O Oitavo Mandamento da Lei de Deus: Não levantar falso testemunho

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23.ª Lição de Catecismo da Doutrina Cristã. O Oitavo Mandamento da Lei de Deus: Não levantar falso testemunho.

I. FALSO TESTEMUNHO. MALEDICÊNCIA. CONTUMÉLIA. MURMURAÇÃO.

I. O Oitavo Mandamento da Lei de Deus é Não levantar falso testemunho. Ele proíbe atestar falsidade em juízo e também condena a maledicência, a calúnia, a adulação, a suspeita ou juízo temerário e todo tipo de mentira. Reprime Deus com vigor o pecado da palavra ou da língua para livrar dos atentados dos ímpios o tesouro inestimável da honra, e ainda para reconduzir a fala humana ao seu uso original, isto é, a ser aquele belo dom pelo qual o homem canta hinos de glória e amor ao Altíssimo e cria com os seus semelhantes, doces e afetuosas relações, que são a base do convívio social. Tão importante é o cumprimento deste Mandamento, que diz o Apóstolo São Tiago: “Quem não comete falta no falar, é um homem perfeito.” (Tg 3, 2).

II. Falso testemunho é o depoimento feito em juízo contra a verdade, depois de ter prestado juramento perante um legítimo juiz. Não é permitido depor falso, nem mesmo para procurar qualquer vantagem para si ou para o acusado, visto que não se pode praticar o mal para obter um bem maior. E, de resto, como poderia a autoridade civil, que vem de Deus, exercer a justiça, se as testemunhas não dissessem em juízo tudo o que sabem sobre o delito em julgamento? São Tomás ensina que a testemunha falsa comete três pecados: de perjúrio, jurando contra a verdade; de mentira, dizendo falsidades; de injustiça, pelo dano que causa (II-II, q. LXX, art. 4). Ofende também três pessoas: a pessoa de Deus cuja presença despreza, chamando-o como testemunha de uma mentira; a pessoa do juiz, que insulta enganando-o com uma falsidade; e a pessoa da parte contrária que tenta condenar injustamente. A verdade, toda a verdade e nada mais que a verdade é o que a testemunha deve dizer sob pena de pecado grave.

III. A maledicência se divide em duas espécies, correspondentes à dupla ofensa que podemos fazer ao bom nome do próximo: a contumélia, quando se injuria a pessoa frente a frente; a murmuração, quando se ofende a honra de alguém pelas costas. A diferença entre a contumélia e a murmuração é semelhante a que existe entre roubo e furto. A contumélia é um roubo parecido com o do bandido que assalta o viandante no caminho. A murmuração é um furto semelhante ao do ladrão, que introduzindo-se clandestinamente em casa, leva o que mais lhe agrada.

IV. O contumelioso não comete um pecado, mas uma multidão de pecados. Peca de desprezo contra a pessoa que injuria, com o ânimo deliberado de deprimi-la e difamá-la, ânimo totalmente destruidor da caridade. Pecado também contra muitos outros, pois que no ardor da paixão se profere quanto se sabe e ainda quanto se pode imaginar acerca dos seus parentes e amigos, próximos e afastados, vivos e mortos, coisas torpes e vergonhosas, antigas e recentes, verdadeiras e supostas, tudo vem para público. É o escândalo dos circunstantes, que a curiosidade multiplica ao infinito, pois tais injúrias em regra se proferem com voz tão alta e sonora, que toda a vizinhança escuta. Acrescentem-se as maldições e as imprecações que se lançam com o desejo de que se realizem, como que exigindo de Deus que se faça ministro das paixões mais brutais. Junte tudo e eis que se tem acumulado uma série infinita de pecados.

V. A murmuração é um pecado que consiste em manifestar, sem motivo justo, os pecados ou defeitos alheios. Murmurar no sentido lato significa falar mal de alguém, proferir palavras em prejuízo de sua honra e reputação. No sentido estrito, consiste em dar a conhecer aos outros, sem motivo, os defeitos do próximo. A murmuração é a conversa mais estimada nas reuniões, o manjar mais delicioso dos banquetes, o pábulo quotidiano nas conversações de salão, nos cafés, nas lojas, nas horas de lazer e recreação. Poucos são os que resistem ao prurido de caluniar o próximo, censurar os seus atos e defeitos, desvendar as suas secretas misérias. E pelas más línguas muitas donzelas não acham casamento, muitos empregados não encontram patrão e muitos operários são despedidos do trabalho. Pelas más línguas destrói-se frequentemente o amor dos esposos; provocam-se desgostos, divisões, atritos dolorosos nas famílias, entre pais, vizinhos, amigos; mancham-se de sangue as mãos de irmãos, praticam-se crimes, preparam-se tremendas ruínas. A murmuração é por si mesma um pecado gravíssimo, que se opõe à caridade e à justiça. À caridade, porque o murmurador causa ao próximo profundos desgostos; à justiça, porque prejudica o próximo em muitas coisas, especialmente na honra, que é preciosíssima e que muitos preferiram morrer à perdê-la. Com certeza a murmuração pode também ser culpa leve, pela pouca importância das coisas de que se fala, ou pela leviandade e pouca reflexão com que se fala. Mas é muito difícil determinar em cada caso, com reto juízo, o que é mortal e o que é venial. E isso deve ser uma razão a mais para pôr um freio fortíssimo à língua a fim de não ofender mais, de nenhum modo, ao bom nome do próximo.

