O Vaticano II foi mal-interpretado?

O VATICANO II FOI MAL-INTERPRETADO?

Por Telmo Pereira

Vejamos: Dizem que o Concílio Vaticano II foi um Concílio mal-interpretado. Mas como é possível que um Concílio que tinha a missão de “traduzir” a Teologia Católica para uma linguagem acessível ao público leigo, fosse mal-entendido por pessoas doutoradas em ciências Sacras como Teologia e Direito Canónico, em Humanidades como Filosofia, Latim, Grego, História, Gramática, Direito, etc; em Ciências ditas exactas como Matemática, Física e Química; etc, etc?

E como que de um “mal-entendido” aja:
1) abandono da Tiara, da Cadeira Gestatória, dos Flabelos; etc – de tudo o que lembrava a dignidade Papal como Rei e Vigário de Cristo;
2) abolição da Guarda Palatina – e da Nobreza Romana;
3) novo Missal;
4) novos Sacramentos;
5) novo Catecismo;
6) novo Direito Canónico;
7) novo Ritual de Exorcismo;
8) novas Canonizações e Beatificações, com base no Humanismo;
9) Aliado a uma nova pastoral, uma nova “espiritualidade”;*

Na minha terra, um mal-entendido, no máximo, dá direito a uns empurrões e uns murros (é verdade que já tivemos uns tiros), mas nunca a formulação de uma outra Igreja.**

* – E essa lista poderia continuar indefinidamente…

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