Cancele a Netflix

CANCELE A NETFLIX

Peço encarecidamente aos que seguem o canal Controvérsia Católica, assim como aos que chegaram ao conhecimento dele por meio deste vídeo, que cancelem sua assinatura da Netflix.

Embora eu considere isso como um dever óbvio do cristão, vou mencionar três razões para fazê-lo imediatamente.

1.ª Porque, mais de uma vez, a Netflix debocha de Nosso Senhor Jesus Cristo, promovendo às vésperas do Natal um programa de uma tal de Porta dos Fundos, que pelo seu teor anticristão bem merece o título de Loja dos Fundos. Essa campanha blasfema não deve gozar da aprovação tácita dos que fazem profissão de fé cristã, nenhum cristão – na verdade, nenhuma pessoa decente – deve apoiar e acompanhar a Netflix e seus espetáculos estúpidos e cheios de iniquidade.

2.ª Porque a Netflix não serve para cristãos, serve só para pagãos, sobretudo para sustentar gente vagabunda e inútil (pessoas que dizem fazer “arte”, mas que em realidade fazem coisa muito pior que esterco), gente péssima que não estando contente de perder-se por meio de mil torpezas, ainda procura perder os outros mediante a comunicação de uma ciência vã, uma sabedoria mundana reprovada por Deus. “Ninguém se engane a si mesmo: Se alguém de vós se tem por sábio neste mundo, faça-se insensato para ser sábio. Porque a sabedoria deste mundo é uma estultícia diante de Deus… O Senhor conhece o pensamento dos sábios que são vãos.” (1Cor 3, 18-20).

3.ª Porque, além de ser inútil para a alma e não aproveitar para a vida eterna, também é prejudicial. Quem assina a Netflix é cúmplice de todas as suas blasfêmias e imoralidades, coloca-se ainda como aluno desta escola de perdição. Tudo isso leva para o inferno.

Então, pelo amor de Deus, em nome de Nosso Senhor Jesus Cristo, cancele a Netflix! Faça-o agora mesmo!

Eis alguns links que ensinam como cancelar a assinatura desta empresa ímpia e execrável:

Como faço para cancelar o faturamento da Netflix pelo Google Play?
https://help.netflix.com/pt/node/42988

Como faço para cancelar o faturamento da Netflix pelo iTunes?
https://help.netflix.com/pt/node/27460?ba=SwiftypeResultClick&q=cancelar

Selfies, shorts e regatas

Padres e leigos de 1960 para cá têm desertado do uso de roupas apropriadas ao seu estado de vida. Sinal de rebelião contra “os velhos tempos” por excelência, essa mudança no trajar constitui uma adesão tácita ao naturalismo, isto é, ao vestir-se como um pagão, como um índio na floresta, sem atender para o pudor e a dignidade cristã.

O homem iluminado pela fé em Jesus Cristo não pode seguir esta onda revolucionária, cujo fim é a destruição da família e dos valores cristãos de pureza e de justiça. Cabe-lhe dizer com as suas vestes que é um servidor de Cristo e que pela glória de seu Nome põe a modéstia no vestir acima de qualquer frívola conveniência.

Uma palavra a todos os filhos da fé de Jesus Cristo sobre o escândalo

UMA PALAVRA A TODOS OS FILHOS DA FÉ DE JESUS CRISTO SOBRE O ESCÂNDALO

Pelo Reverendo Padre Gilberto Dianda (1915)

Vae homini illi per quem scandalum venit; Ai do homem por cuja culpa vem o escândalo… Melhor fora para ele que lhe prendessem ao pescoço uma mó e o precipitassem no fundo do mar.” (Mateus 18, 6 e 7)

O escândalo não é uma chaga exclusiva de nosso século. Existiu e existirá sempre, porque eterna será sobre a terra a luta entre o bem e o mal, entre a cidade de Deus e a cidade de Satanás.

Não obstante, podemos afirmar, sem o receio de sermos desmentidos, que não tem havido época na história como esta em que vivemos, que tenha visto estender-se em volta da inocência uma rede tão apertada, e tão cheia de maus exemplos. Não se trata só do espetáculo de paixões ardentes, mas também dum apostolado militante de incredulidade.

O ateísmo é hoje público nas suas manifestações, declarou guerra eterna a Deus e a Cristo, e se esforça para destruir até à última as crenças mais santas, servindo-se para esse fim de todas as armas, da palavra, da imprensa, do ensino.

Acrescente-se o escândalo da indiferença religiosa: a maior parte dos homens cristãos vivem exclusivamente para a terra, para os seus prazeres, para os seus interesses.

Acrescente-se o escândalo da blasfêmia, a blasfêmia entra hoje em todos os discursos, em todas as conversas, em todas as assembleias; e é pronunciada com uma indiferença tal, que parece não lhe ligarem importância.

