Breve refutação das críticas de Maquiavel ao Cristianismo

 

RESUMO DO MEU TCC SOBRE MAQUIAVEL

Primeira Parte. Maquiavel apresenta no Príncipe e nos  Discursos três argumentos gerais contra a religião cristã: (1) ele critica o clero desarmado e supranacional que constitui a hierarquia da Igreja; (2) a educação efeminada dos cristãos e (3) sua política idealista. A crítica ao cristianismo é o essencial no pensamento de Maquiavel, sua política é uma consequência dela e não o contrário.

Segunda Parte. Em resposta aos três argumentos, digo que: (1) o cesaropapismo de Maquiavel é menos original que a Doutrina das Duas Espadas dos medievais e indiretamente prova a origem divina da Igreja; (2) o feminismo cristão é muito mais completo e eficaz que o machismo maquiavélico; (3) o idealismo cristão é a melhor forma de coibir os abusos do Estado. Encerro o trabalho com uma breve exortação pelo retorno do paradigma cristão na política, o qual deve ser renovado e fortalecido por uma crítica minuciosa dos autores modernos, uma crítica que comece em Florença e termine em Frankfurt.

A Filosofia do Anticristo: A revolução filosófica anunciada pela Profecia Católica

Atualmente, o mundo se encontra desarmado, de braços abertos, pronto para ovacionar o “homem da iniquidade” como se ele fosse o Messias esperado. 

Nicolau Maquiavel 2

Bom dia caríssimo professor,

Felizmente conclui o TCC, ele ficou um pouco comprido e, revisando o material, percebo que as ideias estão meio bagunçadas, existem muitas ideias soltas ali dentro. Ainda assim, esse é o resultado de uma longa pesquisa e constitui uma tentativa preliminar de esclarecer que, no fim das contas, o negócio de Maquiavel é substituir a Cristandade pelo Estado secular moderno.

Maquiavel oferece todas as armas para que se opere tal revolução – ele propõe uma reforma religiosa, educacional e política -, todas elas foram postas em execução nos séculos posteriores: reforma protestante (cesaropapismo), laicização e nacionalização do ensino e revoluções que transformaram a ética política de Maquiavel no pão nosso de cada dia (liberalismo, comunismo). O Evangelho de Maquiavel foi plenamente acolhido pelos países da Europa e da America, aqueles mesmos países que faziam parte da Cristandade. Mas, eis a minha contribuição ao debate, ele apresenta sérios problemas e, bem analisado, o sistema pré-maquiavélico era um sistema mais original, completo e benéfico ao viver político.

Existem coisas que a gente não pode escrever nesses textos universitários, mas honestamente… é uma vergonha ter um autor medíocre como este no curriculum ocupando o lugar de um Belarmino. Esse último é relegado ao esquecimento simplesmente porque foi um autor cristão – não importa que os argumentos dele sejam melhores, ele nunca possuiu o “favor dos príncipes”, por exemplo, na Inglaterra elisabeteana, uma pessoa com os livros de Belarmino seria condenada à morte -, enquanto o outro hoje é honrado e exaltado simplesmente porque é anticristão – sim, de fato, sei que as obras de Maquiavel foram proibidas por três séculos, mas elas foram proibidas pelo mesmo motivo que um escrito assaz subversivo e virulento seria proibido hoje, isto é, pelo fato de que ele reivindica a destruição da ordem presente mediante violência nua e crua ou fraude engenhosa, respectivamente o o modus operandi do leão e da raposa do Príncipe. Nada deste barbarismo, tão abundante em Maquiavel, encontra-se na obra de Belarmino, um santo doutor da Igreja.

Aliás, a obra de Maquiavel – isso também não escrevi, mas é sabido dos estudiosos do assunto – e.g. Strauss (1958), Sullivan (1996), Persons (2016) etc. – contém distorções, exageros e adulterações dos fatos e textos citados. Em termos acadêmicos, ela é uma “fraude científica”, uma fraude feita para encorajar as pessoas a voltarem as costas para sua religião e assim, de bom grado, levarem adiante seu plano revolucionário – um plano que garante aos revolucionários um bom emprego e muito muito dinheiro.

Hobbes, Locke, Rousseau, Kant, Comte, Marx, os psicanalistas e frankfurtianos completaram o serviço. Hoje até mesmo os hoje ex-católicos já aceitaram de bom grado somar seus esforços com eles. A “operação suicídio” começou com o movimento católico liberal do século XVIII e XIX e culminou com o Concílio Vaticano II e suas reformas maquiavélicas.

Essas coisas, porém, não são de todo uma surpresa. As Escrituras e os Padres da Igreja diziam que essas coisas iriam acontecer exatamente como aconteceram muito antes que sucedessem, como o próprio Belarmino e, depois dele, o Cardeal Manning demonstraram em seus escritos sobre o anticristo. Essa nova filosofia faz parte daquilo que este último chamou de “sistema do anticristo”, algo que precede necessariamente o advento do anticristo em pessoa. Atualmente, o mundo se encontra desarmado, de braços abertos, pronto para ovacionar o “homem da iniquidade” como se ele fosse o Messias esperado.

Será que essas coisas vão se cumprir na nossa época? Será que pode haver alguma mudança que retarde a sua vinda? Eu não sei, mas a fundação do Estado de Israel em 1948 e os desdobramentos no Oriente Médio indicam que não, que é bem provável que o falso Messias dos judeus surja em breve. Seja como for, estou convencido que aderir ao partido revolucionário é alistar-se no exército dos perdedores. A vitória deles é aparente, Cristo Rei em breve os destruirá com o sopro de sua boca.

Viva Cristo Rei!

PS: Assim escreveu um leitor atento em nossa página do Facebook:

A filosofia de Maquiavel é a filosofia judaica. Todas as suas ideias foram implentadas pelos judeus, comunismo, maçonaria, criação do estado laico, gnose, panteismo, espiritismo…globalismo, etc.

Minha resposta: Com toda certeza, e em confirmação do que o senhor diz, não sou eu, mas um acadêmico judeu quem escreve o seguinte: “Listen to his political philosophy, and you will hear the Jewish music. – Ouça sua filosofia política, e você escutará a musica judaica.” (LEDEEN, Michael (autor de Machiavelli on Modern Leadership). What Machiavelli (A Secret Jew?) Learned From Moses [O que Maquiavel (um judeu secreto?) aprendeu de Moisés]. Jewish World Review, 7 jun. 1999. Disponível em: <http://www.jewishworldreview.com/0699/machiavelli1.asp>. Acesso em: 28 ago 2017).