Escândalo Mundial ou Teoria da Conspiração? – Breve investigação sobre a origem do Coronavírus

Escândalo mundial para uns, teoria de conspiração para outros. O que pensar sobre as notícias que ultimamente se tem publicado sobre a origem do coronavírus? Será verdade que o Covid-19 tenha sido obra de mãos humanas? Será mesmo que o conhecimento sobre sua origem teria sido ocultado por Anthony Fauci, Peter Daszac e outros cientistas, aparentemente movidos por alguma mórbida ambição ou conflito de interesse?

Respondê-lo não é possível, se antes não procuramos trazer à lume, da maneira mais completa e imparcial, quais são as informações que tem estado em pauta na mídia internacional. Portanto, aqui me limitarei a apresentar algumas manchetes, de vários jornais do mundo, inclusive de posições antagônicas – uns sendo reconhecidamente de esquerda ou inclinados à geopolítica do oriente, outros reconhecidamente de direita ou inclinados à geopolítica do ocidente -, resumindo, da melhor forma possível, o que há de importante em cada matéria. Esse será o nosso ponto de partida.

Tal exercício não tem o intento de encerrar a questão, o que talvez nem seja possível no momento, mas apenas procura apresentar as informações relevantes que engendraram a questão ou, melhor dizendo, que fizeram com que a questão aparentemente resolvida da origem do Coronavírus, voltasse à pauta dos acadêmicos, políticos e jornalistas de todo o mundo. Sem esse conhecimento prévio, penso que não valeria a pena nem começar discussão alguma sobre a verdade ou falsidade de tais proposições.

Aliás, o simples questionar-se sobre tais possibilidades já nos abre para uma séria e saudabilíssima reflexão sobre as bases frágeis do sistema liberal em que vivemos, no qual o governo, a imprensa e a ciência não se regulam, como foi no passado, de acordo com as leis imutáveis do Evangelho de Jesus Cristo, mas somente operam de acordo com conceitos humanitários, que podem justificar qualquer iniciativa e ambição perigosa, da implantação de uma tecnocracia global (o tal do grande reset do Fórum Econômico Mundial) ao transhumanismo homicida, uma das principais apostas dos tecnocratas para o futuro.

De fato, essa crença cega na própria excelência e a falta de recurso a Deus nas situações de necessidade podem oferecer maior ameaça à espécie humana do que o humilde e reverente reconhecimento da própria ignorância. Os antigos são chamados de ignorantes e supersticiosos porque respeitavam o curso da natureza e admitiam que a ciência e poder do homem têm limites precisos, mas o que dizer destes filhotes de Maquiavel que, inflados de sua falsa ciência e ateísmo, nos querem fazer engolir uma agenda estúpida e totalitária? Eles mesmos não sabem as consequências de suas ideias e irresponsabilidade de seu poder. No intuito de ser deuses, agem como demônios: mortes, fraude e mentiras são o resultado de seu “humanismo”.

Voltando à questão da origem do Coronavírus, penso que algumas distinções filosóficas são muito bem-vindas aqui. Então, falarei, primeiro, sobre sua origem imediata, isto é, o que se sabe ou alega hoje em dia sobre o possível vazamento do vírus a partir do laboratório de Wuham, na China; a seguir, sobre sua origem próxima, trazendo as notícias em torno dos estudos sobre “ganho de função” do Coronavírus, apontando para sua origem artificial; por último, sobre a origem remota, isto é, sobre aqueles que financiaram tais estudos para fins aparentemente escusos. Com essas informações, creio que todos estarão aptos a formar melhor juízo sobre essa questão da origem do Coronavírus.

Numa palavra, o compêndio que se segue pode ser resumido assim: (I) um vazamento no laboratório de Wuham, na China, (II) por consequência de pesquisas sobre ganho de função em patógenos, (III) com financiamento do governo americano.

I. UM VAZAMENTO NO LABORATÓRIO DE WUHAM, NA CHINA

No artigo da Veja Saúde intitulado “Coronavírus: como a pandemia nasceu de uma zoonose” (https://saude.abril.com.br/medicina/coronavirus-pandemia-zoonose/), encontramos a narrativa sugerida pela OMS no ano passado, segundo a qual o Coronavírus teria uma origem natural, tendo saltado do morcego para o homem. Segundo essa explicação, o contato com o animal portador da infecção teria sido a fonte do Coronavírus, que de algum modo se adaptou ao organismo humano, quando entrou em contato com ele. Tal poderia ter ocorrido no mercado público de Wuham.

Essa tese foi contestada desde o princípio, mas por uma série de razões que veremos adiante ela foi desprezada pelos cientistas e governantes. Cumpre notar por enquanto que a opinião pública sobre o tema sofreu uma mudança recentemente, segundo alguns, a começar pela publicação do artigo Intelligence on Sick Staff at Wuhan Lab Fuels Debate on Covid-19 Origin (Inteligência sobre funcionários doentes no laboratório de Wuhan alimenta debate sobre a origem da Covid-19), publicado no The Wall Street Journal por Michael R. Gordon, Warren P. Strobel e Drew Hinshaw no dia 23 de maio de 2021 (https://www.wsj.com/articles/intelligence-on-sick-staff-at-wuhan-lab-fuels-debate-on-covid-19-origin-11621796228). Ali lemos o seguinte:

WASHINGTON – Três pesquisadores do Instituto de Virologia de Wuhan da China ficaram doentes o suficiente em novembro de 2019 e procuraram atendimento hospitalar, de acordo com um relatório não divulgado da inteligência dos EUA, que pode adicionar peso às crescentes demandas por uma investigação mais completa sobre se o vírus Covid-19 pode ter escapado do laboratório.

Os detalhes do relatório vão além de um informativo do Departamento de Estado, emitido durante os últimos dias do governo Trump, que dizia que vários pesquisadores do laboratório, um centro de estudo de coronavírus e outros patógenos, adoeceram no outono de 2019 “com sintomas consistentes com Covid-19 e uma gripe sazonal comum.”

A divulgação do número de pesquisadores, do momento de suas doenças e de suas visitas hospitalares acontece na véspera de uma reunião do órgão de decisão da Organização Mundial da Saúde, que deve discutir a próxima fase de uma investigação sobre as origens da Covid-19 .

Funcionários atuais e ex-funcionários familiarizados com a inteligência sobre os pesquisadores de laboratório expressaram opiniões diferentes sobre a força das evidências de apoio para a avaliação. Uma pessoa disse que foi fornecido por um parceiro internacional e era potencialmente significativa, mas ainda precisava de mais investigações e corroboração adicional.

