Santa Carona, o Pejoteiro Modernista

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O Guilherme do Santa Carona fez um vídeo sobre os Rad-Trads, cuja tese principal é que nós seríamos não católicos, uma espécie de PJ.

Mas, por algum motivo inexplicável racionalmente, ele mesmo encontra-se unido aos pejoteiros, tanto porque os admite como parte da seita modernista que ele erroneamente considera a Igreja Católica, quanto porque a própria Pastoral da Juventude, assim como a Teologia da Libertação, é um movimento reconhecido e cultivado pela hierarquia pós-Vaticano II.

É uma imensa tolice crer que um movimento fundamentado no Magistério Revolucionário dos modernistas possa ser de todo estranho à nova religião que o Guilherme do Santa Carona professa, uma vez que a aliança política com comunistas acha-se muito bem fundamentada em documentos como a Pacem in Terris de João XXIII, a Populorum Progressio de Paulo VI, a Gaudium et Spes do Vaticano II e os documentos de Medelin e de Puebla, respectivamente sob Paulo VI e João Paulo II, documentos que criaram e desenvolveram os conceitos nos quais se baseia a Teologia da Liberação e a Pastoral da Juventude.

A “condenação” da Teologia da Libertação a qual costumam aduzir os neoconservadores como o Guilherme é por isso forçosamente parcial, teatral e inefetiva, já que a seita do Vaticano II está, pelos laços do diálogo e do ecumenismo, permanentemente em aliança com todos os inimigos da fé católica e procura afastar-se quanto pode dos ensinamentos do passado, que são, por certo, um obstáculo à unidade judeo-maçônica a que aspira esta seita da Nova Ordem.

Como um membro da seita modernista, o sr. Guilherme prende-se a uma religião provavelmente não mais antiga que a sua avó, a uma tradição herética que já existia como uma série de erros profanos anatematizados pela Igreja. A Igreja do Guilherme não é a de Jesus, São Pedro e Nossa Senhora, não é a Igreja de Pio IX e São Pio X, não; a Igreja do Guilherme é a Igreja de Lutero, Calvino e dos jansenistas, é a Igreja reformada sonhada por Lamennais e Loisy. É a religião do liberalismo e do modernismo, amplamente condenada pelos Papas pré-Vaticano II, tida como herética, apóstata e louca não simplesmente por nós, Rad-Trads, mas por uma longa e ininterrupta série de verdadeiros e legítimos Romanos Pontífices, Vigários de Cristo sobre a Terra.

O Guilherme do Santa Carona já está condenado pelo seu próprio juízo, querendo caluniar os Rad-Trads que hoje crescem como nunca e que seguirão crescendo exponencialmente até seu triunfo final sobre o modernismo, ele acaba dando-nos a ocasião de melhor compreender que apesar de alegar o contrário, os seus próprios atos em prol da seita modernista não fazem dele melhor que um pejoteiro qualquer e cúmplice de pejoteiros. Os artigos abaixo corroboram ainda mais com essa inevitável conclusão.

João XXIII: Precursor e Padroeiro da Teologia da Libertação https://controversiacatolica.com/2018/11/28/joao-xxiii-precursor-e-padroeiro-da-teologia-da-libertacao-i-parte/

A Pacem in Terris de João XXIII: apologia ao liberalismo religioso e endosso ao comunismo e globalismo https://controversiacatolica.com/2018/11/30/a-pacem-in-terris-de-joao-xxiii-apologia-ao-liberalismo-religioso-e-endosso-ao-comunismo-e-globalismo/

Testemunho do embaixador Carl J. Burckardt sobre João XXIII https://controversiacatolica.com/2018/11/27/testemunho-do-embaixador-carl-j-burckardt-sobre-joao-xxiii/

Como se tornar um santo conciliar (versão Paulo VI) https://controversiacatolica.com/2018/12/12/como-se-tornar-um-santo-conciliar-versao-paulo-vi/

Como se tornar um santo conciliar em sete passos (versão João Paulo II) https://controversiacatolica.com/2017/06/02/passo-a-passo-como-se-tornar-um-santo-na-seita-novus-ordo/

Introdução ao modernismo mitigado de Joseph Ratzinger e Padre Paulo Ricardo https://controversiacatolica.com/2018/02/25/introducao-ao-modernismo-mitigado-de-joseph-ratzinger-e-padre-paulo-ricardo/

Bernardo Küster, Padre Paulo Ricardo e Comunismo: A Heresia Neoconservadora https://controversiacatolica.com/2018/12/03/bernardo-kuster-padre-paulo-ricardo-e-comunismo-a-heresia-neoconservadora/

As viagens do Santa Carona: a doutrina católica sobre o Papa https://controversiacatolica.com/2019/01/29/as-viagens-do-santa-carona-a-doutrina-catolica-sobre-o-papa/


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Noções sobre a Maçonaria: existência, definição, poder, finalidade e como evitar o perigo maçônico e o socialismo

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Noções sobre a Maçonaria: existência, definição, poder, finalidade e como evitar o perigo maçônico e o socialismo [PDF]

Este arquivo PDF contém um texto sintético e altamente informativo sobre as origens, os meios e os objetivos perseguidos pela seita maçônica. É material útil e acessível ao público em geral, pode servir como texto-base de lições sobre o assunto. Para fins introdutórios, juntamente com este texto, recomendo a leitura da Humaum Genus do Papa Leão XIII e a obra El Misterio de la Masonería de Cardeal Caro.

REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

DIANDA, Presbítero Gilberto. O Catecismo Maior de Sua Santidade o Papa Pio X – Explicado ao povo segundo a norma do Concílio de Trento: Tomo II – Dos Mandamentos de Deus e da Igreja, das verdades principais e doutras coisas que o christão deve saber. Vizeu: Editora da Revista Catholica, 1915, pp. 39-56.


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A Ascendência Rabínica de Bento XVI

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NOVE RABINOS ENTRE OS ANTEPASSADOS DE BENTO XVI?

(Chiesa Viva, setembro de 2012, pp. 28-31.)

A ÁRVORE GENEALÓGICA DE RATZINGER

Apresentamos a pesquisa de Gilad ben Aaron, um católico de origem judaica, sobre as origens judaicas de Bento XVI.

A bisavó de Bento XVI, Maria Elisabete (Betty) Tauber, que nasceu judia na Morávia em 1834, parece ter sido excluída de sua família, quando se tornou católica. A Hungria e a Morávia em 1834 eram regiões do Império Austro-Húngaro, até o fim da Primeira Guerra Mundial.

Betty viajou para o sul da região do Império Austro-Húngaro no Sul do Tirol ( hoje parte da Itália), onde teve uma filha, Maria, com Anton Peter Peintner, na cidade de Rasa em 1855. Anton só se casou com Betty três anos depois do nascimento da filha. Betty era filha de Jacob Tauber (1811- 1845) e Josefina (Peppi/Josefa) Knopfelmacher (1819-1886). Jacob Tauber era filho de Jonas e sua mulher, Rebeca Zerkowitz Tauber. A família Zerkowtiz gaba-se do “status KOHEN“.

Rastreando a família Ratzinger, Rieger e Tauber, a família Knopfelmacher, Shiptz, Bachrach, Cohen, chega-se ao Rabino Yehuda Loew bem Bezalel que era o Maharal de Praga.

A Arvore Genealógica é a seguinte:

  1. Rabino Yehuda Loew (Leib) bem Bezalel (o Maharal de Praga) (1512-1609), casou-se com Pearl Shmelkes-Reich (1516-1610).
  2. Vogele Loew (1556-1629) casou-se com Rabino Isak Ha-Cohen (1550-1624).
  3. Chava (Eve) Ha-Cohen (1580-1651) casou-se com Rabino Samuel Bachrach Abraham (1575-1615), Rabino de Worns.
  4. Rabino (Moses) Samson/”Simsom”/Bachrach (1607-1670), Rabino em Goding, Leipnik, Praga e Worns, casou-se com Dobrusch Phobus (1610-1662).
  5. Rabino Jair Chayim Bachrach, aliás “o Yoire Chavas“ (1638-1702), Rabino de Worns, desposou Sarah (Dinah Sorla) Brillin (1638-1703).
  6. Rabino Samson/”Simson´´ casou-se com uma Bachrah (n. 1657), de quem não se conhece o nome.
  7. Bachrah Malka (n. 1680) casou-se com Rabino Zalman Shpitz, presidente de Beit Din [tribunal ou corte rabínica] em Eisenstadt.
  8. (Sarah) Sarl Shpitz (n. 1703) casa-se com Knopfelmacher Rabi Jacob (antes de 1739), “O Mestre”, “Rabino-chefe em Mehrin”.
  9. Nissel Knopfelmacher (n. 1722) casou-se com o mais jovem irmão de seu pai, o Rabino Mosé Knopfelmacher (1718-1798) de Holesov.
  10. Jacob Knopfelmacher (n.1739) casou-se com Katharina (n. 1740).
  11. Joachim Knopfelmacher (n. 1764) casou-se com Anna (n. 1764)..
  12. Markus Knopfelmacher (n. 1786) casou-se com Betty.
  13. Josephine (Peppi/Josefa) Knopfelmacher (1890) casou-se com Jacob Tauber (1811-1845).
  14. Elisabete Maria (Betty) Tauber (1834 em Mahr. WeiBkirchen, Morávia) casou-se em 1858 em Rio de Pusteria, com Anton Peter Peintner.
  15. Maria Tauber Peintner (n. 1855 em Rasa, m. 1930) casou-se com Isidor Rieger.
  16. Maria Peint Rieger (n. 1884) casou-se com Joseph Ratzinger (pai de Joseph Alois Ratzinger).
  17. Joseph Alois Ratzinger (Papa Bento XVI).
Colônia, 19 agosto 2005. Bento XVI em uma visita a Sinagoga onde foi recebido com todas honras pela comunidade judaica. Um gesto que rompe com o comportamento de todos pontífices antes do Vaticano II. Para a Cabala, a Menorá (à esquerda) representa a centelha divina da auto-divinização do homem.

GENEALOGIA TAUBER

Aaron Tauber, antepassado de Elisabella Maria (Betty) Tauber, com toda probabilidade provém da comunidade hebraica do Vale Tauber da Baviera da qual recebeu seu sobrenome. Em seguida ela se transferiu para Morávia. O brasão da família Tauber é uma Pomba ligada ao nome de Jonas. O Padre de Aaron era Jonas dos Tauber que era um descendente do rabino Jonah Géronde. Parece que os descendentes dos Tauber tomaram identidades e nomes católicos durante a perseguição aos hebreus bávaros e, em seguida, retornaram abertamente ao judaísmo na Morá via.

