Santas Sentenças de São Jerônimo

“Uma luta contínua e um duelo ininterrupto contra os malvados concentraram sobre Jerônimo o ódio dos perversos. Nele os hereges odeiam aquele que não cessa de atacá-los, e os clérigos aquele que desaprova sua vida e suas culpas. Mas todos os homens virtuosos, sem exceção, amam-no e o admiram.”

(Postumianus apud Sulp. Sev., Dial., 1, 9; PL 20, 189D.)

São Jerônimo, rogai por nós!

“Aviva os teus valores! O mundo inteiro tem os olhos postos em ti. Os católicos veneram e reconhecem em ti o restaurador da fé dos primeiros tempos do cristianismo e, marco ainda mais glorioso, todos os hereges te amaldiçoam e contigo me perseguem com o mesmo ódio, para poder, dado que a sua espada não tem a força, matar-nos com o desejo.”

(Carta de São Jerônimo a Santo Agostinho. Ep. 141, 2; PL 22, 1161s e 1180.)

“A minha glória é a de aprender que os meus filhos combatem por Cristo e que aquele no qual acreditamos, reforça em nós o zelo e a coragem a fim de que possamos estar prontos e derramar o nosso sangue pela fé nele… As perseguições dos hereges arruinaram de cima abaixo o nosso mosteiro, quanto às riquezas materiais, mas a bondade de Cristo cumulou-o de riquezas espirituais. É melhor não ter pão para comer do que perder a fé.”

(São Jerônimo. Ep. 139; PL 22, 1166.)

“Alguns podem considerar-me criminoso, esmagado sob o peso de suas culpas, mas isso não é nada em confronto com meus pecados; tu podes, no entanto, crer no teu íntimo numa virtude dos pecadores… Eu rendo graças a Deus por merecer o ódio do mundo.
Que parcela de sofrimento atingiu a mim, o soldado da cruz? A calúnia cobriu-me com a marca de um delito; mas eu sei que com a má ou com a boa fama se chega ao reino dos céus.”

(São Jerônimo, Ep. 45, 1, 6; PL 22, 480, 482, 483.)

“Não quero falar daqueles que, como eu próprio no passado, põem-se em contato com as Sagradas Escrituras depois de terem praticado a literatura profana e recreado o ouvido da multidão com o estilo florido, retêm que cada palavra sua seja a lei de Deus e não se dignam examinar o que pretenderam dizer os profetas e os apóstolos, mas adaptam ao seu ponto de vista testemunhos que não se referem a eles de modo algum; como se fosse eloquência de grande valor, e não a pior que existe, qual seja a de falsificar os textos e distanciar abusivamente a Sagrada Escritura do seu traçado.”

(São Jerônimo, Ep. 53, 7; PL 22, 544.)

“Pois, sem a autoridade das Escrituras, esses falastrões perderão toda a sua força persuasiva, e não parecerá mais que eles reforcem com os textos a falsidade de suas doutrinas.”

(São Jerônimo, In Tt 1, 10; PL 26, 605.)

“Que os outros sejam eloquentes e recebam o aplauso tão desejado e declamem com voz enfática e rios de palavras; quanto a mim, contento-me de fazer compreender e, tratando-se das Escrituras, imitar sua mesma simplicidade.”

(São Jerônimo, Ep. 36, 14; PL 22, 459.)

“A exegese católica, sem renunciar ao perigo do estilo belo, deve ocultá-lo e evitá-lo para dirigir-se não a vãs escolas de filósofos e a alguns discípulos, mas a todo gênero humano.”

(São Jerônimo, Ep. 48, r; PL 22, 512.)

“Ignorar as Escrituras significa ignorar o próprio Cristo.”

(In Is., Prol.; PL 24, 17B.)

“Como se poderia viver sem a ciência das Escrituras, através das quais se aprende a conhecer o próprio Cristo, que é a vida dos que creem?”

(São Jerônimo, Ep. 30, 7; PL 22, 443.)

“Irmão, companheiro e amigo. Peço-te, irmão caríssimo: viver em meio a esses mistérios, meditá-los, nada mais conhecer e saber, não te parece que tudo isso seja já o paraíso na terra?”

(São Jerônimo, Ep. 48, 4; PL 22, 512.)

