Nota sobre um artigo do Blog Pale Ideas contra a Bíblia Sagrada do Padre Figueiredo

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A 17 de outubro deste ano, publicou-se no Blog Pale Ideas um artigo intitulado Por que não a “Bíblia Sagrada” do “Padre” Antônio Pereira de Figueiredo?

Segundo o autor do artigo, a Bíblia do Padre Figueiredo não é autorizada pela Igreja Católica, representando um risco para os fiéis. Essa afirmação não procede e como me parece que o fim do artigo é dissuadir os católicos de lerem a versão comentada e anotada da Bíblia que estamos disponibilizando gratuitamente para download no link Bíblia Católica Comentada, creio que seja oportuno corrigir tal equívoco, antes que esse erro prive as pessoas de bem do acesso ao que há de melhor em língua portuguesa sobre estudos bíblicos.

O artigo começa com esta afirmação: “Como sabem, a Editora Missões Cristo Rei lançou há pouco o Novo Testamento do Padre Matos Soares, a ÚNICA Bíblia autorizada pela Igreja Católica para o Brasil.”

Como disse, esta afirmação não é verdadeira. A Bíblia do Padre Antônio Pereira de Figueiredo foi aprovada pela Igreja Católica desde sua impressão e sempre foi usada pelos católicos no Brasil, antes e depois da publicação da tradução do Padre Matos Soares (publicada em 1942).

Prová-lo é muito fácil. Padre Júlio Maria (1878-1944) e Lúcio Navarro (1958), autores ilustres pelos seus trabalhos contra o protestantismo, sempre utilizaram a Bíblia do Padre Figueiredo. O primeiro escreveu contra os erros protestantes sobretudo na década de 1930, o último redigiu sua obra apologética antes de 1960. Eis o que dizem eles sobre a Bíblia Sagrada do Padre Figueiredo:

“A tradução portuguesa da Vulgata latina, adotada pelos católicos, é a do Pe. Antônio Pereira de Figueiredo, com as anotações do cônego Delaunay. Esta tradução pode não ser uma obra-prima de elegância, mas ela é fiel, e segue de perto o texto latino da Vulgata, oficialmente adotado pela Igreja.” (Padre Júlio Maria, Ataques Protestantes às Verdades Católicas. São Caetano do Sul: Santa Cruz Editora e Livraria, 2018, p. 80.)

“Quanto à tradução portuguesa que usaremos no nosso estudo, não há perigo de você nos acusar de nos termos baseado num texto novo, para arranjar as coisas a nosso favor. Usaremos uma tradução muito antiga da Bíblia e muito utilizada tanto pelos católicos como pelos protestantes: a do Pe. Antônio Pereira de Figueiredo. Servimo-nos para maior comodidade, de uma edição da Livraria Garnier; Rio de Janeiro, do ano 1881. Mas a 1ª edição saiu em Portugal no século XVIII, portanto numa época em que o Protestantismo não havia penetrado ainda no Brasil.” (Lúcio Navarro, Legítima Interpretação da Bíblia. Recife: Companhia de Instrução Religiosa, 1958, p. 9.)

No que toca a nossa edição comemorativa do ano santo de 1950, em 17 volumes, com comentários e anotações segundo os consagrados trabalhos de Glaire, Knabenbauer, Lesêtre, Lestrade, Poels, Vigouroux, Bossuet, etc., e acrescida de introduções produzidas por exegetas católicos que lecionavam Sagrada Escritura em seminários, institutos e faculdades de teologia de todo Brasil, ela goza da aprovação do “EMINENTÍSSIMO SENHOR DOM CARLOS CARMELO DE VASCONCELLOS MOTTA DD., Cardeal Arcebispo de São Paulo”, conforme se pode verificar no Imprimatur presente em todos os seus volumes.

Creio que isso baste para desfazer o engano do autor do artigo do Blog Pale Ideas. As demais observações nele contidas apelam para argumentos ad hominem, conjecturas infundadas e confusão entre as diferentes versões da Sagrada Escritura, coisas que realmente não merecem a atenção de gente séria.


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A gratidão devida a Deus

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Sermão do XVIII Domingo depois de Pentecostes, proferido pelo Reverendo Padre Rodrigo da Silva.

