Monsenhor Lefebvre caluniou João Paulo II? Resposta ao site O Catequista

Recentemente, o site O Catequista decidiu publicar uma inglória série de artigos contra Monsenhor Marcel Lefebvre, um dos poucos bispos que heroicamente ergueu a sua voz contra a apostasia do conciliábulo Vaticano II e suas péssimas reformas.

Para os que não sabem, o Vaticano II foi um evento envolvendo toda a hierarquia da Igreja, ocorrido nos anos 60, que transformou os bispos católicos em garotos-propaganda da Nova Ordem Mundial.* Numa palavra, foi uma trama maligna, arquitetada por comunistas infiltrados e bancada pelos inimigos hereditários da religião católica, a fim de converter a Igreja de Cristo no que Abbé de Nantes chamou de MASDU, Mouvement d’Animation Spirituelle de la Démocratie Universelle (Moimento de Animação Espiritual da Democracia Universal).

Os que bem entendem o que “Nova Ordem Mundial” e “Democracia Universal” querem dizer, sabem que esses termos são sinônimos de comunismo. E é este o primeiro tema de nossa série em resposta ao site O Catequista.

Segundo o site O Catequista, ou melhor, segundo A Catequsita, a senhora Viviane Varela, citando o senhor Daniel Fernandes, Sua Excelência Reverendíssima, Monsenhor Marcel Lefebvre, teria caluniado João Paulo II ao chamá-lo de “político filo-comunista a serviço de um governo mundial” e ao dizer que este “atacava abertamente todos os governos anti-comunistas, e não levava nenhuma renovação católica em suas viagens.” (Fonte: LEFEBVRE, Monsenhor Marcel. A vida espiritual segundo São Tomás de Aquino na Suma Teológica. Petrópolis: Permanência, 2002, p. 12).

Os argumentos aduzidos para provar que essas afirmações de Monsenhor Lefebvre seriam “mentirosas, injustificáveis e facilmente refutáveis” vêm de dois fatos que certamente já fazem parte do imaginário mitológico construído pela imprensa ocidental, a fiel escudeira dos interesses de Moscou, a saber, (1) João Paulo II teria se esforçado ativamente para derrubar o comunismo na Polônia e (2) este havia apoiado o Lula polonês, também conhecido como Lech Walesa, um suposto antagonista do dito regime.

Contudo, ambos os fatos são ficções midiáticas feitas para criar uma oposição controlada que jamais reagirá além da medida estabelecida pelo sistema. No mundo real, João Paulo II fez o quanto pôde para apoiar o regime comunista na Polônia e seu apoio a Walesa, um informante e ativo colaborador do regime comunista, somente ocorreu porque ele era a opção mais favorável aos vermelhos.

Tudo isso pode impressionar aos membros e apoiadores do site O Catequista, porque eles foram ensinados pelos seus líderes a assimilar, sem senso crítico, grandes porções da ração de mentira disseminada pela imprensa. Mas isso não impressionaria a um arcebispo, missionário e diplomata como Monsenhor Marcel Lefebvre, que sabia muito bem dos ardis do inimigo e estava bem a par do que acontecia tanto em Roma quanto atrás da Cortina de Ferro.

Provavelmente Monsenhor Lefebvre sabia, senão todos, ao menos grande parte dos fatos que irei elencar a seguir, os quais demonstram para além de toda dúvida que João Paulo II era filo-comunista e entusiasta da Nova Ordem Mundial.

1.º – Em janeiro de 1945, quando o Exército Vermelho chegou em Cracóvia, os seminaristas deram-lhes as boas vindas, oferecendo-lhes chá e pão. João Paulo II, então seminarista, estava entre eles. (O’BRIEN, Darcy. El Papa Oculto. Buenos Aires: Vergara, 1999, p. 278; JUAN PABLO II. Don y Misterio. Madrid: BAC, 1996, p. 27).

2.º – Durante seu episcopado, desempenhado na época comunista, o então Karol Wojtyla cantava os cânticos dos partisãos. “Com ocasião das festas nacionais, do aniversário do começo da guerra ou da insurreição de Varsóvia, cantavam-se cantos militares e patrióticos. Dentre os quais agradavam-me de modo especial ‘As papoulas vermelhas sobre Monte Cassino’, ‘A primeira brigada’ e, em geral, os cantos de insurreição e dos partisãos.” Os partisãos eram dominados pelos comunistas. (JUAN PABLO II. Levantaos, Vamos. Buenos Aires: Sudamerica, 2004, p. 95).