Exercícios cristãos para santificar o dia

P. Que deve fazer um bom cristão pela manhã ao despertar?

R. Um bom cristão pela manhã ao despertar deve fazer o sinal da Cruz e oferecer seu coração a Deus, dizendo estas ou semelhantes palavras: Meu Deus, meu Senhor, eu vos ofereço meu coração e minha alma.

P. Que coisa deve pensar o bom cristão ao levantar-se do leito e ao vestir-se?

R. Ao levantar-se do leito e ao vestir-se deve pensar que Deus o vê, que aquele dia pode ser o último da sua vida; levante-se observando toda a modéstia possível.

P. Depois de se vestir que deve fazer o bom cristão?

R. Depois de se vestir, deve o bom cristão se ajoelhar diante do crucifixo ou de uma imagem da Virgem Santíssima, e renovando o pensamento de que Deus o vê, devotamente dirá: Meu Deus, eu vos adoro e vos amo com todo o meu coração, dou-vos graças por me terdes criado, feito cristão e por me terdes conservado nesta noite; vos ofereço todas as minhas ações e vos suplico me preserveis, neste dia, do pecado e me livreis de todo o mal. Amém. — Padre Nosso, Ave Maria, Credo; Atos de Fé, de Esperança e de Caridade.

P. Que outras práticas deverá fazer o bom cristão todos os dias?

R. O bom cristão, podendo, deverá pela manhã fazer uns vinte minutos de oração mental e uma meia hora de leitura espiritual, ouvirá Missa e visitará o Santíssimo Sacramento do altar; a noite rezará o terço do Rosário de Nossa Senhora.

P. Que convém fazer para santificar o trabalho?

R. Antes de se por ao trabalho deve o bom cristão elevar sua mente a Deus, e de coração dizer: Senhor, ofereço-vos este trabalho; santificai-o com a vossa bênção.

P. Com que fim se deve trabalhar?

R. Deve-se trabalhar para glória de Deus e para fazer a sua santa vontade.

P. Como se há de santificar a comida?

R. Antes de por-nos à mesa, de pé devemos fazer o sinal da Cruz e dizer com devoção: Meu Deus e meu Senhor, dai-nos a vossa bênção e abençoai também o alimento que vamos tomar, como um presente de vossa liberalidade, para refazer as nossas forças, a fim de melhor vos servirmos. Em nome do Padre, e do Filho e do Espírito Santo. Amém.

P. Depois da comida que convém fazer?

R. Depois da comida convém fazer o sinal da Cruz e dizer: Deus e Senhor nosso, infinitas graças vos damos pelo alimento que acabamos de tomar; dignai-vos conceder-nos a graça de perseverar no vosso serviço fiéis à vossa santa lei.

P. Que fazer quando nos sentirmos acometidos de alguma tentação?

R. Quando nos assaltam as tentações façamos o sinal da Cruz, invocando os santíssimos nomes de Jesus e de Maria, ou dizendo alguma jaculatória, como por exemplo: Senhor dai-me a vossa graça para que nunca vos ofenda.

P. Quando conhecermos ou suspeitarmos ter cometido algum pecado grave, que devemos fazer?

R. Devemos o quanto antes fazer um ato de contrição e confessar-nos.

P. Que coisa se deve fazer ao toque das Ave Marias?

R. Ao toque das Ave Marias o bom cristão deve rezar o Angelus Domini.

P. À noite antes de se deitar que fará o bom cristão?

R. À noite o bom cristão antes de se deitar, de joelhos, renovará o pensamento de que Deus o vê, fará um breve exame de consciência das culpas que durante o dia cometeu contra Deus, contra o próximo e contra si mesmo, rezará com devoção as mesmas orações que rezou pela manhã e terminará com a seguinte oração: Visitai, Senhor, esta casa e afastai dela todas as insídias do inimigo. Nela habitem os vossos Anjos para nos guardar em paz, e a vossa bênção esteja sempre conosco. Por Cristo Senhor Nosso. Amém.

P. Ao deitar-se que fará o bom cristão?

R. Ao deitar-se fará o bom cristão o sinal da Cruz, e lembrando-se que lhe pode vir a morte nessa noite, oferecerá seu coração a Deus do seguinte modo: Meu Senhor, e meu Deus, eu vos consagro meu coração; Santíssima Trindade, concedei-me a graça de bem-viver e de bem morrer. Jesus, José e Maria, a vós encomendo a minha alma.

