Quem realmente foi Dom Cláudio Frank Hummes

Deve-se ter compaixão das pessoas que deixam essa vida e evitar falar de seus defeitos, contudo é um escândalo tremendo ver tantas notas de “canonização” e reconhecimento à pessoa de Dom Cláudio Hummes, que são uma completa falsificação da realidade, posto que esse senhor foi um dos principais destruidores do catolicismo no Brasil. Além disso, se não se reprova a vida dele, tão louvada pelo mundo, o próprio caminho da verdade será blasfemado, porque se pode ter a impressão de que é possível a um cristão viver bem, e até “morrer bem”, enquanto professa um falso amor pelos pobres, muito diferente daquele que nos foi ensinado por Cristo e pela Igreja. Por essas razões, escrevi as seguintes linhas sobre quem realmente foi Dom Cláudio Hummes:

Dom Cláudio Frank Hummes (1934-2022), amigo de Lula e de Bergoglio, faleceu no dia 4 de julho deste ano e está sendo sepultado no dia de hoje. No auge da Teologia da Libertação, teve um papel destacado por se envolver, diretamente, com Frei Betto e outros, nas greves dos metalúrgicos. Ele é conhecido por ter ajudado a esconder Lula, então líder sindical, das autoridades públicas. Na prática, sua “opção preferencial pelos pobres” se traduzia na forma de apoio à greve e resistência ao governo, algo que dificilmente pode ser diferenciado do método bruto, para não dizer brutal, dos comunistas. Em vez de promover uma reforma moral na sociedade, como preconizada pelo Evangelho e como caberia a um bispo, deixou que a fé e os costumes se deteriorassem e, na verdade, seguiu, como pôde, as tendências mais vanguardistas da revolução social em curso. Como os rebeldes de ontem tinham conseguido chegar ao poder com a “redemocratização” do país, então a luta de classes deveria agora ser travada em termos de uma luta entre homem e mulher, homem e sodomita e, principalmente, homem e natureza. Dom Hummes, nos últimos anos, esteve muito interessado na Amazônia em particular e na ecologia em geral, cuja finalidade, para quem ainda não sabe, é roubar dos países a soberania sobre seus territórios – donde o conceito de internacional de “pan-amazônia” – e tirar dos particulares o direito e uso da propriedade. Morreu de câncer aos 87 anos, deixando um grande rastro de destruição atrás de si, como castigo pelos nossos pecados e advertência aos que seguem pelo seu caminho. Só posso desejar que tenha se convertido antes de ir ao encontro de Cristo, Justo Juiz. Que Deus tenha misericórdia de sua alma.

PREPARE-SE para o Congresso Sedevacantista 2022

Dom Rodrigo da Silva do Seminário São José dá as coordenadas para aqueles que conosco desejam prestigiar o 2.º Congresso Sedevacantista no Brasil, que será realizado na cidade de Curitiba/PR, entre os dias 12 e 15 de novembro deste Ano do Senhor de 2022.

Tema: 60 anos de Vaticano II – As origens do Movimento Tradicional e o que nos Espera.

Link de inscrição
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Número para envio dos comprovantes e outras informações
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Valores:

180 Reais – Para quem irá participar d o evento mas não dormir no local / valor por pessoa
300 Reais – 1 pessoa
500 reais – 2 pessoas (casal)
Famílias – valor a combinar

Crianças até 12 anos não pagam

Será possível dividir as inscrições em até as 5x.

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O TRISTE FIM DOS ABORTISTAS

Relato de uma parteira que presenciou o triste fim de uma mãe que abortou seus filhos, extraído da obra Entre Leito e Berço: Memórias de uma Parteira (Editora Vozes, 1948, pp. 235-240).

Entrava justamente no hospital a mulher do dono de um bar, quase desfalecida, com febre alta, delírio e forte hemorragia. “Deve ser negócio de mulher”, disse-me a Superiora. Naquele tempo, os estatutos da Congregação proibiam às freiras ocupar-se com estes casos.

Infelizmente era “negócio de mulher”, como, tantas vezes, ocorria naquele tempo. O estado geral da doente denunciava graves complicações: não era um aborto normal; a febre com aquela intensidade não vinha daí.

Reflito e procuro nos antecedentes alguma indicação. Marido e mulher vieram de longe, pouco tempo antes da guerra. Compraram um bar; depois, com a prosperidade da indústria de guerra, anexaram-lhe um cassino e mais tarde um cinema. Disseram-me que aí também, de vez em quando, apareciam revistas de péssimo gênero: eram só obscenidades grosseiras, dançarinas semi-nuas e outras coisas mais, destinadas à “cultura do povo”. Exibe-se ai tudo o que há de cínico e ordinário, em figuras, palavras e pessoas. Era esse o alimento da mocidade da guerra, que, muitas vezes, não tinha o que comer! É natural que o dono do bar ganhe muito dinheiro; ninguém sabe por que motivo não foi ele recrutado. Em voz baixa diz-se muita coisa. Fala-se de noites de orgia, com portas e janelas fechadas; de recantos e nichos onde a gente se pode recolher para não ser vista; de frequentadores assíduos, vindos de fora. Diz-se muita coisa e tudo o que se diz é mau.

Nunca vi a. mulher na nossa igreja, nem na sala de orações protestantes, nem na assembleia judaica, que se reúne, às vezes, numa das salas da escola. Devo prevenir o nosso vigário, o pastor ou o rabino? A doente não traz consigo nada que denote uma preocupação religiosa qualquer. Pó de arroz, “rouge” para os lábios, gotas para os olhos, lima para as unhas, pentinho, espelhinho… uma dúzia de coisas supérfluas! Um cartão com as palavras: “Higienista e massagista”; e em baixo escrito a lápis: sucessor do doutor Marx. Logo vi que tudo aquilo era suspeito…

Com um enorme coágulo de sangue negro sai o bracinho de uma criaça, concebida há cinco meses, mais ou menos.

