A Missa de Caim

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A MISSA DE CAIM

Por Louis Demornex

A Missa Nova remonta ao sacrifício de Caim e não ao de Abel. De fato, encontra-se no ofertório da Missa Nova: “Bendito sejais, Senhor, Deus do Universo, pelo pão que recebemos de Vossa bondade, fruto da terra e do trabalho humano: que agora Vos apresentamos e para nós se vai tornar Pão da vida”. Quem é esse Deus do Universo? “Bendito sejais, Senhor, Deus do Universo” é uma expressão da cabala judaica. Não se diz: “Bendito sejais, Deus, Criador do Universo”, mas: “Bendito sejais, Deus do Universo”, que é Deus imanente ao universo, alma da matéria. Isso é tipicamente cabalístico.

Um livro escrito por um maçom luciferiano fornece a resposta: “O que, então, é o Senhor dos Céus, se não o Deus dos preguiçosos, dos ociosos e dos vagabundos que imaginam o espírito e estão saciados de matéria, que vivem de ideias e consomem a realidade? Não há espírito sem matéria, posto que se identificam entre si; caso contrário, o Senhor do Céu é o Deus do Nada, enquanto Satanás é o Deus do Universo! Deus do Universo, porque compreende espírito e matéria em um único ser, não podendo subsistir um sem o outro. Isso por si só deve ser para nós o Deus que governa ambos, e este é Satanás.” (Domenico Margiotta: Le palladisme: Culte de Satanás-Lúcifer in les triangles maçonniques, Grenoble 1895, p.44).

O Cardeal Montini, em 27 de março de 1960, em Turim, disse: “O homem moderno não chegará um dia, à medida que seus estudos científicos progridem e descobrem realidades escondidas atrás da face muda da matéria, a inclinar o ouvido à maravilhosa voz do espírito que nela palpita? [heresia panteísta, popularizada na década de 1950 por Teilhard de Chardin]. Não será essa a religião do amanhã? O próprio Einstein entreviu a espontaneidade de uma religião do universo. Ou não será, talvez, a minha religião hoje? Os trabalhos já não estão, desde já, engajados na trajetória direta que leva à religião?” (La Documentation Catholique. N ° 133, 19 de junho de 1960, p.764-765).

Montini nos permite, assim, vislumbrar que o panteísmo evolucionista era desde então sua religião pessoal. Não é de se admirar que essa “religião do universo” inspirará o Missal Montiniano: “Bendito sejais, Senhor, Deus do Universo”. A esse misterioso Deus do Universo o fruto da terra é oferecido como alimento.

Na Missa Verdadeira, o padre diz: “Recebei, Santo Pai, Deus Todo-Poderoso e Eterno, esta vítima imaculada”, isto é, o Cordeiro de Deus, o mais belo do rebanho, a ser oferecido. Para entender o profundo significado dessa diferença, voltemos à Sagrada Escritura: “Depois de muito tempo, Caim ofereceu o sacrifício dos frutos da terra a Deus; Abel então ofereceu o primogênito de seu rebanho, dos mais gordos. Deus olhou para Abel e seus dons, mas não olhou para Caim e seus dons. Caim ficou com muita raiva e seu rosto se desfez. Disse Caim a seu irmão Abel: “Vamos sair “. Logo que chegaram ao campo, Caim se levantou contra seu irmão Abel e o matou”. (Gen. IV, 5-6, 8).

Como não comparar esse evento histórico com a “igreja conciliar”, que se tornou a igreja de Caim, com seu rito (a “nova missa”) que quer matar a Igreja de Abel, com seu rito agradável a Deus (Santa Missa de sempre, dita “de São Pio V”)? Como podemos ver, esse desejo dos inimigos da Igreja de destruir o Santo Sacrifício já vem de muito tempo.

(L’Église éclipsée, Ed. Delacroix 1997, p. 236, nota 1).


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