Comparação entre o Missal de São Pio X e o Missal de João XXIII

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O MISSAL DE SÃO PIO X E O MISSAL DE JOÃO XXIII COMPARADOS

Por Sua Excelência Reverendíssima Monsenhor Daniel L. Dolan
(Traditional Mass, 3 de outubro de 2004)

Missal de São Pio X Missal de João XXIII
1. Promulgado por um santo canonizado que condenou o modernismo e composto com a colaboração de sacerdotes absolutamente ortodoxos, tão sábios quanto piedosos.1. Promulgado por um papa que admitia que ele era suspeito de modernismo, o mesmo papa que convocou o Vaticano II para “consagrar o ecumenismo” e abrir as janelas da Igreja para a “renovação”. Composto sob a direção de Fernando Antonelli, que assinou o documento promulgando a Missa Nova, e sob a direção da Annibale Bugnini, o “Grande Arquiteto” da Missa Nova, modernista notório e suspeito de ser maçom.
2. Baseada em sólidos princípios católicos, que foram empregados muitas vezes pelos papas no passado. Esse Missal foi usado pela Igreja de 1914 até a ascensão do Movimento Litúrgico modernista na década de 50.2. Baseado nos princípios do “Movimento Litúrgico” modernista frequentemente condenado no passado pelos Romanos Pontífices, este Missal foi uma obra de transição. Conforme Padre Bugnini, ele foi um “compromisso” até que a liturgia pudesse ser “uma nova cidade em que o homem de nossa época possa viver e se sentir à vontade.” Ele foi usado somente por quatro anos.
3. “Não inovar nada. Contente-se com a tradição.” (Bento XIV)3. “É uma ponte que abre o caminho para um futuro promissor.” (Annibal Bugnini)
Orações ao pé do Altar
4. Ditas sempre.
Orações ao pé do Altar
4. Omitidas na (1) Purificação depois da Procissão; (2) Quarta-feira de Cinzas depois da distribuição das cinzas; (3) Sábado Santo, (4) Domingo de Ramos depois da Procissão, (5) os Quatro dias de Rogações depois da Procissão e (6) algumas outras Missas conforme as novas rubricas do Pontifical Romano.
A Coleta
5. Em dias de classe inferior, além da coleta do dia, as coletas de Nossa Senhora, Nossa Senhora e Todos os Santos, Contra os Perseguidores da Igreja, Pelo Papa ou Pelos fiéis defuntos etc. são recitadas.
A Coleta
5. Todas essas coletas são abolidas.
6. As comemorações da festa de um santo ou de um domingo de uma classe inferior são feitas de acordo com as rubricas. 6. As comemorações da festa de um santo ou de um domingo de uma classe inferior são ou abolidas ou estritamente reduzidas, de tal modo que em Domingos ordinários a maior parte das festas dos Santos desaparecem.
As Leituras das Têmporas
7. Sempre recitadas.
As Leituras das Têmporas
7. A maior parte das leituras são opcionais.
A Epístola
8. Sempre lida pelo celebrante na Missa Solene como especificamente mandado pelo Papa São Pio V.
A Epístola
8. O celebrante da Missa Solene se senta em um canto e apenas escuta, assim como se faz na Missa Nova.
A Sequência
9. O Dies Irae deve sempre ser cantado na Missa Solene de Requiem.
A Sequência
9. O Dies Irae em uma Missa Solene de Requiem diária é opcional.
O Evangelho
10. Sempre lido pelo celebrante na Missa Solene como especificamente mandado pelo Papa São Pio V.
O Evangelho
10. O celebrante na Missa Solene só escuta.
O Credo
11. Recitado em muitas festas conforme as rubricas.
O Credo
11. Suprimido em muitas festas (Doutores da Igreja, Santa Maria Madalena, os Anjos etc.)
O Cânon da Missa
12. Imutável desde o tempo do Papa São Gregório Magno.
O Cânon da Missa
12. O nome de São José é inserido; assim o Cânon já não é mais “a regra imutável” do culto.
A Comunhão do Povo
13. O Confiteor, o MIsereatur e o Indulgentiam sempre são ditos antes da Comunhão.
A Comunhão do Povo
13. Abolidos.
O Benedicamus Domino
14. Recitado no lugar do Ite Missa Est aos Domingos e dias feriais de Advento e Quaresma, Vigílias, Missas Votivas etc.
O Benedicamus Domino
14. Abolido, exceto quando há um procissão depois da Missa.
O Último Evangelho
15. Ou o princípio do Evangelho segundo São João ou o Último Evangelho próprio de uma festa encerra toda Missa.