Acrescente-se o escândalo da profanação dos dias de festa: o dia do Senhor é o dia das mais graves desordens, dos maiores pecados.

Acrescente-se o escândalo do sensualismo: a arte prostituiu-se ao seu nefando serviço, a pintura, a imprensa, a fotografia, o teatro, o cinema representam as cenas mais voluptuosas e atrevidas; a virtude é ridicularizada, a honestidade caricaturada.

Acrescente-se o escândalo do luxo, que tomou proporções espantosas, que provoca desordens sociais, porque é um insulto à miséria.

Acrescentem-se os escândalos nas ruas, nas praças, nas escolas, nas repartições públicas, nas empresas, nos laboratórios, nas famílias e até nas igrejas, onde se vai só para ver e ser visto, para mostrar os vestidos, a beleza… e depois de tudo isto dizei-me se uma alma sinceramente cristã pode ficar inativa em presença de tanta maldade.

Não, não; a voz do dever impõe-se poderosamente.

Nós não podemos, nem devemos ficar inativos. De harmonia com os ensinamentos de Nosso Senhor Jesus Cristo, a nossa santificação individual não basta.

Nós somos ligados em sociedade, todos temos laços de parentesco, de amizade, de dependência; pois bem, é necessário opor ao apostolado do mal o apostolado do bem e de alguma maneira reparar as imensas ruínas do escândalo. O incêndio devora o edifício, a torrente inunda a cidade; a verdade e a virtude estão em perigo! Não basta derramar lágrimas, suspirar pelos tempos passados; não basta também orar. Mas, à ardente oração, é preciso acrescentar a indústria santa e amorosa da salvação das almas.

Quando a pátria está em perigo e os inimigos próximos a profanar o seu solo, cada cidadão é então um soldado. Quando a fé dos avós é vilipendiada, quando o escândalo se torna insolente e faz pavoroso estrago, todos os cristãos devem converter-se em apóstolos. É um dever sagrado, a que ninguém pode subtrair-se.

Pais e mães, exercei o vosso zelo no santuário da família; patrões de empresas, de estabelecimentos, cumpri a vossa missão para com os vossos dependentes. Quem quer que vós sejais, com os vossos bons exemplos inspirai amor à virtude, ao dever, aos ensinamentos de Jesus Cristo, e tereis feito um grande apostolado de caridade muito grato e abençoado pelo Senhor.


Versão levemente adaptada do original em DIANDA, Presbítero Gilberto. O Catecismo Maior de Sua Santidade o Papa Pio X – Explicado ao povo segundo a norma do Concílio de Trento: Tomo II – Dos Mandamentos de Deus e da Igreja, das verdades principais e doutras coisas que o christão deve saber. Vizeu: Editora da Revista Catholica, 1915, pp. 206-207.

Necessidade e natureza da educação domiciliar católica

Muitas pessoas nos perguntam sobre como educar os filhos no mundo de hoje. O nosso parecer sobre a questão repousa nestes dois pontos: (1) o que a Igreja manda e (2) o que a experiência mostra.

Em geral, um ou outro desses pontos inclina os pais católicos a considerarem seriamente a educação domiciliar ou homeschooling como uma boa alternativa à escola moderna. Tomados em conjunto, eles são as premissas que vão nos levar com segurança a uma conclusão incontornável: os pais, se querem dar aos filhos uma educação genuinamente católica, devem educá-los em casa, com espírito de oração e sacrifício bem alheio às máximas do mundo.

Examinemos brevemente cada um desses pontos e tiremos a devida conclusão.

1. O que a Igreja manda. Todos sabem que a Santa Madre Igreja têm parâmetros muito claros sobre a educação dos filhos, expostos em documentos como a Divini Illius Magistri de Sua Santidade o Papa Pio XI, e que ela constantemente lembra os pais do seu grave dever de instruir, corrigir e vigiar os filhos, proporcionando-lhes uma educação religiosa e civil conforme os ditames da fé e da moral cristã.

2. O que a experiência mostra. Do mesmo modo, qualquer observador imparcial sabe que não há atualmente escolas isentas dos erros condenados pela Igreja, antes o que temos são escolas que aplicam de forma explicita ou mitigada o naturalismo pedagógico (escola sem Deus), a mistura de meninos e meninas (escola mista), a coeducação (a mesma educação para ambos os sexos), um currículo enciclopédico-humanista de inspiração pagã e uma atmosfera de permissividade moral assustadora, muitas vezes justificada por princípios patentemente contrários à lei natural. Ressaltamos que dentro dessa categoria de escolas inviáveis encontram-se as escolas ditas católicas, inclusive as de feitio tradicional.

Conclusão. Esses dois elementos, os ensinamentos da Igreja de um lado e os desvios da escola moderna de outro, apontam para a educação domiciliar ou homeschooling como o único meio seguro de educar os filhos como a Igreja manda, longe do espírito mundano e das más companhias.

