Pronunciamentos dos Papas, Cardeais, Bispos e Teólogos sobre a Obrigação de Votar

PRINCÍPIO E FUNDAMENTO

O cristão está obrigado, por lei divina, a cumprir com as suas obrigações de cidadão, em tudo aquilo que não for pecado.

«Dai a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus.» (Mateus 22, 21).

«Todo o homem esteja sujeito aos poderes superiores: Porque não há poder que não venha de Deus: E os que há, esses foram por Deus ordenados. Aquele pois que resiste à potestade, resiste à ordenação de Deus: E os que lhe resistem, a si mesmos trazem a condenação.» (Romanos 13, 1-2). Fala-se, neste caso, de poderes legitimamente estabelecidos.

«Submetei-vos pois a toda a humana criatura, por amor de Deus: Quer seja ao rei, como a soberano: Quer aos governadores, como enviados por ele para tomar vingança dos malfeitores, e para louvor dos bons.» (1 Pedro 2, 13-14). Observam os comentadores que São Pedro disse isso nos tempos em que o Imperador era Nero!

Dentre os deveres de um cidadão em uma república está o de votar, logo o cidadão está obrigado a votar para eleger os melhores candidatos possíveis ao governo das coisas públicas. Essa é precisamente a doutrina da Igreja Católica, como se verá a seguir.

OS CRISTÃOS DEVEM ENVOLVER-SE NA POLÍTICA

«Para a salvação pública importa ainda que os católicos emprestem sensatamente o seu concurso à administração dos negócios municipais e se apliquem sobretudo a fazer com que a autoridade pública atenda à educação religiosa e moral da juventude, como convém a cristãos: daí depende sobretudo a salvação da sociedade… Abstendo-se eles, as rédeas do governo passarão sem contestação às mãos daqueles cujas opiniões certamente não oferecem grande esperança de salvação para o Estado. Seria isso, ademais, pernicioso aos interesses cristãos, porque os inimigos da Igreja teriam todo o poder e os defensores dela, nenhum. Evidentemente é, pois, que os católicos têm justos motivos para participar da vida política; porquanto o fazem e o devem fazer não para aprovar aquilo que pode haver de censurável presentemente nas instituições políticas, mas para tirar dessas próprias instituições, tanto quanto possível, o bem público sincero e verdadeiro, propondo-se infundir em todas as veias do Estado, como uma seiva e um sangue reparador, a virtude e a influência da religião católica.» (Papa Leão XIII, Encíclica Immortale Dei, nn. 54 e 55).

A OBRIGAÇÃO DE VOTAR PELO BEM DA SOCIEDADE E DA RELIGIÃO

«Tenham todos presente que, ante o perigo da religião e do bem público, a ninguém é lícito permanecer ocioso… Portanto, é necessário que os católicos evitem com todo o cuidado qualquer perigo, e assim, deixados de lado os interesses de partido, trabalhem com denodo para a incolumidade da religião e da pátria, procurando com empenho, sobretudo, isto, a saber, que, tanto às assembleias administrativas como às políticas ou do reino, venham aqueles que, consideradas as condições de cada eleição e as circunstâncias dos tempos e dos lugares, segundo retamente se resolve nos artigos da citada revista Razón y Fe, pareça que hão de melhor olhar para os interesses da religião e da pátria, no exercício de seu cargo público.» (Papa São Pio X, Epístola Inter Catholicos, 20 de favereiro de 1906).

Os princípios da Revista Razón y Fe, editada pelos jesuítas, que o Papa endossa são, em substância, a obrigação de votar nas eleições e a licitude de escolher o candidato menos mau, na falta de um melhor com chances de ser eleito. Segundo o Papa, não há nisso nada que não seja ensinado pela maior parte dos teólogos de moral e, portanto, trata-se de uma norma lícita e segura (cf. La Civiltà Cattolica, Anno 57.º – 1906 – vol. 2, p. 100).

EM SITUAÇÕES GRAVES, DEVE-SE VOTAR SOB PENA DE PECADO MORTAL

«O exercício do direito de voto é um ato de grave responsabilidade, pelo menos quando se trata de eleger quem será encarregado de dar ao país a sua constituição e as suas leis, particularmente aquelas que afetam, por exemplo, a santificação das festas, do casamento, da vida familiar e da escola, e que orientam, segundo a justiça e a equidade, as várias fases da vida social. Portanto, cabe à Igreja explicar aos fiéis os seus deveres morais que derivam do seu direito de voto.» (Papa Pio XII, Discurso aos Pastores e Pregadores Quaresmais de Roma, 1946: Acta Apostolicae Sedis, vol. 38, p. 187).

«Amanhã os cidadãos de duas grandes nações estarão lotando as cabines de votação. Qual é a questão fundamental nestas eleições? A questão é se essas duas nações, essas duas nações latinas irmãs, que têm mais de mil anos de história cristã, continuarão a se firmar na rocha firme do cristianismo, no reconhecimento de um Deus pessoal, na crença da dignidade espiritual e o destino imortal do homem, ou, pelo contrário, escolherão colocar seu futuro no poder inexorável e totalitário de um estado materialista, que não reconhece ideais além desta terra, nenhuma religião e nenhum Deus. Uma ou outra dessas alternativas se verificará, conforme os campeões da civilização cristã ou seus inimigos fiquem à frente da votação. A decisão cabe aos eleitores, e a responsabilidade, elevada mas séria, é deles.» (Papa Pio XII, Alocução ao Sagrado Colégio de Cardeais, 1.º de junho de 1946: Acta Apostolicae Sedis, vol. 38, pp. 256-257).

«É vosso direito e dever chamar a atenção dos fiéis para a extraordinária importância das próximas eleições e para a responsabilidade moral que daí decorre para todos os que têm direito de voto. Sem dúvida, a Igreja pretende ficar fora e acima de todos os partidos políticos, mas como pode ser possível ficar indiferente à composição de um parlamento ao qual a Constituição dá o poder de legislar em assuntos que dizem respeito tão diretamente ao mais alto interesse religioso, e à condição da vida da Igreja na própria Itália?… Por conseguinte, segue-se: – Que nas circunstâncias atuais é estritamente obrigatório para quem tem o direito, homem ou mulher, participar das eleições. Aquele que se abstém, sobretudo por indolência ou covardia, comete assim um pecado grave, uma ofensa mortal.» (Papa Pio XII, Papa Pio XII, Discurso aos Pastores e Pregadores Quaresmais de Roma, 1948: Acta Apostolicae Sedis, vol. 40, p. 119).

«Cada um deve votar de acordo com os ditames de sua própria consciência. Ora, é evidente que a voz da consciência impõe a todo católico sincero a necessidade de dar seu próprio voto àqueles candidatos ou àquelas listas de candidatos que lhes ofereçam garantias verdadeiramente adequadas para a proteção dos direitos de Deus e das almas, para o verdadeiro bem dos indivíduos, das famílias e da sociedade, segundo as leis de Deus e o ensinamento moral da Igreja.» (Ibidem).

