René Guénon: um grande iniciado

RENÉ GUÉNON: UM GRANDE INICIADO

René Guénon

Pelo Reverendo Padre Curzio Nitoglia

Revista Sodalitium, n. 47, pp. 52-62, maio de 1998
http://www.sodalitium.biz/sodalitium_pdf/47.pdf

Introdução

A pessoa e a obra de René Guénon não podem ser indiferentes àqueles que tratam sobre verdadeira e falsa Tradição.

Um velho seguidor da escola de Guénon, Jacques-Albert Cuttat, definiu a doutrina guénoniana como “um neotradicionalismo, como se Guénon tivesse recuperado e incorporado, em um conhecimento mais amplo do Oriente, as três teses fundamentais do tradicionalismo do início do século XIX (especialmente de Joseph de Maistre e Lamennais), a saber: o antirracionalismo, a unanimidade tradicional como critério de verdade e, especialmente, a primazia espiritual do Oriente” (1).

Sabe-se que Guénon relativiza e reduz a mística cristã (que, aliás, não é apenas ocidental) ao sentimentalismo ou devocionismo (que nada tem a ver com a verdadeira mística, tendo pontos de contato com o falso misticismo), e isso demonstra o pobre conhecimento de teologia católica ascética e mística do próprio Guénon ou seu espírito anticristão. De fato, na obra guénoniana, os principais dogmas da religião católica são mal-entendidos e esvaziados de seu verdadeiro significado. Guénon, embebido de esoterismo cabalístico e maçônico, tentou infiltrar nos círculos católicos tradicionais a falsa ideia de uma tradição primordial universal e fundamental que abrange todas as diferentes religiões, mantendo em segredo sua filiação ao sufismo monista e à maçonaria escocesa.

Com o Concílio Vaticano II, “a intelligentsia católica se orienta para uma perspectiva que leva em conta o desejo de unidade das novas gerações. (…) que dá prioridade a pontos de encontro com as religiões não-cristãs. O tom não é mais aquele de refutar e excluir, mas, ao contrário, tomar para si a diversidade do potencial humano e do patrimônio religioso universal ” (2). E assim o tradicionalismo maçônico-esotérico abraçou o modernismo esotérico-maçônico (3).

A personalidade de Guénon

A maior estudiosa de Guénon, Marie-France James, afirma que seu caráter foi marcado por “nervosismo e exacerbada sensibilidade, às quais juntam-se a instabilidade, a impulsividade e a irritabilidade temperadas pela capacidade intelectual predisposta a estudos filosóficos e religiosos. A tudo isso deve ser acrescentada uma susceptibilidade exagerada e uma forte sensualidade” (4).

A infância

Renè Guénon nasceu em Blois, em 15 de novembro de 1886. De saúde debilitada. Completou seus primeiros estudos em uma escola católica onde, apesar de inúmeras ausências, tornou-se um aluno brilhante. No outono de 1901, ocorre um incidente banal em si, mas muito significativo no que diz respeito à sua personalidade: René é o primeiro da classe, mas o professor Simon Davancourt classificou-o segundo em francês. René faz disso uma tragédia a ponto de ficar de cama com febre alta. Seu pai o retira da escola e o matricula no colégio Augustin-Thierry (5).

James comenta: “Vemos que já no secundário, Guénon tem uma NECESSIDADE OBSESSIVA DE SER O PRIMEIRO, e, ao voltar de férias, nosso jovem perfeccionista está sempre lutando com a mesma obsessão, ou melhor dizendo, com o sentimento de culpa, a aflição por não ser mais que o quarto. Irritado, o jovem René reage com grande susceptibilidade, seguindo-se uma cena que, aos olhos de alguns, terá o seu definitivo cumprimento trinta anos mais tarde, quando Guénon partirá para sempre para as terras do Islã. ” (6).

Parece claro que o desejo, na verdade, a NECESSIDADE de chegar ao zênite, é uma tendência profunda da personalidade de Guénon (7). Ser mediano para ele significaria falhar; ser condenado à imperfeição o deprimiria.

René Guénon, então jovem bacharel, conheceu o canônico Ferdinand Gombault, doutor em filosofia escolástica. Por mais de trinta anos, até a partida de Guénon para o Cairo, estes dois intelectuais mantiveram contatos regulares, (ambos eram partidários da Ação Francesa), embora trabalhando em dois campos diferentes, até opostos: o canônico, um estreito tomista, ocupou-se com a apologia do cristianismo; Guénon, influenciado pelas correntes maçônico-ocultistas, voltou-se para a Gnose. Segundo James, o canônico, bem como todos os amigos católicos de Guénon, ignorava sua escolha pelo menos até a década de 1930.

Os mestres de René Guénon

Por volta dos vinte anos, Guénon é apresentado à Escola Hermética dirigida por Papus (pseudônimo do Dr. Encausse) e segue os cursos que são dispensados. É recebido na ordem martinista e nas várias organizações maçônico-ocultistas anexas. Em 1908, colabora na preparação do Congresso Espiritualista e Maçônico. No entanto, tende a afastar-se da linha geral (qualificada por ele como materialista) dos ambientes ocultistas de seu tempo e toma, então, uma posição contra algumas das idéias de Papus.

A hipótese mais provável, sem provas decisivas, é que Guénon, no mais tardar em 1909 (época de sua elevação ao episcopado gnóstico sob o nome de Palingenius), beneficiou-se de contatos decisivos com hindus da corrente vedantista; ainda nesse ano é filiado à Loja Maçônica Thèbah (Grande Loja de França). Em 1912, é iniciado no sufismo e se casa… num rito católico! No mesmo ano, confirma sua afiliação maçônica à Loja Thèbah, filial da Grande Loja de França de Rito Escocês Antigo, e é aceito. De 1913 a 1914, colabora com a revista La France Chrétienne Anti-Maçonnique (A França Cristã Antimaçônica) sob o pseudônimo de A Esfinge. Estenderá, bem nessa época (como uma verdadeira “esfinge”), uma controvérsia com Charles Nicoullaud e Gustave Bord, colaboradores da Revista Internacional das Sociedades Secretas, em torno da questão dos Superiores Desconhecidos.

Em 1915, Guénon conhece uma jovem estudiosa tomista: Noele Maurice-Denis, que, em 1916, o apresenta a Jacques Maritain. Ainda nesse ano, suspende sua participação ativa no trabalho de sua Loja, que ele continuou a conduzir durante a colaboração com “La France Chrétienne Antimaçonnique”! Tal suspensão não era uma pausa, mas apenas uma “hibernação tática” em vista de “conduzir o catolicismo a referendar uma elite tradicional, chamada a reencontrar, a partir de uma perspectiva sincretista, a fonte única perdida… a verdadeira metafísica, de essência gnóstica. E é assim que, até o início dos anos trinta, Guènon irá se abster de tratar direta e abertamente da maçonaria, limitando-se a deplorar a degeneração e denunciar as tendências antitradicionais de que ela mesmo era uma vítima” (8). Segundo Guénon, o catolicismo nada mais é do que uma das formas parciais e veladas pelas quais a Tradição primordial e fundamental se manifesta em sua plenitude. Cristianismo, para ele, de fato, teve em sua origem um caráter esotérico-iniciático “do qual pouco se sabe porque as origens do cristianismo seriam cercadas de escuridão quase impenetrável. Escuridão desejada por aqueles que levaram a transformação da Igreja de organização obscura e reservada a organização aberta a todos, puramente exotérica. No entanto, essa transformação do cristianismo em religião exotérica foi providencial porque o mundo ocidental teria permanecido sem qualquer Tradição se não houvesse a Religião Cristã, já que a tradição greco-romana, então predominante, havia alcançado uma grande degeneração. O cristianismo endireitou o mundo ocidental, mas com a condição de perder seu caráter esotérico” (9).

Em 1921, Guénon assina um artigo na Revue de Philosophie de inspiração neotomista. Em 1922, volta a lecionar filosofia em um instituto dos Irmãos das Escolas Cristãs. Em 1925, começa a colaborar com a Revue Universelle du Sacré-Cœr, Regnabit, mas em 1927 a colaboração cessa e no lugar retoma a controvérsia com a R. I. S. S. (10).

Os círculos católicos, depois de uma breve hesitação devida ao caráter de “quinta coluna” da obra de Guénon nesses anos, rejeitam as suas teorias e Guénon, vendo falhar seu projeto de infiltração, emigra para o Cairo. No entanto, continua a sua tarefa de formar uma elite ocidental tradicional em uma tentativa de convergir a metafísica oriental, dita “universal” (ou gnose esotérica) com o catolicismo, idênticas em sua substância (para Guénon). A gnose deve-se apoiar na Tradição fundamental, que é essencialmente a mesma em todos os lugares, apesar das diferentes formas que adota quando se rebaixa a uma religião para atender cada raça e época. O objetivo esotérico de Guénon é, portanto, de reinterpretar, reduzir, minimizar e trazer o cristianismo para um fundo comum “tradicional” de inspiração gnóstica, uma vez que, se em suas origens tem um caráter essencialmente esotérico e iniciático, a partir de Constantino e do Concílio de Niceia perdeu-a e tornou-se uma religião no sentido próprio do termo, com seus dogmas, sua moralidade universal e seus ritos públicos. Portanto, Guénon nega a divindade e infalibilidade da Igreja, sua transcendência em relação às outras culturas, o valor universal do Evangelho, a compreensão da doutrina evangélica inalterada, do modo como foi revelada por Cristo. Mas como Maurice-Denis escreveu: “Certamente sua ignorância e incompreensão do cristianismo eram totais” (11). Mas foi realmente ignorância? Isso é o que veremos.

Guénon e a Revue Internationale des Sociètès Secrètes por monsenhor Ernest Jouin

Padre Jouin, último de cinco irmãos, nasce em 21 de dezembro de 1844 em Angers. De saúde delicada e órfão de pai desde os quatro anos, em 1862 junta-se a seu irmão Amedeo no noviciado dos dominicanos de Saint-Maximin, transferido em seguida a Flavigny. Em agosto de 1866, problemas de saúde forçam-no a abandonar a austera vida dominicana; vai, assim, para o seminário de Angers, onde é ordenado sacerdote em fevereiro de 1868. (12) Em julho de 1882, é nomeado pároco em Joinville-le-Pont (Seine) onde sofre ataques dos círculos anticlericais, e com isso, começa a travar as primeiras lutas antimaçônicas. Em 1910, adquire uma importante biblioteca maçônico-ocultista de cerca de 30.000 volumes e, em janeiro de 1912, funda a Revue Internationale des Sociètès Secrètes, composta de uma parte judeo-maçônica (a parte cinza) e uma parte ocultista (a parte rosa).

“L’Abbe Jouin acreditava em um plano judaico de dominação universal assim resumido: “Israel é o Rei, o Maçom é o seu camareiro o bolchevique seu carnífice”. Sua tese era que judeus e protestantes estiveram por trás da Maçonaria; que todos os três tinham o mesmo fim: a destruição da Igreja Católica ” (13). Feito Monsenhor pelo Papa Bento XV e protonotário apostólico por Pio XI, morre em 1932 com a bênção e a aprovação papal de sua obra que duraria até 1939. Sua causa de beatificação foi introduzida em Roma pelos “amigos americanos de Mons. Jouin ” (14).

Padre Jouin não é o primeiro a apoiar a tese da inspiração judaica da maçonaria. No século XIX, foi precedido por Abbé Barruel, Mons. Deschamps, Cretineau-Joly, Gougenot des Mousseaux, Mons. Delassus, Mons. Meurin. Partidário de um catolicismo integral, ele estava convencido de que “grupos nacionalistas e fascistas não têm, por si mesmos, poder para curar o mal. A guerra é religiosa. Nossa conversão é o único remédio ” (15).

Ele próprio tinha escrito: “Quando os católicos não vacilarem mais, quando se abastecerem de coragem através da prática das virtudes, quando retomarem a via do sacrifício para seguir o seu pobre e sofrido Messias ao Gólgota, quando não mais mendigarem sua salvação à direita e à esquerda, mas formarem o partido de Deus, como pediu Sua Santidade Pio X, a questão judaica será resolvida. (…) Mas os católicos devem estar bem conscientes de que, dão uma mão aos judeus se vivem, no fundo, como eles… preparam… o reinado despótico de um Qahal universal! ” (16).

R. I. S. S. (Revista Internacional das Sociedades Secretas) (1912-1939)

A R.I.S.S. tratava dos aspectos externos da seita infernal em sua parte cinzenta (judeo-maçônica); e dos interiores na parte rosa (parte ocultista). Ela era conhecida em todo o mundo e alimentada pelas informações de Mons. Umberto Benigni, fundador do Sodalitium Pianum. Se na ordem cronológica o monsenhor Jouin primeiro colocava a crítica do trabalho político ou externo das seitas secretas, na ordem da dignidade preferiu estudar seu trabalho secreto, esotérico e interno. Ele acreditava, com razão, que só um motivo religioso e muitas vezes sobrenatural poderia explicar plenamente o frenesi de destruição de todo bem que caracteriza o processo revolucionário, conduzido pelas sociedades secretas, cuja origem é o judaísmo posterior ao templo, cujo pai, como Jesus revelou, é o diabo (17).

René Guénon polemizará com a parte rosa do R.I.S.S. A tática de Guénon na longa controvérsia que travou com a R.I.S.S. era descreditar seus colaboradores e tentar impor-se como o único competente no assunto.

Divergências no seio do movimento antimaçônico

Entre os antimaçons há, no entanto, uma divisão: de um lado os nacionalistas antimaçônicos (Copin-Albancelli e Clarin de la Rive) que querem lutar contra a seita apenas numa base de defesa dos valores nacionais e patrióticos; a luta antimaçônica deve, para eles, ser essencialmente política ou nacional. Do outro, os antimaçons religiosos (Nicollaud, Jouin, Benigni), segundo os quais a maçonaria é uma “contra-igreja” que visa ridicularizar as pesquisas sobre o elemento preternatural nas lojas secretas (haja vista a manobra Taxil). Segundo Padre Jouin, para ser antimaçônico é necessário ser cristão, já que a Maçonaria é um macaco de Deus e da Igreja; Mons. Jouin vai colidir com Copin-Albancelli e Clarin de la Rive, que segundo ele não eram oponentes integrais do inimigo; a substância da divergência era o fato de que os antimaçons nacionais se recusavam a estudar a influência satânica na direção oculta da Maçonaria. Assim, o projeto de uma federação antimaçônica falhou e a controvérsia entre anti-maçons continuou, com efeitos graves para o bom combate, alimentada por um recém-chegado … o maçom René Guénon, aliás, Esfinge.

A colaboração do maçom Guénon em La France Antimaçonique

Em 1896, Clarín de la Rive torna-se diretor da La France Chrétienne Antimaçonnique, sucedendo Leo Taxil. De 1913 a 1914, o maçom Guénon colabora com essa revista! “Mesmo supondo que Clarin de la Rive não teve ocasião de consultar os registros da Grande Loja da França em 1912, todavia não foi capaz de ignorar a conferência do maçom Guénon sobre “O Ensinamento Iniciático”, publicada na Symbolisme de janeiro de 1913. A RISS mencionou essa conferência em seu índice documental (fevereiro de 1913, página 561)” (18). Então, como explicar a colaboração de Guénon com Clarín de la Rive, diretamente no campo antimaçônico? Como foi que Guénon pôde consultar, com a permissão do Clarin de la Rive, o dossiê sobre o caso Taxil (ex-diretor de La France Antimaçonnique) a partir do qual argumentará que afirmar a influência do satanismo na Maçonaria é da contra-iniciação, e que, se existem alguns grupos luciferianos e satanistas, estão longe da franco-maçonaria, que é uma organização tradicional que quer denegrir-se a qualquer custo. Parece que Clarín de la Rive e os amigos católicos de Guénon subestimaram sua iniciação na seita, como se Guénon tivesse rompido completamente com a Maçonaria.