Os pais que não podem fazer outra coisa senão mandar os filhos para a melhor escola disponível expõem a si e aos filhos ao risco de se perderem. Já vimos muitos casos assim. O que os filhos aprendem em casa, desaprendem na escola. Cedo ou tarde aparece o resultado: escândalos morais e perda da fé. Exceções à regra são possíveis, claro, mas não esperem os pais colherem o que não plantaram. De ordinário, a árvore má, enraizada em princípios contrários aos da Igreja, produz frutos maus.

Portanto, se a ideia é promover uma educação católica em um mundo nitidamente não católico, sem ilusões e falsas promessas, o que temos de melhor é a educação domiciliar ou homeschooling. Repetimos: cremos que nas circunstâncias atuais a educação domiciliar é necessária para educar os filhos segundo os ditames da fé e da moral cristã, porque somente ela impede a interferência insidiosa dos agentes do anticristianismo.

Muitos católicos tradicionais certamente concordam com esse nosso parecer, menos porém são aqueles que resolvem fazer as mudanças estruturais requeridas por essa decisão.

A educação domiciliar católica não é trazer a escola para dentro de casa, não é a imposição de um currículo clássico de viés enciclopédico-humanista, não é formar sábios segundo os olhos do mundo. Não, mil vezes não. A educação domiciliar católica é o cultivo das virtudes cristãs no lar, por parte de todos os membros da família, para que todos cumpram fielmente os seus deveres religiosos e civis nesta vida e possuam a Deus eternamente na outra.

Os meios (apostilas, oração em comum, atividades domésticas, brincadeiras) devem estar sempre subordinados a esse ideal. As meninas devem seguir o exemplo da mãe, os meninos devem trilhar os caminhos do pai. A mãe deve ser uma dona de casa, a educadora por excelência nas coisas da religião, aquela que ensina as primeiras orações e lições da fé. O pai deve ser o chefe de família, que a sustenta e governa no pleno sentido da palavra; ele ensina ao filho a sua própria profissão ou encaminha-o para a vocação a que Deus o chamou. As crianças devem aprender o que for necessário para serem bons cristãos, honrando os seus pais com amor, respeito e obediência. É desse modo que a família católica se faz espelho da Sagrada Família, conforme o sublime exemplo de Jesus, Maria e José.

Obviamente esse caminho não é fácil, por isso adiantamos na introdução deste artigo que a educação domiciliar católica exige um espírito de oração e sacrifício bem alheio às máximas do mundo. É preciso renunciar às vaidades do século e estar pronto para muitos desprezos, especialmente da parte de parentes e vizinhos. Mais: muitos caprichos e maus hábitos adquiridos devem ser deixados para trás.

Essa é uma jornada difícil. Mas, se nós realmente entendemos que a nós cabe seguir os passos de Cristo na estrada real da Santa Cruz, toda essa dificuldade se converte em bênçãos e méritos celestiais.

Estendemos as mãos em solidariedade aos casais que tomam ou desejam tomar essa iniciativa. Temos os nossos contatos e faremos o que estiver ao nosso alcance para promover a educação domiciliar católica, único meio seguro de formar, nos tempos de hoje, cristãos excelentes e cidadãos exemplares.

Oração a Cristo Rei pela Pátria

Oração a Cristo Rei pela Pátria*

Nosso Senhor Jesus Cristo, Rei das nações e dos corações, Deus que tudo
criastes e redimistes, e fizestes nosso povo cristão; contemplai com olhos
benignos a esta nossa querida Pátria consagrada a vossa Santíssima Mãe,
escutai a vossos filhos que querem regressar a Vós.

Oh! Rei! Cristãos nascemos, e Cristãos queremos ser. Nossa Pátria é sua
história Católica e seu destino por excelência é levar Vosso nome como
bandeira. Atendei-nos, Senhor, nesta hora funesta, e se está em Vossa
Santíssima Vontade, apartai de nós este cálice de amargura dando-nos a
graça de reconquistar o Brasil. Que Vossa Mãe, Nossa Rainha condutora e
vencedora na batalha final, esmague a cabeça do inimigo que avança
estendendo seu poder internacional. Que o Anjo que guarda nosso solo
afaste de nós a perfídia sionista, o terror comunista e a sinistra maçonaria
e vossos Arcanjos aniquilem as seitas invasoras, e guardem a nossa
juventude da corrupção intelectual e moral.

Mas não se faça nossa vontade, senão a Vossa; e se preferistes para nós a
noite escura de um sofrimento nacional, pedimo-vos Rei dos Reis, não
permitais que vosso povo seja traidor. Antes, preparai-nos e daí-nos o triunfo
no Martírio, para a gloria de Vossa Divina majestade, em reparação por
tanta história laica e para que sob o manto da Virgem Soberana, vos
adoremos na Pátria eterna, com os que lutaram por Vos. Amém.

