Lula, Francisco e a Choradeira Neocon

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A burrice dos neoconservadores chegou a um patamar sem precedentes quando estes foram capazes de aplaudir um documento que cita do princípio ao cabo autores comunistas e subversivos, o qual também se encontra todo em linha com a corrente mais moderna da Teologia da Libertação – uma teoria imbecil, pseudo-teológica, pseudo-científica e sem fundamento cristão, mas que por isso mesmo se enquadra muito bem nos planos e ideais da sinagoga, da maçonaria e da ONU. Assim alegraram-se os neocons pelo mosquito – uhu, os padres não vão casar -, mas deixaram passar um camelo de proporções gigantescas, um camelo que tinha uma saliente pinta vermelha no seu lombo, a qual, onze dias depois, para o pasmo dos observadores desatentos, provou ser uma estrela do PT.

No entanto, neste nosso mundo moderno, não há nada tão ruim que não possa piorar. Como sinal patente de que não sabem do que falam, nem entendem o que leem, as vozes do neoconservadorismo nacional foram capazes de se surpreender e até se emocionar com o fato de o comunista Francisco ter recebido em audiência ao comunista Lula, como se não houvesse entre eles perfeita comunhão de pensamento e de ação. Impressionam-se com um acontecimento assaz previsível e de todo condizente com os movimentos do pseudo-pontificado bergogliano.

Contudo, ninguém se deve admirar de toda essa choradeira. Com efeito, os neoconservadores estão em plena comunhão com Francisco e os demais teólogos da libertação, estão todos juntos debaixo de uma mesma seita modernista que finge ser a Igreja Católica. A reação deles não é reação, a crítica deles não é realmente crítica, porque eles já aceitaram de antemão conferir toda a legitimidade ao inimigo e não há nada neste mundo que o revolucionário faça, realmente nada, que eles não estejam dispostos a tolerar; ainda que para tanto tenham que derramar copiosas lágrimas.

Assim é e tem de ser, porque esses heróis da tolerância, aos quais nenhum Voltaire poderia pôr defeito, aderem à revolução liberal do Vaticano II: eles são os filhos do “tudo pode” em matéria de religião; seu papel na seita modernista é bem-definido e tem funcionado muito bem até aqui: entre lamentos e prantos, abrir e deixar sempre abertas as portas para que entre e se instale a revolução russa dos radicais, os quais hoje são representados por Francisco e os teólogos da libertação, ontem pela dupla Ratzinger e Wojtyla, anteontem por Roncalli e Montini; todos eles convergindo nisto: jamais retornar à doutrina católica e apostólica, aquele Antigo Regime que foi calcada aos pés no Concílio Vaticano II.

E assim eles estão cada vez mais ao gosto do inimigo, sempre mais liberais e sempre mais indulgentes com as medidas mais radicais. Resistem hoje menos do que aqueles que, décadas atrás, começaram a trilhar as sendas do liberalismo herético.

Todos quantos seguem os neocons, saibam que isto nada lhes aproveita, pois seguem pessoas incompetentes e sem perspectiva alguma de representar o catolicismo que eles já fizeram questão de abandonar para o benefício e comodidade de todos os hereges e comunistas. Como péssimas ideias têm terríveis consequências, só se pode esperar que, pela persistência deles nesse caminho torpe, tornem-se eles mesmos cada vez mais semelhantes aos radicais que hoje chorosamente toleram como seus irmãos e pais na fé.


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