  1. Aaron Tauber de Leipnik Morávia (n. 1658). Seu pai era Jonas dos Tauber, descendente do rabino Jonah Géronde..
  2. Isaac Tauber de Leipnik Morávia (n. 1609) irmão ancião de Joaquim Lobl (Leopold) Tauber Holesov da Morávia.
  3. Jacob Tauber de Lepnik Morávia (n. 1715).
  4. Jonas Tauber de Mahr. WeiBkirchen Morávia ( 1739-1822) desposou a segunda mulher Rebecca Zerkwitz (n.1788.
  5. Jacob Tauber (n. 1811) desposou a segunda mulher Josephine (Peppi/Josefa) Knopfelmacher.
  6. Elisabetta Maria (Betty) Tauber (n.1834 em Mahar).

OS TAUBER: UM DOS RAMOS CABALISTAS MAIS IMPORTANTES DA SINAGOGA

É importante notar que Joseph Alois Ratzinger (Tauber Peintner), hoje Bento xvi, descende de um dos ramos cabalistas mais importantes da Sinagoga (o Grande Rabinato de Praga). Adicionalmente destaque-se o esforço feito pela tribo hebraica (em particular Náftali), a pelo menos 500 anos, para usurpar a Sé de Pedro, como afirmou John Retcclife no capitulo “O cemitério Hebraico de Praga e o Conselho dos representantes das doze tribos de Israel“, no seu livro “Biarritz” que pode ser consultado nos Protocolos dos Sábios de Sião, Edição Especial (completa).

El Shebet Náftali (Praga) disse: “Não aceitar mais posições subordinadas. Da maior importância para nós é a justiça e a defesa. Isso nos dá a oportunidade de conhecer a posição dos nossos inimigos e o seu poder real. Já temos consignado a muitos ministros de finanças e ministros da justiça. O Nosso objetivo é chegar ao Ministério do Culto (o Clero Católico e o Papado, naturalmente). Devemos conseguir exigindo paridade e igualdade civil…” Esse era o escopo do Rabinato de Praga, 160 anos atrás.

Bento XVI com a mitra que leva na frente e atrás, 4 enormes estrelas de 6 pontas com um ponto central. Ora, este símbolo com seus números 7 (6 + 1) representa o Mestre Maçom, a “Pedra Perfeita” ou o “Homem Deus” da maçonaria. A Estrela e o Ponto Central, simboliza a alma judaica, cuja principal essência é a negação da divindade de Jesus Cristo e a auto-divinização do Homem. As grandes 10 pedras vermelhas e verdes centrais formam a dupla de números: 5 (4 pedras vermelhas verticais + a pedra verde) e o 6 (6 pedras vermelhas horizontais); 7 (6 pedras vermelhas horizontais + a pedra verde) e 4 (4 pedras verticais). O seu significado é a Tríplice Trindade (5, 6, 7) a se estender pelo inteiro globo terrestre (4 = 4 pontos cardeais).

ALGUNS TRAÇOS HISTÓRICOS DO “MAHARAL DE PRAGA”, ANTEPASSADO DE BENTO XVI

Entre seu antepassados, o judeu Joseph Alois Ratzinger Peintner (em realidade Tauber) provém da sucessão de 9 diferentes rabinos da Austro-Hungria e Alemanha. Mas em modo particular do Maharal (Yeudah Loew bem Bezalel) considerado um dos sábios ocultistas mais importantes da história.

O Maharal, conhecido entre os cabalistas satânicos, adquiriu a sua grande fama como o líder espiritual da comunidade hebraica de Praga. Ele fundou a Academia Talmúdica Unida, chamada Klaus:

O Maharal, abreviação de Moreinu HaRav Loeb, como é conhecido, adquiriu grande popularidade também entre os não hebreus pelos seus conhecimentos distintos seculares da matemática, da astrologia e de outras ciências (ocultas).. ele era um profundo conhecedor da Cabala, onde se revelam os segredos da criação divina e as vias escondidas de Deus“.

“Ao Maharal se atribuem, com razão, poderes especiais, a ponto de ser chamado “Artífice dos Milagres”. A história mais famosa é aquela do Golem (demônios invocados por feiticeiros hebraicos), atestada por um monumento edificado em Praga, que demonstra se tratar de alguma coisa mais que um simples folclore”.

“Depois de ter seguido os rituais prescritos, o Rabino desenvolveu o Golem e o fez vir a vida recitando magias especiais em hebraico. Quando o Golem de Rabbi Loew cresceu, tornou-se também mais violento e iniciou a assassinar as pessoas e a difundir o medo. Ao Rabino Lowe foi prometido que a violência contra os hebreus seria cessada se o Golem fosse destruído. O Rabino concordou. Para destruir o Golem, eliminou a primeira letra da palavra “Emet” diante a Golem para formar a palavra que, em hebraico, representa a morte. (Segundo a legenda, os restos do Golem de Praga são conservados em um caixão no sótão do Alteneuschul em Praga, e pode ser trazido a vida ainda mais uma vez, se necessário”.

“Anos depois, uma estátua com o titulo Der Hohe Rabbi Loebo grande Rabino Loeb – (obra de um famoso escultor tcheco) foi construída em honra e homenagem a essa ilustre personalidade”.


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Santa Carona, o Radtrad dos Judeus

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Há duas formas bem discretas de favorecer os inimigos da fé católica com milhares de inscritos no Youtube e com certa aparência de catolicismo: uma é louvando aqueles que lhes exaltam, outra é condenando aqueles que se lhes opõem com toda firmeza.

