Sermão pela conversão dos maçons

Sermão da Oitava da Festa de Todos os Santos proferido por Sua Excelência Reverendíssima Monsenhor Daniel Dolan.

A Festa de Todos os Santos nos impele a honrar aqueles que alcançaram a coroa da santidade. Coincide com este dia da oitava (sexta-feira, dia 8 de novembro), a comemoração dos Quatro Mártires Coroados, cujos nomes por um tempo foram desconhecidos, e o dia da semana que em que a Igreja costuma rezar pela conversão dos pecadores, hereges e infiéis. Muito providencialmente, talvez, conta-se que os mártires em questão eram pedreiros de profissão e que por isso os maçons londrinos escolheram-nos como padroeiros. É curioso que esses inimigos da Igreja tenham tomado como padroeiros a santos da Igreja, que derramaram o seu sangue para testemunhar o império de Cristo Rei. Esperemos e rezemos que isso lhes sirva não para aumentar a sua culpa, mas para alcançar de Deus a sua conversão. Que os maçons, os piores inimigos da Igreja, convertam-se e sejam achados dignos da coroa da santidade. Rezemos todos por essa intenção.

Oração pela conversão dos maçons

Senhor Jesus Cristo, que manifestastes a vossa onipotência máxime perdoando e compadecendo-vos e que dissestes: Rogai pelos que vos perseguem e caluniam, invocamos a bondade do vosso santíssimo Coração pelas almas, que criadas à imagem de Deus, mas miseravelmente enganadas pela ardilosa sedução dos maçons, andam trilhando sempre mais os caminhos da perdição. Não permitais pois, daqui em diante, que a Igreja, vossa esposa, seja por eles oprimida; mas pela intercessão da bem-aventurada Virgem Maria, vossa mãe, e pelas preces dos justos aplacado, esquecei a sua malícia e fazei que voltem a vós, que consolem a Igreja pela penitência mais perfeita possível, que reparem as suas maldades e alcancem a eterna bem-aventurança; vós que viveis e reinais por todos os séculos dos séculos. Amém.

(100 dias de indulg.)

REUS S.J., Padre João Batista. Orai: Manual de Orações e Instruções Religiosas. Porto Alegre, 1934, p. 39s.

Informações sobre a Segunda Visita de Monsenhor Daniel Dolan ao Brasil

Informações sobre a Segunda Visita Pastoral de Monsenhor Daniel Dolan ao Brasil

Monsenhor Daniel Dolan chegou em Atibaia na manhã de ontem (quinta-feira), sendo calorosamente recebido pelos padres, seminaristas e religiosos do Seminário São José.

As dependências do Seminário lhe foram apresentadas pelo Reverendo Padre Rodrigo, que também cuidou para que Sua Excelência descansasse da longe viagem. O almoço aconteceu às 13h, no curso do qual houve agradável conversação entre os presentes.

O bispo rezou Missa votiva pela santificação do clero às 17h e exortou os internos a rezarem pelos sacerdotes.

Nesta sexta-feira, houve reunião sobre as atividades do ano corrente e os projetos para o próximo ano, além de um ensaio para o rito de tonsura e ordens menores. Permearam essas atividades aquelas habituais audiências individuais de Sua Excelência Reverendíssima com os sacerdotes e religiosos presentes, dentre os quais se contam dois sacerdotes da Argentina, que vieram especialmente ao encontro de Monsenhor Dolan.

Por que devemos rezar pelos Sacerdotes

Sermão da Missa votiva a Cristo Sumo e Eterno Sacerdote pela Santificação do Clero, proferido por Sua Excelência Reverendíssima Monsenhor Daniel Dolan.

Sim, devemos rezar pelos sacerdotes. É um ato simples, porém de grande valor. O que reza pela santificação dos sacerdotes santifica-se a si mesmo, porque procura o bem do sacerdote sem tomar os seus defeitos humanos como objeto de comentários injustos ou descaridosos. O que reza pela santificação dos sacerdotes pratica a virtude da humildade, porque não se faz juiz do sacerdote, mas coloca-se como seu servidor. Entende que muitas vezes a virtude da alma é coisa que não se vê claramente, como se verifica em alguns episódios da vida de São Carlos Borromeu, verdadeiro reformador e bispo de Milão. Por fim, o que reza pelos sacerdotes, vê as coisas de modo sobrenatural, compreende a real natureza do sacerdócio enxergando na pessoa do ministro de Deus um outro Cristo.

Missas no Mês das Almas

Aqueles que neste Mês das Almas desejam ter a Santa Missa Tridentina oferecida na intenção de um ente querido, podem encomendá-la ao Reverendo Padre Rodrigo da Silva, reitor do Seminário São José de Atibaia e fiel colaborador do Controvérsia Católica.

É costume antiquíssimo e prática regulamentada pela lei da Igreja, o pagamento de um estipêndio ao sacerdote que oferece o Santo Sacrifício da Missa, porque o ministro do Altar deve viver do Altar (cf. 1Tm 5, 18; 1Cor 9, 8-14).

