Carta de Mons. Moisés Carmona Rivera ao arcebispo conciliar de Santa Cruz de la Sierra

Esta carta é um documento entre tantos outros que demonstram que o Vaticano II não foi universalmente aceito pela Igreja Católica, ao contrário do que dizem alguns. Segundo o próprio autor dessa missiva, o Vaticano II foi aceito por bispos e padres covardes “que agora queimam o que antes adoravam, e que adoram o que antes queimavam”, muitos não eram progressistas de fato, mas “dela se apartaram para não perderem seu cargo”.

No meio de toda essa vergonha, porém, sempre houveram vozes que se ergueram para denunciar abertamente o cisma conciliar. Essas vozes são a Igreja Católica Apostólica Romana, a qual jamais abandonou sua missão de guardar o depósito da Fé.

O então “arcebispo” conciliar de Santa Cruz de la Sierra (Bolívia) afirmou publicamente que Monsenhor Moisés Carmona Rivera não era bispo, pois seu nome estava fora do Anuário Pontifício. Monsenhor Carmona lhe respondeu por meio desta carta, declarando que agradecia muito por seu nome não estar na lista dos bispos apóstatas.

Monsenhor Moisés Carmona Rivera
Monsenhor Moisés Carmona Rivera (1912-1991)

Santa Cruz de la Sierra, 24 de fevereiro de 1987

Monsenhor Luis Rodríguez Pardo
Arcebispo da Nova Igreja Pós-Conciliar.
Presente.-

Senhor Arcebispo:

Lendo vossas declarações nos diversos jornais da região, não pude deixar de sentir para com o senhor uma profundíssima admiração por haver declarado publicamente que meu nome não está na lista de todos os bispos do mundo, que o Anuário Pontifício publica a cada ano. Obrigado senhor Rodriguez! Agora já todos sabem que NÃO APOSTATEI como têm feito em massa todos os bispos com mui raras exceções; não! não! Meu nome não está na lista dos APÓSTATAS, na lista desses bispos que sem vergonha têm claudicado, e que no Vaticano II se portaram como COVARDES, não erguendo-se para defender o depósito da Fé que lhes foi confiado, e aceitando quantas mudanças e novidades lhes propunham aqueles que estavam interessados na ruína da Igreja.

Dissestes uma estupenda verdade: Meu nome não está nem estará jamais nessa ignominiosa lista de bispos renegados, que agora queimam o que antes adoravam, e que adoram o que antes queimavam.

Tampouco na lista dos autênticos e legítimos bispos estão os nomes de todos esses bispos desertores, entre os quais está o senhor, e os fiéis devem dar-se conta dessa verdade que é inegável: o senhor JÁ NÃO É BISPO DA IGREJA CATÓLICA, senão da NOVA Igreja que é a Igreja da APOSTASIA.

Afirma que sou um impostor. Quão fácil dizê-lo! Mas impostor não é aquele que não sendo já bispo católico nem pregando já as verdades divinas, aparenta sar e diz que é divino o que prega? POIS ESTE SOIS VÓS, SENHOR RODRIGUEZ, porque tendo desertado da Igreja que Cristo instituiu se passou às fileiras da Igreja Montiniana e segue agindo COMO SE FOSSE católico, e como se fossem verdades divinas as suas AMBIGUIDADES.

Também afirma que não estou em comunhão com a Igreja Católica. Pois saiba o senhor e saibam todos que desde que pelo batismo ingressei no Reino de Deus, que é a Igreja, por Cristo divinamente instituída, JAMAIS ME SEPAREI DELA; quando recebi do Bispo o sacramento da Ordem Sacerdotal, e quando ainda sem merecê-lo, me consagraram Bispo, fiz minha profissão de fé e o JURAMENTO ANTIMODERNISTA que mandou o Papa São Pio X, e em nenhum momento o quebrei.