Como muitos, Guénon aproveitou-se da campanha antitaxiliana, apresentando-se como o homem da tradição que quer dar à Maçonaria seu verdadeiro rosto, desfigurado por Taxil, combatendo maçons contemporâneos por seu “modernismo”, infiel à sua verdadeira vocação iniciática, de modo que a Maçonaria pudesse se tornar mais uma vez o que nunca deixou de ser virtualmente. Este trabalho sutil foi realizado em La France Antimaçonnique, com a cumplicidade (ou ingenuidade) de seus amigos católicos.

Guénon astutamente queria mudar desde dentro o pensamento antimaçônico e inspirar uma corrente católica em favor da Maçonaria tradicional, revista e corrigida à luz da metafísica oriental. Para isso, “por um lado, temos de trazer os maçons para a compreensão dos seus princípios e à consciência das suas funções, e por outro fazer os católicos admitirem que erraram ao combater a Maçonaria em si mesma e que devem, enquanto lutam contra os maçons degenerados, torcer pela restauração de uma Maçonaria autêntica” (19). E “depois de ter recordado a opinião já expressa por Joseph de Maistre, afirmou que: ‘tudo anuncia que a Maçonaria vulgar é um ramo separado e possivelmente corrompido de um tronco antigo e respeitável’, e que a Maçonaria moderna não é mais que o produto de um desvio ” (20). O golpe passou por Clarín de la Rive, mas foi barrado por Mons. Jouin.

Os “superiores desconhecidos”

Houve um longo debate entre Guénon, aliás, Esfinge, em La France Antimaçonnique, e Charles Nicollaud juntamente com Gustave Bord pela R.I.S.S. sobre a questão misteriosa dos Superiores Desconhecidos, dos quais Bord negava a existência destes como sendo simples homens de carne e ossos. Os Quaderni Romani, órgão da Agência Internacional de Roma, de Mons. Umberto Benigni, respondeu (14 e 28 de setembro de 1913) que o juízo de Bord foi um pouco apressado e que nenhum argumento convincente foi apresentado contra o poder central oculto e humano da seita, que talvez consistia em um entendimento contínuo entre os líderes para dirigir a massa das diferentes seitas, a mais conhecida e mais difundida das quais é a Maçonaria. Charles Nicollaud respondeu na R. I. S. S. de 20 de outubro de 1913, que, se o editor do Quaderni Romani entendia por chefes homens comuns de carne e osso, estava errado. Os Superiores Desconhecidos, para os verdadeiros iniciados, existem, mas vivem no Astral (são anjos decaídos ou agentes de Satanás, isto é, homens que se dedicaram de corpo e alma ao diabo e são, por isso, seu instrumento privilegiado). E é lá que, através da magia, eles dirigem os líderes das seitas, constituindo um tipo de compreensão contínua entre os líderes humanos de diferentes seitas. Para Gustave Bord, no entanto, como existe uma rivalidade entre os diferentes ritos maçônicos, não há poder humano central (o que não exclui uma direção preternatural). Neste ponto, entra na arena Guénon, aliás Esfinge, e sustenta que Nicollaud e Bord são dois antimaçons muito estranhos, e ataca a teoria da “mística” diabólica como a raiz da Maçonaria. Guénon reabilita os Superiores Desconhecidos como inspiradores e guardiões da iniciação e tradição esotérica. Em 1914, Bord responde, nas páginas de R. I. S. S., que os antimaçons estão divididos em dois campos: aqueles que acreditam que o poder central da Maçonaria é representado por alguns líderes de carne e osso chamado Superiores Desconhecidos ou membros das lojas secretas; e aqueles que acreditam que a Maçonaria é movida por uma ideia nefasta e que os Superiores Incógnitos são o diabo ou seus agentes. E ele alinha-se com os últimos. Bord acrescenta que nunca encontrou vestígios dos supremos e conhecidos chefes humanos de toda a Maçonaria; ao contrário, ele descobriu a existência do oposto: obediências maçônicas lutando entre si, fundadas por pessoas conhecidas. Guénon argumenta que tal questão não pode ser respondida por historiadores que pretendam basear-se exclusivamente em fatos positivos, comprovados por documentos escritos, e que os Superiores Desconhecidos deixaram traços precisos de sua ação em diversas circunstâncias, mas não diz quais e onde. Eles seriam entes não mais presos a esta vida, livres de todos os limites, estabelecidos num estado incondicional e absoluto, em contato direto com o Princípio primordial do Universo, entes de carne e osso que alcançaram os mais altos picos da realização espiritual, dotados, de acordo com a tradição do Extremo Oriente, de longevidade, posteridade, grande ciência e perfeita solidão! Os superiores incógnitos são os verdadeiros mestres do mundo e não homens quaisquer ou comuns.

Em suma, Nicollaud vê uma influência sobrenatural e diabólica na Maçonaria; Guénon, ao contrário, vê a ação de um Princípio transcendente que contribui para a plena realização espiritual. Para Nicollaud, Satanás resume o poder oculto sectário. Guénon, mediante a teoria dos “vários estados do ser” (uma espécie de intermediários astrais de derivação cabalística, como as Sefirot) complica tudo, relativiza a noção de indivíduo e, sobretudo, as categorias do bem e do mal, e fornece uma máscara para o diabo (21).

Diante dessa massa de argumentos, o pobre leitor de La France Antimaçonnique não sabia para onde se virar. A Esfinge tinha alcançado seu resultado, havia turvado as águas, semeado a discórdia entre os antimaçons (servindo-se até mesmo dos Quaderni Romani e tentando colocá-los contra o RISS); Em suma, ele havia feito um trabalho de despistagem.

Guènon e o Instituto Católico de Paris

Em 1915, Guénon obtém uma licença de literatura na Sorbonne, matricula-se em outono com seu amigo Pierre Germain (que também é filiado à Igreja Gnóstica) para o curso de filosofia da ciência do professor Milhaud. Lá, como já dito, ele conhece uma jovem tomista de dezenove anos formada pelo padre Sertillanges O.P. e por Maritain. Noele Maurice-Denis (mais tarde Boulet), que apresenta Guénon a Maritain em 1916. Durante o verão, Germain, que tinha reencontrado a fé em Lourdes, informa Noele Maurice-Denis sobre o passado de Guénòn. Dá-lhe a coleção completa de La Gnose. Maurice-Denis, mesmo sem compartilhar das ideias de Guénon, admira sua clareza de exposição e a seriedade de seu pensamento. O fato de ele ter sido consagrado como bispo gnóstico aos vinte e três anos não a surpreende! Vê ali apenas um erro da juventude! A jovem tomista ignora, como Germain, a “confirmação” ou “crisma” de Guénon na Grande Loja Maçônica da França e sua iniciação no sufismo 1912. Sabe que Guénon não usa mais ópio e haxixe como ajuda para… “contemplações” e isso é suficiente!

Em dezembro de 1916, Noele Maurice-Denis tenta publicar na Revue de Philosophie a tese de Guénon: Padre Peillaube, editor da revista, era favorável, mas Maritain não. Conhecia Guénon há seis meses e entendeu qual era a sua orientação filosófica, mas isso não desanimou a jovem e ingênua Maurice-Denis.

Introdução ao estudo das doutrinas hindus

Em junho de 1920, Guénon completou a edição da Introdução Geral ao Estudo das Doutrinas Hindus e partiu em busca de uma editora. Para tal propósito, contata o judeu Levy-Bruhl. Leva, então, o manuscrito para Marcel Rivière, que concorda em publicá-lo.

Em fevereiro de 1921, Noele Maurice-Denis publica um artigo sobre a natureza do misticismo, mas, em uma carta datada de 27 de março, Guénon irá reafirmar sua posição de que a “metafísica” é mais sobrenatural que a mística. Maurice-Denis atribui a posição guénoniana a uma ignorância substancial da doutrina católica, apesar da educação religiosa que Guénon recebera, minimizando mais uma vez a extensão do seu erro, que não se devia à simples ignorância do cristianismo, mas à hostilidade em relação ao Evangelho e ao espírito cristão, como afirmou mais tarde Henri de Lubac (22). Noele Maurice-Denis respondeu com dois artigos publicados na Revue Universelle (15 de julho de 1921) intitulados Les Doctrines Hindoues; Maritain toma parte, já que desejava que a autora asserisse que a “metafísica” guénoniana é radicalmente incompatível com a fé católica. E ele mesmo escreveu a última frase da conclusão do primeiro artigo de Denis, “René Guénon gostaria que o degenerado Ocidente fosse pedir ao Oriente lições de metafísica e intelectualidade. Mas, ao contrário, é apenas na sua Tradição e na Religião de Cristo que o Ocidente encontrará a força para se reformar” (23). Além disso, “se Guénon, apesar de todas as suas críticas, conserva certo apreço pela Grécia, ao contrário, Roma não lhe inspira mais que desprezo” (24).

A reação de Guénon, dado seu caráter, foi muito ressentida.

Mas vamos tentar ver o conteúdo do artigo de Guénon. A “metafísica” hindu é para ele um gnosticismo perfeito e absoluto (embora Guénon jamais mencionasse a palavra gnose, no entanto, usa a palavra sânscrita jnana, que é seu equivalente, e prefere usar o termo “metafísica” que, guénonianamente, significa “conhecimento” ou… gnose), pois, de fato, a “metafísica” hindu flui para o panteísmo. Para Guénon, a moral deve ser excluída da filosofia, “a moral faz mal”, enquanto que, para a metafísica aristotélica, a moralidade natural ou filosófica existe e a ética deriva dela. Além disso, a contemplação pode ser feita com técnicas humanas sem a ajuda da graça (que para um cristão é inadmissível); por fim, a religião é uma tendência “sentimental” ou devo devocionalística à qual está ligada a moral, enquanto que, para a teologia católica, a religião não é uma emoção da sensibilidade, mas uma disposição da vontade e do intelecto, por meio dos quais o homem, sabendo que há um princípio primeiro, inclina-se a querer prestar-lhe o culto que lhe é devido por sua excelência. No outono de 1922, Guénon havia perdido toda a esperança de iniciar sua jovem amiga, porque a julgava incapaz de receber uma filosofia perene fora da forma especificamente cristã.

Colaboração de Guénon à revista Regnabit

Em 1925 (agosto-setembro), Guénon prepara um artigo intitulado Le Sacré-Cœr et La Legende du Saint Graal, publicado na revista Regnabit, a fim de mostrar a harmonia perfeita da Tradição católica com outras formas de tradição universal, ou seja, a unidade transcendente e fundamental de todas as religiões, na base homogênea da Tradição Primordial. Em 1925-1926, em três artigos subsequentes teoriza que os documentos maçônicos anteriores a 1717 (destruídos por Anderson e Dèsaguiliers) continham a fórmula de fidelidade a Deus, à Igreja e ao Rei, e, portanto, convida os leitores da Regnabit a entrever a origem católica da Maçonaria original (!) e a combater as tendências da atual Maçonaria, religiosa, mas pró-protestante nos países de língua inglesa e até antirreligiosa naqueles latinos. A hostilidade de alguns círculos neo-escolásticos em 1927 impede que Guénon continue escrevendo na revista Regnabit.

O rei do mundo

Ao mesmo tempo em que Regnabit publica seu último artigo, Guénon escreve Le Christ, pretre et roi, na revista Christ-Roi (maio-junho de 1927) e Le Roi du monde (25), onde Guénon apresenta sua versão do misterioso centro iniciático “Agartha”, centro do mundo real e simbólico ao mesmo tempo, invisível, subterrâneo, onde o “Rei do Mundo” domina. A teologia católica vê no “Rei do Mundo” guénoniano o “Príncipe deste Mundo” do qual o Evangelho nos fala e que não é outro senão o diabo.

A crise do mundo moderno

Em 1927, Guénon publica La Crise du Monde Moderne, em que remonta o processo que conduziu à civilização ocidental e refaz o apelo à constituição de uma ”elite tradicional” sensível à verdadeira intelectualidade sempre preservada no Oriente, o único que pode dar de volta para o Ocidente sua tradição específica, uma espécie de “cristianismo” revisado e corrigido. O erro e a degeneração começaram no Ocidente, então é responsabilidade sua regenerar-se por meio das doutrinas “metafísicas” orientais.

Autoridade espiritual e poder temporal

Neste livro, Guénon afirma, com razão, em parte (erro absoluto não existe) que a autoridade espiritual (dos sacerdotes) é superior à autoridade temporal (dos reis). Mas, em toda a Tradição Católica, Jesus Cristo é considerado o Senhor do Universo, ao passo que Ele “nunca considerou a concepção medieval que faz do Papa Vigário de Cristo e detentor do mesmo poder temporal de maneira direta ou indireta” (26). Pio XI, na Encíclica Quas Primas, afirma que só há esperança de paz duradoura se indivíduos e nações reconhecerem a realeza social de Jesus Cristo. Somente Ele, como verdadeiro Deus e verdadeiro homem, é o nosso Senhor Supremo e Rei, tanto nas coisas espirituais quanto nas temporais, embora tenha-se recusado a exercer o poder nas coisas temporais, deixando a autoridade temporal para os leigos, enquanto exerceu poder espiritual. Com sua Ascensão ao Céu, Ele deixou nesta terra uma Pessoa que deveria ocupar seu lugar: o papa, que tem poder nas coisas espirituais e o exercita; e, nas temporais (direto para São Tomás e indireto para São Roberto Belarmino), mas que, enquanto Cristo, não quer exercê-lo (exceto em alguns casos e lugares específicos) e o deixa com a autoridade temporal, que deve exercê-lo para o bem comum temporal e subordinado à obtenção do fim sobrenatural do homem. Se a autoridade temporal abusar de seu poder, o papa pode intervir para trazê-la ao ordenamento e, se não a corrigir, poderá destitui-la. Mas esse não é de forma alguma o conceito de Guénon. “Para a Igreja Católica, o Rei do mundo é sempre e somente Cristo. (…) Por isso, estamos muito longe da concepção de Guénon que reconhece no rei do mundo o legislador primordial e o depositário da tradição primordial. Guénon reconduz a ele a ortodoxia tradicional do catolicismo com uma filiação simbólica e vê nisso, naturalmente, uma tradição legítima, mas sempre uma das muitas derivadas da tradição primordial sempre viva. (…) As visões de Guénon e da Igreja Católica sobre o rei do mundo são claramente distintas “(27).

O livro de Guénon, Autoridade Espiritual e Poder Temporal, deve, portanto, ser relacionado ao que foi dito sobre o Rei do Mundo e os Superiores Desconhecidos.

O teste triplo de 1928, a partida para o Cairo e a morte

Em janeiro de 1928, a esposa de Guénon morre de meningite e, depois de nove meses, também sua tia Madame Duru, que morava com eles. Guénon fica sozinho com a sobrinha de catorze anos, Francoise Belile, cuja mãe, uma viúva com muitos filhos, pediu para voltar para casa (28). Em 1928, passa por uma série de provações que o abalam; ele envia um pedido de casamento a seus amigos, que não é aceito. Após essa recusa, estreita relações com Madame Dina, nascida Marie W. Shillito, filha do rei de ferrovias canadenses e viúva do riquíssimo Hassan Dina Farid, um engenheiro egípcio que tinha certo interesse por assuntos ocultos. Entusiástica admiradora de Guènon, oferece sua riqueza a serviço da causa do esoterismo “tradicional”.