Outra pessoa descreveu a inteligência como mais forte. “As informações que recebíamos de várias fontes eram de excelente qualidade. Foi muito preciso. O que isso não disse foi exatamente por que eles ficaram doentes ”, disse ele, referindo-se aos pesquisadores. […] (The Wall Street Journal, Inteligência sobre funcionários doentes no laboratório de Wuhan alimenta debate sobre a origem da Covid-19, 23-05-2021)

O The Wall Street Journal é propriedade do sr. Rupert Murdoch. Ele também é proprietário do jornal The New York Post e da emissora de televisão Fox News. Todas essas companhias, como veremos, fizeram circular essa e outras informações, que corroboram com a teoria do vazamento via laboratório em Wuham, responsabilizando direta ou indiretamente o governo chinês pelo ocorrido. Politicamente, seus jornais são de direita, alinhando-se com o Partido Republicano nos EUA. Religiosamente, ele é judeu, embora tenha casado com uma católica Novos Ordo, assistido a algumas missas novas e recebido a honra de Cavaleiro Comandante da Ordem de São Gregório, uma honra papal que lhe foi concedida por João Paulo II, três meses antes de seu segundo divórcio (https://en.wikipedia.org/wiki/Rupert_Murdoch#cite_ref-143).

Essa digressão é importante, porque é mais ou menos com isso em vista que no dia 1.º e junho foi publicado, no World Socialist Web Site, o artigo Author of Wall Street Journal “Wuhan lab” story wrote lies about Iraqi “Weapons of Mass Destruction” (O autor da história do “laboratório de Wuhan” do Wall Street Journal escreveu mentiras sobre as “armas de destruição em massa” do Iraque) – https://www.wsws.org/en/articles/2021/06/01/wuha-j02.html. Depois de uma retrospectiva sobre os acontecimentos subsequentes à publicação do artigo sobre o vazamento em Wuham, o jornal de esquerda afirma que, ao que tudo indica, trata-se de um consórcio entre a grande mídia e o governo americano para os preparativos de uma guerra com a China:

EM 23 DE MAIO, o Wall Street Journal publicou um artigo intitulado “Intelligence on Sick Staff at Wuhan Lab Fuels Debate on Covid-19 Origin”. Citando “funcionários atuais e ex-funcionários” não identificados, ele afirmou que os pesquisadores do Instituto de Virologia de Wuhan “foram para o hospital em novembro de 2019, pouco antes do surto confirmado” de COVID-19.

Dois dias depois, em 25 de maio, o Secretário de Saúde e Serviços Humanos Xavier Becerra, falando na Assembleia Mundial da Saúde das Nações Unidas, exigiu uma investigação “transparente” sobre as origens do COVID-19.

No dia seguinte, em 26 de maio, o presidente dos EUA Joe Biden convocou a “Comunidade de Inteligência” para investigar se o COVID-19 surgiu “de um acidente de laboratório”, pedindo que “me informe em 90 dias”.

Seguiram-se reportagens da mídia pela NBC, CNN e New York Times. Todas elas alegaram que as ações do governo Biden foram desencadeadas pelas “novas evidências” apresentadas no artigo do Wall Street Journal. Dentro de 24 horas da publicação do relatório do Journal, todas essas publicações declararam que a teoria da conspiração do Wuhan Lab era “confiável”.

Mas o artigo publicado pelo Wall Street Journal – além de ser totalmente infundado e não apresentar nada de fundamentalmente novo em termos de “inteligência” – acontece de ter por autor principal a quem ajudou a fabricar a mentira mais letal do século 21.

O principal autor do artigo do Journal, Michael R. Gordon, foi o mesmo homem que, junto com Judith Miller, escreveu o artigo de 8 de setembro de 2002 afirmando falsamente que o presidente iraquiano Saddam Hussein estava tentando construir uma arma nuclear.

Esse artigo, intitulado “U.S. says Hussein intensifies quest for a-bomb parts” (“U.S. diz que Hussein intensifica a busca por peças de uma bomba”), afirmou que “nos últimos 14 meses, o Iraque procurou comprar milhares de tubos de alumínio especialmente projetados, que as autoridades americanas acreditam que eram destinados como componentes de centrífugas para enriquecer urânio”.

A afirmação era uma mentira, direcionada para o Times pelo gabinete do vice-presidente dos Estados Unidos, Dick Cheney.

[…]

O mesmo tipo de “engano deliberado” da mídia em relação às “armas de destruição em massa” usadas para preparar a guerra do Iraque está sendo reprisado em a campanha contínua da administração Biden e da mídia para promover a alegação de que o COVID-19 surgiu do Instituto de Virologia de Wuhan. Assim como as mentiras de 2002 levaram à destruição do Iraque e à morte de mais de um milhão de pessoas, a atual campanha de propaganda dos EUA contra a China corre o risco de provocar um conflito militar em uma escala muito mais devastadora. (World Socialist Web Site, Author of Wall Street Journal “Wuhan lab” story wrote lies about Iraqi “Weapons of Mass Destruction”, 01-06-2021).

Contudo, embora seja verdade que o retorno à discussão sobre a origem do Coronavírus possa assumir o caráter de um conflito geopolítico entre Estados Unidos e China, a referência do jornal socialista ao artigo do The Wall Street Journal como o motor da discussão é incorreto. Aliás, como é comum acontecer com os socialistas, eles politizam tudo, religião e ciência, reduzindo tudo a uma relação imbecil entre dominador e dominado, a tal da luta de classes, o que nem sempre é o caso, porque o homem também busca a verdade sem interesse, pois é normal que uma pessoa identifique o conhecimento da verdade como o seu próprio bem e mude de atitude quando percebe que procedia a partir de um falso conceito das coisas. Se nós mesmos admitimos isso em nós, por que negaremos aos outros esse benefício de rever seus conceitos agindo de boa fé?

Porém, o mais irônico é que, desta maneira, os socialistas estão despolitizando o politizado, isto é, escondendo os fatos verdadeiros de compromisso político e econômico que tornam um tanto suspeita a tese “não conspiratória”. O que hoje se sabe é que o prematuro negacionismo dos cientistas e demais envolvidos na investigação da origem do Coronavírus era motivado mais por uma oposição ao governo Trump e por conflito de interesse da parte dos possíveis responsáveis pelo desastre do que outra coisa. Uma vez que não há mais Trump e que a fraude se tornou insustentável, mudou-se o discurso antes que fosse tarde demais.

II. POR CONSEQUÊNCIA DE PESQUISAS SOBRE GANHO DE FUNÇÃO EM PATÓGENOS

Em abril do ano passado, o Nobel de Medicina, Luc Montagnier, afirmou taxativamente que era um mito essa história de que o Coronavírus teria surgido de mutação natural. Eis o que aparece no UOL em 17 de abril de 2020:

Em uma entrevista ao site francês Pourquoi doctor? (“Por quê doutor?”, em português), o professor e Nobel de Medicina francês Luc Montagnier explica que não acredita que a covid-19 seja originária da contaminação em um mercado de animais selvagens na China. “É apenas uma história da Carochinha, mas não é real. O vírus saiu de um laboratório de Wuhan”, declarou. Montagnier, premiado com o Nobel pela “descoberta” do HIV em 2008, afirmou ainda que “o laboratório da cidade de Wuhan se especializou nesse coronavírus desde o início dos anos 2000. Eles têm experiência nessa área”.