P. Além das orações acima mencionadas pela manhã e à noite, que outras orações poderá o bom cristão dirigir a Deus durante o dia?

R. Durante o dia o bom cristão poderá dirigir a Deus brevíssimas orações, que se chamam jaculatórias, as quais são como pequenos dardos ou setas, que se arremessa ao coração de Deus.

P. Dizei-me algumas dessas jaculatórias.

R. Senhor, ajudai-me; Senhor, seja feita a vossa vontade; Meu Jesus, antes morrer que ofender-vos; Meu Jesus, quero ser todo vosso; Meu Jesus, eu vos quero amar; Meu Jesus, misericórdia!

P. É coisa útil dizer muitas vezes ao dia essas jaculatórias?

R. É coisa utilíssima, que muito conforta o espírito e afervora os corações, no meio das lutas e contrariedades da vida; e se podem dizer sem proferir palavra e no meio das ocupações.

P. Além das orações jaculatórias, que outro exercício pode praticar com proveito o bom cristão?

R. Além das orações jaculatórias, pode o bom cristão com proveito exercitar-se na prática da mortificação cristã.

P. Que é a mortificação cristã?

R. A mortificação cristão é a ação generosa e resoluta, com que de coração nos abstemos, por amor de Deus, das coisas que mais nos agradam e aceitamos com ânimo sereno o que repugna aos nossos sentidos e ao nosso amor próprio.

P. Ouvindo os sinos anunciarem a morte de alguém, que deve fazer o bom cristão?

R. O bom cristão deve recomendar a alma desse irmão a Deus e pedir-lhe por ela misericórdia e perdão, rezando De Profundis e um Requiem.

São estas as práticas mais comuns, com que um bom cristão poderá santificar os dias de sua existência e preparar-se para se apresentar diante de Deus no dia de sua morte.

In: Manual das Missões e Devocionario Popular, acompanhados de Canticos e Hymnos Religiosos, com a respectiva musica. Quarta Edição. Millano: Stab. Pontif. d’Arti Grafiche Sacre A. BERTARELLI & C., 1909.

Conselhos de Santo Agostinho aos Leitores da Sagrada Escritura

Em todos esses livros da Sagrada Escritura, os homens tementes a Deus, e apaziguados pela piedade, buscam a vontade de Deus.

A primeira observação a ser feita quanto a essa busca e empresa é, como já dissemos, tomar conhecimento dos Livros Santos. Se, a princípio, não se conseguir apreender o sentido todo, pelo menos se deve fazer a leitura e confiar à memória as santas palavras. De toda forma, nunca se deve ignorar por completo os Livros sagrados.

Em seguida, se há de verificar com grande cuidado e diligência os preceitos morais e as regras de fé que a Escritura propõe com clareza. Encontram-se tão mais abundantemente, quanto maior for a abertura do entendimento de quem busca, visto que nas passagens que a Escritura oferece com clareza encontram-se todos os preceitos referentes à fé e aos costumes, à esperança e à caridade, sobre os quais tratamos no primeiro livro.

Tendo então adquirido certa familiaridade com a linguagem das divinas Escrituras, devemos prosseguir examinando as passagens obscuras em vista de as esclarecer e explicar. Chega-se lá tomando exemplos de textos mais claros. Assim, o testemunho das sentenças de sentido certo fará desaparecer a dúvida das sentenças de sentido incerto. Em todo esse trabalho, a memória é de grande valor, pois, se ela faltar, não serão os preceitos [aqui mencionados] que a poderão despertar.

SANTO AGOSTINHO. A Doutrina Cristã. Livro Segundo, Capítulo 9.

Comunhão Espiritual

Comunhão Espiritual

Meu Senhor e meu Deus! Penetrado do sentimento da Vossa presença real na sagrada Eucaristia, e não podendo receber-Vos agora na Sagrada Comunhão, venho pelo menos solicitar a graça de Vos receber espiritualmente no meu coração, porque minha alma vos deseja como cervo sequioso que anela por uma fonte de água viva.

Para suprir minha insuficiência, eu Vos ofereço a contrição infinitamente perfeita que vosso divino Coração concebeu dos meus pecados no horto da Agonia e da cruz; eu Vos ofereço as disposições do Coração Imaculado da Ss. Virgem Maria no dia da vossa incarnação; ofereço-Vos as suas comunhões e as de todos os Santos.

