Colaboração ou Morte: FSSPX afirma que o modernismo de Francisco não pode ser obstáculo à colaboração

Reconhecimento da FSSPX pelo Vaticano modernista
A FSSPX deseja ser reconhecida pelo Vaticano Modernista.

Quem colabora com o inimigo é inimigo, quem colabora com o amigo é amigo. É com essa trivialidade em mente que tornamos os nossos olhos para esta frase do Padre Paul Robinson da FSSPX:

O fato é que os tradicionalistas devem necessariamente unir seus esforços em algum grau com o Papa Francisco, simplesmente para reconhecê-lo como Papa e para promover os interesses da instituição de que ele é a cabeça visível. A fé modernista do Papa Francisco não pode, então, ser de todo um obstáculo à colaboração.

(Padre Paul Robinson, Unity of Faith with Pope Francis & Canonical Recognition of the SSPX, Distrito da Ásia, 8 jun 2017.)

Estamos autorizados pelo Padre Robinson da FSSPX a colaborar com o modernista, ele o disse sem qualquer ambiguidade. Nada pode ser um obstáculo para esse fim: unir-se a Francisco.

É compreensível que leigos de boa fé reconheçam Francisco e queiram ser reconhecidos por ele, porque a maioria deles possui uma formação deficiente, julgando todas as coisas pelas aparências. Porém, um filósofo, um teólogo, um sacerdote e um bispo não estão isentos de grande culpa quando fazem tal coisa, pois eles são responsáveis pelo que ensinam aos demais. O Padre Robinson é plenamente responsável pelo endosso ao modernismo de Francisco e deveria estar bem consciente de que assim fazendo ele troca a copiosa herança de Monsenhor Lefebvre pelo prato de lentilhas da Roma Conciliar.

Enquanto isso, nós católicos continuaremos lutando pela verdade e nada mais que a verdade sem fazer concessões aos nossos adversários. Lutaremos ainda que pobres e desprovidos de nossas igrejas. Com a graça de Deus, permaneceremos trabalhando para a verdade até o dia de nossa morte. E não deixaremos de repetir as palavras de Santo Atanásio aos que se aproximam dos hereges que tomaram conta de nossas paróquias e dioceses: “quanto mais violentamente eles tentam ocupar as igrejas, mais eles se separam da Igreja. Eles dizem que representam a Igreja, mas a verdade é que eles estão se apartando dela e dela se separando. Ainda que os católicos fiéis a tradição sejam reduzidos a um punhado, eles são a verdadeira Igreja de Nosso Senhor Jesus Cristo.” (v. Palavras de Encorajamento de Santo Atanásio)

P.S.: “Aqueles que vêem a questão como sendo ‘Qual é a fé do Papa?’ parecem confundir a Papa com a Igreja, caindo num certo tipo de papolatria.” Guardem bem essas palavras, retenham-nas em vossas mentes. Quem toma o papa como regra próxima da fé é uma espécie de papólatra. Isso cheira a protestantismo, não? Aplique isso aos católicos de todos os tempos que sempre tomaram o Papa como o mestre dos cristãos e que sempre acorreram à Santa Sé quando se tratava de resolver uma querela doutrinal. Vejam a que horrorosas, que impias conclusões o Padre Robinson está levando os seus tradicionalistas a tirarem com essa sua ideia de papolatria.

Se não é o Papa, quem é a regra próxima da fé então?… A Igreja (= FSSPX). Se isso não for galicanismo, meus amigos, então o que é?

P.S. 2: Existe argumento mais estapafúrdio que a comparação feita por Padre Robinson entre o reconhecimento de uma associação reconhecida por um governo civil legítimo, mas socialista, e o reconhecimento entre a FSSPX e o Vaticano Modernista? Não creio. O erro é tão evidente. Ao presidente da França basta ser francês e atender mais alguns requisitos de pouco valor num país onde se troca de lei como se troca de roupa. Agora na Igreja Católica a cidadania mesma é conquistada só pelo batismo e pela profissão da verdadeira fé. Pio XII explicou-o da seguinte maneira:

Como membros da Igreja contam-se realmente só aqueles que receberam o batismo e professam a verdadeira fé, nem se separaram voluntariamente do organismo do corpo, ou não foram dele cortados pela legítima autoridade em razão de culpas gravíssimas…

(Papa Pio XII, Mystici Corporis, n. 22.)

Logo, claro que a fé do Papa nos interessa e muito.