“Irmã Superiora, faça o favor de preparar a sala de operações até que o médico chegue. Se ainda se puder fazer alguma coisa, será pela intervenção a ferro.”

Foi uma noite terrível, a mais terrível de minha vida, seguida de outras noites e dias tenebrosos. Eu quisera que estivessem aí presentes todos aqueles a quem o diabo sugere provocar um aborto. Uma parteira está habituada a muita coisa: aos gemidos e aos gritos, à angústia e ao sofrimento; ao sangue e ao terror. Lá onde outras mulheres, desde muito já teriam desmaiado ou fugido, deve-se ficar firme e fazer o trabalho em silêncio, com dureza, sê for preciso, como se não tivesse nas mãos um ente vivo, e no peito um coração que também palpita e sangra! Mas, eu não quisera assistir outra vez a um fim semelhante ao que teve essa mulher jovem de trinta anos!

O relógio do campanário deu as suas doze badaladas, naquela noite de verão, silenciosa e quente. O dia tinha sido abafado; todas as janelas estavam abertas para deixar entrar a frescura da noite. Os doentes, em geral, gostam de ouvir o bater das horas; mas aí a mulher se levanta… olha para a porta com terror indizível… o olhar desvairado torna-se cada vez maior… os cabelos se eriçam… de um arranco, tenta saltar da cama, do lado da janela aberta, para aí se atirar…”Fugir… fugir…” balbuciam os lábios descorados.

Um suor de angústia goteja-lhe na fronte. Com o maior esforço conseguimos segurá-la. Aí ela se encolhe em baixo da coberta, geme e dá gritos de pavor.

No entanto, lá não há coisa alguma, nada absolutamente, nem uma sombra, nem um raio de luz. A sala está em escuridão tranquilizadora. Se acendemos mais luzes, ela grita ainda mais, no seu tormento; se fazemos a escuridão quase completa, não se descreve o seu terror. Afinal recorro a uma injeção. Durante a guerra deram às enfermeiras muita liberdade a esse respeito. Não me sirvo disso de bom grado, mas não é possível, horas e horas, segurar a mulher em tal excitação. As nossas forças estão esgotadas. Não há meio de impedir as alucinações, não sabemos donde elas provém. A mulher não atende ao que lhe dizemos com brandura.

Fica prostrada algum tempo, com a cabeça no travesseiro, como se estivesse morta. Amarela corno cera, desfeita como uma septuagenária! Depois o terror vem vindo pouco a pouco e ela começa a falar…

“Agora… agora voltam outra vez… um depois do outro… um… dois… três… esse já está grande, quase um moço… quatro… cinco… esse ficou pequenino… seis… sete… oito… aquele cortou-se a cabeça, que ele agora segura nas mãos… nove… dez… a a esse cortaram as pernas, mas está se mexendo… foi partido pelo meio, todo ensangüentado… Onze… doze.., e agora só um braço… e só uma perna… Onde está a cabeça?… os outros membros?… Por que é que vocês não têm olhos?… onde estão os olhos?…” De repente, num movimento brusco, levanta a coberta e a comprime contra o rosto. “Não… não… não… vão-se embora… vão-se embora… vocês não têm o direito de viver…” e cai desfalecida.

Logo depois recomeça. “Estão ouvindo o que eles dizem? Escutem… ‘não podemos ver a luz eterna…. não podemos ver a luz eterna… dá-nos os teus olhos, mamãe!… tiraste os nossos olhos, dá- nos os teus, mamãe…’ não estão ouvindo?… aqui… acolá… um… dois… três…” e e outra vez a terrível contagem até treze.

Compreendo subitamente, e o coração me pára de susto. Impossível! é delírio de febre, são alucinações!

No entanto, essa ideia não me deixa mais. O final era exato: tinha saído até agora um braço e uma perna da criança, morta criminosamente no seio materno. Mas será a décima terceira?…

“Que vêm vocês agora… fazer aqui?… estão mortos… nunca viram… eu não tenho filhos… quem os mandou para aqui?… olhem… olhem… todos eles voltaram… um… dois… três… Estão ouvindo como gritam? estão ouvindo?… ‘Não podemos ter o sossego eterno… não podemos ter o sossego eterno… tu nos tiraste a paz… nos expatriaste… nos expulsaste do teu seio… roubaste o nosso sossego… dá-nos o repouso eterno…’ E os olhos… os temíveis olhos vazados!…” os dedos afilados da doente apontam a parede, contando outra vez: “dois… quatro… seis… vão-se embora… vão-se embora…” Estende as mãos num movimento de repulsa. Debate-se com violência. Defende-se de fantasmas invisíveis, que dela se acercam, e cai enfim desfalecida. Mas não encontra sossego. Daí a pouco, assalta-a novo pavor.

“Lá,.. lá… um… dois… três… treze… como são feios… ensanguentados… escalavrados… dilacerados… nus…” e todo seu corpo estremece de nojo… “Não me toquem… vão-se embora!… Vocês então não vêem nada?… não ouvem como eles gemem e se lamentam, como choram e gritam?… ah… agora, outra vez… ‘não temos a água do batismo para lavar nossas manchas… não temos o vestido da graça para cobrir nossa nudez… nem o vestido de festa para o banquete nupcial… estamos excluídos… com frio… com fome… dá-nos a luz… aquece-nos…’ Vocês não ouvem nada? aqui… acolá… além… um… dois… três…”

E de repente, num acesso de fúria, aos gritos: “Vão-se embora… vão-se embora… não me toquem… deixem-me partir… para longe… para longe…”

Empurra a Irmã para o lado. Por felicidade o médico chega. Num jorro de sangue é expelida a cabeça da criança. O diagnóstico é rápido: intervenção imediata.