«Há uma grave responsabilidade sobre todos, homens ou mulheres, que têm o direito ao voto, especialmente quando os interesses da religião estão em jogo; a abstenção neste caso, em si – isto deve ser bem compreendido -. é um grave e fatal pecado de omissão. Ao contrário, exercer bem o direito de voto é trabalhar efetivamente para o bem do povo, como leais defensores de Deus e da Igreja.» (Papa Pio XII, Congresso da União Internacional das Ligas de Mulheres Católicas, 11 de setembro de 1947: Acta Apostolicae Sedis, vol. 39, p. 486).

A partir desses pronunciamentos papais aprendemos sobre o caráter grave da obrigação de votar, particularmente em circunstâncias de séria importância para o bem da Igreja ou do Estado. O Papa Leão XIII estabeleceu o princípio geral do interesse em assuntos políticos e cada um dos Papas sucessivos enfatizou a obrigação em circunstâncias particulares. De seus escritos e discursos sabemos que um católico não pode ser indiferente às suas obrigações de cidadão, mas deve usar as forças políticas à sua disposição, particularmente o direito de voto, para melhorar a condição da religião e do bem comum, especialmente quando uma destas coisas ou ambas exijam seu voto.

PRONUNCIAMENTOS DOS BISPOS E CARDEAIS

«É um dever de consciência, para todos os cidadãos honrados com o direito de sufrágio, votar com honestidade e sabedoria, com o único objetivo de beneficiar o país. Os cidadãos estão sujeitos à lei divina como está a Igreja. Dos nossos votos, como de todas as nossas ações, Deus exigirá uma conta. O dever de votar é tanto mais obrigatório para a consciência, porque do seu bom ou mau exercício dependem os mais graves interesses do país e da religião.»

«É vosso dever votar. Deixar de fazê-lo seria uma abdicação culposa do dever de vossa parte. É vosso dever votar honestamente; isto é, para homens dignos de vossa estima e confiança. É vosso dever votar sabiamente; isto é, de forma a não desperdiçar os vossos votos. Seria melhor colocá-los em candidatos que, embora não satisfaçam plenamente todas as nossas legítimas reivindicações, nos levariam a esperar deles uma linha de conduta útil ao país, do que guardar os vossos votos para outros cujo programa de fato possa ser mais perfeito, mas, cuja derrota quase certa, pode abrir a porta aos inimigos da religião e da ordem social.» (Cardeal Léon-Adolphe Amette, Arcebispo de Paris, em carta conjunta com os bispos de França, 1921, citado em Ryan-Boland, Catholic Principles of Politics, pp. 207-208).

«Como pastor de almas tenho não só o direito, mas o dever de esclarecer o meu rebanho sobre as dificuldades e perigos deste momento de importância histórica. A hora atual é tão escura e os perigos de tal magnitude nos ameaçam, que todos os cidadãos devem se interessar pelas eleições. A abstenção é hoje uma falta grave, devida ao egoísmo ou fraqueza, medo, se não covardia. Seria errado supor que um voto a mais ou a menos, pouco importe. As maiorias podem ser ganhas ou perdidas por apenas alguns votos. Inimigos de Deus e da Igreja irão às urnas em massa compacta – por que os católicos deveriam fazer o contrário? Não se favorece os humildes ou os pobres ficando em casa no dia das eleições.» (Cardeal Carlo Salotti, Prefeito da Congregação dos Ritos, 1946: Salviamo-L’Italia – Let us save Italy, Talbet (Londres), p. 187).

«Os Deveres Eleitorais dos Católicos… A participação no voto é uma necessidade essencial para um Estado democrático, e é um direito e uma obrigação de todos os cidadãos. Disto resultam as seguintes conclusões:

1. Os católicos, como membros da comunidade do Estado, têm o direito de exprimir as suas convicções políticas.

2. Os católicos têm o direito de decidir, pelo voto, as leis mais essenciais da vida pública polonesa.

3. Os católicos têm o dever cívico, nacional e religioso de participar nas eleições.

4. Os católicos não podem pertencer a organizações ou partidos cujos princípios contrariem a doutrina cristã, ou cujas ações e atividades visem, em realidade, minar a ética cristã.

5. Os católicos só podem votar nas pessoas, lista de candidatos e programas eleitorais que não se oponham à doutrina e à moral católica.

6. Os católicos não podem votar, nem apresentar-se como candidatos a listas eleitorais cujos programas ou métodos de governo sejam contrários ao bom senso, ao bem-estar da nação e do Estado, à moral cristã e à perspectiva católica.

7. Os católicos só devem votar em candidatos de probidade e retidão comprovadas, que mereçam confiança e sejam dignos representantes do bem-estar do Estado polonês e da Igreja.

8. Os católicos não podem deixar de votar sem uma razão justa e sábia; pois cada voto, dado de acordo com as recomendações acima, ou promove o bem comum, ou previne o mal.» (Cardeal August Hlond, 10 de setembro de 1946: Salviamo-L’Italia – Let us save Italy, Talbet (Londres), p. 188).

«Há alguns que se gabam de que, por causa da corrupção dos políticos, recusam-se a votar. É meu dever dizer-lhes que o cidadão católico tem a obrigação de votar. O próprio Santo Padre declarou recentemente que, quando questões graves estão em jogo, deixar de votar pode ser um grave pecado de omissão.» (Cardeal Bernard Griffin, Arcebispo de Westminster in Catholic Mind, 46: 1028 (agosto de 1948), 534).

«É… o dever mais sagrado do eleitor examinar cuidadosamente os candidatos e suas políticas e, acima de tudo, independentemente de partidos ou facções políticas, votar apenas naqueles cujos princípios promoverão os melhores interesses, morais e sociais, do Estado.» (Episcopado das Ilhas Filipinas, 21 de maio de 1949 in Catholic Mind, 47: 1041 (setembro de 1949), 568-569).

«… Considerai que sois responsáveis não só perante a sociedade, mas perante Deus, pelo exercício honesto, independente e destemido do vosso próprio direito de voto, que vos foi confiado, não para vosso ganho privado, mas para o bem público, e se, cedendo a qualquer influência indevida, agires por favor, afeição ou motivos de ganho desonesto, contra vossa própria visão deliberada do que promoverá o bem do país, haveis violado vossa consciência, traído vosso dever e renegado o vosso país.» (Hierarquia dos Estados Unidos, 1840 in Guilday, National Pastorals of the American Hierarchy, 142-143.)

