A Semana Santa reformada sob Pio XII: Breve Exame Crítico do Padre Olivier Rioult

Este breve exame crítico não dirá nada além do suficiente para responder à seguinte questão:

«Estamos nós dispensados de celebrar a Semana Santa reformada sob o pontificado de Pio XII?»

A primeira resposta que nos vem à mente é negativa. Com efeito, ao pedido de numerosos liturgistas, Pio XII empreendeu a reforma da Semana Santa. E se, em 1951, a título de ensaio (ad experimentum), ele autorizou a celebração da Vigília Pascal durante a noite, em 1955, ao contrário, tornou-a obrigatória, bem como toda a reforma do rito.

Há, contudo, graves e sérias razões pelas quais podemos responder positivamente.

(RIOULT, Pe. Olivier. A Semana Santa Reformada sob Pio XII: Breve Exame Crítico. Juquitiba: Seminário São José, 2022).

OUTRAS REFERÊNCIAS:
A SEMANA SANTA DE 1955, PREPARAÇÃO E PRINCÍPIO DA MISSA NOVA, E O LEGADO DE PIO XII:
https://controversiacatolica.com/2021/04/01/a-semana-santa-de-1955-preparacao-e-principio-da-missa-nova-e-o-legado-de-pio-xii/

REJEITAR AS REFORMAS LITÚRGICAS DE PIO XII É ILÍCITO?
https://controversiacatolica.com/2019/11/15/rejeitar-as-reformas-liturgicas-de-pio-xii-e-ilicito/

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Heresia Anti-Litúrgica e Missa Nova

Nesta conferência, proferida pelo Sr. Robert Liberato Braz, cerimoniário da Missão Nossa Senhora do Desterro, apresenta-se um texto de Dom Guéranger, atualíssimo por sinal, sobre as bases e princípios da heresia anti-litúrgica. Ao longo do discurso, o Sr. Robert traça paralelos impressionantes com a Missa Nova, mostrando que a heresia dos protestantes e jansenistas, denunciada pelo grande abade beneditino em 1840, é partilhada e encorajada pelos modernistas de nosso tempo, os quais marcam uma outra etapa na história desse erro pernicioso ao extremo.

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Do Latim ao Vernáculo II. – Jogando a Chave Fora

DO LATIM AO VERNÁCULO: PRETEXTOS HERÉTICOS CONTRA MOTIVOS CATÓLICOS

II. Parte

Por Diogo Rafael Moreira

II. JOGANDO A CHAVE FORA

No âmbito da Reforma Litúrgica, a justificativa (leia-se pretexto) da mudança do latim para o vernáculo foi a maior compreensão e a participação do povo (ou seja, todos deveriam entender e responder ao que o padre estava falando durante a Missa).

As passagens-chave neste respeito, recorda-nos o Reverendo Padre Anthony Cekada, são os parágrafos 36, 54 e 40 da Sacrosanctum Concilium, que, com sua proverbial ambiguidade, ainda que pedisse a preservação do latim, ao mesmo tempo concedia o uso do vernáculo sempre que a utilidade do povo o exigisse. Para bom entendedor, isso queria dizer sempre. Ao menos se você for Paulo VI, Annibale Bugnini e as Conferências Nacionais dos Bispos, ou seja, respectivamente, o alegado chefe da Santa Sé, o chefe da Reforma Litúrgica (o qual também foi o redador desta mesma Constituição sobre a Liturgia) e a Conferência dos Bispos de cada lugar, isto é, o órgão ao qual o próprio Concílio dava a faculdade de pedir, aprovar e implementar o vernáculo.

Mas fiquemos com Paulo VI, que é a parte mais importante das três. Em Alocução de 26 de novembro de 1969, ele mostrava-se perfeitamente consciente da mudança epocal causada pela passagem do latim ao vernáculo:

A PASSAGEM AO VERNÁCULO

Aqui, certamente, sentir-se-á a maior novidade: aquela da língua. O latim não será mais a língua principal da Missa, mas o vernáculo [ou língua vulgar, falada]. Para quem conhece a beleza, a potência, a sacralidade expressiva do latim, certamente a sua substituição pela língua vulgar é um grande sacrifício: perdemos a linguagem dos séculos cristãos, tornamo-nos quase intrusos e profanos no recinto literário da expressão sacra, e assim perdemos grande parte daquele estupendo e incomparável feito artístico e espiritual, que é o canto gregoriano.

Temos, sim, razão de nos lamentar e quase nos perder: com que coisa substituiremos esta língua angélica? É um sacrifício de inestimável preço. E por qual razão? Que coisa vale mais do que estes altíssimos valores da nossa Igreja? A resposta parece banal e prosaica; mas é válida; porque humana, porque apostólica. Vale mais a compreensão da oração, do que os trajes sedosos e vetustos com os quais está majestosamente vestida; vale mais a participação do povo, deste povo moderno, cheio de palavras claras, inteligíveis e que podem ser traduzidas em sua conversação profana. Se o divino latim mantivesse segregada de nós a infância, a juventude, o mundo do trabalho e dos negócios, se fosse um diafragma opaco, em vez de um cristal transparente, nós, pescadores de almas, faríamos um bom cálculo ao conservar-lhe o domínio exclusivo da conversação orante e religiosa? Que coisa dizia São Paulo? Lê-se no capítulo XIV da Primeira Epístola aos Coríntios: «Na assembleia prefiro dizer cinco palavras segundo a minha inteligência para instruir também aos outros, do que dez mil em virtude do dom de línguas.» (19 etc.). E Santo Agostinho parece comentar: «Para que todos sejam instruídos, não se tendo temor dos professores.» (P.L. 38, 228, Serm. 37; cfr. também Serm. 299, p. 1371).