3.º – Durante o Vaticano II, ele se opôs à condenação do comunismo. “Quando um grupo de bispos pediu no concílio que se incluísse uma condenação explícita do comunismo no documento da Constituição da Igreja no mundo moderno (Gaudium et Spes), Wojtytla opôs-se-lhe por considerá-la contraproducente.” (BERNSTEIN, Carl; POLITI, Marco. Su Santidad: Juan Pablo II y la historia oculta de nuestro tiempo. Santa Fe de Bogotá: Norma, 1996, p. 119).

4.º – No início de seu suposto pontificado, em sua primeira viagem à Polônia, reconheceu os soviéticos como libertadores dos povos. “Ainda quero deter-me em frente de outra lápide: a de língua russa. Não acrescento comentário algum. Sabemos de que nação fala. Conhecemos qual a parte tida por esta nação, na última terrível guerra, a favor da liberdade dos povos. Diante desta lápide não se pode passar com indiferença.” (João Paulo II, Homilia no Campo de Concentração de Auschwitz-Birkenau, 7 jun. 1979, disponível em: http://www.vatican.va/content/john-paul-ii/pt/homilies/1979/documents/hf_jp-ii_hom_19790607_polonia-brzezinka.pdf). É sabido que esta libertação soviética significou a escravização da Polônia e muitas outras nações e a perseguição aos católicos.

5.º – João Paulo II nunca se opôs ao comunismo por motivos religiosos, como fizeram Pio XI e Pio XII, mas meramente por razões humanitárias. “Seu confronto com o comunismo não teria lugar no contexto de uma denominação religiosa específica ou em um campo ideológico: era simplesmente uma questão de direitos humanos.” (Bernstein e Politi, op. cit., p. 135). Ou seja, um anticomunismo tão falso quanto o do liberalismo.

6.º – Na verdade, sua oposição era mais retórica do que real. “João Paulo II não tinha a intenção de atacar o regime polonês. Haveria bastado uma palavra para provocar uma explosão no povo.” (Tald Szluc, Pope John Paul II: The Biography. New York: Gallery Books, 1995, p. 308). O mesmo se aplica ao bloco soviético: “João Paulo II nunca imaginou que a União Soviética se desmembraria tão rapidamente, nem tampouco o desejou.” (Bernstein e Politi, op. cit., p. 514).

7.º – Em realidade, mesmo quando o regime já estava prestes a colapsar, João Paulo II deu-lhe o seu apoio, recebendo em visita o último representante oficial do regime vermelho na Polônia. Em 13 de janeiro de 1987, no Vaticano, João Paulo II recebeu o general Wojciech Jaruzelski, chefe do regime comunista, para ajudar a estabilizar a situação caótica na Polônia. O encontro aconteceu em sua biblioteca particular e durou 70 minutos, um tempo consideravelmente longo. Abaixo, foto da troca de presentes que antecedeu o encontro:

A mídia comentou: “A economia (na Polônia) piora dramaticamente. A capacidade de compra dos cidadãos é reduzida a nada” (Le Figaro, 14 jan. 1987). Um mês antes, em dezembro de 1986, Jaruzelski tentou criar um conselho consultivo que representasse diferentes pontos de vista e ajudasse o regime a resolver a crise. A iniciativa foi apoiada pelo Episcopado e favorecida por João Paulo II. No entanto, quando os vários representantes foram convidados pelos Bispos para fazer parte desse conselho, eles recusaram. Enfrentando tal fracasso e sem meios para resolver a situação exceto com a ajuda da Igreja, Jaruzelski foi ao Vaticano falar com João Paulo II. Mais tarde naquele ano, o primaz polonês, cardeal Josef Glemp, daria seu apoio ao regime. Além disso, em 1988, o Episcopado publicou uma Carta Pastoral pacificando o descontentamento geral e aconselhando os católicos a confiarem no regime. João Paulo II endossou esse documento. (Le Figaro, 14 jan. 1987, disponível em: https://www.traditioninaction.org/RevolutionPhotos/A173rcJPII_Jaruzelski-02.htm).