Sigo, pois, em comunhão COM A VERDADEIRA IGREJA e quem não está em comunhão com ela são desertores, os que fazendo-se hereges, dela se apartaram para não perderem seu cargo; os que fizeram uma NOVA Igreja que eu detesto com toda minha alma; Verdade é que NÃO ESTOU com João Paulo II, como tampouco estive com João XXIII, Paulo VI, e João Paulo I, porque estes quatro “papas”, emanados do MODERNISMO condenado pelo mesmo Papa São Pio X, NÃO TEM SIDO LEGÍTIMOS sucessores de São Pedro, embora se apresentem como tais; e não tenho estado com esses “papas”, porque o Papa Paulo IV em sua Bula “Ex Apostolatus Officiio” disse que devemos evitar aos ilegítimos como se fossem feiticeiros, pagãos, publicanos ou heresiarcas.

Que saibam todos que eu NÃO ESTOU EM COMUNHÃO com essa NOVA Igreja que no Vaticano II, inspirada NÃO pelo Espírito Santo senão pelo espírito de Montini, deu a luz aos bispos “conciliares”. Essa Igreja NÃO É A IGREJA CATÓLICA, embora seja aceita por todo o povo, e embora ela esteja na hierarquia, pois é precisamente essa hierarquia APÓSTATA que tem traído Cristo e sua Igreja, que trai os FIÉIS conduzindo-os à apostasia universal.

 

Essa Igreja NÃO É A IGREJA DE CRISTO, senão a Igreja DO ANTICRISTO, e tampouco se deve estranhar que sucedam essas coisas, posto que desde há cem anos a Virgem de La Sallete anunciou que ROMA PERDERÁ A FÉ e que O ANTICRISTO ESTABELECERÁ A SUA SEDE EM ROMA.

Não disse que não sabem celebrar a Missa, mas que a “missa” que celebram NÃO É A MISSA CATÓLICA, que é a renovação do Sacrifício da Cruz e cujas partes essenciais se remontam aos tempos dos Apóstolos; a “missa” que celebram é uma CEIA PROTESTANTE e com ele estão PROTESTANTIZANDO OS FIÉIS sem que eles se deem conta disso, a NOVA “miss” foi o sinal de que uma NOVA RELIGIÃO substituía a que Cristo instituiu.

O mesmo Cardeal Bonelli reconheceu a 13 de outubro de 1976, conversando com M. de Sebestrer, presidente da “Una Voce Internacional”, que todas as novas formas de celebrar vão na mesma direção, enquanto que a antiga Misa representa outra eclesiología.

Quem agora quer salvar sua alma deve REGRESSAR à Igreja de sempre, à Igreja que NINGUÉM pode mudar; porque é IMUTÁVEL, nem NINGUÉM pode destruir porque é DIVINA. Agora que os hereges ficaram com nossos templos, não resta aos fiéis outro recurso que orar em suas próprias casas, rezar o Santo Rosário, estudar o Catecismo de antes e viver piedosamente cumprindo com fidelidade os Mandamentos de Deus.

+ Monseñor Moisés Carmona R.
BISPO DA IGREJA CATÓLICA


MILES CHRISTI. Disponível em: <http://wwwmileschristi.blogspot.com.br/2015/03/carta-de-mons-moises-carmona-rivera-al.html>. Acesso em: 16 jun. 2017.

A Heresia Hebraica de Francisco, Bento XVI, João Paulo II et al.

Francisco com os judeus
“Sinto-me feliz por estar aqui, entre vós, nesta Sinagoga… As nossas relações me interessam muito. Em Buenos Aires, costumava ir às sinagogas e me encontrar com as comunidades lá reunidas; seguia de perto as festividades e comemorações judaicas.” (Francisco, Alocução durante visita a Sinagoga de Roma, 18 jan. 2016)
Ratzinger na sinagoga de Satanás
“Também eu, no curso de meu Pontificado, quis demonstrar minha proximidade e meu afeto para com o povo da Aliança.” (Bento XVI, Alocução durante visita a Sinagoga de Roma, 17 jan. 2010)
João Paulo II em visita a Sinagoga de Roma
“Este povo persevera apesar de tudo, porque ele é o povo da Aliança, e apesar das infidelidades humanas, o Senhor é fiel a sua Aliança.” (João Paulo II, Alocução ao Simpósio sobre as Raízes do Antijudaísmo, 31 out. 1997)