Entre as pirâmides e Meca

Em 5 de março de 1930, Guénon partiu para o Cairo com Madame Dina, que retornou à França sozinha após três meses. Pouco tempo depois, sua mecenas se casa com o ocultista Ernest Britt, membro de um grupo hostil a ele. No Egito, Guénon, que desde 1912 se faz chamar pelos iniciados Sheikh Abdel Wahed Yahia, leva uma vida modesta e decente e passa exotericamente ao Islã: a sua “conversão” está relacionada com a intenção secreta da qual ele nunca deixou traço escrito; por outro lado, dando grande importância aos rituais da “tradição” exotérica, ele sempre respeitará escrupulosamente seu exoterismo islâmico. Sua apostasia é explicada antes por uma razão de conveniência espiritual que por uma verdadeira conversão, porque, para ele, todas as formas tradicionais são equivalentes. O Islã parece-lhe uma ligação entre o Oriente e o Ocidente; tem o mérito de parecer (superficialmente) compatível com o cristianismo, porque respeita Jesus Cristo como profeta (mas nega-lhe a divindade). Portanto, para o guénoniano, pode-se tornar um muçulmano e continuar cristão. O Islã, no século XX, teria que jogar o papel que a Maçonaria tinha jogado no XVIII: ser o refúgio dos cristãos que queriam escapar da disciplina hierárquica da Igreja, mantendo, simplesmente, uma certa ligação com uma vaga (e falsa) mística e com uma “tradição” espúria e “primordial”.

Enquanto isso, Guénon aprende a língua árabe e, já em 1931, publica uma série de artigos em árabe e frequenta as reuniões do Sheikh Salama Radi. Em julho de 1934, casa-se com a jovem Hanem Fatma Ibrahim, que lhe dará quatro filhos, o último dos quais nascerá em 1951, após sua morte. Em 1939, “um riquíssimo judeu inglês que passou para o islamismo, seu admirador, ofereceu-lhe um casarão mobiliado” (29). Em 7 de janeiro de 1951, apesar do cuidado que recebeu de seu amigo judeu Dr. Katz, morre pronunciando o nome de Allah duas vezes.

Podemos ser guenoneanos e católicos? (30)

Guénon exerce uma influência inegável e, infelizmente, às vezes muito profunda, em ambientes ligados à Tradição católica (31). No decorrer do artigo, vimos que a questão já surgiu durante a vida de nosso personagem, que colaborou em revistas católicas e monárquicas com tendências antimaçônicas e tradicionais. No entanto, a reação dos católicos integrais (R.I.S.S.) logo forçou Guénon a recuar (não depois de causar vários danos) ao Egito. Hoje muitos guénonianos, como também admite a revista Le sel de la Terre dos dominicanos de Avrillé, infiltraram-se nos ambientes da Fraternidade São Pio X de Monsenhor Lefebvre (32).

No entanto, há uma inconciliabilidade radical entre o guénonismo (e toda forma de esoterismo em geral) e o catolicismo. Na verdade, Guénon se apresenta como um autor “espiritual”, portador de uma sabedoria oriental superior até àquela da Igreja Católica! Ele despreza a ideia de salvação ou danação eterna, própria do catolicismo, e se torna um defensor da gnose ou “metafísica” que leva à identificação com o Absoluto Supremo indiferenciado (o leitor desculpe-me essas palavras, mas os iniciados devem esconder atrás de uma cortina de fumaça o nada de sua espiritualidade).

A natureza da espiritualidade de Guénon

Para desenvolver este tema conto com o interessante artigo de Antoine de Montreff, um ex-guénoniano que se converteu ao catolicismo (33), segundo o qual o caminho espiritual proposto por Guénon inclui três condições que se formam como três etapas. Para Guénon, “a iniciação envolve três condições sucessivas: 1 °) a qualificação, consistindo em certas possibilidades inerentes à própria natureza do indivíduo, e que são a matéria-prima em que o trabalho de iniciação deve ser realizado; 2 °) a transmissão (mediante o pertencimento a uma organização tradicional) de um influxo espiritual que dá ao iniciado a iluminação que o permitirá ordenar e desenvolver as possibilidades que este carrega; 3 °) o trabalho interior através do qual, com a ajuda de auxiliares ou apoio externo, este desenvolvimento será realizado gradualmente, conduzindo o indivíduo ao termo final de Libertação ou Identidade Suprema” (34). Em suma, no primeiro estágio há uma profunda diferença entre a mística cristã, que é passiva, e a iniciação, que é ativa; no segundo, que é o mais importante, recebe-se influência espiritual durante a iniciação.

Poderia acontecer que as organizações iniciáticas, devido à degeneração, possam conferir apenas a iniciação virtual, no entanto, continuarão a ser o apoio desse influxo espiritual, e o trabalho de iniciação pode-se dizer concluído. O importante é que a cadeia não seja interrompida. Na iniciação, há também a transmissão de um ensinamento, mas a transmissão da influência espiritual continua sendo o elemento principal. Em terceiro lugar, vem a iniciação efetiva e, para alcançá-la, é necessária a meditação dos símbolos.

Outro meio para progredir em direção à iniciação eficaz é o encantamento, claramente distinto da oração: na verdade, “não é um pedido, e não supõe nem mesmo a existência de uma realidade externa; trata-se de uma aspiração do indivíduo em direção ao Universal para obter uma iluminação interior. O objetivo final a ser conseguido é sempre a realização do próprio Homem Universal ” (35).

“Um dos propósitos que o próprio Guénon admitia ter era permitir que os maçons (que transmitiam ainda a iniciação virtual) chegassem à iniciação eficaz” (36).

Necessidade de estar conectado a uma organização iniciática

“A iniciação propriamente dita consiste na transmissão de um influxo espiritual, transmissão que não pode ser feita mediante uma organização tradicional regular, de modo que ninguém poderia falar de iniciação fora de um vínculo com a organização iniciática” (37). Mas quais são as organizações iniciáticas ainda válidas na Europa de hoje? De acordo com Guénon restam duas: a Maçonaria e a Companheiragem: “De todas as organizações que se pretendem iniciáticas e que encontram-se espalhadas pelo Ocidente, há apenas duas que podem reivindicar uma origem tradicional antiga e uma transmissão iniciática real; ambas eram apenas uma coisa no começo, e são a Companheiragem e a Maçonaria” (38). Através da cadeia iniciática, o iniciado recebe um influxo espiritual cuja origem não é humana (39). A influência espiritual não tem nada de mágico porque, para Guénon, a iniciação ocorre em um nível espiritual mais elevado do que o de magia, que, ao contrário, se dá a nível animal ou psíquico. É por isso que Guénon despreza aqueles que buscam poderes mágicos, defeito dos ocidentais muito ligados aos fenômenos. A magia nos deixa no estado individual, enquanto a iniciação nos faz passar da individualidade para o Universal. No entanto, o iniciado deve tornar-se consciente gradualmente desse influxo espiritual, e nisso o caminho iniciático é diferente daquele da religião: “No campo exotérico, não há qualquer inconveniente se o influxo recebido nunca for percebido conscientemente porque não é uma questão de obter um desenvolvimento espiritual eficaz; por outro lado, quando se trata de iniciação, as coisas são muito diferentes, de fato, como resultado do trabalho interno realizado pelo iniciado. Os efeitos desse influxo devem ser conhecidos, e é isso que constitui a passagem de iniciação real ” (40).

A religião, para Guénon, busca assegurar a salvação eterna e, assim, nos mantém no estado humano individual, enquanto a iniciação é certamente superior, pois tende a fazer-nos tomar a Suprema Identidade com o Absoluto incondicionado ou a Realização, o que supõe a passagem do estado individual e a tomada de posse de estados superiores à condição humana. E não é apenas uma questão de entrar em contato com esses estados superiores, mas realmente de tomar posse deles (41). Assim, também a união transformadora da terceira via dos perfeitos (a mística) é inferior à Libertação, que é o fim da iniciação (42). Portanto, a finalidade da via esotérica é muito mais excelso que a religiosa, ou exotérica, e o paraíso cristão é, para o iniciado, muito apertado, quase uma prisão (43).

Não é possível seguir o caminho iniciático sem estar ligado a um Esoterismo
“Este ponto é muito importante e é pouco conhecido. Para Guénon, não se trata de permanecer sozinho no caminho iniciático. Ao mesmo tempo, é necessário praticar um exoterismo, através de uma prática religiosa. O próprio Guénon praticou a religião muçulmana em seus últimos anos “44. Ele diz: “É admissível que um exotérico ignore o esoterismo, mas, ao contrário, é inaceitável que qualquer um que se pretenda iniciado no esoterismo deseje ignorar o exoterismo; de fato, o mais compreende o menos” (45). E é por isso que os guénonianos se infiltram até nos círculos católicos tradicionalistas.

Influxo espiritual não é uma graça gratuita que vem de Deus

Se o influxo espiritual não é uma graça que vem de Deus, ou é autossugestão, ou é uma influência que vem de um anjo. Com efeito, acima do homem só há Deus ou os anjos. “A primeira solução é possível em teoria, e pode-se desejar que muitos dos que se submetem à cerimônia de iniciação não recebam nada. Mas é muito mais provável que o iniciado realmente receba um “influxo espiritual de origem não humana”. Esta é a opinião dos maiores conhecedores da maçonaria, como Charles Nicollaud, autor de L’Initiation Maçonnique, (Perrin, Paris, 1931), com prefácio de Monsenhor Jouin: “Estes eventos extraordinários [a presença percebida de Satanás] são o triste privilégio de alguns. Esses são os Superiores Desconhecidos, como a seita os chamava no século XVIII. Agentes diretos de Satanás, são suas ferramentas habituais, e é através deles que ele penetra e se propaga no seio de sociedades secretas. São os sacerdotes da Contra-Igreja. A Igreja de Cristo tem seus santos; Satanás, o macaco de Deus, tem seus iniciados.” (p. 145) … Pode-se objetar que essa influência espiritual poderia vir de um anjo, mas os anjos são ministros de Deus. Se agem sobre os homens, é para levá-los a Nosso Senhor Jesus Cristo e sua Igreja. Ora, a luta contra a Igreja é uma constante da maçonaria e o caso de Guénon nos mostrou que a iniciação, longe de conduzi-lo a aprender mais sobre a Ss. Trindade, N. S. Jesus Cristo e sua Igreja, levou-o a uma espécie de obtusidade intelectual a esse respeito e à apostasia.” (46).

A causa da apostasia de Guénon

São Tomás ensina que “a infidelidade nasce do orgulho” (47). É o mais grave dos pecados depois do ódio de Deus. A verdadeira razão para uma escolha errônea concernente ao fim último é, portanto, encontrada nas obras más, na vida, no ato da vontade que também pode ser apenas interno, como o orgulho intelectual. As más obras não são apenas a imoralidade grosseira, mas também a imoralidade sutil: a exaltação do “eu”, a busca da glória humana e a honra do mundo. Do mesmo modo que o ladrão foge da luz e ama as trevas para poder agir sem ser incomodado, o orgulhoso odeia a luz, a doutrina pública e ama a escuridão, a doutrina e a prática esotérica. A escuridão serve para cobrir sua doutrina infernal e sua conduta perversa, e odeia a luz porque desmascara sua perversidade interna e oculta! Pode-se concluir, portanto, que a vida ruim é a causa de toda descrença, especialmente dos heresiarcas e dos “grandes iniciados”, como certamente foi René Guénon. Como o diabo se tornou um anjo caído por sua má vontade (com a qual preferiu afirmar-se, mesmo condenado, que se submeter à vontade de Deus que lhe pediu um ato de obediência e humildade), da mesma forma o “grande iniciado” preferiu rejeitar a doutrina pública de Jesus para poder deleitar-se em sua obscura e confusa “tradição primordial e comum que se perde na névoa do tempo …” e que tanto gratifica seu orgulho ao poder ser chamado Mestre!, enquanto Jesus nos advertiu: “Não queirais ser chamados de Mestres. Somente um é o Mestre: o vosso pai que está no céu “.

O diabo pode afetar o homem?

Segundo São Tomás e os teólogos católicos, o diabo não pode atuar diretamente sobre o intelecto e a vontade do homem, mas apenas nos sentidos externos e internos (memória e imaginação) e através dos sentidos pode tentar influenciar indiretamente a inteligência e a vontade (48). A cerimônia de iniciação poderia muito bem ser o ponto de partida para essa ação diabólica. “Deus permite ao diabo uma certa liberdade de ação em tais cerimônias por causa de seu caráter supersticioso: há, de fato, uma invocação pelo menos implícita ao demônio sempre que se espera um efeito espiritual de uma causa que por si só não pode produzi-lo. Tais cerimônias produzem seus efeitos apenas na extensão que Deus permite, como uma punição pelo pecado da superstição. (…) O fato de se ligar-se a uma organização iniciática regular torna o pecado da superstição ainda mais sério, mas nada impede que o diabo atue mesmo fora dessa corrente iniciática. Todavia, a iniciação busca uma atmosfera favorável à atividade do diabo” (49).