VI. O pretexto de que o que se diz do próximo é verdade não desculpa o detrator de seu pecado. Quando as faltas do próximo são ocultas e não públicas, a lei divina e a própria lei natural não consentem que se revelem sem causa grave e motivo razoável. Acaso gostaríeis que os vossos defeitos, às vezes maiores e mais graves, fossem revelados ao próximo? Portanto, não reveleis o dos outros. E pouco importa que se tenha dito a uma só pessoa em segredo. Se nestas palavras havia algum inconveniente, por que então não vos calastes? E como quereis que os outros guardem reserva, se sois os primeiros a violá-la? Considerai que se o próximo for pelo menos tão fraco como vós, logo ele há de contar este segredo para um terceiro e este ainda para outro e logo, de segredo em segredo, de boca em boca, todos ficarão sabendo e o próximo se verá privado da estima de todos. Daqui também se vê como a murmuração é sempre pecaminosa, pois, seja ela dita por maldade ou leviandade, seu efeito é sempre nocivo ao próximo.

VII. É lícito falar das faltas ocultas do próximo, quando nisso haja vantagem ao bem comum ou quando seja necessário para remediar algum grave dano. Por isso podem e até devem ser informados os pais das faltas dos filhos, a fim de que os corrijam; pode revelar-se a alguém a maldade de algum companheiro, a fim de a evitar; a malícia de algum sedutor para que não se prejudique a fé e os bons costumes. Por isso também São Francisco de Sales dizia que não é maledicência denunciar, como hereges e lobos, todos quantos ensinem doutrinas contra a fé e a moral católica. “É uma caridade descobrir o lobo que se esconde entre as ovelhas, em qualquer parte onde o encontramos.” (Filoteia III, 29).


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Conde Loppeux versus o Magistério da Igreja

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Breve Retrospectiva

O sr. Leonardo Oliveira (mais conhecido como Conde Loppeux), atacou os tradicionalistas em geral em um vídeo contra a minha pessoa. As acusações principais foram as seguintes: (1) os tradicionalistas não contribuem para o crescimento da Igreja, (2) os tradicionalistas são fariseus, (3) os tradicionalistas estão tornando a Missa Tridentina sua refém e (4) os tradicionalistas não se adaptam à realidade concreta.

A essas acusações respondi em meus dois primeiros vídeos contra o Conde Loppeux. Em síntese, respondi a cada acusação acima do seguinte modo:

(1) o que impede o crescimento da Igreja chama-se ecumenismo modernista, doutrina justamente combatida pelos tradicionalistas e oficialmente adotada pela seita pós-conciliar (como veremos), na qual se encontra o sr. Leonardo Oliveira;

(2) sendo o farisaísmo essencialmente o ato de aderir a tradições humanas no lugar do cumprimento da Lei Divina, esse termo se aplica melhor aos modernistas que puseram em sua doutrina, culto e disciplina, o humanismo no lugar da doutrina tradicional da Igreja;

(3) historicamente, a Missa Tridentina foi abolida e depois pervertida pelos modernistas. Se hoje ainda há Missa Tridentina, isso se deve aos primeiros tradicionalistas, que somente quiseram sua preservação. É totalmente injusto imputar-lhes uma intenção maliciosa e sectária, ao passo que é justo atribui-las a Bugnini e outros corifeus da Reforma Litúrgica;

(4) A proposta de adaptação à realidade concreta feita pelo sr. Leonardo Oliveira – controle de natalidade por parte da população pobre e Missa em vernáculo – já foi posta em execução pelos modernistas e o resultado foi péssimo; ambas supõem um abandono daquilo que a Igreja ensina sobre os fins primários do matrimônio e sobre a Missa como um sacrifício propiciatório e satisfativo. Isso revela: (1) ou que o sr. Leonardo Oliveira não tem saído da cadeira e ido a sua paróquia nos últimos cinquenta anos; (2) ou que ele simplesmente quer que os tradicionalistas sejam modernistas como ele, o que ninguém em sã consciência faria, já que a razão, a experiência e o Magistério da Igreja mostram que esse não é o caminho para o Céu.

Reação do Conde

Como resultado, o sr. Conde gravou alguns vídeos em resposta. Pelo que me consta, não houve da parte dele uma resposta ordenada e coerente acerca dos pontos acima, antes houve uma insistente petição de princípio acompanhada de reações nervosas que causam vergonha a pessoas honestas. Aqui falarei apenas da petição de princípio, que me parece o ponto principal, deixando de lado as injúrias contra o bom senso e a lei natural (controle de natalidade) e evidentemente aquelas contra a minha pessoa em particular.

Uma Petição de Princípio

Toda a réplica do sr. Leonardo Oliveira, no que tem de mais interessante, funda-se em uma falácia lógica chamada petição de princípio (petitio principii). Ela consiste em forçar o adversário a aceitar como premissa o ponto que está justamente em discussão. Um exemplo seria o de um protestante que pedisse provas bíblicas das doutrinas católicas. Quando ele faz isso, ele exige que você aceite o seu erro doutrinal, a Sola Scriptura, como princípio. No entanto, o católico não parte desse pressuposto e, se o fizesse, cairia em um erro protestante. Então, para uma discussão justa, o que se deve é discutir sobre a verdade ou falsidade do princípio e não exigir que o adversário o aceite de antemão.

No caso do Conde, ele quer que eu aceite que os papas modernistas são o Magistério da Igreja. No entanto, é precisamente isso o que eu nego. Em contrapartida, o sr. Conde diz que eu não posso fazer isso sem ser um rebelde, um mal caráter, um protestante. Por quê? Porque um leigo não pode negar o que ele julga ser o Magistério da Igreja… E assim vai indefinidamente a petição de princípio do Conde.

Uma pessoa razoável, qualquer que seja, deve antes perguntar-se sobre o seguinte: os papas pós-conciliares são verdadeiramente o Magistério da Igreja? Se sim, então o sr. Leonardo Oliveira teria alguma base para o seu apostolado, embora não fosse mais um apostolado católico (já que tal reconhecimento exigiria dele um assentimento aos seus ensinamentos heterodoxos, o que ele não faz, como veremos abaixo); caso contrário, os sedevacantistas estão certos e a posição do sr. Conde carece de toda base.