O professor explica ter analisado “nos mínimos detalhes” a sequência com seu colega matemático Jean-Claude Perrez: “Não fomos os primeiros, já que um grupo de pesquisadores indianos tentou publicar um estudo que mostra que o genoma completo desse coronavírus [possui] sequências de outro vírus, o HIV, o vírus da AIDS”, explicou. O pesquisador diz que o grupo indiano de pesquisa teve que se retratar após sua publicação. Ele afirma que “a verdade científica sempre acaba surgindo”. Segundo ele, a sequência do HIV foi inserida no genoma do coronavírus na tentativa de fazer uma vacina contra o HIV. “É o trabalho de um aprendiz de feiticeiro”, comenta. (https://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/rfi/2020/04/17/nobel-de-medicina-frances-causa-polemica-ao-dizer-que-coronavirus-saiu-de-laboratorio-chines.htm?cmpid=copiaecola).

A UOL e toda a mídia da época então tentou desmentir o valho perito em virologia, citando outras “autoridades científicas” e taxando como Fake News quem quer que dissesse o contrário. Não obstante, para que ele tinha razão, apesar da campanha em contrário, “a verdade científica sempre acaba surgindo.”

Um breve relato sobre a mudança de perspectiva nesse respeito apareceu a 22 de maio de 2021, um dia antes da reportagem alegada como a fonte da nova “teoria da conspiração”. Eis o que lemos no Editorial do New York Post:

Os republicanos no Comitê de Inteligência da Câmara acabaram de divulgar um relatório citando “evidências circunstanciais significativas” de que a COVID-19 se originou em um laboratório de Wuhan, China, e que Washington “pode ter financiado ou colaborado” em pesquisas que levaram ao surto – suspeitas que nas últimas semanas se tornaram bastante populares.

Portanto, dois pontos: 1) Por que os democratas não se inscreveram? 2) Quão tolo o Facebook agora parece por bloquear a coluna de fevereiro de 2020 do The Post, que primeiro levantou a possibilidade de vazamento do laboratório de Wuhan.

A virada começou quando 18 cientistas mundiais desafiaram a investigação superficial da Organização Mundial da Saúde, que chamou o cenário de vazamento de laboratório de “extremamente improvável”. Eles pediram “uma investigação adequada”, observando que nenhuma evidência apóia a teoria de que o vírus simplesmente saltou de morcegos.

Em seguida, veio o ensaio marcante do ex-repórter científico do New York Times, Nicholas Wade, detalhando a ciência que torna a teoria do vazamento de laboratório mais confiável e sinalizando para a possibilidade real de que a EcoHealth Alliance, sediada em Nova York, pode ter usado financiamento federal para pagar a pesquisa do coronavírus no Instituto de Virologia de Wuhan.

Peter Daszak, presidente da EcoHealth, tem sido a principal força buscando desacreditar a teoria do vazamento de laboratório, organizando uma carta no The Lancet que a atacou e até mesmo servindo na equipe da OMS responsável por “investigar” o ocorrido em Wuhan.

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Notavelmente, Anthony Fauci e o chefe do Centro de Controle de Doenças, Rochelle Walensky, já admitiram que a pandemia pode ter começado naquele laboratório.

Enquanto isso, a China se recusa terminantemente a permitir acesso independente ao laboratório ou seus registros – o que significa que está escondendo algo (quem sabe apenas outra pesquisa sobre guerra biológica, que insiste que não está fazendo).

Os “saltos” entre as espécies requerem tempo para que um vírus se adapte e provavelmente infectaria pelo menos uma espécie intermediária antes de ser transmitida aos humanos. Mas os testes de 80.000 amostras de animais nas primeiras áreas infectadas da China deram todos resultados negativos para COVID-19. E a espécie de morcego com maior probabilidade de transportar coronavírus mora a 1.600 quilômetros de Wuhan e estaria em hibernação quando os primeiros casos apareceram.

Que este coronavírus em particular aparecesse aparentemente do nada, sendo perfeitamente adequado para atacar humanos, seria um grande mistério se não tivesse surgido primeiro em uma cidade com dois institutos de virologia que estavam estudando coronavírus em morcegos.

Além das observações de rotina, esses estudos chegaram ao que os republicanos da Câmara chamaram de “pesquisa perigosa”, conduzida sem “protocolos de segurança necessários”.

É aqui que a coisa fica realmente confusa.

O MIT identificou o trabalho de Shi Zheng-li, uma importante cientista do laboratório de Wuhan, como um exemplo de pesquisa de “ganho de função”, um método de desenvolver vacinas tornando primeiro um vírus mais potente e adaptado para atacar células humanas. Ela fazia grande parte de seu trabalho em uma sala com apenas o mesmo nível de medidas sanitárias e de segurança de um consultório de dentista dos EUA.

E ela disse à Scientific American que ao ouvir sobre os primeiros casos em Wuhan, seu primeiro pensamento foi se perguntar se seu laboratório seria a fonte.

A China em geral tem um histórico de vazamentos de pesquisas resultando em infecções, e o Departamento de Estado emitiu alertas sobre esses experimentos específicos e a falta de pessoal treinado envolvido já em 2017. Ah, e a mídia chinesa estava discutindo o descarte impróprio de resíduos no Instituto Wuhan, e funcionários vendendo animais de laboratório no mercado negro, antes do surto.

Vários dos pesquisadores do instituto exibiram sintomas semelhantes aos do COVID no outono de 2019. O uso do telefone celular nas instalações parou por três semanas em outubro, sugerindo uma interrupção do trabalho, talvez para evacuação ou descontaminação.

Resumindo, a China tem muito o que explicar – assim como o Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas liderado por Fauci, que relata a Newsweek investiu milhões na pesquisa do coronavírus de Wuhan.

Os republicanos da Câmara querem uma divulgação completa de todas as informações federais sobre as origens da pandemia. Isso seria pelo menos um começo para esclarecer os mistérios (https://nypost.com/2021/05/22/the-wuhan-lab-leak-theory-looks-more-credible-then-ever/).

Além disso, um estudo do professor britânico Angus Dalgleish e do cientista norueguês Dr. Birger Sorensen sugere que o exame da proteína spike do Coronavírus revela traços de retroengenharia humana.

A notícia, publicada em 28 de maio no Daily Mail, apareceu no mesmo New York Post, sob o título Explosive study claims to prove Chinese scientists created COVID (Estudo explosivo afirma provar que cientistas chineses criaram COVID).

Um novo estudo bombástico afirma ter provas de que os cientistas chineses criaram o COVID-19 em um laboratório e, em seguida, tentaram fazer a engenharia reversa de versões do vírus para fazer parecer que ele evoluiu naturalmente dos morcegos.

O professor britânico Angus Dalgleish e o cientista norueguês Dr. Birger Sørensen escreveram que tiveram evidências primárias “de retroengenharia na China” desde o ano passado, mas foram ignorados por acadêmicos e importantes jornais médicos, informou o Daily Mail no sábado, citando o estudo a ser publicado.

O estudo conclui: “a probabilidade de ser o resultado de processos naturais é muito pequena.” O vírus ainda mata 12.000 pessoas por dia em todo o mundo.

Dalgleish é um professor de oncologia de Londres conhecido por um trabalho inovador em uma vacina contra o HIV. Sørensen é virologista e presidente da empresa farmacêutica Immunor, que desenvolveu uma vacina candidata contra o coronavírus chamada Biovacc-19. Dalgleish também tem participação financeira nessa empresa.

