A Heresia Hebraica de Francisco, Bento XVI, João Paulo II et al.

Francisco com os judeus
“Sinto-me feliz por estar aqui, entre vós, nesta Sinagoga… As nossas relações me interessam muito. Em Buenos Aires, costumava ir às sinagogas e me encontrar com as comunidades lá reunidas; seguia de perto as festividades e comemorações judaicas.” (Francisco, Alocução durante visita a Sinagoga de Roma, 18 jan. 2016)
Ratzinger na sinagoga de Satanás
“Também eu, no curso de meu Pontificado, quis demonstrar minha proximidade e meu afeto para com o povo da Aliança.” (Bento XVI, Alocução durante visita a Sinagoga de Roma, 17 jan. 2010)
João Paulo II em visita a Sinagoga de Roma
“Este povo persevera apesar de tudo, porque ele é o povo da Aliança, e apesar das infidelidades humanas, o Senhor é fiel a sua Aliança.” (João Paulo II, Alocução ao Simpósio sobre as Raízes do Antijudaísmo, 31 out. 1997)

Francisco, Bento XVI e João Paulo II afirmaram explicitamente que Deus – Pai, Filho e Espírito Santo – ainda possui uma Aliança com os judeus. Eles se baseiam na doutrina conciliar, segunda a qual os judeus  “continuam ainda, por causa dos patriarcas, a ser muito amados de Deus, cujos dons e vocação não conhecem arrependimento” (Paulo VI, Vaticano II, Nostra Aetate n. 4, 28 out. 1965). Essa afirmação é contrária à doutrina católica de que não é possível agradar a Deus senão pela fé em Jesus Cristo, “não há salvação em nenhum outro, porque do céu abaixo nenhum outro nome foi dado aos homens pelo qual nós deveremos ser salvos.” (At. 4,12).

Os seguintes textos permitem ao leitor confrontar esta doutrina nova ensinada pelo Vaticano II e seus profetas com a doutrina católica de sempre.

Leia também: Kurt Hruby: Exemplo de judeu infiltrado e desprezo pelas Imagens Sagradas

DECLARAÇÕES NOVUS ORDO SOBRE OS JUDEUS

Um olhar muito especial é dirigido ao povo judeu, cuja Aliança com Deus nunca foi revogada, porque “os dons e o chamamento de Deus são irrevogáveis” (Rm 11, 29). A Igreja, que partilha com o Judaísmo uma parte importante das Escrituras Sagradas, considera o povo da Aliança e a sua fé como uma raiz sagrada da própria identidade cristã (cf. Rm 11, 16-18). Como cristãos, não podemos considerar o Judaísmo como uma religião alheia, nem incluímos os judeus entre quantos são chamados a deixar os ídolos para se converter ao verdadeiro Deus (cf. 1 Ts 1, 9). Juntamente com eles, acreditamos no único Deus que atua na história, e acolhemos, com eles, a Palavra revelada comum.

(Francisco, Evangelii Gaudium, n. 247, 24 nov. 2013)

Quando meu Venerável Predecessor, João Paulo II, veio até vós pela primeira vez… ele quis fazer uma contribuição decisiva visando o fortalecimento das boas relações entre as nossas comunidades, a fim de superar todo preconceito e incompreensão. Minha visita faz parte de uma jornada já começada, venho confirmá-la e aprofundá-la…

O ensinamento do Concílio Vaticano II representou para os católicos uma clara divisa para a qual fazemos constante referência na nossa atitude e nas nossas relações com o povo judeu, marcando um estágio novo e significativo. O Concílio deu um novo ímpeto ao nosso irrevogável compromisso de buscar o caminho do diálogo, fraternidade e amizade, uma jornada que tem sido aprofundada e desenvolvida nos últimos quarenta anos por meio de passos importantes e gestos significativos… Também eu, no curso de meu Pontificado, quis demonstrar minha proximidade e meu afeto para com o povo da Aliança.

(Bento XVI, Alocução durante visita a Sinagoga de Roma, 17 jan. 2010)

Este povo foi reunido e conduzido por Deus, o Criador do Céu e da Terra. Logo, sua existência não é um mero fato de natureza ou de cultura, no sentido de que pela cultura o homem manifesta as virtudes de sua própria natureza. Ele é um fato sobrenatural. Este povo persevera apesar de tudo, porque ele é o povo da Aliança, e apesar das infidelidades humanas, o Senhor é fiel a sua Aliança. Ignorar esse fato primário é tomar o caminho do marcionismo contra o qual a Igreja reagiu imediatamente e vigorosamente, consciente de sua ligação vital com o Velho Testamento, sem o qual o Novo Testamento seria desprovido de seu significado.

(João Paulo II, Alocução ao Simpósio sobre as Raízes do Antijudaísmo, 31 out 1997)

DECLARAÇÕES DA IGREJA CATÓLICA SOBRE OS JUDEUS

Por isso eu vos declaro que tirado vos será o reino de Deus, e será dado a um povo que faça os frutos dele.