Refutação

Há dois anos atrás publiquei o primeiro vídeo do Controvérsia Católica no Youtube. Ele se chamava “Introdução ao Sedevacantismo”. O vídeo, por sua vez, baseava-se em uma conferência dada 20 anos atrás pelo erudito sr. John Daly. A nossa resposta desde então é a mesma e aqui não vou senão repetir aquilo que sinteticamente havia dito naquele tempo de maneira mais sistemática e pormenorizada.

Em primeiro lugar, o sedevacantismo não é um juízo canônico, mas um juízo de fato. Quando um sedevacantista diz que a Sé está vacante, ele não exerce mais autoridade do que alguém que diz que o livro está sobre a mesa ou que o céu é azul. É apenas ridícula a posição do Conde e outros antagonistas do sedevacantismo que ficam como bobinhos querendo proibir as pessoas de fazer juízos de fato, como se a razão não bastasse para perceber a natureza, propriedades e acidentes das coisas. Isso não só é contra a filosofia escolástica que a Igreja promove, mas é contra a vontade deliberada da Igreja que ensina os homens a não crer na religião cegamente, mas a partir de provas externas à Revelação, bem como da natureza, notas e dotes da Igreja. Aqueles que negam esse caminho do exame racional são precisamente os modernistas que professam o agnosticismo teológico.

Então, os sedevacantistas dizem que é um fato que os papas modernistas não são verdadeiros e legítimos. Para provar esse fato eles apenas precisam demonstrar que: o seu Magistério carece de qualidades próprias ao Magistério Católico; ou que ele possui certas qualidades que repugnam ao catolicismo. É como avaliar um anel de ouro postiço. Ou sabe-se que é falso por carecer de alguma propriedade do ouro (por exemplo, seu peso específico); ou em virtude de possuir qualidade estranha ao ouro (por exemplo, ser atraído por um imã). Em ambos os casos, chega-se à mesma conclusão. Aqui procederei pela primeira via, isto é, a partir das propriedades do Magistério da Igreja.

Pois bem, a Igreja descreve-se como dotada das seguintes propriedades: infalibilidade na doutrina, indefectibilidade no seu ser e autoridade no governo das almas. Esses dotes da Igreja fazem dela mestra segura e guia da vida cristã. Essas propriedades se manifestam não só no corpo da doutrina (que é o que examinaremos aqui), mas também na liturgia e na lei eclesiástica (para um exame destes pontos, vide a Playlist Fundamentos do Sedevacantismo).

Ora, é evidente que o Magistério modernista carece de infalibilidade na doutrina.

A doutrina pós-conciliar que me parece mais fácil de compreender como falsa e contraditória e mais adequada a discussão com o sr. Conde é a nova doutrina sobre a Igreja. Segundo o Magistério Pós-Conciliar, os corpos cismáticos são “igrejas particulares” unidas a Igreja por estreitíssimos vínculos (Communion 17); a Igreja universal é o “corpo das igrejas particulares” (ibid. 8); as Igrejas cismáticas têm uma existência “ferida”. (ibid. 17); a “Igreja Universal torna-se presente nelas [as igrejas particulares] em todos os seus elementos essenciais” (ibid. 17); a Igreja de Cristo está “presente e ativa” nas igrejas que rejeitam o papado. (Dominus Iesus 17); pelo batismo a pessoa torna-se membro do “Povo de Deus” (Catecismo 782); todo esse Povo de Deus participa no ofício de Cristo (ibid. 783); o corpo de Cristo, a Igreja, está “ferida” (ibid. 817); o Espírito de Cristo utiliza-se de corpos heréticos e cismáticos como “meios de salvação” (ibid. 819); cada “igreja particular” é “católica”, porém algumas são “plenamente católicas” (ibid. 832, 834).

Em suma, o novo ensinamento sobre a Igreja contradiz o dogma Creio na Igreja Una, implicando que as seitas cismáticas e heréticas pertencem à Igreja de Cristo, o que era negado antes do Vaticano II. Curiosamente, os próprios modernistas o admitem em seus escritos (vide A Nova Eclesiologia do Vaticano II, https://controversiacatolica.com/2018/11/04/a-nova-eclesiologia-do-vaticano-ii/).

Como disse, esse tema é interessante por dois motivos. Primeiro, como tais afirmações procedem de catecismos e outros documentos oficiais da Santa Sé, o sr. Conde Loppeux não pode negá-los sem pecado e contradição. Por outra parte, se ele os aceita, ele está obrigado a reconhecer os sedevacantistas (que ora qualifica como hereges, ora como cismáticos), fazem parte de uma igreja particular, munida de meios de santificação, unida à Igreja por laços estreitíssimos e, claro, jamais deve tentar nos converter!

Então aqui chegamos em um ponto realmente decisivo. Cabe saber qual caminho o sr. Leonardo Oliveira deseja trilhar. Será que ele vai reconhecer que a nova eclesiologia do Vaticano II contradiz o ensinamento tradicional? Ou será que ele vai admitir o novo ensinamento e passar a ter os sedevacantistas como parte da Igreja de Cristo? Por ora só Deus o sabe, mas o futuro dirá.


