Lei do Jejum e Abstinência para a Quaresma

Em resposta aos que me pedem sobre a lei do jejum e abstinência durante a Quaresma, apresento a legislação sobre jejum e abstinência, tal como aparece no Código de Direito Canônico de 1917.

Texto retirado da lição Os Cinco Preceitos Gerais da Igreja

Salvo em caso de indulto concedido pela Santa Sé de tempos em tempos (cf. cânon 1253), os dias de jejum com abstinência de carne são:

– A quarta-feira de cinzas, as sextas e sábados da Quaresma, as quartas, sextas e sábados das Quatro Têmporas, as Vigílias de Pentecostes, da Assunção da Mãe de Deus, da festa de Todos os Santos e do Natal do Senhor, aqui no Brasil também a festa da Imaculada Conceição;

Os dias de jejum sem abstinência de carne são:

– Todos os demais dias da Quaresma;

Os dias de abstinência de carne sem jejum são:

– Todas as sextas-feitas do ano (cf. cânon 1252 §§1-3).

Cessa a lei do jejum e da abstinência, aos domingos ou festas de preceito, salvo as festas que caem na Quaresma não antecipadas por vigília.

Cessa também após o meio-dia do Sábado Santo (cf. cânon 1252 §4).

A regra simples para o jejum é tomar uma única refeição completa, e, se necessário, outras duas que, juntas, não constituam uma refeição completa.

A regra simples para a abstinência é evitar comer carne de animais de sangue quente (carne bovina, suína, frango etc.) e caldo de carne, não estando proibido comer ovos, laticínios ou quaisquer condimentos, ainda que sejam de gordura animal (cf. cânons 1250-1).

A lei do jejum é obrigatória a todos os cristãos dos vinte e um aos sessenta anos, e a lei da abstinência começa a obrigar a partir dos sete anos (cf. cânon 1254).

A Igreja ordena a abstinência e o jejum para fazer-nos exercitar a virtude da penitência e mortificação, indispensáveis ao cristão, bem como para melhor nos dispor à oração e imitação da vida de Cristo, fazendo assim com que evitemos de cair em novos pecados.

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Live Especial de Natal – Controvérsia Católica

Nesta Live Especial de Natal, além do sorteio ao vivo do nosso Kit Controvérsia, falaremos sobre os seguintes temas:

  • Meditações para o Natal;
  • Jejum e Abstinência;
  • Cronologia Cristã vs. Cronologia Rabínica;
  • Presente de Natal Bergogliano (Responsa ad Dubia)
  • Situação do IBP em Curitiba (Traditionis Custodes em Ação) etc.

PONTOS DE MEDITAÇÃO

Fonte: Año christiano o Exercicios devotos para todos los días del año … fielmente traducido del francés al castellano, PadreJean Croiset (S.I.).

  • Tempos de paz no Império Romano: a vaidade de um poderoso Imperador contribui para a realização dos desígnios divinos; a paz e a tranquilidade dispõem a manifestação de Deus, os tempos de disputas são sinal da falta de Deus, de onde a nossa oração deve pedir a paz de Cristo no reino de Cristo, que ele nos dê a paz, não a paz do mundo, mas a sua paz – Pax Christiana.
  • Maria Santíssima e São José não foram bem recebidos em Belém, a falta de hospitalidade e consideração pela próximo, por outro lado, é o prelúdio de castigos, tal sucedeu com eles que tiveram de gemer com a morte dos Santos Inocentes.
  • Nenhum lugar era suficientemente pobre para Jesus, que nos queria dar grande lição de humildade: seu palácio é o estábulo; seu trono, o presépio; seus oficiais da corte real era São José e Nossa Senhora (São Bernardo).
  • Deus não necessita de coisas exteriores, nem do louvor alheio para ser grande, pois ele tem sua glória em seu própria ser.
  • Ainda assim manifestou seu Nascimento por intermédio dos Anjos do Céu, mas não aos sábios, nem aos ricos, mas aos pastores humildes, pobres e trabalhadores, porque são pessoas assim que melhor estão dispostas para ir ver a um Deus que se faz abaixa a si mesmo para nos alcançar, usando de toda simplicidade, na comunicação dos grandes mistérios da religião. A Cristandade nasce do reconhecimento de nossos pecados, de nossa dependência de Deus, da necessidade de servi-lo com amor e gratidão. Eis as bases da Pax Christiana.
  • A mensagem cristã, anunciada pelos Anjos, é uma mensagem de paz a todos os que são dóceis à doutrina e as graças de Cristo. É o mistério excelso da Encarnação, a união da Divindade do Filho com a nossa humanidade, que eleva a nossa natureza caída para junto de Deus e assim, vinculados a Cristo pelo ministério da sua Igreja, somos feitos irmãos em Cristo. Pax Christiana!
  • Santo Agostinho nos lembra a maravilha de Deus ter-se feito nosso irmão, São Pedro Crisólogo explica: Quis nascer assim, porque assim quis ser amado. No nascimento de Jesus Cristo, diz São Bernardo, o presépio nos grita altamente que devemos fazer penitência, o estábulo, as lágrimas, os paninhos nos pregam a mesma virtude. Tudo é pregação no nascimento do Salvador, tudo é instrução, tudo é lição, e quer nos dizer que – não importa a condição em que tenhamos nascido, não importa o posto que ocupemos, seja vil ou eminente, é necessário que o nosso coração esteja desprendido dos bens e dos prazeres desta vida; é necessário que sejamos humildes, penitentes, mortificados, se queremos que o Nascimento do Salvados nos seja útil, se queremos ter parte na Redenção.
  • Quis nascer assim também para cumprir a promessa de Redenção feita aos nossos primeiros pais: aquele que esmagará a serpente, nascerá da mulher, de modo que o demônio, invejoso e homicida dos homens, seria humilhado e vencido pelo mesmo homem.
  • Disposições para este tempo: Santa alegria cristã, porque Maria Santíssima deu à luz à luz do mundo, que ilumina a todos que a seguem, que nasce em nossos corações pelas boas obras que fazemos em seu Nome, em todo ato de virtude e humildade! É isto, afinal, a sua presença entre nós e em nossa alma que faz do Sacrifício da Missa o maior ato de louvor ao Padre Eterno, pois é Deus encarnado que se oferece por nós e que nos incorpora a si com sua graça.
  • O estado em que está no presépio não é mais humilhante do que aquele em que se encontra na Eucaristia, adoremo-lo ali com as mesmas santas disposições e sentimentos com que lhe prestaram homenagem a Santíssima Virgem, o castíssimo São José, os pastores e os reis magos.
  • Imagine qual seria o nosso pasmo, se os Pastores que o tivessem ido adorar no presépio, de lá não voltassem melhores do que foram e, tendo visto ao Senhor, não o tivessem amado. Assim também nós devemos voltar melhores e amá-lo mais. Dirá alguém que nós não o vemos, senão pela fé; assim também foi com eles, que o viam na forma de um frágil menino

Exercícios de Piedade Indulgenciados para o Mês das Almas

NOVEMBRO, MÊS DAS ALMAS

Manda a caridade que socorramos o próximo em suas necessidades, mormente quando podemos fazê-lo sem incômodo de nossa parte. Ora, é certo que, entre aqueles que caem debaixo da palavra “próximo”, devem-se compreender as benditas almas do purgatório. Elas, apesar de não estarem mais nesta vida, nem por isso deixam de pertencer à Comunhão dos Santos. “As almas dos fiéis defuntos, diz Santo Agostinho, não estão separadas da Igreja.”

E mais claramente declara Santo Tomás a este respeito, dizendo que “a caridade é o vínculo que une os membros da Igreja entre si e não se limita tão somente aos vivos, mas também aos mortos, que partiram deste mundo na graça de Deus”. Portanto, devemos socorrer, quanto possível, aquelas santas almas como a nosso próximo e, sendo a sua necessidade maior, maior também consequentemente deve ser a nossa obrigação de socorrê-las.