(Nosso Senhor Jesus Cristo, o Messias, Mat. 21,43)

Quem a mim despreza, despreza Àquele que me enviou… Todas as coisas me tem sido entregues por meu Pai. E ninguém sabe quem é o Filho, senão o Pai, e nem quem é o Pai, senão o Filho, e aquele a quem o Filho o quer revelar. (Lc 10,16.22)

Quem é mentiroso, senão aquele que nega que Jesus seja o Cristo? Este tal é um anticristo, que nega o Pai e o Filho.

(São João Evangelista e Apóstolo, 1Jo. 2,22)

E se vós sois de Cristo, logo vós sois a semente de Abraão, os herdeiros da promessa.

(São Paulo Apóstolo, Gal. 2,29)

E primeiramente com a morte do Redentor, foi abrogada a antiga Lei e sucedeu-lhe o Novo Testamento; então com o sangue de Cristo foi sancionada para todo o mundo a Lei de Cristo com seus mistérios, leis, instituições e ritos sagrados. Enquanto o divino Salvador pregava num pequeno território – pois que não fora enviado senão às ovelhas perdidas da casa de Israel (cf. Mt 15, 24) – corriam juntos a Lei e o Evangelho, mas no patíbulo, onde morreu, anulou a Lei com as suas prescrições (cf. Ef 2, 15), afixou a cruz o quirógrafo do Antigo Testamento (cf. Cl 2, 14), estabelecendo, com o sangue, derramado por todo o gênero humano, a Nova Aliança (cf. Mt 26, 28; 1 Cor 11, 25). “Então, diz S. Leão Magno falando da cruz do Senhor, fez-se a transferência da Lei para o Evangelho, da Sinagoga para a Igreja, de muitos sacrifícios para uma única hóstia, tão evidentemente, que ao exalar o Senhor o último suspiro, o místico véu, que fechava os penetrais do templo e o misterioso santuário, se rasgou improvisamente de alto a baixo”.

Portanto na cruz morreu a Lei antiga; dentro em pouco será sepultada e se tornará mortífera, para ceder o lugar ao Novo Testamento, para o qual tinha Cristo escolhido ministros idôneos na pessoa dos apóstolos (cf. 2 Cor 3,6): e é pela virtude da cruz que o Salvador, constituído cabeça de toda a família humana já desde o seio da Virgem, exerce plenamente o seu múnus de cabeça da Igreja.

(Papa Pio XII, Mystici Corporis, n. 28s, 29 jun. 1943)

A Igreja crê firmemente, professa e ensina que as prescrições legais do Antigo Testamento, isto é, a Lei mosaica, que se dividem em cerimônias, sacrifícios sagrados e sacramentos, mesmo porque instituídos para significar algo futuro, ainda que adequadas ao culto divino daquela época, com a vinda de Nosso Senhor Jesus Cristo, por elas significado, cessaram, e que tomaram início os sacramentos do Novo Testamento. Ela ensina que peca mortalmente todo aquele que voltar a pôr, depois da paixão de Cristo, sua esperança naquelas prescrições legais e as observa como se fossem necessárias à salvação e a fé no Cristo não pudesse salvar sem elas. A Igreja não nega, todavia que, no tempo entre a paixão de Cristo e a promulgação do Evangelho, elas pudessem ser observadas, mesmo que não fossem julgadas necessárias à salvação; depois do anúncio do Evangelho, porém, não podem mais ser observadas sem a perda da salvação eterna. Todos, portanto, que depois disso observam os tempos de circuncisão, do sábado e de outras disposições da lei, ela os denuncia como estranhos à fé em Cristo, não podendo de todo participar da salvação eterna.

(Papa Eugênio IV, Concílio de Florença, Cantate Domino, 4 fev. 1442; Denz 712)

Contudo, eles não estão tentando observar os preceitos da antiga lei que, como todos sabem, foi revogada pela vinda de Cristo… A primeira consideração a ser feita é que as cerimônias da Lei Mosaica foram revogadas com a vinda de Cristo e que elas já não podem ser observadas sem pecado depois da promulgação do Evangelho.

(Papa Bento XIV, Ex Quo Primum, nn. 59 e 61, 1 mar. 1756)

Leia também: Judaísmo, Racismo e Antissemitismo

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O Catecismo Romano versus os Irmãos Dimond sobre o Batismo de Desejo

Da série, Refutando sistematicamente os irmãos Dimond sobre o Batismo de Desejo, 3ª parte, escrito pelo sr. Steven Speray.

Peter and Michael Dimond
Peter & Michael Dimond

O Catecismo Romano vs. os Irmãos Dimond
sobre o Batismo de Desejo

A Igreja Católica tem infalivelmente ensinado que o Catecismo Romano é o padrão pelo qual a Fé deve ser crida e entendida. O sr. Dimond sustenta que a Igreja Católica promulgou um livro extremamente herético e contraditório para a instrução de sacerdotes e fiéis por 500 anos!