PRONUNCIAMENTOS DOS TEÓLOGOS

«Os principais elementos da cidadania são os direitos e os deveres. Estas são entidades ou categorias morais. A relação do cidadão com o Estado é tanto ética quanto política. Seus direitos não são todos conferidos pelo Estado; alguns deles são naturais, existindo independentemente do Estado, porque são necessários para o bem-estar individual. Seus deveres para com o Estado não são meramente civis e políticos; em geral são também morais, criando uma força que obriga em consciência… Os deveres do cidadão são verdadeiramente éticos, porque o Estado não é uma instituição social voluntária. Não é como uma sociedade fraterna ou associação profissional.» (Monsenhor John A. Ryan, Catholic Principles of Politics. Nova York, 1946, p. 207).

«Na maioria dos países hoje, o povo se governa elegendo seus próprios legisladores, juízes e executivos. Portanto, uma segunda classe de deveres que incumbe ao cidadão resulta de suas funções como eleitor. O direito de voto tem como corolário um dever especial e esse dever é o da justiça legal.» (Koch Preuss, Moral Theology. St. Louis, 1925-1933, vol. 5, p. 571).

«A abstenção do voto sem motivo parece ser, pelo menos, pecado venial, se o candidato bom tiver competidor mau; pode ser pecado grave se ela for causa de ser eleito um candidato mau. – Ao candidato mau só se pode dar o voto, se isso for necessário para impedir a eleição de candidato pior; neste caso declare-se o motivo de tal proceder. Excepcionalmente poder-se-ia dar o voto também ao candidato mau para evitar deste modo um prejuízo pessoal extraordinariamente grande.» (Padre Heriberto Jone, O.M.Cap., Compêndio da Moral Católica, p. 160, n. 204, III).

«A maioria dos autores que falam da obrigação de votar dizem que ela é sub gravi em si mesma ou sub gravi em questões de gravidade. Após uma breve consideração dos argumentos e opiniões, parece seguro concluir que o cidadão está obrigado sub levi a votar em todas as eleições ordinárias. Se falhar por preguiça, indiferença, etc., comete um pecado venial. Se, no entanto, uma pessoa deixa de votar durante um período de tempo, tornando-se assim um não-eleitor habitual, ele cometeria um pecado mortal pelo número de omissões que poderia acumular para constituir um pecado mortal.»

«Se a questão fosse séria, como o caso entre um comunista ou membro de um grupo igualmente mau e um homem bom e capaz e houvesse a chance do homem mau ser eleito, então o cidadão estaria obrigado sub gravi a votar no candidato digno. Se votasse no comunista ou não votasse, pecaria mortalmente. Se não houvesse chance do indigno ser eleito, então obviamente a obrigação não seria sub gravi.»

«Pelas declarações dos teólogos, parece que a obrigação de votar é grave ex genere suo, cuja matéria é importante em si mesma, mas que admite parvidade de matéria em casos individuais. Ou seja, em casos individuais o assunto pode ser leve, e uma pessoa cometeria um pecado venial por não votar ou votar contra os princípios morais.»

(Padre Titus A. Cranny S.A., The Moral Obligation of Voting. Washington: The Catholic University of America Press, 1952, p. 88).

«Com o termo “candidatos indignos” não queremos dizer necessariamente homens cujas vidas privadas sejam moralmente repreensíveis, mas aqueles que, se eleitos, causariam graves danos ao Estado ou à religião, como, por exemplo, homens de temperamento vacilante que temem tomar decisões.»

«Na vida prática, muitas vezes é difícil determinar se um certo candidato é digno ou indigno, porque parece haver pouco sobre o que julgar com precisão, especialmente em eleições locais ou municipais. Não se segue que todo católico seja necessariamente o melhor homem para um cargo e que todo não católico não o seja; nem que todo católico promova os interesses do bem comum do Estado e da religião e que o não católico não o faça. Mesmo que um homem seja de excelente caráter em sua vida privada, ele não provará necessariamente ser competente em um cargo público. Às vezes também, como São Roberto Belarmino apontou em seu De laicis [c. 4, p. 7], os chamados governantes maus podem fazer mais bem do que mal, como Saul e Salomão. É melhor que o Estado tenha um governante mau do que nenhum governante, pois onde não há governante o Estado não pode resistir por muito tempo, como observou o sábio Salomão: “Onde não há quem governe, perecerá o povo.” [Prov. 11, 14].» (Ibidem, p. 93).

«Tanquerey declara que se a votação for entre um socialista e outro liberal, o cidadão pode votar pelo menos mau, mas deve declarar publicamente por que está votando dessa forma, para evitar qualquer scandalum pusillorum [Synopsis Theologiae Moralis, 3, 981]. Prümmer diz o mesmo [Manuale Theologiae Moralis, 2, 604]. Na verdade, porém, nos Estados Unidos e em outros países onde a votação é secreta, parece não haver necessidade de declarar a maneira de votar.» (Ibidem, p. 94).

«Em seu Casus, Genicot, [p. 138] apresenta um caso de eleição entre um liberal e um comunista. Para evitar escândalo, o cidadão deve dar razões para votar no liberal. Não se apoia o mau candidato, mas simplesmente aplica-se o princípio do duplo efeito.» (Ibidem, p. 95).

Quem realmente foi Dom Cláudio Frank Hummes

Deve-se ter compaixão das pessoas que deixam essa vida e evitar falar de seus defeitos, contudo é um escândalo tremendo ver tantas notas de “canonização” e reconhecimento à pessoa de Dom Cláudio Hummes, que são uma completa falsificação da realidade, posto que esse senhor foi um dos principais destruidores do catolicismo no Brasil. Além disso, se não se reprova a vida dele, tão louvada pelo mundo, o próprio caminho da verdade será blasfemado, porque se pode ter a impressão de que é possível a um cristão viver bem, e até “morrer bem”, enquanto professa um falso amor pelos pobres, muito diferente daquele que nos foi ensinado por Cristo e pela Igreja. Por essas razões, escrevi as seguintes linhas sobre quem realmente foi Dom Cláudio Hummes:

Dom Cláudio Frank Hummes (1934-2022), amigo de Lula e de Bergoglio, faleceu no dia 4 de julho deste ano e está sendo sepultado no dia de hoje. No auge da Teologia da Libertação, teve um papel destacado por se envolver, diretamente, com Frei Betto e outros, nas greves dos metalúrgicos. Ele é conhecido por ter ajudado a esconder Lula, então líder sindical, das autoridades públicas. Na prática, sua “opção preferencial pelos pobres” se traduzia na forma de apoio à greve e resistência ao governo, algo que dificilmente pode ser diferenciado do método bruto, para não dizer brutal, dos comunistas. Em vez de promover uma reforma moral na sociedade, como preconizada pelo Evangelho e como caberia a um bispo, deixou que a fé e os costumes se deteriorassem e, na verdade, seguiu, como pôde, as tendências mais vanguardistas da revolução social em curso. Como os rebeldes de ontem tinham conseguido chegar ao poder com a “redemocratização” do país, então a luta de classes deveria agora ser travada em termos de uma luta entre homem e mulher, homem e sodomita e, principalmente, homem e natureza. Dom Hummes, nos últimos anos, esteve muito interessado na Amazônia em particular e na ecologia em geral, cuja finalidade, para quem ainda não sabe, é roubar dos países a soberania sobre seus territórios – donde o conceito de internacional de “pan-amazônia” – e tirar dos particulares o direito e uso da propriedade. Morreu de câncer aos 87 anos, deixando um grande rastro de destruição atrás de si, como castigo pelos nossos pecados e advertência aos que seguem pelo seu caminho. Só posso desejar que tenha se convertido antes de ir ao encontro de Cristo, Justo Juiz. Que Deus tenha misericórdia de sua alma.