* – Oração composta por Mons. Victorio Manuel Bonamín. Tradução e adaptação ao português da oração homônoma argentina por Bruno Furini.

A Solenidade de Cristo Rei contra o laicismo moderno

A Solenidade de Cristo Rei anualmente nos recorda que o laicismo é heresia. Cristo deve reinar não somente sobre as almas e os corações, mas também sobre a sociedade.

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Último Domingo de Outubro.

FESTA DE CRISTO-REI

Numerosos textos das Sagradas Escrituras provam a realeza universal e gloriosa de Jesus, “Rei dos reis e Senhor dos senhores”.

O Santo Sacrifício e o Ofício Divino são o tributo que a Igreja presta quotidianamente a Cristo, na sua qualidade de pontífice e rei, e as mesmas festas litúrgicas da Epifania, da Páscoa e da Ascensão têm por objeto a veneração dos mistérios em que Cristo se apresenta a nós sob a forma de rei… Todavia a Santa Igreja como tantas vezes tem feito com outras heresias, ainda desta feita quis opor à heresia moderna do laicismo, que não quer que “Cristo reine sobre nós”, sobre a sociedade, a afirmação da sua crença na suprema realeza de Jesus, instituindo uma festa especial, que convidasse anualmente os seus filhos a confessarem pública e solenemente que Jesus é não somente rei das almas e dos corações, mas também rei da sociedade.

Foi assinado à nova solenidade o Domingo que precede a Festa de Todos os Santos, na qual veneramos a Jerusalém celeste e a corte brilhante do Rei da glória. Ao terminar do ciclo de domingos depois de Pentecostes, é justo que, antes de volver os olhos para os vários coros que que brilham e cantam na cidade do Céu, tributemos a adoração que lhe é devida Àquele diante de quem os Anjos e os Santos todos se prostram, para depois lhe entoarem um aleluia de eterno júbilo e louvor. Associemo-nos a esta homenagem que na santa cidade dos bem-aventurados prestam ao Rei divino, e cá na terra repitamos, com a Liturgia, a bela oração do dia: Ó Senhor que vos dignastes restaurar todas as coisas na pessoa do Vosso dileto Filho, estabelecendo-o Rei universal das criaturas, fazei que todos os povos, perdida pelo pecado a prístina unidade de família, a encontrem no único e doce reino inaugurado por Cristo por meio da Igreja!

(Missal Romano, Festa de Cristo-Rei; versão portuguesa e anotações de D. Crisóstomo d’Aguiar, 1938, p. 1197.)

Leia também: Sobre Cristo Rei: A Encíclica Quas Primas de Pio XI
E também: A Realeza de Cristo contra a Liberdade Religiosa

A verdadeira devoção ao Sagrado Coração de Jesus

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Conferência sobre a importância do culto ao Sagrado Coração de Jesus, proferida pelo Rev. Padre Ariel Damin da Capela Nossa Senhora de Lourdes (Mendoza, Argentina).

O sacerdote baseia sua explicação nos seguintes documentos do Magistério da Igreja:

Papa Leão XIII, Annum Sacrum, 1899.
Papa Pio XI, Miserentissimus Redemptor, 1928.
Papa Pio XII, Haurietis Aquas, 1956.

Desta última encíclica, Padre Damin cita a seguinte passagem (n. 60), que bem ilustra o lugar de honra ocupado pelo Sagrado Coração de Jesus no culto católico:

“E aqui está a razão por que, na prática, o culto ao sagrado coração é considerado como a mais completa profissão da religião cristã. Verdadeiramente, a religião de Jesus Cristo funda-se toda no Homem-Deus mediador; de maneira que não se pode chegar ao coração de Deus senão passando pelo coração de Cristo, conforme o que ele mesmo afirmou: ‘Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vem ao Pai senão por mim’ (Jo 14,6). Assim sendo, facilmente deduzimos que, pela própria natureza das coisas, o culto ao sacratíssimo coração de Jesus é o culto ao amor com que Deus nos amou por meio de Jesus Cristo, e, ao mesmo tempo, o exercício do amor que nos leva a Deus e aos outros homens; ou, dito por outra forma, este culto dirige-se ao amor de Deus para conosco, propondo-o como objeto de adoração, de ação de graças e de imitação; e tem por fim a perfeição do nosso amor a Deus e aos homens mediante o cumprimento cada vez mais generoso do mandamento ‘novo’, que o divino Mestre legou como sagrada herança aos seus apóstolos quando lhes disse: ‘Um novo mandamento vos dou: que vos ameis uns aos outros, como eu vos amei… O meu preceito é que vos ameis uns aos outros, como eu vos amei’ (Jo 13,34; 15,12). Esse mandamento, verdadeiramente, é ‘novo’ e ‘próprio’ de Cristo; porque, como diz s. Tomás de Aquino: ‘Pouca diferença há entre o Antigo e o Novo Testamento; pois, como diz Jeremias: ‘Farei um pacto novo com a casa de Israel’ (Jr 31,31). Porém que este mandamento se praticasse no Antigo Testamento a impulsos de um santo temor e amor, isto pertencia ao Novo Testamento; de sorte que este mandamento existia na antiga lei não como próprio dela, porém como preparação da nova lei.'”