A Epístola deste Domingo fala sobre a necessidade de render graças a Deus. De fato, a consideração dos inúmeros benefícios que recebemos da parte de Deus deve extinguir do nosso coração todo desânimo e desesperação, pois mesmo nos tempos mais difíceis, as graças que Deus manda são muito maiores do que a medida de nossa iniquidade. Tivemos o privilégio de ser cristãos, enquanto muitos não o tiveram e, como se não bastasse, Deus nos deu a graça de compreender a causa da apostasia religiosa e social da nossa época, enquanto muitos ignoram essa realidade como se tivessem um véu sobre os olhos. Demos, pois, graças a Deus por todos as maravilhas que ele opera em nós, seus indignos servos.


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Solenidade de Nossa Senhora do Rosário

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Sermão da Solenidade de Nossa Senhora do Rosário proferido pelo Reverendo Padre Rodrigo da Silva.

O Santo Rosário é a devoção que nos faz meditar os mistérios de nossa salvação enquanto louvamos e recorremos ao auxílio da Imaculada Virgem Maria, para que ela nos alcance de Jesus as graças que necessitamos para vencer as tentações e crescer na graça de Deus. Que a Solenidade de Nossa Senhora do Rosário nos inspire bons propósitos, que por meio da recitação diária do Rosário, ou pelo menos do Santo Terço, santifiquemos a nossa alma para a maior glória de Deus.


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É oficial. Em novembro, Monsenhor Dolan vem ao Brasil em visita pastoral

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É oficial. Em novembro do corrente ano, Monsenhor Daniel Dolan vem ao Brasil em visita pastoral ao Seminário São José.

Já está tudo confirmado. Monsenhor Daniel Dolan ficará no Brasil do dia 7 a 12 de novembro. O que lhe traz pela segunda vez à Terra da Santa Cruz é principalmente a ordenação ao subdiaconato de Frei Pedro Maria OFM, cuja profissão solene dos votos religiosos realizou-se nesta última sexta-feira, dia 4, na festa de São Francisco de Assis (fotos exclusivas em breve).

O bispo católico, mundialmente conhecido por sua adesão sem compromissos à posição sedevacantista, também fará a tonsura dos demais candidatos ao sacerdócio do Seminário São José, assim como administrará o Sacramento da Confirmação aos fiéis. Para inscrever-se e obter mais informações sobre o evento, entre em contato pelo número +55 22 98173-7253 ou +55 47 99101-3580 (whatsapp).


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Para entender o Sínodo da Amazônia: comentários e recomendações aos católicos perplexos

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O Sínodo da Amazônia tem chamado a atenção de muita gente, inclusive de pessoas outrora indiferentes à problemas de ordem moral e doutrinal, por maiores que eles fossem. Pessoas que raramente falavam de heresia e pecado, ante às propostas indecorosas dos documentos sinodais, passaram a empregar esses termos para defini-las.

O mais impressionante nisso tudo é que essa onda de insatisfação com respeito ao Sínodo levou órgãos como o Vatican News e a CNBB a fazerem uma insólita campanha em defesa do Sínodo e de Francisco.

Diante desse fato, tão incomum quanto hilariante, o Controvérsia Católica não poderia deixar de tecer alguns comentários sobre o assunto e aproveitar o ensejo para convidar os católicos perplexos com o Sínodo a darem mais um passo, procurando entender as verdadeiras causas do Sínodo da Amazônia e tomando as medidas enérgicas que nos são exigidas pela santa fé que professamos e pelo amor que devemos a Jesus Cristo, Rei e Senhor nosso. Para tanto, recomendamos neste vídeo alguns livros úteis e encorajamos a todos a assumirem uma postura intransigente em face dos erros modernos. No mais, saibam que estamos à disposição de todos que procuram ser verdadeiramente católicos nestes tempos de apostasia.


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Pronunciamentos solenes de máxima importância para o sedevacantismo no Brasil

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Saudações senhoras e senhores,

Neste vídeo Padre Rodrigo e eu fazemos alguns pronunciamentos solenes de máxima importância para o sedevacantismo no Brasil. Em resumo, trata-se do seguinte:

  1. Sua Excelência Reverendíssima Monsenhor Daniel Dolan visitará o Brasil em novembro deste ano a fim de conferir as ordens menores e o subdiaconato a Frei Pedro Maria e a primeira tonsura aos demais candidatos ao sacerdócio do Seminário São José. O ilustríssimo bispo sedevacantista também há de conferir o Sacramento da Confirmação aos interessados. Mais informações, entrar em contato comigo via whatsapp +55 47 99101-3580 ou através do e-mail controversiacatolica@gmail.com.
  2. Aos amigos e visitantes do Seminário, avisamos que recentemente mudamos para melhores instalações em um novo endereço. Ainda estamos em Atibaia, mas agora ficamos mais perto da cidade, às margens da Rodovia Fernão Dias, Km 48. Neste local, os fiéis podem assistir a Santa Missa Tridentina sendo oferecida todos os domingos e festas de guarda às 10h da manhã.
  3. O Seminário São José está prestes a reunir todos os seus benfeitores em uma associação, cujo estatuto está passando pela última revisão. Desta maneira, será mais fácil obter recursos para alcançar os quatro objetivos fundamentais do Seminário São José, a saber, 1) Promover a formação de novos sacerdotes, conforme a doutrina, culto e disciplina pré-Concílio Vaticano II; 2) Administrar aos fiéis os sacramentos tradicionais da Igreja Católica Apostólica Romana, conforme os ritos pré-Reforma Litúrgica; 3) Fundar e manter campanhas e missões de evangelização; 4) Divulgar a doutrina tradicional da Igreja pelos meios de comunicação social. Todos são chamados a colaborar com esse arrojado projeto mediante doações e trabalho voluntário.
  4. Informamos que o site do Seminário São José está em construção, em breve será divulgado.
  5. Sabemos que alguns problemas de internet, que estão em vias de resolução, atrapalharam a transmissão da Missa ao vivo pelo canal do Controvérsia Católica; entretanto, seguiremos tentando até que os católicos distantes do Seminário possam acompanhar a Santa Missa inteira e sem interrupções.

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Bíblia Católica Comentada para Download

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Nesta festa de São Jerônimo, Doutor da Igreja e Patrono dos Estudos Bíblicos, tenho a honra de apresentar o primeiro volume digitalizado da Bíblia Sagrada na versão do Padre Figueiredo, acompanhada de anotações e comentários de ilustres exegetas católicos e acrescida de introduções aos livros sagrados, de um Dicionário Bíblico, de uma História dos Papas e de centenas de belas ilustrações. É uma edição comemorativa em dezessete volumes, feita por ocasião do ano santo de 1950.

Até onde sei, essa é a versão mais completa e segura da Bíblia Sagrada em língua portuguesa. Disponibilizando todo esse material online, desejo promover o estudo bíblico à luz da doutrina católica a fim de que mais almas sejam santificadas na verdade e confirmadas na caridade.

O referido volume já pode ser visto e baixado a partir do link Bíblia Católica Comentada (https://controversiacatolica.com/biblia-catolica-comentada/), que daqui por diante fará parte do menu principal do Controvérsia Católica. Na medida que mais volumes ficarem prontos, vou adicionando o link para download na mesma página até que se complete a coleção. Segundo previsão do perito responsável pela digitalização, os dezesseis volumes restantes devem ficar prontos por volta de novembro.

Agradeço de coração aos nossos maravilhosos benfeitores e colaboradores, a quem chamo de anjos tanto pela nobreza de seu espírito quanto pela diligência com que socorrem a este nosso modesto apostolado, mostrando-se verdadeiros instrumentos da Divina Providência em prol dos altos interesses de Jesus Cristo, nosso Senhor e Rei. Sem a vossa ajuda esse projeto tão necessário e oportuno jamais teria saído do papel.

São Jerônimo, rogai por nós!

Que São Jerônimo se digne interceder para que esse projeto chegue a bom termo e concorra para a maior glória de Deus e salvação das almas. Que a Santíssima Virgem, refúgio dos pecadores, opere muitas conversões servindo-se deste pequeno instrumento que colocamos inteiramente a sua disposição. Que o Sagrado Coração de Jesus, tenha piedade de nós e nos conceda viver em conformidade com a palavra inspirada que encontramos nas Sagradas Escrituras.


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Eu NÃO apoio o Sínodo da Amazônia

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EU NÃO APOIO O SÍNODO DA AMAZÔNIA

Por Diogo Rafael Moreira

1. Eu não apoio o Sínodo da Amazônia, porque ele não é realista. Tanto o seu Documento Preparatório quanto o seu Instrumento de Trabalho tratam a Amazônia como se ela fosse o jardim do Éden e falam dos índios como se eles não tivessem sido afetados pelo pecado original. Mas essas ideias não correspondem à realidade dos fatos.