O Catecismo Romano afirma que o batismo de crianças não deve esperar mais que o tempo necessário, pois “para as crianças o único meio de salvação é o Batismo.” (Do Batismo § 33)

Na próxima página, o Catecismo afirma que os adultos não são batizados o quanto antes, pois essa demora “não envolve o mesmo perigo que ameaça as crianças pequenas, como dizíamos há pouco. Tratando-se de pessoas já em uso da razão, a firme vontade de receber o Batismo, unida ao arrependimento das faltas da vida anterior, é quanto basta para conseguirem a graça da justificação, se sobrevier algum acidente repentino, que as impeça de receber a ablução sacramental.” (Idem, § 35)

Para que nada disso se perca, esmiuçarei toda a sessão sobre o Catecismo Romano que aparece no livro Fora da Igreja não há absolutamente salvação de Peter Dimond, pp. 135-139.

O sr. Dimond escreve:

O Catecismo do Concílio de Trento não é infalível. Os padres John A. McHugh O.P. e Charles J. Callan O.P. escreveram a introdução à edição inglesa do Catecismo do Concílio de Trento. Nessa introdução há uma importante citação de Dr. John Hagan, Reitor do Colégio Irlandês de Roma, sobre a autoridade do Catecismo.

Catecismo do Concílio de Trento, 15ª impressão, TAN Books, Introdução XXXVI: “Documentos oficiais foram ocasionalmente publicados pelos Papas para explicar certos pontos da doutrina católica a indivíduos ou comunidades locais; ao passo que o Catecismo Romano compreende praticamente todo o corpo da doutrina cristã e se dirige a toda Igreja. A sua doutrina não é infalível; mas ele ocupa um lugar entre os catecismos aprovados e o que é de fide.” (p. 367)

O que o sr. Dimond omite é o fato de que o Dr. Hagan também disse: “No mínimo, ele possui a mesma autoridade que uma encíclica dogmática.

Isso é importante, porque os católicos não estão livres para questionar esse grau de autoridade.

O Papa Pio XII assim ensinou: “Nem se deve crer que os ensinamentos das Encíclicas não exijam de per se o assentimento, sob o pretexto de que os Pontífices não exercem nelas o poder de seu Supremo Magistério. Tais ensinamentos fazem parte do Magistério Ordinário, para o qual também valem as palavras: “Quem vos ouve, a mim ouve” (Lc 10,16), além do que, quanto vem proposto e inculcado nas Encíclicas pertence já, o mais das vezes, por outros títulos, ao patrimônio da doutrina católica.”

(Humani Generis, Dz. 2313.)

Contrariamente ao Papa Pio XII, o sr. Dimond já está se preparando para dizer que possui o direito de questionar, rotular como errôneo e não dar assentimento a esse grau de autoridade eclesiástica.

Por duas vezes pedi ao sr. Dimond para pontuar se essas pertinentes frases do Catecismo Romano são heréticas e ele recusou responder à questão.

Nas próximas sessões, o sr. Dimond tentará mostrar onde e por que ele acha que o Catecismo Romano está em conflito com o Concílio de Trento e outros documentos papais. A sua proposta é demonstrar que, se o Catecismo é errôneo em outros pontos da doutrina, ele pode logicamente tratar as pertinentes frases acima como contrárias à absoluta necessidade do batismo em todas as condições. O argumento, então, consiste em demonstrar, por conseguinte, que o Catecismo é totalmente herético. Infelizmente para o sr. Dimond, o Papa Clemente XIII declarou a 14 de junho de 1761 na sua Dominico Argo que o Catecismo Romano “está livre de todo perigo de erro.” Mas o sr. Dimond, como um típico liberal, pega e escolhe o que ele quer acreditar.

O sr. Dimond continua…

O fato de que o Catecismo de Trento não é infalível é provado pelo fato de que pequenos erros podem ser encontrados dentro de seu texto, por exemplo:

Catecismo do Concílio de Trento, TAN Books, p. 243: “Pois a Eucaristia é o fim de todos os Sacramentos, e o símbolo de unidade e fraternidade na Igreja, fora da qual ninguém pode obter a graça.”

Aqui o Catecismo ensina que fora da Igreja ninguém pode obter a graça. Isso não é verdade. Graças prevenientes ou predisponentes são dadas àqueles que estão fora da Igreja de modo que possam se voltar para Deus, mudar suas vidas e entrar na Igreja. Sem essas graças, ninguém sequer se converteria. O Papa Clemente XI em sua constituição dogmática Unigenitus (8 set 1713) condenou a proposição segundo a qual “fora da Igreja nenhuma graça é garantida.” Logo, o que temos aqui é um erro no Catecismo de Trento. O Catecismo provavelmente pretendia ensinar que fora da Igreja nenhum pecador poderia obter graça santificante, o que é verdade, posto que fora da Igreja não há remissão dos pecados (Papa Bonifácio VIII, Unam Sanctam, 1302, ex cathedra). No entanto, Deus permitiu que o Catecismo errasse dessa maneira, porque ele não é infalível em tudo que ensina.

O sr. Dimond omite o contexto do Catecismo que implicava a graça santificante. O sr. Dimond está tentando achar um erro que não está realmente ali. Ele precisa achar esse erro para demonstrar que o Catecismo falha, julgando que isso lhe daria o direito de questionar aqueles parágrafos que claramente ensinam o batismo de desejo.

Repare que o Papa Clemente XI também não especificou a qual graça ele estava se referindo. Ele não disse graça “atual”, graça “preveniente ou predisponente”. O sr. Dimond teria de concluir que o Papa Clemente XI também errou, uma vez que fora da Igreja não se pode obter a graça santificante.

