O Catolicismo de Cássia Kis

Há coisas dignas de aplauso, e outras de censura, no impacto que a declaração da atriz Cássia Kis, feita recentemente, produziu nos meios católicos. De modo particular, quando o assunto foi Missa Tridentina e família numerosa, parece que o júbilo de uns, era o mal-estar de outros. De onde vem essa diferença entre católicos? Eis o que tentarei responder nesse vídeo.

REFERÊNCIAS
CEKADA, Rev. Pe. Anthony. Obra de Mãos Humanas. Juquitiba: Seminário São José, 2020.

Declaração de “O CATEQUISTA” em “Liga da Justiça Católico”: https://www.facebook.com/ligadajusticacatolico/posts/541159527671856

VATICANO II, CONSTITUIÇÃO PASTORAL GAUDIUM ET SPES SOBRE A IGREJA NO MUNDO ACTUAL https://www.vatican.va/archive/hist_councils/ii_vatican_council/documents/vat-ii_const_19651207_gaudium-et-spes_po.html

DISCURSO DEL SANTO PADRE FRANCISCO A LOS PROFESORES Y ESTUDIANTES DEL PONTIFICIO INSTITUTO LITÚRGICO Sala del Consistorio Sábado, 7 de mayo de 2022 https://www.vatican.va/content/francesco/es/speeches/2022/may/documents/20220507-pont-istituto-liturgico.html

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Escrúpulos do Padre Leandro Neves – Palmar de Troya & Bispos Thuc

Eis uma resposta ao juízo sumário, para não dizer temerário, do Padre Leandro Neves contra todos os sacerdotes sedevacantistas da linhagem Thuc. Em poucos minutos, ele os associa com a seita do Palmar de Troya, põe um ponto de interrogação na validade de suas ordenações e, enfim, considera-os indignos profanadores do sacerdócio.

O único homem e a única obra que presta, que ele reconhece como a salvação do sacerdócio, é Dom Marcel Lefebvre e a Fraternidade Sacerdotal São Pio X. Será então, de grande proveito, neste contexto, examinar a relação que há entre Dom Lefebvre e a sua obra, de um lado, e a Igreja Palmariana, a validade dos Bispos Thuc e a sagração de bispos jovens, do outro.

Veremos assim, claramente, que os escrúpulos do Padre Leandro Neves servem apenas para cultivar uma atitude inescrupulosamente descaridosa, nele e naqueles que o seguem, para com os seus colegas no sacerdócio tradicional e os demais fiéis sedevacantistas, pondo Cristo contra Cristo, e privando a muitos da comunhão com aqueles que, seguindo os ensinamentos da Igreja nas questões em controvérsia, não podem concordar com os preconceitos e calúnias dirigidos contra Monsenhor Thuc e os bispos de sua linhagem episcopal.

PRINCIPAIS REFERÊNCIAS

DERKSEN, Mario. An Open Letter to Bishop Clarence Kelly on the “Thuc Bishops” and the Errors in The Sacred and the Profane. http://www.thucbishops.com/Open_Letter_to_%20Bp_Kelly_FULL.pdf

Todo material em http://www.thucbishops.com/

CEKADA, Rev. Pe. Anthony. The Validity of the Thuc Consecrations (1992). http://www.traditionalmass.org/articles/article.php?id=60#_ednref1

CONTROVÉRSIA CATÓLICA. Sucessão Apostólica depois do Concílio Vaticano II. https://controversiacatolica.com/2017/06/15/a-sucessao-apostolica-depois-do-concilio-vaticano-ii

LUNDBERG, Magnus. A Pope of Their Own: El Palmar de Troya and the Palmarian Church. Uppsala: Uppsala University, Department of Theology, 2017, p. 68. https://www.diva-portal.org/smash/get/diva2:1098857/FULLTEXT02

Revista EINSICHT Online. The Autobiography of Mgr. Ngô-dinh-Thuc – Part 4. http://www.einsicht-aktuell.de/index.php?svar=2&ausgabe_id=180&artikel_id=1923

WILLIAMSON, D. Richard. Bp. Williamson on the validity of Bp. Dolan’s consecration. http://www.traditionalmass.org/articles/article.php?id=51&catname=13

Declaração dos modernistas sobre as Sagrações de Dom Thuc. https://www.vatican.va/roman_curia/congregations/cfaith/documents/rc_con_cfaith_doc_19830312_poenae-canonicae_po.html

Monsenhor Fellay, FSSPX, sagrado bispo aos 30 anos: https://en.wikipedia.org/wiki/Bernard_Fellay

Dom Vital, bispo aos 27 anos: https://en.wikipedia.org/wiki/Vital_Maria_Gon%C3%A7alves_de_Oliveira

CATHOLIC ENCYCLOPEDIA. St. Gregory of Neocaesarea. https://www.newadvent.org/cathen/07015a.htm

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Próximos Eventos em Santa Gertrudes

(Se Deus quiser, tanto a ordenação dos quatro diáconos, quanto à sagração do sucessor de Dom Dolan, ambas realizadas por Sua Excelência Reverendíssima Dom Rodrigo da Silva, serão transmitidas pelo Controvérsia Católica.)