Foi durante a pesquisa da vacina COVID-19 que a dupla encontrou “impressões digitais únicas” indicando que o vírus não veio da natureza, disseram eles. A pista reveladora: uma descoberta rara no vírus portador do COVID de uma fileira de quatro aminoácidos, que emitem uma carga positiva e se ligam a células humanas negativas.

“As leis da física implicam que você não pode ter quatro aminoácidos carregados positivamente em uma fileira”, disse Dalgleish ao Daily Mail. “A única maneira de conseguir isso é fabricando-o artificialmente.”

Eles também rastrearam pesquisas chinesas publicadas, algumas feitas em parceria com universidades americanas, para mostrar como as ferramentas para criar o vírus foram supostamente construídas. Boa parte do trabalho revisado envolveu pesquisa de “ganho de função”, que envolve a manipulação de vírus naturais em um laboratório para torná-los mais infecciosos, permitindo que os cientistas estudem seu efeito potencial em humanos.

Os EUA impuseram uma moratória a esse tipo de pesquisa em 2014. Mas é impossível saber se US $ 600.000 em financiamento para pesquisa médica na China foram usados para pesquisa de ganho de função, disse o Dr. Anthony Fauci ao Congresso na semana passada.

“Seria de se esperar que uma pandemia de vírus natural sofresse mutação gradativa e se tornasse mais infecciosa, mas menos patogênica, o que muitos esperavam com a pandemia de COVID-19, mas que parece não ter acontecido”, escreveram os cientistas.

Os cientistas não puderam ser contatados imediatamente pelo The Post para comentar o assunto.

A notícia do estudo surge em meio a um interesse renovado nas origens do COVID-19, que há muito tempo foi proclamado como tendo saltado de morcegos para humanos em um mercado público na China. (https://nypost.com/2021/05/29/explosive-study-claims-to-prove-chinese-scientists-created-covid/)

A repercussão da matéria foi internacional. Os organismos de imprensa alinhados com o ocidente, não tardaram em emitir um juízo condenatório contra os chineses, os organismos em linha com a China o dispensaram como uma teoria da conspiração, consistentemente negada pelo governo chinês. Como exemplos de um e de outro, cito o NewsX da Índia e o TRT World da Turquia:

30-05-2021 – Novo estudo do Reino Unido sobre Wuhan Lab expõe a ligação por trás da criação do vírus por cientistas chineses – NewsX da Índia (https://www.newsx.com/world/new-uk-study-on-wuhan-lab-exposes-link-behind-chinese-scientists-creating-the-virus.html).

A nova pesquisa afirma que os cientistas pegaram um “backbone” natural de coronavírus encontrado em morcegos das cavernas chinesas e entrelaçaram nele um novo “spike”, transformando-o em algo mortal e altamente transmissível, o Covid19.

À medida que o novo coronavírus se espalhava, o Instituto de Virologia de Wuhan foi interrompido e responsabilizado pela realização de pesquisas arriscadas de ganho de função em coronavírus. Devido a pedidos, cada vez mais numerosos, por uma nova investigação sobre as origens da Covid-19, um novo estudo explosivo descobriu que cientistas chineses criaram o vírus em um laboratório em Wuhan e, em seguida, tentaram cobrir seus rastros com versões de engenharia reversa do vírus para fazer com que pareça que ele evoluiu naturalmente dos morcegos.

O laboratório de Wuhan também está sendo investigado por negligência em padrões de segurança, bem como por estar sob o controle direto dos militares chineses, o Exército de Libertação do Povo (PLA). O Centro Chinês para Controle e Prevenção de Doenças (CDC) declarou oficialmente que o mercado municipal em Wuhan pode ter sido uma vítima do vírus e um super propagador.

No entanto, essa falsa teoria do mercado municipal foi mantida viva por pesquisadores comprometidos nos Estados Unidos e na Europa, e alguns deles são nomes de destaque no governo de Joe Biden. Especialistas dos EUA enviaram um alerta a Washington de que o laboratório de Wuhan estava pronto, mas os próprios cientistas do laboratório relataram uma séria escassez de técnicos e investigadores devidamente treinados, necessários para operar com segurança este laboratório de alta contenção.

A Instituto de Virologia de Wuham declarou em seu site que seus cientistas fizeram grandes realizações em virologia e biotecnologia ao atender às demandas estratégicas nacionais. O estudo patogênico de doenças infecciosas emergentes é um importante campo de pesquisa nesse laboratório.

O paper também cita que os pesquisadores encontraram “impressões digitais únicas” em amostras da Covid-19 que, segundo eles, só poderiam ter surgido da manipulação em um laboratório. Os autores Dalgleish e Sorensen escreveram em seu artigo que tiveram evidências prima facie de retro-engenharia na China durante um ano, mas foram ignorados por acadêmicos e periódicos importantes.

29-05-2021 – Estudo alega que a China criou coronavírus em laboratório, tentou encobrir rastros – TRT World – TRT World da Turquia (https://www.trtworld.com/life/study-alleges-china-created-coronavirus-in-lab-tried-to-cover-tracks-47098).

Os autores do estudo, o professor britânico Angus Dalgleish e o cientista norueguês Dr. Birger Sorensen, afirmam que Pequim fabricou o vírus em um laboratório de Wuhan e o ocultou fazendo “engenharia reversa” de suas variantes. A China rejeitou consistentemente a teoria de vazamento em laboratório.

Cientistas chineses criaram o coronavírus em um laboratório e depois tentaram ocultá-lo por meio de variantes de “engenharia reversa” do vírus mortal para fazer com que parecesse ter se desenvolvido a partir de morcegos, afirma um novo estudo relatado pelo Daily Mail.

A Covid-19, que surgiu na China no final de 2019, matou 3,34 milhões de pessoas, custou ao mundo trilhões de dólares em renda perdida e mudou a vida normal de bilhões de pessoas.

O novo estudo, obtido pelo Daily Mail e com publicação em breve no Quarterly Review of Biophysics Discovery, alega a “destruição deliberada, ocultação ou contaminação de dados” e diz que os autores têm “evidências prima facie de retroengenharia na China” .

O artigo do jornal, escrito pelo professor britânico Angus Dalgleish e pelo cientista norueguês Dr. Birger Sorensen, também observa o silenciamento de cientistas na China que falaram sobre o vírus.

A China tem acusado os EUA de politizar a pandemia e dizer que especialistas internacionais “elogiaram repetidamente a atitude aberta e transparente da China” em relação às origens de Covid.

“Algumas pessoas nos Estados Unidos ignoram completamente os fatos e a ciência”, disse o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Zhao Lijian, a repórteres na quinta-feira.

Mudança de maré

Dalgleish e Sorensen alegaram que notaram “impressões digitais únicas” no coronavírus que sugerem manipulação em um laboratório há cerca de um ano, mas foram rejeitados para publicação pelas principais revistas científicas devido à crença de que o vírus se originou de um morcego.