P.S. 3: Fique o leitor com algumas sentenças daqueles homens que Padre Robinson chamaria de papólatras:

Procurando corresponder a este múnus pastoral, os nossos predecessores sempre dedicaram infatigável empenho à propagação da salutar doutrina de Cristo entre todos os povos da terra, e com igual solicitude vigiaram para que, onde fosse recebida, também fosse guardada pura e sem alteração. Pelo que os bispos de todo orbe […] referiram a esta Sé Apostólica principalmente os perigos que surgiam em assuntos de fé, a fim de que os danos da fé se ressarcissem especialmente aí, onde a fé não pode sofrer defeito. Os Romanos Pontífices, conforme lhes aconselhava a condição dos tempos e das circunstâncias, ora convocando Concílios ecumênicos ou ouvindo a opinião de toda Igreja dispersa pelo orbe, ora por sínodos particulares ou empregando outros meios que a divina providência lhes proporcionava, definiram que se devia sustentar aquilo que, com o auxílio de Deus, reconheceram ser conforme às Sagradas Escrituras a às tradições apostólicas. Pois o Espírito Santo não foi prometido aos sucessores de Pedro para que, por revelação sua, manifestassem uma nova doutrina, mas para que, com a sua assistência, conservassem santamente e expusessem fielmente a revelação transmitida pelos Apóstolos, ou seja, o depósito da fé. E, decerto, esta doutrina apostólica, todos os veneráveis Padres abraçaram-na e os santos ortodoxos Doutores a veneraram e seguiram, plenissimamente conscientes de que esta Sé de São Pedro sempre permaneceu intacta de todo erro, segundo a divina promessa de Nosso Senhor [e] Salvador feita ao chefe de seus discípulos: “Eu roguei por ti, para que tua fé não desfaleça; e tu, uma vez convertido, confirma teus irmãos.” [Lc 22,32].

(Concílio do Vaticano, Pastor Aeternus, n. 4; Denz. 1836.)

A vigilância e a solicitude pastoral do Romano Pontífice… conforme os deveres de seu ofício, são principalmente e sobretudo manifestadas na mantença e e conservação da unidade da fé católica, sem a qual é impossível agradar a Deus. Eles se esforçam também a fim de que os fiéis de Cristo não sejam filhos irresolutos, e não se deixem levar por qualquer sopro de doutrina pela perversidade dos homens [Ef 4,14], que tudo concorra para a unidade da fé e o conhecimento do Filho de Deus a fim de formar o homem perfeito, para que eles não firam uns aos outros ou se ofendam entre si na comunidade e sociedade desta vida presente, mas que em vez, unidos pelos laços da cidade como membros de um só corpo tendo Cristo por cabeça, e sob a autoridade de seu Vigário sobre a terra, o Romano Pontífice, sucessor do Bem-Aventurado Pedro, de quem derivou a unidade de toda a Igreja, eles possam crescer em número para a edificação do corpo, e com a assistência da graça divina, eles possam assim desfrutar de tranquilidade nesta vida, bem como da felicidade vindoura.

(Papa Bento XIV, Pastoralis Romani Pontificis, 30 de mar. 1741; em Papal Teachings: The Church, p. 31.)

A Santa Sé Apostólica e o Romano Pontífice tem a primazia no mundo inteiro. O Romano Pontífice é o Sucessor do Bem-Aventurado Pedro, o Príncipe dos Apóstolos, verdadeiro Vigário de Cristo, Cabeça de toda a Igreja, Pai e Mestre de todos os cristãos.

(Papa Bento XIV, Etsi Pastoralis, 26 mai. 1742; em Papal Teachings: The Church, p. 32.)

Só aos pastores foi dado todo o poder de ensinar, julgar, governar; sobre o fiel foi imposto o dever de seguir seus ensinamentos, submeter-se com docilidade ao seu juízo e de permitir ser governados, corrigidos e guiados por eles no caminho de salvação. É, pois, absolutamente necessário que o simples fiel se submeta de espírito e coração aos seus pastores, e que os últimos se submetam com eles ao Chefe e Pastor Supremo.

(Papa Leão XIII, Tua ao Cardeal Guibert, 17 jun. 1885; em Papal Teachings: The Church, p. 263.)

Ademais, Nós declaramos, proclamamos, definimos que é absolutamente necessário à salvação que toda criatura humana se submeta ao Romano Pontífice.

(Papa Bonifácio VIII, Unam Sanctam, 18 nov. 1302.)

A união com a Sé Romana de Pedro é… sempre o critério público de um católico… “Não se pode crer que preservam na fé católica os que não ensinam a fé de Roma.”

(Papa Leão XIII, Satis Cognitum, n. 13.)