Mas, de resto, o novo rito da Missa estabelece que os fiéis «saibam cantar juntos, em língua latina, ao menos as partes do ordinário da Missa, e especialmente o símbolo da fé e a oração do Senhor, o Padre Nosso.» (n. 19). Lembremo-nos bem, para nossa advertência e nosso conforto: não é por isso que o latim desaparecerá de nossa igreja; ele permanecerá a nobre língua dos atos oficiais da Sé Apostólica; permanecerá como o instrumento escolástico dos estudos eclesiásticos e como que a chave de acesso ao patrimônio da nossa cultura religiosa, histórica e humanística; e, se possível, em reflorescente esplendor. (Paulo VI, Audiência Geral, segunda-feira, 26 de novembro de 1969, disponível em: https://www.vatican.va/content/paul-vi/it/audiences/1969/documents/hf_p-vi_aud_19691126.html).

IL PASSAGGIO ALLA LINGUA PARLATA

Qui, è chiaro, sarà avvertita la maggiore novità: quella della lingua. Non più il latino sarà il linguaggio principale della Messa, ma la lingua parlata. Per chi sa la bellezza, la potenza, la sacralità espressiva del latino, certamente la sostituzione della lingua volgare è un grande sacrificio: perdiamo la loquela dei secoli cristiani, diventiamo quasi intrusi e profani nel recinto letterario dell’espressione sacra, e così perderemo grande parte di quello stupendo e incomparabile fatto artistico e spirituale, ch’è il canto gregoriano. Abbiamo, sì, ragione di rammaricarci, e quasi di smarrirci: che cosa sostituiremo a questa lingua angelica? È un sacrificio d’inestimabile prezzo. E per quale ragione ? Che cosa vale di più di questi altissimi valori della nostra Chiesa? La risposta pare banale e prosaica; ma è valida; perché umana, perché apostolica. Vale di più l’intelligenza della preghiera, che non le vesti seriche e vetuste di cui essa s’è regalmente vestita; vale di più la partecipazione del popolo, di questo popolo moderno saturo di parola chiara, intelligibile, traducibile nella sua conversazione profana. Se il divo latino tenesse da noi segregata l’infanzia, la gioventù, il mondo del lavoro e degli affari, se fosse un diaframma opaco, invece che un cristallo trasparente, noi, pescatori di anime, faremmo buon calcolo a conservargli l’esclusivo dominio della conversazione orante e religiosa? Che cosa diceva San Paolo? Si legga il capo XIV della prima lettera ai Corinti: «Nell’assemblea preferisco dire cinque parole secondo la mia intelligenza per istruire anche gli altri, che non diecimila in virtù del dono delle lingue» (19 ecc.). E Sant’Agostino sembra commentare: «Purché tutti siano istruiti, non si abbia timore dei professori» (P.L. 38, 228, Serm. 37; cfr. anche Serm. 299, p. 1371). Ma del resto il nuovo rito della Messa stabilisce che i fedeli «sappiano cantare ‘insieme, in lingua latina, almeno le parti dell’ordinario della Messa, e specialmente il simbolo della fede e la preghiera del Signore, il Padre nostro» (n. 19). Ma ricordiamolo bene, a nostro monito e a nostro conforto: non per questo il latino nella nostra Chiesa scomparirà; esso rimarrà la nobile lingua degli atti ufficiali della Sede Apostolica; resterà come strumento scolastico degli studi ecclesiastici e come chiave d’accesso al patrimonio della nostra cultura religiosa, storica ed umanistica; e, se possibile, in rifiorente splendore. (Paolo VI, Udienza Generale, Mercoledì, 26 novembre 1969).

É tragicômico ler esse texto passados mais de cinquenta anos. Quem já ouviu falar em documentos oficiais da Sé Apostólica com títulos e temas tão vernaculares quanto curiosos, quais sejam uma Laudato Si ou uma Fratelli Tutti, e quem já ouviu Francisco reclamar dos padres jovens que querem rezar a Missa Tridentina, sem saber o latim, já deve calcular com que reflorescente esplendor o latim permaneceu como “a nobre língua dos atos oficiais da Sé Apostólica; […] como o instrumento escolástico dos estudos eclesiásticos e como que a chave de acesso ao patrimônio da nossa cultura religiosa, histórica e humanística”.

Olhando para o mesmo ponto com um pouco mais de seriedade, o que vemos aqui é a confirmação do que dissemos: o abandono do latim na Liturgia, e seu subsequente afastamento dos estudos eclesiásticos, significou jogar fora a chave que nos dava acesso “ao patrimônio da nossa cultura religiosa, histórica e humanística”, isto é, no mínimo dos mínimos, esse ato cortou o nosso laço com o passado. Não surpreende, pois, que o que efetivamente aconteceu foi a segregação da infância, da juventude e do mundo do trabalho e dos negócios da tradição católica. Além disso, a banalização e profanação do sagrado, com o consequente desinteresse nele, também foi o resultado da expulsão do latim da Liturgia Romana. Tirados os trajes majestosos e a língua angélica, a prece católica não se distingue mais tanto das vãos palavrórios dos hereges.