“Está tudo preparado, diz a Superiora, já contávamos com isso.” Como o número de irmãs tivesse diminuído consideravelmente durante a guerra, visto como deviam servir também nos muitos hospitais de sangue, era eu, naquele tempo, chamada, diversas vezes, como ajudante de operações. Hoje foi também assim. Pelo que o médico viu, confirmou-se a minha suposição. A criança fôra partida aos pedaços, em consequência duma intervenção mecânica; o útero estava muito ferido. Havia uma peritonite incipiente e, além disso, uma hemorragia, que durante horas não foi possível estancar — provavelmente o fim seria amanhã.

Deu-se aviso ao marido, que ficou impassível, enquanto não soube que lhe seria feito imediatamente um processo. Então exasperou-se, vociferando contra os juristas, que não tinham outra coisa a fazer senão meter o nariz nos casamentos alheios, em vez de se ocuparem só com os seus. Enquanto ainda praguejava, começou a pobre mulher, meio adormecida pelo anestésico, a contar outra vez: “Lá vem de novo… todos eles… um… dois’.. três… quatro… cinco… seis… sete… oito…” O homem. fugiu numa disparada, como perseguido pelas Fúrias.

A pobre mulher gritou e gemeu três dias e três noites. Nem as doses mais fortes do narcótico puderam dar-lhe repouso completo, esquecimento prolongado. Via continuamente os seus treze filhos, trucidados no seio materno, correndo para ela, com lamentos, queixas e súplicas. Não voltava a si durante o tempo necessário para que se pudesse movê-la ao arrependimento, à reconciliação com Deus; nem era possível livrá-la daquele suplício horrível, inspirando-lhe confiança na bondade e misericórdia divina. E ela também não podia morrer, tão grande era o seu pavor da morte! As irmãs, os outros doentes e até o médico, diante daquele desespero, não sabiam o que fazer! O padre também nada conseguira.

Ao fim de quatro dias, recobrou completamente os sentidos; foi pelo menos o que nos pareceu. Mandamos chamar, outra vez, o Vigário e o marido. O Vigário veio e às suas primeiras palavras a mulher interrompeu dizendo: “São treze, sim. É inútil fazer-me perguntas…” e quando ele quis lhe falar’da misericórdia divina, ela retorquiu num supremo esforço: “Deixem-me ir embora… quero ir para o inferno… quero que o canalha me pague na eternidade…”

E ainda uma última palavra ao marido, que vinha entrando: “Canalha!” e expirou…

DECLARAÇÃO CATÓLICA SOBRE A VACÂNCIA DA SÉ APOSTÓLICA

DECLARAÇÃO CATÓLICA
SOBRE A VACÂNCIA DA SÉ APOSTÓLICA

Não reconheço os papas que realizaram e aderiram ao Concílio Vaticano II (1962-1965) como verdadeiros e legítimos, porque, na Igreja Católica Apostólica Romana, fundada sobre a rocha de Cristo e do Papado,¹ não tem o poder de Pedro, quem não confessa a fé de Pedro;² nem pode ser Vigário de Cristo, quem se revolta contra Cristo.³

Estou ciente de que estes pretensos papas – por palavras, atos e omissões – têm rejeitado o depósito da fé divina e apostólica, sob o disfarce de reforma e renovação, adotando e prescrevendo, para a ruína da fé e dos costumes no mundo inteiro, um discurso repleto de «profanas novidades de palavras»,⁴ uma doutrina social contrária ao Evangelho⁵ e uma noção de Igreja tão nova quanto blasfema, que não só faz das seitas heréticas e cismáticas partes da Igreja de Cristo,⁶ mas até permite ver as falsas religiões como instrumentos do Espírito Santo.⁷

Essas opiniões são abomináveis aos olhos de Deus, que jamais pode transigir com a mentira e com o mal, e por isso a Igreja, onde habita o espírito da verdade e santidade, condenou-as inúmeras vezes no passado,⁸ de modo que aqueles que hoje abraçam esses erros não estão com Cristo e sua Igreja, mas antes com o demônio, pai da mentira e homicida,⁹ e com aqueles falsos doutores de quem já advertia São Pedro, primeiro Vigário de Cristo, os quais, diz ele, «introduzirão heresias de perdição, e negarão aquele Senhor que os resgatou, trazendo sobre si mesmos apressada ruína e muitos seguirão as suas dissoluções, por quem será blasfemado o caminho da verdade»¹⁰

Portanto, eu, católico pela graça de Deus, julgando a árvore pelos seus frutos e guardando-me dos lobos que astutamente se vestem em pele de ovelha,¹¹ a fim de permanecer fiel a única verdadeira Igreja de Jesus Cristo, coluna e fundamento da verdade,¹² declaro meu total repúdio ao Concílio Vaticano II, aos pretensos papas conciliares e à falsa religião que eles representam.

Rogo a Deus que os que ainda viverem se convertam à fé de sempre e retornem à comunhão com a Igreja de Cristo, também suplico ao Senhor que se digne enviar um papa que condene todos esses erros lamentáveis e combata todos os males que hoje perturbam a Santa Igreja.

Dada em Guaramirim, 29 de junho de 2022,
Festa dos Bem-Aventurados Apóstolos São Pedro e São Paulo

Assinado,
Diogo Rafael Moreira
Católico Apostólico Romano pela graça de Deus

NOTAS

1 – Cf. Papa São Leão Magno, Sermo IV in Migne, Patrologia Latina, vol. 54 col. 150; Papa São Leão IX, In Terra Pax, c. 7 in Denzinger-Umberg, Enchiridion Symbolorum n. 351; Papa Pio IX, Alla Nobilissima Deputazione Cattolica di tutte nazioni…, 7 mar. 1873 in Pasquale de Franciscis, Discorsi… vol. 3: Discorso CCLIX p. 252; Mat. 7, 24-27; 16, 18; Atos 4, 11; 1 Cor. 10, 4.