Em seu relatório final, escrito em conjunto com cientistas chineses, uma equipe liderada pela OMS que passou quatro semanas em Wuhan e arredores, em janeiro e fevereiro, disse que o vírus provavelmente foi transmitido de morcegos para humanos através de outro animal, e que um vazamento de laboratório era “extremamente improvável” como causa.

Mas em maio, um grupo de cientistas renomados disse que a origem do novo coronavírus ainda não está clara e que a teoria de que foi causado por um vazamento de laboratório precisa ser levada a sério até que haja uma investigação rigorosa baseada em dados que provem que ela está errada.

Pressão de Washington

No início desta semana, o presidente dos EUA, Joe Biden, ordenou que assessores encontrassem respostas para a origem do Covid-19, dizendo que as agências de inteligência dos EUA estão perseguindo teorias rivais, incluindo a possibilidade de um acidente de laboratório na China.

Biden pediu às agências de inteligência dos EUA que apresentassem um relatório dentro de 90 dias e disse a repórteres na quinta-feira que pretendia divulgar seus resultados publicamente.

O democrata instruiu os laboratórios nacionais dos Estados Unidos a ajudar na investigação e a comunidade de inteligência a preparar uma lista de consultas específicas ao governo chinês. Ele pediu à China que coopere com investigações internacionais sobre as origens da pandemia.

Washington pediu que a OMS abrisse uma segunda fase para sua investigação sobre a origem da Covid-19.

A China foi atacada no ano passado pelo ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump, que havia promovido a teoria de que o vírus poderia ter vazado do Instituto de Virologia de Wuhan e acusou Pequim de não ser transparente sobre o surto inicial.

Cientistas e funcionários chineses rejeitaram consistentemente a hipótese de vazamento de laboratório, dizendo que o SARS-CoV-2 poderia estar circulando em outras regiões antes de atingir Wuhan e poderia até mesmo ter entrado na China de outro país por meio de remessas de alimentos congelados importados ou comércio de animais selvagens.

Equipe do laboratório de Wuhan procurou atendimento hospitalar antes da divulgação do surto – WSJ

Na semana passada, o Wall Street Journal citando um relatório da inteligência dos EUA disse que três pesquisadores do Instituto de Virologia de Wuham (WIV) da China procuraram atendimento hospitalar em novembro de 2019, um mês antes de a China relatar os primeiros casos de Covid-19.

O jornal disse que o relatório anteriormente não divulgado – que fornece novos detalhes sobre o número de pesquisadores afetados, o momento de suas doenças e suas visitas ao hospital – pode adicionar peso aos pedidos de uma investigação mais ampla sobre se o vírus Covid-19, que poderia ter escapado do laboratório.

O jornal disse que atuais e ex-funcionários familiarizados com a inteligência expressaram uma série de pontos de vista sobre a força das evidências de apoio do relatório, com uma pessoa não identificada dizendo que precisava de “investigação adicional e corroboração adicional”.

Questionado sobre os relatórios, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Zhao Lijian, os descreveu como “totalmente falsos”.

O artigo que divulgou o novo estudo foi publicado posteriormente no Daily Mail Online, segue a reportagem na íntegra:

01-06-2021 – EXCLUSIVO: COVID-19 ‘NÃO tem ancestral natural credível’ e FOI criado por cientistas chineses que então tentaram encobrir seus rastros com ‘retroengenharia’ para fazer parecer que surgiu naturalmente de morcegos, afirma um novo estudo explosivo – Mail Online – https://www.dailymail.co.uk/news/article-9629563/Chinese-scientists-created-COVID-19-lab-tried-cover-tracks-new-study-claims.html.

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Um novo estudo explosivo afirma que os pesquisadores encontraram “impressões digitais exclusivas” em amostras do COVID-19 que, segundo eles, só poderiam ter surgido da manipulação em um laboratório
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O DailyMail.com obteve exclusivamente o novo artigo de 22 páginas de autoria do professor britânico Angus Dalgleish e do cientista norueguês Dr. Birger Sørensen, conforme submetido a publicação na Quarterly Review of Biophysics Discovery
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O estudo mostrou que há evidências que sugerem que cientistas chineses criaram o vírus enquanto trabalhavam em um projeto de ganho de função em um laboratório de Wuhan
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A pesquisa de ganho de função, que foi temporariamente proibida nos EUA, envolve a alteração de vírus de ocorrência natural para torná-los mais infecciosos, a fim de estudar seus efeitos potenciais em humanos
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De acordo com o artigo, os cientistas chineses pegaram uma ‘espinha’ [backbone, ou estrutura molecular geral] de coronavírus natural encontrado em morcegos das cavernas chinesas e uniram nela uma nova ‘haste’ [spike], transformando-a no mortal e altamente transmissível COVID-19
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Os pesquisadores, que concluíram que COVID-19 “não tem ancestral natural credível”, também acreditam que os cientistas realizaram engenharia reversa de versões do vírus para encobrir seus rastros
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‘Pensamos que houve viroses criadas mediante engenharia retroativa’, disse Dalgleish ao DailyMail.com. “Eles mudaram o vírus e então tentaram disfarçar que era uma sequência de anos atrás.”
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O estudo também aponta para ‘destruição deliberada, ocultação ou contaminação de dados’ em laboratórios chineses e observa que ‘os cientistas que desejaram compartilhar suas descobertas não puderam fazê-lo ou desapareceram’
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Até recentemente, a maioria dos especialistas negava veementemente que a origem do vírus não fosse uma infecção natural que passasse de animais para humanos
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No início desta semana, o Dr. Anthony Fauci defendeu o financiamento dos EUA do Instituto de Virologia de Wuhan, dizendo que o subsídio de US $ 600.000 não foi aprovado para pesquisa de ganho de função

Um novo estudo explosivo afirma que os cientistas chineses criaram o COVID-19 em um laboratório de Wuhan e, em seguida, tentaram cobrir seus rastros por meio de versões de engenharia reversa do vírus para fazer com que parecesse ter evoluído naturalmente dos morcegos.

Os autores do artigo, o professor britânico Angus Dalgleish e o cientista norueguês Dr. Birger Sørensen, escreveram que tiveram ‘evidências prima facie de retroengenharia na China’ por um ano – mas foram ignorados por acadêmicos e periódicos importantes.

Dalgleish é professor de oncologia na St George’s University, em Londres, e é mais conhecido pela sua importante contribuição na criação da primeira ‘vacina contra o HIV’ que funciona, para tratar pacientes diagnosticados e permitir que parem de tomar medicamentos por meses.

Sørensen, um virologista, é presidente da empresa farmacêutica Immunor, que desenvolveu uma vacina candidata contra o coronavírus chamada Biovacc-19. Dalgleish também possui opções de ações na empresa.

As chocantes alegações do estudo incluem acusações de ‘destruição deliberada, ocultação ou contaminação de dados’ em laboratórios chineses, e observa o silenciamento e desaparecimento de cientistas no país comunista em que se manifestaram.

O artigo do jornal, obtido exclusivamente por DailyMail.com e submetido para publicação nos próximos dias, deve causar perturbação na comunidade científica, já que a maioria dos especialistas até recentemente negou veementemente que as origens do COVID-19 fossem mais do que um infecção natural passando de animais para humanos.