PREPARE-SE para o Congresso Sedevacantista 2022

Dom Rodrigo da Silva do Seminário São José dá as coordenadas para aqueles que conosco desejam prestigiar o 2.º Congresso Sedevacantista no Brasil, que será realizado na cidade de Curitiba/PR, entre os dias 12 e 15 de novembro deste Ano do Senhor de 2022.

Tema: 60 anos de Vaticano II – As origens do Movimento Tradicional e o que nos Espera.

Link de inscrição
https://forms.gle/JYUkgMZVr5edW11MA

Número para envio dos comprovantes e outras informações
41 99276-0195

http://wa.me/554192760195

Valores:

180 Reais – Para quem irá participar d o evento mas não dormir no local / valor por pessoa
300 Reais – 1 pessoa
500 reais – 2 pessoas (casal)
Famílias – valor a combinar

Crianças até 12 anos não pagam

Será possível dividir as inscrições em até as 5x.

APOIE O SEMINÁRIO SÃO JOSÉ

E-mail e Paypal: contato@seminariosaojose.org

Caixa Econômica Federal
Titular Seminário São José
CNPJ e Chave PIX: 35.776.231/0001-76
Ag 0285
Op 003
Cc 2642-0

Seja membro do Controvérsia Católica e tenha acesso a lições exclusivas:
https://www.youtube.com/channel/UCLRBs01oGsDk5wP1qykUOAQ/join

APOIE O CONTROVÉRSIA CATÓLICA
Chave Pix / Paypal / Contato: (47) 99101-3580

Banco: 341 – Itaú Unibanco SA
Agência: 8677
Conta: 01325-5
Titular: Diogo Rafael Moreira
CPF: 090.981.389-26

O TRISTE FIM DOS ABORTISTAS

Relato de uma parteira que presenciou o triste fim de uma mãe que abortou seus filhos, extraído da obra Entre Leito e Berço: Memórias de uma Parteira (Editora Vozes, 1948, pp. 235-240).

Entrava justamente no hospital a mulher do dono de um bar, quase desfalecida, com febre alta, delírio e forte hemorragia. “Deve ser negócio de mulher”, disse-me a Superiora. Naquele tempo, os estatutos da Congregação proibiam às freiras ocupar-se com estes casos.

Infelizmente era “negócio de mulher”, como, tantas vezes, ocorria naquele tempo. O estado geral da doente denunciava graves complicações: não era um aborto normal; a febre com aquela intensidade não vinha daí.

Reflito e procuro nos antecedentes alguma indicação. Marido e mulher vieram de longe, pouco tempo antes da guerra. Compraram um bar; depois, com a prosperidade da indústria de guerra, anexaram-lhe um cassino e mais tarde um cinema. Disseram-me que aí também, de vez em quando, apareciam revistas de péssimo gênero: eram só obscenidades grosseiras, dançarinas semi-nuas e outras coisas mais, destinadas à “cultura do povo”. Exibe-se ai tudo o que há de cínico e ordinário, em figuras, palavras e pessoas. Era esse o alimento da mocidade da guerra, que, muitas vezes, não tinha o que comer! É natural que o dono do bar ganhe muito dinheiro; ninguém sabe por que motivo não foi ele recrutado. Em voz baixa diz-se muita coisa. Fala-se de noites de orgia, com portas e janelas fechadas; de recantos e nichos onde a gente se pode recolher para não ser vista; de frequentadores assíduos, vindos de fora. Diz-se muita coisa e tudo o que se diz é mau.

Nunca vi a. mulher na nossa igreja, nem na sala de orações protestantes, nem na assembleia judaica, que se reúne, às vezes, numa das salas da escola. Devo prevenir o nosso vigário, o pastor ou o rabino? A doente não traz consigo nada que denote uma preocupação religiosa qualquer. Pó de arroz, “rouge” para os lábios, gotas para os olhos, lima para as unhas, pentinho, espelhinho… uma dúzia de coisas supérfluas! Um cartão com as palavras: “Higienista e massagista”; e em baixo escrito a lápis: sucessor do doutor Marx. Logo vi que tudo aquilo era suspeito…

Com um enorme coágulo de sangue negro sai o bracinho de uma criaça, concebida há cinco meses, mais ou menos.

“Irmã Superiora, faça o favor de preparar a sala de operações até que o médico chegue. Se ainda se puder fazer alguma coisa, será pela intervenção a ferro.”

Foi uma noite terrível, a mais terrível de minha vida, seguida de outras noites e dias tenebrosos. Eu quisera que estivessem aí presentes todos aqueles a quem o diabo sugere provocar um aborto. Uma parteira está habituada a muita coisa: aos gemidos e aos gritos, à angústia e ao sofrimento; ao sangue e ao terror. Lá onde outras mulheres, desde muito já teriam desmaiado ou fugido, deve-se ficar firme e fazer o trabalho em silêncio, com dureza, sê for preciso, como se não tivesse nas mãos um ente vivo, e no peito um coração que também palpita e sangra! Mas, eu não quisera assistir outra vez a um fim semelhante ao que teve essa mulher jovem de trinta anos!

O relógio do campanário deu as suas doze badaladas, naquela noite de verão, silenciosa e quente. O dia tinha sido abafado; todas as janelas estavam abertas para deixar entrar a frescura da noite. Os doentes, em geral, gostam de ouvir o bater das horas; mas aí a mulher se levanta… olha para a porta com terror indizível… o olhar desvairado torna-se cada vez maior… os cabelos se eriçam… de um arranco, tenta saltar da cama, do lado da janela aberta, para aí se atirar…”Fugir… fugir…” balbuciam os lábios descorados.

Um suor de angústia goteja-lhe na fronte. Com o maior esforço conseguimos segurá-la. Aí ela se encolhe em baixo da coberta, geme e dá gritos de pavor.