Do Latim ao Vernáculo I. – Uma Estratégia Revolucionária

DO LATIM AO VERNÁCULO: PRETEXTOS HERÉTICOS CONTRA MOTIVOS CATÓLICOS

1.ª Parte

Por Diogo Rafael Moreira

No capítulo 4 do livro OBRA DE MÃOS HUMANAS do Reverendo Padre Anthony Cekada, fala-se da passagem do latim ao vernáculo na Missa, que aconteceu como efeito da implementação da Constituição sobre a Sagrada Liturgia (Sacrosanctum Concilium) do Concílio Vaticano II. Foram cinco anos de intenso trabalho (1964-1969), que, na prática, expulsaram 1600 anos de latim das igrejas, seminários e escolas católicas. A verdadeira causa desta mudança, considerada radical até mesmo por aqueles que a implementaram, será o objeto de nosso estudo ao longo deste artigo.

I. UMA ESTRATÉGIA REVOLUCIONÁRIA

A mudança de língua é, e sempre foi, a maneira mais eficaz de destruir com a memória e a identidade de um povo. Dos anos trinta em diante, aqui no Brasil, em muitas partes de Santa Catarina e outras regiões de colonização germânica, o governo Vargas, e com ele as administrações posteriores, terminantemente proibiram o uso e o ensino do alemão. A ideia era vender aos colonos a propaganda nacionalista de então e cortar, de maneira definitiva, os laços destes com o seu país de origem. De fato, antes das festas germânicas se tornarem um evento turístico popular em Blumenau, falar em alemão ou simplesmente sê-lo, já era o bastante para receber humilhações em público. É o que contam as pessoas do lugar. Um pouco disso, muito pouco porém, foi registrado no curta-metragem “Proibido falar Alemão”, integrante do projeto “Nossas Raízes, Nossa Luta – difusão do material de pesquisa” vencedor do prêmio Elizabete Anderle de Estímulo à Cultura 2014 – categoria Patrimônio Imaterial (https://youtu.be/tGEKF__0tpc).

Mutatis mutandis, foi mais ou menos isso o que os modernistas pretendiam com a mudança de língua litúrgica: manipular as massas (encher-lhes de novas ideias) e cortar os seus laços com o passado (jogar fora as antigas ideias).

A analogia é igualmente acertada quando pomos, lado a lado, o fenômeno da defunta Missa de Motu Proprio com a famosa Oktoberfest. Não há nenhum problema em ser alemão de maneira teatral e folclórica, vestindo roupas e bebendo cerveja; enquanto isso não tem consequências práticas sérias, e não repercuta em seu modo de pensar a política, tudo bem. É apenas um entretenimento inofensivo, afinal, a lavagem cerebral já foi feita e a tradição já se perdeu. O mesmo vale para o pessoal do Motu Proprio, enquanto aquilo é somente um saudosismo sem consequências práticas sérias, eles podem seguir em frente com vestes litúrgicas antigas e até mesmo com algum latim. Mas, quando acontece, como parece ter ocorrido no episódio da Traditionis Custodes, de seus frequentadores terem começado a pensar a religião de acordo com o catolicismo tridentino, aí não, isso precisa ser parado imediatamente. Foi isso o que Bergoglio fez, para que todos saibam que extrapolar o paradigma folclórico-saudosista a la Oktoberfest significa romper com as mudanças doutrinais, morais e disciplinares implementadas pelo Concílio Vaticano II. De fato, para os modernistas, as inovações do Vaticano II sempre serão inegociáveis, o jeito será voltar a proibir o alemão, digo, o latim; porque o catolicismo de verdade tradicional não pode ser tolerado.

Mas a mudança de língua, dizia eu, é uma velha estratégia para substituir os modos e ordens de uma religião ou população antiga por aqueles de uma nova. Já a encontramos descrita nas páginas do ímpio Maquiavel que, com seu hiperbólico ceticismo, diz que só nos resta vaga lembrança dos tempos passados, porque sempre que uma nova seita chega ao poder no mundo, seja religiosa, seja política, ela procura destruir tudo aquilo que foi feito pela anterior, e tal operação – destaca ele – somente pode ser considerada 100% bem-sucedida, quando se destrói a língua antiga.

Como exemplo de destruição parcial, ele nos dá o cristianismo, que sob São Gregório Magno e outros papas, procurou, por todos os meios, apagar da face da terra a memória da religião pagã. Contudo, por graves razões, manteve-se a língua antiga, o que nos dá ainda alguma ideia, embora tênue, do que acreditavam e faziam os antigos pagãos. Já como exemplo de destruição total da memória de um povo, ele dá a história do que sucedeu com os toscanos: “[…] a Toscana”, diz ele, “já era poderosa, cheia de religião e virtú, tinha seus costumes e sua língua pátria, e tudo foi extinguido pelo poderio romano. Assim, conforme se disse, dela só ficou a memória do nome.” (MAQUIAVEL, Nicolau. Discursos sobre a Primeira Década de Tito Lívio [Livro II, 5]. São Paulo: Martins Fontes, 2007, p. 203).

Troque-se Toscana por Igreja Católica e romanos (referindo-se aos antigos romanos) por modernistas, e temos um bom retrato do que ocorreu depois do Concílio Vaticano II: do catolicismo só ficou o nome, tudo o mais tendo sido mudado, inclusive sua língua pátria, o latim.