Enquanto analisavam amostras de COVID-19 no ano passado na tentativa de criar uma vacina, Dalgleish e Sørensen descobriram ‘impressões digitais únicas’ no vírus que, segundo eles, só poderiam ter surgido da manipulação em um laboratório.

Eles disseram que tentaram publicar suas descobertas, mas foram rejeitados pelas principais revistas científicas, que na época decidiram que o vírus passava naturalmente dos morcegos ou outros animais para os humanos.

Mesmo quando o ex-chefe do MI6, Sir Richard Dearlove, disse publicamente que a teoria dos cientistas deveria ser investigada, a ideia foi descartada como ‘notícia falsa’.

Mais de um ano depois, importantes acadêmicos, políticos e a mídia finalmente mudaram de ideia e começaram a contemplar a possibilidade de o COVID-19 ter escapado do Instituto de Virologia de Wuhan, na China – um laboratório onde experimentos incluíam a manipulação de vírus para aumentar sua infecciosidade e estudar seus efeitos potenciais em humanos.

Esta semana, o presidente Joe Biden ordenou que a comunidade de inteligência reexaminasse como o vírus se originou, incluindo a teoria do acidente de laboratório.

O anúncio ocorreu após a revelação de que um relatório de inteligência anteriormente não divulgado foi feito à Casa Branca, alegando que vários pesquisadores do instituto Wuhan foram hospitalizados com doença em novembro de 2019. O documento foi descoberto esta semana pelo Wall Street Journal.

Autoridades de saúde dos EUA também foram criticadas por supostamente financiarem experimentos controversos e arriscados de pesquisadores no laboratório de Wuhan.

Agora, Dalgleish e Sørensen são os autores de um novo estudo, que conclui que ‘o SARS-Coronavirus-2 não tem ancestral natural credível’ e que está ‘fora de qualquer dúvida razoável’ que o vírus foi criado por meio de ‘manipulação de laboratório’.

No artigo de 22 páginas que foi submetido para publicação na revista científica Quarterly Review of Biophysics Discovery, os cientistas descrevem sua ‘análise forense’ de meses de duração, olhando para os experimentos feitos no laboratório de Wuhan entre 2002 e 2019.

Vasculhando arquivos de periódicos e bancos de dados, Dalgleish e Sørensen conseguiram retraçar como os cientistas chineses, alguns trabalhando em conjunto com universidades americanas, supostamente construíram as ferramentas para criar o coronavírus.

Muito do trabalho foi centrado em torno da polêmica pesquisa de ‘ganho de função’ – temporariamente proibida nos Estados Unidos durante o governo Obama.

Ganho de função envolve ajustes de vírus que ocorrem naturalmente para torná-los mais infecciosos, de modo que possam se replicar em células humanas em um laboratório, permitindo que o efeito potencial do vírus em humanos seja estudado e melhor compreendido.

Dalgleish e Sørensen afirmam que os cientistas que trabalham em projetos de ganho de função pegaram uma ‘espinha dorsal’ [backbone] de coronavírus natural encontrada em morcegos das cavernas chineses e uniram nela uma nova ‘ponta’ [spike], transformando-a no mortal e altamente transmissível SARS-Cov-2.

Um sinal revelador de suposta manipulação que os dois homens destacaram foi uma fileira de quatro aminoácidos que encontraram no pico SARS-Cov-2.

Em uma entrevista exclusiva ao DailyMail.com, Sørensen disse que todos os aminoácidos têm carga positiva, o que faz com que o vírus se prenda firmemente às partes negativamente carregadas das células humanas como um ímã, tornando-se mais infeccioso.

Mas porque, como ímãs, os aminoácidos carregados positivamente se repelem, é raro encontrar até mesmo três em uma linha em organismos que ocorrem naturalmente, enquanto quatro em uma linha é “extremamente improvável”, disse o cientista.

“As leis da física significam que você não pode ter quatro aminoácidos carregados positivamente em uma fileira. A única maneira de conseguir isso é fabricando-o artificialmente’, disse Dalgleish ao DailyMail.com.

Seu novo artigo diz que essas características do SARS-Cov-2 são ‘impressões digitais únicas’ que são ‘indicativas de manipulação intencional’ e que ‘a probabilidade de ser o resultado de processos naturais é muito pequena.’

“Seria de se esperar que uma pandemia de vírus natural sofresse mutação gradual e se tornasse mais infecciosa, mas menos patogênica, o que muitos esperavam com a pandemia de COVID-19, mas que não parece ter acontecido”, escreveram os cientistas.

‘A implicação de nossa reconstrução histórica, postulamos agora além de qualquer dúvida razoável, do vírus quimérico propositalmente manipulado SARS-CoV-2 torna imperativo reconsiderar que tipos de experimentos de ganho de função é moralmente aceitável empreender.

‘Devido ao amplo impacto social, essas decisões não podem ser deixadas apenas para cientistas pesquisadores.’

Durante uma audiência no Senado, na quarta-feira, o conselheiro médico chefe da Casa Branca, Dr. Anthony Fauci, admitiu não ter certeza se o financiamento dos EUA para pesquisadores no laboratório de Wuhan não foi gasto em experimentos controversos e arriscados de ganho de função.

‘Como você sabe que eles não mentiram para você e usaram o dinheiro para pesquisa sobre ganho de função de qualquer maneira?’ O senador da Louisiana, John Kennedy, perguntou a Fauci.

‘Nunca se sabe’, respondeu ele, mas acrescentou que os cientistas do laboratório são ‘confiáveis’.

O diretor do National Institutes of Health, Dr. Francis Collins, disse em audiência que os cientistas do laboratório financiado pelos EUA ‘não foram aprovados pelo NIH para fazerem pesquisas de ganho de função’.

Em outra afirmação impressionante contida no documento de pesquisa, Dalgleish e Sørensen afirmam ter evidências de que, após o início da pandemia, os cientistas chineses coletaram amostras do vírus COVID-19 e o ‘reprojetaram’, fazendo com que parecesse ter evoluído naturalmente.

Eles disseram que suspeitavam de uma série de novas cepas repentinamente inseridas em bancos de dados de genes por cientistas predominantemente chineses no início de 2020, anos depois de terem sido registradas como coletadas.

‘Pensamos que foram criados vírus com engenharia retroativa’, disse Dalgleish ao DailyMail.com. “Eles mudaram o vírus e tentaram descobrir se era uma sequência anos atrás.”

Em seu artigo, Dalgleish e Sørensen também apontaram para ‘destruição deliberada, ocultação ou contaminação de dados’ em laboratórios chineses e observaram que ‘os cientistas chineses que desejavam compartilhar seus conhecimentos não foram capazes de fazê-lo ou desapareceram.’

“Parece que o material preservado do vírus e as informações relacionadas foram destruídos. Portanto, somos confrontados com grandes lacunas nos dados que podem nunca ser preenchidas ‘, escreveram.

‘Cepas’ surgidas ‘depois de janeiro de 2020 não são credíveis… Por um ano, possuímos evidências prima facie de retroengenharia na China no início de 2020.’

