Referências Bibliográficas sobre Catolicismo e Modernismo: Guia para a Religião Verdadeira

Referências bibliográficas sobre catolicismo e modernismo, com o acréscimo de excertos das obras citadas. Este será o seu guia para a verdadeira religião nestes tempos de não pouca tribulação.

LEFEBVRE, Mons. Marcel. Carta Aberta aos Católicos Perplexos. Tradução de João Carlos Cabral de Mendonça. Niterói: Permanência, 2015.

“No concílio, foi o esquema sobre a liberdade religiosa que suscitou as mais acirradas discussões. Isso se explica facilmente pela influência que exerciam os liberais e pelo interesse que tinham nessa questão os inimigos hereditários da Igreja. Passaram-se vinte anos e é possível ver agora que nossos receios não eram exagerados quando este texto foi promulgado, sob a forma duma declaração que reunia noções opostas à Tradição e aos últimos papas. Tanto isso é verdadeiro que princípios falsos ou expressos de um modo ambíguo têm infalivelmente aplicações práticas reveladoras do erro cometido em adotá-los. Vou mostrar, por exemplo, como os ataques dirigidos contra o ensino católico na França pelo governo socialista são consequência lógica da nova definição dada à liberdade religiosa pelo Vaticano II… À Comissão Central preparatória do concílio, dois esquemas tinham sido apresentados, um pelo cardeal Bea, sob o título ‘Da liberdade religiosa’, o outro pelo cardeal Otaviani, sob o título ‘Da tolerância religiosa’. O primeiro se estendia por catorze páginas sem nenhuma referência ao magistério que o precedeu. O segundo compreendia sete páginas de texto e dezesseis páginas de referências, indo de Pio VI (1790) até João XXIII (1959).” (LEFEBVRE, 2015, p. 80s)

LEFEBVRE, Mons. Marcel. Do Liberalismo à Apostasia: A Tragédia Conciliar. Tradução de Idelfonso Albano Filho. 2 ed. Niterói: Permanência, 2013.

“Sob o nome sedutor de liberdade de culto, proclama-se a apostasia legal da sociedade.”

Leão XIII

Na encíclica Libertas, o papa Leão XIII passa em revista as novas liberdades proclamadas pelo liberalismo. Seguirei a sua exposição passo a passo.

“Para evidenciar melhor essas verdades, é conveniente considerar separadamente as diversas espécies de liberdades que se dão como conquistas de nossa época.”

A liberdade de cultos (ou liberdade de consciência e de cultos), é a primeira; ela é, como explica Leão XIII, reivindicada como uma liberdade moral da consciência individual e como uma liberdade social, um direito civil reconhecido pelo Estado.

“E primeiramente, a propósito dos indivíduos, examinemos essa liberdade tão contrária à virtude da religião, a liberdade de culto, como é chamada, liberdade que se baseia no princípio de que é lícito a cada qual professar a religião que mais lhe agrade, ou ou mesmo não professar nenhuma.”

“Mas, precisamente pelo contrário, sem dúvida alguma, entre todos os deveres do homem, o maior e mais santo é aquele que lhe ordena que renda a Deus um culto de piedade e de religião. E esse dever não é senão uma consequência do fato de estarmos perpetuamente sob a dependência de Deus, governados pela vontade e providência de Deus, e de que, saídos Dele, devemos voltar a Ele.”

Se realmente o indivíduo-rei é considerado a fonte dos seus próprios direitos, é lógico que ele atribua a sua consciência uma completa dependência em relação à Deus e à religião. Leão XIII considera então a liberdade religiosa enquanto direito civil.

“Encarada do ponto de vista social, essa mesma liberdade quer que o Estado não renda culto algum a Deus, ou que não autorize nenhum culto público, que nenhuma religião seja preferida a outra, e que todos sejam considerados como tendo os mesmos direitos, sem mesmo ter atenção para com o povo, até quando esse povo faz profissão de catolicismo.”

Se a sociedade não é nada mais do que uma coleção puramente convencional de indivíduos-rei, nada deve a Deus, e o Estado se considera livre de todos os deveres religiosos; isso é completamente falso, diz Leão XIII:

“Com efeito, não se pode pôr em dúvida que a reunião dos homens em sociedade seja obra da vontade de Deus; e isso, quer se considere em seus membros, quer na sua forma que é a autoridade, na sua causa, quer no número e na importância das vantagens que ela procura ao homem. Foi Deus que fez o homem para a sociedade e o uniu aos seus semelhantes, a fim de que as necessidades de sua natureza, às quais os seus esforços isolados não poderiam dar satisfação, possa encontrá-las na comunidade. Eis aí porque a sociedade civil como sociedade deve necessariamente reconhecer Deus como seu princípio e seu autor, e, por conseguinte, render ao seu poder e a sua autoridade a homenagem do seu culto. Nem segundo a justiça, nem segundo a razão o Estado pode ser ateu ou, o que viria a dar no ateísmo, estar animado a respeito de todas as religiões, como se diz, das mesmas disposições e conceder-lhes indiscriminadamente os mesmos direitos.”