O clima extenuante da região amazônica, somado a sua distância da civilização, favorece o vício e o caos, bem como uma de suas mais notáveis consequências: a violência. Essa é uma observação que não escapou aos olhos de Sua Santidade o Papa São Pio X. Assim disse ele na encíclica Lacrimabili Statu: “Para tornar os ânimos tão ferozes decerto influi a cobiça do lucro, mas não menos contribuem a natureza do clima e a posição dessas regiões. De fato, sendo aqueles lugares sujeitos a uma atmosfera tórrida, que inoculando certo langor nas veias, quase parece enfraquecer a força da mente e, encontrando-se longe de qualquer prática religiosa, da vigilância do Estado e quase do próprio consórcio civil, facilmente acontece que, se alguns de costumes não pervertidos vão para lá, em um curto período de tempo começam a se depravar e, pouco a pouco, quebradas todas as restrições do dever e das leis, precipitam-se em todos os excessos do vício.” (São Pio X, Lacrimabili Statu, 7 de junho de 1912, disponível em: https://controversiacatolica.com/2019/09/23/carta-enciclica-lacrimabili-statu-de-sua-santidade-o-papa-sao-pio-x/)

Reconhecer essa deficiência do território amazônico é mérito de pessoas sensatas, infelizmente os redatores sinodais não estão entre elas! Eles preferem divinizar o território chamando-o de local teológico… Claro que eles vão fazer isso em salas com ar condicionado, de preferência no centro de Roma, bem longe do calor da Amazônia.

2. Eu não apoio Sínodo da Amazônia, porque ele não é patriótico. Os documentos sinodais criam um conceito supranacional de Amazônia e não reconhecem o papel fundamental dos governos que trabalham para a preservação e pacificação desta região. Em vez de elogiar os seus esforços e contar com sua colaboração, o documento faz denúncias genéricas e infundadas e, de maneira bem demagógica, promete escutar os pobres, ao mesmo tempo que se faz surdo ao Estado e aos empresários que obviamente podem fazer mais pelo povo pobre do que os demagogos de plantão prometem fazer. Essa atitude contraproducente e rebelde do Sínodo está em total desconformidade com o modo inteligente e eficaz de proceder adotado por São Pio X, o qual defendeu o povo amazônico apelando não somente para a fé das pessoas, mas também para o patriotismo.

3. Eu não apoio o Sínodo da Amazônia, porque ele é comunista. Os redatores dos documentos sinodais usam e abusam da bandeira verde para melhor ocultar a sua agenda vermelha. Fomentar um movimento que não reconhece fronteiras nacionais e aproveitar-se dos defeitos locais inerentes a qualquer sociedade humana para gerar um sentimento de insatisfação geral, fazendo as massas correrem atrás de uma ilusão fatal, de uma utopia sem sentido, de uma quimera política que por certo conduz a um totalitarismo internacional, impessoal e implacável… Essa parece ser a meta do Sínodo da Amazônia. As suas contínuas alusões às Conferências de Medelin e de Puebla, celeiros da Teologia da Libertação na América Latina, não permitem entender o Sínodo de outra maneira: a bandeira verde do Sínodo está a serviço da agenda vermelha dos comunistas.

4. Eu não apoio o Sínodo da Amazônia, porque ele é naturalista. A mãe natureza, agora chamada de Mãe Terra, Casa Comum ou Pan-Amazônia, é posta no lugar da Divina Providência; os valores do bom selvagem rousseauniano e a alegada sabedoria ancestral das tribos locais vêm em substituição da Revelação sobrenatural de Jesus Cristo, como se os conselhos de homens valessem mais do que a sabedoria eterna de Deus.

5. Eu não apoio o Sínodo da Amazônia, porque ele é ímpio quando, em afronta aos sacrossantos mandamentos de Deus, louva de novo e de novo a idolatria e a superstição dos índios como se elas fossem expressões culturais legítimas e também quando elogia as entradas do protestantismo na Amazônia, sem sequer se importar com os efeitos desastrosos de seus erros sobre os indivíduos e a sociedade como um todo.

