Exame crítico da III Liga Cristo Rei do Fórum Regional Sul – A conferência de Padre José Ricardo

  • Objetivo da III. Liga Cristo Rei – Fórum Regional Sul: Reunir apostolados católicos do sul do Brasil e países vizinhos, a fim de promover o reinado social de Nosso Senhor Jesus Cristo.
  • O anfitrião foi o senhor Ademir Halinski, presidente do Instituto Santo Atanásio, junto dele estiveram, na mesa de abertura do evento, o Padre José Ricardo, dos Servos da Eucaristia de Ponta Grossa, o Padre Hans Federico Leverberg, da Argentina, e o Sr. José Sepúlveda, português, ligado ao IPCO.
  • Ao longo dos discursos, enfatizou-se o caráter de ressurgimento do evento, que havia sido interrompido por dois anos em virtude da pandemia; bem como a importância de aproveitar a ocasião para fazer amizades e lutar em conjunto contra os erros do mundo moderno, tanto no no contexto religioso quanto no civil.
  • Houve 13 palestras no total, um número formidável para dois dias de conferências, a maior parte delas (9), ocorreu no sábado, o restante (4) no domingo. A mim foi impossível assistir a todas.
  • Na íntegra, assisti às conferências do Padre José Ricardo, do Deputado Estadual Márcio Pacheco, do Sr. Pedro Affonseca, presidente do Centro Dom Bosco, do Padre Gabriel Vila Verde, dos Professores Marcos Boeira e Hermes Rodrigues Nery.
  • Assisti também uma boa parte da conferência do Sr. Lincoln e do Padre Victor Agustin.
  • Infelizmente, por conta do tempo, não pude assistir às conferências dos Senhores Rodrigo Muller, Lucas Lancaster, Padre Leverberg, William Carvalho e José Sepúlveda. Portanto, sobre estas cinco nada comentarei.
  • Nos bastidores, pude trocar algumas palavras com o Sr. Pedro Affonseca, com o qual bebemos um chopp, com o Sr. Álvaro e o anfitrião, o Sr. Ademir Halinski, que foi em tudo muito gentil conosco e que merece os parabéns pela organização do evento.
  • Revi alguns amigos lá, conheci muitos pessoalmente e fiz algumas amizades novas, o que, por si mesmo, já tornou o evento muito proveitoso. Infelizmente, para tanto, foi necessário sacrificar a audiência de algumas conferências. O tempo era curto, era preciso escolher entre pausar para conversar ou assistir a próxima.
  • Um ponto negativo, que prejudicou a interação com os palestrantes, foi não ter havido espaço para perguntas, nem – muitas vezes – uma pausa entre uma conferência e outra.
  • Havia muitos bons livros na livraria, contudo eles estavam o dobro do preço que encontramos em outros lugares. É compreensível, mas suponho que isso deve ter afetado um pouco as vendas.
  • Para sanar essa falta de diálogo com os palestrantes, gostaria de apresentar algumas de minhas notas e reflexões sobre as conferências que presenciei.

1.ª PALESTRA – CONFERÊNCIA DO PADRE JOSÉ RICARDO: “QUE VENHA A NÓS O VOSSO REINO EUCARÍSTICO” (tema inspirado em São Pedro Juliao Eymard, o célebre Apóstolo da Eucaristia).

  • Padre José Ricardo fez alusão à revolução litúrgica, que destronou Jesus Sacramentado das Igrejas, e à devastação da vida religiosa e monástica, na Europa e no mundo, protagonizada pela Cardeal João Braz de Aviz, falou também do combate que se fez contra a cruzada eucarística das crianças, tão incentivada antes do Concílio Vaticano II.
  • A solução ou parte indispensável da solução da crise seria ir aos sacrários abandonados e relegados a um lugar secundário nas igrejas modernas e visitá-los quantas vezes for possível, fazer crescer o fervor e caridade para com o Santíssimo Sacramento.
  • Em tempos de catacumbas, que parece ser o caminho para onde vamos, ao fim, só nos restará dobrar os joelhos e adorar a N. S. J. C. na Ss. Eucaristia.
  • OBSERVAÇÕES:
    1.º – A revolução litúrgica não mudou apenas a posição do tabernáculo nas Igrejas, mas mudou também a forma do Sacramento da Eucaristia e do Sacramento da Ordem, em face dessa revolução, existe realmente certeza de que Jesus ainda está nestes sacrários? O que nos ensina a Igreja, em sua teologia sacramental, sobre estas coisas?
    2.º – Como a Igreja pode ser guia segura da vida do homem aqui nesta terra, como diziam os Papas antigos e os manuais de teologia, se hoje a “Igreja” pós-conciliar trabalha ativamente para destruir institutos que promovem a perfeição cristã? Essa atitude não é idêntica àquela dos hereges protestantes, que, dentre suas primeiras “reformas”, esteve a destruição sistemática da vida monástica, em particular das ordens mendicantes?
    3.º – No tempo do retorno às catacumbas, isto é, no fim dos tempos, fala-se, segundo Cardeal Manning, Santo Afonso e muitos outros, que será interrompido o Sacrifício Perpétuo. Não seria a revolução litúrgica pós-Vaticano II um preparativo ou realização dessa profecia? Não seria esta a “abominação da desolação” de que fala Nosso Senhor e o Profeta Daniel?

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