Caros fiéis,

Gostaria estender minha gratidão a todos vocês, que ajudaram, de alguma forma, nesta última semana. Vossa caridade me edificou muito.

Como sabem, há muita coisa acontecendo por esses dias. Acabamos de sepultar nosso querido bispo, e agora aguardamos, com alegria, a ordenação sacerdotal de nossos quatro seminaristas, na quarta-feira, 11 de maio, às 10h.

Agora vocês devem estar se perguntando o que faremos para o futuro. Monsenhor Dolan deixou seus planos por escrito, em caso de algo acontecer com ele. Além disso, deu a conhecer, verbalmente, os seus desejos a Monsenhor Rodrigo da Silva. Assim, informo-vos que o seu desejo era que eu fosse sagrado bispo, garantindo assim a continuação do apostolado internacional de Santa Gertrudes, a Grande. Ele também expressou seu desejo de que esta sagração ocorresse o mais rápido possível.

A minha sagração episcopal está marcada para as 10h de quarta-feira, 18 de maio, pelo Revmo. Dom Rodrigo da Silva.

Por favor, rezem por mim e por todo o clero de Santa Gertrudes, a Grande, enquanto avançamos para cuidar das necessidades das almas próximas e distantes.

Vosso em Cristo,
Pe. Charles J. McGuire

A bela história de Joseph Murphy sobre a compaixão de Monsenhor Daniel Dolan

Carta enviada por um presidiário, no corredor da morte, sobre sua experiência com Monsenhor Daniel Dolan.

A HISTÓRIA DE REV. DANIEL DOLAN & JOSEPH MURPHY

Nos últimos meses de 1993, perdi meu último apelo ao tribunal estadual, na Suprema Corte de Ohio. A corte fixou uma data, para minha execução na cadeira elétrica. Estava no corredor da morte há 6 anos já, esperando para morrer, passando pela maior crise de todos os tempos. Sempre pensei que eu fosse normal, mas, conforme meu julgamento no tribunal ia avançando, percebi que nada era normal em mim.

Neste momento da vida, com a perda do meu apelo estadual, tudo o que eu queria era morrer. E eu não queria que o estado me matasse, então eu sabia que deveria guardar todas as minhas pílulas para asma, e acabar, eu mesmo, com a minha vida. Após 90 dias, guardando-as, estava pronto para morrer. Mas alguma coisa, no fundo da minha mente, pedia para eu descobrir se Deus existe realmente e, se sim, talvez Ele me ajudaria. Então, como eu deveria provar se Deus existe? Eu não sabia, afinal, eu tinha 27 anos, com a mentalidade de uma criança de 9. Mas eu sabia que queria dar a Deus uma verdadeira chance de provar que Ele existia. Então eu tinha uma Bíblia, que era dada a todos os presos no corredor da morte, eu a coloquei no meu colo e fiz a minha primeira oração. “DEUS, SE O SENHOR EXISTE, PROVE PARA MIM AGORA E EU SEREI SEU”.