6. Eu não apoio o Sínodo da Amazônia, porque, nas palavras de São Pio X, ele discute “sobre adaptação aos tempos em tudo, no falar, no escrever e no pregar uma caridade sem fé, muito terna aos incrédulos, que abre a todos infelizmente o caminho da eterna ruína.” (São Pio X, Discurso aos Novos Cardeais, 17 de abril de 1907, disponível em https://controversiacatolica.com/2018/11/06/sao-pio-x-denuncia-o-modernismo-do-vaticano-ii/) Adaptação que chega ao cúmulo de sugerir uma Igreja sem dogmas, um sacerdócio sem celibato e mulheres sem limites, ocupando papéis que não lhes convém.

7. Eu não apoio o Sínodo da Amazônia, porque ele é mais uma etapa no plano de construir uma Igreja sinodal, onde as determinações dos bispos, inclusive do Papa, começam e terminam no povo – plano baseado no jargão revolucionário: “todo o poder vem do povo”. É uma democratização da Igreja que deseja esvaziá-la de tudo o que ela tem de sobrenatural, um golpe que visa abolir na prática a monarquia papal de direito divino. Antes de Francisco, esse projeto teve o heresiarca Paulo VI como seu mais vigoroso advogado, foi ele que instituiu o sínodo dos bispos hoje tão utilizado e foi ele que simbolicamente depôs a tiara papal, a coroa que representa os poderes do Papa como Vigário de Cristo sobre a Terra.

Os escândalos que hoje deixam pasmos até mesmo os não católicos têm sua origem no Concílio Vaticano II, promulgado pelo mesmo Paulo VI em 1965. O Sínodo da Amazônia é mera consequência desse evento subversivo por excelência, que colocou o culto do homem no lugar do culto de Deus. A ecologia integral de Francisco-Bergoglio é mera consequência do humanismo integral de Paulo VI.

Eu não apoio o Sínodo da Amazônia e porque eu não apoio o Sínodo da Amazônia, eu não vou entregar o meu dízimo em paróquias que o apoiam, eu não vou patrocinar com o meu dinheiro mais essa revolução dos padres modernos.

Basta! Eu vou ajudar padres tradicionais, que ensinam a doutrina de sempre sem compromissos com os erros modernos. Eu vou ajudar sacerdotes que não são politicamente corretos e nem tem qualquer cumplicidade com aqueles que o são. Eu vou ajudar padres que condenam pública e abertamente os erros grotescos do Concílio Vaticano II e do Sínodo da Amazônia. Assim eu tenho certeza que estou ajudando verdadeiros ministros de Jesus Cristo e não sustentando a uma tropa de paus-mandados a serviço das forças anticristãs.


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Carta Encíclica Lacrimabili Statu de Sua Santidade o Papa São Pio X

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Nota do Controvérsia Católica: Eis a tradução em português da versão italiana da encíclica Lacrimabili Statu. Esta é referida tanto no Documento Preparatório quanto no Instrumento de Trabalho do Sínodo da Amazônia. Para os redatores sinodais, ela é simplesmente um precedente daquilo que eles estão por fazer dentro de alguns dias; mas, para quem a lê com calma e na íntegra, ela é a condenação antecipada do Sínodo da Amazônia.

CARTA ENCÍCLICA
LACRIMABILI STATU
DO SUMO PONTÍFICE
SUA SANTIDADE O PAPA SÃO PIO X

Profundamente comovido pelo lastimável estado dos índios sul-americanos, nosso ilustre predecessor Bento XIV, como é sabido, levou a sério sua causa a partir da bula Immensa pastorum, de 22 de dezembro de 1741; e, uma vez que quase as mesmas coisas ali por ele deploradas, Nós também ainda temos que deplorar em muitos lugares, apressamo-nos em recordar à vossa mente a memória daquela bula. Nela, de fato, junto com outras coisas, Bento também se queixa de que, embora a Sé Apostólica por muito tempo tivesse se mobilizado para aliviar seu destino miserável, ainda havia “homens professantes da verdadeira fé que, quase completamente esquecidos dos sentimentos de caridade infundidos em nossos corações pelo Espírito Santo, consideram lícito para com os índios miseráveis, não apenas quando privados da luz da fé, mas mesmo se banhados no santo lavacro da regeneração, reduzi-los à escravidão ou vendê-los a outros como escravos, ou privá-los de seus bens, e comportar-se com eles com tanta desumanidade a ponto, sobretudo, de desviá-los de abraçar a fé de Cristo e endurecê-los cada vez mais no ódio contra ela“.