… o instrumento forte e efetivo de salvação não é outro senão o Pontificado Romano.

(Papa Leão XIII, Alocução de 20 fev. 1903; em Papal Teachings: The Church, p. 353.)

Leia também: O Argumento do Papa Mau

E também: O Sedevacantismo

A Heresia Hebraica de Francisco, Bento XVI, João Paulo II et al.

Francisco com os judeus
“Sinto-me feliz por estar aqui, entre vós, nesta Sinagoga… As nossas relações me interessam muito. Em Buenos Aires, costumava ir às sinagogas e me encontrar com as comunidades lá reunidas; seguia de perto as festividades e comemorações judaicas.” (Francisco, Alocução durante visita a Sinagoga de Roma, 18 jan. 2016)
Ratzinger na sinagoga de Satanás
“Também eu, no curso de meu Pontificado, quis demonstrar minha proximidade e meu afeto para com o povo da Aliança.” (Bento XVI, Alocução durante visita a Sinagoga de Roma, 17 jan. 2010)
João Paulo II em visita a Sinagoga de Roma
“Este povo persevera apesar de tudo, porque ele é o povo da Aliança, e apesar das infidelidades humanas, o Senhor é fiel a sua Aliança.” (João Paulo II, Alocução ao Simpósio sobre as Raízes do Antijudaísmo, 31 out. 1997)

Francisco, Bento XVI e João Paulo II afirmaram explicitamente que Deus – Pai, Filho e Espírito Santo – ainda possui uma Aliança com os judeus. Eles se baseiam na doutrina conciliar, segunda a qual os judeus  “continuam ainda, por causa dos patriarcas, a ser muito amados de Deus, cujos dons e vocação não conhecem arrependimento” (Paulo VI, Vaticano II, Nostra Aetate n. 4, 28 out. 1965). Essa afirmação é contrária à doutrina católica de que não é possível agradar a Deus senão pela fé em Jesus Cristo, “não há salvação em nenhum outro, porque do céu abaixo nenhum outro nome foi dado aos homens pelo qual nós deveremos ser salvos.” (At. 4,12).

Os seguintes textos permitem ao leitor confrontar esta doutrina nova ensinada pelo Vaticano II e seus profetas com a doutrina católica de sempre.

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DECLARAÇÕES NOVUS ORDO SOBRE OS JUDEUS

Um olhar muito especial é dirigido ao povo judeu, cuja Aliança com Deus nunca foi revogada, porque “os dons e o chamamento de Deus são irrevogáveis” (Rm 11, 29). A Igreja, que partilha com o Judaísmo uma parte importante das Escrituras Sagradas, considera o povo da Aliança e a sua fé como uma raiz sagrada da própria identidade cristã (cf. Rm 11, 16-18). Como cristãos, não podemos considerar o Judaísmo como uma religião alheia, nem incluímos os judeus entre quantos são chamados a deixar os ídolos para se converter ao verdadeiro Deus (cf. 1 Ts 1, 9). Juntamente com eles, acreditamos no único Deus que atua na história, e acolhemos, com eles, a Palavra revelada comum.

(Francisco, Evangelii Gaudium, n. 247, 24 nov. 2013)

Quando meu Venerável Predecessor, João Paulo II, veio até vós pela primeira vez… ele quis fazer uma contribuição decisiva visando o fortalecimento das boas relações entre as nossas comunidades, a fim de superar todo preconceito e incompreensão. Minha visita faz parte de uma jornada já começada, venho confirmá-la e aprofundá-la…

O ensinamento do Concílio Vaticano II representou para os católicos uma clara divisa para a qual fazemos constante referência na nossa atitude e nas nossas relações com o povo judeu, marcando um estágio novo e significativo. O Concílio deu um novo ímpeto ao nosso irrevogável compromisso de buscar o caminho do diálogo, fraternidade e amizade, uma jornada que tem sido aprofundada e desenvolvida nos últimos quarenta anos por meio de passos importantes e gestos significativos… Também eu, no curso de meu Pontificado, quis demonstrar minha proximidade e meu afeto para com o povo da Aliança.

(Bento XVI, Alocução durante visita a Sinagoga de Roma, 17 jan. 2010)

Este povo foi reunido e conduzido por Deus, o Criador do Céu e da Terra. Logo, sua existência não é um mero fato de natureza ou de cultura, no sentido de que pela cultura o homem manifesta as virtudes de sua própria natureza. Ele é um fato sobrenatural. Este povo persevera apesar de tudo, porque ele é o povo da Aliança, e apesar das infidelidades humanas, o Senhor é fiel a sua Aliança. Ignorar esse fato primário é tomar o caminho do marcionismo contra o qual a Igreja reagiu imediatamente e vigorosamente, consciente de sua ligação vital com o Velho Testamento, sem o qual o Novo Testamento seria desprovido de seu significado.