De fato, são muito grandes as penas daquelas almas e, por outro lado, elas não podem ajudar-se, segundo Jó “estão presas e ligadas pelos laços de pobreza” (Jó 36, 8). Já estão destinadas ao Reino aquelas santas rainhas, mas dele não podem tomar posse, enquanto não chegar o fim de sua expiação. É certo, entretanto, e até de fé, que nós, com os nossos sufrágios e, principalmente com os orações recomendadas pela Igreja, bem podemos auxiliar aquelas santas almas. Então, não sei como poderá se isentar de culpa, quem deixa de oferecer-lhes qualquer auxílio, ao menos algumas orações.

Se não nos mover a obrigação que temos, mova-nos, ao menos, a alegria que causamos a Nosso Senhor Jesus Cristo, quando nos aplicamos em libertar aquelas suas esposas diletas, para se unirem com Ele no Paraíso. Movam-nos, enfim, os grandes merecimentos, que podemos obter praticando este grande ato de caridade para com aquelas santas almas. Além disso, diz Santo Agostinho, quem nesta vida mais socorrer as almas do purgatório, Deus fará com que seja também socorrido por outro, quando estiver lá no meio daquelas chamas.

EXERCÍCIOS DE PIEDADE INDULGENCIADOS

I. Os fiéis que, no mês de novembro, oferecerem preces ou outros exercícios de piedade em sufrágio dos fiéis defuntos, obtém:

3 anos de indulgência, em cada dia do mês;
Indulgência plenária, nas condições habituais, se o fizerem devotamente todos os dias por um mês inteiro (S. C. Indulg., 17 jan. 1888; S. Pen. Ap., 30 out. 1932).

II. Os fiéis que, durante a Comemoração de Todos os Fiéis Defuntos e os dias da oitava, pia e devotamente visitarem um cemitério na intenção de rezar pelos defuntos, obtém:

Indulgência plenária, nas condições habituais, em cada dia, sendo tal indulgência aplicável aos defuntos.

Aqueles que fizerem a mesma visitação e oração em qualquer dia do ano, obtém;

7 anos de indulgência, nas condições habituais, em cada dia, aplicável aos defuntos (S. Pen. Ap., 31 out. 1934).

III. Os fiéis que disserem orações em sufrágio dos fiéis defuntos em qualquer tempo do ano, com o propósito de repeti-lo por sete ou nove dias, obtém:

3 anos de indulgência cada dia;
Indulgência plenária, nas condições habituais, ao completar-se o exercício de sete ou nove dias (Pio IX, Audientia 5 jan. 1849; S. C. Episc. et Reg., 28 jan. 1850; S. C. Indulg., 26 nov. 1876; S. Pen. Ap., 28 mai. 1933).

Santo Inácio de Loyola e suas 18 regras para sentir com a Igreja

Eis aqui nossa extensa, mas bem-merecida homenagem ao ilustríssimo padre e fundador da Companhia de Jesus, Santo Inácio de Loyola, cuja festa se comemora hoje, dia 31 de julho, em todo o orbe católico.

Com amor filial a este diletíssimo patrono, apresento algumas notas sobre sua vida, indicações de material bibliográfico sobre sua pessoa e sua obra e, para fechar com chave-de-ouro, um comentário detalhado àquelas célebres regras que constituem o término e o ápice de seus Exercícios Espirituais, a saber, as 18 regras “para o verdadeiro sentido que devemos ter na igreja militante”. Que com a intercessão de Santo Inácio, isto e tudo o mais, seja ad majorem Dei gloriam!

Viva Santo Inácio de Loyola, valoroso soldado de Cristo Rei!
Viva a sua gloriosa Companhia de Jesus!

Eis alguns links para os materiais indicados no próprio vídeo:

Filme: El Capitán de Loyola (1948) https://youtu.be/nA3guVRSmfo

Vida de San Ignacio de Loyola: fundador de la religion de la Compañía de Jesús, por Pedro de Ribadeneyra https://www.google.com.br/books/edition/Vida_de_San_Ignacio_de_Loyola/Vg64WUyhBwoC?hl=en&gbpv=0

Obras Completas de San Ignacio (BAC, 1963), com sua Autobiografia e os Exercícios Espirituais https://controversiacatolica.wordpress.com/wp-content/uploads/2021/07/Obras-Completas-de-Santo-Ignacio-de-Loyola.pdf

O Código do Católico Militante segundo Santo Inácio de Loyola https://controversiacatolica.wordpress.com/2018/01/09/o-codigo-do-catolico-militante-segundo-santo-inacio-de-loyola/

BIOGRAFIAS IMPRESSAS EM PORTUGUÊS
Padre Bertoldo Braun, S.J. Santo Inácio de LoyolaPorto Alegre: Edição da Livraria do Globo, 1937.

Porfírio de Aguiar. Santo Ignácio de Loyola. S. Paulo: Escolas Profissionais Salesianas, 1936.

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Tradicional e Eficaz Novena de São José

Esta Novena (extraída de O tesouro do verdadeiro devoto de São José por Rev. Conego Alfredo Weber), cuja prática conta longos anos, não cessa de produzir os mais benéficos frutos, entre os fervorosos devotos de S. José. Nela se encontram claramente expostas as máximas fundamentais da vida espiritual, que são como que a essência da doutrina dos Santos. Foi composta, sob a inspiração de Mons. Devie, Bispo de Belloy, por Portalier, antigo capelão das Religiosas de S. José de Bourg, morto, em cheiro de santidade em 1831. O Venerável Cura d’Ars, seu comum amigo, fazia dela as suas delicias e a recomendava, em todas as ocasiões. E assim que estas três santas almas, tão intimamente unidas e tão bem feitas para se compreenderem, procuravam reencontrar-se, muitas vezes, no Coração de S. José.

Março, Mês do Glorioso Patriarca São José, Esposo da Bem-Aventurada Virgem Maria e Protetor da Santa Igreja

Neste mês de Março se comemora o glorioso São José, Patrono e Protetor da Santa Igreja.

Honramos o Patriarca São José e muito confiamos em sua poderosa intercessão, pois o próprio Espírito Santo chamou-o de “homem justo” e sobretudo porque este ilustre varão recebeu o singular privilégio de ser esposo de Maria Santíssima e pai putativo de Jesus Cristo. Daí derivam toda a sua grandeza, graça, santidade e glória.

São José, mais que qualquer outro, se aproximou daquela altíssima dignidade que faz da Mãe de Deus a criatura mais excelsa. De fato, o matrimônio constitui por si mesmo a forma mais nobre de sociedade e de amizade, e traz consigo a comunhão dos bens. Portanto, se Deus deu José como esposo a Maria, deu-o não só como companheiro de sua vida, testemunha de sua virgindade e tutor da sua pureza, mas também como participante – por força do vínculo conjugal – da excelsa dignidade da qual ela foi adornada.

Além disso, ele eleva-se entre todos em dignidade também porque, por vontade de Deus, foi guarda e, na opinião de todos, pai do Filho de Deus. Em conseqüência, o Verbo de Deus foi humildemente submisso a José, obedeceu-lhe e prestou-lhe a honra e o respeito que o filho deve ao seu pai.

Para fazer com que Deus seja mais favorável às nossas orações, e para que – entre tantos intercessores que podem ser invocados – o Senhor derrame mais pronta e copiosamente auxílio à sua Igreja nestes tempos difíceis, roguemos com devoção e confiança, com a Virgem Mãe de Deus, ao seu castíssimo esposo São José, Protetor da Santa Igreja.

São José, amantíssimo guarda de Jesus e de Maria, concedei-nos o socorro de vossas orações em todas as nossas necessidades espirituais e temporais, afim de que possamos com a bem-aventurada Virgem Maria e convosco louvar e bendizer eternamente a Jesus Cristo, nosso divino Redentor. Amém.

I. PIOS EXERCÍCIOS

Aqueles que, no mês de março, apresentarem a São José, Esposo da Bem-Aventurada Virgem Maria, preces ou outros obséquios de piedade, obtém:

5 anos de indulgência, uma só vez em qualquer dia do mês de março;
Indulgência plenária, nas condições habituais, desde que lhe ofereçam o mesmo obséquio por um mês inteiro (S. C. Indulg., 27 abr. 1865; S. Pen. Ap., 21 nov. 1933).