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Defesa dos tradicionalistas contra o Conde Loppeux

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Sumário. Resposta às acusações do Conde Loppeux: A Legítima Defesa dos Tradicionalistas. 1.ª Os tradicionalistas não contribuem para o crescimento da Igreja. Refutação: O ecumenismo modernista é que não só não contribui, antes o impossibilita de fato. 2.ª Os tradicionalistas são fariseus. Refutação. Os verdadeiros fariseus são os modernistas com suas tradições humanistas que falsificam o Evangelho de Cristo e a disciplina eclesiástica. 3.ª Os tradicionalistas fazem da Missa Tridentina uma refém de sua seita. Refutação: Ignorância histórica e cinismo neoconservador: sua seita é que baniu e desfigurou a Missa Tridentina. 4.ª Os tradicionalistas não sabem lidar com os problemas de nossa realidade concreta. Refutação: o senhor é que não sabe nem de doutrina, nem da realidade concreta de suas heresias.

O sr. Leonardo Oliveira, mais conhecido como Conde Loppeux, publicou um vídeo intitulado “Resposta a um fariseu e alguns problemas da Igreja” (https://www.youtube.com/watch?v=laWLu0Rizko), no qual ataca não somente a mim, Irmão Diogo Rafael Moreira (o “fariseu” em questão), mas também os tradicionalistas em geral. Pelo fato do ataque aos tradicionalistas ser a maior injustiça cometida por ele, injustiça da qual ele mesmo parece ter se dado conta mais tarde (https://www.youtube.com/watch?v=ao_poERTBAE – não, porém, sem acrescentar mais calúnias contra os tradicionalistas), convém proceder com a legítima defesa do tradicionalismo, palavra aqui usada unicamente por conveniência, para designar os católicos que seguem a fé, culto e disciplina pré-apostasia do Vaticano II.

1.ª Acusação: Os tradicionalistas não contribuem para o crescimento da Igreja.

Segundo o Conde, o tradicionalismo é um gueto que leva a refletir sobre o fato de perdermos fiéis, porque no tocante ao crescimento da Igreja, eles são piores que os carismáticos e às vezes piores que os adeptos da Teologia da Libertação. Ele observa que os tradicionalistas dificilmente crescem: eles são “uma patota”. Uma “patota” que afasta qualquer pessoa da Igreja.

Essa, portanto, é a primeira acusação. Os tradicionalistas não convertem as pessoas, não levam ao crescimento da Igreja.

Contudo, na verdade, a realidade concreta diz o contrário. A Renovação Carismática e a Teologia da Libertação (para se limitar aos grupos mencionados por ele), na melhor das hipóteses, “administram” os fiéis que ficam na Igreja pós-conciliar. E isso não poderia ser diferente, porque o ecumenismo modernista que a move, não serve para converter nada, nem ninguém. O crescimento da Igreja mediante conversões seria certamente um “pecado contra o ecumenismo” – isto é, um pecado contra a ordem naturalista judeo-maçônica preparada da parte dos modernistas pela disseminação de um culto ao homem (Paulo VI-Bento XVI) e à natureza (Francisco). Esse pensamento anti-proselitismo, fundado no falso misticismo modernista condenado na Pascendi, que já aparece bem-definido em documentos como a Unitatis Redintegratio, a Ut Unum Sint e o Diretório Ecumênico, foi exposto claramente por Francisco em alocução aos seminaristas, religiosos e fiéis da Georgia, ao 1.º de outubro de 2016:

“O que devo eu fazer com um amigo, um vizinho ortodoxo? Ser aberto, ser um amigo. Devo esforçar-me para convertê-lo? Há um grave pecado contra o ecumenismo: o proselitismo. Jamais se deve fazer proselitismo contra os ortodoxos. Eles são nossos irmãos e irmãs, discípulos de Jesus Cristo!”

Uma Igreja que não faz proselitismo, isto é, que não convence os outros da verdade de sua fé, não pode crescer, nem frear a onda de naturalismo que permeia hoje a vida individual, familiar e social. E esse é precisamente o problema da seita modernista pós-conciliar.

Recentemente, um rapaz, ex-protestante, disse-me que o que o manteve por 10 anos no protestantismo foram os falsos ensinamentos modernistas. Uma vez que entrou em contato com o trabalho do Controvérsia Católica, que não é senão o trabalho dos tradicionalistas em defesa da fé, ele se converteu à religião verdadeira.

“Boa tarde, irmão Diogo. Admirável o trabalho de vocês. Fui evangélico por 10 anos e é por culpa das mentiras no seio da Igreja que pessoas sinceras aos ensinamentos de Cristo tenham um conhecimento deturpado sobre a fé católica. Se eu tivesse as informações de hoje, jamais seria protestante.”

Esse testemunho simplesmente revela que, se as pessoas hoje não se convertem ao catolicismo como deveriam, isso não ocorre por deficiência dos tradicionalistas, que de fato convertem as pessoas à religião de Jesus Cristo, mas sim por culpa do ecumenismo modernista.

Se procuramos saber quem começou com esse projeto de sabotagem da religião católica mediante o ecumenismo de raiz modernista e naturalista, facilmente chegaremos ao nome de João XXIII. No início dos anos setenta em sua obra Sede Vacante, o Padre Sáenz y Arriaga, com grande pesar, cita uma carta de um protestante que tinha desistido de sua conversão por conta do ecumenismo de João XXIII. Ouçamos o que ele tem a dizer:

“Poderia esperar-se que nós, os protestantes, que cremos implicitamente em Cristo e na grande mensagem fundamental de seu Evangelho, estaríamos contentes pelo compromisso dos católicos romanos com o protestantismo, simbolizado pela Conferencia Ecumênica. Tal não é o caso. Pelo contrário, estamos angustiados. Nos últimos anos o protestantismo tornou-se tão corrompido que parecia que havia se desenvolvido no mundo uma tendência por parte dos protestantes desiludidos para ceder à mensagem conservadora dos evangelistas paulinos. Até mesmo os protestantes dogmáticos não podiam acreditar que a Igreja Romana permitiria infiltrar-se no modernismo, no ceticismo, na subversão, na perversão e na distração.