Até aqui o sr. Dimond é o único em erro real, não o Catecismo Romano, nem o Papa Clemente XI.

O sr. Dimond continua…

Além do mais, em todo o Catecismo de Trento não há nenhuma menção aos assim-chamados “três batismos”, nem há qualquer menção ao “batismo de desejo” ou “batismo de sangue”, nem há qualquer afirmação explicita de que alguém pode ser salvo sem o sacramento do batismo. O que encontramos, é um parágrafo ambíguo que parece ensinar que alguém pode obter graça e justificação sem o batismo.

O sr. Dimond soa muito como aquele protestante que diz que a Bíblia não faz menção ao Purgatório. No entanto, a doutrina do batismo de desejo é explicada belamente assim como a Bíblia explica o Purgatória sem fazer menção a palavra.

Chamar as frases do Catecismo de “ambíguas” é genuinamente desonesto. Não existe absolutamente qualquer ambiguidade ali.

O Catecismo diz que o batismo de crianças não deveria ser postergado, pois “para as crianças o único meio de salvação é o Batismo.” (Do Batismo § 33)

Essa afirmação claramente implica que não existe outro meio de salvação além do batismo para crianças abaixo da idade da razão. Então o Catecismo conclui:

“Essa demora, porém, não envolve o mesmo perigo que ameaça as crianças pequenas, como dizíamos há pouco. Tratando-se de pessoas já em uso da razão, a firme vontade de receber o Batismo, unida ao arrependimento das faltas da vida anterior, é quanto basta para conseguirem a graça da justificação, se sobrevier algum acidente repentino, que as impeça de receber a ablução sacramental.” (Idem, § 35)

Voilá, batismo de desejo!

Mesmo o Padre Feeney não rejeitava essa doutrina. Ele erroneamente concluiu que deveria existir um outro lugar permanente para tais pessoas além do céu ou do inferno. A sua doutrina pode ser encontrada em seu livro O Pão da Vida e na sua revista Dos telhados.

O Catecismo Romano emprestou a sua afirmação sobre o batismo de crianças do Papa Eugênio IV, Concílio de Florença, Sessão 11, 4 de fevereiro de 1442:

Sobre as crianças, de fato, em virtude do perigo de morte, que pode ocorrer com frequência, visto que nenhuma outro socorro pode lhes ser dado por outro remédio que não seja o sacramento do batismo, pelo qual elas são libertas do domínio do demônio [pecado original] e adotadas entre os filhos de Deus, aconselha-se que o santo batismo não seja deferido para quarenta ou oitenta dias, ou qualquer tempo segundo o costume de certas pessoas…

O concílio infalível implicou que não há outro remédio senão o batismo para aqueles que não atingiram a idade da razão. Logo, o Catecismo Romano não estava ensinando qualquer novidade. Ainda assim, este é o mesmo Catecismo que cita João 3,5 por quatro vezes. Logo, o sr. Dimond deve necessariamente concluir que o Catecismo Romano contradiz a si mesmo.

Além disso, o sr. Dimond conhece a doutrina do Papa Pio VI sobre doutrinas ambíguas, dito quando o papa condenou o Sínodo de Pistoia em sua bula Auctorem fidei, 28 de agosto de 1794:

Contra tal insídia, que se repete em todas as épocas, não há melhor prática que expor as sentenças que, sob o véu da ambiguidade, escondem uma perigosa discrepância de sentido, assinalando o sentido perverso sobre o qual está camuflado o erro que a doutrina católica condena.

Portanto, o sr. Dimond deve tomar o Catecismo Romano como herético baseado na sua afirmação de que ele é ambíguo, “que parece ensinar que alguém pode obter graça e justificação sem o batismo.”

Seja como for, o sr. Dimond está mentindo porque não é uma mera aparência que o Catecismo esteja ensinando o batismo de desejo. Ele o ensina claramente e sem ambiguidade alguma. De tal modo que, realmente, os cânons 1239.2 e 737 do Código de Direito Canônico de 1917 se baseiam na doutrina encontrada no Catecismo Romano.

Prosseguindo…

Mas mesmo nesse parágrafo encontramos erros. Por exemplo, a passagem diz que “se sobrevier algum acidente repentino, que as impeça de receber a ablução sacramental.”

Não há tal coisa como um “acidente repentino” que poderia tornar “impossível” receber o batismo. Isso é claramente errôneo.

Papa Pio IX, Concílio do Vaticano, Sessão 3, Cap. 1, “Sobre Deus criador de todas as coisas: «MAS TUDO O QUE DEUS CRIOU, ELE GUARDA E GOVERNA PELA SUA PROVIDÊNCIA, que “estende-se poderosa desde uma extremidade à outra, e dispõe todas as coisas com suavidade.” Todas as coisas estão a nu e a descoberto, aos Seus olhos, mesmo aquelas que resultam da livre atividades de suas criaturas.”

Deus mandou todos os homens receberam o batismo, Deus não manda impossibilidades.