Os fiéis que na primeira quarta-feira de qualquer mês praticam algum pio exercício em honra de São José, obtém:

5 anos de indulgência;
Indulgência plenária, nas condições habituais (S. Pen. Ap., 1 abr. 1921, 27 nov. 1928 e 13 mai. 1933).

Os fiéis que, perante uma imagem de São José, recitarem Padre Nosso, Ave Maria, Glória ao Padre com a invocação São José, rogai por nós, obtém:

300 dias de indulgência cada vez;
Indulgência plenária, nas condições habituais, desde que lhe prestem esse obséquio de piedade diariamente durante um mês inteiro (S. Pen. Ap., 12 out. 1936).

II. INVOCAÇÃO DE SÃO JOSÉ

Os fiéis que devotamente invocarem o Nome de São José, Esposo da Bem-Aventurada Virgem Maria, para lograr seu auxílio nas diversas necessidades da vida, tanto espirituais quanto temporais, obtém:

300 dias de indulgência;
Indulgência plenária, nas condições habituais, se recitem quotidianamente a mesma invocação por um mês inteiro (S. Pen. Ap., 22 out. 1940).

Fac nos innocuam, Joseph, decurrere vitam,
Sitque tuo semper tuta patrocinio.

Fazei, José, que levemos uma vida sem mácula,
e, sob o vosso patrocínio, decorra ela sempre segura.

300 dias de indulgência;
Indulgência plenária, nas condições habituais, se essa invocação for pia e diariamente recitada por um mês inteiro (S. C. Indulg., 18 mar. 1882; S. Pen. Ap., 13 mai. 1933).

Ó São José, pai putativo de nosso Senhor Jesus Cristo e verdadeiro esposo de Maria Virgem, rogai por nós.

300 dias de indulgência uma vez ao dia (Leo XIII, Motu Propr., 15 mai. 1891).

III. ORAÇÃO A SÃO JOSÉ PELA IGREJA

Bem-aventurado São José, a Vós recorremos na nossa tribulação, e tendo implorado o socorro de vossa santíssima Esposa, cheios de confiança, solicitamos também o vosso patrocínio. Por aquela caridade, que Vos ligou com a imaculada Virgem Mãe de Deus, e pelo amor paternal, com que estreitastes em vossos braços ao Menino Jesus, suplicantes Vos rogamos, que lanceis um olhar benigno para a herança que Jesus Cristo adquiriu com o seu Sangue, e nos socorrais nas nossas necessidades, com vosso auxilio e poder.

Amparai, ó guarda providentíssimo da divina Família, a linhagem escolhida de Jesus Cristo ; afastai para longe de nós. ó pai amantíssimo, todo contágio de erros e corrupções; assisti-nos do alto do céu, ó libertador nosso fortíssimo, na presente luta contra o poder das trevas; e assim como outrora livrastes do supremo risco de vida ao Menino Jesus, assim defendei agora a Santa Igreja de Deus contra as ciladas dos seus inimigos e contra toda a adversidade; e a cada um de nós amparai com vosso perpétuo patrocínio, para que, a exemplo vosso, e coadjuvados com o apoio de vosso auxilio, possamos viver santamente, piedosamente morrer e alcançar no céu a eterna bem-aventurança. Amém.

3 anos de indulgência cada vez;
7 anos de indulgência, no mês de outubro, após a recitação do sacratíssimo Rosário, e também nas quartas-feiras do ano;
Indulgência plenária, nas condições habituais, se a oração diária da oração for realizada por um mês inteiro (Leão XIII, Epist. Encycl. 15 ago. 1889; S. C. Indulg., 21 set. 1889; S. Pen. Ap., 17 mai. 1927, 13 dez. 1935 e 10 mar. 1941).

IV. ORAÇÃO A SÃO JOSÉ PELA PUREZA

Glorioso São José, pai e protetor das virgens, guarda fiel, a quem Deus confiou Jesus Cristo, a mesma inocência, e Maria, a Virgem das virgens, eu Vos peço e rogo por Jesus e Maria, esse dúplice depósito, que Vos foi tão querido, fazei, que eu conserve o meu coração isento de toda a Impureza, e que puro e casto, sirva constantemente a Jesus e Maria, em perfeita castidade. Amém.

3 anos de indulgência cada vez;
7 anos de indulgência, em cada dia do mês de março e também em qualquer quarta-feira do ano;
Indulgência plenária, nas condições habituais, se a oração for repetida todos os dias por um mês inteiro (S. C. Indulg., 4 fev. 1877; S. Pen. Ap., 18 mai. 1936 e 10 mar. 1941).

V. OFÍCIO PARVO

Os fiéis que devotamente recitarem o Ofício Parvo de São José, Esposo da Bem-Aventurada Virgem Maria, obtém:

7 anos de indulgência;
Indulgência plenária, nas condições habituais, desde que o recitem diariamente por um mês inteiro (S. Pen. Ap., 10 mai. 1921 e 18 mar. 1932).

VI. LADAINHA DE SÃO JOSÉ

Senhor, tende piedade de nós.
Jesus Cristo, tende piedade de nós.
Senhor, tende piedade de nós.

Jesus Cristo, ouvi-nos.
Jesus Cristo, atendei-nos.

Pai celeste que sois Deus,
tende piedade de nós.
Filho, Redentor do mundo, que sois Deus,
tende piedade de nós.
Espírito Santo, que sois Deus,
tende piedade de nós.
Santíssima Trindade, que sois um só Deus,
tende piedade de nós.

Santa Maria, rogai por nós.
São José,
Ilustre filho de David,
Luz dos Patriarcas,
Esposo da Mãe de Deus,
Casto guarda da Virgem,
Sustentador do Filho de Deus,
Zeloso defensor de Jesus Cristo,
Chefe da Sagrada Família,
José justíssimo,
José castíssimo,
José prudentíssimo,
José fortíssimo,
José obedientíssimo,
José fidelíssimo,
Espelho de paciência,
Amante da pobreza,
Modelo dos operários,
Honra da vida de família,
Guarda das Virgens,
Sustentáculo das famílias,
Alívio dos miseráveis,
Esperança dos doentes,
Patrono dos moribundos,
Terror dos demônios,
Protetor da Santa Igreja,

Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo,
perdoai-nos Senhor.
Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo,
ouvi-nos Senhor.
Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo,
tende piedade de nós.

V. Ele constituiu-o Senhor da Sua casa,
R. E fê-lo príncipe de todos os Seus bens.

Oremos.
Ó Deus, que por inefável Providência Vos dignastes escolher a S. José por esposo da Vossa Mãe Santíssima; concedei-nos, Vos pedimos, que mereçamos ter por intercessor no céu, o que veneramos na terra como protetor. Vós que viveis e reinais por todos os séculos dos séculos. Amém.

5 anos de indulgência;
Indulgência plenária, nas condições habituais, se a ladainha com os versículos e a oração forem repetidas todos os dias por um mês inteiro (S. Rituum C., 18 mar. 1909, exhib. doc., 19 mar. 1909; S. Pen. Ap., 21 mar. 1935).

Janeiro, Mês do Santíssimo Nome de Jesus

O mês de janeiro é consagrado a devoção ao Santíssimo Nome de Jesus. Para incentivar ao máximo essa devoção, tão cara e benéfica aos que amam a Jesus quanto temível e eficaz no combate às blasfêmias dos que não o amam, segue abaixo boa parte do que consta no Calendário Controvérsia Católica 2021 para o mês de janeiro, acrescido de mais alguns salutares exercícios, todos indulgenciados, para a maior honra e glória do Santíssimo Nome de Jesus.

Peço que que adquiram e divulguem o nosso Calendário para que possamos manter o nosso trabalho em promoção da verdadeira e legítima fé católica.

In nómine Jesu omne genu flectátur, cæléstium, terréstrium et infernórum: et omnis lingua confiteátur, quia Dóminus Jesus Christus in glória est Dei Patris. Ao Nome de Jesus se dobre todo joelho, no céu, na terra, e nos infernos, e toda língua confesse que o Senhor Jesus Cristo está na glória de Deus Padre.

(Do Introito da Festa do Santíssimo Nome de Jesus: Filipenses 2,10-11).