(LEFEBVRE, 2013, p. 65s)

VEUILLOT, Louis. A Ilusão Liberal. Tradução de Luiz de Carvalho. Niterói: Permanência 2010.

“Devemos nos congregar em torno do Papa, seguir a passo firme seus conselhos inspirados, confirmar com ele as únicas verdades que salvarão as almas e o mundo; devemos nos abster de qualquer empresa que diminua em nós a força de sua palavra: ‘Quando o Papa proclama uma resolução pastoral, ninguém tem o direito de acrescentar ou cortar a menor das palavras: non addere, non minuere, é o que se afirma. Essa é a verdade eterna… Atualmente só aspiramos a um resultado, só trabalhamos para obtê-lo: lancemo-nos à obediência; ela nos dará a coerência da pedra, e sobre essa pedra, hanc petram, a verdade apoiará o seu pé vitorioso. (34)… 34. O autor não podia prever que um dia os Papas do Concílio Vaticano II seriam liberais. (N. do E.)'” (VEUILLOT, 2010, p. 84s)

WILTGEN S.V.D., Ralph. O Reno se lança no Tibre: O Concílio Desconhecido. Tradução de Jahir Brito de Souza. Niterói: Permanência, 2007.

DE MATTEI, Roberto. O Concílio Vaticano II: Uma história nunca escrita. Tradução de Maria José Figueiredo. Porto: Caminhos Romanos, 2012.

LIBANIO, João Batista. Concílio Vaticano II: Em busca de uma primeira compreensão. São Paulo: Loyola, 2005.

GAUDRON, Padre Mathias. Catecismo Católico da Crise na Igreja. Tradução de Leandro Calabrese. Niterói: Permanência, 2011.

CEKADA, Padre Anthony. Work of Human Hands: A Theological Critique of the Mass of Paul VI. West Chester: SCC Resources, 2010.

CEKADA, Padre Anthony. Traditionalists, Infallibility and the Pope. West Chester: SGG Resources, 2006.

IGREJA CATÓLICA. Documentos de Pio X e Bento XV. Tradução de Darci L. Marin. São Paulo: Paulus, 2002.

“O catolicismo, no que lhe é essencial, não pode admitir o mais ou o menos. ‘Essa é a fé católica; quem não crê fielmente e firmemente não poderá ser salvo”, ou se professa completamente, ou não se professa.” (BENTO XV, Ad Beatissimi, p. 309)

IGREJA CATÓLICA. Documentos de Leão XIII. Tradução de Honório Dalbosco e e Lourenço Costa. São Paulo: Paulus, 2005.

 

IGREJA CONCILIAR. Compêndio do Vaticano II: constituições, decretos, declarações. Petrópolis: Vozes, 1968.

IGREJA CATÓLICA. Catecismo Maior de São Pio X. Niterói: Permanência, 2009.

“De fato foi assim que Deus revelou a Religião a Adão e aos primeiros Patriarcas, os quais, sucedendo-se uns aos outros e vivendo juntos muitíssimo tempo, a podiam transmitir facilmente uns aos outros, até que Deus Nosso Senhor formou para si um povo que a guardasse até a vinda de Jesus Cristo, Nosso Salvador, Verbo de Deus encarnado, que não a aboliu, senão que a cumpriu, aperfeiçoou e confiou à custódia da Igreja, por todos os séculos.”

“Tudo isto pode ser demonstrado pela história da Religião, a qual, podemos dizer, se confunde com a história da humanidade. Donde é coisa manifesta que todas as que se proclamam religiões, fora da única verdadeira revelada por Deus, de que falamos, são invenções dos homens e desvios da Verdade, da qual algumas conservam uma parte, misturada porém com muitas mentiras e absurdos.”

“Quanto às seitas ou divisões que se fizeram da Igreja Católica, Apostólica, Romana, foram elas suscitadas e promovidas por homens presunçosos, que abandonaram o sentir da Igreja universal, para irem voluntária e obstinadamente atrás de algum erro próprio ou alheio contra a Fé, e são os hereges; ou então, homens orgulhosos e ávidos de mando, que tendo-se por mais iluminados que a Santa Igreja, lhe arrancam uma parte de seus filhos, dilacerando, contra a palavra de Jesus Cristo, a unidade católica, separando-se do Papa e do Episcopado a ele unido, e estes são os cismáticos.”

(Catecismo Maior de São Pio X, p. 99s)

DENZINGER, Heinrich; Hünermann, Peter (org.). Compêndio dos Símbolos, Definições e Declarações de Fé e Moral. São Paulo: Paulus-Loyola, 2010.

 

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