Em janeiro do ano passado, o DailyMail.com revelou que os cientistas vinham alertando sobre o risco de patógenos mortais escapando do laboratório de Wuhan desde sua inauguração em 2017.

A China instalou o primeiro de um planejado de cinco a sete biolabs projetados para segurança máxima em Wuhan em 2017, com o objetivo de estudar os patógenos de maior risco, incluindo os vírus Ebola e SARS.

Tim Trevan, um consultor de biossegurança de Maryland, disse à revista científica Nature naquele ano, quando o laboratório estava prestes a ser inaugurado, que temia que a cultura da China pudesse tornar o instituto inseguro porque ‘estruturas onde todos se sentem livres para falar e abertura de informações são importantes.’

Na verdade, o vírus SARS havia ‘escapado’ várias vezes de um laboratório em Pequim, de acordo com o artigo da Nature.

Funcionários do Departamento de Estado dos EUA visitaram o instituto Wuhan em 2018 e enviaram dois avisos oficiais a DC alertando o governo sobre a falta de segurança lá, de acordo com o Washington Post.

O Laboratório Nacional de Biossegurança de Wuhan, localizado no Instituto de Virologia de Wuhan, foi o primeiro laboratório da China a ser classificado como nível 4 de biossegurança, a classificação mais segura.

Mas Sørensen disse acreditar que o vírus escapou de áreas de baixa segurança do instituto, onde ele acredita que a pesquisa de ganho de função foi realizada.

‘Vimos vazamentos de laboratório e sabemos que está acontecendo. Também sabemos pelos relatórios que vimos, que o coronavírus é trabalhado em laboratórios de Nível de Biossegurança 2 ou 3. Se eles obtiverem ganho de função nesses laboratórios, o que você espera?’ ele disse.

Em fevereiro de 2020, um pesquisador de biomecânica molecular da South China University of Technology, Botao Xiao, publicou um artigo afirmando que ‘o coronavírus assassino provavelmente se originou de um laboratório em Wuhan’, destacando questões de segurança no instituto.

Xiao retirou o artigo semanas depois, depois que as autoridades chinesas negaram qualquer acidente no laboratório.

No mesmo mês, um grupo de 27 cientistas escreveu uma declaração no jornal The Lancet, dizendo que ‘condenam veementemente as teorias da conspiração que sugerem que covid-19 não tem uma origem natural’ e ‘concluem esmagadoramente que este coronavírus se originou na vida selvagem’.

Três dos autores mais tarde disseram ao Wall Street Journal que agora acreditam que um acidente de laboratório vale a pena ser considerado como uma explicação para as origens do covid-19.

Dalgleish disse ao DailyMail.com que ele acreditava que a resistência à teoria de que o COVID-19 é um vírus artificial e escapado vem de cientistas temerosos de que a revelação feche seu campo [de estudo].

“Isso parece uma defesa fraca para proteger a disciplina, de modo que esse tipo de engenharia genética não sofra interferência”, disse ele. – Não escondo isso. A engenharia de ganho de função deveria ter sido banida há muito tempo.’

Questionado em uma audiência no Congresso esta semana, o conselheiro médico chefe da Casa Branca, Dr. Anthony Fauci, negou que qualquer financiamento dos EUA fosse para a pesquisa de ganho de função no Instituto de Virologia de Wuhan.

Fauci disse aos legisladores que o National Institutes of Health destinou US $ 600.000 ao laboratório chinês por meio da organização sem fins lucrativos EcoHealth Alliance, para estudar se os coronavírus dos morcegos poderiam ser transmitidos aos humanos.

O diretor do NIH, Dr. Francis Collins, também disse na audiência que cientistas do laboratório financiados pelos EUA ‘não foram aprovados pelo NIH para fazer pesquisa de ganho de função’.

“É claro que não temos conhecimento de outras fontes de fundos ou outras atividades que eles possam ter realizado fora do que nosso subsídio aprovado permitia”, acrescentou.

O NIH cessou seu financiamento para a EcoHealth Alliance em abril de 2020. (https://www.dailymail.co.uk/news/article-9629563/Chinese-scientists-created-COVID-19-lab-tried-cover-tracks-new-study-claims.html)

OUTRAS REFERÊNCIAS SOBRE “GANHO DE FUNÇÃO” E AFINS

DOCUMENTÁRIO
SARS COV2 – Identikit di un killer (Identikit of a killer)

ARTIGOS CIENTÍFICOS
The Evidence which Suggests that This Is No Naturally Evolved Virus A Reconstructed Historical Aetiology of the SARS-CoV-2 Spike by Birger Sørensen, Angus Dalgleish & Andres Susrud https://thevirus.wtf/wp-content/uploads/2020/12/TheEvidenceNoNaturalEvol.pdf

Sars-Cov-2 and the sourcerer’s apprendices by Armando Aranda-Anzaldo http://ludus-vitalis.org/ojs/index.php/ludus/article/viewFile/905/906

Documentation by Dr. Richard M. Fleming https://www.flemingmethod.com/documentation

Fauci-Funded Daszak Describes ‘Colleagues In China’ Manipulating Viruses Into ‘Killers’ https://rumble.com/vi8qwj-fauci-funded-daszak-describes-colleagues-in-china-manipulating-viruses-into.html

Portanto, a teoria da não conspiração tem contra si muitas fatos: a omissão de informação da parte da China; a superficialidade do juízo da OMS sobre o caso; o conflito de interesse de um dos seus investigadores, que militou para o descrédito da tese a fim de livrar-se das consequências de ser responsabilizado pelo vazamento; a perseguição aos que diziam o contrário com argumentos científicos; as conhecidas pesquisas sobre ganho de função em morcegos infectados em Wuham. tudo isso demonstra a conspiração de cientistas e funcionários do governo chinês e americano para omitir uma possibilidade sumamente comprometedora.

III. COM FINANCIAMENTO DO GOVERNO AMERICANO

O fato é que esses estudo de ganho de função facilmente podem servir para um uso duplo. De fato, o ganho de função de um vírus pode ser utilizado para a criação de vacinas contra futuras infecções, mas quem irá negar que facilmente se pode dar uma finalidade militar a esse estudo? Assim como uma faca pode ser usada para uma cirurgia ou para uma guerra, do mesmo modo o que é o insumo para se fazer uma vacina também pode servir de arma biológica.

Não creio que agora seja possível saber se, na mais provável hipótese de um vazamento, o Coronavírus tenho sido um acidente de laboratório ou uma arma biológica. Grandes cientistas divergem sobre esse ponto. Em todo caso, o fato de tal pesquisa ter sido financiada pelo Departamento de Defesa Americano e do laboratório de Wuham estar, como se diz, sob o controle dos militares chineses, revela que há boas razões para se pensar que os governos não olham com desinteresse para o eventual uso militar dessas viroses potencializadas pelo ganho de função.

Como veremos, essa informação é relativamente antiga, mas foi por ocasião da ressurreição dessa controvérsia que passou a figurar na grande mídia. Afinal, pensam eles, agora não há mais porque temer publicá-la, já que todo mundo já está sabendo.