Francisco, Bento XVI e João Paulo II afirmaram explicitamente que Deus – Pai, Filho e Espírito Santo – ainda possui uma Aliança com os judeus. Eles se baseiam na doutrina conciliar, segunda a qual os judeus  “continuam ainda, por causa dos patriarcas, a ser muito amados de Deus, cujos dons e vocação não conhecem arrependimento” (Paulo VI, Vaticano II, Nostra Aetate n. 4, 28 out. 1965). Essa afirmação é contrária à doutrina católica de que não é possível agradar a Deus senão pela fé em Jesus Cristo, “não há salvação em nenhum outro, porque do céu abaixo nenhum outro nome foi dado aos homens pelo qual nós deveremos ser salvos.” (At. 4,12).

Os seguintes textos permitem ao leitor confrontar esta doutrina nova ensinada pelo Vaticano II e seus profetas com a doutrina católica de sempre.

Leia também: Kurt Hruby: Exemplo de judeu infiltrado e desprezo pelas Imagens Sagradas

DECLARAÇÕES NOVUS ORDO SOBRE OS JUDEUS

Um olhar muito especial é dirigido ao povo judeu, cuja Aliança com Deus nunca foi revogada, porque “os dons e o chamamento de Deus são irrevogáveis” (Rm 11, 29). A Igreja, que partilha com o Judaísmo uma parte importante das Escrituras Sagradas, considera o povo da Aliança e a sua fé como uma raiz sagrada da própria identidade cristã (cf. Rm 11, 16-18). Como cristãos, não podemos considerar o Judaísmo como uma religião alheia, nem incluímos os judeus entre quantos são chamados a deixar os ídolos para se converter ao verdadeiro Deus (cf. 1 Ts 1, 9). Juntamente com eles, acreditamos no único Deus que atua na história, e acolhemos, com eles, a Palavra revelada comum.

(Francisco, Evangelii Gaudium, n. 247, 24 nov. 2013)

Quando meu Venerável Predecessor, João Paulo II, veio até vós pela primeira vez… ele quis fazer uma contribuição decisiva visando o fortalecimento das boas relações entre as nossas comunidades, a fim de superar todo preconceito e incompreensão. Minha visita faz parte de uma jornada já começada, venho confirmá-la e aprofundá-la…

O ensinamento do Concílio Vaticano II representou para os católicos uma clara divisa para a qual fazemos constante referência na nossa atitude e nas nossas relações com o povo judeu, marcando um estágio novo e significativo. O Concílio deu um novo ímpeto ao nosso irrevogável compromisso de buscar o caminho do diálogo, fraternidade e amizade, uma jornada que tem sido aprofundada e desenvolvida nos últimos quarenta anos por meio de passos importantes e gestos significativos… Também eu, no curso de meu Pontificado, quis demonstrar minha proximidade e meu afeto para com o povo da Aliança.

(Bento XVI, Alocução durante visita a Sinagoga de Roma, 17 jan. 2010)

Este povo foi reunido e conduzido por Deus, o Criador do Céu e da Terra. Logo, sua existência não é um mero fato de natureza ou de cultura, no sentido de que pela cultura o homem manifesta as virtudes de sua própria natureza. Ele é um fato sobrenatural. Este povo persevera apesar de tudo, porque ele é o povo da Aliança, e apesar das infidelidades humanas, o Senhor é fiel a sua Aliança. Ignorar esse fato primário é tomar o caminho do marcionismo contra o qual a Igreja reagiu imediatamente e vigorosamente, consciente de sua ligação vital com o Velho Testamento, sem o qual o Novo Testamento seria desprovido de seu significado.

(João Paulo II, Alocução ao Simpósio sobre as Raízes do Antijudaísmo, 31 out 1997)

DECLARAÇÕES DA IGREJA CATÓLICA SOBRE OS JUDEUS

Por isso eu vos declaro que tirado vos será o reino de Deus, e será dado a um povo que faça os frutos dele.