A perseguição final

Continuação de Nosso tempo testado pela profecia.

E quais serão as notas da perseguição empreendida por esse homem iníquo? As notas da perseguição do Anticristo foram descritas por Cornelius a Lapide e Suarez de acordo com as Escrituras e os Santos Padres.

Primeiro, o que é certo e quase de fé é que a perseguição do Anticristo será a mais terrível e violenta da história. Em primeiro lugar, porque ela será universal, conforme Ap 20,8: “E subiram sobre o âmbito da terra, e cercaram os arraias dos santos e a cidade querida.” Na Cidade de Deus, livro 20, Santo Agostinho entende essa passagem como significando que todos os infiéis, hereges, sectários e depravados que estão espalhados pelo mundo se juntarão com o Anticristo para mover guerra contra os santos.

Segundo, porque ele não será movida por causa de superstição ou fanatismo, ou pelo culto aos ídolos, como aquela dos imperadores pagãos; nem será para saciar o orgulho ou satisfazer a sede de poder, como foi a de Maomé; nem pela avareza e incontrolável ambição pelos bens alhios que moveu os príncipes alemães do tempo de Lutero. Essa perseguição será inspirada unicamente pelo ódio a Deus, nela Deus e sua Igreja serão diretamente desafiados e seu único objetivo será o extermínio da realeza divina, a completa destruição do cristianismo e toda religião positiva. Nesses tempos, ao contrário daqueles de Tibério, Nero e outros temíveis tiranos, nem mesmo uma adoração modificada e corrompida de qualquer divindade será permitida. Todo o homem será obrigado a render um culto de latria ao próprio Satanás, na pessoa do Anticristo que é o homem mais malvado e abominável que a humanidade já produziu.

Terceiro, ela será marcada por uma sedução quase irresistível. Aos judeus, o Anticristo dará Jerusalém, o templo, a circuncisão e os sacrifícios. Aos não judeus, por sua vez, ele conquistará mediante sua persuasão e eloquência, sendo ele exímio conhecedor das ciências naturais e sabendo os textos sagrados de cor (Santo Anselmo); também os subornará com ouro e riquezas, ele mesmo terá acesso às riquezas contidas no fundo do mar e nas profundezas da terra (Cornelius a Lapide).

Quarto, o seu poder causará grande admiração dada a rapidez com que este homem chegou ao topo da fortuna e da onipotência; e ainda mais admiração pelos milagres que obrará pelo poder do demônio, serão prodígios da mentira, pois não serão verdadeiros milagres, mas ilusões e obras de fantasia: o ressuscitado ou não estará realmente morto ou não terá realmente voltado à vida, os prodígios sobre a matéria serão operados por meios naturais (São Tomás de Aquino). Ele também será estimado pelos maus por liberar todos os tipos de libertinagem: “se mostrará apaixonado por mulheres” (Dn 11,37).

Quinto, será a mais sangrenta e bárbara perseguição: “Porque será então a aflição tão grande, que, desde que há mundo até agora, não houve, nem haverá outra semelhante” (Mt 24,21). Primeiro, devido ao poder das armas e maldade dos executores de suas ordens; segundo, por causa da malícia do demônio que então manifestará todo seu ódio pela natureza humana. Por conseguinte, haverão muitos mártires, os maiores da história da Igreja, mais gloriosos e admiráveis do que aqueles que lutaram com leões nos anfiteatros de Roma e da Gália. Esses confessores dos últimos tempos lutarão contra o próprio demônio, que usará requintes de malícia que a mente humana jamais poderia ter concebido por conta própria.

Sexto, ela será tão violenta que quase a totalidade dos cristãos apostatarão da fé (cf. Ap 13, Dn 7). Santo Agostinha comenta que esta é a apostasia propriamente dita, pois ela excederá todas as outras em número e extensão. Não é correto, porém, pensar que não haverão eleitos naquele tempo, pois essa perseguição será abreviada em atenção deles. Santo Agostinho conta que nos tempos da perseguição haverão mártires heroicos e confessores capazes de escapar da perseguição, vivendo em cavernas e no alto das montanhas, onde Deus não permitirá que sejam encontrados pelos seus perseguidores e não deixará que o demônio os denuncie.