(João Paulo II, Alocução ao Simpósio sobre as Raízes do Antijudaísmo, 31 out 1997)

DECLARAÇÕES DA IGREJA CATÓLICA SOBRE OS JUDEUS

Por isso eu vos declaro que tirado vos será o reino de Deus, e será dado a um povo que faça os frutos dele.

(Nosso Senhor Jesus Cristo, o Messias, Mat. 21,43)

Quem a mim despreza, despreza Àquele que me enviou… Todas as coisas me tem sido entregues por meu Pai. E ninguém sabe quem é o Filho, senão o Pai, e nem quem é o Pai, senão o Filho, e aquele a quem o Filho o quer revelar. (Lc 10,16.22)

Quem é mentiroso, senão aquele que nega que Jesus seja o Cristo? Este tal é um anticristo, que nega o Pai e o Filho.

(São João Evangelista e Apóstolo, 1Jo. 2,22)

E se vós sois de Cristo, logo vós sois a semente de Abraão, os herdeiros da promessa.

(São Paulo Apóstolo, Gal. 2,29)

E primeiramente com a morte do Redentor, foi abrogada a antiga Lei e sucedeu-lhe o Novo Testamento; então com o sangue de Cristo foi sancionada para todo o mundo a Lei de Cristo com seus mistérios, leis, instituições e ritos sagrados. Enquanto o divino Salvador pregava num pequeno território – pois que não fora enviado senão às ovelhas perdidas da casa de Israel (cf. Mt 15, 24) – corriam juntos a Lei e o Evangelho, mas no patíbulo, onde morreu, anulou a Lei com as suas prescrições (cf. Ef 2, 15), afixou a cruz o quirógrafo do Antigo Testamento (cf. Cl 2, 14), estabelecendo, com o sangue, derramado por todo o gênero humano, a Nova Aliança (cf. Mt 26, 28; 1 Cor 11, 25). “Então, diz S. Leão Magno falando da cruz do Senhor, fez-se a transferência da Lei para o Evangelho, da Sinagoga para a Igreja, de muitos sacrifícios para uma única hóstia, tão evidentemente, que ao exalar o Senhor o último suspiro, o místico véu, que fechava os penetrais do templo e o misterioso santuário, se rasgou improvisamente de alto a baixo”.

Portanto na cruz morreu a Lei antiga; dentro em pouco será sepultada e se tornará mortífera, para ceder o lugar ao Novo Testamento, para o qual tinha Cristo escolhido ministros idôneos na pessoa dos apóstolos (cf. 2 Cor 3,6): e é pela virtude da cruz que o Salvador, constituído cabeça de toda a família humana já desde o seio da Virgem, exerce plenamente o seu múnus de cabeça da Igreja.

(Papa Pio XII, Mystici Corporis, n. 28s, 29 jun. 1943)

A Igreja crê firmemente, professa e ensina que as prescrições legais do Antigo Testamento, isto é, a Lei mosaica, que se dividem em cerimônias, sacrifícios sagrados e sacramentos, mesmo porque instituídos para significar algo futuro, ainda que adequadas ao culto divino daquela época, com a vinda de Nosso Senhor Jesus Cristo, por elas significado, cessaram, e que tomaram início os sacramentos do Novo Testamento. Ela ensina que peca mortalmente todo aquele que voltar a pôr, depois da paixão de Cristo, sua esperança naquelas prescrições legais e as observa como se fossem necessárias à salvação e a fé no Cristo não pudesse salvar sem elas. A Igreja não nega, todavia que, no tempo entre a paixão de Cristo e a promulgação do Evangelho, elas pudessem ser observadas, mesmo que não fossem julgadas necessárias à salvação; depois do anúncio do Evangelho, porém, não podem mais ser observadas sem a perda da salvação eterna. Todos, portanto, que depois disso observam os tempos de circuncisão, do sábado e de outras disposições da lei, ela os denuncia como estranhos à fé em Cristo, não podendo de todo participar da salvação eterna.

(Papa Eugênio IV, Concílio de Florença, Cantate Domino, 4 fev. 1442; Denz 712)

Contudo, eles não estão tentando observar os preceitos da antiga lei que, como todos sabem, foi revogada pela vinda de Cristo… A primeira consideração a ser feita é que as cerimônias da Lei Mosaica foram revogadas com a vinda de Cristo e que elas já não podem ser observadas sem pecado depois da promulgação do Evangelho.