Comecei a ler a Bíblia e a tentar encontrar uma maneira de provar que Ele existe. E enquanto eu estava lendo, deparei-me com a história em Lucas sobre Jesus e Seus discípulos. Jesus foi condenado à morte. E agora Seus discípulos estavam caminhando para uma pequena cidade. Eu me pergunto, como então os homens se sentiam? Perder seu bom amigo e agora ter que seguir sozinhos? Eu pensei que eles poderiam sentir o que eu sinto agora. Muito sozinho, perdido, indesejado e não amado. Senti a escuridão ao meu redor. Peguei uma caneta e papel, em mãos, e escrevi a história, para que – depois que me matasse – as pessoas pudessem ver, e juntando dois e dois, saber como me sentia e por que tirei minha própria vida. Voltei a ler a Bíblia e agora um transeunte dizia aos discípulos que Jesus estava vivo. E do nada eu fui tomado por emoções sinceras e clamei gritando: “Ele está vivo, ele existe!”, “Ele está vivo, ele existe!” e as lágrimas escorriam pelo meu rosto quando eu sabia que Deus tinha respondido minha oração e provado que Ele existia. Os outros presos no corredor da morte pensaram que eu estava louco, então começaram a bater nas grades da prisão, com um copo de lata, e gritaram aos policiais, para que viessem me socorrer. Os policiais vieram correndo e me perguntam o que estava acontecendo. Estava eu no fundo da minha cela, de joelhos, gritando: “Ele existe, ele está vivo”, então os policiais me pediram para ir até a porta, para que eles pudessem falar comigo. Eles me pedem para contar o que estava acontecendo e eu contei TUDO, e até lhes dei as pílulas. E eles me perguntam como Deus provou que Ele existia. Eu disse a eles que estava lendo a Bíblia e, depois de ler a história de Lucas, eu queria escrevê-la, para que as pessoas soubessem que eu morri como um homem cheio de mágoa, como os discípulos de Jesus, quando eles estavam caminhando para a cidade. E foi aí que Deus provou que Ele existia. A maioria dos oficiais voltou para o escritório, mas um continuou perguntando: “Como isso provava alguma coisa?” Então mostrei-lhe as anotações que escrevera. Depois, peguei meus papéis do processo, onde doutores e profissionais de saúde mental diziam a corte que eu nunca fui à escola, que não podia ler, nem escrever e que, por causa da minha infância, eu nunca tive a chance de crescer, e tinha a mente de uma criança de 9 anos. E eu estava lendo os documentos para ele. E disse: “Então você vê, Deus provou que existe, dando-me o dom de ler e escrever Sua palavra”.

O oficial disse: “Obrigado Murphy”, e eu disse “Obrigado por quê?” Ele me respondeu que sua esposa sempre dissera que, um dia, Jesus visitará o corredor da morte, e salvará alguém. Então ele agradeceu, porque, disse ele, “agora posso ir para casa e dizer à minha esposa que hoje Jesus estava no corredor da morte”. Ele rezou comigo e depois voltou ao trabalho.

Mas eu queria manter minha parte do acordo, então agora queria me entregar a Deus e ser Dele. Eu precisava entrar em contato e pedir ajuda para fazer isso, mas não tinha dinheiro, então comecei a dar minhas bandejas de comida todos os dias por um selo. E eu assistiria TV com as legendas me ensinando a ler e escrever, ouvindo as palavras e vendo como elas se parecem. Depois de ter o que precisava, escrevi 31 cartas para 31 igrejas em Ohio. Peguei os endereços no jornal de domingo e os enviei pelo correio. Eu estava no meu pior momento e estava quebrado e sozinho, e o mundo queria que eu fosse morto. Mas agora, enviando cartas, agora tinha esperança. Uma semana se passou, e ninguém me escreveu de volta, um mês se passou e ninguém me escreveu. Então eu sabia que tinha que descobrir como ser um filho de Deus sozinho, e tentei todos os dias. Então, um dia, o oficial estava me levando de volta à minha cela, após o recreio. Quando ele tirou as algemas das minhas mãos, vi uma carta na minha cama. Eu peguei e entreguei a ele, dizendo que havia recebido a correspondência de alguém. Ele olhou e devolveu dizendo: “é para você”. Um grande sorriso surgiu em meu rosto e olhei para a carta: “Para Joseph Murphy do Rev. D. L. Dolan”. Eu continuei olhando para ela e cheirava tão bem. Abri a carta para ler o que ele tinha a dizer.

Foi quando um grande homem santo entrou em minha vida e cuidou das necessidades de minha alma e me deu o amor e a compaixão de um pai, quando todo o mundo me abandonou. O bispo Daniel L. Dolan me resgatou.