Papa Paulo III, Concílio de Trento, Sessão 6, cap. 11, sobre Justificação, ex cathedra: “… Ninguém deve usar daquele dito temerário, e proibido pelos Padres sob pena de excomunhão, de que é impossível ao homem justificado observar os mandamentos de Deus. “POIS DEUS NÃO MANDA O IMPOSSÍVEL; mas quando te manda, admoesta-te a fazer aquilo que podes e a pedir aquilo que não podes”, e te ajuda para que o possas.”

Portanto, a referência a um acidente repentino e impossível de ser evitado no Catecismo demonstra, novamente, que nem tudo que ele diz é infalível. Um documento infalível não poderia afirmar que acidentes são repentinos ou impossíveis de serem evitados.

O sr. Dimond está fazendo um vão esforço nesse ponto.

A declaração de Trento está falando sobre “um homem justificado” observando os mandamentos de Deus. Ela está se dirigindo contra aqueles que aceitariam que “o justo peca ao menos venialmente em cada boa obra [can 25], (o que é mais intolerável) que ele mereça castigo eterno; e também àqueles que declaram que o justo peca em todas as obras, se nessas obras se, superando nelas a sua apatia e exortando a si mesmos a correr no estádio, visam, além da glória de Deus posta em primeiro lugar, também ao prêmio eterno [cân. 26 e 31], pois está escrito: “Inclinei o meu coração para cumprir os teus preceitos, por causa da retribuição.” [Sl 118,112] e sobre Moisés fala o Apóstolo: que “olhava para a recompensa.” [Heb. 11,26]” (Trento, Sessão 6, Cap. 11)

Mas para continuar nesse argumento, presumamos então que a frase se aplicou ao sacramento do batismo. Ora, uma vez que Cristo não pode mandar impossibilidades, se o sacramento do batismo se torna impossível, então o mandamento de Cristo para ser batizado com água não se aplicaria nessa circunstância, logo a fé, o desejo e a contrição seriam o suficiente. A declaração de Trento não contradiria de maneira alguma o batismo de desejo, ela antes o apoiaria.

Conforme o argumento do sr. Dimond, posto que Trento coloca sob pena de excomunhão o que ele pensa que o Catecismo ensina, ele deve necessariamente concluir que o Catecismo Romano é herético e que os autores, editores e promulgadores do mesmo estão excomungados!

O sr. Dimond continua…

Muito embora o Catecismo de Trento não seja infalível em toda sentença, como foi provado, tomado como um todo ele é um excelente catecismo que exprime a doutrina católica exatamente e efetivamente.

Então, deixe-me ver se eu entendi bem. O sr. Dimond crê que o Catecismo é herético. Ele também implicou que livros heréticos que contenham heresia formal, se tomados como um todo, ensinam exatamente e efetivamente a fé católica, ou seja, seriam uma excelente ferramenta para instruir os fiéis. Isso é um ultraje!

O Concílio de Trento alertou contra tal nonsense.

Continuando…

Mas sobretudo, o Catecismo de Trento faz declaração sobre declaração nas quais ensina claramente e sem ambiguidade alguma que o Sacramento do Batismo é absolutamente necessário a todos para a salvação, sem qualquer exceção, por conseguinte, excluindo qualquer ideia de salvação sem a água batismal.

Ora, o sr. Dimond deve concluir que o Catecismo está contradizendo a si mesmo. Então, ele não só é herético, ele também é contraditório, mas está tudo bem para o sr. Dimond, porque visto como um todo, esse livro herético e contraditório é uma excelente ferramenta para a fé.

Catecismo do Concílio de Trento, Comparações entre os Sacramentos, p. ‘154: “Há, porém, um ponto que reclama muita atenção. É que todos os sacramentos em si comportam uma virtude admirável e divina, mas nem todos são igualmente necessários, nem possuem a mesma graduação e finalidade.

Entre eles existem três que são considerados mais necessários que os outros, embora não o sejam por razões idênticas. Do Batismo, por exemplo, declarou Nosso Senhor ser absolutamente necessário para todos os homens. Suas palavras são as seguintes: !Quem não renascer da água e do Espírito [Santo], não pode entrar no reino de Deus (João 3,5).”

Isso significa que o Sacramento do Batismo é absolutamente e universalmente necessário para a salvação sem qualquer exceção! Isso exclui qualquer ideia de salvação sem a ablução batismal.

O sr. Dimond não compreendeu a nuance. Necessidade do meio versus necessidade do preceito. Vá para a parte 1 desse artigo [ainda não traduzida].

Isso também significa que João 3,5 deve ser entendido literalmente.

O batismo de desejo não implica que João 3,5 seja para ser entendido em sentido figurado. Novamente, o Catecismo cita João 3,5 quatro vezes e depois ensina o batismo de desejo.

Catecismo do Concílio de Trento, Sobre o Batismo – Necessidade do Batismo, pp. 176-177: Se o conhecimento que até aqui foi explicado for, como de fato é, da mais alta importância para os fiéis, não é de menor valia aprenderem que A LEI DO BATISMO, COMO ESTABELECIDA POR NOSSO SENHOR, ESTENDE-SE A TODOS, de modo que a menos que eles sejam regenerados pela graça do Batismo, sejam seus pais cristãos ou infiéis, eles nasceram para a miséria eterna e a destruição. Os pastores, portanto, deveriam frequentemente explicar essas palavras do Evangelho: Quem não renascer da água e do Espírito [Santo] não pode entrar no Reino de Deus (Jo 3,5).” p. 374

Isso claramente significa que ninguém pode ser salvo sem o Sacramento do Batismo e que João 3,5 é literal sem exceções!