Festa do Santíssimo Corpo de Deus

FESTA DO SANTÍSSIMO CORPO DE DEUS

I. cl. — A

A festividade do Corpo de Deus é a solene comemoração da instituição do Santíssimo Sacramento do Altar. Agradecemos e louvamos neste dia o amor de Jesus pelo dom inefável da Eucaristia. Propriamente é a Quinta-feira Santa o dia da instituição, mas a lembraça da Paixão e Morte do Salvador não permite expansões de alegria.

A santa Missa, composta pelo insigne teólogo e poeta, Santo Tomás de Aquino, é uma explicação das palavras da Sequência — Panis vivus et vitalis — Pão vivo que dá a vida. Dela fazem parte os trechos mais importantes da Sagrada Escritura sobre a Eucaristia (Epístola e Evagelho). No Intróito, agradecemos pelo alimento do céu, a Eucaristia. Ela é para nós “flor de trigo” e “mel do rochedo”, isto é, o Cristo, a lembrança de sua Paixão e de seu amor (Oração). Celebrando a santa Missa, anunciamos a morte de Cristo. E sob este aspecto, a Eucaristia, é um verdadeiro Sacrifício (Epístola) e alimento sobrenatural (Gradual, Evagelho), símbolo da união e paz entre os fiéis (Secreta), e penhor da união com Deus (Communio). “Omnes in Christo unum”, “Todos somos um só (Corpo místico) em Jesus Cristo”.


Introitus (Ps. 80, 17 — ib. 2)

Cibávit eos ex ádipe fruménti, allellúia: et de petra, melle saturávit eos, allelúia, allelúia, alleluia. Ps. Exsultáte Deo, adjutóri nostro: jubuláte Deo Jacob. ℣. Glória Patri

O Senhor os alimentou com flor de trigo, aleluia; e fartou-os com mel do rochedo, aleluia, aleluia, aleluia. Ps. Exultai em Deus, nosso auxílio: glorificai ao Deus de Jacó. ℣. Glória ao Padre.

Oratio

Deus, qui nobis sub Sacraménto mirábili passiónis tuæ memóriam reliquísti: tríbue, quǽsumus, ita nos Córporis et Sánguinis tui sacra mystéria venerári; ut redemptiónis tuæ fructum in nobis júgiter sentiámus: Qui vivis et regnas.

Ó Deus, que neste admirável Sacramento nos deixastes um memorial de vossa Paixão, concedei, Vos pedimos, que de tal sorte veneremos os sagrados Mistérios de vosso Corpo e de vosso Sangue que sempre sintamos em nós o fruto de vossa Redenção. Vós, que, sendo Deus, viveis e reinais.

Epístola (I Cor. 11, 23 – 29)

Léctio Epístolæ beáti Pauli Apóstoli ad Corínthios.

Fratres: Ego enim accépi a Dómino quod et trádidi vobis, quóniam Dóminus Jesus, in qua nocte tradebátur, accépit panem, et grátias agens fregit, et dixit: Accípite et manducáte: hoc est corpus meum, quod pro vobis tradétur: hoc fácite in meam commemoratiónem. Simíliter et cálicem, postquam cenávit, dicens: Hic calix novum Testaméntum est in meo sánguine. Hoc fácite, quotiescúmque bibétis, in meam commemoratiónem. Quotiescúmque enim manducábitis panem hunc et cálicem bibétis, mortem Dómini annuntiábitis, donec véniat. Itaque quicúmque manducáverit panem hunc vel bíberit cálicem Dómini indígne, reus erit córporis et sánguinis Dómini. Probet autem seípsum homo: et sic de pane illo edat et de calice bibat. Qui enim mánducat et bibit indígne, judícium sibi mánducat et bibit: non dijúdicans corpus Dómini.

Leitura da Epístola de São Paulo Apóstolo aos Coríntios.

Irmãos: Do Senhor eu recebi o que também vos ensinei: que o Senhor Jesus, na noite em que foi entregue, tomou o pão, e, dando graças, partiu-o e disse: Tomai e comei: Isto é o meu Corpo que será entregue por vós; fazei isto em memória de mim. Igualmente, depois de haver ceando, tomou o cálice, dizendo: Este cálice é o novo Testamento em meu Sangue. Fazei isto todas as vezes que o beberdes em memória de mim. Porque todas as vezes que comerdes deste pão e beberdes este cálice, anunciareis a morte do Senhor, até que Ele venha. Portanto todo aquele que comer deste pão, e beber este cálice do Senhor indignamente, será réu do Corpo e do Sangue do Senhor. Examine-se, pois, a si mesmo,o homem, e assim coma deste pão e beba deste cálice. Porque o que come e bebe indignamente, come e bebe para si a condenação, não distinguindo [de outra comida], o Corpo do Senhor.

Graduale (Ps. 144, 15 – 16)

Oculi ómnium in te sperant, Dómine: et tu das illis escam in témpore opportúno, ℣. Aperis tu manum tuam: et imples omne ánimal benedictióne.

Os olhos de todos em Vós esperam, Senhor, e Vós lhes dais o alimento a seu tempo. ℣. Abris a vossa mão e encheis de bênçãos tudo o que é vida.

Allelúia, allelúia. ℣. (Jo. 6, 56-57) Caro mea vere est cibus, et sanguis meus vere est potus: qui mandúcat meam carnem et bibit meum sánguinem, in me manet et ego in eo.