“Caro Sr. Joseph Murphy, Meu nome é Padre Daniel L. Dolan e sou padre em SANTA GERTRUDES, A GRANDE, IGREJA CATÓLICA ROMANA. Eu estava fora do país, quando cheguei em casa, encontrei a sua carta. Ficarei muito feliz em ajudá-lo a se tornar um filho de Deus. Vou enviar uma freira para visitá-lo e ensiná-lo a fé católica. Quando ela disser que você está pronto, vou visitá-lo e fazer seu batismo e primeira comunhão, e você estará no caminho certo para estar no exército de Deus.” Chorei depois de ler a carta, foi a primeira carta que recebi pelo correio. Segurei-a e, com pensamentos de em breve ser filho de Deus, adormeci. No dia seguinte, fui chamado para uma visita. Entro na sala de visitas, e ponho-me à espera da Irmã Mary. Ela entra e todos param de falar para olhar para ela, ela estava toda de preto e tinha uma cruz pendurada em um colar de contas. Ela sorriu para mim e se sentou. Tivemos uma boa visita e ela me ensinou a fazer o sinal da cruz. E ela me ensinou uma música, “Jesus, Jesus, venha a mim” e sua voz ressoava pelos corredores e através da prisão, era tão doce. Ela me disse que me enviaria coisas para estudar, e que o Padre Dolan disse que se eu precisasse de algo, como comida ou roupas, ele conseguirá para mim. Nas semanas seguintes, ela me ensinou a rezar o Rosário. Foi tão incrível como o mundo desistiu de mim e me queria morto e ninguém me ajudava a conhecer Deus, até que esse padre muito bom me acolheu. O tempo estava passando tão devagar e eu não achava que conseguiria isto.

Então eu rezei: “Querido Deus, se você fizer isso acontecer para mim, para que eu possa ser seu filho, eu vou rezar o Santo Rosário 4 vezes ao dia às 9h-13h-17h-21h, pelo resto da minha vida”. Demorou cerca de um ano, mas eu estava pronto e o Padre Dolan marcou uma visita para fazer meu Batismo e minha Primeira Comunhão. Ele entrou com um sorriso e disse: “Hoje é seu novo aniversário Joseph, porque, hoje, você nasceu como filho de Deus”. Então me ajoelhei e rezei, enquanto ele fazia o que tinha que fazer. E então nos pusemos a rezar por um longo tempo. O Padre Dolan me disse que agora enviará um padre para me visitar todos os meses, para me trazer Nosso Senhor e rezar comigo. E logo o Padre Collins estava me visitando desde Jacksonville, Flórida. E mantive minha palavra, até hoje rezo o Santo Rosário a cada 4 horas, 4 vezes ao dia.

Padre Dolan falou às pessoas sobre mim e começaram a me escrever de todo o mundo. Eu cobria minhas paredes com cartões de Natal que recebi. Recebia visitas de pessoas que eu não conhecia. As pessoas me mandavam comida e, pela primeira vez na minha vida, eu me sentia amado. Tudo porque o padre era tão compassivo.

Padre Dolan me escrevia toda semana. Ele estava cuidando da minha alma e certificando-se de que estava agindo bem. Ele sabia que eu tinha uma vida ruim, mas ele me amava mesmo assim. Ele fez um homem me escrever, cujo nome era Jack Heath, e depois que o Sr. Heath me conheceu, depois de muitas visitas, ele começou a me enviar $ 100 dólares por mês, para comida e necessidades. Isso me fez sentir bem, por ter o que eu precisava e não sentir fome. Ele se tornou um bom amigo. Mas, infelizmente, teve câncer. Eu falava com ele, ao telefone, e ele me falava para dizer: “Oh meu Deus, eu te amo”, de novo e de novo. Após a ligação, ele foi dormir e morreu em sua cadeira. A esposa dele me disse que Jack queria que eu ficasse com o seu carro, para fazer o que eu quisesse. Eu contei isso ao Padre Dolan e ele me disse que eu precisava passar as bênçãos adiante, e ele confiava em mim para fazer o bem. Então, conheci uma família que veio me visitar, que contava com 14 filhos. Então liguei para o Padre Collins e pedi que ele informasse essa família que tinha um belo carro para eles, um presente inteiramente grátis.

Padre Dolan havia se tornado bispo e eu estava muito feliz por ele. Após a morte do Sr. Heath, o Bispo Dolan começou a me enviar $ 75 dólares por mês, para comida e outras necessidades, e $ 150 dólares no Natal e aniversários. Ele já tem feito isso por muitos anos. Era achegada então a hora de ser executado, e todos me disseram para ir em paz e estar com Deus. Mas, algumas pessoas, junto de Monsenhor Dolan, queriam lutar. Ele sabia que eu tenho um bom coração e que eu seria melhor na prisão, ajudando os presos que não conhecem a Deus. E ele disse que sou um pescador de almas. Então ele escreveu ao governador de Ohio, junto com algumas outras pessoas, pedindo que ele NÃO me matasse, tudo que eu precisava era ser amado, e agora eu era, e não deveria ser morto. Aqui estou, 11 anos depois, e ainda ajudando os presos a conhecer a Deus. Comecei a fazer um boletim informativo sobre o corredor da morte, com a ajuda e o apoio de Monsenhor Dolan, e continuo fazendo isso até hoje. Mas agora, que ele se foi, não sei o que se seguirá para mim. Mas sei que Monsenhor Dolan foi um grande homem. Ele viu que eu estava em crise o tempo todo e me puxou para fora da escuridão. Ele viu o bem em mim e me ensinou a ser o meu melhor e nunca me sentir sozinho, porque não estava. Ele sempre se dirigia a mim como “Meu Querido Filho” e eu sempre o chamava de “Papai”, porque ele era como um pai para mim. Mas ele era mais que um pai, era um amigo.