2 – Cf. Papa Pelágio II, Ep. 1 Quod ad Dilectionern in Denzinger-Umberg op. cit. n. 246; Mat. 16, 16-19 segundo os Santos Padres in Cornélio a Lapide, Commentarii in Scripturam Sacram, Ed. Peagaud et Lesne, vol. VIII, ad locum; João Maldonado, Commentarii in quatuor evangelistas, Ed. Konrad Martin, vol. I ad locum e Belarmino, De Summo Pontifice, lib. I c. 10-12 in Opera Omnia, Ed. Louis Vivès, vol. I.

3 – Cf. Mat. 12, 30; Atos 1, 25; São Jerônimo, ad Mat. 26, 65 in Migne op. cit. vol. 26 col. 202.

4 – 1 Tim. 6, 20, cf. 2 Tim. 1, 13; Papa Pio IX, Eximiam Tuam, 15 jun. 1857 in Denzinger-Umberg op. cit. 1611. O desprezo pelas antigas fórmulas, o abandono da linguagem tradicional é o próprio «espírito» do Concílio Vaticano II. Cf. João XXIII, Discurso na solene abertura do Concílio Vaticano II, 11 out. 1962 in AAS 54, pp. 784-795; Discurso aos Cardeais, 23 dez. 1962 in AAS 55, pp. 43-45; Vaticano II, Decreto Unitatis Redintegratio n. 6, 21 nov. 1964; Paulo VI, Discurso na última sessão pública do Vaticano II, 7 dez. 1965 in AAS 58, pp. 51-59; João Paulo II, Ut Unum Sint, n. 42, 25 mai. 1995.

5 – Cf. Vaticano II: Declaração Dignitatis Humanae nn. 2, 4 e 9, 7 dez. 1965; Constituição Pastoral Gaudium et Spes passim, 7 dez. 1965; Paulo VI, Discurso na Organização das Nações Unidas, 4 out. 1965 in AAS 57, p. 877-885; João Paulo II, Centesimus Annus, n. 47, 1 mai. 1991; Catecismo n. 2108; Discursos à comunidade muçulmana e aos sequazes do Vodu em Viagem Apostólica ao Benin, Uganda e Sudão, 4 fev. 1993; Bento XVI, Ecclesia in Medio Oriente, n. 26, 14 set. 2012; Francisco, Evangelii Gaudium, n. 255, 24 nov. 2013.

6 – Cf. Vaticano II: Constituição Dogmática Lumen Gentium n. 8, 21 nov. 1964; Decreto Unitatis Redintegratio n. 3, 21 nov. 1964; João Paulo II, Catecismo 819, Carta aos Bispos sobre alguns aspectos da Igreja entendida como Comunhão, 28 mai. 1992; Declaração Dominus Iesus, 6 ago. 2000; cuja consequência prática é o falso ecumenismo: Vaticano II: Decreto Unitatis Redintegratio n. 8; Decreto Ad Gentes n. 29, 7 dez. 1965; João Paulo II, Discurso por ocasião do 450º Aniversário da Confessio Augustana, 25 jun. 1980; Alocução aos representantes de diferentes religiões e tradições culturais em Nova Deli, n. 7, 2 fev. 1986; Ut Unum Sint, passim, 25 mai. 1995; Alocução aos membros de uma delegação ecumênica, 19 jan. 2004; Bento XVI, Discurso em encontro ecumênico no Palácio Episcopal de Colônia, 19 ago. 2005; Carta aos bispos a respeito da remissão da excomunhão aos quatro bispos consagrados pelo Arcebispo Lefebvre, 10 mar. 2010; Francisco, Evangelii Gaudium, n. 246, 24 nov. 2013; Alocução a seminaristas, religiosos e fiéis da Geórgia, 1 out. 2016; Discurso no Encontro Ecumênico em Malmö, 31 out. 2016.

7 – Cf. Vaticano II: Declaração Nostra Aetate passim, 28 out. 1965; Paulo VI, Evangelii Nuntiandi, n. 53, 8 dez. 1975; João Paulo II, Discurso pelo Dia Mundial de Oração pela Paz, 27 out. 1986; Catecismo n. 843; Audiência de 9 set. 1998; Bento XVI, Verbum Domini, n. 119, 30 set. 2010; Francisco, Documento sobre a Fraternidade Humana, 4 fev. 2019; Audiência de 2 fev. 2022.

8 – O Magistério de São Pedro a Pio XII é uma constante condenação do espírito e doutrina do Concílio Vaticano II, eis apenas alguns documentos compostos diretamente contra os erros modernos: Papa Pio VI, Auctorem Fidei contra os erros do Sínodo de Pistoia, 28 ago. 1794; Gregório XVI, Mirari Vos contra o indiferentismo, 16 ago. 1832; Quanta Cura contra o liberalismo, socialismo e comunismo com o Syllabus dos Erros Modernos, 8 dez. 1864; Leão XIII, Humanum Genus contra a maçonaria. 20 abr. 1884; Immortale Dei sobre a Igreja e o Estado, 1 nov. 1885; Libertas Praestantissimum contra o liberalismo, 20 jun. 1888; Satis Cognitum contra falsas noções de unidade da Igreja, 29 jun. 1896; Testem Benevolentiae contra o americanismo, 22 jan. 1899; São Pio X, Decreto Lamentabili, 3 jul. 1907 e Encíclica Pascendi Dominici Gregis, 8 set. 1907, ambos documentos contra o modernismo; Pio XI, Quas Primas sobre a realeza social de Jesus Cristo contra o liberalismo, 11 dez. 1925; Mortalium Animos contra o ecumenismo, 6 jan. 1928; Divini Redemptoris contra o comunismo, 19 mar. 1937; Pio XII, Mystici Corporis contra falsas noções de Igreja, 29 jun. 1943; Humani Generis contra vários erros da Nova Teologia, 12 ago. 1950. Excertos destes documentos podem ser encontrados em Denzinger-Umberg op. cit. a partir do n. 1501.