Damos honra ao Nome de Jesus, não porque nós acreditamos que haja qualquer poder intrínseco escondido nas letras que o compõem, mas porque o Nome de Jesus nos lembra de todas as bênçãos que recebemos de nosso Santíssimo Redentor. Para dar graças por essas bênçãos, reverenciamos o Santíssimo Nome, assim como honramos a Paixão de Cristo quando adoramos a Sua Cruz (Colvenerius, De festo SS. Nominis, IX).

O Santíssimo Nome de Jesus, quando invocado com confiança, é auxílio nas necessidades corporais, de acordo com a promessa de Cristo em Mc 16,17-18, pelo que foi em Nome de Jesus que os Apóstolos deram força aos coxos (At 3,6; 9,34) e vida aos mortos (At 9,40); é consolo nas provações espirituais, pois o Nome de Jesus faz lembrar ao pecador do pai do filho pródigo, que está pronto para o receber, e do bom samaritano, que o quer socorrer; enquanto ao justo lembra do sofrimento e da morte do inocente Cordeiro de Deus; é proteção contra Satanás e seus ardis, pois o diabo teme o Nome de Jesus, que o venceu na Cruz; enfim, o Santíssimo Nome de Jesus é o meio pelo qual obtemos todas as bênçãos e graças para o tempo e a eternidade, pois Cristo disse: “Se pedirdes ao Pai alguma coisa em meu nome, ele vô-lo concederá.” (Jo 16,23). Portanto, a Igreja conclui todas as suas orações com as palavras: “Por Nosso Senhor Jesus Cristo”, etc.

Descubramos as nossas cabeças e dobremos nossos joelhos diante do Santíssimo Nome de Jesus. Que Ele esteja à frente de todos os nossos empreendimentos, como o Imperador Justiniano diz em seu livro de leis: “Em Nome de Nosso Senhor Jesus começamos todas as nossas consultas”.

ORAÇÕES E EXERCÍCIOS DE PIEDADE PARA O MÊS DO SANTÍSSIMO NOME DE JESUS

I. PIO EXERCÍCIO

Os fiéis que, durante o mês de janeiro, prestarem um obséquio especial ao Santíssimo Nome de Jesus, obtém:

Indulgência de 7 anos uma vez em qualquer dia do mês;
Indulgência plenária, nas condições habituais, se a mesma reverência for prestada durante o mês inteiro (Breve Ap., 21 dez. 1901; S. Pen. Ap., 2 jan. 1933).

II. INVOCAÇÃO DO SANTÍSSIMO NOME DE JESUS

Os fiéis que invocarem o Santíssimo Nome de Jesus devotamente, obtém:

300 dias de indulgência cada vez; 
Indulgência plenária, nas condições habituais, se recitarem o seu Santíssimo Nome devotamente durante um mês inteiro; 
Indulgência plenária, em artigo de morte, aos que durante a vida tiveram o hábito de invocar o seu Santíssimo Nome muitas vezes, caso tenham se confessado e recebido a Santa Comunhão, ou pelo menos estejam contritos, invocando com a boca, se possível, senão com o coração, o Santíssimo Nome, enquanto recebem a morte das mãos de Deus pacientemente, como o estipêndio do pecado (S. C. Indulg., 5 set. 1759 e 10 out. 1904; S. Pen. Ap., 9 dez. 1933).   

III. ORAÇÃO AO SANTÍSSIMO NOME DE JESUS

Ó Deus, que constituístes a vosso Filho Unigênito, Salvador do gênero humano, e ordenastes que fosse chamado Jesus, concedei benigno, que, venerando na terra o seu Santo Nome, gozemos também de sua presença no céu. Pelo mesmo Jesus Cristo nosso Senhor. Amém. (do Missal Romano). 

5 anos de indulgência cada vez;
Indulgência plenária, nas condições habituais, desde que essa oração seja recitada devotamente por um mês inteiro (S. Pen. Ap., 22 nov. 1934).

IV. LADAINHA DO SANTÍSSIMO NOME DE JESUS

Kýrie, eléison.
Christe, eléison.
Kýrie, eléison.
Iesu, audi nos.
Iesu, exáudi nos.

Pater de cælis, Deus,
miserére nobis.
Fili, Redémptor mundi, Deus,
miserére nobis.
Spíritus Sancte, Deus,
miserére nobis.
Sancta Trínitas, unus Deus,
miserére nobis.

Iesu, Filii Dei vivi,
Iesu, splendor Patris,
Iesu, candor lucis æternæ,
Iesu, Rex gloriæ,
Iesu, sol iustitiæ,
Iesu, Fili Mariæ Virginis,
Iesu amabilis,
Iesu admirabilis,
Iesu, Deus fortis,
Iesu, pater futuri sæculi,
Iesu, magni consilii angele,
Iesu potentissime,
Iesu patientissime,
Iesu obedientissime,
Iesu, mitis et humilis corde,
Iesu, amator castitatis,
Iesu, amator noster,
Iesu, Deus pacis,
Iesu, auctor vitæ,
Iesu, exemplar virtutum,
Iesu, zelator animarum,
Iesu, Deus noster,
Iesu, refugium nostrum,
Iesu, pater pauperum,
Iesu, thesaure fidelium,
Iesu, bone pastor,
Iesu, lux vera,
Iesu, sapientia æterna,
Iesu, bonitas infinita,
Iesu, via et vita nostra,
Iesu, gaudium Angelorum,
Iesu, rex Patriarcharum,
Iesu, magister Apostolorum,
Iesu, doctor Evangelistarum,
Iesu, fortitudo Martyrum,
Iesu, lumen Confessorum,
Iesu, puritas Virginum,
Iesu, corona sanctorum omnium,

Propitius esto; parce nobis, Iesu.
Propitius esto; exaudi nos, Iesu.

Ab omni malo, libera-nos, Iesu.
Ab omni peccato,
Ab ira tua,
Ab insidiis diaboli,
A spiritu fornicátionis,
A morte perpetua,
A neglectu inspirationum tuarum,
Per mysterium sanctæ incarnationis tuæ,
Per nativitatem tuam,
Per infantiam tuam,
Per divinissimam vitam tuam,
Per labores tuos,
Per agoniam et passionem tuam,
Per crucem et derelictionem tuam,
Per languores tuos,
Per mortem et sepulturam tuam,
Per resurrectionem tuam,
Per ascensionem tuam,
Per sanctissimæ Eucharistiæ institutionem tuam,
Per gaudia tua,
Per gloriam tuam,

Agnus Dei, qui tollis peccáta mundi,
parce nobis, Iesu.
Agnus Dei, qui tollis peccáta mundi,
exáudi nos, Iesu.
Agnus Dei, qui tollis peccáta mundi,
miserére nobis, Iesu.

Iesu, audi nos.
Iesu, exáudi nos.

Orémus.

Domine Iesu Christi, qui dixisti: Petite, et accipietis; quærite, et invenietis; pulsate, et aperietur vobis; quæsumus, da nobis, petentibus, divinissimi tui amoris affectum, ut te todo corde, ore et opere diligamus et a tua nunquam laude cessemus.

Sancti nominis tui, Domine, timorem pariter et amorem fac nos habere perpetuum; quia nunquam tua gubernatione destituis, quos in soliditate tuæ dilectionis instituis. Qui vivis et regnas in sæcula sæculorum.

Amen.

7 anos de indulgência cada vez; 
Indulgência plenária, nas condições habituais, se a ladainha com a oração for recitada devotamente por um mês inteiro (S. C. Indulg., 16 jan. 1886; S. Pen. Ap., 2 jan. 1933).

V. HINO AO SANTÍSSIMO NOME DE JESUS

Jesu dulcis memoria
dans vera cordis gaudia:
sed super mel et omnia
ejus dulcis praesentia.

Nil canitur suavius,
nil auditur jucundius,
nil cogitatur dulcius,
quam Jesus Dei Filius.

Jesu, spes paenitentibus,
quam pius es petentibus!
quam bonus te quaerentibus!
sed quid invenientibus?

Nec lingua valet dicere,
nec littera exprimere:
expertus potest credere,
quid sit Jesum diligere.