Vinde, pois, a mim, Senhor! Vinde residir neste pobre coração que quer ser todo vosso, mas que reconhece sua fraqueza se Vós não dirigirdes seus movimentos, se não fortalecerdes sua vontade tão fraca. Vinde, afim de que possa dizer-Vos com Santa Margarida Maria; “Meu Deus, meu único bem e meu tudo! Vós sois tudo para mim, e eu sou todo para Vós”.

(Depois duma breve pausa)

Meu doce Jesus, eu uno minha alma à vossa, meu coração, meu espírito, minha vida, minhas intenções às vossas, e assim unidas, me apresento a vosso Pai.

Recebei-me, ó Eterno Pai, pelos merecimentos de vosso divino Filho, que eu Vos ofereço com toda a Igreja; não me olhes senão como escondido nas suas chagas, coberto com seu sangue e ornado com seus merecimentos.

É assim que me apresento a Vós para que não me afasteis da vossa presença, mas Vos digneis receber-me nos braços da vossa paternal bondade e me concedais a graça da salvação.

COMPANHIA DE JESUS. Manual dos Irs. Coadjuntores. pp. 63-65.

Três meios para guardar a castidade com Maria e vencer o vício da impureza

É rara a vitória sobre esse vício, como dissemos com Santo Agostinho no começo; mas por que rara? Porque não se aplicam os meios para vencê-lo. Três são os meios, como dizem os mestres espirituais com Belarmino: “Jejum, fuga dos perigos e oração”.

Por jejum se entende a mortificação, especialmente dos olhos e da gula. Maria Santíssima, embora fosse cheia da divina graça, ainda assim mortificou-se tanto com os olhos que os mantinha sempre abaixados e jamais os fixava em alguém, como dizem Santo Epifânio e São João Damasceno; e dizem que desde criança era ela tão modesta que causava pasmo a todos. E por isso nota São Lucas que ela, ao ir visitar Santa Isabel “foi-se com pressa”, para não ser vista em público. Quanto, ademais, à comida, conta Filiberto ter sido revelado a um eremita de nome Félix que Maria, quando bebê, tomava leite uma vez ao dia. E por toda a sua vida declara São Gregório de Tours que sempre jejuou; assevera São Boaventura: “Maria nunca haveria de encontrar tamanha graça se não fosse maximamente temperante quanto à comida, pois a graça e a gula não são compatíveis”. Em suma, em todas as coisas Maria mortificou-se, de modo que dela foi dito: As minhas mãos gotejaram mirra (Ct 5, 5).

O segundo meio é a fuga das ocasiões: Quem, portanto, evitar as redes estará seguro (Pr 11, 15). Donde dizia São Felipe Neri: “Na guerra contra os sentidos, vencem os medrosos, isto é, os que fogem à ocasião”. Maria evitava o quanto podia a vista dos homens, e por isso notou São Lucas que ela, na visita a Santa Isabel, “foi-se para as montanhas com pressa”. E repara um autor que a Virgem partiu da casa de Isabel antes que esta parisse, como se deduz do próprio Evangelho, onde se diz: Maria ficou com Isabel cerca de três meses. Depois voltou para casa. Completando-se para Isabel o tempo de dar à luz, teve um filho (Lc 1, 56-57). E por que não aguardou o parto? Para fugir das conversações e das visitas que ao parto deviam suceder naquela casa.

O terceiro meio é a oração. E como eu soube, diz o sábio, não podia ser continente sem que Deus o conceda… fui até o Senhor e lhe roguei (Sb 8, 21). E a Santíssima Virgem revelou a Santa Isabel, beneditina, que ela não possuiu nenhuma virtude senão pela fadiga e pela oração constante. Diz o Damasceno que Maria “é pura e da pureza amante”. Por isso não suporta impuros. Mas quem a ela recorre certamente será libertado desse vício apenas pronunciando com confiança seu nome. E dizia o Venerável João d’Ávila que muitos, tentados na castidade, pela mera afeição à Maria Imaculada venceram.

Ó Maria, ó puríssima pomba, quantos estão no inferno por esse vício! Senhora, livrai-nos dele; fazei com que nas tentações sempre recorramos a vós e vos invoquemos, dizendo: Maria, Maria, ajudai-nos.

LIGÓRIO, Santo Afonso Maria de. Glórias de Maria. Dois Irmão-RS: Minha Biblioteca Católica, 2018, pp. 378-379.