O Guilherme do Santa Carona é especialista nas duas coisas: louva os modernistas e ataca os católicos propriamente ditos. De um lado, promove os que abandonaram a doutrina católica sobre os judeus e que vivem prestando homenagens àqueles que crucificaram Nosso Senhor e, de outro, ataca aqueles que seguem professando a fé bíblica e patrística sobre a matéria.

Some-se a esse inglório ofício, a obra de desinformação ou fraude que ele conduz quando afirma que o Vaticano II não mudou a doutrina da Igreja. É uma estupidez sem nome isso, já que é da boca dos próprios modernistas que ouvimos sair uma doutrina inédita e contrária ao que se ensinava antes do Concílio Vaticano II.

A doutrina católica ou tradicional sobre o judaísmo reza que a Aliança de Deus com os judeus caducou no madeiro da Cruz e que desde então vigora a Nova e Eterna Aliança; que os judeus precisam converter-se para salvar-se; que o judaísmo atual é um misto de incredulidade e superstição, sendo o inimigo número um do cristianismo. Essa doutrina tem todo respaldo bíblico e patrístico e é a mesma doutrina do Magistério Católico de São Pedro a Pio XII.

Os modernistas ensinam totalmente o contrário. Para eles os judeus continuam tendo sua Aliança com Deus, já são nossos irmãos e como que uma parte da Igreja Católica, não precisam converter-se, nem devem ser denunciados pelos seus erros que prejudicam tanto a si quanto aos demais. Essa doutrina coincide com o ensinamento de um judeu chamado Jules Isaac e passou a ser introduzida em meios católicos a partir dos anos sessenta pelo Cardeal Bea, a mando de João XXIII.

Uma tabela comparando o ensinamento dos papas de verdade com aquele dos usurpadores modernistas pode ser encontrada neste conciso compêndio organizado pelo Controvérsia Católica: https://controversiacatolica.com/wp-content/uploads/2018/06/qual-c3a9-a-doutrina-catc3b3lica-sobre-os-judeus.pdf

Um pequeno artigo expondo a heresia judaizante dos modernistas pode ser encontrado neste link: https://controversiacatolica.com/2017/06/10/roma-judaizada-a-heresia-dos-revolucionarios-de-branco-sobre-os-judeus/

E, por fim, um artigo mais detalhado sobre a origem e o teor desta heresia modernista encontra-se aqui: https://controversiacatolica.com/2020/01/15/os-protocolos-judaicos-do-concilio-vaticano-ii/

É sumamente importante, pois, não entrar nesta carona modernista do Guilherme, que indubitavelmente conduz ao erro e ao inferno.


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O Sétimo e Décimo Mandamento da Lei de Deus

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22.ª Lição de Catecismo da Doutrina Cristã. O Sétimo e o Décimo Mandamento da Lei de Deus: Não furtar, Não cobiçar as coisas alheias.

I. PROPRIEDADE. SOCIALISMO. LIBERALISMO. DOUTRINA SOCIAL DA IGREJA.

I. O Sétimo Mandamento da Lei de Deus é não furtar. Ele proíbe tirar ou reter injustamente as coisas alheias e causar dano ao próximo nos seus bens de qualquer outro modo. Impedindo que tiremos do próximo o que por direito lhe pertence, Deus garante os meios exteriores necessários ou úteis à conservação material da vida humana. Declarando invioláveis os direitos do indivíduo nos Mandamentos precedentes, o Divino Legislador salvaguarda contra a cobiça dos outros o seu direito à propriedade.

II. O direito de propriedade individual é conforme a vontade de Deus e a natureza do homem. O mandato “Crescei e multiplicai” obriga todos os homens a buscarem os meios necessários à sua sobrevivência e utilidade, fazendo de cada homem senhor exclusivo desses bens. Os seguintes exemplos ilustram o quanto também o direito de propriedade está em conformidade com a natureza: A árvore para crescer e vigorar, tira da terra a sua seiva. Com as faculdades que lhes são próprias, estabelece em volta de si como que um verdadeiro domínio, apropria-se de tudo o que for conveniente à sua natureza, e a seu modo resiste à força inimiga que tenta arrancar-lhe as conquistas e expulsá-la da terra que fez sua. A galinha atacada corre, foge e com o bico e com as unhas defende como propriedade sua o inseto que tem no bico, precisamente porque serve à sua conservação. Se da criança se tenta tirar o doce ou o brinquedo que tem na mão, verá que ela o agarra com mais força e grita pedindo por auxílio para que não lhe privem do que julga ser seu. O selvagem ergue-se cheio de cólera em defesa do seu arco e de suas flechas, porque considera propriedade sua. O lavrador protesta e põe para correr o estranho que lhe for colher as uvas plantadas junto de casa; põe para correr com todo o que pretende arrancar-lhe os frutos de sua indústria, de seus suores. Os personagens mencionados podem não saber explicar o porquê eles julgam a propriedade inviolável, mas nenhum sofisma do mundo vai lhes convencer que essas coisas não são de seu absoluto domínio e de que comete enorme injustiça aquele que apoderar-se delas. Assim é porque a propriedade não depende de contrato humano, nem requer qualquer persuasão exterior, ela deriva da própria natureza humana.

III. Do mesmo modo que o homem é senhor dos seus pensamentos e palavras, senhor também deve ser de suas obras, do fruto do seu trabalho, dos seus suores, das suas fadigas intelectuais e corporais. Por isso nada mais simples e natural do que a tendência de formar em volta de si o pequeno reino que se chama propriedade, nada mais simples e natural que vigiar cuidadosamente para manter intacto o seu patrimônio.