Aleluia, aleluia. ℣. Minha Carne é verdadeiramente comida, e meu Sangue é verdadeiramente bebida; quem come a minha Carne e bebe o meu Sangue permanece em mim e eu nele.

Sequentia

Lauda, Sion, Salvatórem,
Lauda ducem et pastórem
In hymnis et cánticis.
.
Quantum potes, tantum aude:
Quia major omni laude,
Nec laudáre súfficis,
.
Laudis thema speciális,
Panis vivus et vitális
Hódie propónitur.
.
Quem in sacræ mensa cenæ
Turbæ fratrum duodénæ
Datum non ambígitur.
.
Sit laus plena, sit sonóra,
Sit jucúnda, sit decóra
Mentis iubilátio.
.
Dies enim sollémnis agitur,
In qua mensæ prima recólitur.
Hujus institútio.
.
In hac mensa novi Regis,
Novum Pascha novæ legis
Phase vetus términat.
.
Vetustátem nóvitas,
Umbram fugat véritas,
Noctem lux elíminat.
.
Quod in cena Christus gessit,
Faciéndum hoc expréssit
In sui memóriam.
.
Docti sacris institútis,
Panem, vinum in salútis
Consecrámus hóstiam.
.
Dogma datur Christiánis,
Quod in carnem transit panis
Et vinum in sánguinem.
.
Quod non capis, quod non vides,
Animósa fírmat fides,
Præter rerum órdinem.
.
Sub divérsis speciébus,
Signis tantum, et non rebus,
Latent res exímiæ.
.
Caro cibus, sanguis potus:
Manet tamen Christus totus
Sub utráque spécie.
.
A suménte non concísus,
Non confráctus, non divísus:
Ínteger accípitur.
.
Sumit unus, sumunt mille:
Quantum isti, tantum ille:
Nec sumptus consúmitur.
.
Sumunt boni, sumunt mali:
Sorte tamen inæquáli,
Vitæ vel intéritus.
.
Mors est malis, vita bonis:
Vide, paris sumptiónis
Quam sit dispar éxitus.
.
Fracto demum sacraménto,
Ne vacílles, sed meménto,
Tantum esse sub fragménto,
Quantum toto tégitur.
.
Nulla rei fit scissúra:
Signi tantum fit fractúra:
Qua nec status nec statúra
Signáti minúitur.
.
Ecce panis Angelórum,
Factus cibus viatórum:
Vere panis filiórum,
Non mitténdus cánibus.
.
In figúris præsignátur,
Cum Isaac immolátur:
Agnus paschæ deputátur:
Datur manna pátribus.
.
Bone pastor, panis vere,
Jesu, nostri miserére:
Tu nos pasce, nos tuére:
Tu nos bona fac vidére
In terra vivéntium.
.
Tu, qui cuncta scis et vales:
Qui nos pascis hic mortáles:
Tuos ibi commensáles,
Coherédes et sodáles
Fac sanctórum cívium.
.
Amen. Allelúia.

Sequência

Sião, louva o Salvador,
Louva o teu guia e pastor,
Nos teus hinos, nos teus cantos.
.
Tanto podes, tanto ouses.
Em louvá-lo não repouses:
Sempre excede o teu louvor.
.
Louva o tema especial:
O pão vivo, o pão vital,
Que hoje te é proposto.
.
O qual da ceia na mesa,
Foi dado, temos certeza,
À turba dos doze irmãos.
.
Seja pleno, seja forte,
Sonoro no seu transporte.
O eterno louvor da mente.
.
É hoje a solene festa,
Que nos recorda o que atesta
A sagrada instituição.
.
Na mesa do Novo Rei,
A Páscoa da nova lei
Põe um fim à Fase antiga,
.
A sombra foge à verdade.
A velhice à novidade,
A luz elimina a noite.
.
O que o Cristo faz na ceia,
Manda à turba que O rodeia
Fazê-lo em sua memória.
.
Herdeiros da tradição,
A hóstia da salvação,
Pão e vinho, consagramos.
.
Dado é um dogma ao cristão:
Em carne se muda o pão.
O vinho se muda em sangue.
.
Aquilo que tu não vês,
Pela fé, que o afirma crês,
Superando a natureza.
.
Sob espécies diferentes,
Sinais apenas, latentes
Se ocultam coisas exímias.
.
Alimento verdadeiro,
Permanece o Cristo, inteiro,
Quer no vinho, quer no pão.
.
Não o parte quem celebra,
Não o rompe quem o quebra,
Mas inteiro é recebido.
.
Um come. Mil comem dele.
Quanto estes, tanto ele.
Nem comido se consome.
.
Comungam, justo e perverso,
Mas seu destino é diverso,
Pois recebem vida e morte.
.
Morte do mau; do bom vida;
Vê como a mesma comida
Produz efeitos contrários:
.
Se é partido o sacramento,
Não vaciles um momento:
Tanto está no fragmento,
Como no todo encerrado.
.
O Corpo não é partido;
Só o símbolo é rompido.
Mas não é diminuído,
Nem se muda o que contém.
.
Eis o pão que os Anjos comem.
Transformado em pão do homem;
Só os filhos o consomem:
Não seja lançado aos cães.
.
Em tipos prefigurado,
Foi em Isaac imolado;
No Cordeiro aos pais foi dado,
E, no deserto, em maná.
.
Bom Pastor, pão de verdade,
Piedade, Jesus, piedade.
Guardai-nos na caridade,
Transportai-nos à cidade,
Onde os vivos Vos contemplam.
.
Vós que a tudo sustentais,
Que aos homens apascentais,
Fazei a nós comensais,
Co-herdeiros imortais,
Dos santos concidadãos.
.
Amen. Aleluia.