Efeitos da devoção às almas do Purgatório na vida espiritual

“Desenvolvemos assim um hábito mental que é fatal ao espírito do mundo e à tirania do respeito humano, e que muito nos ajuda a neutralizar o veneno do amor próprio… este é exatamente o espírito do Evangelho, a verdadeira atmosfera da santidade.”

Uma excelência adicional dessa devoção deve ser encontrada em seus efeitos sobre a vida espiritual. Ela parece ser uma devoção especialmente dirigida a almas interiores. Mas o fato é que ela é tão repleta de doutrina, incorpora tanta coisa sobrenatural, que não nos surpreende a influência que exerce na vida espiritual.

Em primeiro lugar, ela é uma obra oculta, do princípio ao fim. Não vemos os resultados, de modo que há pouco alimento para a vanglória; não é uma devoção cujo exercício apareça aos olhos dos outros. Ela implica, ademais, um absoluto desprezo do egoísmo, pois desfazemo-nos de nossas próprias satisfações e indulgências nos mantendo ternamente interessados por um objeto que não nos concerne diretamente. Seu objetivo não é apenas a glória de Deus, mas Sua maior glória.

Ela nos leva a pensar puramente nas almas, o que é muito difícil de fazer neste mundo material, e pensar nelas, também, simplesmente como esposas de Jesus. Desenvolvemos assim um hábito mental que é fatal ao espírito do mundo e à tirania do respeito humano, e que muito nos ajuda a neutralizar o veneno do amor próprio. O pensamento incessante nas Santas Almas faz-nos reter a imagem do sofrimento, não um sofrimento passivo, mas uma gozosa conformidade com a Vontade de Deus. Ora, este é exatamente o espírito do Evangelho, a verdadeira atmosfera da santidade.

FABER, Padre Frederick William. O Purgatório. Campinas: Ecclesiae, 2013, pp. 86-87.

Súplicas a Jesus em favor das almas

Súplicas a Jesus em favor das almas

V. Dulcíssimo Jesus, pelo suor de sangue que derramastes no horto das Oliveiras,
R. Tende piedade das almas do purgatório.

V. Dulcíssimo Jesus, pelas dores da Vossa crudelíssima flagelação,
R. Tende piedade das almas do purgatório.

V. Dulcíssimo Jesus, pelas dores da Vossa coroação de espinhos,
R. Tende piedade das almas do purgatório.

V. Dulcíssimo Jesus, pelas dores que sofrestes, levando a pesada Cruz ao Calvário.
R. Tende piedade das almas do purgatório.

Dulcíssimo Jesus, pelas dores de Vossa dolorosíssima agonia,
R. Tende piedade das almas do purgatório.

V. Dulcíssimo Jesus, pelas imensas dores que sofrestes, expirando na Cruz,
R. Tende piedade das almas do purgatório.

V. Dulcíssimo Jesus, pelas últimas gotas de Sangue do vosso amantíssimo Coração, transpassado pela lança,
R. Tende piedade das almas do purgatório.

SURSUM CORDA: Manual de devoção da Donzella cristan no Collegio e no lar: compilado pelas irmans franciscanas. Winterberg: Casa Editora Catholica J. Steinbrener, 1927, pp. 352-353.

Ato heroico de caridade em favor das almas

Este ato consiste em uma oferta espontânea que fazemos à Divina Majestade, em favor das almas, de todas as nossas obras satisfatórias durante a vida, e dos sufrágios que nos podem ser aplicados depois da morte e que pomos nas mãos da Ss. Virgem, para que esta terna mãe os distribua à sua vontade às Almas do Purgatório que ela deseja libertar.

Oferta

Ó Santíssima e adorável Trindade, desejando eu ajudar a livrar as almas do Purgatório, cedo, em proveito delas, a parte satisfatória de todas as minhas obras e todos os sufrágios que me forem concedidos depois da minha morte. Entrego tudo nas mãos da Santíssima Virgem, para que ela o aplique, como bem lhe parecer, às almas dos fiéis defuntos que ela quer livrar das suas penas. Dignai-Vos, ó meu Deus, acolher e abençoar a oferta que neste momento Vos faço. Amém.

SURSUM CORDA: Manual de devoção da Donzella cristan no Collegio e no lar: compilado pelas irmans franciscanas. Winterberg: Casa Editora Catholica J. Steinbrener, 1927, pp. 347-348.