No entanto, lá não há coisa alguma, nada absolutamente, nem uma sombra, nem um raio de luz. A sala está em escuridão tranquilizadora. Se acendemos mais luzes, ela grita ainda mais, no seu tormento; se fazemos a escuridão quase completa, não se descreve o seu terror. Afinal recorro a uma injeção. Durante a guerra deram às enfermeiras muita liberdade a esse respeito. Não me sirvo disso de bom grado, mas não é possível, horas e horas, segurar a mulher em tal excitação. As nossas forças estão esgotadas. Não há meio de impedir as alucinações, não sabemos donde elas provém. A mulher não atende ao que lhe dizemos com brandura.

Fica prostrada algum tempo, com a cabeça no travesseiro, como se estivesse morta. Amarela corno cera, desfeita como uma septuagenária! Depois o terror vem vindo pouco a pouco e ela começa a falar…

“Agora… agora voltam outra vez… um depois do outro… um… dois… três… esse já está grande, quase um moço… quatro… cinco… esse ficou pequenino… seis… sete… oito… aquele cortou-se a cabeça, que ele agora segura nas mãos… nove… dez… a a esse cortaram as pernas, mas está se mexendo… foi partido pelo meio, todo ensangüentado… Onze… doze.., e agora só um braço… e só uma perna… Onde está a cabeça?… os outros membros?… Por que é que vocês não têm olhos?… onde estão os olhos?…” De repente, num movimento brusco, levanta a coberta e a comprime contra o rosto. “Não… não… não… vão-se embora… vão-se embora… vocês não têm o direito de viver…” e cai desfalecida.

Logo depois recomeça. “Estão ouvindo o que eles dizem? Escutem… ‘não podemos ver a luz eterna…. não podemos ver a luz eterna… dá-nos os teus olhos, mamãe!… tiraste os nossos olhos, dá- nos os teus, mamãe…’ não estão ouvindo?… aqui… acolá… um… dois… três…” e e outra vez a terrível contagem até treze.

Compreendo subitamente, e o coração me pára de susto. Impossível! é delírio de febre, são alucinações!

No entanto, essa ideia não me deixa mais. O final era exato: tinha saído até agora um braço e uma perna da criança, morta criminosamente no seio materno. Mas será a décima terceira?…

“Que vêm vocês agora… fazer aqui?… estão mortos… nunca viram… eu não tenho filhos… quem os mandou para aqui?… olhem… olhem… todos eles voltaram… um… dois… três… Estão ouvindo como gritam? estão ouvindo?… ‘Não podemos ter o sossego eterno… não podemos ter o sossego eterno… tu nos tiraste a paz… nos expatriaste… nos expulsaste do teu seio… roubaste o nosso sossego… dá-nos o repouso eterno…’ E os olhos… os temíveis olhos vazados!…” os dedos afilados da doente apontam a parede, contando outra vez: “dois… quatro… seis… vão-se embora… vão-se embora…” Estende as mãos num movimento de repulsa. Debate-se com violência. Defende-se de fantasmas invisíveis, que dela se acercam, e cai enfim desfalecida. Mas não encontra sossego. Daí a pouco, assalta-a novo pavor.

“Lá,.. lá… um… dois… três… treze… como são feios… ensanguentados… escalavrados… dilacerados… nus…” e todo seu corpo estremece de nojo… “Não me toquem… vão-se embora!… Vocês então não vêem nada?… não ouvem como eles gemem e se lamentam, como choram e gritam?… ah… agora, outra vez… ‘não temos a água do batismo para lavar nossas manchas… não temos o vestido da graça para cobrir nossa nudez… nem o vestido de festa para o banquete nupcial… estamos excluídos… com frio… com fome… dá-nos a luz… aquece-nos…’ Vocês não ouvem nada? aqui… acolá… além… um… dois… três…”

E de repente, num acesso de fúria, aos gritos: “Vão-se embora… vão-se embora… não me toquem… deixem-me partir… para longe… para longe…”

Empurra a Irmã para o lado. Por felicidade o médico chega. Num jorro de sangue é expelida a cabeça da criança. O diagnóstico é rápido: intervenção imediata.

“Está tudo preparado, diz a Superiora, já contávamos com isso.” Como o número de irmãs tivesse diminuído consideravelmente durante a guerra, visto como deviam servir também nos muitos hospitais de sangue, era eu, naquele tempo, chamada, diversas vezes, como ajudante de operações. Hoje foi também assim. Pelo que o médico viu, confirmou-se a minha suposição. A criança fôra partida aos pedaços, em consequência duma intervenção mecânica; o útero estava muito ferido. Havia uma peritonite incipiente e, além disso, uma hemorragia, que durante horas não foi possível estancar — provavelmente o fim seria amanhã.

Deu-se aviso ao marido, que ficou impassível, enquanto não soube que lhe seria feito imediatamente um processo. Então exasperou-se, vociferando contra os juristas, que não tinham outra coisa a fazer senão meter o nariz nos casamentos alheios, em vez de se ocuparem só com os seus. Enquanto ainda praguejava, começou a pobre mulher, meio adormecida pelo anestésico, a contar outra vez: “Lá vem de novo… todos eles… um… dois’.. três… quatro… cinco… seis… sete… oito…” O homem. fugiu numa disparada, como perseguido pelas Fúrias.

A pobre mulher gritou e gemeu três dias e três noites. Nem as doses mais fortes do narcótico puderam dar-lhe repouso completo, esquecimento prolongado. Via continuamente os seus treze filhos, trucidados no seio materno, correndo para ela, com lamentos, queixas e súplicas. Não voltava a si durante o tempo necessário para que se pudesse movê-la ao arrependimento, à reconciliação com Deus; nem era possível livrá-la daquele suplício horrível, inspirando-lhe confiança na bondade e misericórdia divina. E ela também não podia morrer, tão grande era o seu pavor da morte! As irmãs, os outros doentes e até o médico, diante daquele desespero, não sabiam o que fazer! O padre também nada conseguira.