O Último Evangelho
15. O Último Evangelho próprio é abolido com uma exceção. Nenhum Último Evangelho é recitado para (1) a Terceira Missa de Natal, (2) o Domingo de Ramos, (3) a Quinta-feira Santa, (4) o Sábado Santo, (5) qualquer Missa seguida de uma procissão, (6) Missas de Requiem seguidas da Absolução e (7) algumas outras Missas segundo as novas rubricas do Pontifical Romano.
Mudanças nas Festas
16.
Cátedra de São Pedro em Roma
Invenção da Santa Cruz
São João à Porta Latina
Aparição de São Miguel
São Leão II
São Anacleto
São Pedro Acorrentado
Invenção de Santo Estevão
Comemoração de São Vital
Santa Filomena (por indulto)
São José, Patrono da Igreja Universal
Circuncisão de Nosso Senhor
Cátedra de São Pedro em Antioquia
Santíssimo Rosário da Bem-Aventurada Virgem Maria
São Jorge
Nossa Senhora do Monte Carmelo
São Aleixo
Santos Cyriacus, Largus & Smaragdus
Impressão dos Estigmas de São Francisco
São Eustácio e seus Companheiros
Nossa Senhora das Mercês
São Tomás Becket
São Silvestre
Sete Dores de Nossa Senhora
Mudanças nas Festas
16.
Abolida
Abolida
Abolida
Abolida
Abolida
Abolida
Abolida
Abolida
Abolida
Abolida
Trocada pela de São José Operário
Trocada pela Oitava de Natal
Trocada pela Cátedra de São Pedro
Trocada por Nossa Senhora do Rosário
Rebaixada
Rebaixada
Rebaixada
Rebaixada
Rebaixada
Rebaixada
Rebaixada
Rebaixada
Rebaixada
Rebaixada
Rebaixada
Oitavas das Festas
17.
Epifania (século VII)
Corpus Christi (1294)
Ascensão (século VIII)
Sagrado Coração (1928)
Imaculada Conceição (1693)
Assunção (cerca de 850)
São João Batista (século VIII)
São Pedro e São Paulo (século VII)
Todos os Santos (cerca de 1480)
Natividade de Nossa Senhora (1245)
Santo Estevão (século VIII)
São João Evangelista (século VIII)
Santos Inocentes (século VIII)
Dedicação da Igreja (século VIII)
Oitavas das Festas
17.
Abolida
Abolida
Abolida
Abolida
Abolida
Abolida
Abolida
Abolida
Abolida
Abolida
Abolida
Abolida
Abolida
Abolida
Vigílias das Festas
18.
Epifania
São Matias
São Tiago
São Bartolomeu
São Mateus
Todos os Santos
Santo André
Imaculada Conceição
São Tomás
Vigílias das Festas
18.
Abolida
Abolida
Abolida
Abolida
Abolida
Abolida
Abolida
Abolida
Abolida
Rubricas Diversas
19. Três tons de voz são usados pelo celebrante: audível, secreta e audível somente para aqueles no Altar.
Rubricas Diversas
19. O terceiro tom de voz é abolido.
20. Quando o celebrante está ao lado da Epístola ou do Evangelho, ele sempre inclina a cabeça para a cruz no centro do Altar quando quer que ele menciona o Santo Nome.20. Abolida.
Ritos de Semana Santa
21. Contém os ritos de Semana Santa mandados por São Pio V.
Ritos de Semana Santa
21. Radicalmente alterados, de tal maneira que eles já não são os ritos de Semana Santa do Missal Tridentino. De fato, esses ritos apenas necessitaram passar por alguns retorques para se adequarem ao padrão da Missa Nova em 1969.

NOTAS FINAIS:

(1) A Comunhão do Povo: Alguns sacerdotes, que alegam aderir às mudanças de João XXIII com base na “autoridade papal”, no entanto, recusam-se a suprimir o Confiteor, o Misereatur e o Indulgentiam antes da Comunhão do Povo, como prescrito por João XXIII.

(2) O Último Evangelho: Padre Bugnini expressou o desejo “de muitos” de que a prática da recitação do Último Evangelho fosse drasticamente reduzida ou totalmente suprimida. Ele somente teria que esperar por alguns anos.

(3) Mudanças nas Festas: Note o preconceito modernista contra o Culto aos Santos e contra festas que se referem à prerrogativas papais ou aparições aprovadas pela Igreja. Durante a Quaresma, o Missal de João XXIII suprime a maioria das Missas dos Santos.


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2 comentários em “Comparação entre o Missal de São Pio X e o Missal de João XXIII

  1. Obrigado, não conhecia. O Motu Proprio promulgado pelo Papa Bento XVI acredito que permite apenas aos padres celebrar no rito de João XXIII é isso?

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