NOTAS

1) J.-A.Cuttat, in Annuaire de l’E. P. H. E. , (Vème Section: Sciences religieuses), 1958-1959, pag. 68.
2) M.-F. James, Esotèrisme et Christianisme autour de Renè Guènon, Nouvelles Editiones Latines, Paris, 1981, pag. 17. Neste artigo baseio-me substancialmente no livro de James (que recomendo ao leitor desejoso de aprofundar-se no tema) e o integro com outros vários ensaios e com a leitura das principais obras de Guénon.
3) É sintomático a relação que liga Guénon a uma pensadora judia, que procura apresentar-se como próxima da conversão ao catolicismo: Simone Weil. Em realidade, no seu pensamento encontram-se diversos elementos da Cabala espúria e do sistema talmúdico.”Ela provavelmente não conheceu Guénon, ao qual nunca faz referência, mas algumas de suas notas, reflexões e meditações se casam singularmente ao pensamento de Guénon, e um livro como Lettre à un religieux prova que a jovem filosofa considerava pelo menos como prováveis muitas coisas que Guénon considerava como certas.” (P. Sèrant, Renè Guènon. La vita e l’opera di un grande iniziato, Convivio, Firenze, 1990, pag. 29). O religioso que respondeu à carta de Weil foi Padre Guèrard des Lauriers O.P., e escreveu que, por certas afirmações de Weil, não poderia conceder-lhe nem o Batismo, nem a Absolvição.
4) M.-F. James, op. cit., pag. 30.
5) P. Chacornac, La vie simple de Renè Guénon, èd. traditionelles, Paris, 1958, pag.24.
6) M.-F. James, op. cit., pagg. 44-45.
7) Ibid. , pag. 46.
8) Ibid. , pag. 42.
9) Ibid. , pag. 100.
10) Cfr. A. Baggio, Renè Guènon e il Cristianesimo, in «Nuova_Realtà», 1987, pag. 39.
11) N. M.aurice-Denis Boulet, L’èsotèriste Renè Guènon. in «La Pensèe Catholique», n° 77, 1962, pag. 23.
12) M.-F. James, Esoterisme, Occultisme, Franc-maçonerie et Christianisme aux XIX et XX siècles, Nouvelles Editiones Latines, Paris, 1981, pagg. 156-157.
13) Ibid., pag. 158.
14) Cfr. Sauvetre, Un bon serviteur de l’Eglise. Moseigneur Jouin, Casterman, Paris, 1936.
15) Ivi
16) E. Jouin, Les fidèles de la Contre-Eglise: Juifs et Maçons, pag. 139.
17) Giov. VIII, 32. Cfr. C. Nitoglia, Per padre il diavolo. Un’introduzione al problema ebraico secondo la tradizione cattolica, SEB, Milano, 2002, cap. XXXIII, pagg. 437-451.
18) M.-F. James, Esoterisme et Christianisme, pag. 127.
19) P. Sèrant, Renè Guènon. La vita e le opere di un grande iniziato., Convivio, Firenze, 1990, pag. 14.
20) Ivi, pag. 198.
21) Para referência dos artigos citados cfr. M.-F. James, op. cit. pagg.132-162.
22) Lettera di H. de Lubac a N. Maurice-Denis Boulet, 31 dic. 1962. Inedita.
23) N. Maurice-Denis, “Les Doctrines Hindoues”, La Revue universelle, 15 luglio 1921, pag. 246.
24) P. Sèrant, Renè Guènon. La vita e le opere di un grande iniziato, Convivio, Firenze, 1990, pag. 100.
25) M.-F. James, op. cit. , pag. 277.
26) P. Di Vona, Evola Guénon De Giorgio, SeaR, Borzano (RE), 1993, pag. 191.
27) Ibid., pagg. 195-196.
28) Ibid., pag; 295.
29) Ibid. , pag. 303.
30) L. Mèroz, Renè Guènon ou la sagesse initiatique, Plon, 1962.
31) E. Valtrè, La droite du Père. Enquete sur la Tradition catholique aujourd’hui, Guy Trèdaniel, 1994.
32) Le sel de la terre , n° 13, etè 1995, pagg. 34-35.
33) Antoine de Montreff, Qui a inspirè Renè Guènon? in «Le sel de la terre», n°13, etè 1995, pagg.33-64.
34) R. Guènon, Aperçus sur l’initiation, Villain et Belhomme-èd. traditionelles, Paris, 1973, pag. 34.
35) Ibid. , pag. 169.
36) A. de Montreff, cit. pag. 42.
37) R. Guènon, op. cit. , pag. 53.
38) Ibid., pag. 41.
39) Ibid. , pag. 58.
40) R. Guènon, Initiation et rèalilisation spirituelle, Villain et Belhomme-èd. traditionelles, Paris, 1974, pagg. 48-49.
41) Cfr. Aperçus sur l’Initiation, pagg. 27-28.
42) Cfr. Initiation et rèalilisation spirituelle, pagg. 81-82.
43) Ibid. , pagg. 78-79.
44) A. de Montreff, cit. , pag. 48.
45) Cfr. Initiation et rèalisation spirituelle, pag. 71.
46) A. de Montreff, cit. , pagg. 57-58.
47) S. T. II-II, q. 10, a. 1, ad 3um.
48) S. T. II-II, q. 10, a. 3 in corpore. II-II q. 96, a. 1. II-II q. 97, a. 1. I q. 114. II-II q. 165 a. 1.
49) A. de Montreff, cit. , pag 61.

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Jesus Cristo era judeu?

A resposta depende do que você entende por judeu.

Se por judeu você entender o povo da Lei de Moisés, do Templo e das Promessas, então é evidente que Jesus Cristo era judeu e, aliás, um judeu exemplar. E mais: é evidente pela mesma Lei, Templo e Promessas que Jesus Cristo é o cumprimento de tudo o que elas prefiguravam: ele é o Segundo Moisés, que veio libertar o seu povo da escravidão do pecado; ele é o Cordeiro oferecido em expiação de nossos pecados de forma cruenta no Calvário e de forma incruenta no Santo Sacrifício da Missa; ele é o Messias de que os profetas, maiores e menores, deram testemunho.

Mas se por judeu você entender o povo do Talmude, da Sinagoga e do Anticristo, então é evidente que Jesus não era judeu, pois na época de Jesus o Talmude não existia, nem era tido como uma regra para o entendimento das Escrituras; além disso, em seu tempo a Sinagoga ainda não havia roubado o lugar e a centralidade do Templo, onde os sacerdotes da Antiga Aliança ofereciam sacrifícios conforme prescrevia a Lei Mosaica; por fim, Jesus não esperava por um outro Messias, pois ele próprio era o Messias atestado pela Lei de Moisés e pelo culto judaico, aquele que pelos seus méritos libertaria o povo da tirania do demônio, a antiga serpente que tinha seduzido os nossos primeiros pais. É patente, pois, que Jesus não pode ser confundido de modo algum com este judeu de nosso tempo, um judeu que só existe pela ignorância da Lei de Moisés, pela falta do Templo e pela rejeição do verdadeiro Messias.

Examinemos estes três elementos que constituem a religião judaica de nossa época – isto é, o Talmude, a Sinagoga e o Anticristo -, e entendamos o que cada uma dessas coisas significa à luz da profecia católica.

TALMUDE. O judaísmo que nasceu depois da destruição do Templo é uma religião impossível de ser praticada. Primeiro, porque o Talmude, codificação das tradições humanas condenadas por Jesus no Evangelho, é o grande véu que impede os judeus de compreenderem o significado verdadeiro das Escrituras. Além de conter fábulas e preceitos contra a lei natural e divina, o Talmude entende as Escrituras de uma forma carnal, nele até mesmo as mais patentes alegorias são entendidas de uma forma literal e grosseira: ele não vê no Terceiro Templo de Ezequiel a Igreja Católica e tampouco compreende que o Messias profetizado não é um político poderoso – incapaz de resolver o verdadeiro problema do homem -, mas sim o Santo dos Santos, o Homem-Deus liberto e libertador de todo pecado. Eis a grande verdade que os judeus talmudistas não podem ver, a verdade sem a qual nenhum judeu neste mundo poderá ser realmente feliz. Esperando sempre por uma libertação meramente temporal, o judeu jamais se dá por satisfeito, pois as coisas temporais são incapazes de satisfazer o espírito humano, sedento como ele é pela verdade e pelo bem; donde ser um povo sem repouso, sem a paz que somente o Cristo pode conceder-lhes. Essa cegueira e essa ânsia insaciável dela resultante coloca os judeus a frente de toda a empreitada do século, eles estão na dianteira das finanças, da academia e da indústria do entretenimento, eles já possuem um Estado para chamar de seu e estão ativamente lutando para consolidar-se como uma potência inconteste no Oriente Médio… quem negará o poder e a influência dos judeus nos assuntos humanos? Tudo isso é reflexo do grande vazio deixado pelo Talmude, da insatisfação e agitação típica da perfídia judaica: “Os ímpios porém são como um mar agitado que não pode acalmar” (Is 57,20).

Este triste véu que cobre os olhos de Israel leva uns ao fanatismo do judaísmo ortodoxo e outros à apostasia pura e simples do judaísmo reformado; mas, antes de tudo, arrasta ambos para o pecado: avareza, luxúria e soberba refletem-se no ativo envolvimento dos judeus na indústria pornográfica e semi-pornográfica (a assim-chamada “indústria do entretenimento” em geral), no empréstimo de dinheiro a juro (usura) e no inegável protagonismo destes em movimentos revolucionários. Esses feitos notórios do judaísmo de nossa época são manifestações da revolta da carne contra o espírito. Não é preciso de muito para constatar que essa vida no pecado, na vaidade do mundo, faz deste um povo de todo vulnerável às seduções lisonjeiras do Anticristo, o qual será há um só tempo libertino, rico e orgulhoso.

SINAGOGA. A Sinagoga é o veículo pelo qual os rabinos espalham os erros e falsas esperanças do Talmude pela comunidade judaica. Ali se aprende, daquela forma bem estreita e carnal, que o Terceiro Templo de Ezequiel 40-48 significa nada mais do que a reconstrução do Templo que foi destruído por Tito em 70 AD. Entretanto, supondo que tal alegação fosse verdadeira, é certo que o judeu de hoje seria incapaz de determinar se algum dos seus é ou não é da linhagem sacerdotal de Araão ou da tribo de Levi, pois os registros das mesmas foram destruídos juntamente com o Templo. Logo, ainda que eles construam o dito Terceiro Templo, isso será uma fraude desde o princípio, pois nenhum judeu pode provar a sua alegação de ser um sacerdote. Em outras palavras, será mais uma fraude na conta de uma religião que já não pode ser observada sem pecado. E assim esse projeto segue vivo na mente dos ditos judeus ortodoxos ou conservadores, os quais certamente ficarão muito gratos e satisfeitos quando o Anticristo em pessoa fizer este pequeno favor para eles.

ANTICRISTO. Na mesma linha de leitura carnal do Velho Testamento, os judeus talmudistas esperam o Messias, um líder militar que estabelecerá um reino mundial dos judeus. Novamente, lembre-se que o judeu de hoje não observa a Lei de Moisés, quer porque ele rejeita preceitos da Lei e acrescenta outros em seu lugar, quer porque as prescrições rituais já são impossíveis de cumprir, então como se pode esperar que tal meio gere um ungido de Deus? Não é mais provável que em tal condição se dê origem a um homem iníquo? Certamente que sim, por isso certos estão os cristãos que compreendem que a única razão de ser do judaísmo depois da vinda do verdadeiro Messias, Jesus Cristo, é acolher o falso Messias saído de sua falsa religião, ou seja, o Anticristo em pessoa.

Assim, os judeus desempenham um papel crucial no fim dos tempos, como o povo que dará origem e patrocínio ao Anticristo e que tragicamente será vítima dele mesmo. Felizmente, Deus tirará deste grande mal um bem maior, de modo que, nessa época de perseguição sem precedentes, por intermédio de Enoque e Elias, acontecerá a conversão dos judeus e assim Israel finalmente se reconciliará com a Igreja e junto com ela entoará o canto de Moisés e do Cordeiro.

Contudo, não convém que o judeu de boa vontade participe desta obra de engano e perversidade operada pelo seu “futuro Messias”, o Anticristo. Por esse motivo, a Santa Igreja nunca mediu esforços para trazê-los de volta à Aliança da qual eles foram cortados pela sua incredulidade. A Igreja, dando testemunho de Cristo, exorta os judeus à conversão, não promovendo nenhuma “abertura” que confirme os judeus em seus pecados, os quais tanto prejuízo têm atraído sobre este povo.

Por esse motivo, a Igreja Católica jamais pode ser identificada com a seita modernista do Vaticano II, a qual, descaradamente e contra tudo o que é mais sagrado, promove um diálogo pecaminoso com os judeus, afirmando que estes são o povo da Aliança e que com eles esperam o Messias. Com respeito ao tratamento “diferenciado” dado aos judeus no Catecismo de 1992, comenta um famoso apóstata da Igreja Conciliar:

“Diante de um judaísmo ainda não superado na teologia cristã, é apresentada de forma bastante diferenciada a relação de Jesus com a Lei, o Templo e a fé em um único Deus (574-591). A questão a respeito da culpa dos judeus pela morte de Jesus é apresentada de forma extremamente diferenciada (595-598)… Também em outras passagens, como no capítulo sobre escatologia (673-674) e liturgia (1096)o Catecismo faz afirmações importantes sobre o relacionamento entre cristãos e judeus.” (RATZINGER, Joseph; SHÖNBORN, Christoph. Breve Introdução ao Catecismo da Igreja Católica. 4 ed. Tradução de Flávio Cavalca de Castro. Aparecida: Editora Santuário, 1997, p. 82)

Breve introdução ao Catecismo da Igreja Católica

Ora, deste modo esses homens pervertidos, que de católicos só têm o nome, agem como verdadeiros profetas do Anticristo, ajudando a enganar um povo que já é enganado o bastante pelas vãs esperanças que possuem. Não se poderia fazer maior desserviço aos israelitas do que este: iludi-los dizendo que fazem parte de uma Aliança já extinta e que eles estão a esperar o verdadeiro Messias, quando em realidade aquele que esperam é o Anticristo.

Esse prodígio de mentira, esse contra-testemunho, essa deserção, esse falso profetismo da falsa Igreja do Vaticano II é a mais clara manifestação de sua impiedade: uma atitude tão vergonhosa e em tal contradição com a doutrina católica e com a caridade que move os cristãos não pode provir senão de uma organização herética, sem qualquer autoridade moral e religiosa. Esse ato de apostasia coletiva também constitui um grave motivo para que o bom católico rompa de uma vez com esta seita diabólica: não pode um verdadeiro cristão unir-se em oração e dar incentivo de qualquer espécie a uma organização que aplaina o caminho para o advento do Anticristo.

Quem deseja ser um com a Igreja de Deus e não ter parte com a Sinagoga de Satanás, deve unir-se em oração e apostolado aos católicos tradicionais, dando apoio sobretudo aos sacerdotes tradicionais que não possuem qualquer filiação com a seita modernista do Vaticano II. É assim que seremos capazes de preservar a chama da fé elevada e acesa nestes últimos tempos.

REFERÊNCIAS

ARMINJON, Fr. Charles. The End of the Present World and the Mysteries of Future Life, especialmente a segunda conferência.

BELLARMINE S.J., St. Robert. Antichrist (De Controversiis). Kindle Edition: Mediatrix Press, 2016.

CULLETON, Rev. Fr. R. Gerald. The Reign Of Antichrist. Kindle Edition: TAN Books, 2009.

JONES, E Michael. Libido Dominandi: Sexual Liberation & Political Control. South Bend: St Augustine’s Press, 2005.

____(org.). Civittá Cattolica on the Jewish Question. Kindle Edition: Fidelity Press, 2012.

____. The Jewish Revolutionary Spirit: And Its Impact on World History. Addison (TX): Fidelity Press, 2008.

MANNING, Card. Henry. The Present Crisis of the Holy See tested by Prophecy. London: Burns & Lambert, 1861.

PINAY, Maurice. Complot contra la Iglesia. Tomo I, Parte I.

Kurt Hruby: Exemplo de judeu infiltrado e desprezo pelas Imagens Sagradas

Padre Kurt Hruby, o destruidor
Padre Kurt Hruby, o Destruidor.

Nota sobre o trio de judeus húngaros. Paul Démann (1912-2005), Geza Vermés (1924-2013) e Kurt Hruby (1921-1992) foram três judeus que se “converteram ao Catolicismo” antes do Concílio Vaticano II, tornaram-se padres e desempenharam um papel fundamental na elaboração das ideias arquiheréticas sobre o judaísmo contidas na Nostra Aetate. Feito esse trabalhinho, os dois primeiros voltaram a professar o seu judaísmo publicamente enquanto o Padre Hruby continuou a usar batina, todavia – como se pode ver abaixo – isso provavelmente em nada afetou suas convicções religiosas. O fato é que esses são apenas três exemplos de “cristãos novos” mal-intencionados, há muitos mais. Eis um terreno tão lamacento quando comprido. Se Deus quiser e o leitor ajudar, continuaremos o nosso trabalho de saneamento, desmascarando as obras daqueles que querem destruir a Santa Igreja mediante os artifícios mais horrorosos.