Santo Rosário em Latim: Fórmula breve para recitar todos os dias

PDF: Sanctum Rosarium

SANCTUM ROSARIUM

In nomine Patris, et Filii, et Spiritus Sancti. Amen.

Ato de Contrição

Senhor meu Jesus Cristo, Deus e homem verdadeiro, Criador e Redentor meu: por serdes Vós quem sois, sumamente bom e digno de ser amado sobre todas as coisas, e porque Vos amo e estimo, pesa-me, Senhor, de todo o meu coração, de Vos Ter ofendido; pesa-me também de Ter perdido o céu e merecido o inferno; e proponho firmemente, ajudado com o auxílio de Vossa divina graça, emendar-me e nunca mais Vos tornar a ofender. Espero alcançar o perdão de minhas culpas pela Vossa infinita misericórdia. Amém.

Credo in Deum Patrem omnipotentem, Creatorem cæli et terræ. Et in Jesum Christum, Filium ejus unicum, Dominum nostrum, qui conceptus est de Spiritu Sancto, natus ex Maria Virgine, passus sub Pontio Pilato, crucifixus, mortuus, et sepultus, descendit ad inferos, tertia die resurrexit a mortuis, ascendit ad cælos, sedet ad dexteram Dei Patris omnipotentis, inde venturus est judicare vivos et mortuos. Credo in Spiritum Sanctum, sanctam Ecclesiam catholicam, sanctorum communionem, remissionem peccatorum, carnis resurrectionem, vitam æternam. Amen.

Mysteria gaudiosa

In primo mysterio gaudioso, Anuntiatio Beátæ Maríæ Vírginis contemplatur, et humílitas pétitur.

Pater Noster. Ave Maria (10). Gloria Patri. Ó meu Jesus, perdoai-nos, livrai-nos do fogo do inferno. Levai as almas todas para o Céu, e socorrei principalmente as que mais precisarem.

In secundo mysterio gaudioso, Visitatio Beátæ Maríæ Vírginis contemplatur, et amor fratrum pétitur.

In tertio mysterio gaudioso, Nativitas Dómini Nóstri Jésu Chrísti contemplatur, et amor paupertátis pétitur.

In cuarto mysterio gaudioso, Purificatio Beátæ Maríæ Vírginis in templo contemplatur, et obediéntia pétitur.

In quinto mysterio gaudioso, Inventio Dómini Nóstri Jésu Chrísti in templo contemplatur, et volúntas inquæréndi Déum pétitur.

Sancte Michael Archangele, defende nos in prœlio, contra nequitiam et insidias diaboli esto præsidium. Imperet illi Deus, supplices deprecamur: tuque, Princeps militiæ cælestis, Satanam aliosque spiritus malignos, qui ad perditionem animarum pervagantur in mundo, divina virtute, in infernum detrude. Amen.

Mysteria dolorosa

In primo mysterio doloroso, Oratio et Agonia Dómini Nóstri Jésu Chrísti contemplatur, et dólor pro peccatis nostris pétitur.

In secundo mysterio doloroso, Flagellatio Dómini Nóstri Jésu Chrísti contemplatur, et mortificátio córporum nostrórum pétitur.

In tertio mysterio doloroso, Coronatio spinis Dómini Nóstri Jésu Chrísti contemplatur, et mortificatio supérbiæ pétitur.

In quarto mysterio doloroso, Bajulatio crucis a Dómino Nóstro Jésu Chrísto contemplatur, et patiéntia in tribulatione pétitur.

In quinto, Crucifixio Dómini Nóstri Jésu Chrísti contemplatur, et donum súi ipsíus ad redemptiónem animárum pétitur.

Mysteria gloriosa

In primo mysterio glorioso, Resurrectio Dómini Nóstri Jésu Chrísti contemplatur, et fídes pétitur.

In secundo mysterio glorioso, Ascensio Dómini Nóstri Jésu Chrísti in cælum contemplatur, et desiderium supernorum pétitur.

In tertio mysterio glorioso, Descensio Spíritus Sáncti contemplatur, et cháritas pétitur.

In quarto mysterio glorioso, Assumptio Beátæ Maríæ Vírginis in cælum contemplatur, et gratia bene moriéndi pétitur.

In quinto mysterio glorioso, Coronatio Beátæ Maríæ Vírginis in cælo contemplatur, et fidúcia in María Regína Nostra pétitur.

