O que você precisa saber sobre a Missa Una Cum

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Por Missa una cum se entende toda a Missa Tridentina que nomeia tanto o papa como do bispo modernista entre os defensores da fé católica. Como tal, ela é um ato ecumênico, uma grande blasfêmia e objetivamente um escândalo. É unir em torno de um mesmo Altar, Cristo e Belial, luz e trevas, catolicismo e modernismo.

O tema da Missa una cum já foi tratado no Controvérsia Católica, ele foi habilmente explicado por Monsenhor Dolan por volta de um ano atrás, no vídeo intitulado “Monsenhor Dolan: Perguntas e Respostas sobre a Missa una cum” (https://www.youtube.com/watch?v=RKrYbAVF7Y4).

Neste novo vídeo sobre o tema, Padre Rodrigo e eu temos a intenção de salientar mais uma vez a importância de evitar a frequência da Missa una cum mediante um pequeno comentário daquilo que se passa no momento em que o sacerdote coloca os nomes dos modernistas no cânon da Santa Missa.

Para mantê-lo simples e acessível mesmo àqueles pouco familiarizados com a questão, escolhemos utilizar um manual popular que, gozando de um justificado prestígio, pode ser facilmente encontrado na internet. Trata-se do livro Missa Tridentina: Explicações das orações e das cerimônias da Santa Missa pelo famoso liturgista Dom Prosper Guéranger.

A parte que aqui nos interessa é a seguinte:

“Em seguida o padre acrescenta: Una cum famulo tuo Papa nostro N. et Antistite nostro N. et omnibus orthodoxis, atque catholicae et apostolicae fidei cultoribus. Nem uma só missa é celebrada sem que ela aproveite a toda a Igreja. Todos os seus membros participam de cada missa, e esta oração nos dá o detalhe. Primeiro é mencionado o Vigário de Cristo na Terra, não sem uma inclinação de cabeça do celebrante para honrar a Nosso Senhor no seu Vigário…

Para que todos os seus membros, sem exceção, sejam mencionados, a Santa Igreja fala aqui de todos os fiéis, expressos nesta palavra: cultoribus, ou seja, todos os fiéis observantes da fé católica, pois é necessário estar dentro desta fé para ser incluído no número dos que são aqui mencionados pela Igreja. É preciso ser ortodoxo, omnibus ortodoxis, ou seja, ter o pensamento reto e professar a fé católica, a fé que nos vem dos Apóstolos. A Santa Igreja, ao insistir sobre estas palavras, omnibus orthodoxis, atque catholicae et apostolicae fidei cultoribus, mostra que nesse lugar do rito ela não reza por aqueles que não têm fé, que não têm a reta doutrina e que não receberam a fé dos Apóstolos.”

(GUÉRANGER, Dom Prosper. Missa Tridentina: Explicações das orações e das cerimônias da Santa Missa. Niterói-RJ: Permanência, 2010, pp. 92-93.)

Em suma, por mais incenso e latim, por maior que seja o esplendor das cerimônias, por mais barroco ou gótico que seja o templo e por mais dignas que sejam as vestes litúrgicas utilizadas, o padre e o fiel que está em uma Missa una cum afirma categoricamente que ele está em comunhão com os hereges modernistas, nomeadamente o que ora usurpa a Sé Petrina e seu auxiliar local, o herege diocesano, e que eles são pastores fiéis e ortodoxos, que têm o pensamento reto e professam a fé católica e apostólica.

O mínimo de bom senso aqui bastaria para qualquer sedevacantista ou tradicionalista perceber que, uma vez que ele está plenamente ciente de que os papas modernistas e seus asseclas não cabem dentro dessa categoria nem sonhando, porque é óbvio que eles foram e são, por tudo o que se sabe sobre eles, cultores da heresia e da heterodoxia, então eles jamais devem ir a uma Missa una cum, que é um ato público onde se afirma totalmente o contrário.

Também basta o mínimo de bom senso para que os conservadores que operam dentro da estrutura pós-conciliar decidam de uma vez se querem ser católicos ou modernistas. Com efeito, a Missa una cum os faz confessar a hierarquia modernista como perfeitamente católica. Nada há, portanto, que criticar sobre as novas doutrinas e disciplinas pós-conciliares… portanto, seu próprio movimento não tem razão de existência, salvo como uma “experiência tradicional” que não é mais verdadeira e boa que a experiência de comunhão com comunistas e protestantes, mais conhecidas como Teologia da Libertação e Renovação Carismática. Devem então, em solene procissão com bandeira de arco-íris e o ídolo de Pachamama, caminhar junto com eles, pondo-se de corpo e alma no trem modernista rumo a um reino ainda desconhecido, em constante evolução, que fica cada vez mais distante do catolicismo. Ou, então, se for para serem coerentes com as suas mais sinceras convicções, não dirão ou irão mais à Missa una cum, pois a verdade os obriga a admitir que os modernistas podem ser cultores de tudo, do surrealismo, da luta de classes, de abusos doutrinais, litúrgicos e morais de todo tipo, até mesmo cultores de árvores e do estilo de vida indígena… realmente de tudo, menos da fé católica e apostólica.

É por isso que pedimos aos nossos ilustres leitores e espectadores que deixem de ir não só à Missa Nova, que está totalmente fora de cogitação como uma alternativa ao católica, mas inclusive às missas em latim, tradicionais ou tridentinas rezadas por padres em comunhão com os modernistas.

Padre Anthony Cekada escreveu um artigo de 19 páginas somente sobre essa matéria, respondendo inclusive às objeções comumente feitas contra essa nossa posição. Embora creiamos que o que foi dito acima resolve o problema da maior parte das pessoas, também forneceremos uma tradução deste seu artigo bem mais extenso e detalhado, o qual, se Deus quiser, deve sair ainda neste mês de novembro.


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