“Sob o reinado do Papa João XXIII, os protestantes conservadores detectaram uma dissipação da doutrina cristã tradicional dentro da Igreja Romana. Eles testemunharam o convite do Papa João aos líderes comunistas da Rússia, incluindo a filha e o genro de Kruschev. Eles testemunharam os incentivos assombrosos e os estímulos repulsivos oferecidos aos inimigos de Cristo, os judeus. Eles viram líderes protestantes serem recebidos no Vaticano, os mesmos que estiveram encorajando e preparando a apostasia, a perda da fé e o comunismo.

“Estas e outras circunstâncias fizeram com que os protestantes com potencial para conversão à fé católica voltassem atrás ou se arrependessem, porque perceberam que as mesmas forças diluidoras e adulteradoras que haviam corrompido o protestantismo estavam em ação dentro da Igreja Católica. Em anos passados, os dogmas descompromissados da Igreja Católica sugeriam até mesmo às mentes subconscientes dos protestantes que havia neste mundo uma santa preservação da perene fé, que nenhuma força estranha poderia diluir ou adulterar. Essa atitude foi prejudicada por eventos recentes relacionados ao que parece ser o comprometido progressismo dentro da Igreja.

“Quando eu vi que a Conferencia Ecumênica organizada pelo Papa abrira as suas portas aos líderes protestantes, eu sofri – não por causa dos protestantes, mas por causa dos católicos, porque o protestantismo oficial nas Américas e no mundo é agora controlado pelos judeus, infiltrado pelo comunismo e influenciado pelo materialismo.

“O protestantismo é controlado em grande parte por episcopalianos, presbiterianos e metodistas. Essas burocracias religiosas e oficiais são pró-Moscou, socialistas e, na prática, renunciaram à doutrina da salvação pelo Sangue de Cristo e substituíram o Evangelho de Cristo pelo evangelho social; e quando vi essa apostasia materialista, controlada por judeus, sendo colocada sobre os altares do catolicismo, eu disse dentro da minha alma: ‘A Igreja Católica está sendo envenenada com a cicuta da heresia, criada pelos judeus’.”

(https://controversiacatolica.com/2018/08/27/joao-batista-montini-nao-e-um-verdadeiro-e-legitimo-papa/)

A primeira acusação, portanto, é falsa e bem revela a natureza neoconservadora do sr. Conde. Em vez de combater o jacobinismo modernista e tornar ao Antigo Regime, a Aliança de Cristo com os homens em sua Igreja, o infeliz Leonardo Oliveira joga a culpa naqueles que realmente fazem algo pela Igreja, ao passo que escusa e até lisonjeia os verdadeiros culpados pelo desastre pós-conciliar.

2.ª Acusação: Os tradicionalistas são fariseus.

Não menos falsa é a segunda, que tenta ser a justificação da primeira. Segundo o Conde, a Igreja cresce mais com os carismáticos, porque eles são pessoas mais acessíveis e produtivas, com todos os defeitos que o carismatismo tem. Já os tradicionalistas se acham os bons e os salvos, ao passo que os demais são os “sujinhos” – ainda que mais tarde vá dizer que eles tentam converter os pobres etc. (vê-se aqui e no curso de todo o vídeo que ele não é amigo da lógica). Os tradicionalistas são, diz ele, os fariseus condenados no Evangelho segundo São Lucas na parábola do fariseu e do publicano. Gabam-se de sua superioridade moral, mas nada fazem de concreto. Ele chega ao ponto de dizer que raramente encontrou por metro quadrado um maior número de gente ruim do que essas pessoas que vão à Missa Tridentina: gente hipócrita, falsa, canalha, fofoqueira etc.

Ataques pessoais, simplesmente ataques pessoais. Não espere o leitor que o sr. Leonardo Oliveira desça à realidade concreta desses grupos: como bom neoconservador, ele está disposto a tratar os modernistas à pão de ló, mas será duro com aqueles que esforçam-se por observar os ensinamentos e práticas da Santa Igreja Católica, tal como ela ensina em seus catecismos, sermões e documentos pontifícios.

Tudo isso é qualificado como farisaísmo. E, no entanto, eu posso atestar que somente comecei a progredir de verdade na vida espiritual no momento em que comecei a me imbuir dos ensinamentos e práticas espalhados pelos tradicionalistas. Fariseu eu era antes, que adorava o Senhor com os lábios, mas que, instruído pelo verdadeiro farisaísmo modernista, não submetia minha inteligência e vontade a Deus, já que as tradições humanistas destes fariseus modernistas vinham em tempo para atrapalhar e desaconselhar a observância fiel e feliz dos ensinamentos de Cristo.

Aqui a minha palavra tem pelo menos o mesmo peso da do Conde, senão superior. Sei bem do que estou falando. Fui seminarista diocesano por quatro anos, estive envolvido nas pastorais, conheço bem a Renovação Carismática e o Movimento dos Focolares, estudei filosofia em Seminário Inter-Diocesano, tendo conhecimento também do que se passava em outras dioceses, esforcei-me para ser “ministro da palavra”, “ministro da eucaristia”, “catequista da comunidade” e já fui também um “leigo normal”, como o sr. Leonardo Oliveira parece tentar ser. Sei que todas essas coisas, em face da vida que levo hoje (sei que os que me conhecem hão de convir comigo), são perda de tempo e ilusão.

