Protestantismo: a religião da pirraça contra o catolicismo

Em honra dos Quarenta Mártires do Brasil, missionários jesuítas que, em 15 de julho de 1570, foram assassinados pelos protestantes.

O protestantismo é a religião da pirraça contra o catolicismo. Mas se acontecer de o protestante parar de protestar, e começar a estudar a fé católica a fundo, com seriedade, sem deixar-se surpreender pelas palavras, mas procurando entender o sentido das coisas, logo serão vencidas as dificuldades que o separam da Igreja Católica.

A primeira coisa que o protestante deve saber e perceber é que os católicos possuem os fundamentos do cristianismo, e que no catolicismo há todas as coisas boas e cristãs que pode haver no protestantismo, aliás, trata-se aqui de uma verdade histórica empiricamente constatável: o que há de bom e cristão no próprio protestantismo veio do mesmo catolicismo.

Isso é o que confessaram até mesmo os pretensos reformadores protestantes.

“Assim nós reconhecemos que sob o papado”, afirma o próprio Lutero, “há muitas coisas boas e cristãs, de fato tudo o que é bom e cristão, e é do papado que essas coisas chegaram até nós. Nomeadamente, reconhecemos que o papado possui a verdadeira Sagrada Escritura, o verdadeiro Batismo, o verdadeiro sacramento do Altar, as verdadeiras chaves do perdão dos pecados, o verdadeiro ministério de pregação e o verdadeiro catecismo – consistindo no Padre Nosso, nos Dez Mandamentos e nos artigos do Credo… Digo que sob o papa existe o verdadeiro cristianismo, mesmo o verdadeiro modelo de cristianismo, e muitos santos grandes e piedosos.” (Von der Wiedertaufe, an zwei Pfarrherrn [Sobre o rebatismo, a dois pastores], 1528).

Calvino igualmente confessa que Deus preservou os fundamentos da religião sob o Papado, da mesma forma que preservou a aliança e a circuncisão entre os judeus no Velho Testamento:

“Ainda assim, como nos tempos antigos, permaneceram entre os judeus certos privilégios especiais de uma Igreja, então nos dias atuais não negamos aos papistas aqueles vestígios de uma Igreja que o Senhor permitiu que permanecesse entre eles em meio à dissipação. Quando o Senhor uma vez fez sua aliança com os judeus, ela foi preservada, não tanto por eles quanto por sua própria força, pela qual resistia à sua impiedade. Tal é, então, a certeza e constância da bondade divina, que a aliança do Senhor continuou ali e sua fidelidade não pôde ser obliterada por sua perfídia; nem poderia a circuncisão ser profanada por suas mãos impuras a ponto de não ser ainda um verdadeiro sinal e sacramento de sua aliança. Consequentemente, os filhos que nasceram deles o Senhor chamou de seus (Ez 16:20), embora, a menos que por bênção especial, eles em nenhum aspecto pertencessem a ele. Assim, tendo depositado seu pacto na Gália, Itália, Alemanha, Espanha e Inglaterra, quando esses países foram oprimidos pela tirania do Anticristo, Ele, para que seu pacto permanecesse inviolável, primeiro preservou o batismo lá como uma evidência do pacto; — Batismo que, consagrado por seus lábios, conserva seu poder, apesar da depravação humana; similarmente, por sua Providência, Ele fez também que permanecessem outros restos, para impedir que a Igreja perecesse totalmente. E como às vezes os prédios são demolidos de uma tal sorte que os fundamentos e algumas aparências das ruínas permanecem, então nosso Senhor não permitiu que o Anticristo subvertesse sua Igreja desde sua fundação, nem a nivelasse com o solo (embora, para punir a ingratidão dos homens que desprezaram sua palavra, ele permitiu que acontecesse um terrível abalo e desmembramento), mas ficou satisfeito que em meio à devastação o edifício permanecesse, embora meio em ruínas.” (Institutiones Christianae Religionis IV, 2, 11).

Também o ministro protestante Jean Daillé, em sua obra intitulada A Fé fundada sobre as Santas Escrituras (1661), após ter exposto todos os artigos cridos pelas pretensas Igrejas Reformadas, diz: “que eles são sem disputa; que a Igreja Romana faz profissão de crê-los; e que, na verdade, este não contém todas as nossas opiniões, mas nós defendemos todas as suas crenças.” (Parte III. cap. 1).

Ora, se os próprios pais e mestres dos protestantes confessam que entre nós e eles há em comum os fundamentos da fé cristã, qual é o motivo da separação? O motivo não é outro além da pirraça, do desprezo e do preconceito contra os católicos.

Com efeito, luteranos e calvinistas discordam fortemente sobre a questão da Eucaristia, os últimos chegam a dizer que aqueles destroem a doutrina da humanidade de Jesus Cristo com sua fé na presença de nosso Senhor na Eucaristia. Ainda assim, são igrejas irmãs e recebem uns aos outros como crentes. Os protestantes entre si entendem muito bem que o que importa é o que o outro ensina e não o que eu julgo serem consequências ruins de seus ensinamentos. No entanto, isso não vale para os católicos.

Tratam-se de dois pesos e duas medidas, algo infelizmente comum entre os sectários: protegem-se entre si quanto às diferenças de opinião, mas qualquer ligeira suspeita serve de acusação contra a Igreja Católica.

Aqueles que não desejam fazer parte deste injusto complô contra a Igreja, procurem inteirar-se mais sobre nossas doutrinas. Contem comigo para ajudá-los neste processo.

Eis alguns materiais sugeridos:

Bíblia Católica Comentada https://controversiacatolica.wordpress.com/biblia-catolica-comentada/

Citações Bíblicas que constituem o dogma católico contra os erros protestantes https://controversiacatolica.wordpress.com/2017/04/20/indice-biblico-contra-os-erros-protestantes/

Por que o seu bairro está cheio de igrejas protestantes? https://controversiacatolica.wordpress.com/2021/06/15/por-que-o-seu-bairro-esta-cheio-de-igrejas-protestantes/

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