Evangelium (Jo. 6, 56 – 59)

Sequéntia sancti Evangélii secúndum Joánnem.

In illo témpore: Dixit Jesus turbis Judæórum: Caro mea vere est cibus et sanguis meus vere est potus. Qui mandúcat meam carnem et bibit meum sánguinem, in me manet et ego in illo. Sicut misit me vivens Pater, et ego vivo propter Patrem: et qui mandúcat me, et ipse vivet propter me. Hic est panis, qui de cœlo descéndit. Non sicut manducavérunt patres vestri manna, et mórtui sunt. Qui manducat hunc panem, vivet in ætérnum. 

Evangelho (Jo. 6, 55 – 59)
Naquele tempo, disse Jesus às multidões dos judeus: Minha Carne é verdadeiramente comida e meu Sangue é verdadeiramente bebida. Quem come a minha Carne e bebe o meu Sangue, permanece em mim e eu nele. Assim como o Pai que vive, me enviou, e eu vivo pelo Pai, assim também, o que me comer viverá por mim. Este é o pão que desceu do céu. Não como o maná que os vossos pais comeram, e contudo morreram. Quem comer deste pão viverá eternamente. —Credo.

Offertórium (Levit. 21, 6)

Sacerdótes Dómini incénsum et panes ófferunt Deo: et ídeo sancti erunt Deo suo, et non pólluent nomen ejus, allelúia.

Os sacerdotes do Senhor oferecem a Deus incenso e pães; eis porque devem ser santos diante de Deus e não profanarão o seu Nome, aleluia.

Secreta

Ecclésiæ tuæ, quǽsumus, Dómine, unitátis et pacis propítius dona concéde: quæ sub oblátis munéribus mýstice designántur. Per D.N.

Senhor, Vos suplicamos, concedei benignamente à vossa Igreja, os dons da união e da paz, que místicamente estão representados nestas oferendas. Por N.S.

Prefácio do Natal

Vere dignum et justum est, æquum et salutáre, nos tibi semper et ubíque grátias ágere: Dómine sancte, Pater omnípotens, ætérne Deus: Quia per incarnáti Verbi mystérium nova mentis nostræ óculis lux tuæ claritátis infúlsit: ut, dum visibíliter Deum cognóscimus, per hunc invisibílium amórem rapiámur. Et ídeo cum Angelis et Archángelis, cum Thronis et Dóminatiónibus, cumque omni milítia cæléstis exércitus hymnum glóriæ tuæ cánimus, sine fine dicéntes: Sanctus…

Verdadeiramente é digno e Justo, razoável e salutar, que, sempre e em todo o lugar, Vos demos graças, ó Senhor santo, Pai onipotente, eterno Deus: Porque pelo Mistério do Verbo Encarnado, um novo clarão de vosso esplendor iluminou os olhos de nossa alma, para que conhecendo a Deus visivelmente, ao mesmo tempo por Ele sejamos transportados ao amor das coisas invisíveis. E por isso, com os Anjos e os Arcanjos, com os Tronos e as Dominações, e com toda a milícia do exército celestial, cantamos hinos à vossa glória, dizendo sem fim: Santo…

Communio (I Cor. 11, 26 – 27)

Quotiescúmque manducábitis panem hunc et cálicem bibétis, mortem Dómini annuntiábitis, donec véniat: ítaque quicúmque manducáverit panem vel bíberit cálicem Dómini indígne, reus erit córporis et sánguinis Dómini, allelúia.

Todas as vezes que comerdes deste pão e beberdes o cálice, anunciareis a morte do Senhor, até que Ele venha. Portanto todo aquele que indignamente comer o pão ou beber o cálice do Senhor, será réu do Corpo e do Sangue do Senhor, aleluia.

Postcommunio

Fac nos, quǽsumus, Dómine, divinitátis tuæ sempitérna fruitióne repléri: quam pretiósi Corporis et Sanguinis tui temporális percéptio præfigúrat: Qui vivis et regnas.

Fazei, Senhor, Vos suplicamos, que cheguemos ao gozo eterno de vossa Divindade, prefigurada neste mundo pela recepção temporal de vosso Corpo e de vosso Sangue preciosíssimo. Vós, que, sendo Deus, viveis e reinais.

Festa da Santíssima Trindade

FESTA DA SANTÍSSIMA TRINDADE

(I. Domingo depois de Pentecostes)

Dpl. I. cl. — A

A festa de hoje é uma justa homenagem à Ssm.ª Trindade, uma ação de graças ao Padre, e à sabedoria de Deus e ao Divino Amor, o qual durante o Ano eclesiástico se manifestou de um modo tão admirável na obra da Redenção. Por este motivo se celebra esta solenidade no final da primeira parte do Ano eclesiástico. Não somente neste dia como também em todas as Missas, devemo-nos lembrar de render graças à Ssm.ª Trindade. Sejam nossos cânticos de louvor o prelúdio do cântico perene: Santo, Santo, Santo é o Senhor, Deus dos exércitos, que os Eleitos, em união com os Serafins, cantam cheios de profunda reverência à Majestade de Deus.