Quando mais para frente no vídeo, ele vai dizer que os tradicionalistas são ricos, usando perfumes de quinhentos reais, e não tem contato com os pobres, não posso deixar de olhar para a realidade concreta de que essa afirmação emana de uma pessoa sentada em uma cadeira, que nada sabe sobre mim, o Seminário São José e as atividades de nossos religiosos e sacerdotes. Não se deve um cristão gloriar senão de suas fraquezas e aqui glorio-me com meus irmãos de nossa condição humilde, de nossa vida entregue nas mãos da Providência Divina, e de nossas fadigas em benefício de todos os cristãos, inclusive dos pobres, ainda que no meio de doença e falta de recursos. Não somos patrocinados pela sinagoga modernista, pela loja maçônica pós-conciliar; e ainda assim muito podemos nos gloriar em nossas fraquezas. Graças a Deus, saímos da cadeira e pusemo-nos a trabalhar. Os frutos estão aí para quem quiser ver, infelizmente o sr. Leonardo Oliveira não parece ser um dos interessados. Em geral, os que vieram e viram, não só se admiraram, mas puseram-se a trabalhar conosco para a maior glória de Deus e salvação das almas.

3.ª Acusação: Os tradicionalistas estão tornando a Missa Tridentina refém de sua seita.

Ele ainda diz que o pior é que Missa Tridentina acabou “se tornando refém desses grupelhos que se acham mais ortodoxos que o Papa”. Pois bem. Aqui não se sabe o que mas lamentar, se é a ignorância do historiador, ou o cinismo do neoconservador. Se o negócio fosse mesmo seguir a ortodoxia de Paulo VI e dos heresiarcas do modernismo, então é evidente que não haveria senão a “Missa” protestantizada do maçom Bugnini, pois Paulo VI deliberou suprimir o rito tridentino (cf. A Armadilha do Motu Proprio, https://controversiacatolica.com/2019/07/13/a-armadilha-da-missa-do-motu-proprio/). Sei da história de muitos padres que foram expulsos de suas paróquias por simplesmente terem o desejo de continuar celebrando o rito tridentino.

Por cerca de quinze anos, foram esses padres desprezados que mantiveram a celebração da Missa de sempre. Eles simplesmente mantiveram o que os modernistas tinham jogado fora com base em ideias heréticas sobre a Missa, a Presença Real, o Sacerdócio, a Participação dos Fiéis, a “Liturgia Primitiva” etc. A intenção não era o monopólio sectário, mas a preservação da liturgia católica contra o monstrengo recém-fabricado do ecumenismo modernista.

Depois os modernistas gradualmente permitiram de novo a Missa Tridentina, mas sob condições tais que legitimassem os seus erros contra a fé e a moral católica. O Conde, porém, parece ter esquecido dessa história, o que é indício de uma mente leviana e superficial. Quem realmente sabe o que aconteceu, entende que a Missa Tridentina sempre foi um patrimônio comum dos católicos, testemunho público de nossa fé, desprezado no princípio e enfim desfigurado pelos modernistas (mudança da oração pelos judeus, padres inválidos, incentivo ao bi-ritualismo etc.) para mais facilmente conduzir os neoconservadores para longe de uma profissão íntegra e sem compromissos da fé católica.

4.ª Acusação: Os tradicionalistas em particular e a Igreja em geral não está sabendo lidar com os problemas de nossa realidade concreta.

Aqui, por fim, chegamos no xis da questão, isto é, aos problemas da Igreja. Essa acusação engloba todos os “grupos” e “movimentos” em uma concepção ecumênica de Igreja, própria de um neoconservador. Contudo, aplica-se sobretudo aos vilões da história, os tradicionalistas.

Com efeito, na cabeça do sr. Leonardo Oliveira, os tradicionalistas são românticos, que tentam fazer uma reprodução mitificada do passado, vivem numa espécie de bolha que, quem sabe, só vai estourar no dia em que visitarem uma favela. Eles não se deixam guiar pela sabedoria das Encíclicas, eles querem que pessoas pobres tenham muitos filhos e que todos assistam à Missa Tridentina, quando hoje as pessoas mal sabem o português.

É inevitável observar que o homem que no final vai completar o aseu discurso dizendo que não se deve sacrificar os princípios da doutrina em nossa adaptação à realidade concreta e que acaba de dizer que cumpre guiar-se pela sabedoria das Encíclicas, não perde tempo em passar por cima de tudo isso no tocante aos fins primários do matrimônio (geração e criação da prole) e da Missa como sacrifício propiciatório e satisfativo, ignorando os sábios ensinamentos da Casti Connubii e do Concílio de Trento. A verdade é que ele sacrificou-as porque aceita as inovações da Gaudium et Spes e da Instrução Geral da Missa Nova, que rechaçam ou diminuem a perder de vista cada uma delas respectivamente. Eis aqui mais uma evidência de que o sr. Leonardo Oliveira é simplesmente um modernista neoconservador da seita Novus Ordo.

Os tradicionalistas não seguem o caminho largo e compromissado do Conde Loppeux. Não por nada pessoal, mas é que a caridade que se deve a Deus nos obriga todos a seguir a porta estreita e é comprovado pela vida dos Santos que essa estrada real da Santa Cruz – essa que é loucura para o mundo, mas sabedoria para Deus – é a única que leva para o Céu e que traz a felicidade certa e verdadeira aos indivíduos e à sociedade inteira. Essa resignação aos ensinamentos tradicionais da Igreja, longe de nos diminuir ou tornar irrelevantes, coopera para o crescimento da Igreja e santifica o mundo ao nosso redor. É por isso que os católicos tradicionais e somente eles são o sal e a luz do mundo. O que nos fortalece é o que nos distingue, e o que nos distingue é o que nos une a Deus em caridade: caridade atestada por nossa fidelidade aos ensinamentos transmitidos por Cristo a seus Santos Apóstolos.