9 – João 8, 44.

10 – 2 Ped. 2, 1-2, αἱρέσεις ἀπωλείας (airéseis apoleías), literalmente heresias de perdição, conforme o grego.

11 – Mat. 7, 15-16.

12 – 1 Tim. 3, 15. Apoiar-se sempre na Igreja, onde se acha a verdade sem mancha de erro, não em si mesmo, nem nas novidades e sistemas alheios, ao contrário do que propõe o Vaticano II, cf. Gregório XVI, Singulari Nos, 25 jun. 1834, Denzinger-Umberg op. cit. 1617.

O MITO DO PAPA PAGÃO: URBANO VIII, CAMPANELLA E ASTROLOGIA

Confira artigo na íntegra em PDF: https://controversiacatolica.files.wordpress.com/2022/06/o-mito-do-papa-pagao-urbano-viii-campanella-e-astrologia.pdf

Em seu vídeo «O Papa Pagão: Ocultismo no Mundo Moderno», uma moça chamada Débora G. Barbosa afirma que o Papa Urbano VIII, com a ajuda do frade dominicano Tommaso Campanella, esteve envolvido em um ritual de magia negra, um ritual pagão, que tinha em vista salvar o papa da influência maléfica de um eclipse.

De onde ela tirou essa história? Parece que a ideia veio, em grande parte, do oitavo capítulo da obra «Power and Religion in Baroque Rome: Barberini Cultural Policies» [Poder e Religião na Roma Barroca: As Políticas Culturais de Barberini] escrita pelo professor holandês Peter Rietbergen.

Depois de lê-lo e confrontá-lo com outros estudos, e após ter assistido com cuidado e refletido sobre o vídeo publicado pela Sra. Débora, gostaria de explicar o que realmente pode ter acontecido com o Papa Urbano VIII e Campanella, ao mesmo tempo que corrijo o que há de errado ou exagerado no vídeo dela.

Resposta ao Bispo Modernista de Bragança do Pará

No dia primeiro de junho, um fato extraordinário aconteceu na aparentemente pacata diocese de Bragança do Pará. Em carta às comunidades locais, Dom Jesus Maria Cizaurre Berdonces, o bispo modernista da região, alerta para algumas «ideias estranhas» sobre o Concílio Vaticano II e o «nosso Papa Francisco», ali divulgadas, diz ele, pelo Sr. Cardoso. No mesmo ato, ele condena tais ideias como «contrárias à fé Católica» e censura o mesmo Sr. Cardoso. Semelhante medida, chamou a atenção de muita gente e, para que toda verdade seja dita, convém mostrar o outro lado da história. Eis então a resposta do Sr. Cardoso, fundador da Comunidade Missionários da Misericórdia, à missiva de Dom Jesus, com alguns comentários nossos a partir do que sabemos sobre ele e seus pares modernistas.

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REFERÊNCIAS
DIOCESE DE BRAGANÇA DO PARÁ. Diocese de Bragança do Pará publica nota de repúdio: https://novo.diocesedebragancapa.org.br/index.php/noticias/noticias-da-diocese/1572-diocese-de-braganca-do-para-publica-nota-de-repudio

CEBS DO BRASIL. Carta ao Povo de Deus: https://cebsdobrasil.com.br/carta-dos-bispos-ao-povo-de-deus/

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O Catolicismo de Cássia Kis

Há coisas dignas de aplauso, e outras de censura, no impacto que a declaração da atriz Cássia Kis, feita recentemente, produziu nos meios católicos. De modo particular, quando o assunto foi Missa Tridentina e família numerosa, parece que o júbilo de uns, era o mal-estar de outros. De onde vem essa diferença entre católicos? Eis o que tentarei responder nesse vídeo.

REFERÊNCIAS
CEKADA, Rev. Pe. Anthony. Obra de Mãos Humanas. Juquitiba: Seminário São José, 2020.

Declaração de “O CATEQUISTA” em “Liga da Justiça Católico”: https://www.facebook.com/ligadajusticacatolico/posts/541159527671856

VATICANO II, CONSTITUIÇÃO PASTORAL GAUDIUM ET SPES SOBRE A IGREJA NO MUNDO ACTUAL https://www.vatican.va/archive/hist_councils/ii_vatican_council/documents/vat-ii_const_19651207_gaudium-et-spes_po.html

DISCURSO DEL SANTO PADRE FRANCISCO A LOS PROFESORES Y ESTUDIANTES DEL PONTIFICIO INSTITUTO LITÚRGICO Sala del Consistorio Sábado, 7 de mayo de 2022 https://www.vatican.va/content/francesco/es/speeches/2022/may/documents/20220507-pont-istituto-liturgico.html

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Escrúpulos do Padre Leandro Neves – Palmar de Troya & Bispos Thuc

Eis uma resposta ao juízo sumário, para não dizer temerário, do Padre Leandro Neves contra todos os sacerdotes sedevacantistas da linhagem Thuc. Em poucos minutos, ele os associa com a seita do Palmar de Troya, põe um ponto de interrogação na validade de suas ordenações e, enfim, considera-os indignos profanadores do sacerdócio.

O único homem e a única obra que presta, que ele reconhece como a salvação do sacerdócio, é Dom Marcel Lefebvre e a Fraternidade Sacerdotal São Pio X. Será então, de grande proveito, neste contexto, examinar a relação que há entre Dom Lefebvre e a sua obra, de um lado, e a Igreja Palmariana, a validade dos Bispos Thuc e a sagração de bispos jovens, do outro.