Em seu último e-mail para mim, ele me disse que, pouco a pouco, ele estava ficando mais forte e que o calor da primavera e do sol o ajudava. Ele me colocou sob sua asa e foi muito bom para mim. E tenho certeza que todo mundo tem uma história como a minha. Ele me diria hoje, se estivesse aqui: “Meu Querido Filho, siga em frente e vá com Deus, faça o que você faz de melhor, e você ficará bem. Não há tempo para lágrimas ou tristeza. Seja forte meu querido filho”.

Foi difícil e doloroso escrever essas coisas, mas um amigo me pediu para fazê-lo e eu sei que era isso que Monsenhor Dolan também queria de mim. Sentirei muita falta dele e ele pode me ajudar muito mais agora, porque está com a Sagrada Família. Ele esteve em todo o mundo fazendo a vontade de Deus e agora pode descansar em paz, e podemos seguir em frente, sabendo que conhecemos um dos maiores homens santos do mundo. Às vezes, conversávamos em e-mails sobre essas coisas, e ele dizia que sua igreja é a única que respondeu à minha carta, porque Deus queria ter certeza de que eu pertencia à única fé e Igreja verdadeira.

Reverendíssimo Monsenhor Daniel L. Dolan
28 de maio de 1951 —- 26 de abril de 2022
Descanse em paz, Papai. Vou rezar para sempre por sua alma.
Joseph Dimas Murphy

A Infalibilidade do Papa e o Syllabus pelo Padre Pierre Bouvier S.J.

O Sr. Paul Viollet, professor formado em direito civil e canônico, publicou, em 1904, um livro intitulado «A Infalibilidade do Papa e o Syllabus: Estudo Histórico e Teológico», em que pretende – ao que parece, com a melhor das intenções – defender a Igreja e o Papa contra os ataques de seus inimigos.

Paul Viollet (1840-1914)

Ele o faz mediante três estratagemas muito utilizados, hoje em dia, pelos oponentes do sedevacantismo: (1) a restrição da infalibilidade papal às definições dogmáticas solenes, ou seja, somente quando o Papa proclama um dogma; (2) a negação da autoridade dos documentos papais e (3) o ataque à ortodoxia dos papas do passado. Em outras palavras, temos aqui um legítimo representante da posição Reconhecer & Resistir, operando já nos umbrais do século XX: ele reconhecia Pio IX como Papa, mas resistia aos seus ensinamentos. Como? Negando sua infalibilidade fora do dogma da Imaculada Conceição, negando a autoridade do Syllabus e, de quebra, afirmando, sem escrúpulos, que muitos papas antigos foram hereges.

Essa obra de Paul Viollet entrou para o Índice de Livros Proibidos em 1906. No artigo abaixo, publicado originalmente na Revista Études (1905), o Padre Pierre Bouvier S.J. aponta, à luz da doutrina e erudição católica, os erros teológicos e históricos nela contidos. Dentre outras coisas, ele expõe o verdadeiro significado da definição do Concílio Vaticano I sobre a infalibilidade papal, doutrina tão deturpada, à época, pelos liberais e modernistas, e hoje – para o escândalo de todos – ainda mais distorcida pelos pretensos conservadores e tradicionalistas. Queira Deus que, lendo essas páginas, despertem de seus erros.

PDF: A Infalibilidade do Papa e o Syllabus pelo Padre Pierre Bouvier S.J.

Destaco, neste post, a seguinte passagem decisiva:

Mas o Sr. Viollet não se contentou de contestar ao Syllabus o valor de documento ex cathedra. Para apoiar essa tese, ele supõe que o papa não é infalível senão em definições estritamente dogmáticas, definições tão raras, que não se conhece uma só, fora do concílio, em cento e três anos, além daquela da Imaculada Conceição, «Pio IX, quando define, nas condições previstas pela infalibilidade, o dogma da Imaculada Conceição, permanece falível em todos os outros casos.» (p. 66). «Constatamos que, no curso destes cento e três anos, um só ato pontifical se apresenta com as características da infalibilidade.» (p. 70).