Qual é a lei do batismo estabelecida por Nosso Senhor que se estende a todos? Quais são as condições? Quais são as nuances? Como a Igreja as ensina e explica? Eis o que o sr. Dimond ignora. Ele rejeita a explicação do Catecismo Romano e por isso deve sustentar que o Catecismo está contradizendo a si mesmo.

Catecismo do Concílio de Trento, Definição do Batismo, p. 163: “Quem não, diz Nosso Senhor, renascer da água e do Espírito [Santo] não pode entrar no reino de Deus (Jo 3,5); e o Apóstolo, falando da Igreja, diz que [Cristo] “a purificou pela ablução da água na palavra (Ef 5,26). Assim, podemos definir com acerto e brevidade, que o batismo é um “Sacramento de regeneração pela palavra na água.”

O Catecismo de Trento também ensina que se existe perigo de morte para um adulto, o Batismo não deve ser postergado.

Catecismo do Concílio de Trento, Da necessidade dos adultos serem batizados imediatamente, p. 180: “Às vezes, contudo, quando existe uma causa justa e necessária, como no caso de iminente perigo de morte, o Batismo não deve ser deferido, particularmente se a pessoa a ser batizada está bem instruída nos mistérios da fé.”

A costumeira demora no batismo de adultos que vemos na história era para a instrução dos catecúmenos. Essa demora não era pela crença de que os adultos poderiam ser salvos sem o batismo, como já provado na sessão sobre o Papa Sirício.”

Abaixo segue a Carta de Papa São Sirício a Himério (385).

Como mantemos que a observância do santo tempo pascal deveria de nenhum modo ser relaxada, assim desejamos que às crianças que, em virtude da idade, não possam ainda falar, ou àqueles que, por qualquer emergência, precisem da água do batismo, seja procedido com toda diligência possível, pois temo que, se aqueles que deixaram esse mundo perderem a vida do reino dos céus por lhes ter sido negada a fonte da salvação que eles desejavam, isso possa levar à ruína de nossas almas. Se aqueles ameaçados em naufrágio, sobre o ataque de inimigos, ou na incerteza de um cerco, ou aqueles que se acham numa condição física sem esperança, pedirem pelo que em sua fé é sua única esperança, deixai-os receber no momento de seu pedido a recompensa da regeneração. Chega dos erros passados! Doravante, todos os sacerdotes observem essa norma, se eles não quiserem se separar da sólida rocha apostólica sobre a qual Cristo edificou a sua Igreja.” (Pe. Jacques Dupuis, S.J. e Pe. Josef Neuner, S.J., The Christian Faith, Sixth Revised and Enlarged Edition, Staten Island, NY: Alba House, 1996, p. 540.)

A citação acima do Papa Sirício não nega a doutrina do batismo de desejo ou refuta por implicação que é impossível se salvar pelo batismo de desejo.

Pessoas que desejam o batismo e morrem sem ele podem muito se perder, porque o Batismo de desejo não é obtido meramente pelo fato de ser querido. Existe sempre o temor de que aqueles que morrem sem o batismo podem se perder porque a contrição perfeita, ou algum outro requerimento que Deus queira na pessoa, pode faltar. O batismo de desejo é algo que Deus faz pela pessoa.

O Papa Sirício diz que negar o batismo a tais crianças ou homens “possa levar à ruína de nossas almas”. Em outras palavras, seria um pecado retardá-lo.

A segunda parte da citação reitera a primeira parte. A perfeita contrição pode não estar presente com a fé, e o Batismo é sua única esperança de salvá-las, pois a contrição perfeita não é requerida na recepção dos Sacramentos.

O sr. Dimond deve assumir que o Catecismo Romano está contradizendo a si mesmo, porque três parágrafos antes do Catecismo afirmar que “no caso de extrema necessidade podem ser batizado imediatamente”, ele apresenta a seguinte frase inicial “a firme vontade de receber o Batismo, unida ao arrependimento das faltas da vida anterior, é quanto basta para conseguirem a graça da justificação, se sobrevier algum acidente repentino, que as impeça de receber a ablução sacramental.” (Idem, § 35)

A doutrina do batismo de desejo requer o arrependimento dos pecados, ou a perfeita contrição, a fé e o desejo. O Sacramento do Batismo não requer contrição perfeita.

Continuando…

Catecismo do Concílio de Trento, Batismo feito obrigatório depois da Ressurreição de Cristo, p. 231-232: “Todos os escritores eclesiásticos concordam em dizer que foi depois da Ressurreição de Nosso Senhor, quando Ele ordenou aos Apóstolos: “Ide, ensinai todos os povos, baptizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo.” Desde então, começou a vigorar a lei do Batismo para todos os homens, que queiram alcançar a salvação eterna.’ 377.

O Batismo não pode ser rejeitado. Isso é fato. O batismo de desejo não é uma doutrina que rejeita o fato de que o batismo é obrigatório.