IV. A desigualdade social se segue da desigualdade dos dotes e faculdades individuais, como também da desigualdade de circunstâncias em que cada um se encontra (tempo, lugar, condição dos pais etc.). A habilidade e o trabalho de uns, a preguiça de outros e às vezes a desonestidade de alguns dão origem a desigualdade de patrimônio entre as pessoas. Os socialistas desejam o fim da propriedade, porque muitos abusam dela. Incitam nas massas a inveja e o ódio aos que têm mais, oferecendo aos que têm menos a seguinte solução: tirar-lhes até mesmo o pouco que têm, isto é, acabar com a propriedade individual. Com esse suposto intento de acabar com os abusos, os socialistas querem reduzir todos os homens a uma escravidão bárbara, onde o Estado tem a posse e o controle de tudo e o homem é privado do seu direito natural de ter e dispor dos meios de sua conservação. Incrível estupidez é o socialismo! Se o abuso de uma coisa exigisse sua extinção, então precisaria se abolir também o pensamento e a própria liberdade humana.

V. O Evangelho de Jesus Cristo condena o socialismo como crime contrário à vontade de Deus e à própria natureza humana, embora também não seja condescendente com o liberalismo econômico, isto é, com o sistema que tem por legítimo o abuso da propriedade na forma de monopólio, salário baixo, exorbitante usura e outras práticas de mercado desonestas, pois estas constituem um atentado ao bem comum. A doutrina social da Igreja propõe a justiça no direito de propriedade privada e preceitua a caridade recíproca entre as classes sociais.

II. DINHEIRO. FURTO. ROUBO. FRAUDE. USURA.

VI. As coisas alheias são tiradas injustamente pelo furto e pelo roubo. Furto é tirar ocultamente as coisas alheias; roubo é tirá-las manifestamente ou com violência. Grande ofensa à propriedade é o furto, mais grave porém é o roubo, porque além da usurpação do bem alheio, injuria o roubado sem motivo.

VII. “Os ladrões, os avarentos, os roubadores não entrarão no reino dos céus.” (1Cor 6, 10). Por isso, o furto é por si só o bastante para a condenação eterna. Por outro lado, embora o furto seja de sua natureza grave, isto não quer dizer que todo o furto o seja. Também o veneno é mortífero por natureza, mas se tomado em pequenas doses não produzirá a morte. Do mesmo modo, o furto pode ser culpa venial, se a coisa roubada for de leve ou pouco valor. É grave quando se tira coisa importante e ainda quando tirando-se coisa de pouco valor, o próximo sofre com isso grave dano. Aqui a dificuldade que há em separar o grave do leve, o mortal do venial, não deve ser razão para nos apropriarmos mais facilmente do alheio, mas antes um motivo a mais para evitarmos sempre qualquer furto por pequeno que seja.

VIII. Somente se pode tirar o que é do outro sem sua expressa permissão, caso se presuma razoavelmente que, na impossibilidade de consultá-lo, o proprietário não lhe faria oposição; ou caso a sua oposição ofenda a justiça, quando aquilo que se pede é de grave necessidade.

IX. A fraude nos contratos e nos serviços, a usura e outros danos aos bens do próximo também são proibidos pelo Sétimo Mandamento. A fraude tem lugar principalmente no comércio, nos contratos de compra e venda, em que se nota uma dupla conspiração de compradores e vendedores que procuram por todos os meios enganarem-se uns aos outros.

X. É fraude enganar o próximo nos pesos e nas medidas, porque qualquer alteração ou falsificação seria um verdadeiro crime condenado pelos Livros Santos. “Não façais coisa injusta na vara, no peso, na medida. Seja justa a balança e iguais os pesos; justo o alqueire e justo o sextário.” (Lv 19, 35-36). “A balança enganosa é abominável perante Deus.” (Pr 11, 1). É fraude pôr em circulação dinheiro falso e de nada vale dizer que se recebeu de um terceiro, porque a circunstância de ter sido enganado não dá o direito de enganar. É fraude ocultar nas vendas os defeitos substanciais, passar uma mercadoria por outra, vender coisas adulteradas, viciadas e imperfeitas por coisas boas e perfeitas, como seria vender vinho com água por vinho puro, tecido de lã com algodão por tecido puro de lã, uma joia de um quilate inferior por uma joia de quilate superior. É fraude valer-se da ignorância dos outros para vender um objeto muito caro, ou para comprá-lo por baixo preço. É fraude o comércio torpe feito pelos monopolistas, no intento de elevar o preço dos gêneros, por convenções secretas, com falsos boatos sobre carestias que não existem; o mesmo se diga daqueles que operando na bolsa de valores, divulgam notícias mentirosas, precipitando em um momento, no abismo da miséria, os especuladores incautos. É fraude falsificar certificados e outros documentos. É fraude levar aos tribunais causas inúteis ou injustas. Também tomam parte nestas fraudes os advogados que levam os processos e por meios cavilosos solicitam uma sentença favorável, os que juram falso e sobretudo os juízes que se deixam corromper em prejuízo da justiça.