Ele o diz a contragosto, mas aqui não há atenuação possível, uma semelhante restrição da infalibilidade pontifical está em flagrante oposição com a definição vaticana. Introduziu-se na definição termos escolhidos, todos expressos para impedir essa interpretação culposa.

Os Padres do Concílio, querendo definir que o papa é infalível, examinaram uma primeira fórmula onde se dizia precisamente que o papa não pode errar quando define, em matéria de fé e moral, o que deve ser crido, de fé católica, por toda a Igreja: Cum definit quid in rebus fidei et morum ab universa Ecclesia fide catholica credendum sit. Essa fórmula foi descartada, dizem as atas do concílio, «por se temer que os fiéis, tomando esse capítulo como uma exposição completa da doutrina sobre a infalibilidade do pontífice romano, não viessem a restringir essa infalibilidade unicamente às definições de fé

Outras fórmulas foram examinadas, e finalmente chegou-se àquela onde se diz que o papa, definindo ex cathedra a doutrina que deve ser tida pela Igreja universal, em matéria de fé ou moral, tem a mesma infalibilidade que a Igreja.

Assim, pois, para saber qual é a extensão da infalibilidade do papa, deve-se buscar qual é aquela da Igreja, porque, segundo a definição do concílio, a medida de uma é a medida da outra.

Pois bem, é ensinamento unânime, é de fé que a Igreja é infalível quando define as verdades reveladas que se devem crer, os erros que se devem rejeitar como heréticos; e é teologicamente certo que a Igreja é infalível quando define verdades conexas à fé, quando ela condena erros com notas inferiores àquela da heresia e quando ela decide definitivamente sobre fatos dogmáticos.

Assim também é, pois, o campo da infalibilidade papal: é de fé que o papa é infalível quando define dogmas como a Imaculada Conceição, e é teologicamente certo que o papa, como a Igreja, é infalível nas outras definições. O bispo de Brixen, relator da comissão conciliar que tinha preparado a definição, disse, perante os Padres, que quem negar essa infalibilidade não ainda definida como de fé e não tendo mais que uma certeza teológica, «não seria abertamente herético, porém cometeria um erro gravíssimo e um pecado gravíssimo

Quem não vê que, desde então, restringir a infalibilidade papal, depois de um século, unicamente ao dogma da Imaculada Conceição, negando, por conseguinte, essa infalibilidade às canonizações que tomaram lugar em grande número, negando-a às encíclicas, como à Encíclica Quanta Cura, com sua fórmula tão grave e tão explícita: Pravas opiniones ac doctrinas… commemoratas auctoritate Nostra apostolica reprobamus, proscribimus atque damnamus, easque ab omnibus catholicæ Ecclesiæ filiis, veluti reprobatas, proscriptas atque damnatas omnino haberi volumus ac mandamus, é ir não somente contra o espírito, mas contra a letra da fórmula aceita e promulgada pelo concílio do Vaticano, é se pôr formalmente no caso assinalado pelo bispo de Brixen?

É inútil, depois disso, seguir o autor na parte de sua brochura onde enumera os papas que teriam errado ou que haveriam submetido seus atos e suas palavras ao juízo da Igreja. É um ponto de partida que não lança nenhuma luz sobre a questão a resolver. Tão estendido, com efeito, que se suponha o campo da infalibilidade dos papas, não se pode ignorar que o privilégio da inerrância não os previne contra o erro, nem nas relações da vida privada, nem nos escritos ou discursos que contém nada mais que suas visões pessoais, nem nos conselhos que podem dar, nem nas ordens que não visem o conjunto dos fiéis. Por que se admirar então que se encontre erros no que disseram, em semelhantes casos, tais e tais soberanos pontífices, ou que eles tenham, eles mesmos, enquanto morriam, submetido esses atos e palavras ao juízo da Igreja? Deve-se explicar todas essas fórmulas à luz da doutrina católica. Quanto ao fato de Honório, sobre o qual o Sr. Viollet tem o propósito de se apoiar, ele tem sido discutido a fundo tantas vezes, sobretudo por ocasião do concílio do Vaticano, que não há mais nada para acrescentar. Estabeleceu-se, peremptoriamente, que as cartas deste papa, que foram objeto de debate, não contém nenhuma definição ex cathedra, nem nenhum erro contra a fé. Igualmente se estabeleceu que o anátema pronunciado pelo sexto concílio contra Honório é uma condenação de seu imprudente conselho, mas não de sua doutrina.

