O argumento dos frutos amargos do sedevacantismo

Ilustríssimo, eu compreendo a sua má impressão do sedevacantismo, mas ela não é justa. Ela é de fato uma análise superficial e preconceituosa. Dizer que não aprovemos a posição da FSSPX é uma coisa, mas dizer que tratamos com desdém e ingratidão a Monsenhor Lefebvre é uma mentira. Também é falso afirmar que dizemos que somos os únicos católicos do planeta Terra. O que dizemos é que a posição Reconhecer e Resistir da FSSPX é um erro teológico grave, certamente heretizante. Papas no passado, como Pio VI na Auctorem Fidei, qualificaram-na como temerária e injuriosa à Igreja de Deus e ao Espírito Santo. Ela não é, portanto, uma posição “prudente”, como dizem por aí, mas uma posição perigosa e reprovada pelo Magistério de sempre. Existe ainda o problema eclesiológico, isto é, a infalibilidade da Igreja como um todo, que é prejudicada pelo “reconhecimento” da seita modernista bastarda.

É basicamente esse o nosso ponto. E entenda bem isso aqui: não é que a posição de Belarmino seja a única que exista, mas é que ela é de fato a única capaz de reconciliar os fatos da apostasia com a obrigação de assentir ao Magistério da Igreja enquanto Magistério e o dogma da indefectibiidade da Igreja.

Eu sugiro que o senhor não procure respostas rápidas ao que eu acabei de dizer, mas procure entender melhor o nosso ponto, que parte do bom senso, do catecismo, de numerosos ensinamentos do Magistério e dos grandes teólogos. Como você há de perceber, o sedevacantismo não é essa coisa sem consistência e razão de ser que o senhor imagina. A verdade é bem outra. Não é assim e eu penso que já estamos em posição de exigir do senhor e seus amigos o devido respeito, o respeito que se deve a católicos militantes.

Quanto aos “frutos amargos do sedevacantismo”, eu poderia multiplicar frutos amargos da FSSPX também, mas isso não vem ao caso. Eu ainda poderia explicar historicamente o crescimento da FSSPX sem recorrer a superstições. Não o farei. O que eu farei aqui é indicar-lhe um pequeno vídeo de Padre Anthony Cekada, onde este responde ao recorrente argumento – muito usado por Dom Lourenço e outros – sobre os “frutos amargos” do sedevacantismo. Aqui está:

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