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Lula, Francisco e a Choradeira Neocon

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A burrice dos neoconservadores chegou a um patamar sem precedentes quando estes foram capazes de aplaudir um documento que cita do princípio ao cabo autores comunistas e subversivos, o qual também se encontra todo em linha com a corrente mais moderna da Teologia da Libertação – uma teoria imbecil, pseudo-teológica, pseudo-científica e sem fundamento cristão, mas que por isso mesmo se enquadra muito bem nos planos e ideais da sinagoga, da maçonaria e da ONU. Assim alegraram-se os neocons pelo mosquito – uhu, os padres não vão casar -, mas deixaram passar um camelo de proporções gigantescas, um camelo que tinha uma saliente pinta vermelha no seu lombo, a qual, onze dias depois, para o pasmo dos observadores desatentos, provou ser uma estrela do PT.

No entanto, neste nosso mundo moderno, não há nada tão ruim que não possa piorar. Como sinal patente de que não sabem do que falam, nem entendem o que leem, as vozes do neoconservadorismo nacional foram capazes de se surpreender e até se emocionar com o fato de o comunista Francisco ter recebido em audiência ao comunista Lula, como se não houvesse entre eles perfeita comunhão de pensamento e de ação. Impressionam-se com um acontecimento assaz previsível e de todo condizente com os movimentos do pseudo-pontificado bergogliano.

Contudo, ninguém se deve admirar de toda essa choradeira. Com efeito, os neoconservadores estão em plena comunhão com Francisco e os demais teólogos da libertação, estão todos juntos debaixo de uma mesma seita modernista que finge ser a Igreja Católica. A reação deles não é reação, a crítica deles não é realmente crítica, porque eles já aceitaram de antemão conferir toda a legitimidade ao inimigo e não há nada neste mundo que o revolucionário faça, realmente nada, que eles não estejam dispostos a tolerar; ainda que para tanto tenham que derramar copiosas lágrimas.

Assim é e tem de ser, porque esses heróis da tolerância, aos quais nenhum Voltaire poderia pôr defeito, aderem à revolução liberal do Vaticano II: eles são os filhos do “tudo pode” em matéria de religião; seu papel na seita modernista é bem-definido e tem funcionado muito bem até aqui: entre lamentos e prantos, abrir e deixar sempre abertas as portas para que entre e se instale a revolução russa dos radicais, os quais hoje são representados por Francisco e os teólogos da libertação, ontem pela dupla Ratzinger e Wojtyla, anteontem por Roncalli e Montini; todos eles convergindo nisto: jamais retornar à doutrina católica e apostólica, aquele Antigo Regime que foi calcada aos pés no Concílio Vaticano II.

E assim eles estão cada vez mais ao gosto do inimigo, sempre mais liberais e sempre mais indulgentes com as medidas mais radicais. Resistem hoje menos do que aqueles que, décadas atrás, começaram a trilhar as sendas do liberalismo herético.

Todos quantos seguem os neocons, saibam que isto nada lhes aproveita, pois seguem pessoas incompetentes e sem perspectiva alguma de representar o catolicismo que eles já fizeram questão de abandonar para o benefício e comodidade de todos os hereges e comunistas. Como péssimas ideias têm terríveis consequências, só se pode esperar que, pela persistência deles nesse caminho torpe, tornem-se eles mesmos cada vez mais semelhantes aos radicais que hoje chorosamente toleram como seus irmãos e pais na fé.


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A Maior Mitada do Santa Carona: “Os Rad-Trads são Protestantes!”

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ALGUMAS REFERÊNCIAS

Qual é a doutrina católica sobre o ecumenismo https://controversiacatolica.com/2018/06/11/qual-e-a-doutrina-catolica-sobre-o-ecumenismo/

Como se tornar um apologista conciliar https://www.youtube.com/watch?v=KkliysVikXQ&t=170s

Ratzinger: 99% Protestante https://controversiacatolica.com/2019/05/30/ratzinger-99-protestante/

São Pedro Canísio condena o ecumenismo do Vaticano II https://controversiacatolica.com/2018/11/22/sao-pedro-canisio-condena-o-ecumenismo-do-vaticano-ii/

São Roberto Belarmino condena o ecumenismo do Vaticano II https://controversiacatolica.com/2018/12/07/sao-roberto-belarmino-condena-o-ecumenismo-do-vaticano-ii/


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Últimas Notícias sobre o Seminário São José (SSJ)

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Neste vídeo Padre Rodrigo e eu apresentamos aos nossos benfeitores associados em particular e a todos os que acompanham o nosso trabalho em geral, os resultados obtidos de janeiro para cá e os eventos e projetos deliberados em nossas reuniões ordinárias; explicamos ainda o porquê e como ajudar nossa associação. De maneira especial, agradecemos a todos os que nos têm apoiado e louvamos todos quantos tenham a intenção de colaborar com essa importante obra católica.

Dentre os temas do vídeo, encontram-se:

  • Os próximos eventos realizados no Seminário São José, Retiro de Carnaval e Semana Santa celebrada conforme as rubricas de São Pio X.
  • O projeto de tradução do livro “Obra de Mãos Humanas: Uma Crítica Teológica à Missa de Paulo VI” escrito por Padre Anthony Cekada, bem como os modos com os quais os fiéis podem contribuir para sua publicação.
  • Outras publicações pensadas para os próximos meses.
  • Agradecimento a todos que se inscreveram como membros benfeitores e/ou enviaram doações à conta da associação.
  • A doação de uma Kombi, batizada com o nome de Josefina, o primeiro veículo sedevacantista do Brasil.
  • A necessidade de adquirir no médio prazo uma propriedade-sede do Seminário São José, suficientemente grande para acolher novos candidatos e visitantes.
  • O início do ano acadêmico neste mês de fevereiro.

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A MAIOR MITADA DO PAPA FRANCISCO!