8.º – O endosso de João Paulo II chegou ao ponto de recomendar aos poloneses que não se opusessem ao regime comunista, mas antes mantivessem sua confiança nas autoridades vermelhas. Em 16 de outubro de 1988, enquanto recebia peregrinos poloneses no Vaticano, João Paulo II aconselhou seus compatriotas a não confrontarem as autoridades comunistas, mas antes confiarem nelas.

“O próximo aniversário de nossa independência também deve ser visto no contexto da experiência dos últimos anos e décadas…. Esta independência não deve ser administrada de acordo com critérios geopolíticos, mas sim com o critério da soberania autêntica da nação, em seu próprio país.

Na verdade, não há outra maneira de superar a crise econômica [polonesa], da qual tanto se escreveu e se disse. Certamente, há relatos que não mostram as causas essenciais.

É extremamente importante que haja confiança mútua entre a autoridade e a sociedade. Não alcançamos tal confiança sem o esforço sincero e corajoso de todos, alicerçado no bem comum, e perseguido com seriedade por ambas as partes no que diz respeito a acordos e convênios.

Motivados pela sua responsabilidade pastoral, no passado dia 6 de outubro, os bispos poloneses o expressaram no comunicado divulgado pela 230ª Assembleia Geral da Conferência Episcopal:

«Os Bispos estão a seguir de perto a iniciativa dos serviços sociais e dos representantes da autoridade estatal que tendem a encontrar uma saída para esta situação, uma forma de acordo e não de confronto.

«Os Bispos manifestaram a sua convicção de que será garantido o direito dos trabalhadores, sobretudo operários e camponeses, de escolherem e se sindicalizarem livremente. Os acordos sobre as questões de princípio devem criar bases para uma reforma fundamental do Estado, das suas estruturas e economia. Desta forma, se iniciará um processo de estabilização social que ajudará a fortalecer a posição na esfera internacional. A Igreja apoiará ações voltadas para o benefício do bem comum.»

Hoje quero assegurar aos meus conterrâneos que, com eles, aguardo o momento em que análises, relatórios e declarações se traduzirão em fatos concretos que tornarão seguro o futuro da nação.”

(João Paulo II, Devo molto al retaggio della mia terra natale. L’Osservatore Romano, 17-18 out. 1988, p. 8, disponível em: https://www.traditioninaction.org/ProgressivistDoc/A_065_JPIITrustCommunism.htm).

9.º – Seu apoio a Lech Walesa tampouco ofusca a sua colaboração com os comunistas, já que este último foi um informante e ativo colaborador dos comunistas. Nos anos 70, o Lula polonês trabalhou para o serviço secreto vermelho sob o nome de Bolek. Ele recebia dinheiro para denunciar os operários descontentes, que então eram perseguidos e ameaçados pela polícia estatal.

Ele fez esse serviço sujo por cinco anos, de acordo com as investigações dirigidas pelo Instituto pela Memória Polonesa, órgão responsável por investigações acadêmicas e criminais do passado comunista. Comparando documentos que vieram claramente de Walesa, os especialistas chegaram à conclusão de que uma carta de compromisso, assinaturas em recibos e relatórios manuscritos sobre o clima entre os trabalhadores do Estaleiro Gdańsk Lenin mostram claramente que o líder do Solidariedade trabalhou para a polícia estatal de 1971 a 1976. Os documentos foram encontrados no início do ano passado na propriedade do ex-ministro do Interior comunista, Czeslaw Kiszczak, que liderou a luta contra a oposição polonesa no início dos anos 1980. (Frankfurter Allgemeine, 31 jan. 2017, disponível em: https://www.faz.net/aktuell/politik/ausland/demokratie-in-polen-lech-walesa-und-die-staatssicherheit-14808666.html).