Catecismo do Concílio de Trento, Matéria do Batismo — a sua adequação, p. 227: “Ao desenvolver esta doutrina, ensinem os párocos em primeiro lugar que, tratando-se de um Sacramento necessário a todos, sem nenhuma excepção, para conseguirem salvar-se, a água era a matéria mais apropriada, por se encontrar em toda a parte, e por ficar ao alcance de todos, sem maior dificuldade.” 378

Perceba que o Catecismo ensina que a água está “dentro do alcance de todos” uma frase que exclui a própria noção do batismo de desejo – que a água não está ao alcance de todos.

O sr. Dimond não pode compreender conceitos muito elementares.

A água está ao alcance de todos para beber, limpar, lavar e batizar. Isso não significa que todos possam conseguir beber, limpar ou lavar ou, nesse caso, batizar-se. Toda a questão em torno da frase “se sobrevier algum acidente repentino…” consiste em explicar exatamente o contrário do que é afirmado pelo sr. Dimond.

O fato de que o sr. Dimond use um tal argumento é surpreendente.

Também perceba que o Catecismo declara que o sacramento é necessário para a salvação de todos. Isso exclui qualquer noção de salvação sem o sacramento do batismo.

Logo, o Catecismo de Trento ensina repetidamente e sem ambiguidade que este é o ensinamento de Jesus Cristo e da Igreja Católica: o Sacramento do Batismo é necessário para a salvação de todos. Tudo isso é claramente contrário às teorias do batismo de desejo e batismo de sangue.

Novamente, o sacramento é necessário para a salvação de todos sob condições e circunstâncias. O Catecismo Romano aponta para o caso de uma circunstância extraordinária onde o sacramento não é necessário para a salvação. A única teoria contrária ao ensinamento de Jesus Cristo e da Igreja Católica é a rejeição que o sr. Dimond faz do batismo de desejo, que é ensinada de novo e de novo pela Igreja de Cristo através do Catecismo Romano e do Código de Direito Canônico.

Ademais, o Catecismo também ensina que os cristão se distinguem dos não cristãos pelo batismo.

Catecismo do Concílio de Trento, Do Batismo – Segundo efeito: O caráter sacramental, p. 159: “No caráter impresso pelo batismo, ambos efeitos são recapitulados. Por meio dele somos qualificados para receber os outros sacramentos, e o cristão se distingue do que não professa a fé.” 379

Aqueles que afirmam que o sacramento do batismo não é necessário a todos para salvação (por exemplo, aqueles que acreditam no “batismo de desejo”) contradizem o ensinamento do próprio catecismo de Trento.”

Posto que o Catecismo também ensina que o Sacramento do Batismo não é necessário para a salvação de todos “se sobrevier algum acidente repentino”, que é rubricado como “batismo de desejo”, o sr. Dimond deve concluir que o Catecismo contradiz a si mesmo.

Contudo, distinguimos os cristãos dos não cristãos pelo batismo, mas não só pelo batismo. Os cristãos são também distintos daqueles que não professam a fé. Ambos, os que não são batizados e os que não sustentam a fé são considerados não cristãos enquanto vivem. O batismo de desejo e de sangue traz alguém para dentro do Redil durante a morte. Nesse ponto, eles seriam considerados santos. Temos santos por batismo de desejo.

Catecismo do Concílio de Trento, Matéria do Batismo, a sua adequação, p. 227: “Ao desenvolver esta doutrina, ensinem os párocos em primeiro lugar que, tratando-se de um Sacramento necessário a todos, sem nenhuma exceção, para conseguirem salvar-se, a água era a matéria mais apropriada, por se encontrar em toda a parte, e por ficar ao alcance de todos, sem maior dificuldade.”

O sr. Dimond cita novamente a mesma linha do Catecismo na última parte de seu livro para justificar suas asserções, implicando que, posto que a água está ao alcance de todos, isso “exclui a própria noção de batismo de desejo – segundo a qual a água não está ao alcance de todos”. Já vimos como esse é o mais fraco de todos os argumentos. Francamente, alguém que não se incomode em dar ouvidos ao sr. Dimond depois dele ter usado um argumento tão ridículo como esse é um caso irrecuperável.

O sr. Dimond não teria de passar por esse embaraço se ele não quisesse nos convencer de que o Catecismo é herético sobre essas duas frases pertinentes.

É verdade que o Catecismo Romano não possuiu o carisma de infalibilidade quando ele foi escrito. Contudo, a doutrina ordinária e universal da Igreja, que é infalível, garantiu o Catecismo Romano como padrão e norma da Fé Católica, o que necessariamente significa que ele não contém heresia formal.