(Papa Bento XIV, Ex Quo Primum, nn. 59 e 61, 1 mar. 1756)

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A Cruz Escondida

A CRUZ ESCONDIDA

Para André

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Se de mim a Cruz escondeu,
digo: quem é que te envia?
Será o filho de Maria,
que nela por nós padeceu?

Aquele que se ofereceu
pelo que nas trevas vivia,
o qual por si não merecia,
pois no pecado já nasceu?

Não penso que tal sucedeu,
pois se o fosse me diria:
“Só indo pela Sacra Via,
há de purgar o erro teu”.

Mas antes que me respondeu?
disse que melhor eu faria,
ficando na periferia,
vivendo qual um fariseu.

Achou que eu fosse nazireu,
me disse que arrependeria,
por não ter parte em orgia,
nem gastar bem o tempo meu.

Meu coração entristeceu
pela palavra que ouvia,
se não ouvisse, não creria,
que de tal boca procedeu.

Logo a razão esclareceu,
e vi tão claro como o dia:
A Cristo ele não servia,
ao Inimigo se rendeu.

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A Canção Conciliar

Sumário em verso dos feitos infames dos seis revolucionários de tiara e casula que desde Roma, por ocasião do cisma do Vaticano II, promoveram a destruição das instituições católicas e a ruína de muitas almas.

[JOÃO XXIII]

João XXIII o convocou,
da Santa Sé que usurpou,
qual comuna barato e virulento.

Louvado foi naquele dia,
por grãos da Maçonaria,
que em nada esconderam seu contento.

Ele os judeus abençoou,
e os ateus elogiou,
sem ter de convertê-los o intento.

[PAULO VI]

Montini então continuou,
o que Roncalli preparou
com seu maldito aggiornamento.

Deixando um legado cruel,
trocou a Igreja por Babel,
da confusão foi ele o instrumento.

A Missa Nova promulgou,
e outros ritos profanou,
aviltando a todo Sacramento.

[JOÃO PAULO I]

Seu sucessor durou um mês,
dos liberais sendo freguês,
não se achava de erro isento.

Não via no divórcio um mal,
somente do Banco Papal,
queria saber o procedimento.

Ao menos esse é o boato,
nem lhe deram ultimato,
mataram-no por envenenamento.

[JOÃO PAULO II]

Saindo ele deste mundo,
Deu sua vaga ao Segundo
João Paulo, polaco de nascimento.

Este então foi bom ator,
posou como conservador,
mas abraçou os erros do momento.

Beijando ora o Corão,
ora apoiando o pagão,
mostrou-se um herege de talento.

Um catecismo inventou,
e as novas leis que sancionou,
fizeram da heresia Mandamento.

Wojtyla viveu um tempão,
Mas garantiu a eleição,
D’outro amante do aggiornamento,

[BENTO XVI]

Quem do Concílio foi um ás,
seu porta-voz e capataz,
tomou para si nome de Bento.

Com seu Motu salafrário,
chamou de extraordinário
o Rito dos católicos de Trento.

Pondo, pois, em igualdade,
o certo co’a falsidade,
da Missa fez questão de sentimento.

Qual amante da mentira,
em Assis de volta unira,
os doutores do vão ensinamento.

Mas durou pouco quem diria,
quis ter aposentaria,
do ofício pedindo afastamento.

[FRANCISCO]

Eis que aí Chico Primeiro,
dentre todos mais ligeiro,
pôde dar ao erro prosseguimento.

Mostrando de forma boçal,
pra mídia internacional,
seu descaso pelo estabelecimento.

Quebrou assim regras e normas,
alegrou-se co’as “reformas”,
sem pudor e com todo atrevimento.

Dos pães a multiplicação,
tratou como superstição,
duvidando do Novo Testamento.

Sendo então tudo simbólico,
nem o seu Deus era católico,
nem seu Cristo tinha bom comportamento.

Pregando doutrina malsã,
confirmou mundo e Satã,
sem cumprir o Divino Mandamento.

[CONCLUSÃO]

Quem por erro ou costume,
trata tal boca d’estrume
como Papa ou Pedro do momento.

Saiba que nisso s’engana,
não pode mente profana,
ocupar um Apostólico Assento.

O que ele pode e faz,
tendo os cinco por detrás,
é do Bem desviar o desatento.

E se você quer se salvar,
Deve então abandonar,
A seita dessas cabeças de vento.

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