Sis, Jesu, nostrum gaudium,
qui es futurus praemium:
sit nostra in te gloria,
per cuncta semper saecula. Amen.

5 anos de indulgência cada vez;
Indulgência plenária, nas condições habituais, desde que a recitação pia do hino, realizada quotidianamente, suceda por um mês inteiro (S. C. Indulg., 13 jun. 1815; S. Penit. Ap., 21 mai. 1935).

Fórmulas de Comunhão Espiritual enriquecidas com indulgências

a) Meu Jesus, creio que estais no Santíssimo Sacramento. Amo-Vos acima de todas as coisas e quero-Vos na minha alma. Visto que não posso receber-Vos sacramentalmente agora, vinde pelo menos espiritualmente ao meu coração. Como já viestes, vos abraço e me uno todo a Vós; não deixeis que eu me separe de Vós (Santo Afonso Maria de Ligório).

b) Aos vossos pés, ó meu Jesus, prostro-me e ofereço-Vos o arrependimento do meu coração contrito, que se afunda no seu nada e na Vossa santa presença. Adoro-Vos no Sacramento do vosso amor, uma Eucaristia inefável. Desejo receber-Vos na morada pobre que vos oferece a minha alma. Enquanto espero pela felicidade da Comunhão Sacramental, quero possuir-Vos em espírito. Vinde a mim, ó meu Jesus, porque eu vou para Vós! Que o vosso amor queime todo o meu ser pela vida e pela morte. Eu creio em vós, espero em vós e vos amo. Que assim seja (Cardeal Rafael Merry del Val).

Os fiéis que se servirem dessas fórmulas propostas ou outra semelhante para a Comunhão Espiritual, lucram:

3 anos de indulgência cada vez;
Indulgência plenária, nas condições habituais, desde que realizem esse ato todos os dias por um mês inteiro (S. Pen. Ap., 7 mar. 1927 e 25 fev. 1933).

Modo de fazer a oração mental por Santo Afonso

MODO DE FAZER A ORAÇÃO MENTAL POR SANTO AFONSO

A meditação ou oração mental contém três partes: a preparação, a meditação e a conclusão.

I. Preparação

Na preparação fazem-se três atos:

1° ato de fé na presença de Deus, dizendo: Meu Deus, eu creio que estais aqui presente e Vos adoro com todo o meu afeto.

2º ato de humildade, por um breve ato de contrição: Senhor, nesta hora deveria eu estar no inferno por causa dos meus pecados; de todo o coração arrependo de Vos ter ofendido, ó Bondade infinita.

3º ato de petição de luzes: Meu Deus, pelo amor de Jesus e Maria, esclarecei-me nesta meditação, para que tire proveito dela.

Depois uma Ave Maria à Santíssima Virgem, a fim de que nos obtenha esta luz; e na mesma intenção um Glória ao Padre a São José, ao anjo da guarda e ao nosso santo protetor. Estes atos devem ser feitos com atenção, mas brevemente, depois do que se fará a meditação.

II. Meditação

Para a meditação sirvamo-nos sempre de um livro, ao menos no começo, parando nas passagens que mais impressão nos fazem. São Francisco de Sales diz que devemos imitar as abelhas, que se demoram numa flor enquanto acham mel, e voam depois para outra.

Note-se além disto que são três os frutos da meditação: afetos, súplicas e resoluções; nisto é que consiste o proveito da oração mental. Assim, depois de haverdes meditado numa verdade eterna, e Deus ter falado ao vosso coração, é mister que faleis a Deus:

1º pelos afetos: isto é, pelos atos de fé, agradecimento, adoração, louvor, humildade, e sobretudo de amor e de contrição, que é também ato de amor. O amor é como que uma corrente de ouro que une a alma a Deus. Conforme Santo Tomás, todo o ato de amor nos merece mais um grau de glória eterna. Eis aqui exemplos de atos de amor:

1. Meu Deus, eu Vos amo sobre todas as coisas.
2. Eu Vos amo de todo o meu coração.
3. Fazei-me saber o que é de vosso agrado; quero fazer em tudo a vossa vontade.
4. Regozijo-me por serdes infinitamente feliz.

Para o ato de contrição basta dizer: Bondade infinita, pesa-me de Vos ter ofendido.

2° pelas súplicas: Pedindo a Deus luzes, a humildade ou qualquer outra virtude, uma boa morte, a salvação eterna; mas principalmente o dom do seu santo amor e a santa perseverança, porque, no dizer de São Francisco de Sales, com o amor se alcançam todas as graças.

Se a nossa alma está em grande aridez, basta dizermos: Meu Deus, socorrei-me. Senhor, tende compaixão de mim. † Meu Jesus, misericórdia! Ainda que nada mais fizéssemos, a oração seria excelente.

3° pelas resoluções: Antes de se terminar a oração, cumpre tomar alguma resolução, não geral, como por exemplo evitar toda falta deliberada, de se dar todo a Deus, mas particular, como por exemplo evitar com mais cuidado tal defeito, em que se caia mais vezes, ou praticar melhor tal virtude em que a alma procurará exercer-se mais vezes: como seja, aturar o gênio de tal pessoa, obedecer mais exatamente a tal superior ou a regra, mortificar-se mais frequentemente em tal ponto etc. Nunca terminemos a nossa oração sem havermos formado uma resolução particular.

III. Conclusão

Enfim, a conclusão da oração compõe-se de três atos:

1° De agradecimento pelas luzes recebidas, e de pedido de perdão das faltas cometidas no tempo da oração: Senhor, eu Vos agradeço as luzes e os afetos que me destes nesta meditação e Vos peço perdão das faltas nela cometidas.

2º De oferecimento das resoluções tomadas e de propósito de guardá-las fielmente: Meu Deus, eu Vos ofereço as resoluções que com a vossa graça acabo de tomar, e resolvido estou a executá-las, custe o que custar.

3° De súplica, pedindo ao Padre Eterno, pelo amor de Jesus e de Maria, a graça de executá-las fielmente: Meu Deus, pelos merecimentos de Jesus Cristo e pela intercessão de Maria Santíssima, dai-me a força de por fielmente em prática as resoluções que tomei.

Termina-se a oração recomendando a Deus a Santa Igreja, os seus prelados, as almas do purgatório, os pecadores, e todos os nossos parentes, amigos e benfeitores, por um Padre Nosso e uma Ave Maria, que são as orações mais úteis por nos serem ensinadas por Jesus Cristo e pela Igreja: Senhor, eu Vos recomendo a Santa Igreja, com os seus prelados, as almas do purgatório, a conversão dos pecadores, e todas as minhas necessidades espirituais e temporais, bem como as dos meus parentes, amigos e benfeitores.

Depois da meditação devemos:

1° conforme o conselho de São Francisco de Sales, fazer um ramalhete de flores a fim de cheirá-lo durante o dia, quer dizer, imprimir bem na memória um ou dois pensamentos que mais impressão nos fizeram, para os recordarmos e nos revigorarmos durante o dia.

2° pôr logo em prática as resoluções tomadas, tanto nas ocasiões pequenas como nas grandes, que se apresentarem: por exemplo, suportarmos com paciência uma pessoa irada contra nós, mortificarmo-nos na vista, no ouvido, na conversa.

3° por meio do silêncio e recolhimento, conservar o mais tempo possível os afetos excitados na oração; sem isso, o fervor concebido na oração esvaecer-se-á logo pela dissipação no proceder ou pelas conversas inúteis.


In: CRISTINI C.Ss.R., Padre Thiago Maria (org.). Meditações: para todos os dias e festas do ano tiradas das obras ascéticas de Santo Afonso Maria de Ligório. Volume Único. Versão portuguesa Padre João de Jong, C.Ss.R. 2 ed. Anápolis-GO: Magnificat; Realeza, 2019.

Exercicio Christão que convem fazer pela Manhã e a Noite

EXERCICIO CHRISTÃO

Que convem fazer pela Manhã e a Noite.

Pela Manhã.

Logo ao despertar se benzerá, dizendo:

   Em Nome do Padre e do Filho e do Espirito Santo. Amen.