Ao fim de quatro dias, recobrou completamente os sentidos; foi pelo menos o que nos pareceu. Mandamos chamar, outra vez, o Vigário e o marido. O Vigário veio e às suas primeiras palavras a mulher interrompeu dizendo: “São treze, sim. É inútil fazer-me perguntas…” e quando ele quis lhe falar’da misericórdia divina, ela retorquiu num supremo esforço: “Deixem-me ir embora… quero ir para o inferno… quero que o canalha me pague na eternidade…”

E ainda uma última palavra ao marido, que vinha entrando: “Canalha!” e expirou…

DECLARAÇÃO CATÓLICA SOBRE A VACÂNCIA DA SÉ APOSTÓLICA

DECLARAÇÃO CATÓLICA
SOBRE A VACÂNCIA DA SÉ APOSTÓLICA

Não reconheço os papas que realizaram e aderiram ao Concílio Vaticano II (1962-1965) como verdadeiros e legítimos, porque, na Igreja Católica Apostólica Romana, fundada sobre a rocha de Cristo e do Papado,¹ não tem o poder de Pedro, quem não confessa a fé de Pedro;² nem pode ser Vigário de Cristo, quem se revolta contra Cristo.³

Estou ciente de que estes pretensos papas – por palavras, atos e omissões – têm rejeitado o depósito da fé divina e apostólica, sob o disfarce de reforma e renovação, adotando e prescrevendo, para a ruína da fé e dos costumes no mundo inteiro, um discurso repleto de «profanas novidades de palavras»,⁴ uma doutrina social contrária ao Evangelho⁵ e uma noção de Igreja tão nova quanto blasfema, que não só faz das seitas heréticas e cismáticas partes da Igreja de Cristo,⁶ mas até permite ver as falsas religiões como instrumentos do Espírito Santo.⁷

Essas opiniões são abomináveis aos olhos de Deus, que jamais pode transigir com a mentira e com o mal, e por isso a Igreja, onde habita o espírito da verdade e santidade, condenou-as inúmeras vezes no passado,⁸ de modo que aqueles que hoje abraçam esses erros não estão com Cristo e sua Igreja, mas antes com o demônio, pai da mentira e homicida,⁹ e com aqueles falsos doutores de quem já advertia São Pedro, primeiro Vigário de Cristo, os quais, diz ele, «introduzirão heresias de perdição, e negarão aquele Senhor que os resgatou, trazendo sobre si mesmos apressada ruína e muitos seguirão as suas dissoluções, por quem será blasfemado o caminho da verdade»¹⁰

Portanto, eu, católico pela graça de Deus, julgando a árvore pelos seus frutos e guardando-me dos lobos que astutamente se vestem em pele de ovelha,¹¹ a fim de permanecer fiel a única verdadeira Igreja de Jesus Cristo, coluna e fundamento da verdade,¹² declaro meu total repúdio ao Concílio Vaticano II, aos pretensos papas conciliares e à falsa religião que eles representam.

Rogo a Deus que os que ainda viverem se convertam à fé de sempre e retornem à comunhão com a Igreja de Cristo, também suplico ao Senhor que se digne enviar um papa que condene todos esses erros lamentáveis e combata todos os males que hoje perturbam a Santa Igreja.

Dada em Guaramirim, 29 de junho de 2022,
Festa dos Bem-Aventurados Apóstolos São Pedro e São Paulo

Assinado,
Diogo Rafael Moreira
Católico Apostólico Romano pela graça de Deus

NOTAS

1 – Cf. Papa São Leão Magno, Sermo IV in Migne, Patrologia Latina, vol. 54 col. 150; Papa São Leão IX, In Terra Pax, c. 7 in Denzinger-Umberg, Enchiridion Symbolorum n. 351; Papa Pio IX, Alla Nobilissima Deputazione Cattolica di tutte nazioni…, 7 mar. 1873 in Pasquale de Franciscis, Discorsi… vol. 3: Discorso CCLIX p. 252; Mat. 7, 24-27; 16, 18; Atos 4, 11; 1 Cor. 10, 4.

2 – Cf. Papa Pelágio II, Ep. 1 Quod ad Dilectionern in Denzinger-Umberg op. cit. n. 246; Mat. 16, 16-19 segundo os Santos Padres in Cornélio a Lapide, Commentarii in Scripturam Sacram, Ed. Peagaud et Lesne, vol. VIII, ad locum; João Maldonado, Commentarii in quatuor evangelistas, Ed. Konrad Martin, vol. I ad locum e Belarmino, De Summo Pontifice, lib. I c. 10-12 in Opera Omnia, Ed. Louis Vivès, vol. I.

3 – Cf. Mat. 12, 30; Atos 1, 25; São Jerônimo, ad Mat. 26, 65 in Migne op. cit. vol. 26 col. 202.

4 – 1 Tim. 6, 20, cf. 2 Tim. 1, 13; Papa Pio IX, Eximiam Tuam, 15 jun. 1857 in Denzinger-Umberg op. cit. 1611. O desprezo pelas antigas fórmulas, o abandono da linguagem tradicional é o próprio «espírito» do Concílio Vaticano II. Cf. João XXIII, Discurso na solene abertura do Concílio Vaticano II, 11 out. 1962 in AAS 54, pp. 784-795; Discurso aos Cardeais, 23 dez. 1962 in AAS 55, pp. 43-45; Vaticano II, Decreto Unitatis Redintegratio n. 6, 21 nov. 1964; Paulo VI, Discurso na última sessão pública do Vaticano II, 7 dez. 1965 in AAS 58, pp. 51-59; João Paulo II, Ut Unum Sint, n. 42, 25 mai. 1995.

5 – Cf. Vaticano II: Declaração Dignitatis Humanae nn. 2, 4 e 9, 7 dez. 1965; Constituição Pastoral Gaudium et Spes passim, 7 dez. 1965; Paulo VI, Discurso na Organização das Nações Unidas, 4 out. 1965 in AAS 57, p. 877-885; João Paulo II, Centesimus Annus, n. 47, 1 mai. 1991; Catecismo n. 2108; Discursos à comunidade muçulmana e aos sequazes do Vodu em Viagem Apostólica ao Benin, Uganda e Sudão, 4 fev. 1993; Bento XVI, Ecclesia in Medio Oriente, n. 26, 14 set. 2012; Francisco, Evangelii Gaudium, n. 255, 24 nov. 2013.

6 – Cf. Vaticano II: Constituição Dogmática Lumen Gentium n. 8, 21 nov. 1964; Decreto Unitatis Redintegratio n. 3, 21 nov. 1964; João Paulo II, Catecismo 819, Carta aos Bispos sobre alguns aspectos da Igreja entendida como Comunhão, 28 mai. 1992; Declaração Dominus Iesus, 6 ago. 2000; cuja consequência prática é o falso ecumenismo: Vaticano II: Decreto Unitatis Redintegratio n. 8; Decreto Ad Gentes n. 29, 7 dez. 1965; João Paulo II, Discurso por ocasião do 450º Aniversário da Confessio Augustana, 25 jun. 1980; Alocução aos representantes de diferentes religiões e tradições culturais em Nova Deli, n. 7, 2 fev. 1986; Ut Unum Sint, passim, 25 mai. 1995; Alocução aos membros de uma delegação ecumênica, 19 jan. 2004; Bento XVI, Discurso em encontro ecumênico no Palácio Episcopal de Colônia, 19 ago. 2005; Carta aos bispos a respeito da remissão da excomunhão aos quatro bispos consagrados pelo Arcebispo Lefebvre, 10 mar. 2010; Francisco, Evangelii Gaudium, n. 246, 24 nov. 2013; Alocução a seminaristas, religiosos e fiéis da Geórgia, 1 out. 2016; Discurso no Encontro Ecumênico em Malmö, 31 out. 2016.