Jamais esquecerei de um episódio em particular ocorrido na casa dos Padres de Sião em Paris lá pelo fim dos 1950s, naquela época eu já não era um membro interno, mas um simples visitante. Embora não fosse um membro da ordem, Kurt Hruby ficou encarregado de substituir o Paul Démann durante as férias de verão. Como um hábil homem de reparos, ele levou a cabo a renovação e redecoração do interior da capela da Sião, que na minha época costumava estar repleta de horrorosas estátuas tradicionais de gesso. Kurt decidiu livrar-se delas. Ainda sou capaz de vê-lo naquela tarde de sol, trabalhando no jardim em mangas de camisa. Dúzias de anjos, apóstolos, um Jesus com um Sagrado Coração pintado no peito e várias Virgens Marias vestidas de branco e manto azul foram alinhadas no chão contra a parede da capela. Sem dúvida, incitado pela vista daquelas coisas horrorosas, ergueu uma marreta e com seus olhos cheios de fúria passou a quebrar as estátuas uma por uma, fazendo-as em mil pedaços. Enquanto fazia isso, ele recitava em hebraico com velho sotaque asqueenazi uma mistura de Sl 96,5 com Sl 135,15:

Eloyhey ha-goyim elilim, maase yedey odom.
Os deuses das nações são ídolos, obras de mãos humanas.

Original em inglês:

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(VERMÉS, Geza. Providential Accidents: An Autobiography. Lamham: Rowman & Littlefield, 1999, p. 61. )

Nota sobre a religião por trás do homem. Segundo o Talmude, se você for um judeu, você pode mentir para um gentio, logo não há problema algum em converter-se a uma religião em que você não acredita, contanto que isso seja feito com o intuito de obter alguma vantagem sobre ele.

Confira: A verdade sobre o Talmud – Uma Exposição Documentada da Literatura Rabínica supremacista de Ódio – Michael A. Hoffiman II e Alan R Critchley [Versão Portuguesa]

Nota sobre os calvinistas. O protestantismo iconoclasta é uma imagem perfeita do que se pode chamar de cristianismo judaizado. Eles precisam entender que o ódio que a sua religião historicamente demonstrou contra as imagens sagradas e as relíquias dos santos não tem nada de cristão e não vem de Deus, mas é antes uma coisa típica de quem odeia a religião cristã.


Maurice Pinay [Blog]. Nostra Aetate: A Microcosm. Disponível em: <http://mauricepinay.blogspot.com.br/2017/05/nostra-aetate-microcosm.html>. Acesso em: 11 jun. 2017.

Judaísmo, Racismo e Antissemitismo

O que hoje se entende por judaísmo é sinônimo de farisaísmo ou talmudismo. “O farisaísmo se tornou o talmudismo, o talmudismo se tornou o rabisnimo medieval e o rabinismo medieval se tornou o rabinismo moderno. Mas perpassando essas mudanças de nome… o espírito dos antigos fariseus sobrevive inalterado.” (Rabino Louis Finkelstein, The Pharisees…, p. XXI). Jesus, então, não era um judeu nesse sentido, isto é, no sentido de alguém que praticava a forma de culto religioso conhecida hoje como judaísmo, dizê-lo é uma falsidade e uma ficção de caráter blasfematório.

Jesus abominou e denunciou a forma de culto religioso praticada na Judeia de seu tempo. E isso porque o judaísmo é uma religião baseada em tradições humanas, muitas delas ensinam coisas notoriamente contrárias à razão e ao bem comum. Dentre as doutrinas e práticas que provam a maldade do judaísmo estão o racismo, o messianismo (comunismo), o dinheirismo (capitalismo), o direito de mentir e maltratar o próximo e a permissão de quebrar juramentos obtida mediante a recitação anual do Kol Nidre.

Leia também: O Motor Secreto do Comunismo: A religião por trás da máquina de matar revolucionária

E também: Traindo Cristo Crucificado: A Nova Oração de Sexta-Feira Santa pelos judeus

A religião judaica sobreviveu graças a concessão de certas vantagens e facilidades aos homens, todas autorizadas pelo próprio Talmude. Ela não produziu mártires, ela não formou santos. É evidente, portanto, que o judaísmo não é uma religião revelada por Deus, uma religião que torna as pessoas realmente mais divinas, mas sim uma opinião bem perigosa, algo que pode arruiná-las moralmente, caso elas sigam suas práticas e preceitos. Donde ser a observância do judaísmo um pecado mortal.

A Igreja reza pela conversão dos judeus, pois a sua incredulidade não poderá fazer-lhes qualquer benefício, antes será um argumento usado contra eles no dia do Juízo. Que São Paulo Apóstolo, o grande fariseu convertido à fé verdadeira, possa interceder pela conversão dos judeus e perseverança dos cristãos.

Os próximos parágrafos contém mais informações sobre o racismo ensinado no Talmude e suas implicações no modo como os judeus se relacionam com os cristãos e vice-versa.

Francisco com os judeus e sua menorá
Segundo Francisco, o diálogo entre judeus e cristãos “precisa ser aprofundado nisto: nas raízes judaicas do cristianismo e no cristianismo como florescimento do judaísmo” (La Vanguardia, 13 jun. 2014 in CNA). Ou seja, ele precisa ser baseado numa premissa absolutamente falsa e injuriosa à fé cristã. Eis mais uma prova de que ele não pode ser o Vigário de Cristo.

I. A AUTORIDADE DO TALMUDE

“Meu filho, sê mais zeloso na observância das palavras dos escribas que nas palavras da Torá (Velho Testamento).”

– Talmude, Erubin 21b

“O Talmude consiste de 63 livros sobre lei, ética e história escritos pelos antigos rabinos. Ele foi editado cinco séculos depois do nascimento de Cristo. Ele é um compêndio de lei e sabedoria. Ele é o código legal que forma a base da lei religiosa dos judeus e é o manual usado no treinamento dos rabinos.”

– Rabino Morris N. Kertzer, What is a Jew, Look Magazine, 17 jun 952.

“O judeu moderno é produto do Talmude…”

– Babylonian Talmud, publicado pela Boston Talmud Society, p. XII.


II. ENSINAMENTOS DO TALMUDE SOBRE OS NÃO JUDEUS

Vejamos o que o Talmude ensina sobre os não judeus (goyim).

“Os judeus são chamados seres humanos, mas os não judeus não são seres humanos. Eles são animais.”

– Talmude: Baba mezia, 114b

“O akum (não judeu) é como um cão. Sim, a Escritura ensina a honrar mais ao cão que ao não judeu.”

– Ereget Raschi Erod. 22 30

“Apesar de Deus ter criado o não judeu, eles ainda são animais em forma humana. Não convém ao judeu ser servido por um animal. Portanto, ele será servido por animais em forma humana.”

– Midrasch Talpioth, p. 255, Warsaw 1855

“Uma mulher não judia que está grávida não é melhor que um animal emprenhado.”

– Coschen hamischpat 405

“As almas dos não judeus vêm de espíritos impuros e são chamadas de porcos.”

– Jalkut Rubeni gadol 12b

“Embora o não judeu tenham a mesma estrutura física que um judeu, eles se comparam ao judeu como o macaco ao homem.”

– Schene luchoth haberith, p. 250 b

“Se você come com um gentio, isso é o mesmo que comer com um cão.”

– Tosapoth, Jebamoth 94b

“Se um judeu tem um servo ou serva que morre, tu não deves dar condolências ao judeu. Tu deves dizer-lhe: ‘Deus substituirá a ‘tua perda’, como se um de seus bois ou asnos tivesse morrido’.”

– Jore dea 377, 1

“As relações sexuais entre os gentios são como relações sexuais ente animais.”

– Talmud Sanhedrin 74b

“É permitido tomar o corpo e a vida do gentio.”

– Sepher ikkarim III c 25

“É legítimo matar qualquer um que negue a Torá. Os cristãos pertencem aos que negam a Torá.”

– Coschen hamischpat 425 Hagah 425. 5

“É permitido matar um gentio herético com suas próprias mãos.”

– Talmude, Abodah Zara, 4b

“Todo judeu, que derrama o sangue do ímpio (não judeu) faz o mesmo que um sacrifício para Deus.”

– Talmud: Bammidber raba c 21 & Jalkut 772


Mais informações em A verdade sobre o Talmud – Uma Exposição Documentada da Literatura Rabínica Supremacista de Ódio – Michael A. Hoffiman II e Alan R Critchley [Versão Portuguesa em PDF]


III. CONSIDERAÇÕES SOBRE O RACISMO JUDEU E O ANTISSEMITISMO

Hoje em dia, em nosso mundo civilizado se considera o racismo como o maior pecado em que podem incorrer os seres humanos, falta que deixa perene e escandaloso estigma de selvagismo e brutalidade, sempre que não seja o povo judeu que o pratique. Graças a propaganda (quase totalmente aceita no mundo pelos israelitas: cinema, rádio, imprensa, televisão, editoras etc.), o antissemitismo é a manifestação racista mais abominável de todas. Os judeus têm feito do antissemitismo uma arma verdadeiramente demolidora, que serve para nulificar o esforço das inumeráveis pessoas ou organizações que tendo compreendido claramente qual é a verdadeira cabeça do comunismo – pois os disfarces e os estratagemas são usados por essa raça para ocultar suas verdadeiras atividades – queiram dar a voz de alerta horrorizadas ante o ominoso fim que cada vez está mais próximo.

Seu trabalho mendaz foi tão efetivo, que a maioria dos anticomunistas querendo acabar com o monstro marxista chamam seus valorosos e decididos ataques aos tentáculos do polvo, ignorando a existência da terrível cabeça, que regenera os membros destruídos, dirige os movimentos e harmoniza as atividades de todas as partes de seu sistema. A única possibilidade de destruir o socialismo comunista de Marx é atacar à cabeça do mesmo, que atualmente é o judaísmo, segundo nos indicam os fatos mais incontroversos e os testemunhos mais irrecusáveis dos mesmos judeus.

Enquanto os países cristãos são antirracistas porque fundamentam sua ideia no conceito do próximo, os judeus foram sempre e são na atualidade os racistas mais furibundos. Baseiam seu racismo nas ideias do Talmude, partindo do princípio de que o judeu nem mesmo é um simples ser humano.

Mas este antirracismo cristão é mui habilmente explorado pelos judeus e, à sombra do mesmo, tecem suas infernais maquinações contra a Igreja Católica e toda ordem cristã, estruturando o sistema comunista onde não há Deus, não há Igreja, nem há princípios transcendentes de nenhuma classe. Enquanto são atacados, queixam-se com clamorosas lamentações apresentando-se como vítimas de racismo inumano, com o fim de paralisar qualquer trabalho de defesa que se oponha a seus ataques destruidores.

No entanto, a verdadeira defesa contra o comunismo, que forçosamente tem de se dirigir contra os judeus (contra a cabeça), não pode considerar-se de nenhum modo como uma pecaminosa manifestação de um sentimento de aversão a uma raça determinada, já que o critério de discriminação racial é totalmente estranho a nossa cultura e a nossos princípios cristãos; mas não se pode ignorar um problema de tamanha gravidade e transcendência pelo único fato de temer o qualificativo de “antissemita”. Não se trata, pois, de lutar contra uma raça por considerações de ordem racial. Se o problema nos coloca atualmente nesses termos, a culpa é exclusivamente dos judeus que não nos deixam escolha com seu racismo extremo, seu absoluto desprezo por todos os que não são de sua raça e suas ânsias de dominação mundial.

Para os católicos em particular e para o mundo civilizado em geral, que todavia crê nos princípios axiológicos e nos valores transcendentes, o plano não pode ser mais simplesmente posto senão como um problema de legítima defesa, perfeitamente aceito na ordem moral e jurídica, já que o nítido dilema que nos apresenta o judaísmo é: dominação judaico-comunista ou extermínio.


Do Capítulo Quarto da Segunda Parte de El Complot contra la Iglesia. Disponível para download em PDF: Tomo I e Tomo II.

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O Motor Secreto do Comunismo: A religião por trás da máquina de matar revolucionária

Excertos da Primeira Parte da obra Complot contra la Iglesia [disponível em PDF, Tomo I e Tomo II], edição espanhola de 1968, com o acréscimo de imagens, citações e comentários.

I PARTE – O MOTOR SECRETO DO COMUNISMO

Comunismo é judaísmo talmudico

Leia também: Morte ao Goyim! Judaísmo, Racismo e Antissemitismo

Os católicos e os comunistas acreditam em cooperação universal, e cada lado se esforça para estender tal cooperação universalmente; porém, entre os católicos e os comunistas há uma batalha de vida ou morte porque os católicos consideram a sua noção de cooperação como correta, verdadeira e boa ao passo que eles consideram a noção de cooperação dos comunistas como errônea, falsa e má; e assim também é com os comunistas, os quais consideram sua noção de cooperação como correta, verdadeira e boa enquanto consideram a noção de cooperação dos católicos como errônea, falsa e má. […] A diferença de ideias foi a causa das batalhas.

(Rabino Harry Waton, A Program for the Jews and An Answer to All Anti-Semites. New York: Committee for the Preservation of the Jews, 1939, p. 136).

Os judeus devem saudar essa revolução no mundo cristão e devem dar o exemplo. Não é um acidente que o judaísmo tenha dado origem ao marxismo, e não é um acidente que os judeus tenham prontamente assumido o marxismo: tudo isso está em perfeito acordo com o progresso do judaísmo e dos judeus.

(Rabino Harry Waton, A Program for the Jews and An Answer to All Anti-Semites. New York: Committee for the Preservation of the Jews, 1939, p. 148).

Os comunistas são contra a religião (Cristianismo) e eles procuram destruir a religião; contudo, quando examinamos o comunismo mais a fundo, vemos que em essência ele não é nada mais que uma religião (Judaísmo).

(Rabino Harry Waton, A Program for the Jews and An Answer to All Anti-Semites. New York: Committee for the Preservation of the Jews, 1939, p. 138)

O que é nazismo? Nazismo é uma imitação do judaísmo; o nazismo adotou os princípios e ideias do judaísmo.

(Rabino Harry Waton, A Program for the Jews and An Answer to All Anti-Semites. New York: Committee for the Preservation of the Jews, 1939, p. 54)

CAPÍTULO I: O COMUNISMO DESTRUIDOR E ASSASSINO

QUEM SERÁ A PRÓXIMA VÍTIMA?

O comunismo não é um “acidente de percurso” ou um “abuso” como dizem os liberais de direita e tampouco constitui uma evolução da humanidade como querem os liberais de esquerda. Ele é sim uma evolução, mas é a evolução da revolta contra o reinado de Nosso Senhor Jesus Cristo, a qual teve início com a campanha difamatória dos fariseus contra a pregação do Evangelho. O comunismo é a etapa mais avançada da revolução mundial contra o Filho de Deus. Todas as tendências revolucionarias de origem judaica atacaram o cristianismo com curiosa unanimidade, o comunismo agora luta para exterminá-lo de uma vez, sem deixar qualquer vestígio.

“Um país tem somente os judeus e chefes que merece: assim como parasitas só podem se estabelecer e proliferar na imundície, do mesmo modo estes só podem se proliferar na imundície de nossos pecados.”

(Corneliu Zelea Codreanu, For my Legionaries [originalmente Pentru Legionari. Sibiu: Totul Pentru Tara, 1936]. Kindle Edition: White Wolf, 2012, p. 71).

A finalidade do comunismo, como é patente na Russia e demais lugares onde foi implantado, não é outra senão a nulificação do povo na ordem econômica, política, social, humana e transcendente, permitindo a uma minoria o domínio pela força. Em termos internacionais a meta não pode ser mais clara: lograr pela força o domínio mundial de uma minoria insignificante aniquilando todos os demais humanos por meio do materialismo e, se for preciso, pela matança de grande parte da população.