Depois dirá:

   Jesus e Maria, dou-vos o meu coração e a minha alma.

Estando já levantado se porá de joelhos deante de alguma devota imagem e dirá:   

   Crêmos firmemente, meu Deus, que estais aqui presente, vendo-nos e ouvindo-nos; que conheceis todos os nossos pensamentos, todos os desejos e movimentos mais occultos de nossos corações, e que desejais attender ás nossas orações. — R. Amen.

Adoremos a Deus e lhe agradeçamos seus beneficios.  

   Deus meu, a Vós adoramos e reconhecemos por nosso soberano Senhor absoluto de quem dependemos em todas as cousas. A Vós tributamos as mais sinceras e vivas acções de graças por todos os beneficios que de Vós temos recebido; por nos terdes creado e remido com o sangue de vosso Filho Jesus-Christo, e em particular pelo beneficio da vocação á fé catholica, e por nos terdes conservado nesta noite, e geralmente por todas as graças espirituaes e temporaes que nos haveis feito desde o nascimento, e cada dia de nossa vida. — R. Amen.

Peçamos a Deus para passarmos santamente este dia, e lhe offereçamos todas as nossas acções.

   Senhor Deus Todo Poderoso, que nos concedestes chegar ao começo deste dia, salvai-nos pelo vosso poder, para que durante o dia não nos deixeis cahir em algum peccado; mas que todos os nossos pensamentos, palavras e obras sejam conduzidas pela vossa santa graça, e se dirijam unicamente a cumprir os vossos santos mandamentos.

Offerecemo-vos todas as nossas acções deste dia, tendo intenção de fazer tudo para maior glória vossa e de cumprir com amor vossa santa vontade. — R. Amen.

Façamos Actos de Fé, Esperança e Caridade.

    Acto de Fé.— Creio firmemente, meu Deus, tudo quanto crê e ensina a santa Igreja Catholica, Apostolica, Romana; creio, Senhor, porque Vós, verdade infallivel lh’o revelastes, e nesta crença quero viver e morrer.

   Acto de Esperança.— Espero, meu Deus, que pelas vossas promessas, e merecimentos infinitos de Jesus-Christo me dareis a vida eterna, e as graças necessárias para conseguil-a.

   Acto de Caridade.—  Meu Deus, porque sois infinitamente bom e perfeito, eu vos amo de todo o meu coração, e sobre todas as cousas. Fazei que vos ame cada vez mais e por toda a eternidade e ame também a meu próximo per amor de Vós.

  Padre Nosso, que estais nos Céos, santificado seja o vosso nome, venha a nós o vosso reino, seja feita a vossa vontade assim na terra como no Céo. O pão nosso de cada dia nos dai hoje, perdoai-nos as nossas dividas assim como nós perdoamos aos nossos devedores; e não nos deixeis cahir em tentação mas livrai-nos do mal. Assim seja.

    Ave Maria, cheia de graça, o Senhor é comvosco. Bemdita sois vós entre as mulheres e bemdito é o fruto do vosso ventre, Jesus. Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós peccadores, agora e na hora de nossa morte. Amen.

    Creio em Deus Padre, Todo Poderoso, Creador do Céo e da terra; e em Jesus-Christo um só seu Filho, Nosso Senhor, o qual foi concebido por obra do Espirito Santo, nasceu de Maria Virgem, padeceu sob Poncio Pilatos, foi crucificado, morto e sepultado, desceu aos infernos, ao terceiro dia ressurgiu dos mortos, subiu aos Céos, está assentado á direita de Deus Padre Todo Poderoso, donde ha de vir julgar os vivos e os mortos. Creio no Espirito Santo, na Santa Igreja Catholica, na communicação dos Santos, na remissão dos peccados, na ressurreição da carne, na vida eterna. Amen.

Invoquemos o soccorro da Santissima Virgem.

   A’ vossa protecção recorremos, Santa Mãe de Deus. Não desprezeis as nossas supplicas; mas livrai-nos sempre de todos os perigos, ó Virgem gloriosa e bemdita.

Peçamos a assistência dos nossos Anjos da guarda.

  Meu Deus, que por ineffavel providencia vós dignastes enviar vossos santos Anjos para nos guardarem, nós vos supplicamos que nos concedais em todo o tempo sua protecção e defeza e que nos admittais em sua companhia por toda a eternidade. — R. Amen.

Angelus.

O Anjo do Senhor annunciou a Maria, e concebeu do Espirito Santo. Ave Maria.

     Eis aqui a escrava do Senhor, faça-se em mim segundo a sua vontade. Ave Maria.

     E o Filho de Deus se fez homem, e viveu entre nós. Ave Maria.

     V. Rogai por nós, Santa Mãe de Deus.

     R. Para que sejamos dignos das promessas de Christo.

Oremos.

     Infundi Senhor em nossas almas vossa divina graça para que nós, que pelo annuncio do Anjo conhecemos a incarnação de Jesus-Christo vosso Filho, alcancemos a vida eterna pelos infinitos merecimentos de sua paixão e morte. Amen.

    No tempo Paschal, que é desde o Sabbado d’Alleluia até á Santíssima Trindade, em logar dos versículos, se diz a seguinte Antiphona:

     Rainha do Céo, alegrai-vos, Alleluia.

     Porque o que trouxestes em vosso ventre, Alleluia.

     Resuscitou como disse, Alleluia.

     Rogai por nós a Deus, Alleluia.

     V. Consolai-vos e alegrai-vos, ó Virgem Maria, Alleluia.

     R. Porque é verdade estar o Senhor resuscitado. Alleluia.

Oremos.

    O’ Deus que vos dignastes alegrar o mundo com a ressurreição de vosso Filho e Senhor nosso Jesus-Christo; concedei-nos, que por sua Mãe Santíssima, a purissima Virgem Maria, consigamos os ineffaveis prazeres da vida eterna. Pelo mesmo Senhor Jesus-Christo. Amen.

Ladainha do Santissimo Nome de Jesus.

Senhor, tende piedade de nós.
Jesus-Christo, tende piedade de nós.
Senhor, tende piedade de nós.
Jesus-Christo, ouvi-nos.
Jesus-Christo, attendei-nos.
Deus Padre, lá dos Céos onde estais,
tende piedade de nós.
Deus Filho, Redemptor do mundo,
tende piedade de nós.
Deus Espirito Santo,
tende piedade de nós.
Santissima Trindade, que sois um só Deus, tende piedade de nós.

Jesus, Filho de Deus vivo,
Jesus, esplendor do Pae,
Jesus, pureza da luz eterna,
Jesus, Rei da gloria,
Jesus, sol da justiça,
Jesus, Filho da Virgem Maria,
Jesus amavel,
Jesus admiravel,
Jesus, Deus forte,
Jesus, Pae de seculos futuros,
Jesus, Anjo do grande conselho,
Jesus, poderosissimo,
Jesus, pacientissimo,
Jesus, obedientissimo,
Jesus, manso e humilde de coração,
Jesus, amante da castidade,
Jesus, que nos honrais com vosso amor,
Jesus, Deus de paz,
Jesus, auctor da vida,
Jesus, exemplar das virtudes,
Jesus, zelador das almas,
Jesus, Deus nosso,
Jesus, nosso refugio,
Jesus, pae dos pobres,
Jesus, thesouro dos fieis,
Jesus, bom Pastor,
Jesus, verdadeira luz,
Jesus, sabedoria eterna,
Jesus, bondade infinita,
Jesus, nosso guia e nossa vida,
Jesus, alegria dos anjos,
Jesus, Rei dos Patriarchas,
Jesus, Mestre dos Apostolos,
Jesus, Doutor dos Evangelistas,
Jesus, força dos Martyres,
Jesus, luz dos Confessores,
Jesus, pureza das Virgens,
Jesus, corôa de todos os Santos,

Sêde-nos propício; perdoai-nos, Jesus.
Sêde-nos propício; attendei-nos, Jesus.