À glória da Ssm.º Trindade é oferecido o Santo Sacrifício. Unamo-nos à imolação da Vítima imaculada. Notemos na Santa Missa o Glória Patri, o Glória in excelsis Deo, o final das Orações, o Credo, o Súscipe, Sancta Trínitas, o Prefácio e o Pláceat tibi, Sancta Trínitas.

Introitus (Tob. 12, 6 — Ps. 8, 2)

Benedícta sit sancta Trínitas, atque indivísa Unitas: confitébimur ei, quia fecit nobíscum misericórdiam suam. Ps. Dómine, Dóminus noster, quam admirábile est nomen tuum in univérsa terra!
V. Glória Patri.

Bendita seja a Trindade santa e a Unidade indivisa. Louvemo-la, porque foi misericordiosa para conosco. Ps. Ó Senhor, Senhor nosso, como é admirável o vosso Nome em toda a terra. V. Glória ao Pai.

Oratio

Omnípotens sempitérne Deus, qui dedísti fámulis tuis in confessióne veræ fídei, ætérnæ Trinitátis glóriam agnóscere, et in poténtia majestátis adoráre Unitátem: quǽsumus; ut, ejúsdem fidei firmitáte, ab ómnibus semper muniámur advérsis. Per D. N.

Onipotente e eterno Deus, que concedestes a vossos servos conhecer na confissão da verdadeira fé a glória da eterna Trindade, e adorar a sua Unidade no poder da Majestade, fazei, Vos pedimos, que, pela firmeza desta mesma fé, sejamos protegidos contra todas as adversidades. Por N. S.

Comemoração do domingo

Deus, in te sperántium fortitúdo, adésto propítius invocatiónibus nostris: et, quia sine te nihil potest mortális infírmitas, præsta auxílium grátiæ tuæ; ut, in exsequéndis mandátis tuis, et voluntáte tibi et actióne placeámus. Per D. N.

Ó Deus, força dos que em Vós confiam, atendei propício às nossas súplicas, e como sem Vós nada pode a fraqueza humana, concedei-nos o auxílio de vossa graça para que, observando os vossos preceitos, Vos sejamos agradáveis por nossa vontade e por nossas obras. Por N. S.

Epistola (Rom. 11, 33-36)

Léctio Epístolæ beáti Pauli Apóstoli ad Romános.
O altitúdo divitiárum sapiéntiæ et sciéntiæ Dei: quam incomprehensibília sunt judícia ejus, et investigábiles viæ ejus! Quis enim cognóvit sensum Dómini? Aut quis consiliárius ejus fuit? Aut quis príor dedit illi, et retribuétur ei? Quóniam ex ipso et per ipsum et in ipso sunt ómnia: ipsi glória in sǽcula. Amen.

Ó profundidade das riquezas da sabedoria e da ciência de Deus! Como são incompreensíveis os seus juízos e imperscrutáveis os seus caminhos! Quem conheceu o pensamento do Senhor? Ou quem foi o seu conselheiro? Ou quem Lhe deu primeiro alguma coisa para que tenha de receber em troca? Porque d’Ele, e por Ele e n’Ele são todas as coisas. A Ele seja dada a glória por todos os séculos. Amém.

Graduale (Dan. 3, 55-56)

Benedíctus es, Dómine, qui intuéris abyssos, et sedes super Chérubim. V. Benedíctus es, Dómine, in firmaménto cæli, et laudábilis in sǽcula.

Allelúia, allelúia. V. (Ibid. 52) Benedíctus es, Dómine, Deus patrum nostrórum, et laudábilis in sǽcula. Allelúia.

Bendito sois, Senhor, que sondais os abismos e Vos assentais acima dos Querubins. V. Bendito sois Vós, Senhor, no firmamento do céu e digno de louvor por todos os séculos.

Aleluia, aleluia. V. Bendito sois, Senhor, Deus de nossos pais; e digno de louvor por todos os séculos. Aleluia.

Evangelium (Matth. 28, 18-20)

Sequéntia sancti Evangélii secúndum Matthæum.
In illo témpore: Dixit Jesus discípulis suis: Data est mihi omnis potéstas in cælo et in terra. Eúntes ergo docéte omnes gentes, baptizántes eos in nómine Patris, et Fílii, et Spíritus Sancti: docéntes eos serváre ómnia, quæcúmque mandávi vobis. Et ecce, ego vobíscum sum ómnibus diébus usque ad consummatiónem sǽculi.

Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: Todo o poder me foi dado no céu e na terra. Ide, pois, ensinai a todos os povos, e batizai-os em Nome do Padre e do Filho, e do Espírito Santo; e ensinai-lhes a observar tudo o que vos mandei. E eis que eu estou convosco todos os dias até a consumação dos séculos. — Credo.

Offertorium (Tob. 12, 6)

Benedíctus sit Deus Pater, unigenitúsque Dei Fílius, Sanctus quoque Spíritus: quia fecit nobíscum misericórdiam suam.

Bendito seja Deus, o Pai, e o Filho Unigênito de Deus, e também o Espírito Santo, pois foi misericordioso para conosco.

Secreta

Sanctífica, quæsumus, Dómine, Deus noster, per tui sancti nóminis invocatiónem, hujus oblatiónis hóstiam: et per eam nosmetípsos tibi pérfice munus ætérnum. Per D. N.

Nós Vos rogamos, Senhor, nosso Deus, santificai pela invocação de vosso santo Nome essa hóstia que Vos oferecemos, e fazei que, por ela, sejamos nós mesmos para Vós uma oblação para a eternidade. Por N. S.