Exame crítico da III Liga Cristo Rei do Fórum Regional Sul – A conferência de Padre José Ricardo

  • Objetivo da III. Liga Cristo Rei – Fórum Regional Sul: Reunir apostolados católicos do sul do Brasil e países vizinhos, a fim de promover o reinado social de Nosso Senhor Jesus Cristo.
  • O anfitrião foi o senhor Ademir Halinski, presidente do Instituto Santo Atanásio, junto dele estiveram, na mesa de abertura do evento, o Padre José Ricardo, dos Servos da Eucaristia de Ponta Grossa, o Padre Hans Federico Leverberg, da Argentina, e o Sr. José Sepúlveda, português, ligado ao IPCO.
  • Ao longo dos discursos, enfatizou-se o caráter de ressurgimento do evento, que havia sido interrompido por dois anos em virtude da pandemia; bem como a importância de aproveitar a ocasião para fazer amizades e lutar em conjunto contra os erros do mundo moderno, tanto no no contexto religioso quanto no civil.
  • Houve 13 palestras no total, um número formidável para dois dias de conferências, a maior parte delas (9), ocorreu no sábado, o restante (4) no domingo. A mim foi impossível assistir a todas.
  • Na íntegra, assisti às conferências do Padre José Ricardo, do Deputado Estadual Márcio Pacheco, do Sr. Pedro Affonseca, presidente do Centro Dom Bosco, do Padre Gabriel Vila Verde, dos Professores Marcos Boeira e Hermes Rodrigues Nery.
  • Assisti também uma boa parte da conferência do Sr. Lincoln e do Padre Victor Agustin.
  • Infelizmente, por conta do tempo, não pude assistir às conferências dos Senhores Rodrigo Muller, Lucas Lancaster, Padre Leverberg, William Carvalho e José Sepúlveda. Portanto, sobre estas cinco nada comentarei.
  • Nos bastidores, pude trocar algumas palavras com o Sr. Pedro Affonseca, com o qual bebemos um chopp, com o Sr. Álvaro e o anfitrião, o Sr. Ademir Halinski, que foi em tudo muito gentil conosco e que merece os parabéns pela organização do evento.
  • Revi alguns amigos lá, conheci muitos pessoalmente e fiz algumas amizades novas, o que, por si mesmo, já tornou o evento muito proveitoso. Infelizmente, para tanto, foi necessário sacrificar a audiência de algumas conferências. O tempo era curto, era preciso escolher entre pausar para conversar ou assistir a próxima.
  • Um ponto negativo, que prejudicou a interação com os palestrantes, foi não ter havido espaço para perguntas, nem – muitas vezes – uma pausa entre uma conferência e outra.
  • Havia muitos bons livros na livraria, contudo eles estavam o dobro do preço que encontramos em outros lugares. É compreensível, mas suponho que isso deve ter afetado um pouco as vendas.
  • Para sanar essa falta de diálogo com os palestrantes, gostaria de apresentar algumas de minhas notas e reflexões sobre as conferências que presenciei.

1.ª PALESTRA – CONFERÊNCIA DO PADRE JOSÉ RICARDO: “QUE VENHA A NÓS O VOSSO REINO EUCARÍSTICO” (tema inspirado em São Pedro Juliao Eymard, o célebre Apóstolo da Eucaristia).

  • Padre José Ricardo fez alusão à revolução litúrgica, que destronou Jesus Sacramentado das Igrejas, e à devastação da vida religiosa e monástica, na Europa e no mundo, protagonizada pela Cardeal João Braz de Aviz, falou também do combate que se fez contra a cruzada eucarística das crianças, tão incentivada antes do Concílio Vaticano II.
  • A solução ou parte indispensável da solução da crise seria ir aos sacrários abandonados e relegados a um lugar secundário nas igrejas modernas e visitá-los quantas vezes for possível, fazer crescer o fervor e caridade para com o Santíssimo Sacramento.
  • Em tempos de catacumbas, que parece ser o caminho para onde vamos, ao fim, só nos restará dobrar os joelhos e adorar a N. S. J. C. na Ss. Eucaristia.
  • OBSERVAÇÕES:
    1.º – A revolução litúrgica não mudou apenas a posição do tabernáculo nas Igrejas, mas mudou também a forma do Sacramento da Eucaristia e do Sacramento da Ordem, em face dessa revolução, existe realmente certeza de que Jesus ainda está nestes sacrários? O que nos ensina a Igreja, em sua teologia sacramental, sobre estas coisas?
    2.º – Como a Igreja pode ser guia segura da vida do homem aqui nesta terra, como diziam os Papas antigos e os manuais de teologia, se hoje a “Igreja” pós-conciliar trabalha ativamente para destruir institutos que promovem a perfeição cristã? Essa atitude não é idêntica àquela dos hereges protestantes, que, dentre suas primeiras “reformas”, esteve a destruição sistemática da vida monástica, em particular das ordens mendicantes?
    3.º – No tempo do retorno às catacumbas, isto é, no fim dos tempos, fala-se, segundo Cardeal Manning, Santo Afonso e muitos outros, que será interrompido o Sacrifício Perpétuo. Não seria a revolução litúrgica pós-Vaticano II um preparativo ou realização dessa profecia? Não seria esta a “abominação da desolação” de que fala Nosso Senhor e o Profeta Daniel?