De todo o mal, livrai-nos, Jesus.
De todo o peccado,
Da vossa ira,
Das ciladas do demonio,
Do espirito sensual,
Da morte eterna,
Do desprezo de vossa divina inspiração,
Pelo mysterio da vossa santa Incarnação,
Pelo vosso nascimento,
Pela vossa infancia,
Pela vossa santissima vida,
Pelos vossos trabalhos,
Pela vossa agonia e soffrimento,
Pela vossa cruz e desamparo,
Pelos vossos desfallecimentos,
Pela vossa morte e sepultura,
Pela vossa ressurreição,
Pela vossa ascensão,
Pela vossa instituição da santa eucharistia,
Pelas vossas alegrias,
Pela vossa glória,

Cordeiro de Deus, que tirais os peccados do mundo, perdoai-nos, Jesus.
Cordeiro de Deus, que tirais os peccados do mundo, ouvi-nos, Jesus.
Cordeiro de Deus, que tirais os peccados do mundo, tende piedade de nós, Jesus.

Jesus, ouvi-nos.
Jesus, attendei-nos.

V. Bemdito seja, o nome do Senhor.
R. Agora e sempre, por todos os seculos.

OREMOS.

Senhor meu Jesus Christo, que dissestes: Pedi e recebereis; buscai e achareis; batei e abrir-se-vos-á, ouvi nosso gemido: concedei-nos o affecto de vosso divino amor, para que vos amemos de coração, bocca e obras e sem cessar vos louvemos. Amen.
Kýrie, eléison.
Christe, eléison.
Kýrie, eléison.
Iesu, audi nos.
Iesu, exáudi nos.
Pater de cælis, Deus,
miserére nobis.
Fili, Redémptor mundi, Deus,
miserére nobis.
Spíritus Sancte, Deus,
miserére nobis.
Sancta Trínitas, unus Deus, miserére nobis.

Iesu, Filii Dei vivi,
Iesu, splendor Patris,
Iesu, candor lucis æternæ,
Iesu, Rex gloriæ,
Iesu, sol iustitiæ,
Iesu, Fili Mariæ Virginis,
Iesu amabilis,
Iesu admirabilis,
Iesu, Deus fortis,
Iesu, pater futuri sæculi,
Iesu, magni consilii angele,
Iesu potentissime,
Iesu patientissime,
Iesu obedientissime,
Iesu, mitis et humilis corde,
Iesu, amator castitatis,
Iesu, amator noster,
Iesu, Deus pacis,
Iesu, auctor vitæ,
Iesu, exemplar virtutum,
Iesu, zelator animarum,
Iesu, Deus noster,
Iesu, refugium nostrum,
Iesu, pater pauperum,
Iesu, thesaure fidelium,
Iesu, bone pastor,
Iesu, lux vera,
Iesu, sapientia æterna,
Iesu, bonitas infinita,
Iesu, via et vita nostra,
Iesu, gaudium Angelorum,
Iesu, rex Patriarcharum,
Iesu, magister Apostolorum,
Iesu, doctor Evangelistarum,
Iesu, fortitudo Martyrum,
Iesu, lumen Confessorum,
Iesu, puritas Virginum,
Iesu, corona sanctorum omnium,

Propitius esto; parce nobis, Iesu.
Propitius esto; exaudi nos, Iesu.

Ab omni malo, libera-nos, Iesu.
Ab omni peccato,
Ab ira tua,
Ab insidiis diaboli,
A spiritu fornicátionis,
A morte perpetua,
A neglectu inspirationum tuarum,
Per mysterium sanctæ incarnationis tuæ,
Per nativitatem tuam,
Per infantiam tuam,
Per divinissimam vitam tuam,
Per labores tuos,
Per agoniam et passionem tuam,
Per crucem et derelictionem tuam,
Per languores tuos,
Per mortem et sepulturam tuam,
Per resurrectionem tuam,
Per ascensionem tuam,
Per sanctissimæ Eucharistiæ institutionem tuam,
Per gaudia tua,
Per gloriam tuam,

Agnus Dei, qui tollis peccáta mundi,
parce nobis, Iesu.
Agnus Dei, qui tollis peccáta mundi,
exáudi nos, Iesu.
Agnus Dei, qui tollis peccáta mundi,
miserére nobis, Iesu.

Iesu, audi nos.
Iesu, exáudi nos.

V. Sit nomen Domini benedictum.
R. Ex hoc nunc et usque in saeculum.

ORÉMUS.

Domine Iesu Christi, qui dixisti: Petite, et accipietis; quærite, et invenietis; pulsate, et aperietur vobis; quæsumus, da nobis, petentibus, divinissimi tui amoris affectum, ut te todo corde, ore et opere diligamus et a tua nunquam laude cessemus. Per Christum Dominum Nostrum. Amen.

    Lembremos-nos muitas vezes de Deus no decurso do dia. De tempos em tempos durante o trabalho, e nos mesmos divertimentos, elevemos a Deus nosso coração por meio de breves mas fervorosas aspirações, fugindo da ociosidade e de todos os peccados, vivendo emfim uma vida sancta e laboriosa que seja conforme á de Jesus-Christo, para que, por este meio, possamos chegar á vida eterna. Amen.

     O Senhor nos abençõe, nos preserve de todo o mal, e nos conduza á vida eterna; e as almas dos fieis defunctos por misericordia de Deus descansem em paz. Amen.

Começando a trabalhar dirá:

    Meu Deus e Senhor, eu vos offereço este trabalho, dai-lhe a vossa benção.  

Oração antes do estudo composto por Santo Thomaz de Aquino, Padroeiro dos Estudos.

    Deus misericordioso, concedei nos, vol-o pedimos, a graça de desejar com ardor, investigar com prudencia, e conhecer com verdade e cumprir com perfeição o que é do Vosso agrado em louvor e gloria de Vosso Nome. Amen. (300 dias de Indulgencia).

Antes de comer, estando em pé, dirá com devoção: 

  Meu Deus, dai-nos a vossa benção, e ao sustento que agora havemos de tomar para manter-nos no vosso amor, e santo serviço.

Depois de comer, estando em pé, dirá:

    Damo-vos graças, Senhor, pelo sustento que nos destes e concedei-nos que delle nos sirvamos para bem.

Quando se sentir accommettido de alguma tentação, dirá: 

Meu Deus, antes morrer que peccar. Dai-me graça para que nunca vos offenda.


Oração para a Noite.

    Em Nome do Padre e do Filho e do Espirito Santo. Amen.

Ponhamo-nos na presença de Deus e lhe dêmos graças por todos os benefícios, que delle temos recebido, particularmente hoje.

   Crêmos firmemente, meu Deus, que estais aqui presente, que penetrais os mais occultos pensamentos de nossos corações, e que desejais ouvir nossas orações. Concedei-nos a graça de fazer esta com tanto respeito e fervor, que mereçamos obter todos os seus effeitos.

    Nós a começaremos offerecendo-vos os affectos do nosso reconhecimento por todos os bens espirituaes e temporaes que vos dignastes de fazer-nos, e particularmente neste dia. Concedei-nos, Senhor, a graça de bem conhecer o seu preço, e fazer delles um santo uso.

Peçamos a Nosso Senhor luz e graça para conhecer os peccados que hoje temos commettido e detestal-os.

   Senhor Deus, cheio de misericordia, que não quereis a morte do peccador, mas que se converta e viva, esclarecei nosso espirito para descobrir tudo o que o peccado tem de abominavel e odioso; dai-nos as luzes de que necessitamos para conhecer em particular as faltas em que hoje temos cahido, e concedei-nos a graça de as detestar para não recahirmos mais nellas.

Examinemos os peccados que hoje temos commettido por pensamentos, palavras, acções, omissões, demorando-nos particularmente naquelles que temos commettido contra as resoluções feitas esta manhã na oração.

Excitemos em nosso coração uma verdadeira dôr de ter offendido a Deus, e um proposito firme de não tornar mais a offendel-o, mediante sua divina graça.

   Meu Deus, nós nos arrependemos de todo o coração de vos ter offendido, porque sois infinitamente bom e soberanamente amavel, e porque o peccado vos desagrada; vos pedimos perdão pelos merecimentos de Jesus-Christo, e propomos firmemente com os auxilios de vossa graça, não vos offender mais, e fazer penitencia.