Comemoração do domingo

Hóstias nostras, quæsumus, Dómine, tibi dicátas placátus assúme: et ad perpétuum nobis tríbue proveníre subsídium. Per D. N.

Recebei benignamente, Senhor, nós Vos pedimos, as ofertas que Vos consagramos, e fazei que elas nos alcancem o vosso perpétuo auxílio. Por N. S.

Prefácio da Santíssima Trindade

Vere dignum et justum est, æquum et salutáre, nos tibi semper et ubíque grátias ágere: Dómine sancte, Pater omnípotens, ætérne Deus: Qui cum unigénito Fílio tuo et Spíritu Sancto unus es Deus, unus es Dóminus: non in uníus singularitáte persónæ, sed in uníus Trinitáte substántiæ. Quod enim de tua glória, revelánte te, crédimus, hoc de Fílio tuo, hoc de Spíritu Sancto sine differéntia discretiónis sentímus. Ut in confessióne veræ sempiternæque Deitátis, et in persónis propríetas, et in esséntia únitas, et in majestáte adorétur æquálitas. Quam laudant Angeli atque Archángeli, Chérubim quoque ac Séraphim: qui non cessant clamáre quotídie una voce dicéntes: Sanctus…

Verdadeiramente é digno e justo, razoável e salutar, que, sempre e em todo lugar, Vos demos graças, ó Senhor santo, Pai onipotente, eterno Deus: Que com o vosso Unigênito Filho e o Espírito Santo, sois um só Deus e um só Senhor, não em unidade de uma só pessoa, senão na Trindade de uma só substância. Porquanto, o que de vossa glória por vossa revelação, nós outros cremos, o mesmo, sem diferença alguma, cremos de vosso Filho, o mesmo do Espírito Santo, para que na confissão verdadeira e sempiterna Divindade, seja adorada a propriedade nas pessoas, a unidade na essência e a igualdade na Magestade. A Ela, louvam os Anjos e os Arcanjos, os Querubins e os Serafins, que não cessam de cantar cada dia, dizendo a uma voz: Santo…

Communio (Tob. 12, 6)

Benedícimus Deum cæli et coram ómnibus vivéntibus confitébimur ei: quia fecit nobíscum misericórdiam suam.

Bendizemos o Deus do céu, e O louvaremos perante todos os viventes, pois foi misericordioso para conosco.

Postcommunio

Profíciat nobis ad salútem córporis et ánimæ, Dómine, Deus noster, hujus sacraménti suscéptio: et sempitérnæ sanctæ Trinitátis ejusdémque indivíduæ Unitátis conféssio. Per D. N.

Fazei, Senhor, nosso Deus, que a recepção deste Sacramento e a confissão da eterna e Santa Trindade e de sua mesma indivisa Unidade, nos aproveitem para a salvação da alma e do corpo. Por N. S.

Comemoração do domingo

Tantis, Dómine, repléti munéribus: præsta, quæsumus; ut et salutária dona capiámus, et a tua numquam laude cessémus. Per D. N.

Saciados com tantos Dons, nós Vos suplicamos, Senhor, fazei nos sejam eles proveitosos e nunca cessemos de Vos louvar. Por N. S.

No fim da Missa, lê-se o Evangelho do domingo.

Evangelium (Luc. 6, 36-42)

Sequéntia sancti Evangélii secúndum Lucam.

In illo témpore: Dixit Jesus discípulis suis: Estóte misericórdes, sicut et Pater vester miséricors est. Nolíte judicáre, et non judicabímini: nolíte condemnáre, et non condemnabímini. Dimíttite, et dimittémini. Date, et dábitur vobis: mensúram bonam et confértam et coagitátam et supereffluéntem dabunt in sinum vestrum. Eádem quippe mensúra, qua mensi fuéritis, remetiétur vobis. Dicébat autem illis et similitúdinem: Numquid potest cæcus cæcum dúcere? nonne ambo in fóveam cadunt? Non est discípulus super magistrum: perféctus autem omnis erit, si sit sicut magíster ejus. Quid autem vides festúcam in óculo fratris tui, trabem autem, quæ in óculo tuo est, non consíderas? Aut quómodo potes dícere fratri tuo: Frater, sine, ejíciam festúcam de óculo tuo: ipse in óculo tuo trabem non videns? Hypócrita, éjice primum trabem de oculo tuo: et tunc perspícies, ut edúcas festúcam de óculo fratris tui.

Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: Sêde misericordiosos, como o vosso Pai é misericordioso. Não julgueis, e não sereis julgados. Não condeneis, e não sereis condenados. Perdoai, e sereis perdoados. Dai, e ser-vos-á dado: E será derramado em vosso regaço uma medida boa, recalçada, sacudida e transbordante. Porque, com a mesma medida, que medirdes, medir-vos-ão. E dizia-lhes também esta comparação: Porventura pode um cego guiar outro cego? Não cairão ambos em algum barranco? O discípulo não está acima do mestre, mas será perfeito aquele que for como o seu mestre. Porque vês o argueiro no olho de teu irmão, e não reparas na trave que está no teu? Ou como podes dizer a teu irmão: Irmão, deixa-me tirar o argueiro do teu olho e não vês tu mesmo a trave que está no teu? Hióscrita, tira primeiramente a trave de teu olho, e então cuidarás em tirar o argueiro do olho de teu irmão.