O pagamento do estipêndio no valor de R$ 50 reais, juntamente com o nome do ente querido (que deve ser especificado no campo “Adicionar uma observação”), pode ser feito via Paypal pelo link: https://www.paypal.com/cgi-bin/webscr?cmd=_s-xclick&hosted_button_id=785MUXDDJ6F9U&source=url

Também é possível fazer uma transferência ou depósito bancário nas contas abaixo, lembre-se de mandar o comprovante para o e-mail controversiacatolica@gmail.com com o nome da alma por quem se deseja oferecer a Missa. Também se pode pedir que se reze Missa por uma graça especial a alcançar ou oferecer a Missa em honra de um santo de devoção.

Contas para o envio do estipêndio:

Banco do Brasil
Titular: Rodrigo Henrique Ribeiro da Silva
Ag 2350-7
Cc 43020-X

Caixa Econômica Federal
Agência 0046
013
Conta POUPANÇA 00026514-7
CPF: 059.864.014-25
Rodrigo Henrique Ribeiro da Silva

Cristo Rei contra os sinodais, modernistas e liberais

Sermão da Solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo Rei, proferido pelo Reverendo Padre Héctor Romero.

Cristo deve reinar sobre nós, nossos países e até mesmo sobre os seus inimigos. Essa verdade brilha tanto se consideramos o contexto da promulgação desta solenidade, a dramática luta dos países católicos contra o comunismo (sobretudo no heroico sacrifício dos cristeros de México e dos nacionais de Espanha), quanto se considerarmos os textos da festa que foram mudados pelos modernistas a partir de João XXIII.

Todas essas coisas proclamam o reinado social de Nosso Senhor Jesus Cristo contra a onde de impiedade propalada hoje pelos sinodais encabeçado por Bergoglio e tanto agora como ontem pelos modernistas e liberais de todos os matizes.

Os sofismas destes, que pretendem expulsar Cristo da sociedade civil, nada podem contra a dura e triste realidade resultante dessa apostasia social. Os castigos divinos hão de forçar os inimigos da religião a prostrar-se diante de Cristo Rei, cedo ou tarde, cessada a rebelião, terão todos de dobrar-se perante seu cetro real. In nomine Jesus omne genu flectatur.

Cristo deve reinar sobre as nações, ele de fato é rei e deve ser honrado publicamente como tal. Viva Cristo Rei! Christus vincit! Christus regnat! Christus imperat!

A Rotina do Seminário São José

Ciência e piedade são os dois olhos do sacerdote. Tendo isso em vista, a rotina do Seminário São José se divide essencialmente em tempos de estudo e oração.

Os aspirantes ao sacerdócio iniciam o dia recitando o Ofício Divino em latim, segundo as disposições e as rubricas de Sua Santidade o Papa São Pio X; segue-se a isso um tempo de meditação e a Santa Missa Tridentina, também ela segundo São Pio X.

Depois do café da manhã, realizam-se as aulas do currículo, no momento são principalmente as disciplinas referentes ao ano de humanidades para os alunos do primeiro ano (catecismo, história sagrada, história eclesiástica, apologética, liturgia, espiritualidade, latim e inglês); essas atividades intelectuais encerram com a recitação do Santo Terço e da hora canônica do Breviário Romano chamada Sexta.

O almoço é acompanhado de alguma leitura de cunho doutrinal ou apologético e também dá início ao tempo de recreação. Após um tempo de descanso, passa-se para a aula da tarde, um breve café e o tempo de revisão das matérias. Antes do jantar, há uma conferência espiritual ou canto gregoriano.

Na última refeição do dia se procede do mesmo modo que no almoço, com a diferença de que a leitura é da vida de algum santo ou de um eclesiástico ilustre. Lavada a louça e feito um tempo de recreio, todos recitam a hora canônica de Completas, a oração que encerra as atividades do dia.

Assim é, em linhas gerais, o dia-a-dia no Seminário São José. Nesse ritmo se preparam sacerdotes verdadeiramente católicos, homens de Deus que estarão na linha de frente da resistência ao Vaticano II e suas péssimas reformas, combatendo com a piedade e a sã doutrina os erros do modernismo.

Muitos são chamados, poucos escolhidos

Sermão do XIX Domingo depois de Pentecostes, proferido pelo Reverendo Padre Héctor Romero.

Esta é uma das parábolas mais severas de Jesus. O Senhor mostra que muitos serão os chamados, poucos os escolhidos. O homem infiel à sua vocação será deixado para trás, porque colocou seus interesses profanos antes dos seus sagrados deveres para com Deus; mas não só: até mesmo aquele que segue a Deus sem as devidas disposições, sem estar em graça, sem produzir bons frutos, este também será lançado fora, isto é, não se salvará. A vocação a qual fomos chamados é muito alta, a glória prometida aos eleitos é ainda maior, mas tanto num caso como noutro, na vocação e eleição, devemos agir responsavelmente, no santo temor de Deus, prestando-Lhe a homenagem de nossa fé e de nossa caridade, crendo vivamente em tudo o que Ele nos ensinou e o amando ardentemente, sobre todas as coisas.

