juramento falso, leviano ou injusto. Peca-se também contra este mandamento quando se quebra um voto feito a Deus. O voto é a promessa feita a Deus de algo que lhe seja mais agradável, tal é a natureza dos votos de pobreza, obediência e castidade feitos pelos religiosos. Assim como os juramentos promissórios, os votos tem que ser feitos com toda ponderação e deliberação.

VII. Além disso, proíbe-se a blasfêmia. Blasfêmia é toda palavra de injúria, desprezo e maldição de Deus, Nossa Senhora, os Santos e as coisas sagradas. Há três tipos de blasfêmia: imprecativa, herética e contumeliosa. Ela é imprecativa quando o Nome de Deus é amaldiçoado; herética quando, além de ofendê-lo com a palavra, contém algum erro contra a fé, atribuindo-lhe o que não convém, ou negando-se-lhe o que lhe pertence; contumeliosa, quando por modo de impropério, escárnio ou desprezo lhe atribui contumélias inconvenientes. A blasfêmia é um pecado gravíssimo. Por este pecado caíram os homens nas maiores desgraças.


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2 comentários em “O Segundo Mandamento da Lei de Deus: Não tomar o seu Santo Nome em vão

  1. Olá Rafael, obrigada pelos seus ensinamentos. Se vc não se importa gostaria de imprimir estes posts, porque posso guarda-los, ler com calma e tirar as minhas dúvidas. Mas fique tranquilo, pois vão ser identificados – Controvérsia Católica (D.R.Moreira).

    1. Sem problemas, pode usar o material como lhe parecer melhor. A finalidade da doutrina cristã, como disse S. Pio X na Acerbo Nimis, é a emenda de vida ou, tomando uma expressão de Nosso Senhor, é a santificação na verdade. Se este material servir para isso, já fico satisfeito e muito feliz por alcançar o objetivo das catequeses.

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