John A. McHugh O.P. e Charles J. Callan O.P. assim escreveram (excertos e ênfase minha):

O Catecismo Romano é diferente de qualquer outro resumo da doutrina cristã, não somente porque ele é para o uso dos párocos em sua pregação, mas também porque ele goza de uma autoridade única entre os manuais… ele foi publicado por ordem expressa do Concílio Ecumênico de Trento, que também ordenou que ele fosse traduzido para o vernáculo de diversas nações a fim de ser usado como fonte comum de pregação. Além disso, ele recebeu por repetidas vezes a aprovação geral de muitos Pontífices Romanos. Para não falar de Pio IV que tanto fez para levar a obra a a cabo, e de Pio V sob o qual ela foi terminada, publicada e repetidamente o exigigida. Gregório XIII, que como Possevino testemunha, estimava-o tão grandemente que desejava que mesmo livros de Direito Canônico fossem escritos de acordo com os seus conteúdos. Em sua bula de 14 de junho de 1761, Clemente XIII disse que o Catecismo contém uma explicação clara de tudo o que é necessário para a salvação e utilidade dos fiéis, que ele foi composto com grande zelo e indústria e tem sido altamente louvado por todos… que os Pontífices Romanos ofereceram esta obra aos pastores como norma da doutrina e disciplina católica de modo que existisse uniformidade e harmonia nas instruções de todos… o Papa Leão XIII, em carta encíclica de 8 de setembro de 1899 aos bispos e padres de França, escreveu: “Esta obra é notável pela riqueza e exatidão de sua doutrina, e pela elegância de seu estilo; ela é um resumo precioso de toda teologia, tando dogmática quanto moral. Aquele que o entende bem, sempre terá a sua disposição aqueles auxílios pelos quais o sacerdote é capaz de pregar com fruto, familiariza-se dignamente com o importante ministério da confissão e direção de almas, e estará em posição de refutar as objeções dos incrédulos.

Do mesmo modo o Papa Pio X em sua encíclica Acerbo nimis de 15 de abril de 1905, declarou que os adultos não menos que as crianças necessitam de instrução religiosa, especialmente nesses dias. E assim prescreveu que os pastores e todos os que cuidam das almas deveriam oferecer catequese aos fiéis em linguagem simples, e de um modo adequado a capacidade de seus ouvintes, e que para esse fim eles deveriam usar o Catecismo do Concílio de Trento…

Além dos Sumos Pontífices que exaltaram e recomendaram o Catecismo, também muitos concílios têm proposto seu uso de modo que seria impossível enumerar a todos. Dentro de poucos anos depois de sua primeira aparição, um grande número do sínodos provinciais e diocesanos já tinham feito do seu uso obrigatório. Dos quais o Prefácio a edição parisiense de 1893 fez menção a dezoito que tinham ocorrido antes de 1595. Em cinco diferentes concílios convocados em Milão, São Carlos Borromeu ordenou que o Catecismo fosse estudado nos seminários, discutido nas conferências dos sacerdotes e explicado pelos pastores ao seu povo na ocasião da administração dos Sacramentos. Em suma, sínodos repetidamente prescreveram que o claro deveria fazer uso tão frequente do Catecismo de tal modo que não só estivesse totalmente familiarizados com o seu conteúdo, mas o soubessem de cor.

O Papa São Pio X disse em seu Decreto Quem singulari para a Congregação dos Sacramentos a 8 de agoto de 910:

Para a primeira confissão e comunhão um pleno e perfeito conhecimento da doutrina cristã não é necessário. Mas a criança depois será obrigada a aprender gradualmente todo o catecismo de acordo com a sua inteligência. (D 2138)

Dois parágrafos a frente, o Papa São Pio X nos conta que o catecismo deveria ser aprendido integralmente: o “Catecismo Romano.” (D 140)

Baseado no Catecismo Romano, o Papa São Pio X promulgou seu prórpio catecismo que ensina o batismo de desejo. A carta de promulgação pelo Papa São Pio X pode ser lida aqui:

http://www.vatican.va/holy_father/pius_x/letters/documents/hf_px_let_19121018_catechismo_it.html

O Revmo. Bispo George Hay e o Rev. Michael Müller C.SS.R., dois dos maiores mestres da religião católica dos últimos duzentos anos, ensinaram o batismo de desejo em seus respeitados catecismos, que se basearam no Catecismo Romano.

O fato do Catecismo Romano não ser um documento infalível não significa que ele possa ser formalmente herético. A Igreja Católica tem infalivelmente ensinado que o Catecismo Romano é o padrão pelo qual a Fé deve ser crida e entendida.

O sr. Dimond sustenta que a Igreja Católica promulgou um livro extremamente herético e contraditório para a instrução de sacerdotes e fiéis por 500 anos!

NENHUMA ÚNICA AUTORIDADE ECLESIÁSTICA CONDENOU, CRITICOU OU CORRIGIU O CATECISMO EM TODO ESSE TEMPO até que os dois irmãos nascidos nos 1970s, que fizeram monges por conta própria, resolveram questioná-lo e apontá-lo como herético, em virtude de sua PESSOAL e NOVA INTERPRETAÇÃO dos cânons de Trento e da errônea doutrina de que Deus não pode salvar uma alma à parte do Sacramento do Batismo em circunstâncias extraordinárias.

OS DIMONDS SÃO NADA MAIS QUE O MARTINHO LUTERO DE HOJE.

Eu planejava fazer uma série inteira desses artigos, mas depois de me dar conta da insignificância do livro do sr. Dimond, eu mudei de ideia. Tenho mais o que fazer de minha vida que gastar meu tempo respondendo ponto por ponto do que não passe de pura idiotice.