Veremos assim, claramente, que os escrúpulos do Padre Leandro Neves servem apenas para cultivar uma atitude inescrupulosamente descaridosa, nele e naqueles que o seguem, para com os seus colegas no sacerdócio tradicional e os demais fiéis sedevacantistas, pondo Cristo contra Cristo, e privando a muitos da comunhão com aqueles que, seguindo os ensinamentos da Igreja nas questões em controvérsia, não podem concordar com os preconceitos e calúnias dirigidos contra Monsenhor Thuc e os bispos de sua linhagem episcopal.

PRINCIPAIS REFERÊNCIAS

DERKSEN, Mario. An Open Letter to Bishop Clarence Kelly on the “Thuc Bishops” and the Errors in The Sacred and the Profane. http://www.thucbishops.com/Open_Letter_to_%20Bp_Kelly_FULL.pdf

Todo material em http://www.thucbishops.com/

CEKADA, Rev. Pe. Anthony. The Validity of the Thuc Consecrations (1992). http://www.traditionalmass.org/articles/article.php?id=60#_ednref1

CONTROVÉRSIA CATÓLICA. Sucessão Apostólica depois do Concílio Vaticano II. https://controversiacatolica.com/2017/06/15/a-sucessao-apostolica-depois-do-concilio-vaticano-ii

LUNDBERG, Magnus. A Pope of Their Own: El Palmar de Troya and the Palmarian Church. Uppsala: Uppsala University, Department of Theology, 2017, p. 68. https://www.diva-portal.org/smash/get/diva2:1098857/FULLTEXT02

Revista EINSICHT Online. The Autobiography of Mgr. Ngô-dinh-Thuc – Part 4. http://www.einsicht-aktuell.de/index.php?svar=2&ausgabe_id=180&artikel_id=1923

WILLIAMSON, D. Richard. Bp. Williamson on the validity of Bp. Dolan’s consecration. http://www.traditionalmass.org/articles/article.php?id=51&catname=13

Declaração dos modernistas sobre as Sagrações de Dom Thuc. https://www.vatican.va/roman_curia/congregations/cfaith/documents/rc_con_cfaith_doc_19830312_poenae-canonicae_po.html

Monsenhor Fellay, FSSPX, sagrado bispo aos 30 anos: https://en.wikipedia.org/wiki/Bernard_Fellay

Dom Vital, bispo aos 27 anos: https://en.wikipedia.org/wiki/Vital_Maria_Gon%C3%A7alves_de_Oliveira

CATHOLIC ENCYCLOPEDIA. St. Gregory of Neocaesarea. https://www.newadvent.org/cathen/07015a.htm

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Próximos Eventos em Santa Gertrudes

(Se Deus quiser, tanto a ordenação dos quatro diáconos, quanto à sagração do sucessor de Dom Dolan, ambas realizadas por Sua Excelência Reverendíssima Dom Rodrigo da Silva, serão transmitidas pelo Controvérsia Católica.)

Caros fiéis,

Gostaria estender minha gratidão a todos vocês, que ajudaram, de alguma forma, nesta última semana. Vossa caridade me edificou muito.

Como sabem, há muita coisa acontecendo por esses dias. Acabamos de sepultar nosso querido bispo, e agora aguardamos, com alegria, a ordenação sacerdotal de nossos quatro seminaristas, na quarta-feira, 11 de maio, às 10h.

Agora vocês devem estar se perguntando o que faremos para o futuro. Monsenhor Dolan deixou seus planos por escrito, em caso de algo acontecer com ele. Além disso, deu a conhecer, verbalmente, os seus desejos a Monsenhor Rodrigo da Silva. Assim, informo-vos que o seu desejo era que eu fosse sagrado bispo, garantindo assim a continuação do apostolado internacional de Santa Gertrudes, a Grande. Ele também expressou seu desejo de que esta sagração ocorresse o mais rápido possível.

A minha sagração episcopal está marcada para as 10h de quarta-feira, 18 de maio, pelo Revmo. Dom Rodrigo da Silva.

Por favor, rezem por mim e por todo o clero de Santa Gertrudes, a Grande, enquanto avançamos para cuidar das necessidades das almas próximas e distantes.

Vosso em Cristo,
Pe. Charles J. McGuire

A bela história de Joseph Murphy sobre a compaixão de Monsenhor Daniel Dolan

Carta enviada por um presidiário, no corredor da morte, sobre sua experiência com Monsenhor Daniel Dolan.

A HISTÓRIA DE REV. DANIEL DOLAN & JOSEPH MURPHY

Nos últimos meses de 1993, perdi meu último apelo ao tribunal estadual, na Suprema Corte de Ohio. A corte fixou uma data, para minha execução na cadeira elétrica. Estava no corredor da morte há 6 anos já, esperando para morrer, passando pela maior crise de todos os tempos. Sempre pensei que eu fosse normal, mas, conforme meu julgamento no tribunal ia avançando, percebi que nada era normal em mim.

Neste momento da vida, com a perda do meu apelo estadual, tudo o que eu queria era morrer. E eu não queria que o estado me matasse, então eu sabia que deveria guardar todas as minhas pílulas para asma, e acabar, eu mesmo, com a minha vida. Após 90 dias, guardando-as, estava pronto para morrer. Mas alguma coisa, no fundo da minha mente, pedia para eu descobrir se Deus existe realmente e, se sim, talvez Ele me ajudaria. Então, como eu deveria provar se Deus existe? Eu não sabia, afinal, eu tinha 27 anos, com a mentalidade de uma criança de 9. Mas eu sabia que queria dar a Deus uma verdadeira chance de provar que Ele existia. Então eu tinha uma Bíblia, que era dada a todos os presos no corredor da morte, eu a coloquei no meu colo e fiz a minha primeira oração. “DEUS, SE O SENHOR EXISTE, PROVE PARA MIM AGORA E EU SEREI SEU”.