(Nosso Senhor Jesus Cristo, o Messias, Mat. 21,43)

Quem a mim despreza, despreza Àquele que me enviou… Todas as coisas me tem sido entregues por meu Pai. E ninguém sabe quem é o Filho, senão o Pai, e nem quem é o Pai, senão o Filho, e aquele a quem o Filho o quer revelar. (Lc 10,16.22)

Quem é mentiroso, senão aquele que nega que Jesus seja o Cristo? Este tal é um anticristo, que nega o Pai e o Filho.

(São João Evangelista e Apóstolo, 1Jo. 2,22)

E se vós sois de Cristo, logo vós sois a semente de Abraão, os herdeiros da promessa.

(São Paulo Apóstolo, Gal. 2,29)

E primeiramente com a morte do Redentor, foi abrogada a antiga Lei e sucedeu-lhe o Novo Testamento; então com o sangue de Cristo foi sancionada para todo o mundo a Lei de Cristo com seus mistérios, leis, instituições e ritos sagrados. Enquanto o divino Salvador pregava num pequeno território – pois que não fora enviado senão às ovelhas perdidas da casa de Israel (cf. Mt 15, 24) – corriam juntos a Lei e o Evangelho, mas no patíbulo, onde morreu, anulou a Lei com as suas prescrições (cf. Ef 2, 15), afixou a cruz o quirógrafo do Antigo Testamento (cf. Cl 2, 14), estabelecendo, com o sangue, derramado por todo o gênero humano, a Nova Aliança (cf. Mt 26, 28; 1 Cor 11, 25). “Então, diz S. Leão Magno falando da cruz do Senhor, fez-se a transferência da Lei para o Evangelho, da Sinagoga para a Igreja, de muitos sacrifícios para uma única hóstia, tão evidentemente, que ao exalar o Senhor o último suspiro, o místico véu, que fechava os penetrais do templo e o misterioso santuário, se rasgou improvisamente de alto a baixo”.

Portanto na cruz morreu a Lei antiga; dentro em pouco será sepultada e se tornará mortífera, para ceder o lugar ao Novo Testamento, para o qual tinha Cristo escolhido ministros idôneos na pessoa dos apóstolos (cf. 2 Cor 3,6): e é pela virtude da cruz que o Salvador, constituído cabeça de toda a família humana já desde o seio da Virgem, exerce plenamente o seu múnus de cabeça da Igreja.

(Papa Pio XII, Mystici Corporis, n. 28s, 29 jun. 1943)

A Igreja crê firmemente, professa e ensina que as prescrições legais do Antigo Testamento, isto é, a Lei mosaica, que se dividem em cerimônias, sacrifícios sagrados e sacramentos, mesmo porque instituídos para significar algo futuro, ainda que adequadas ao culto divino daquela época, com a vinda de Nosso Senhor Jesus Cristo, por elas significado, cessaram, e que tomaram início os sacramentos do Novo Testamento. Ela ensina que peca mortalmente todo aquele que voltar a pôr, depois da paixão de Cristo, sua esperança naquelas prescrições legais e as observa como se fossem necessárias à salvação e a fé no Cristo não pudesse salvar sem elas. A Igreja não nega, todavia que, no tempo entre a paixão de Cristo e a promulgação do Evangelho, elas pudessem ser observadas, mesmo que não fossem julgadas necessárias à salvação; depois do anúncio do Evangelho, porém, não podem mais ser observadas sem a perda da salvação eterna. Todos, portanto, que depois disso observam os tempos de circuncisão, do sábado e de outras disposições da lei, ela os denuncia como estranhos à fé em Cristo, não podendo de todo participar da salvação eterna.

(Papa Eugênio IV, Concílio de Florença, Cantate Domino, 4 fev. 1442; Denz 712)

Contudo, eles não estão tentando observar os preceitos da antiga lei que, como todos sabem, foi revogada pela vinda de Cristo… A primeira consideração a ser feita é que as cerimônias da Lei Mosaica foram revogadas com a vinda de Cristo e que elas já não podem ser observadas sem pecado depois da promulgação do Evangelho.

(Papa Bento XIV, Ex Quo Primum, nn. 59 e 61, 1 mar. 1756)

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