A partir do momento que estourar a perseguição e o Anticristo ter envolvido os homens em suas mentiras e vilezas, ele tornará o seu culto obrigatório e se declarará senhor do céu e da terra, de modo que não se poderá invocar o nome de nenhuma divindade salvo a deste que “elevou-se contra tudo o que se chama Deus”. “Ele não tolerará nem a religião mosaica, nem a própria religião natural. Ele perseguirá com igual intensidade judeus, cismáticos, hereges, deístas e toda seita que reconheça a existência de um ser supremo e a imortalidade da vida do porvir. Ainda assim Deus, em sua sabedoria, tirará o bem do mal. A horrível tempestade que a sua justiça permitiu que se soltasse sobre a terra resultará no desaparecimento das falsas religiões. Juntamente com o judaísmo, isso abolirá os remanescentes do maometismo, superstições idolátricas e toda religião hostil à Igreja.” (p. 48)

“Será desferido o golpe final contra as seitas das trevas. Maçonaria, carbonarismo, iluminismo e todas as sociedades subversivas desaparecerão em um turbilhão de perversidade, uma obra que elas mesmas tinham preparado por séculos na crença de que isso levaria ao seu triunfo supremo e definitivo. Elas terão contribuído a contra-gosto ao estabelecimento da unidade predita por Nosso Senhor: erit unum ovile et unus Pastor. (Jo 10,16)” (p. 48)

“O triunfo do iníquo será de curta duração, mas a consolação que seguirá será universal, abundante, proporcional à medida de tribulações que a Igreja terá sofrido.” (p. 49)

Citando Abbé Lehman, um judeu convertido ao catolicismo (autor de Les Nations Fremissantes), Padre Arminjon encerra a conferência aludindo a glória da unidade final que enfim unirá a Igreja com Israel. Ele primeiro remete a duas imagens bíblicas, a Epifania e o Domingo de Ramos. No primeiro, diz o autor, os pagãos prestaram sua homenagem a Cristo na pessoa dos magos; no outro, os judeus reconheceram o seu Messias. Na ordem da história que se seguiu a crucifixão de Jesus e a fundação da Santa Igreja, os pagãos de toda terra vieram adorar a Cristo, mas até o momento não houve ainda o Domingo de Ramos da parte de Israel. Mas quando chegar esse dia, todo o mundo adorará o mesmo Deus e se cumprirá o que está dito em Apocalipse 11,15: “E o sétimo anjo tocou a trombeta, e ouviram-se no céu grandes vozes que diziam: O reino deste mundo passou a ser de nosso Senhor e do seu Cristo, e ele reinará por séculos de séculos. Amém.”

Nosso tempo testado pela profecia

Continuação de O Anticristo: seu caráter e seu tempo

Se não se pode dizer que após o Anticristo o fim do mundo não virá senão depois de alguns séculos, não se pode dizer o mesmo sobre a grande crise que provocará a sua vinda. Com efeito, estudando por um instante os sinais do tempo presente, veremos que os sintomas ameaçadores de nossa situação política e nossas revoluções, como também o crescimento da população e o incessante aumento do mal, correspondentes ao progresso da civilização e às descobertas na ordem material, fazem-nos considerar que não falta muito para a vinda do homem do pecado e dos dias de dissolução preditos por Cristo.

“A Sagrada Escritura nos oferece três principais características que marcarão o domínio do Anticristo. Ele será o imperador e mestre absoluto do universo; segundo, ele terá Jerusalém como sua capital; terceiro, ele será tão esperto quanto violento, e a guerra que ele moverá contra os santos será, primariamente, uma guerra de engano e sedução.” (p. 38)

Primeiro, o Anticristo será o senhor do mundo. É claro que o mundo de hoje está oferecendo todas as condições para que uma tal coisa seja possível. Por um lado, os meios de transporte e comunicação de nossa época permitem que pessoas e ideias se desloquem rapidamente de um extremo ao outro do planeta. Nos centros comerciais do mundo encontram-se pessoas de diversas raças e, com a intensificação do comércio e onipresença da propaganda, as diferenças entre as nações diminuem cada vez mais.

Por outro lado, o desenvolvimento militar não deixa por menos: o aumento do poder bélico e da própria população que alimenta os exércitos é outro sinal notório de que um governo mundial não é um ideal remoto. Essas coisas tendem a provocar, cedo ou tarde, o enfraquecimento dos laços nacionais e até mesmo a eventual destruição de muitas nações. No fim, é certo que será estabelecido um império global. Do ponto de vista moral, “qualquer cuidadoso observador dos tempos modernos não pode fugir da convicção de que todas as coisas estão sendo feitas para produzir um ambiente social onde o homem do pecado, combinando toda a perversidade e toda falsa doutrina de sua época, será produzido espontaneamente e sem esforço, como a tênia que se se prolifera em carnes e órgãos gangrenosos.” (p. 40)