XI. A usura comete-se exigindo-se sem título legítimo um juro ilícito por uma quantia emprestada, abusando da necessidade e da ignorância do próximo. Pode-se honestamente exigir juros pelo dinheiro emprestado, para compensar a poupança que não se faz e que se poderia lucrar empregando o dinheiro de outro modo e também pelo perigo a que se expõe o credor. Mas todo o juro exorbitante, que não corresponde a esses fatores mas tem antes como regra a ganância do usurário, embora possa não ser condenado pelos tribunais dos homens, certamente será condenado pelo tribunal de Deus. É uma verdadeira fraude, amplamente condenada pelas Sagradas Escrituras e pelos Santos Padres.

III. DANO. RESTITUIÇÃO. ESMOLA. COBIÇA DOS BENS ALHEIOS.

XII. Não só com o furto, com o roubo, com a fraude, com a usura se comete um pecado contra o Sétimo Mandamento, mas também quando se faz perder ao próximo aquilo que tem ou poderia vir a ter. Neste sentido pecam os pais que arruínam a família com o jogo, a bebida, o luxo e o vício; os que desacreditam injustamente fabricantes e comerciantes para lhes tirar fregueses; os que caluniam empregados para lhes fazer perder o salário ou a posição que ocupam na empresa; os que causam grave dano à saúde do próximo que assim não poderá mais prover por si e por sua família; os que mudam as marcações que separam os terrenos; os que estragam a propriedade do próximo; os que não cumprem sua obrigação de conservar e zelar pelos bens dos outros, como é o dever dos tutores, administradores, procuradores e todos os que por contrato tácito ou expresso aceitaram um trabalho determinado, como é o caso dos empresários, artistas e operários.

XIII, Nesta mesma categoria entram também os herdeiros que não cumprem fielmente as disposições testamentárias; os que simulam pobreza para arrancar o dinheiro dos outros; os que, podendo trabalhar, pela sua ociosidade e gastos supérfluos fazem-se pesados ou molestos aos que os sustentam; os que trabalhando só pensam na remuneração sem fazer por merecer o salário que ganham; os inadimplentes ou devedores que não pagam as dividas, salvo as pessoas que se encontram em verdadeira necessidade. Mas atenção aqui: a única coisa que justifica o não pagar é a impossibilidade verdadeira e absoluta de o fazer. Muitas vezes a pretensa impossibilidade é só falta de boa vontade; porque não se tem para pagar as dividas, mas se tem sempre para satisfazer caprichos, paixões e vaidades. O pagamento deve ser pontual e integral, servir-se de pretextos para atrasar ou defraudar no todo ou em parte os credores é pecado contra o Sétimo Mandamento. Também incorre em pecado, e em gravíssimo pecado, quem nega, diminui ou demora em fazer o pagamento ao assalariado, porque ele tem necessidade do salário para sustentar a si e aos seus. Por fim, peca-se ainda quando por meio de ordem, conselho, assentimento ou proteção tem-se qualquer parte no roubo ou furto de outrem.

XIV. O Sétimo Mandamento ordena-nos que respeitemos as coisas alheias, que paguemos as nossas dividas e o justo salário aos operários e que observemos a justiça em tudo o que se refere à propriedade alheia.

XV. Belo exemplo de respeito pelo que é dos outros nos legou Santo Elígio, primeiro ourives e depois bispo de Noyon em França. O rei Clotário, que gostava da magnificência, encomendou ao santo um trono real riquíssimo, e para este fim entregou-lhe uma grande quantidade de ouro e pedras preciosas. Elígio acabou o seu trabalho com uma arte verdadeiramente admirável, e ao mesmo tempo poupou tanto ouro que em vez de um trono fez dois. Ao apresentar ao monarca o primeiro, este, maravilhado com tanta beleza, calorosamente elogiou o artista. Mas qual não foi a sua surpresa quando Elígio lhe apresentou o segundo trono! O rei, à vista dele, não soube o que mais admirar: se a habilidade do artista ou a honradez de sua consciência e por isso lhe confiou o delicadíssimo encargo de cunhar as moedas do seu reino.

XVI. Quem pecou contra o Sétimo Mandamento não basta que disso se confesse, mas também é indispensável que restitua o que pertence ao próximo ou que ao menos repare o dano causado. Sobre essa obrigação, dizia Santo Agostinho: “O pecado não é perdoado, enquanto não se restituir o roubado.” (Epist. 153, c. 3). Tal restituição ou reparação é a compensação devida ao próximo pelos bens ou pelos lucros perdidos por causa do furto ou das outras injustiças cometidas em seu prejuízo. Se a pessoa já tiver morrido, devolva-se aos herdeiros e, se isso for realmente impossível, deve-se reverter o valor em benefício dos pobres e das obras piedosas. À mesma restituição estão terminantemente obrigados aqueles que acham objetos alheios. Santo Agostinho dizia assim: “Se achaste alguma coisa, e não a restituíste, um roubo cometeste.” (I serm. 178, c. 8). Quando não se descobre quem é o dono legítimo, tais objetos devem ser distribuídos aos pobres.

XVII. Conta-se que um ladrão roubara a São Menandro um novilho, ao pescoço do qual estava presa uma campainha. O ladrão, para não ser descoberto pelo som desta, encheu-a de feno bem comprimido e assim julgou poder levar sem complicações o pobre animal. Mas, quem diria? A campainha continuou a tocar da mesma maneira. Chegando em casa o ladrão arrancou-a do pescoço do novilho e trancou-a numa gaveta. Mas aí mesmo ela continuava a tocar. Então muito indignado enterrou-a ao pé de uma árvore, perto de casa. Mas sempre o mesmo din-din se ouvia e cada vez mais forte! Aterrado com tal prodígio, o ladrão resolveu-se a entregar o novilho ao dono e logo o toque cessou. É porque os bens alheios clamam incessantemente pelo dono: res ad dominum clamat, como a misteriosa campainha e não se calam enquanto não se fizer a restituição.