A pior de tais indignidades, isto é, a escravidão propriamente dita, pouco a pouco, pela graça do Deus misericordioso, foi removida; e para aboli-la publicamente no Brasil e em outras regiões, muito contribuiu a insistência materna da igreja para com os homens egrégios que governam esses estados. E, de bom grado, reconhecemos que, se não houvesse numerosos obstáculos de lugares e circunstâncias, suas intenções teriam alcançado resultados muito melhores. Embora, portanto, algo já tenha sido feito para os índios, muito mais é, todavia, o que resta para se fazer. E, na verdade, quando paramos para considerar as torturas e crimes que neste momento estão sendo cometidos contra eles, realmente temos algo para nos horrorizar e sentimos uma profunda comiseração por essa raça infeliz. O que pode haver, com efeito, de mais bárbaro e mais cruel do que matar, geralmente por razões muito leves, e não raramente por mera avidez de torturar, homens com chicotes ou ferros em brasa, ou com violência repentina abatê-los, matando-os juntos às centenas e aos milhares; ou saquear aldeias e vilarejos, massacrando os indígenas, dos quais algumas tribos soubemos ter sido quase destruídas nesses poucos anos? Para tornar os ânimos tão ferozes decerto influi a cobiça do lucro, mas não menos contribuem a natureza do clima e a posição dessas regiões. De fato, sendo aqueles lugares sujeitos a uma atmosfera tórrida, que inoculando certo langor nas veias, quase parece enfraquecer a força da mente e, encontrando-se longe de qualquer prática religiosa, da vigilância do estado e quase do próprio consórcio civil, facilmente acontece que, se alguns de costumes não pervertidos vão para lá, em um curto período de tempo começam a se depravar e, pouco a pouco, quebradas todas as restrições do dever e das leis, precipitam-se em todos os excessos do vício. Não consideram sequer a fragilidade do sexo e da idade, aliás, envergonha mencionar suas perversões e maldades na acumulação e no mercado de mulheres e crianças, de modo que por eles foram, é possível dizer com toda a verdade, superados os mais extremos exemplos da torpeza pagã.

Nós, de fato, durante algum tempo, quando esses relatos nos eram enviados, tivemos dúvidas quanto a acreditar em tais atrocidades, de tanto que nos pareciam incríveis. Porém, depois de termos sido informados por testemunhos muito extensos, isto é, pela maioria de vós, Veneráveis ​Irmãos, por delegados da Sé Apostólica, por missionários e por outras pessoas que são completamente confiáveis, não temos mais o direito de duvidar da verdade das coisas.

Logo, firmes desde muito tempo na ideia de nos esforçar, por quanto está ao nosso alcance, a reparar tantos males, pedimos a Deus, com humildes e suplicantes apelos, que gentilmente nos mostre alguns meios oportunos para tratá-los. Mas ele, que é o Criador e Redentor mais amoroso de todos os homens, tendo inspirado Nossa mente a trabalhar pela saúde dos índios, certamente nos dará os meios para alcançar a intenção. Enquanto isso, entretanto, há grande consolo em saber que aqueles que mantêm essas repúblicas se esforçam, por todos os meios, para apagar essa mancha e essa ignomínia de seus estados; do que lhes interessa, na verdade, nunca podemos aprová-los e elogiá-los o suficiente. Embora nessas regiões, distantes como são das sedes dos governos, remotas e, em grande parte, inacessíveis, esses esforços humanos do poder civil, tanto pela astúcia dos iníquos, que atravessam as fronteiras em tempo, quanto pela inércia e traição dos funcionários, muitas vezes fracassam e não raramente caem no vazio. Se a obra da igreja fosse adicionada à obra do estado, os frutos desejados seriam muito mais fecundos.