Comecei a ler a Bíblia e a tentar encontrar uma maneira de provar que Ele existe. E enquanto eu estava lendo, deparei-me com a história em Lucas sobre Jesus e Seus discípulos. Jesus foi condenado à morte. E agora Seus discípulos estavam caminhando para uma pequena cidade. Eu me pergunto, como então os homens se sentiam? Perder seu bom amigo e agora ter que seguir sozinhos? Eu pensei que eles poderiam sentir o que eu sinto agora. Muito sozinho, perdido, indesejado e não amado. Senti a escuridão ao meu redor. Peguei uma caneta e papel, em mãos, e escrevi a história, para que – depois que me matasse – as pessoas pudessem ver, e juntando dois e dois, saber como me sentia e por que tirei minha própria vida. Voltei a ler a Bíblia e agora um transeunte dizia aos discípulos que Jesus estava vivo. E do nada eu fui tomado por emoções sinceras e clamei gritando: “Ele está vivo, ele existe!”, “Ele está vivo, ele existe!” e as lágrimas escorriam pelo meu rosto quando eu sabia que Deus tinha respondido minha oração e provado que Ele existia. Os outros presos no corredor da morte pensaram que eu estava louco, então começaram a bater nas grades da prisão, com um copo de lata, e gritaram aos policiais, para que viessem me socorrer. Os policiais vieram correndo e me perguntam o que estava acontecendo. Estava eu no fundo da minha cela, de joelhos, gritando: “Ele existe, ele está vivo”, então os policiais me pediram para ir até a porta, para que eles pudessem falar comigo. Eles me pedem para contar o que estava acontecendo e eu contei TUDO, e até lhes dei as pílulas. E eles me perguntam como Deus provou que Ele existia. Eu disse a eles que estava lendo a Bíblia e, depois de ler a história de Lucas, eu queria escrevê-la, para que as pessoas soubessem que eu morri como um homem cheio de mágoa, como os discípulos de Jesus, quando eles estavam caminhando para a cidade. E foi aí que Deus provou que Ele existia. A maioria dos oficiais voltou para o escritório, mas um continuou perguntando: “Como isso provava alguma coisa?” Então mostrei-lhe as anotações que escrevera. Depois, peguei meus papéis do processo, onde doutores e profissionais de saúde mental diziam a corte que eu nunca fui à escola, que não podia ler, nem escrever e que, por causa da minha infância, eu nunca tive a chance de crescer, e tinha a mente de uma criança de 9 anos. E eu estava lendo os documentos para ele. E disse: “Então você vê, Deus provou que existe, dando-me o dom de ler e escrever Sua palavra”.

O oficial disse: “Obrigado Murphy”, e eu disse “Obrigado por quê?” Ele me respondeu que sua esposa sempre dissera que, um dia, Jesus visitará o corredor da morte, e salvará alguém. Então ele agradeceu, porque, disse ele, “agora posso ir para casa e dizer à minha esposa que hoje Jesus estava no corredor da morte”. Ele rezou comigo e depois voltou ao trabalho.

Mas eu queria manter minha parte do acordo, então agora queria me entregar a Deus e ser Dele. Eu precisava entrar em contato e pedir ajuda para fazer isso, mas não tinha dinheiro, então comecei a dar minhas bandejas de comida todos os dias por um selo. E eu assistiria TV com as legendas me ensinando a ler e escrever, ouvindo as palavras e vendo como elas se parecem. Depois de ter o que precisava, escrevi 31 cartas para 31 igrejas em Ohio. Peguei os endereços no jornal de domingo e os enviei pelo correio. Eu estava no meu pior momento e estava quebrado e sozinho, e o mundo queria que eu fosse morto. Mas agora, enviando cartas, agora tinha esperança. Uma semana se passou, e ninguém me escreveu de volta, um mês se passou e ninguém me escreveu. Então eu sabia que tinha que descobrir como ser um filho de Deus sozinho, e tentei todos os dias. Então, um dia, o oficial estava me levando de volta à minha cela, após o recreio. Quando ele tirou as algemas das minhas mãos, vi uma carta na minha cama. Eu peguei e entreguei a ele, dizendo que havia recebido a correspondência de alguém. Ele olhou e devolveu dizendo: “é para você”. Um grande sorriso surgiu em meu rosto e olhei para a carta: “Para Joseph Murphy do Rev. D. L. Dolan”. Eu continuei olhando para ela e cheirava tão bem. Abri a carta para ler o que ele tinha a dizer.

Foi quando um grande homem santo entrou em minha vida e cuidou das necessidades de minha alma e me deu o amor e a compaixão de um pai, quando todo o mundo me abandonou. O bispo Daniel L. Dolan me resgatou.

“Caro Sr. Joseph Murphy, Meu nome é Padre Daniel L. Dolan e sou padre em SANTA GERTRUDES, A GRANDE, IGREJA CATÓLICA ROMANA. Eu estava fora do país, quando cheguei em casa, encontrei a sua carta. Ficarei muito feliz em ajudá-lo a se tornar um filho de Deus. Vou enviar uma freira para visitá-lo e ensiná-lo a fé católica. Quando ela disser que você está pronto, vou visitá-lo e fazer seu batismo e primeira comunhão, e você estará no caminho certo para estar no exército de Deus.” Chorei depois de ler a carta, foi a primeira carta que recebi pelo correio. Segurei-a e, com pensamentos de em breve ser filho de Deus, adormeci. No dia seguinte, fui chamado para uma visita. Entro na sala de visitas, e ponho-me à espera da Irmã Mary. Ela entra e todos param de falar para olhar para ela, ela estava toda de preto e tinha uma cruz pendurada em um colar de contas. Ela sorriu para mim e se sentou. Tivemos uma boa visita e ela me ensinou a fazer o sinal da cruz. E ela me ensinou uma música, “Jesus, Jesus, venha a mim” e sua voz ressoava pelos corredores e através da prisão, era tão doce. Ela me disse que me enviaria coisas para estudar, e que o Padre Dolan disse que se eu precisasse de algo, como comida ou roupas, ele conseguirá para mim. Nas semanas seguintes, ela me ensinou a rezar o Rosário. Foi tão incrível como o mundo desistiu de mim e me queria morto e ninguém me ajudava a conhecer Deus, até que esse padre muito bom me acolheu. O tempo estava passando tão devagar e eu não achava que conseguiria isto.