Além de informante, ele foi quem, juntamente com João Paulo II, salvou a pele dos comunistas na Polônia. Graças às Conversas à Mesa Redonda, realizadas em 1989, o claudicante governo comunista, reunindo a oposição controlada e previamente selecionada liderada por Walesa, conseguiu não somente escapar de qualquer responsabilização pelos seus assassinatos e latrocínios, mas também logrou fazer com que os poloneses assumissem as suas dividas, ao mesmo tempo que se manteve firme como uma força política (Andrzej Gwiazda, The Round Table was planned in Moscow, 8 abr. 2009, disponível em: https://www.se.pl/wiadomosci/polska/okragy-sto-zosta-zaplanowany-w-moskwie-aa-bETr-DsP2-6afR.html). Ou seja, os comunistas, depois de terem oprimido o povo por décadas, quando já não podiam mais manter os seus abusos, taticamente escolheram a parte da oposição mais comprometida em protegê-los e assim, quase em um passe de mágica, tiveram garantidas para si a impunidade e a continuidade no poder. “Primeiro veio a lei marcial, que oprimiu completamente os poloneses, e depois se reuniram à mesa e ali venderam a Polônia… Hoje, os comunistas não precisam temer por seu futuro e [pensar] que serão punidos por suas faltas. Porque seus adversários, na verdade pseudo-adversários, se preocupam com seus interesses! A Mesa Redonda foi uma grande conquista dos comunistas, não da sociedade. As suas deliberações são agora apresentadas de forma tão entusiástica e acrítica quanto Wałęsa é assim apresentado.” (Anna Walentynowicz, The Round Table was a success of communists, not of society, 5 fev. 2009, disponível em: https://www.se.pl/wiadomosci/polska/okragy-sto-by-sukcesem-komunistow-nie-spoeczenstwa-aa-UVzy-FW2B-qqbX.html).

10.º – Por fim, João Paulo II também defendeu um dos planos mais caros ao Comunismo Internacional, a saber, uma Nova Ordem Mundial, que, na prática, destruirá as soberanias nacionais e deixará os indivíduos à mercê de um estado totalitário universal.

Segundo meu conhecimento, em pelo menos duas ocasiões ele defendeu explicitamente um governo mundial. Uma delas foi no meio de uma homilia proferida na cidade militar de Cecchignola. Eis o que ele disse:

“Para superar os riscos de uma possível opressão em favor do egoísmo nacional ou de grupo, como a história amplamente ensinou, o Concílio Vaticano II desejou e propôs uma autoridade mundial, fundada no consentimento dos povos e dotada de meios eficazes para fazer cumprir a justiça e a verdade. Nesta perspectiva ideal, mas realista, é óbvia a necessidade de uma transformação das Forças Armadas nacionais em apoio daquela solidariedade internacional que a Igreja espera. As desejadas transformações na ordem da redução progressiva dos armamentos e consequentemente dos exércitos não se favorecem pela negação dos equilíbrios internos e internacionais. / Per superare i rischi di possibili travolgimenti a favore di egoismi nazionali o di gruppi, come la storia ampiamente insegna, il Concilio Vaticano II ha auspicato e propugnato un’autorità mondiale, fondata sul consenso dei popoli e dotato di mezzi efficaci per fare rispettare la giustizia e la verità. È ovvia in questa prospettiva ideale eppur realistica, l’esigenza di una trasformazione delle forze armate nazionali in un supporto a quella solidarietà internazionale, che la Chiesa auspica. Le desiderate trasformazioni nell’ordine della progressiva riduzione degli armamenti e di conseguenza degli eserciti, non si favoriscono negando equilibri interni e internazionali.” (João Paulo II, Homilia em Visita à Igreja do Presídio de Roma na Cidade Militar de Cecchignola, 2 abr. 1989, disponível em: http://www.vatican.va/content/john-paul-ii/it/homilies/1989/documents/hf_jp-ii_hom_19890402_cecchignola.html).

Não menos evidente e ainda mais perturbadora é sua afirmação ante a tumba de Mahatma Gandhi: “E hoje, como peregrino da paz, aqui venho prestar homenagem a Mahatma Gandhi, herói da humanidade. Mahtma Gandhi ensinou que, se todos os homens e mulheres, quaisquer que sejam as diferenças entre eles, aterem-se à verdade, com respeito pela dignidade única de cada ser humano, uma Nova Ordem Mundial, uma civilização do amor, pode ser alcançada. Que Deus nos guie e nos abençoe enquanto nos esforçamos para trabalhar juntos de mãos dadas e juntos construamos um mundo de paz.” (João Paulo II, Alocução por ocasião de visita ao monumento funerário de Raj Ghat dedicado a Maharma Gandhi, 1.º fev. 1986, disponível, como modificações ao discurso original gravado, em http://www.vatican.va/content/john-paul-ii/en/speeches/1986/february/documents/hf_jp-ii_spe_19860201_raj-ghat.html).