Portanto, a vós, Veneráveis Irmãos, ​​antes de mais ninguém, pedimos que vos preocupeis com essa causa digna do vosso ofício e ministério pastoral. E, deixando o resto à vossa solicitude e zelo, antes de tudo, e acima de tudo, vos exortamos a promover com todo o critério todas as instituições que em vossas dioceses são direcionadas ao bem dos índios e a tentar estabelecer outras que pareçam úteis para o mesmo propósito. Tende, depois, toda diligência para alertar vossos fiéis de seu dever sagrado de ajudar as missões sagradas entre os indígenas, que primeiro habitaram esse solo americano. Saibam, portanto, que de duas maneiras eles devem contribuir para essa intenção: com a coleta, isto é, das ofertas e com a ajuda das orações, e que isso não lhes é exigido apenas pela religião, mas também pela própria pátria. Vós, pois, onde quer que se espere as boas maneiras dos costumes, nos institutos da juventude e nos internatos das meninas, e principalmente nos templos sagrados, certificai-vos de que nunca falte a recomendação e a pregação da caridade cristã, que considera todos os homens como irmãos, sem nenhuma diversidade de nação e cor e que, não tanto em palavras, mas em atos, deseja ser demonstrada. Da mesma forma, não se deve deixar passar qualquer ocasião que se apresente para mostrar quanta desonra espalham sobre o nome cristão essas indignidades que denunciamos aqui.

No que diz respeito a nós, havendo, não sem razão, boa esperança no consentimento e no favor dos poderes públicos, teremos o cuidado principalmente de estender, nessas vastas regiões, o campo de ação apostólica com o estabelecimento de outras estações missionárias, nas quais os índios encontrem um refúgio e uma guarnição saudável. De fato, a Igreja Católica nunca foi estéril de homens apostólicos que, movidos pela caridade de Jesus Cristo, estavam prontos e dispostos a dar a vida por seus irmãos. E ainda hoje, enquanto muitos abominam a fé ou falham nela, o ardor de espalhar o Evangelho entre os bárbaros não apenas não enfraquece entre as pessoas de um clero e outro, e entre as virgens sagradas, mas aumenta ainda e se espalha mais amplamente em virtude do Espírito Santo que, de acordo com as necessidades dos tempos, vem em socorro de sua esposa, a Igreja. Por isso, esperamos colocar em ação, com maior abundância, os encarregados que, pela graça divina, estão em nossas mãos para libertar os índios da escravidão de Satanás e da dos homens perversos, quanto maior é a necessidade que os aperta. Por outro lado, como essas terras foram banhadas pelos anunciadores do Evangelho, não apenas por seu suor, mas também por seu sangue, confiamos que, de tantos trabalhos, finalmente germinará uma grande colheita e excelentes frutos de civilização cristã.

Enquanto isso, a fim de que àquilo que por vossa própria iniciativa ou por nossa exortação já fazeis em benefício dos índios some-se a maior eficácia possível, Nós, seguindo o exemplo lembrado por Nosso antecessor, condenamos e declaramos réus de imane crime todos aqueles, como ele diz, que “ousam ou pretendem reduzir os índios acima mencionados à escravidão, vendê-los, comprá-los, comutá-los ou doá-los, separá-los de suas esposas e filhos, tirá-los de seus pertences e posses, levá-los ou transportá-los para outro lugar ou de qualquer maneira privá-los de sua liberdade e mantê-los escravos, bem como dar, àqueles que o fazem, conselhos, ajuda, favor, sob qualquer pretexto e nome, ou ensinar e proclamar a legalidade disso tudo ou, de qualquer outra forma, cooperar com o que foi dito acima”. Desejamos, portanto, reservar aos ordinários desses locais o poder de absolver os penitentes de tais crimes no sagrado tribunal de confissão.

Acreditamos escrever-vos essas coisas, Veneráveis ​Irmãos, no interesse dos índios, tanto para obedecer aos impulsos de nosso ânimo paterno quanto para seguir os passos de muitos de nossos predecessores, entre os quais Leão XIII, de feliz memória. Caberá a vós lutar com todas as forças para que Nossos votos sejam totalmente satisfeitos.

Certamente aqueles que governam essas repúblicas irão apoiá-los nesse trabalho; decerto não deixarão de vos ajudar, com o trabalho e com o conselho, os padres e, na linha de frente, os designados para as missões sagradas; finalmente, sem dúvida, também tereis ajuda de todas as pessoas boas; seja com dinheiro daqueles que podem ou com outras indústrias de caridade, eles favorecerão uma empresa na qual as razões da religião e as da dignidade humana estejam comprometidas. Mas, o que é de importância capital, sereis assistidos pela graça de Deus Todo-Poderoso, na esperança da qual, e também como testemunho de nossa benevolência paterna, vos transmitimos de todo coração, Veneráveis ​​Irmãos e a vossos rebanhos, a bênção apostólica.

Dada em Roma, junto de São Pedro, a 7 de junho de 1912, ano IX de Nosso Pontificado.

PIO PP. X


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