ALGUNS FATOS SOBRE O COMUNISMO

“Vós sois filhos do diabo, e quereis cumprir os desejos de vosso pai: ele era homicida desde o princípio, e não permaneceu na verdade, porque a verdade não está nele; quando ele diz a mentira, fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso, o pai da mentira. Mas ainda que eu vos digo a verdade, vós não me credes. Qual de vós me arguirá de pecado? Se eu vos digo a verdade, por que não me credes? O que é de Deus ouve as palavras de Deus. Por isso vós não as ouvis, porque não sois de Deus.

(Jesus Cristo, o Messias, Evangelho segundo São João, capítulo VIII, 44-47)

Bem conhecido no mundo é o impulso homicida que caracterizou os dirigentes soviéticos. “Em seus começos, o terror vermelho se dedicava sobretudo ao extermínio da intelectualidade russa” e, em prova desta afirmação, S.P. Melgunov constata o seguinte, referindo-se às Comissões Extraordinária [Ceka, depois GPU, OGPU, NKVD e KGB] que surgiram na Rússia nos primeiros tempos da revolução soviética: “As Comissões Extraordinárias não são órgãos de justiça, senão de extermínio sem piedade, segundo a expressão do Comitê Central Comunista, que também declarou o seguinte:

“A Comissão Extraordinária ‘não é uma comissão de proteção’, nem um juizado, nem um tribunal, senão que ela mesma determina suas atribuições. É um órgão de combate que opera sobre a frente interior da guerra civil. Não julga o inimigo, mas o extermina; nem perdoa quem está do outro lado da barricada, mas o esmaga.”…

“Não fazemos guerra contra pessoas em particular – escreve o dirigente comunista Latsis -, exterminamos a burguesia como classe. Não busqueis na encosta dos documentos e das provas o que o acusado fez em obras ou palavras contra a autoridade soviética, a primeira pergunta que deve fazer-se é: a que classe ele pertence, qual a sua origem, sua educação, sua instrução, sua profissão.”

Os coveiros da Russia
Reunião dos líderes comunistas em São Petersburgo, 1917. Quatro dos cinco comunistas à mesa são judeus. Eles são, da esquerda para a direita, Moses Uritsky, chefe da Cheka de São Petersburgo; León Trotsky (Bronstein), comissário do Exército Vermelho; Yakov Sverdlov, segundo presidente da “República Soviética” [Comitê Executivo Central]; e Grigori Zinoviev (Apfelbaum), presidente de São Petersburgo. A filiação étnica do quinto é desconhecida.
Durante a ditadura sangrenta de Lenin, a comissão de Rohrberg, que entrou em Kiev depois que a cidade foi tomada pelos voluntários em agosto de 1919, assinala o seguinte:

“Todo o chão de cimento da grande garagem (trata-se da sala de extermínio da Cheka provincial de Kiev) estava inundado de sangue; e este não corria, senão que formava uma capa com algumas polegadas de profundidade; era uma horrível mescla de sangue, miolos e pedaços de crânios, mechas de cabelos e demais restos humanos. Todas as paredes furadas com milhares de balas, estavam salpicadas de sangue, e estavam pregados nelas pedaços de miolos e de couro cabeludo.”

“Uma vala com 25 centímetros da largura por 25 centímetros de altura e uns 10 metros de comprimento ia do centro da garagem ao local próximo, donde havia um tubo subterrâneo de saída, esta vala estava completamente cheia de sangue.”

“De ordinário, imediatamente depois da matança, transportavam para fora da cidade os corpos em caminhões, automóveis ou furgões e os enterravam numa vala comum. Num outro canto do jardim nos deparamos com outra vala mais antiga que continha uns oitenta corpos; e ali descobrimos nos corpos sinais de crueldades e mutilações, das mais diversas e inimagináveis. Ali jaziam cadáveres destripados, outros tinham vários membros amputados, outros estavam esquartejados; outros com os olhos arrancados, e a cabeça, a face, o pescoço e o tronco cobertos com profundas feridas. Mais longe encontramos um cadáver com uma estaca cravada no peito; e outros não tinham língua. Em um canto da fossa descobrimos muitos braços e pernas separados do tronco.”

Vítimas de Cheka - Kiev 1919
Vítimas da Cheka (Kiev 1919).
Monges executados pela Cheka - 1919
Monges executados pela Cheka (1919).
Kharkiv - Carcóvia - Cadáveres empilhados em uma carroça
Cadáveres empilhados numa carroça em Carcóvia (Kharkiv).
Kharkiv - Escavação de uma val comum das vítimas do Terror Vermelho
Escavação de uma vala comum onde jaziam as vítimas do Terror Vermelho em Carcóvia (Kharkiv).
Kharkiv - foto da cabeça do Arquimandrita Rodion do Mosteiro de Spassovsky, esfolada pelos bolcheviques
Foto da cabeça do Arquimandrita Rodion do Mosteiro de Spassovsky, esfolada pelos malditos bolcheviques.
O cadáver de Ilya Sidorenko, dona de uma loja de roupas na cidade de Sumy - As costelas e os braços da vítima foram quebrados e os genitais esmagados e mutilados antes da morte
O cadáver de Ilya Sidorenko, dona de uma loja de roupas na cidade de Sumy (Ucrânia). As costelas e os braços da vítima foram quebradas e os órgãos genitais mutilados antes da morte.
Os corpos de quatro camponeses - Bondarenko, Plokhikh, Levenets e Sydorchuk - Os rostos dos mortos estão esfolados e seus órgãos genitais mutilados
Os corpos de quatro camponeses: Bondarenko, Plokhikh, Levenets e Sydorchuk. Os rostos dos mortos foram esmagados e seus órgãos genitais mutilados.
Seis assassinos
Seis revolucionários diretamente responsáveis pelo Terror Vermelho. No topo, Josef Unschlicht, Roza Zemlyachka (Rozalia Zalkind), Bela Kun (Araão Kohn), os líderes do Terror Vermelho na Crimeia, sul da Russia. Abaixo: Pavel Kin (chefe da Cheka em Carcóvia), o chekista Mikhail Kedrov (Zoderbaum) e Staphan Saenko (o mais brutal e sanguinário chekista de Carcóvia).
Grupo de funcionários da Cheka m Uman (1920s)
Foto de um grupo de funcionários da Cheka (1920s).

A enorme quantidade de cadáveres que o socialismo comunista de Marx amontou em seu fazer e segue amontoando em termos espantosos não se chegará a conhecer nunca, mas supera todo o imaginável.

“Não é possível saber com exatidão o número de vítimas. Todos os cálculos são inferiores à realidade.”

“No diário de Edimburgo, The Scotsman de 7 de novembro de 1923, o professor Sarolea dá as seguintes cifras: 28 bispos, 1.219 sacerdotes, 6.000 professores e mestres. 9.000 doutores, 54.000 oficiais, 260.000 soldados, 70.000 policiais, 12.950 proprietários, 355.250 intelectuais e profissionais liberais, 193.290 operários e 815.000 camponeses.”

“A comissão de informação de Denikin sobre as intrigas bolcheviques durante o período 1918-1919, num ensaio sobre o terror vermelho, contou só nesses dois anos, um milhão setecentas e mil vítimas.”…

Nos primeiros cinco anos que ele [Dzershinsky, bolchevique polonês] atuou na Cheka/GPU, esta agência admitiu que 1.86 milhões de “inimigos de classe” foram “liquidados”… Muitos pesquisadores concordam, porém, numa cifra superior a 10 milhões de vítimas da guerra civil.

(Udo Walendy, Russia and the Jews, The Barnes Review, vol. XIV, nº 5, set/out 2008, p. 15)

“Segundo os dados soviéticos (em 1920, quando não havia diminuído o terror e não haviam se reduzido as informações), se podia estabelecer uma cifra média para cada tribunal; a curva de execuções se eleva de um a cinquenta (nos grandes centros); e até cem nas regiões recentemente conquistadas pelo Exército Vermelho. As crises de terror eram periódicas, e logo cessavam; de maneira que pode fixar-se o número (modesto) de cinco vítimas diárias… multiplicando pelos mil tribunais são cinco mil por dia, por volta de um milhão e meio ao ano.”

Desgraçadamente o tempo veio a nos mostrar uma superação verdadeiramente demoníaca do comunismo em suas atividades assassinas… Basta recordar as gigantescas e recentes matanças feitas na Hungria, em Katyn, na Polônia, na Alemanha Oriental e em Cuba; os anteriores expurgos massivos de Stalin e a aniquilação de milhões de chineses pelo governo comunista de Mao Tse-tung…

Vítimas da fome nas ruas de Kharkiv, 1933
Vítimas da fome forçada nas ruas de Carcóvia (1933).
NKVD carregando os cadáveres das vítimas de fome em um trém
Agentes da NKVD carregando os cadáveres das vítimas da fome forçada num trem.
Milhares de oficiais poloneses assassinados em Katyn
Milhares de oficiais poloneses foram assassinados pela NKVD a mando de Stalin na floresta de Katyn em 1940.
Quatro assassinos - Lazar Kaganovich, Joseph Stalin, Pavel Postyshev e Kliment Voroshilov em 1934
Mais quatro revolucionários diretamente responsáveis por essas atrocidades: Lazar Kaganovich, Josef Stalin, Pavel Postyshev e Kliment Voroshilov (1934).

E não se deve olvidar que essa apocalíptica tormenta que vem formando um canal cheio de cadáveres, sangue e lágrimas se lança sobre o mundo com um só fim: destruir não só a Igreja Católica e a toda civilização cristã, senão também o Islã, o budismo e toda religião, menos uma, da qual falaremos depois.

Ante este quadro estremecedor o mundo se pergunta com o coração oprimido: Quem pode odiar de tal forma os critérios cristãos para tratar de destruí-los com sanha tão malvada? Quem foi capaz de urdir esse sangrento maquinário de aniquilação? Quem pôde com tanta insensibilidade dirigir e ordenar este processo criminal gigantesco? E a verdade nos responde sem deixar lugar a duvidas, os judeus são os responsáveis, como se demonstrará mais adiante.

CAPÍTULO II – OS CRIADORES DO SISTEMA

Não cabe a menor duvida que os inventores do comunismo são os judeus. Eles têm sido os forjadores da doutrina sobre a qual se fundamenta todo esse monstruoso sistema que atualmente domina com poder absoluto a maior parte da Europa e da Ásia, que convulsiona os países de América e que invade progressivamente todos os povos do mundo como um câncer letal, como um tumor que vai comendo as entranhas das nações livres, sem que pareça encontrar-se um remédio eficaz contra ele.

Também são eles os inventores e diretores da prática comunista, das eficientes táticas de luta, da insensível e precisa política inumana de governo e de estratégia internacional.

Que os teóricos comunistas foram todos judeus é coisa que está plenamente comprovada… O fundador do sistema foi, como é sabido, Karl Henrich Marx, judeu alemão, cujo verdadeiro nome era o de Kissel Mordecay, nascido em Treves, Prussia Renana, filho de um advogado judeu. Deu a sua doutrina comunista o nome de socialismo científico, nome injustificada já que os fatos têm mostrado que muitos de seus postulados básicos não têm qualquer base científica.

Antes de sua famosa obra O Capital – concepção fundamental do comunismo teórico e cujas ideias se dedicou a propagar pelo mundo com incansável atividade até sua morte em 1887 – escreveu e publicou em Londres O Manifesto Comunista em companhia do judeu Engels no anos de 1848. Anteriormente, entre 1843 e 1847, formulou na Inglaterra – cujos governos estranhamente o protegeu – a primeira concepção moderna do nacionalismo hebreu através de seus artigos, como aquele que publicou em 1844 na revista Deustch-Französische Jahrbücher intitulado Zur Judenfrage (Sobre a questão judaica) e que apresenta uma tendência judaica ultranacionalista.

Frederik Engels, criou com Marx da Primeira Internacional e íntimo colaborador de Marx. Judeu, nascido em Barmen, Alemanha, sendo seu pai um comerciante judeu de algodão da localidade. Morreu em 1894.

Karl Kautski, cujo verdadeiro nome era Kaus. Autor do livro As Origens do Cristianismo onde combate principalmente os fundamentos do cristianismo. Foi o mais importante intérprete de Marx. Publicou em 1887 Os ensinamentos econômicos de Karl Marx para o entendimento de todos, A Matança de Chisinaw e A Questão Judaica em 1903; A Luta de Classes, que foi para Mao Tse-Tung, na China, o livro fundamental para a instrução comunista; e a obra intitulada A Vanguarda do Socialismo no ano de 1921. Foi também o autor do Programa Socialista de Ehrfurt, Alemanha. Esse judeu nasceu em Praga em 1854 e morreu em 1938 em Haia, Holanda. Devido àqueles pleitos de família que surgem com frequência entre os dirigentes judeus, envolveu-se numa amarga luta com Lenin.

Ferdinand Lassale, judeu nascido em Breslau em 1825; depois de ter tomado parte na revolução democrática de 1948, publica no ano de 1863 sua obra intitulada Contestações Abertas, na qual traça um plano revolucionário para os operários alemães. Desde então trabalhou incansavelmente numa campanha “socialista” tendente à rebelião dos operários… Seu socialismo, embora em alguns aspectos difira do de Marx, coincidia com este em seus resultados finais, ou seja, suprimir a propriedade privada para colocá-la nas mãos do Estado, controlado pelo judaísmo, naturalmente.

Eduard Bernstein, judeu nascido em Berlin em 1850. Suas principais obras são: Suposições sobre o Socialismo, Avante Socialismo, Documentos do Socialismo, História e Teoria do Socialismo, Sociodemocracia de Hoje na Teoria e na Prática, Os Deveres da Sociodemocracia e A Revolução Alemã, todas elas estruturando a doutrina comunista e fundamentadas nas concepções de Marx. Em Em 1918 foi nomeado Ministro da Fazenda do Estado Alemão Socialista, que felizmente não chegou a sustentar-se senão por alguns meses.

Jacob Lastrow, Max Hirsch, Edgar Löening, Wirschauer, Babel, Schatz, David Ricardo e muitos outros escritores do comunismo teórico eram judeus. Em todos os países se encontram quase exclusivamente escritores judeus pregando o comunismo às massas, ainda que tratando muitas vezes de proceder com cautela em seus escritos, dando-lhes sempre um sentido de humanidade e de irmandade que já vimos muito bem o que é que significam na prática.

Todos os judeus mencionados – por mais teóricos que tenham sido – não se contentaram somente em deitar as bases doutrinais do socialismo marxista ou comunismo, mas cada um deles foi também revolucionário na prática tendo cada qual se dedicado, no país em que estava, a preparar, dirigir e ajudar a subversão de fato, e, como chefes ou membros distintos de ações revolucionárias, tomaram sempre parte ativa no desenvolvimento do marxismo.

Mas além dos judeus considerados como principalmente teóricos, encontramos que quase todos os dirigentes materiais que desenvolveram às técnicas comunistas são também dessa mesma raça e levam a cabo seu conteúdo com a máxima eficiência…

A Alemanha em 1918 é teatro de uma revolução comunista dirigida por judeus. A República dos Conselhos de Munique era judaica, como provam os seus chefes Liebknecht, Rosa Luxemburgo, Kurt Eisner e muitos outros. À queda do Império, os judeus se apoderaram do país e o governo alemão passa a ser dominado por judeus: Haase (ministro do Estado) e Landsberg, aparecendo com eles Kautski, Kohn e Herzfeld. O ministro da fazenda, também judeu, tem como ajudante o judeu Bernstein e o do interior, Preuss, também judeu, busca a colaboração de seu irmão de raça, o doutor Freud que o auxilia em seus labores…

O povo dos Estados Unidos foi enganado por seu presidente maçom Wilson e jamais pensou que sua intervenção na Primeira Guerra Mundial resultaria na entrega da Alemanha ao domínio dos judeus.