XVIII. Além da restituição, esta Mandamento também ordena usar de misericórdia para com os pobres e necessitados. A esmola, o empréstimo feito sem a esperança de restituição e o trabalho voluntário feito para socorrer as necessidades dos indigentes são meios altamente recomendados de cumprir a nossa obrigação de aliviar em nome de Cristo os sofrimentos alheios. “Quem furtava deixe de furtar; procure antes ganhar honestamente, pelo trabalho de suas mãos, para ter com que aliviar os necessitados.” (Ef 4, 28). “Granjeai amigos com a iniquidade do dinheiro, para que eles vos recebam nos eternos tabernáculos, quando sobrevier a vossa morte.” (Lc 16, 9).

XIX. O Décimo Mandamento, Não cobiçar as coisas alheias, está intimamente ligado ao Sétimo, proíbe o desejo de privar o outro de seus bens e o desejo de adquirir bens por meios injustos. Nem todos os desejos dos bens alheios são proibidos, mas simplesmente os imoderados, os excessivos, os injustos, que servem de estímulo ao furto e a rapina. Não cometem por isso culpa alguma os que desejam adquirir o que é dos outros por meios legítimos, pois é sobre este desejo que se fundam as compras e as vendas e todos os contratos. O mesmo se pode dizer se desejamos um bem ou uma propriedade que vemos em nosso semelhante, sem má intenção e sem querermos a sua perda. A cobiça da coisa alheia é pecado quando não se atende ao prejuízo que pode advir ao próximo. Tal seria o daqueles que estão sempre dispostos a usurpar, a roubar, contanto que o possam fazer impunemente. Pecam contra este mandamento os filhos e os herdeiros que desejam a morte dos pais para ganhar a herança, os que desejam o dano alheio para tirar dele qualquer vantagem e em geral todos aqueles que por desejo de fazer fortuna com o mal dos outros, olham com rancor os bens, riquezas e propriedades do próximo.

XX. O Décimo Mandamento nos ordena que nos contentemos com o estado em que Deus nos colocou e que soframos com paciência a pobreza, quando Deus nos queira nesse estado. Com efeito, o cristão pode estar ainda contente no estado de pobreza, considerando que o maior de todos os bens é a consciência pura e tranquila, que a nossa verdadeira pátria é o Céu e que Jesus Cristo se fez pobre por amor de nós e prometeu um prêmio especial a todos aqueles que seguirem com paciência a pobreza.


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Resistência Católica à Declaração Conciliar em prol do Judaísmo Deicida

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Trecho do livro Protocolos do Concílio Vaticano II sobre os Judeus pelo padre modernista Humberto Porto. Ilustra a gloriosa resistência católica contra a pérfida Declaração Conciliar em prol do Judaísmo Deicida.

[…] A essa altura, crescia fora da Aula Conciliar, o trabalho da oposição. Os Padres receberam vários libelos, entre os quais: El Problema del Judaismo ante el Concilio Vaticano II, de Dom Luigi Maria Carli, Bispo de Segni, na Itália; Il Problema dei Giudei in Concilio de León Poncins; La Dichiarazione in Favore dei Ebrei Favorisce um Razzismo che Lede il Diritto di Legitima Difesa degli altri Populi, de Dr. Edoardo di Zaga, (os textos foram impressos em várias línguas, em Roma, para a IV Sessão).

No dia 13.10.65, véspera dos primeiros sufrágios conciliares sobre a Declaração, os Padres receberam pelo correio, despachado de Roma, o libelo mais característico, que resume o conteúdo dos demais. O título em espanhol era: Ningún Concilio ni ningún Papa pueden condenar a Jesucristo ni a la Iglesia Católica ni a sus Papas y Concilios más ilustres. La Declaración sobre los judíos lleva implicita tal condenación y debe, por lo mismo, ser desechada. No texto lia-se:

“É evidente que somente um antipapa ou um conciliábulo poderiam aprovar uma declaração deste tipo. E isto o pensamos cada dia mais um maior número de católicos em todo o mundo, que estamos dispostos a agir na forma que for necessária para salvar a Igreja de tal ignomínia. Fazemos um apelo aos Padres Conciliares que não se dobraram à pressão judaica ou que não se venderam simoniacamente ao ouro judeu, para que impeçam a tácita condenação de tantos Papas, Concílios, Padres e Santos ilustres, rejeitando a pérfida Declaração em favor dos judeus… Tomem nota os Padres Conciliares de que nem o Papa nem os Concílios têm faculdades para privar a Igreja nem os demais povos do direito natural de legítima defesa.”

O libelo é assinado por 28 organizações que se dizem ‘tradicionalistas’.