Ponhamo-nos no estado em que quizeramos ser achamos á hora da nossa morte.

     Que seria de nós, ó meu Deus, se fossemos obrigados a comparecer esta noite ante o tribunal de vossa justiça! Temos merecido o inferno, toda a nossa vida tem sido uma serie continua de ingratidões e peccados: nosso unico refugio está em vossa misericordia; vol-a pedimos pelos merecimentos de Jesus-Christo, nosso Salvador, e na esperança de obtel-a de vossa divina bondade, nos resignamos humildemente a morrer naquella hora e da maneira que vossa providencia o tem resolvido. Sim, meu Deus, de todo o coração vos fazemos o sacrificio de nossa vida, desejamos morrer para vos possuir e amar-vos eternamente. O’ divino Jesus, que por nós morrestes, lembrai-vos de vossa morte na hora da nossa, recebei nosso espirito e concedei por vossa graça que morramos em vosso amor.

Pater, Ave, Credo.

Encommendemo-nos á Santíssima Virgem.

   A’ vossa protecção recorremos, Santa Mãe de Deus. Não desprezeis as nossas supplicas; mas livrai-nos sempre de todos os perigos, ó Virgem gloriosa e bemdita.

Peçamos a assistência dos nossos Anjos da guarda:

    Anjos de Deus, que sois minha guarda, e a quem eu fui encommendado por celestial piedade, nesta noite alumiai-me, guardai-me, regei-me e governai-me.

Oremos pelos fieis defunctos.

     Deus de bondade e de misericordia, comparecei-vos tambem das almas dos fieis, que estão no Purgatorio. Libertai-as, e dai áquellas, por quem sou obrigado a orar, o descanso e a luz eterna. Assim seja.

Ladainha de Nossa Senhora

Senhor, tende piedade de nós.
Jesus-Christo, compadecei-vos de nós.
Senhor, tende piedade de nós.
Jesus-Christo, ouvi-nos.
Jesus-Christo, escutai-nos.
Deus Pai celestial, tende misericordia de nós.
Deus Filho, Redemptor do mundo,
tende piedade de nós.
Deus Espirito Santo,
tende piedade de nós.
Santissima Trindade, que sois um só Deus, tende piedade de nós.

Santa Maria, rogai por nós.
Santa Mãe de Deus,
Santa Virgem das virgens,
Mãe de Jesus-Christo,
Mãe da divina graça,
Mãe purissima,
Mãe castissima,
Mãe immaculada,
Mãe intacta,
Mãe amavel,
Mãe admiravel,
Mãe do bom conselho,
Mãe do Creador,
Mãe do Salvador,
Virgem prudentissima,
Virgem veneravel,
Virgem louvavel,
Virgem poderosa,
Virgem benigna,
Virgem fiel,
Espelho de justiça,
Assento de sabedoria,
Causa da nossa alegria,
Vaso espiritual,
Vaso honorifico,
Vaso de insigne devoção,
Rosa mistica,
Torre de David,
Torre de marfim,
Casa de ouro,
Arca da aliança,
Porta do Céo,
Estrella da manhã,
Saude dos enfermos,
Refugio dos peccadores,
Consoladora dos afflictos,
Auxilio dos christãos,
Rainha dos Anjos,
Rainha dos Patriarchas,
Rainha dos Prophetas,
Rainha dos Apostolos,
Rainha dos Martyres,
Rainha dos Confessores,
Rainha das Virgens,
Rainha de todos os Santos,
Rainha concebida sem peccado original,
[Rainha elevada ao Céo,]
Rainha do sacratissimo Rosário,
[Rainha da paz,]

Cordeiro de Deus, que tirais os peccados do mundo, perdoai-nos Senhor.
Cordeiro de Deus, que tirais os peccados do mundo, ouvi-nos Senhor.
Cordeiro de Deus, que tirais os peccados do mundo, tende misericordia de nós.

V. Rogae por nós, Santa Mãe de Deus,
R. Para que sejamos dignos das promessas de Christo.

Antiph. Á vossa Protecção recorremos, Santa Mãe de Deus. Não desprezeis nossos rogos; mas livrae-nos sempre de todos os perigos, ó Virgem gloriosa e bemdita.


OREMOS.

Infundi, Senhor, como vos pedimos, vossa graça em nossas almas, para que nós, que pela Annunciação do Anjo viemos ao conhecimento da Encarnação do vosso Filho; por sua Paixão e Morte de Cruz, sejamos conduzidos á gloria da Resurreição. Pelo mesmo Jesus-Christo Nosso Senhor. Amen.
Kýrie, eléison.
Christe, eléison.
Kýrie, eléison.
Christe, audi nos.
Christe, exáudi nos.
Pater de cælis, Deus,
miserére nobis.
Fili, Redémptor mundi, Deus,
miserére nobis.
Spíritus Sancte, Deus,
miserére nobis.
Santa Trínitas, unus Deus,
miserére nobis.

Sancta María, ora pro nobis.
Sancta Dei Génitrix
Sancta Virgo vírginum,
Mater Christi,
Mater divínæ grátiæ,
Mater puríssima,
Mater castíssima,
Mater invioláta,
Mater intemeráta,
Mater amábilis,
Mater admirábilis,
Mater boni consílii,
Mater Creatóris,
Mater Salvatóris,
Virgo prudentíssima,
Virgo veneránda,
Virgo prædicánda,
Virgo potens,
Virgo clemens,
Virgo fidélis,
Spéculum justítiæ,
Sedes sapiéntiæ,
Causa nostræ lætítiæ,
Vas spirituále,
Vas honorábile,
Vas insígne devotiónis,
Rosa mýstica,
Turris Davídica,
Turris ebúrnea,
Domus áurea,
Fœderis arca,
Jánua cæli,
Stella matutína,
Salus infirmórum,
Refúgium peccatórum,
Consolátrix afflictórum,
Auxílium Christianórum,
Regína Angelórum,
Regína Patriarchárum,
Regína Prophetárum,
Regína Apostolórum,
Regína Mártirum,
Regína Confessórum,
Regína Vírginum,
Regína Sanctórum ómnium,
Regína Sine labe origináli concépta,
[Regína in cælum assúmpta,]
Regína sacratíssimi Rosárii,
[Regína pacis,]

Agnus Dei, qui tollis peccáta mundi,
parce nobis, Dómini.
Agnus Dei, qui tollis peccáta mundi,
exáudi nos, Dómini.
Agnus Dei, qui tollis peccáta mundi,
miserére nobis.

V. Ora pro nobis, sancta Dei Génitrix.
R. Ut digni efficiámur promissiónibus Christi.

Antiph. Sub tuum praesidium confugimus, Sancta Dei Genitrix; nostras deprecationes ne despicias in necessitatibus; sed a periculis cunctis libera nos semper, Virgo gloriosa et benedicta.

OREMUS.

Gratiam tuam, quæsumus, Domine, mentibus nostris infunde, ut qui, Angelo nuntiante, Christi Filii tui incarnationem cognovimus, per passionem eius et Crucem ad resurrectionis gloriam perducamur. Per eundem Christum Dominum nostrum. Amen.

Oração a Nossa Senhora
antes de se deitar.

     Mãe de misericordia, eu me entrego a vós esta noite, e confio na vossa grande caridade, que me não deixareis morrer sem sacramentos. Bem sei, Senhora, que muitos que agora se deitão, não se levantarão pela manhã, senão para a sepultura. Oh Senhora, comparecei-vos da minha alma, e ainda que eu estou arrependido de todos os meus peccados, não deixeis arriscar a minha salvação, e alcançae-me de vosso amado Filho a continua assistencia da sua graça, o dom da perseverança, em todo o decurso da minha vida, e no fim d’ella um transito feliz, em que fortalecido com os sacramentos da Egreja, passe da vida presente á gloria dos justos. Isto vos supplico, Senhora, pelo sangue de Jesus-Christo vosso Filho. Amen.


In: Manual das Missões e Devocionario Popular, acompanhados de Canticos e Hymnos Religiosos, com a respectiva musica. Quarta Edição. Millano: Stab. Pontif. d’Arti Grafiche Sacre A. BERTARELLI & C., 1909.