Hungria em 1919: a 20 de março de 1919, o judeu Bela Kun (Cohn), apodera-se da Hungria e proclama a República Soviética Húngara, a qual submerge a partir desse momento num horripilante mar de sangue…

CAPÍTULO III – A CABEÇA DO COMUNISMO

Não cabe a menor duvida de que a teoria marxista (comunista) é obra judaica, como o é também toda a ação destinada a pôr em prática esta doutrina e os milhões de assassinatos cometidos.

Os diretores e organizadores de qualquer movimento comunista anteriores ao estabelecimento definitivo do bolchevismo na Russia foram judeus em sua quase totalidade, como também a grande maioria dos dirigentes materiais das revoluções a que deram origem.

Mas na Russia, o primeiro país em que triunfou definitivamente o bolchevismo e onde foi e é nesse momento [1960s] o centro motor da comunização mundial, a paternidade judaica do sistema, da organização e da prática soviética não deixa tampouco lugar ao erro.

Todo povo deve responder moralmente por todo seu passado, inclusive o passado que é vergonhoso. Responder de que modo? Tentando compreender: como uma tal coisa foi permitida? Perante isso, onde está o erro? Isso pode ocorrer novamente? É nesse espírito especificamente que caberia ao povo judeu responder, tanto pelos revolucionários degoladores quanto pelos que estavam dispostos a servi-los. Não respondê-las perante os outros povos, mas para si mesmos, para sua própria consciência e perante Deus.

(Alexander Solzhenitsyn em entrevista a revista alemã Der Spiegal, 23 jul 2007).

De acordo com os dados incontestáveis, plenamente demonstrados e aceitos por todos os escritores imparciais que trataram desse tema, a obra comunista dos hebreus na nação dos czares, fica tão patente, que seria um vão empenho negar-lhes esse ominoso triunfo em exclusiva.

Basta recordar os nomes dos que formaram os governos e os principais organismos diretivos na União Soviética para saber a que ater-se, ante a clara e rotunda demonstração dos fatos.

Lenin, Stalin e Trostsky
Stalin, Trotsky e Lenin (1919), revolucionários judeus, líderes do hediondo bolchevismo.

1.- Ilich Ulin (Vladimir Ilich Ulianov ou Nicolau Lenin), presidente do Soviet Supremo; judeu na linha materna. Sua mãe se chamava Blank, judia de origem alemã.

2.- Lew Davidovich Bronstein (León Trotsky), Comissário do Exército Vermelho e da Marinha; judeu.

3.- Iosiph David Vissarionovich Djugashvili-Kochba (Josef Vissarionovich Stalin), Comissário das Nacionalidades; descendente de judeus georgianos…

“De um total de 502 cargos de primeira linha na organização e direção da Revolução comunista da Russia na direção do Estado Soviético durante seus primeiros anos de existência, nada menos que 459 postos eram ocupados por judeus, enquanto que somente 43 desses cargos eram ocupados por cristãos de diferentes origens. Quem foram os que fizeram realmente essa horrorosa revolução? Os cristãos?”…

Ao morrer Stalin surgiram esses pleitos de família entre judeus que surgem às vezes por ambições de mando. O judeu Beria foi assassinado por seus irmãos israelitas do governo de Moscou, como anos antes os judeus Stalin, Vishinsky, Kaganovich e associados haviam mandado matar aos judeus Trotsky, Zinoviev, Kamenev, Radek, Bujarin e a milhares de seus partidários israelitas em luta intestina, verdadeira guerra civil ocorrida no seio do judaísmo. Guerra que ambas facções hebraicas mantiveram entre si pelo controle da infeliz Russia e do comunismo internacional.

Já é bem sabido que era uma grande falsidade o antissemitismo de Stalin e que a matança dos judeus trotskistas, zinovietistas e bujarinistas, que levou a cabo para se assegurar no poder, realizou-se por outros judeus. Em última instância, a luta entre o judeu Trotsky e o judeu Stalin foi uma contenda entre grupos judeus pelo controle do governo comunista que eles criaram; simplesmente um pleito de família. Sirva de prova a seguinte lista de comissários de Assuntos Exteriores, quando Stalin se desfazia de quantos judeus fossem perigosos para o seu poder pessoal…

O que no Ocidente se chamam de mudanças na política da URSS não são mais que simples enganos de propaganda, adequados às necessidades do plano de dominação mundial dos judeus. Nada mudou desde a morte de Stalin. Há um pouco de agitação devido a falta de um novo chefe único do calibre de Stalin ou Lenin; isso é tudo. Por isso os conspiradores judeu-maçons do Ocidente querem pintar ao tenebroso corvo soviético-comunista com cores brilhantes de “pacifismo”, “coexistencialismo”, “humanização”, etc., para apresentar-lhe ao mundo como algo inofensivo…

O CONSTANTE DUELO ENTRE A BOA E A MÁ IMPRENSA. O JORNALISTA ANTICATÓLICO É UM VENDIDO.

“Mas o anjo, falando primeiro, disse às mulheres: Vós outras não tenhais medo, porque sei que vindes buscar a Jesus, que foi crucificado. Ele já aqui não está, porque ressuscitou, como tinha dito; vinde e vede o lugar onde o Senhor estava posto. E ide logo, e dizei aos seus discípulos que ele ressuscitou, e ei-lo aí vai para adiante de vós para a Galileia; lá o vereis; olhai que eu vô-lo disse antes. […] Ao tempo que elas iam, eis que vieram a cidade alguns dos guardas, e noticiaram aos príncipes dos sacerdotes tudo o que havia sucedido. E tendo-se congregado com os anciãos, depois de tomarem conselho, deram uma grande soma de dinheiro aos soldados. Intimando-lhes esta ordem: Dizei que vieram de noite seus discípulos, e o levaram furtado, enquanto nós estávamos dormindo. Eles porém, depois de receberem o dinheiro, o fizeram conforme as instruções que tinham. E esta voz, que se divulgou entre os judeus, dura até hoje.” (Evangelho segundo São João Apóstolo, cap. XXVIII, v. 5-7.11-15).

Quando Litvinov afirmou que nada mudaria depois da morte de Stalin sabia muito bem que isso ocorreria, porque Stalin não era mais que um dos trabalhadores do grupo judaico que dirige a URSS e que depois desse ficariam outros judeus para dar continuidade ao plano de dominação mundial no qual colaboram Bulganin, Baruch, Reading, Thorez, Mendes France, David Ben Gurión e outros muitos…

Tal como a Russia, os países da Europa em que o bolchevismo se insinuou foi totalmente dominado pela minoria judaica que aparece sempre dirigindo o governo comunista com mão férrea, criminal e impiedosa, para lograr a total escravidão dos cidadãos autóctones por um grupo insignificante de judeus.

Mas mais convincente que qualquer argumento é passar em revista os principais dirigentes das ditaduras socialistas europeias que se encontram sempre nas mãos dos israelitas. Mencionemos os principais…

HUNGRIA…

CHECOSLOVÁQUIA…

ROMÊNIA…

IUGOSLÁVIA…

Como em Iugoslávia não havia tantos judeus como em outros países, encontramos um maior número de nacionais no governo comunista de seu país, mas sempre em postos secundários, porque os principais dirigentes antes assinalados são os que na realidade dominam totalmente o governo iuguslavo.

Numerosos autores católicos realizaram estudos estatísticos que também demonstram que o comunismo é obra judaica. No livro A Guerra Oculta de Malinski e Poncins, edição italiana, Milão, 1961, recentemente publicado, se inclui um apêndice de Monsenhor Jouin com dados estatísticos mui reveladores nesse respeito. É importante também o estudo sobre a matéria aparecido em Roma sobre o título La rivoluzione mondiale e gli hebrei (A Revolução Mundial e os Hebreus), publicado pela revista dos jesuítas nesta cidade, intitulada Civiltà Cattòlica no opúsculo 17361 do ano de 1922.

CAPÍTULO IV – OS FINANCIADORES DO COMUNISMO

A judiaria internacional tende em conjunto ao socialismo comunista de Marx realizado por eles atualmente na União das Repúblicas Socialistas Soviéticas e em todos seus satélites, porque o comunismo é a meta imediata de suas aspirações de dominação mundial e de poder omnímodo sobre todos os povos da Terra. Sempre manifestaram tal critério e desde o princípio tenderam conjuntamente para esse fim.

Este resultado final comunista é concebido por todos os judeus como sua própria meta em unanimidade absoluta, ainda que muitas pessoas fora do judaísmo, mal-informadas ou intencionalmente enganadas, pensem que o grande número de judeus multimilionários que há no mundo e que inclusive dominam as finanças mundiais tenham de fazer frente a essa tendência que tenta arrebatar suas riquezas.

À primeira vista, nada mais lógico que pensar em um potentado financeiro, em um rico comerciante ou em um importante industrial como o inimigo natural mas acérrimo do comunismo; mas se os financeiros, os comerciantes e os industriais são judeus, não há a menor dúvida de que serão também comunistas, uma vez que o socialismo comunista de Marx foi criado e realizado por eles não para pôr a perder os bens que possuem, mas para acrescentar-lhes todos os demais que eles ainda não possuem e tomar em suas mãos todas a riqueza mundial, que segundo seu sentir detém indevidamente todos aqueles que não são da raça israelita.

O conhecido escritor Werber Sombart disse:

“O principal caráter da religião judaica consiste em que é uma religião que não tem que ver com o além, uma religião, por assim dizer, única e essencialmente terrestre.”

“O homem não pode experimentar o bem ou o mal mais que nesse mundo; se Deus quer castigar ou recompensar, não pode fazê-lo senão na vida do homem. Por isso aqui embaixo deve prosperar o justo e sofrer o ímpio.”

“É inútil insistir sobre as diferenças que deduzem dessa oposição entre as duas maneiras de ver no que toca às atitudes respectivas do judeu piedoso e do cristão piedoso com respeito à aquisição de riquezas. Enquanto o cristão piedoso que é culpado de usura está atormentado em seu leito de morte pelas torturas do arrependimento e estaria disposto a renunciar a quanto possuía porque o bem injustamente adquirido lhe abrasava; o judeu piedoso, chegado ao término de sua vida, olhava com complacência as arcas e cofres cheio de brilhantes (moedas) conseguidas durante sua longa vida às custas dos pobres cristãos e também sobre os pobres muçulmanos, espetáculo no qual o seu coração piedoso podia regozijar-se, porque cada dinheiro de interesse que estava ali encerrado era como um sacrifício oferecido a Deus.”

Ao mesmo tempo o dinheiro judeu é um instrumento poderosíssimo que permitiu ao socialismo marxista financiar amplamente os movimentos revolucionários, sem seu apoio ele não poderia triunfar jamais; e a forma de corromper em todos os aspectos a civilização cristã, seja materializando o indivíduo ao fazer-lhe preferir as riquezas aos valores transcendentes, seja pelos meios diretos que tão efetivamente sabem usar com o suborno, os favores, a extorsão e a compra das consciências.

A ideia judaica de apoderar-se de todo o dinheiro do mundo por meio do comunismo aparece com toda diafanidade em muitos famosos escritores judeus como Edmung Fleg, Barbusse, André Spire e outros, mas principalmente na conhecida carta enviada pelo celebre judeu messianista Baruch Levy a Karl Marx, descoberta em 1888 e publicada pela primeira vez nesse mesmo ano. Seu texto é o seguinte:

O povo judeu tomado coletivamente será ele mesmo seu Messias. Seu reino sobre o universo se obterá pela unificação da outras raças humanas, a supressão das fronteiras e das monarquias que são os baluartes do particularismo, e o estabelecimento de uma república universal que reconhecerá em toda parte os direitos de cidadania aos judeus. Nesta nova organização da humanidade, os filhos de Israel disseminados atualmente por toda superfície do globo, todos da mesma raça e de igual formação tradicional, sem formar não obstante uma nacionalidade distinta, chegarão a ser sem oposição o elemento dirigente de todas as partes, sobretudo se chagam a impor às massas operárias a direção estável de alguns entre eles. Os governos das nações ao formar a república universal passarão todos sem esforço às mãos dos israelitas a favor da vitória do proletariado. A propriedade individual poderá então ser suprimida pelos governos de raça judaica que administrarão em todas as partes a fortuna pública. Assim se realizará a promessa do Talmude de que quando o tempo do Messias tiver chegado os judeus terão sob seu controle os bens de todos os povos do mundo.

Seguindo essa tática de acumulação econômica, é perfeitamente natural que vejamos os mais ricos financeiros e os banqueiros mais importantes do mundo financiar as revoluções comunistas; e não é difícil, tendo em conta os dados citados, aclarar uma situação que superficialmente pareceria paradoxal e absurda ao contemplar sempre unidos os mais poderosos judeus do mundo com os dirigentes israelitas dos movimentos comunistas.

Se as explicações dos mais notáveis judeus são suficientes para mostrar essas estreita relação com claridade meridiana, mais ilustrativos são os fatos tão notórios que nos permitem eliminar até o mais leve resquício de incerteza.

Depois da derrota francesa de 1870 e a queda do Império de Napoleão III, os marxistas, dirigidos desde Londres por Marx, se apossaram de Paris a 18 de março de 1871 por mais de dois meses, com o apoio da guarda nacional que havia se constituído em um organismo armado totalmente dependente da Internacional marxista.

Quando a Comuna não pôde resistir o ataque das tropas do governo que tinha sua sede em Versalhes, e ao considerarem os comunistas segura sua derrota, se dedicaram ao roubo, ao assassinato e ao incêndio para destruir a capital de acordo com a consigna dada anteriormente por Clauserets em 1869: “Nós ou ninguém! Eu os afirmo: ou Paris será nossa, ou não existirá mais.”

Nesta ocasião ficou claramente manifesta a cumplicidade dos banqueiros judeus franceses com os comunistas, ao constatar – como assinala Salluste em seu livro Les origines secrètes du bolchevisme (As Origens Secretas do Bolchevismo) – que Rothschild, por uma parte, fazia pressão em Versalhes ante Thiers, presidente da República, para evitar uma ação decidida do exército contra os comunistas marxistas, falando de possíveis entendimentos e acordos com o Comitê Central dos Federados (marxistas); e por outra parte, gozava de uma total impunidade tanto em sua pessoa como em seus bens na cidade de Paris, submersa num espantoso e sangrento caos…

Enquanto os reféns eram fuzilados, enquanto os mais belos palácios da Paris ardiam e milhares de franceses morriam vítimas da guerra civil, é curioso constatar que a proteção concedida pelos comunistas ao grande banqueiro judeu não cessou por um momento.”…

Karl Marx e Jacob Schiff
O principal teórico do comunismo, Karl Marx, e o principal subsidiário da Revolução Bolchevique, o banqueiro Jacob Schiff, eram judeus.

O general Nechvolodof aponta em sua obra o forte financiamento judeu na revolução comunista da Russia:

“Durante os anos que precederam a revolução, doze milhões de dólares tinham sido entregues por Jacob Schiff aos revolucionários russos. Por outra parte, segundo M. Bakmetieff, embaixador do Governo Imperial Russo nos Estados Unidos, falecido em Paris, faz algum tempo, os bolcheviques triunfantes remeteram, entre 1918 e 1922, 600 milhões de rublos de ouro para a firma Kuhn, Loeb e Co.”