Quando da votação da Declaração, os Padres Conciliares receberam folhetos anônimos semelhantes aos que já haviam sido distribuídos nos últimos dias da segunda sessão. Um deles, bem impresso e em várias línguas, de 20 páginas em grande formato, intitulava-se Ação Judeo-Maçônica no Concílio; com data de Roma, setembro de 1964. Declara que foi composto por um grupo de sacerdotes, “com conhecimento e anuência do bispo”. Fala da perda de fé de alguns Padres Conciliares; da ‘nova fronteira’ que se intenciona impor de modo permanente à Igreja Católica em flagrante contradição co a doutrina e a tradição de dezenove séculos; de um complô de judeus e maçons eclesiásticos; e que os agentes do judaísmo teriam penetrado no Templo do Senhor para pregar no sagrado recinto as heresias que lhes foram ensinadas por lojas maçônicas. São nomeados o Cardeal Bea, os Bispos Walter Kempe e Serigo Mendez Arceo, o Mons. John Oesterreicher e o Pe. Gregory Baum, todos eles acusados de serem judeus e maçons. Fala também contra as “reformas” dos Cardeais Bea, Suenens, Frings, Doepfner, e “de seus cúmplices”.

Outro folheto de 30 páginas, também remetido pelo correio, traz o título Secondo Cristo N. S. il Deicida é il Popolo Ebraico. Assina-se como autor o “Pe. Maurice Mauclair”. Repete as mesmas acusações e cita os mesmos nomes. A Introdução termina assim: “Se a vontade de Deus permitiu que se levantem sob a cúpula de S. Pedro vozes heréticas, é porque quer que de nós se levante um apelo para contrapor-lhe a Verdade que ele ensinou.” […]

O esforço da retificação efetiva

Nos maios eclesiásticos, a Declaração sofria críticas por parte de certos defensores de uma responsabilidade coletiva do povo judeu na crucifixão de Jesus. Esta tese foi arrazoada pelo Mons. L. M. Carli através de dois artigos publicados em Palestra del Clero, sob os títulos A Questão Judaica diante do Concílio Vaticano II e É Possível Discutir com Seriedade a Questão Judaica? (XLIV, 1965, 185-203, 463-476). […]

PORTO, Padre Humberto. Protocolos do Concílio Vaticano II sobre os Judeus. São Paulo: Edições Diálogo, 1984, pp. 72-75.


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É legítimo dizer que o judaísmo é deicida

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É LEGÍTIMO DIZER QUE O JUDAÍSMO É DEICIDA

SOBRE A QUESTÃO JUDAICA DEBATIDA NO CONCÍLIO VATICANO II

Por Dom Luigi Maria Carli
(Palestra del Clero, 14 de fevereiro de 1965)

Considero legítimo poder dizer que todo o povo judeu da época de Jesus – entendido em sentido religioso, isto é, como o coletivo que professava a religião de Moisés – foi responsável in solidum pelo crime de deicídio, embora apenas os líderes, seguidos por uma parte dos adeptos, tenham consumado o delito materialmente.

Esses líderes não foram, sim, democraticamente eleitos pelo sufrágio popular; no entanto, de acordo com a legislação e a mentalidade então em vigor, eram consideradas pelo próprio Deus (cf. Mt 23, 2) e pela opinião pública como autoridades religiosas legítimas, os responsáveis oficiais pelos atos praticados em nome da religião e servindo-se dos instrumentos legais predispostos pela religião mesma. Pois bem, precisamente por parte desses líderes Jesus Cristo, o Filho de Deus, foi condenado à morte; e Ele foi condenado precisamente por ter-se proclamado Deus (Jo 10, 33; 19, 7), e não obstante ter fornecido evidências suficientes para se acreditar que o fosse. (Jo 15, 24).

A sentença foi proferida pelo Concílio (Jo 11.49 e seguintes), ou seja, pelo mais alto órgão de autoridade da religião judaica, apelando para a Lei de Moisés (Jo 19, 7) e motivando a sentença como uma ação defensiva de todo o povo (Jo 11, 50) e da própria religião (Mt 26, 65).

Foi o sacerdócio aarônico, síntese e expressão máxima da economia teocrática e hierocrática do Antigo Testamento, que condenou o Messias. Portanto, é legítimo atribuir deicídio ao judaísmo, enquanto comunidade religiosa.

Nesse sentido bem definido, e considerando a mentalidade bíblica, também o judaísmo posterior a nosso Senhor participa objetivamente da responsabilidade pelo deicídio, na medida em que esse judaísmo constitui a continuação livre e voluntária daquele de então.
Um exemplo doméstico pode nos ajudar a perceber essa realidade. Um Sumo Pontífice e um Concílio Ecumênico, embora não sejam eleitos pela comunidade católica com sistemas democráticos, se tomarem uma deliberação solene na plenitude de sua autoridade, tornam todo o “catolicismo”, toda a comunidade eclesial, co-responsável por essa deliberação, desde então e por todos os séculos futuros.

Mons. Luigi Maria Carli, La questione giudaica davanti al Concilio Vaticano II, in Palestra del Clero, Anno XLIV N. 4, 14 de fevereiro de 1965.


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Resposta ao Instituto Cidade de Deus sobre o Sedevacantismo

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Este vídeo é uma resposta aos comentários tecidos pelo Instituto Cidade de Deus sobre o Sedevacantismo. A ocasião em que o tema foi abordado foi uma live intitulada “Combater o Bom Combate”, o tema só começa a ser tratado a partir de 37:31 (https://www.youtube.com/watch?v=qiW6pt8SE1Q&feature=youtu.be&t=2251).

Insisto sobretudo no fato de a falta de aprofundamento não vir da parte dos sedevacantistas, que normalmente compreendem os argumentos colocados contra a sua posição e sabem de suas limitações, mas da parte dos não sedevacantistas que trocam vagas analogias pela realidade. Assim, o argumento das “portas do Inferno”, do “marido mau” e dos “papas indignos” serve antes para provar ou reforçar o sedevacantismo do que para refutá-lo.


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