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“Papa Francisco é um mito!”, diz Guilherme do Santa Carona, um modernista fanático que chegou ao cúmulo do ridículo e da insanidade em sua apologia a Bergoglio. Ele produziu um vídeo sobre as maiores mitadas do “Papa Francisco”, mas se esqueceu da maior de todas! Contudo, nós do Controvérsia vamos mostrar a você essa mitada sem igual.

Em sua Missa na cadeia (Carcere Di Rebibbia) na Quinta-Feira Santa de 2015, Francisco beijou e lavou os pés de um travesti, Isabel, di Lisbona, como se fosse um dos doze apóstolos. Essa é, sem dúvida, a maior mitada de Francisco, uma mitada de heresia contra a moral católica.

FONTES
Entrevista com o Travesti: https://www.youtube.com/watch?v=KnGvgZKSFrI

Missa Completa: https://www.youtube.com/watch?v=480gnx71ev0


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Santa Carona, o Pejoteiro Modernista

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O Guilherme do Santa Carona fez um vídeo sobre os Rad-Trads, cuja tese principal é que nós seríamos não católicos, uma espécie de PJ.

Mas, por algum motivo inexplicável racionalmente, ele mesmo encontra-se unido aos pejoteiros, tanto porque os admite como parte da seita modernista que ele erroneamente considera a Igreja Católica, quanto porque a própria Pastoral da Juventude, assim como a Teologia da Libertação, é um movimento reconhecido e cultivado pela hierarquia pós-Vaticano II.

É uma imensa tolice crer que um movimento fundamentado no Magistério Revolucionário dos modernistas possa ser de todo estranho à nova religião que o Guilherme do Santa Carona professa, uma vez que a aliança política com comunistas acha-se muito bem fundamentada em documentos como a Pacem in Terris de João XXIII, a Populorum Progressio de Paulo VI, a Gaudium et Spes do Vaticano II e os documentos de Medelin e de Puebla, respectivamente sob Paulo VI e João Paulo II, documentos que criaram e desenvolveram os conceitos nos quais se baseia a Teologia da Liberação e a Pastoral da Juventude.

A “condenação” da Teologia da Libertação a qual costumam aduzir os neoconservadores como o Guilherme é por isso forçosamente parcial, teatral e inefetiva, já que a seita do Vaticano II está, pelos laços do diálogo e do ecumenismo, permanentemente em aliança com todos os inimigos da fé católica e procura afastar-se quanto pode dos ensinamentos do passado, que são, por certo, um obstáculo à unidade judeo-maçônica a que aspira esta seita da Nova Ordem.

Como um membro da seita modernista, o sr. Guilherme prende-se a uma religião provavelmente não mais antiga que a sua avó, a uma tradição herética que já existia como uma série de erros profanos anatematizados pela Igreja. A Igreja do Guilherme não é a de Jesus, São Pedro e Nossa Senhora, não é a Igreja de Pio IX e São Pio X, não; a Igreja do Guilherme é a Igreja de Lutero, Calvino e dos jansenistas, é a Igreja reformada sonhada por Lamennais e Loisy. É a religião do liberalismo e do modernismo, amplamente condenada pelos Papas pré-Vaticano II, tida como herética, apóstata e louca não simplesmente por nós, Rad-Trads, mas por uma longa e ininterrupta série de verdadeiros e legítimos Romanos Pontífices, Vigários de Cristo sobre a Terra.

O Guilherme do Santa Carona já está condenado pelo seu próprio juízo, querendo caluniar os Rad-Trads que hoje crescem como nunca e que seguirão crescendo exponencialmente até seu triunfo final sobre o modernismo, ele acaba dando-nos a ocasião de melhor compreender que apesar de alegar o contrário, os seus próprios atos em prol da seita modernista não fazem dele melhor que um pejoteiro qualquer e cúmplice de pejoteiros. Os artigos abaixo corroboram ainda mais com essa inevitável conclusão.

João XXIII: Precursor e Padroeiro da Teologia da Libertação https://controversiacatolica.com/2018/11/28/joao-xxiii-precursor-e-padroeiro-da-teologia-da-libertacao-i-parte/

A Pacem in Terris de João XXIII: apologia ao liberalismo religioso e endosso ao comunismo e globalismo https://controversiacatolica.com/2018/11/30/a-pacem-in-terris-de-joao-xxiii-apologia-ao-liberalismo-religioso-e-endosso-ao-comunismo-e-globalismo/

Testemunho do embaixador Carl J. Burckardt sobre João XXIII https://controversiacatolica.com/2018/11/27/testemunho-do-embaixador-carl-j-burckardt-sobre-joao-xxiii/

Como se tornar um santo conciliar (versão Paulo VI) https://controversiacatolica.com/2018/12/12/como-se-tornar-um-santo-conciliar-versao-paulo-vi/

Como se tornar um santo conciliar em sete passos (versão João Paulo II) https://controversiacatolica.com/2017/06/02/passo-a-passo-como-se-tornar-um-santo-na-seita-novus-ordo/

Introdução ao modernismo mitigado de Joseph Ratzinger e Padre Paulo Ricardo https://controversiacatolica.com/2018/02/25/introducao-ao-modernismo-mitigado-de-joseph-ratzinger-e-padre-paulo-ricardo/

Bernardo Küster, Padre Paulo Ricardo e Comunismo: A Heresia Neoconservadora https://controversiacatolica.com/2018/12/03/bernardo-kuster-padre-paulo-ricardo-e-comunismo-a-heresia-neoconservadora/

As viagens do Santa Carona: a doutrina católica sobre o Papa https://controversiacatolica.com/2019/01/29/as-viagens-do-santa-carona-a-doutrina-catolica-sobre-o-papa/


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