O que pode admirar alguns é a segunda característica: o papel de Jerusalém como sede do governo mundial. Isso aparentemente é uma possibilidade bastante remota (lembrando que Padre Arminjon escreveu mais de meio século antes da fundação do Estado de Israel). Entretanto, ela não o é se nos deixarmos guiar pela boa lógica e inegável evidência. “De fato, quando a fé cristã ter finalmente desaparecido do coração dos homens – quando o prazer e o bem-estar terem se tornado os deuses do momento – a atividade humano terá então um único objetivo: o poder do Estado; uma única alavanca e estímulo: a opinião pública; uma só inspiração e força-motriz, este sustentáculo, esta força-motriz será o ouro. O ouro terá precedência sobre a religião e a moral, tornando-se a base da política e a chave-mestra de todas as instituições. Os pontífices e reis serão os financistas: e o povo que possuir mais ouro será em breve o que exercerá maior controle sobre nós.” (p. 40-41)

Não seria uma questão de lógica supor que o abandono de um ideal que foi a alma da civilização europeia, ou melhor, que esse esforço contínuo e conjunto das nações para expulsá-lo da sociedade civil, não levaria ao topo os seus maiores inimigos? Muito provavelmente que sim. E o que poderia ser uma mera matéria de probabilidade é rapidamente convertido em certeza pelos fatos. A apostasia da sociedade cristã é diretamente proporcional ao avanço e hegemonia cultural dos judeus, o povo que desde os tempos de Cristo cega e obstinadamente resiste a Nosso Senhor Jesus Cristo e sua Igreja, contra toda evidência das profecias e dos milagres, contra todos os castigos que tal recusa lhes trouxe. O motivo da sobrevivência deste povo e do papel preponderante que ele ocupa nesses nossos tempos tem tudo a ver com o papel que eles desempenharão no fim dos tempos.

“Ora”, diz Padre Arminjon na segunda metade do século XIX, pouco menos de cem anos depois da Revolução Francesa, “faz menos de um século atrás que esse povo foi emancipado e, qual aluvião que estoura todos os diques, eles já estão no comando dos assuntos humanos. Ontem mesmo noviços na vida civil e política, hoje eles já são dominantes em todos os lugares e nada mais se pode fazer sem eles. Eles subornam e têm a sua disposição as agências de propaganda e os principais órgãos da imprensa. Eles são os credores dos principais estados da Europa. As ferrovias, as grandes invenções, os bancos e teatros pertencem a eles; eles são a cabeça do grande movimento socialista que está agitando Rússia, Alemanha e França;… eles governam os principados do Danúbio e tem o voto decisivo nos altos conselhos da maçonaria, dirigindo sua operação e inspiração.

Enquanto escrevemos essas linhas, o que é chamada de questão anti-semítica está colocando um formidável problema para o Estado, agitando a Alemanha e a Europa Central profundamente. O ponto em questão é o progresso e crescente influência do judaísmo, que no presente constitui uma ameaça à civilização, à segurança e existência dos povos cristãos. A questão está causando séria preocupação em políticos e homens de Estado, mas, uma vez que eles se recusam a deixar-se guiar pela luz do catolicismo e da religião revelada, eles são impotentes na busca de uma verdadeira solução.

Para falar somente da Prússia, um cálculo recente estabeleceu que o número de estudantes de escolas secundárias e superiores nesse império são 87.942 protestantes, 20.147 católicos e 12.371 israelitas. Se reduzirmos isso a cifra proporcional da população, ela deveria ser 79.000 protestantes, 40.000 católicos e 1.8000 israelitas. Esta desproporção dá ocasião à grave reflexão. Dos 1.200 estudantes de direito na Universidade de Berlim, 600 são israelitas – e eis que fazem apenas seis anos que as portas das magistraturas e serviço público foram abertas para os judeus. Se esse avanço continuar, é certo que dentro de vinte e cinco anos três quartos dos cargos públicos na Alemanha serão ocupados por judeus. É um fato que, no presente, eles já são dominantes nas finanças, na imprensa e estão atuando como um Estado dentro do Estado.

O judaísmo é realmente uma fé confessional e doutrina enxertada em uma raça e nacionalidade. Todos os outros povos – franceses, italianos, alemães e espanhóis -, se eles viverem por um certo tempo sujeitos ao mesmo governo e forma de administração, se eles forem governados pelas mesmas instituições – não levará muito tempo para que eles se juntem, unam seus interesses, misturarem seu sangue e adquiriram as mesmas aspirações e espírito patriótico. Já o judeu é inassimilável: ele está plantado nos outros povos na posição de inquilino, como disse um famoso escritor; ou, em vez, ele considera a si mesmo como um exilado e cativo no meio das nações. Em vez de uma pátria real, ele tem unicamente uma pátria ideal: a Palestina. Jerusalém é a única cidade pela qual ele anseia. Em seus discursos e escritos, em cada página de seus jornais e revistas, eles manifestam a esperança que eles nunca cessaram de entreter: reconstruir um novo reino judeu ou em Jerusalém ou em seus arredores.