Então eu rezei: “Querido Deus, se você fizer isso acontecer para mim, para que eu possa ser seu filho, eu vou rezar o Santo Rosário 4 vezes ao dia às 9h-13h-17h-21h, pelo resto da minha vida”. Demorou cerca de um ano, mas eu estava pronto e o Padre Dolan marcou uma visita para fazer meu Batismo e minha Primeira Comunhão. Ele entrou com um sorriso e disse: “Hoje é seu novo aniversário Joseph, porque, hoje, você nasceu como filho de Deus”. Então me ajoelhei e rezei, enquanto ele fazia o que tinha que fazer. E então nos pusemos a rezar por um longo tempo. O Padre Dolan me disse que agora enviará um padre para me visitar todos os meses, para me trazer Nosso Senhor e rezar comigo. E logo o Padre Collins estava me visitando desde Jacksonville, Flórida. E mantive minha palavra, até hoje rezo o Santo Rosário a cada 4 horas, 4 vezes ao dia.

Padre Dolan falou às pessoas sobre mim e começaram a me escrever de todo o mundo. Eu cobria minhas paredes com cartões de Natal que recebi. Recebia visitas de pessoas que eu não conhecia. As pessoas me mandavam comida e, pela primeira vez na minha vida, eu me sentia amado. Tudo porque o padre era tão compassivo.

Padre Dolan me escrevia toda semana. Ele estava cuidando da minha alma e certificando-se de que estava agindo bem. Ele sabia que eu tinha uma vida ruim, mas ele me amava mesmo assim. Ele fez um homem me escrever, cujo nome era Jack Heath, e depois que o Sr. Heath me conheceu, depois de muitas visitas, ele começou a me enviar $ 100 dólares por mês, para comida e necessidades. Isso me fez sentir bem, por ter o que eu precisava e não sentir fome. Ele se tornou um bom amigo. Mas, infelizmente, teve câncer. Eu falava com ele, ao telefone, e ele me falava para dizer: “Oh meu Deus, eu te amo”, de novo e de novo. Após a ligação, ele foi dormir e morreu em sua cadeira. A esposa dele me disse que Jack queria que eu ficasse com o seu carro, para fazer o que eu quisesse. Eu contei isso ao Padre Dolan e ele me disse que eu precisava passar as bênçãos adiante, e ele confiava em mim para fazer o bem. Então, conheci uma família que veio me visitar, que contava com 14 filhos. Então liguei para o Padre Collins e pedi que ele informasse essa família que tinha um belo carro para eles, um presente inteiramente grátis.

Padre Dolan havia se tornado bispo e eu estava muito feliz por ele. Após a morte do Sr. Heath, o Bispo Dolan começou a me enviar $ 75 dólares por mês, para comida e outras necessidades, e $ 150 dólares no Natal e aniversários. Ele já tem feito isso por muitos anos. Era achegada então a hora de ser executado, e todos me disseram para ir em paz e estar com Deus. Mas, algumas pessoas, junto de Monsenhor Dolan, queriam lutar. Ele sabia que eu tenho um bom coração e que eu seria melhor na prisão, ajudando os presos que não conhecem a Deus. E ele disse que sou um pescador de almas. Então ele escreveu ao governador de Ohio, junto com algumas outras pessoas, pedindo que ele NÃO me matasse, tudo que eu precisava era ser amado, e agora eu era, e não deveria ser morto. Aqui estou, 11 anos depois, e ainda ajudando os presos a conhecer a Deus. Comecei a fazer um boletim informativo sobre o corredor da morte, com a ajuda e o apoio de Monsenhor Dolan, e continuo fazendo isso até hoje. Mas agora, que ele se foi, não sei o que se seguirá para mim. Mas sei que Monsenhor Dolan foi um grande homem. Ele viu que eu estava em crise o tempo todo e me puxou para fora da escuridão. Ele viu o bem em mim e me ensinou a ser o meu melhor e nunca me sentir sozinho, porque não estava. Ele sempre se dirigia a mim como “Meu Querido Filho” e eu sempre o chamava de “Papai”, porque ele era como um pai para mim. Mas ele era mais que um pai, era um amigo.

Em seu último e-mail para mim, ele me disse que, pouco a pouco, ele estava ficando mais forte e que o calor da primavera e do sol o ajudava. Ele me colocou sob sua asa e foi muito bom para mim. E tenho certeza que todo mundo tem uma história como a minha. Ele me diria hoje, se estivesse aqui: “Meu Querido Filho, siga em frente e vá com Deus, faça o que você faz de melhor, e você ficará bem. Não há tempo para lágrimas ou tristeza. Seja forte meu querido filho”.

Foi difícil e doloroso escrever essas coisas, mas um amigo me pediu para fazê-lo e eu sei que era isso que Monsenhor Dolan também queria de mim. Sentirei muita falta dele e ele pode me ajudar muito mais agora, porque está com a Sagrada Família. Ele esteve em todo o mundo fazendo a vontade de Deus e agora pode descansar em paz, e podemos seguir em frente, sabendo que conhecemos um dos maiores homens santos do mundo. Às vezes, conversávamos em e-mails sobre essas coisas, e ele dizia que sua igreja é a única que respondeu à minha carta, porque Deus queria ter certeza de que eu pertencia à única fé e Igreja verdadeira.

Reverendíssimo Monsenhor Daniel L. Dolan
28 de maio de 1951 —- 26 de abril de 2022
Descanse em paz, Papai. Vou rezar para sempre por sua alma.
Joseph Dimas Murphy