Depois dessas provas tão concludentes, não creio que ocorra a alguém se chegar a conclusão otimista de que há judeus maus (os comunistas) e há judeus bons (os capitalistas); e enquanto uns tendem a acabar com as riquezas dos particulares e a fazer desaparecer a propriedade privada, outros tendem a defender ambas as coisas para não perderem suas enormes fortunas. Desgraçadamente para a nossa civilização o complô judaico apresenta caráteres de absoluta unidade e o judaísmo constitui uma força monolítica tendente a apossar-se, por meio do socialismo comunista de Marx, de todas as riquezas do mundo sem exceção.

O fato de que – como em todas as instituições humanas – no judaísmo surjam às vezes rivalidades e lutas internas não altera esta situação. Esses pleitos de família surgem geralmente por ambições de mando, ainda qu sejam disfarçadas por razões religiosas ou de estratégia a seguir, mas os grupos em luta sempre coincidem em desejar o domínio do mundo (nas ordens política, econômica e religiosa) e em que o maior meio de lograr o domínio total é a ditadura socialista ou comunista que permitirá aos judeus tomarem posse da riqueza de todos os povos da Terra…

CAPÍTULO V – TESTEMUNHOS JUDEUS

Os mesmos judeus – não obstante seu acostumado hermetismo e inclusive apesar de suas táticas de engano e ocultamento com que têm logrado permanecer geralmente na obscuridade para não revelar seu plano de conquista mundial – sofreram alguns momentos de debilidade, levados pelo otimismo ou o excessivo júbilo ante a contemplação de seus êxitos, que provocaram em determinadas ocasiões algumas declarações indiscretas, sumamente ilustrativas.

“Um russo imbecil falsifica uma porção de documentos e publica um livro que denomina “Protocolos dos Sábios de Sião”. Essa obra sustenta que somos os autores da última guerra mundial. Considerais esse livro autêntico. Muito bem! Para prova, assinaremos todas as palavras. 0 livro não é falso, é autentico. Mas, que vale ele diante da inegável e histórica atividade de conspiradores que temos manifestado e que jamais negamos, porque nunca tivestes a coragem de nos acusar… Se, na verdade, agis seriamente, falando de conjuras judaicas por que não chamaria eu vossa atenção para uma coisa da qual vale á pena falar? Para que perder tempo, discorrendo sobre o pretenso domínio de vossa opinião pública pelos financistas judeus, pelos editores judeus dos jornais e pelas estrelas judaicas do cinema, quando podereis nos acusar de dirigir toda a vossa civilização por meio dum mito judaico?… Ainda não vos destes conta de todo o mal que nos pode ser imputado. Somos destruidores. Somos revolucionários. Apoderamo-nos de vossos bens, de vossos ideais, de vosso destino calcamo-los aos pés. Somos a causa-mater, não só da última guerra, porém de quase todas as guerras. Não somos unicamente os autores da revolução russa, porém os instigadores de todas as grandes revoluções de vossa história, Causamos a desunião e a desordem na vossa vida privada e na vossa vida pública. Ninguém poderá dizer quanto tempo ainda continuaremos a atuar desse modo… Que maravilhoso futuro não seria o vosso se vos houvéssemos deixado em paz!… Mas nós não vos deixamos em paz. Nós vos temos nas mãos e derrubamos o belo e majestoso edifício que construístes. Mudamos o curso de vossa história. Nós vos conquistamos como nunca vossos Estados conquistaram a Ásia ou a África.”

(Marcus Eli Ravage, A Real Case against the Jews, The Century Magazine, jan. 1928, vol. 115, nº 3; tradução portuguesa de Gustavo Barroso em Judaísmo, Maçonaria e Comunismo. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1937, p. 30s).

Kadmi-Cohen, prestigiado escritor judeu, assinalava:

“No que concerne aos judeus, seu papel no socialismo mundial é tão importante que não pode passar em silêncio. Não basta recordar os nomes dos grandes revolucionários judeus dos séculos XIX e XX, como Karl Marx, Lassale, Kurt Eisner, Bela Kun, Trotsky e León Blum, para que apareçam assim os nomes dos teóricos do socialismo moderno?”

“Que confirmação brilhante encontram as tendências dos judeus no comunismo fora da colaboração material nas organizações de partidos naquela aversão profunda que um grande judeu e um grande poeta, Heinrich Heine, sentia pelo direito romano! E as causas subjetivas, as causas passionais da rebelião do Rabi Kibba e Bar-Kochba do ano 70 e 132 depois de Cristo contra a paz romana e o direito romano, compreendidas e sentidas subjetiva e passionalmente por um judeu do século XIX que aparentemente não havia conservado nenhuma laço com a sua raça.”

“E os revolucionários judeus e comunistas que atacam o princípio da propriedade privada, cujo monumento mais sólido está no Código de Direito Civil de Justiniano, de Ulpiano etc…, não fazem senão o que seus antepassados que resistiram a Vespasiano e a Tito. Na realidade, são os ‘mortos que falam’.”

O blasfemo escritor judeu, Alfred Nossing, nos diz:

“O socialismo e o mosaísmo de nenhuma maneira se opõem; mas, pelo contrário, entre as ideias fundamentais de ambas as doutrinas há uma conformidade surpreendente. Não deve desviar-se o nacionalismo judeu do socialismo, como de um perigo que ameaça seu ideal, nem o socialismo judeu do mosaísmo, pois ambas ideias paralelas haverão de se realizar no mesmo caminho.”

“Do exame dos faltos resulta de modo irrefutável que não só os judeus modernos cooperaram de uma maneira decisiva para a criação do socialismo; seus próprios país já eram os fundadores do mosaísmo… a semente do mosaísmo obrou através dos séculos enquanto a doutrina e a lei de um modo consciente para uns e inconsciente para outros.”

“O movimento socialista moderno é para a maioria obra de judeus; os judeus foram os que imprimiram nele a marca de seu cérebro; igualmente foram os judeus que tiveram parte preponderante na direção das primeiras repúblicas socialistas…”

“O socialismo mundial atual forma o primeiro estado do cumprimento do mosaísmo, o princípio da realização do estado futuro do mundo anunciado pelos profetas.”…

“Se os povos querem progredir de verdade devem despojar-se do temor medieval dos judeus e dos preconceitos reacionários que têm contra eles; devem reconhecer o que são na realidade: os precursores mais sinceros do desenvolvimento da humanidade. Hoje exige a salvação do judaísmo que reconheçamos o programa do socialismo abertamente diante do mundo. E a salvação da humanidade nos séculos vindouros depende da vitória desse programa.”…

O conotado judeu Jacob de Haas em The Maccabean, nos diz claramente que:

A revolução russa é uma revolução do judaísmo. Ela significa uma mudança na história do povo judeu. Digamos francamente que foi uma revolução judaica, porque os judeus foram os revolucionários mais ativos da Russia.”…

Por sua parte, Ricardo Jorge, que prologa um livro do famoso escritor judeu Samuel Schwarz, diz o seguinte:

“Se dos cumes da ciência pura descermos à arena em que se entretém as paixões e os interesses dos homens, surge diante de nós o oráculo da nova religião sócio-política, o judeu Karl Marx, o caudilho doutrinário da guerra sem quartel do proletariado, que encontra na cabeça e no braço de Lenin, a realização de seus credos, inspiradores do estado soviético, que ameaça subverter os fundamentos das instituições tradicionais da sociedade.”…

No número 12 da revista O Comunista, publicada em Karkoff a 12 de abril de 1919, o judeu M. Cohen escrevia:

“Sem exagero pode assegurar-se que a grande revolução social da Russia se levou a cabo por meio dos judeus… Certo é que nas filas do exército vermelho há soldados que não são judeus, enquanto toca aos soldados rasos, mas nos comitês e na organização soviet, como os comissários, os judeus levam com valor às massas do proletariado russo rumo a vitória.”

“A frente dos revolucionários russos iam os alunos da Escola Rabínica de Lídia… Triunfou o judaísmo sobre espada e o fogo… mandando como nosso irmão Marx, que é o encarregado de cumprir o que mandaram nossos profetas, elaborando o plano conveniente por meio das reivindicações do proletariado. Todas essas frases aparecem no periódico judeu Haijnt de Varsóvia a 3 de agosto de 1928”.

O Mundo Judeu de 10 de janeiro de 1919, expressava esta blasfema opinião:

“O fato do bolchevismo mesmo, e que tantos judeus são bolcheviques, e que o ideal do bolchevismo está sobre muitos pontos de acordo com o mais sublime ideal do judaísmo, de que uma parte formou a base dos melhores ensinamentos do Cristianismo (sic), tudo isso têm grande significação, que examinará cuidadosamente o judeu reflexivo.”

Para não estendermos demasiado, citaremos por último as referências que faz orgulhosamente o israelita Paul Sokolovski, em sua obra intitulada Die Versandung Europeas, nas quais se vangloria do papel preponderante que desempenharam os judeus na revolução russa, dando detalhe dos códigos que usavam para se comunicarem entre si, inclusive por meio da imprensa…

Este ódio infernal judeo-comunista, principalmente manifesto perante a civilização cristã, não é meramente gratuito, senão que tem causas mui profundas, que podem apreciar-se com claridade neste parágrafo do Sepher-ha-Zohar, livro sagrado do judaísmo moderno, que se transcreve e que representa o sentir de todos os judeus:

“Jeshu (Jesus) Nazareno, que tem apartado o mundo da fé de Jeová, que bendito seja, será julgado eternamente em óleo fervente; seu corpo é reconstituído todas as sextas pela tarde, e ao amanhecer do sábado é lançado em óleo fervente. O inferno se consumirá, mas o seu castigo e seus tormentos não terão fim. Jeshu e Maomé são aqueles ossos impuros de que diz a Escritura: “Os lançareis aos cães”. São a sujeira do cão que mancha, e por terem seduzido os homens, os têm lançado no inferno, de onde não sairão jamais.”


O ódio dos judeus a seu Messias é a fonte de todos os males mencionados ao longo desse artigo. Quem busca a verdade com coração sincero sabe muito bem que não há qualquer motivo para negar o Messias, as profecias e os milagres, os mártires e os santos, as testemunhas e os doutores, dão testemunho d’Ele. É preciso que os judeus se convertam logo e que nós outros, cristãos, combatamos o judaísmo, inclusive as tendências judaizantes que há entre nós: protestantismo, islamismo, maçonaria e etc. É preciso dar testemunho da Verdade, temos de confessá-la diante daqueles que trabalham para escondê-la por omissão e distorção.

Se o mundo não reconhece Deus, Deus não reconhecerá o mundo, e o que será do mundo sem Deus? O mundo sem Deus é exatamente o que vimos acima: corrupção em todos os níveis, a destruição do homem pelo homem. Em suma, um ensaio do inferno. Uma desgraça sucederá a outra e, no fim dos tempos, todos aqueles que abandonaram o Messias, inclusive os traidores e covardes, tornar-se-ão discípulos do Anticristo em pessoa. “Porque não receberam o amor da verdade para serem salvos. Por isso lhes enviará Deus a operação do erro, para que creiam na mentira” (II Ts 2,10-11).

Leia também: O Papa e o Anticristo: A Grande Apostasia Predita

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NOTAS DA OBRA

[1] León de Poncins, Las fuerzas secretas de la revolución: Francmasonería –
Judaísmo. Madrid: Ediciones Fax, 1932, p. 161.

[2] S. P. Melgunov, La terreur rouge en Russie: de 1918 a 1923 (O terror vermelho na Russia). Payot, 1927.

[3] Latsis, “El terror rojo” 19 de novembro de 1918.

[4] S. P. Melgunov, obra citada, p. 161.

[5] León de Poncins, obra citada, pp. 164-165.

[6] S. P. Melgunov, obra citada, p. 104.

[7] Traian Romanescu, La gran conspiración judía. 3ª ed. México, D.F. 1961. p.
272.

[8] Datos tomados de Traian Romanescu, obra citada, pp. 19-23.

[9] Monseñor Jouin, Le péril judéo-maçonnique (O perigo judeo-maçônico). (5
vols. 1919-1927). Vol. I, p. 161.

[10] Traian Romanescu, obra citada, pp. 259-260.

[11] J. J. Tharaud, Causerie sur Israël. Marcelle Lesage, 1926. p. 27.

[12] Traian Romanescu, obra citada, pp. 203-205.

[13] Cécile de Tormay, Le livre proscrit (O livro proscrito). Plon Nourrit, 1919. p. 204.

[14] Traian Romanescu, obra citada, p. 143.

[15] Traian Romanescu, obra citada, p. 161.

[16] Bernard Hutton, revista francesa “Constellation”, março de 1962, no. 167. p. 202.

[17] Traian Romanescu, obra citada, pp. 174-176.

[18] Traian Romanescu, obra citada, pp. 176-178.

[19] Duque de la Victoria, Israel manda. México: Editora Latino Americana, S.A., 1955. pp. 287-288.

[20] Traian Romanescu, obra citada, pp. 206-207.

[21] Traian Romanescu, obra citada, pp. 210.

[22] Traian Romanescu, obra citada, p. 213.

[23] Traian Romanescu, obra citada, pp. 187-193.

[24] Traian Romanescu, obra citada, pp. 200-201.

[25] Werner Sombart, Les juifs et la vie économique (Os judeus e a vida econômica). Payot, 1923. pp. 277, 286, 291.

[26] Salluste, Les origines secrètes du bolchevisme: Henri Heine et Karl Marx
(As origens secretas do bolchevismo: Henri Heine e Karl Marx). París: Jules Tallandier, 1929, p. 23.

[27] Esteban J. Malanni, Comunismo y judaísmo. Buenos Aires: Editorial La Mazorca, 1944. pp. 54-55.

[28] Esteban J. Malanni, obra citada, pp. 56-57.

[29] Duque de la Victoria, obra citada, pp. 312-313.

[30] Duque de la Victoria, obra citada, pp. 318-319.

[31] Esteban J. Malanni, obra citada, pp. 58-60.

[32] Esteban J. Malanni, obra citada, pp. 62-63.

[33] Esteban J. Malanni, obra citada, p. 63.

[34] Kadmi-Cohen, Nomades; essai sur l´âme juive (Nômades; ensaio sobre a alma judaica). F. Alcan, 1929, p. 86.

[35] “Westfällschen Merkur”, diário de Münster, no. 405 de 6 de outubro de
1926.

[36] Alfred Nossig, Integrales Judentum (O judaísmo integral). París: L. Chailley. pp. 68, 71, 74.

[37] Alfred Nossig, obra citada, p. 79.

[38] Elie Eberlin, Les juifs d´aujourd´hui (Os judeus de hoje). Paris, 1928, p.
201.

[39] Ricardo Jorge, Pró Israel, prólogo à obra de Samuel Schwarz, Os cristãos-novos em Portugal no século XX. Lisboa, 1925, p. XI.

[40] Citado por Nesta H. Webster em World Revolution; The Plot Against Civilization (A Revolução Mundial; O Complô contra a Civilização), 2ª ed. Constable & Co., 1922.

[41] Alfonso Castro, El problema judío. México, D. F.: Editorial Actualidad, 1939. pp. 152-153.

[42] “The Ideals of Bolshevism”, “Jewish World”, 10 de janeiro de 1929, no. 2912.

[43] Alfonso Castro, obra citada, p. 153.

[44] Sepher-Ha-Zohar, II, tr. Jean de Pauly. París: Ernest Leroux, 1907, p. 88.