Assim, não é a nacionalidade e o sangue que impedem os judeus de serem assimilados e que os estabelecem em aberta inimizade com os outros povos, mas a religião: não a religião de Moisés, que eles abandonaram e que eles já não conhecem senão o nome, mas a sua religião talmúdica, rabínica, uma coleção de absurdos e fábulas confusas, baseadas, não no princípio evangélico do amor ao próximo, mas na obrigação de jurar profundo ódio a todos que não são de seu sangue. Assim, um axioma reconhecido e elevado por Israel ao nível de doutrina e símbolo revelado é que, cada vez que se considera útil para os seus interesses, um judeu tem o dever de fingir conversão e participar exteriormente nos costumes e práticas de uma religião outra que a sua. Assim, foi descoberto que no tempo presente existem judeus na Alemanha que recebem o batismo e aceitam o cristianismo a fim de adquirir terras, conquistar para si títulos de nobreza e obter mais facilmente posições públicas, e que depois colocam essas vantagens em favor do enriquecimento da sinagoga e do empobrecimento dos povos nos quais vivem.

O liberalismo moderno, com seu fútil sentimentalismo e falsos princípios igualitários, tem contribuído mais do que todos os outros erros para produzir essa preponderância e opressora maré de influência judaica que com boas razões temem os povos europeus.

Na Idade Média as nações e príncipes cristãos, iluminados pela Igreja, tinham previsto este perigo social. Por um lado, eles sabiam que tinham o dever de tolerar os judeus, e que era impossível se livrar deles, pois a profecia afirma que eles subsistiriam até o fim dos tempos e que somente assim eles haveriam de retornar para a verdadeira fé. Por outro lado, eles sabiam que não poderiam viver em paz e segurança se eles concedessem irrestrita liberdade a essa raça tão ávida pelo poder. É um fato de experiência que, onde quer quer os judeus tenham se estabelecido e predominado, eles se converteram em déspotas e encarniçados tiranos. É por isso que, negando-lhes os direitos civis e políticos que eles teriam abusado – e abusaram onde quer que a riqueza os tenha feito mestres -, o Direito Canônico lhes garantia tolerância. Ele cuidava deles de modo que tivessem paz para executar calmamente suas atividades e assuntos comerciais, sem prejuízo para os cristãos com os quais eles se misturavam; e mediante essas sábias medidas, os judeus foram por séculos não só protegidos, mas também defendidos contra o ódio universal, o fermento e exasperação de povos incompreensivos.

Tal é a questão judaica que neste momento está profundamente agitando a opinião na Prússia, Áustria e Polônia; sua solução parece carregada com os mais sombrios auspícios. Ora, se nós tomamos Israel como um todo, pondo de lado os homens dessa nação que caíram no racionalismo e descrença, o núcleo da raça judaica não cessou de nutrir a mesma ilusão que nós já indicamos: ainda esperam por um Messias, que eles continuam a entender como um conquistador poderoso que subjugará a terra. Não muito tempo atrás, um dos mais autoritativos expoentes do Talmude ousou dizer:

“Um novo messianismo nascerá, uma Jerusalém de uma nova ordem, reverentemente estabelecida entre o Ocidente e o Oriente, deve substituir a dupla cidade dos Césares e dos Papas.” Além do mais, é mais do que um fato estabelecido que os crentes ortodoxos tem mantido como seu motto e palavra de ordem, a asserção uma vez dita por um famoso rabino: “Jerusalém ainda é o pivô de nossas esperanças e nossa fé.”

Ora, é improvável que em uma condição social como a nossa, em que os mais temíveis e inauditos eventos agigantam-se com a rapidez da correnteza e do trovão, possa viver um homem que tire proveito do caos em que nossas revoluções nos lançam, conquiste as massas e ganhe domínio sobre mentes e corações; e que, jurando regenerar a humanidade, entoe um grito de guerra para o qual todos os seus correligionários irão responder, assim obtendo a o poder universal, um estupendo domínio sobre mentes e corpos, um domínio aceito entusiasticamente pela universalidade dos povos enganados e seduzidos?

Por fim, não creríamos que este homem poderoso e iníquo, que prenderá o mundo com mãos de ferro com indescritível e irrestrito despotismo, unificando a raça humana pela escravidão das consciências e humilhação dos espíritos, será o personagem retratado e predito por São João como o Anticristo, e que ele será o homem que a Divina Providência desejou usar a fim de desenganar Israel, que primeiramente o aclamará como seu Messias e Rei?”  (p. 41-44)