Esses são alguns dos motivos que não devem ter escapado a Monsenhor Marcel Lefebvre ao declarar que João Paulo II era, como de fato foi, um filo-comunista, que trabalhava por um governo mundial e nunca trazia uma renovação católica em suas viagens.

Se acrescentássemos a essa lista alguns eventos posteriores, tais como sua visita a Cuba em 1998 e seus elogios ao regime comunista chinês a 24 de outubro de 2001, ou se quiséssemos nos ater ao seu pensamento fenomenólogo como tal, suas simpatias intelectuais com o marxismo e algumas práticas que fazem dele à imagem e semelhança de seus amigos vermelhos (encobrimento e promoção sistemática da pedofilia, por exemplo, a fim de desmoralizar o inimigo), então a lista ficaria mais extensa e talvez o juízo se ampliaria, fazendo-nos ir da ideia de um simpatizante para a de um agente puro e simples do comunismo.

Contudo, nossa intenção aqui não é avaliar quem foi realmente João Paulo II. O que nos moveu a levantar todas essas evidências sobre o seu apoio ao Comunismo Internacional e à Nova Ordem Mundial foi a defesa de Monsenhor Lefebvre, que, no mérito dessa questão, não disse nada mais do que a verdade.

Ainda assim, espero que esses verdadeiros fatos históricos sobre a atuação filo-comunista de João Paulo II seja um bom ponto de partida para que se perceba de uma vez por todas que a seita modernista do Vaticano II não está a serviço de Cristo, mas sim a serviço de Marx e de todos quantos querem estabelecer sobre a terra um reino onde o indivíduo-rei calque aos pés as prerrogativas, direitos e mandamentos de Cristo Rei, como bem nos ensinou Monsenhor Marcel Lefebvre em sua obra Do Liberalismo à Apostasia, que no original francês carrega o título acusatório que todos nós, católicos tradicionais, erguemos contra a perversa e verdadeira insolência modernista, aquela que O Catequista e seus asseclas esforçam-se para não enxergar:

ILS L’ONT DÉCOURONÉ, eles lhe tiraram a coroa, eles, os modernistas, tiraram a coroa de Cristo Rei, deixaram de lutar pelos seus direitos sobre os povos, para lutarem, QUAIS APÓSTATAS, junto dos comunistas e maçons, por uma NOVA ORDEM MUNDIAL totalmente alheia a cristianização dos povos, uma ordem profana que luta pelos direitos do amor próprio, que, para a sua própria confusão e ruína, quer fazer do homem rei de si mesmo e senhor do mundo, ao mesmo tempo que não poupa esforços para mover guerra sem tréguas contra a cidade de Deus e tudo que referir ao reinado social de Nosso Senhor Jesus Cristo.

NOTA

* – Essa transformação se deu mediante a promulgação de documentos que promovem doutrinas anticatólicas, previamente condenadas pelo Magistério da Igreja e sempre apoiadas em larga escala pelos protestantes liberais, maçons, comunistas e judeus. As principais heresias do Vaticano II são as seguintes:

(a) o falso ecumenismo com as seitas e falsas religiões, reconhecendo-lhes como meios de salvação (na Constituição Dogmática Lumen Gentium, no Decreto Unitatis Redintegratio, na Declaração Nostra Aetate), um “adeus” ao dogma Extra Ecclesiam nulla salus;

(b) a liberdade religiosa, isto é, a defesa do direito do homem de desobedecer aos mandamentos divinos na esfera pública, seja com a disseminação de má literatura, seja com a pregação da falsas doutrinas, em razão de sua dignidade humana (na Declaração Dignitatis Humanae), contra o dogma Credo in unum Dominum Jesum Christum;

(c) a colegialidade dos bispos e o sacerdócio comum dos leigos, esta última com uma ênfase protestante (novamente, na Lumen Gentium), contra a autoridade papal e episcopal e, de um modo geral, contra a constituição hierárquica da Igreja.

(d) uma vasta reforma litúrgica e disciplinar, produtora da Missa Nova e do Código de Direito Canônico de 1983, que trouxe para o culto e lei da Igreja as inovações doutrinais acima (Constituição Conciliar Sacrosanctum Concilium, Constituição Pastoral Gaudium et Spes), contra a Sacrossanta e Augusta Liturgia Católica, consignada no Rito Tridentino, e o formidável patrimônio canônico da Igreja, reunido no Código de Direito Canônico de 1917.

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