Nota sobre um artigo do Blog Pale Ideas contra a Bíblia Sagrada do Padre Figueiredo

A 17 de outubro deste ano, publicou-se no Blog Pale Ideas um artigo intitulado Por que não a “Bíblia Sagrada” do “Padre” Antônio Pereira de Figueiredo?

Segundo o autor do artigo, a Bíblia do Padre Figueiredo não é autorizada pela Igreja Católica, representando um risco para os fiéis. Essa afirmação não procede e como me parece que o fim do artigo é dissuadir os católicos de lerem a versão comentada e anotada da Bíblia que estamos disponibilizando gratuitamente para download no link Bíblia Católica Comentada, creio que seja oportuno corrigir tal equívoco, antes que esse erro prive as pessoas de bem do acesso ao que há de melhor em língua portuguesa sobre estudos bíblicos.

O artigo começa com esta afirmação: “Como sabem, a Editora Missões Cristo Rei lançou há pouco o Novo Testamento do Padre Matos Soares, a ÚNICA Bíblia autorizada pela Igreja Católica para o Brasil.”

Como disse, esta afirmação não é verdadeira. A Bíblia do Padre Antônio Pereira de Figueiredo foi aprovada pela Igreja Católica desde sua impressão e sempre foi usada pelos católicos no Brasil, antes e depois da publicação da tradução do Padre Matos Soares (publicada em 1942).

Prová-lo é muito fácil. Padre Júlio Maria (1878-1944) e Lúcio Navarro (1958), autores ilustres pelos seus trabalhos contra o protestantismo, sempre utilizaram a Bíblia do Padre Figueiredo. O primeiro escreveu contra os erros protestantes sobretudo na década de 1930, o último redigiu sua obra apologética antes de 1960. Eis o que dizem eles sobre a Bíblia Sagrada do Padre Figueiredo:

“A tradução portuguesa da Vulgata latina, adotada pelos católicos, é a do Pe. Antônio Pereira de Figueiredo, com as anotações do cônego Delaunay. Esta tradução pode não ser uma obra-prima de elegância, mas ela é fiel, e segue de perto o texto latino da Vulgata, oficialmente adotado pela Igreja.” (Padre Júlio Maria, Ataques Protestantes às Verdades Católicas. São Caetano do Sul: Santa Cruz Editora e Livraria, 2018, p. 80.)

“Quanto à tradução portuguesa que usaremos no nosso estudo, não há perigo de você nos acusar de nos termos baseado num texto novo, para arranjar as coisas a nosso favor. Usaremos uma tradução muito antiga da Bíblia e muito utilizada tanto pelos católicos como pelos protestantes: a do Pe. Antônio Pereira de Figueiredo. Servimo-nos para maior comodidade, de uma edição da Livraria Garnier; Rio de Janeiro, do ano 1881. Mas a 1ª edição saiu em Portugal no século XVIII, portanto numa época em que o Protestantismo não havia penetrado ainda no Brasil.” (Lúcio Navarro, Legítima Interpretação da Bíblia. Recife: Companhia de Instrução Religiosa, 1958, p. 9.)

No que toca a nossa edição comemorativa do ano santo de 1950, em 17 volumes, com comentários e anotações segundo os consagrados trabalhos de Glaire, Knabenbauer, Lesêtre, Lestrade, Poels, Vigouroux, Bossuet, etc., e acrescida de introduções produzidas por exegetas católicos que lecionavam Sagrada Escritura em seminários, institutos e faculdades de teologia de todo Brasil, ela goza da aprovação do “EMINENTÍSSIMO SENHOR DOM CARLOS CARMELO DE VASCONCELLOS MOTTA DD., Cardeal Arcebispo de São Paulo”, conforme se pode verificar no Imprimatur presente em todos os seus volumes.

Creio que isso baste para desfazer o engano do autor do artigo do Blog Pale Ideas. As demais observações nele contidas apelam para argumentos ad hominem, conjecturas infundadas e confusão entre as diferentes versões da Sagrada Escritura, coisas que realmente não merecem a atenção de gente séria.

A gratidão devida a Deus

Sermão do XVIII Domingo depois de Pentecostes, proferido pelo Reverendo Padre Rodrigo da Silva.

A Epístola deste Domingo fala sobre a necessidade de render graças a Deus. De fato, a consideração dos inúmeros benefícios que recebemos da parte de Deus deve extinguir do nosso coração todo desânimo e desesperação, pois mesmo nos tempos mais difíceis, as graças que Deus manda são muito maiores do que a medida de nossa iniquidade. Tivemos o privilégio de ser cristãos, enquanto muitos não o tiveram e, como se não bastasse, Deus nos deu a graça de compreender a causa da apostasia religiosa e social da nossa época, enquanto muitos ignoram essa realidade como se tivessem um véu sobre os olhos. Demos, pois, graças a Deus por todos as maravilhas que ele opera em nós, seus indignos servos.