Oração da manhã e da noite para ser recitada todos os dias

ORAÇÃO DA MANHÃ

Pai Nosso, Ave Maria, Credo.

Oferecimento do dia

Eu Vos adoro, meu Deus, e Vos amo de todo o coração. Dou-Vos graças por me terdes criado, feito cristão e conservado nesta noite. Ofereço-Vos as ações deste dia; fazei que sejam todas segundo a Vossa santa vontade, para maior glória Vossa. Preservai-me do pecado e de todo o mal. A Vossa graça seja sempre comigo e com todos os que me são caros. Amém.

Consagração a Nossa Senhora

Senhora minha, ó minha Mãe, eu me ofereço todo a Vós, e em prova da minha devoção para convosco, Vos consagro neste dia meus olhos, meus ouvidos, minha boca, meu coração e inteiramente todo o meu ser. E porque assim sou Vosso, ó boa Mãe, guardai-me e defendei-me como coisa e propriedade Vossa. Amém.

Ao anjo da Guarda

Santo Anjo do Senhor, meu zeloso guardador, se a ti me confiou a piedade divina, sempre me rege, guarde, governe e ilumine. Amém.

ORAÇÃO DA NOITE

Pai Nosso, Ave Maria, Credo.

Ação de graças

Eu Vos adoro, meu Deus, e Vos amo de todo o coração. Dou-Vos graças por me terdes criado, feito cristão e conservado neste dia. Perdoai-me as faltas que hoje cometi e se fiz algum bem aceitai-o. Guardai-me durante o repouso e livrai-me dos perigos. A Vossa graça seja sempre comigo e com todos os que me são caros. Amém.

Exame de consciência Individual, em silencio.

Ato de contrição

Meu Deus, porque sois infinitamente bom, tenho muita pena de Vos ter ofendido, ajudai-me a não mais tornar a pecar.

Ato de fé

Eu creio firmemente que há um só Deus em três pessoas realmente distintas, Pai, Filho e Espírito Santo, que dá o céu aos bons e o inferno aos maus para sempre. Creio que o Filho de Deus se fez homem, padeceu e morreu na cruz para nos salvar, e que ao terceiro dia ressuscitou. Creio tudo o mais que crê e ensina a Santa Igreja Católica, Apostólica, Romana, porque Deus, verdade infalível, lho revelou. E nesta crença quero viver e morrer.

Ato de Esperança

Eu espero, meu Deus, com firme confiança, que pelos merecimentos de meu Senhor Jesus Cristo me dareis a salvação eterna e as graças necessárias para consegui-la, porque Vós, sumamente bom e poderoso, o haveis prometido a quem observar fielmente os Vossos mandamentos, como eu proponho fazer com o Vosso auxílio.

Ato de Caridade

Eu Vos amo, meu Deus, de todo o meu coração e sobre todas as coisas, porque sois infinitamente bom e amável, e antes quero perder tudo do que Vos ofender. Por amor de Vós, amo meu próximo como a mim mesmo.

Oração à Sagrada família

Jesus, Maria e José, modelos perfeitíssimos de recolhimento, caridade e humildade, alcançai-nos a graça de imitarmos as sublimes virtudes que praticastes na terra e dignai-vos proteger a todos nós, que agora prostrados na vossa presença imploramos o vosso patrocínio. Lembrai-vos, ó Jesus, Maria e José, de que somos inteiramente vossos; defendei-nos, pois, de todo e qualquer perigo, socorrei-nos em nossas necessidades e dai-nos graças para nos mantermos constantemente na imitação da vossa santa Família, a fim de que, servindo-vos fielmente na terra, possamos depois bendizer-vos por toda a eternidade no Céu. Amém.

Lembrai-vos

Lembrai-vos, ó Piíssima Virgem Maria, de que nunca se ouviu dizer, que algum daqueles que tenha recorrido à vossa clemência, implorado a vossa assistência, reclamado o vosso socorro, fosse por vós abandonado. Animado eu, pois, com igual confiança, a vós, Virgem das Virgens, como Mãe recorro, de vós me valho e gemendo sob o peso de meus pecados, me prosto a vossos pés. Não desprezeis as minhas súplicas, ó mãe do Verbo de Deus humanado, mas dignai-vos de as ouvir propícia e de me alcançar o que vos rogo. Amém

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