SÃO JOÃO BOSCO RESPONDE AO CENTRO DOM BOSCO

Em nosso último vídeo, “São João Bosco responde ao Centro Dom Bosco sobre João XXII e a lição da história” (disponível aqui https://youtu.be/ggyW9lGxNO8), terminei a série que compara o ensinamento do CDB sobre os Papas com aquele de seu padroeiro. Para facilitar a consulta e confronto de citações, condensei tudo em um arquivo PDF, que pode ser facilmente baixado, impresso, lido e distribuído. Segue o link:

São João Bosco responde ao Centro Dom Bosco sobre João XXII e a lição da história

Para encerrar nossa breve comparação entre São João Bosco e o Centro Dom Bosco, cumpre falar sobre o último caso de papa que caiu ou, ao menos, apoiou o erro, segundo o assim-chamado “Catecismo Católico da Crise na Igreja”. Depois disso, veremos qual é a surpreendente lição que ambos tiram de toda essa controvérsia.

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A Semana Santa reformada sob Pio XII: Breve Exame Crítico do Padre Olivier Rioult

Este breve exame crítico não dirá nada além do suficiente para responder à seguinte questão:

«Estamos nós dispensados de celebrar a Semana Santa reformada sob o pontificado de Pio XII?»

A primeira resposta que nos vem à mente é negativa. Com efeito, ao pedido de numerosos liturgistas, Pio XII empreendeu a reforma da Semana Santa. E se, em 1951, a título de ensaio (ad experimentum), ele autorizou a celebração da Vigília Pascal durante a noite, em 1955, ao contrário, tornou-a obrigatória, bem como toda a reforma do rito.

Há, contudo, graves e sérias razões pelas quais podemos responder positivamente.

(RIOULT, Pe. Olivier. A Semana Santa Reformada sob Pio XII: Breve Exame Crítico. Juquitiba: Seminário São José, 2022).

OUTRAS REFERÊNCIAS:
A SEMANA SANTA DE 1955, PREPARAÇÃO E PRINCÍPIO DA MISSA NOVA, E O LEGADO DE PIO XII:
https://controversiacatolica.com/2021/04/01/a-semana-santa-de-1955-preparacao-e-principio-da-missa-nova-e-o-legado-de-pio-xii/

REJEITAR AS REFORMAS LITÚRGICAS DE PIO XII É ILÍCITO?
https://controversiacatolica.com/2019/11/15/rejeitar-as-reformas-liturgicas-de-pio-xii-e-ilicito/

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TRAINDO CRISTO CRUCIFICADO: A Oração de Sexta-Feira Santa pelos Judeus

A Igreja, na Sexta-Feira Santa, faz as Orações Solenes, uma série de petições a Deus por todos os homens, sem exceção, para que todos creiam e sirvam a Nosso Senhor Jesus Cristo, nem mesmo os judeus estão excluídos, porque eles também precisam de Cristo para salvar-se e, em seu caso, a ignorância é ainda menos justificada que a dos pagãos.

No entanto, os modernistas, em cumplicidade com a sinagoga, decidiram mudar a antiga e tradicional oração católica pelos judeus em uma que os confirma em sua infidelidade. Eles também criaram uma nova teologia sobre o judaísmo, a fim de apagar – se possível – a doutrina de Cristo, a qual, além de prejudicial aos judeus, prepara o caminho para a vinda do Anticristo.

REFERÊNCIAS
TRAINDO CRISTO CRUCIFICADO: A NOVA ORAÇÃO DE SEXTA-FEIRA SANTA PELOS JUDEUS: https://controversiacatolica.com/2017/04/13/traindo-cristo-crucificado-a-nova-oracao-de-sexta-feira-santa-pelos-judeus/

QUAL É A DOUTRINA CATÓLICA SOBRE OS JUDEUS? https://controversiacatolica.com/2018/06/02/qual-e-a-doutrina-catolica-sobre-os-judeu/

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