7 – Cf. Vaticano II: Declaração Nostra Aetate passim, 28 out. 1965; Paulo VI, Evangelii Nuntiandi, n. 53, 8 dez. 1975; João Paulo II, Discurso pelo Dia Mundial de Oração pela Paz, 27 out. 1986; Catecismo n. 843; Audiência de 9 set. 1998; Bento XVI, Verbum Domini, n. 119, 30 set. 2010; Francisco, Documento sobre a Fraternidade Humana, 4 fev. 2019; Audiência de 2 fev. 2022.

8 – O Magistério de São Pedro a Pio XII é uma constante condenação do espírito e doutrina do Concílio Vaticano II, eis apenas alguns documentos compostos diretamente contra os erros modernos: Papa Pio VI, Auctorem Fidei contra os erros do Sínodo de Pistoia, 28 ago. 1794; Gregório XVI, Mirari Vos contra o indiferentismo, 16 ago. 1832; Quanta Cura contra o liberalismo, socialismo e comunismo com o Syllabus dos Erros Modernos, 8 dez. 1864; Leão XIII, Humanum Genus contra a maçonaria. 20 abr. 1884; Immortale Dei sobre a Igreja e o Estado, 1 nov. 1885; Libertas Praestantissimum contra o liberalismo, 20 jun. 1888; Satis Cognitum contra falsas noções de unidade da Igreja, 29 jun. 1896; Testem Benevolentiae contra o americanismo, 22 jan. 1899; São Pio X, Decreto Lamentabili, 3 jul. 1907 e Encíclica Pascendi Dominici Gregis, 8 set. 1907, ambos documentos contra o modernismo; Pio XI, Quas Primas sobre a realeza social de Jesus Cristo contra o liberalismo, 11 dez. 1925; Mortalium Animos contra o ecumenismo, 6 jan. 1928; Divini Redemptoris contra o comunismo, 19 mar. 1937; Pio XII, Mystici Corporis contra falsas noções de Igreja, 29 jun. 1943; Humani Generis contra vários erros da Nova Teologia, 12 ago. 1950. Excertos destes documentos podem ser encontrados em Denzinger-Umberg op. cit. a partir do n. 1501.

9 – João 8, 44.

10 – 2 Ped. 2, 1-2, αἱρέσεις ἀπωλείας (airéseis apoleías), literalmente heresias de perdição, conforme o grego.

11 – Mat. 7, 15-16.

12 – 1 Tim. 3, 15. Apoiar-se sempre na Igreja, onde se acha a verdade sem mancha de erro, não em si mesmo, nem nas novidades e sistemas alheios, ao contrário do que propõe o Vaticano II, cf. Gregório XVI, Singulari Nos, 25 jun. 1834, Denzinger-Umberg op. cit. 1617.

O MITO DO PAPA PAGÃO: URBANO VIII, CAMPANELLA E ASTROLOGIA

Confira artigo na íntegra em PDF: https://controversiacatolica.files.wordpress.com/2022/06/o-mito-do-papa-pagao-urbano-viii-campanella-e-astrologia.pdf

Em seu vídeo «O Papa Pagão: Ocultismo no Mundo Moderno», uma moça chamada Débora G. Barbosa afirma que o Papa Urbano VIII, com a ajuda do frade dominicano Tommaso Campanella, esteve envolvido em um ritual de magia negra, um ritual pagão, que tinha em vista salvar o papa da influência maléfica de um eclipse.

De onde ela tirou essa história? Parece que a ideia veio, em grande parte, do oitavo capítulo da obra «Power and Religion in Baroque Rome: Barberini Cultural Policies» [Poder e Religião na Roma Barroca: As Políticas Culturais de Barberini] escrita pelo professor holandês Peter Rietbergen.

Depois de lê-lo e confrontá-lo com outros estudos, e após ter assistido com cuidado e refletido sobre o vídeo publicado pela Sra. Débora, gostaria de explicar o que realmente pode ter acontecido com o Papa Urbano VIII e Campanella, ao mesmo tempo que corrijo o que há de errado ou exagerado no vídeo dela.

Resposta ao Bispo Modernista de Bragança do Pará

No dia primeiro de junho, um fato extraordinário aconteceu na aparentemente pacata diocese de Bragança do Pará. Em carta às comunidades locais, Dom Jesus Maria Cizaurre Berdonces, o bispo modernista da região, alerta para algumas «ideias estranhas» sobre o Concílio Vaticano II e o «nosso Papa Francisco», ali divulgadas, diz ele, pelo Sr. Cardoso. No mesmo ato, ele condena tais ideias como «contrárias à fé Católica» e censura o mesmo Sr. Cardoso. Semelhante medida, chamou a atenção de muita gente e, para que toda verdade seja dita, convém mostrar o outro lado da história. Eis então a resposta do Sr. Cardoso, fundador da Comunidade Missionários da Misericórdia, à missiva de Dom Jesus, com alguns comentários nossos a partir do que sabemos sobre ele e seus pares modernistas.

Siga a Comunidade Católica Missionários da Misericórdia nas redes sociais:

Whatsapp: +55 (91)+55 98217-0494

Facebook: https://www.facebook.com/ComunidadeMM

Canal do Youtube: https://youtube.com/channel/UCaZ97yDv1dGVh0xodtWALcg

REFERÊNCIAS
DIOCESE DE BRAGANÇA DO PARÁ. Diocese de Bragança do Pará publica nota de repúdio: https://novo.diocesedebragancapa.org.br/index.php/noticias/noticias-da-diocese/1572-diocese-de-braganca-do-para-publica-nota-de-repudio

CEBS DO BRASIL. Carta ao Povo de Deus: https://cebsdobrasil.com.br/carta-dos-bispos-ao-povo-de-deus/

Seja membro do Controvérsia Católica e tenha acesso a lições exclusivas:
https://www.youtube.com/channel/UCLRBs01oGsDk5wP1qykUOAQ/join

APOIE O CONTROVÉRSIA CATÓLICA
Chave Pix / Paypal / Contato: (47) 99101-3580

Banco: 341 – Itaú Unibanco SA
Agência: 8677
Conta: 01325-5
Titular: Diogo Rafael Moreira
CPF: 090.981.389-26

O Catolicismo de Cássia Kis

Há coisas dignas de aplauso, e outras de censura, no impacto que a declaração da atriz Cássia Kis, feita recentemente, produziu nos meios católicos. De modo particular, quando o assunto foi Missa Tridentina e família numerosa, parece que o júbilo de uns, era o mal-estar de outros. De onde vem essa diferença entre católicos? Eis o que tentarei responder nesse vídeo.

REFERÊNCIAS
CEKADA, Rev. Pe. Anthony. Obra de Mãos Humanas. Juquitiba: Seminário São José, 2020.

Declaração de “O CATEQUISTA” em “Liga da Justiça Católico”: https://www.facebook.com/ligadajusticacatolico/posts/541159527671856

VATICANO II, CONSTITUIÇÃO PASTORAL GAUDIUM ET SPES SOBRE A IGREJA NO MUNDO ACTUAL https://www.vatican.va/archive/hist_councils/ii_vatican_council/documents/vat-ii_const_19651207_gaudium-et-spes_po.html

DISCURSO DEL SANTO PADRE FRANCISCO A LOS PROFESORES Y ESTUDIANTES DEL PONTIFICIO INSTITUTO LITÚRGICO Sala del Consistorio Sábado, 7 de mayo de 2022 https://www.vatican.va/content/francesco/es/speeches/2022/may/documents/20220507-pont-istituto-liturgico.html

Seja membro do Controvérsia Católica e tenha acesso a lições exclusivas:
https://www.youtube.com/channel/UCLRBs01oGsDk5wP1qykUOAQ/join

APOIE O CONTROVÉRSIA CATÓLICA
Chave Pix / Paypal / Contato: (47) 99101-3580

Banco: 341 – Itaú Unibanco SA
Agência: 8677
Conta: 01325-5
Titular: Diogo Rafael Moreira
CPF: 090.981.389-26

Escrúpulos do Padre Leandro Neves – Palmar de Troya & Bispos Thuc

Eis uma resposta ao juízo sumário, para não dizer temerário, do Padre Leandro Neves contra todos os sacerdotes sedevacantistas da linhagem Thuc. Em poucos minutos, ele os associa com a seita do Palmar de Troya, põe um ponto de interrogação na validade de suas ordenações e, enfim, considera-os indignos profanadores do sacerdócio.

O único homem e a única obra que presta, que ele reconhece como a salvação do sacerdócio, é Dom Marcel Lefebvre e a Fraternidade Sacerdotal São Pio X. Será então, de grande proveito, neste contexto, examinar a relação que há entre Dom Lefebvre e a sua obra, de um lado, e a Igreja Palmariana, a validade dos Bispos Thuc e a sagração de bispos jovens, do outro.

Veremos assim, claramente, que os escrúpulos do Padre Leandro Neves servem apenas para cultivar uma atitude inescrupulosamente descaridosa, nele e naqueles que o seguem, para com os seus colegas no sacerdócio tradicional e os demais fiéis sedevacantistas, pondo Cristo contra Cristo, e privando a muitos da comunhão com aqueles que, seguindo os ensinamentos da Igreja nas questões em controvérsia, não podem concordar com os preconceitos e calúnias dirigidos contra Monsenhor Thuc e os bispos de sua linhagem episcopal.

PRINCIPAIS REFERÊNCIAS

DERKSEN, Mario. An Open Letter to Bishop Clarence Kelly on the “Thuc Bishops” and the Errors in The Sacred and the Profane. http://www.thucbishops.com/Open_Letter_to_%20Bp_Kelly_FULL.pdf

Todo material em http://www.thucbishops.com/

CEKADA, Rev. Pe. Anthony. The Validity of the Thuc Consecrations (1992). http://www.traditionalmass.org/articles/article.php?id=60#_ednref1

CONTROVÉRSIA CATÓLICA. Sucessão Apostólica depois do Concílio Vaticano II. https://controversiacatolica.com/2017/06/15/a-sucessao-apostolica-depois-do-concilio-vaticano-ii

LUNDBERG, Magnus. A Pope of Their Own: El Palmar de Troya and the Palmarian Church. Uppsala: Uppsala University, Department of Theology, 2017, p. 68. https://www.diva-portal.org/smash/get/diva2:1098857/FULLTEXT02

Revista EINSICHT Online. The Autobiography of Mgr. Ngô-dinh-Thuc – Part 4. http://www.einsicht-aktuell.de/index.php?svar=2&ausgabe_id=180&artikel_id=1923

WILLIAMSON, D. Richard. Bp. Williamson on the validity of Bp. Dolan’s consecration. http://www.traditionalmass.org/articles/article.php?id=51&catname=13

Declaração dos modernistas sobre as Sagrações de Dom Thuc. https://www.vatican.va/roman_curia/congregations/cfaith/documents/rc_con_cfaith_doc_19830312_poenae-canonicae_po.html

Monsenhor Fellay, FSSPX, sagrado bispo aos 30 anos: https://en.wikipedia.org/wiki/Bernard_Fellay

Dom Vital, bispo aos 27 anos: https://en.wikipedia.org/wiki/Vital_Maria_Gon%C3%A7alves_de_Oliveira

CATHOLIC ENCYCLOPEDIA. St. Gregory of Neocaesarea. https://www.newadvent.org/cathen/07015a.htm

Seja membro do Controvérsia Católica e tenha acesso a lições exclusivas:
https://www.youtube.com/channel/UCLRBs01oGsDk5wP1qykUOAQ/join

APOIE O CONTROVÉRSIA CATÓLICA
Chave Pix / Paypal / Contato: (47) 99101-3580

Banco: 341 – Itaú Unibanco SA
Agência: 8677
Conta: 01325-5
Titular: Diogo Rafael Moreira
CPF: 090.981.389-26

Próximos Eventos em Santa Gertrudes

(Se Deus quiser, tanto a ordenação dos quatro diáconos, quanto à sagração do sucessor de Dom Dolan, ambas realizadas por Sua Excelência Reverendíssima Dom Rodrigo da Silva, serão transmitidas pelo Controvérsia Católica.)

Caros fiéis,

Gostaria estender minha gratidão a todos vocês, que ajudaram, de alguma forma, nesta última semana. Vossa caridade me edificou muito.

Como sabem, há muita coisa acontecendo por esses dias. Acabamos de sepultar nosso querido bispo, e agora aguardamos, com alegria, a ordenação sacerdotal de nossos quatro seminaristas, na quarta-feira, 11 de maio, às 10h.

Agora vocês devem estar se perguntando o que faremos para o futuro. Monsenhor Dolan deixou seus planos por escrito, em caso de algo acontecer com ele. Além disso, deu a conhecer, verbalmente, os seus desejos a Monsenhor Rodrigo da Silva. Assim, informo-vos que o seu desejo era que eu fosse sagrado bispo, garantindo assim a continuação do apostolado internacional de Santa Gertrudes, a Grande. Ele também expressou seu desejo de que esta sagração ocorresse o mais rápido possível.

A minha sagração episcopal está marcada para as 10h de quarta-feira, 18 de maio, pelo Revmo. Dom Rodrigo da Silva.

Por favor, rezem por mim e por todo o clero de Santa Gertrudes, a Grande, enquanto avançamos para cuidar das necessidades das almas próximas e distantes.

Vosso em Cristo,
Pe. Charles J. McGuire