04-06-2021 – O Pentágono deu US $ 39 milhões para a Eco Health Alliance do Dr. Peter Daszak – a instituição de caridade que financiou a pesquisa do coronavírus no laboratório de Wuhan, acusada de ser a fonte do surto, revelam dados federais – Daily Mail – https://www.dailymail.co.uk/news/article-9652287/The-Pentagon-funneled-39million-charity-funded-Wuhan-lab.html.

O Pentágono deu US $ 39 milhões para a EcoHealth Alliance do Dr. Peter Daszak – a instituição de caridade que financiou a pesquisa do coronavírus no laboratório de Wuhan, acusada de ser a fonte do surto, revelam dados federais


* Dados federais vistos pelo DailyMail.com revelam que o Pentágono doou US $ 39 milhões para a EcoHealth Alliance, que financiou um laboratório em Wuhan, China, entre 2013 e 2020
* O Instituto de Virologia de Wuhan é acusado de ser a fonte do Covid-19
* A maior parte do financiamento do DoD veio do DTRA, um braço militar com a missão de ‘conter e deter as armas de destruição em massa e redes improvisadas de ameaças’
* Dados da concessão federal reunidos por pesquisadores independentes mostram que a instituição de caridade recebeu mais de US $ 123 milhões do governo no total
* Os subsídios do Pentágono incluíram $ 6.491.025 da Defense Threat Reduction Agency (DTRA) de 2017 a 2020
* EHA também recebeu $ 64,7 milhões da Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID)
* Recebeu $ 13 milhões de Saúde e Serviços Humanos, que inclui os Institutos Nacionais de Saúde e Centros de Controle de Doenças
* Não se sabe quanto do dinheiro realmente foi para o laboratório de Wuhan
* A EHA também financiou experimentos de “ganho de função” profundamente controversos, em que vírus perigosos se tornam mais infecciosos para estudar seu efeito nas células humanas

O Pentágono doou US $ 39 milhões para uma instituição de caridade que financiou a polêmica pesquisa do coronavírus em um laboratório chinês acusado de ser a fonte da Covid-19, revelam dados federais.

A notícia chega no momento em que o chefe da instituição de caridade, o cientista britânico Dr. Peter Daszak, foi exposto em um alegado conflito de interesses e campanha de bastidores para desacreditar as teorias de vazamento de laboratório.

A instituição de caridade, EcoHealth Alliance (EHA), está sob intenso escrutínio depois que se descobriu que estava usando verbas federais para financiar pesquisas sobre coronavírus no Instituto de Virologia de Wuhan, na China.

Os EUA. A organização sem fins lucrativos, criada para pesquisar novas doenças, também financiou em parte experimentos polêmicos de “ganho de função”, em que vírus perigosos se tornam mais infecciosos para estudar seu efeito nas células humanas.

Uma tempestade política estourou quando o ex-presidente Donald Trump cancelou uma doação de US $ 3,7 milhões para a instituição de caridade no ano passado em meio a alegações de que a Covid-19 foi criada ou vazou do laboratório de Wuhan financiado pela EHA.

Mas os dados de subsídios federais reunidos por pesquisadores independentes mostram que a instituição de caridade recebeu mais de US $ 123 milhões do governo – de 2017 a 2020 – e que um de seus maiores financiadores é o Departamento de Defesa, canalizando quase US $ 39 milhões para a organização desde 2013.

Não se sabe exatamente quanto desse dinheiro foi para pesquisas no Instituto de Virologia de Wuhan.

As doações do Pentágono incluíram $ 6.491.025 da Defense Threat Reduction Agency (DTRA) de 2017 a 2020 com a descrição: ‘Compreendendo o risco de emergência de doenças zoonóticas transmitidas por morcegos na Ásia Ocidental.’

O subsídio foi classificado como ‘pesquisa científica – combate às armas de destruição em massa’.

A maior parte do financiamento do DoD veio do DTRA, um braço militar com a missão de ‘conter e deter as armas de destruição em massa e redes improvisadas de ameaças’.A EHA também recebeu US $ 64,7 milhões da Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID), US $ 13 milhões da Saúde e Serviços Humanos, que inclui os Institutos Nacionais de Saúde e Centros de Controle de Doenças, US $ 2,3 milhões do Departamento de Segurança Interna e $ 2,6 milhões da National Science Foundation.

Um valor de financiamento do governo de US $ 3,4 milhões foi amplamente divulgado, depois que o conselheiro médico chefe da Casa Branca, Anthony Fauci, foi questionado em uma audiência no Senado sobre quanto dinheiro os Institutos Nacionais de Saúde enviaram ao laboratório de Wuhan por meio de suas doações à EcoHealth Alliance em 2019.

Mas os números totais do subsídio, incluindo o financiamento do Pentágono, superam esse número.

Os pesquisadores James Baratta e Mariamne Everett reuniram pedidos de doações de agências do governo dos EUA para a EHA, que foram publicados no popular site de ciência Independent Science News em dezembro.

O site descobriu que a declaração da EHA sobre seu vasto financiamento militar está aninhada na seção ‘Política de Privacidade’ de seu site, sob o título ‘Política da Aliança EcoHealth em relação ao conflito de interesses em pesquisa’.

Na divulgação, a EHA afirma ser “o destinatário de vários subsídios de agências federais, incluindo o Instituto Nacional de Saúde, a Fundação Nacional de Ciências, o Serviço de Pesca e Vida Selvagem dos Estados Unidos e da Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional e o Departamento de Defesa”.

Ele não divulga o tamanho de seu financiamento do DoD.

Em 2014, o governo Obama proibiu a pesquisa de ganho de função, como os experimentos financiados pela EHA, após preocupações surgidas entre os cientistas de que isso poderia levar a uma pandemia global de um vírus geneticamente modificado que escapasse de um laboratório.

Mas a EHA continuou a financiar legalmente a prática, usando uma brecha que permitia a pesquisa em casos ‘urgentemente necessários para proteger a saúde pública ou a segurança nacional’.

Um notável ‘conselheiro de política’ da EHA é David Franz, ex-comandante da principal instalação de guerra biológica e biodefesa do governo dos EUA, Fort Detrick.

Franz era um funcionário da Comissão Especial das Nações Unidas que inspecionava armas biológicas no Iraque.

O chefe da instituição de caridade, Daszak, foi acusado de orquestrar uma campanha de ‘bullying’ nos bastidores para garantir que a culpa pelo covid-19 não recaísse sobre o laboratório de Wuhan que ele financiou.

O homem de 55 anos trabalhou em estreita colaboração com a chamada ‘mulher morcego’ do laboratório, Shi Zhengli, em seus estudos de coronavírus.

Em fevereiro de 2020, Daszak persuadiu mais de duas dúzias de outros cientistas a assinarem uma carta que ele havia escrito para a revista médica altamente respeitada The Lancet, que foi considerada tão influente que intimidou a maioria dos especialistas a recusarem até mesmo considerar que o vírus pudesse ter sido feito artificialmente e escapado do instituto de Wuhan.

O ex-funcionário de alto escalão do governo Clinton, Jamie Metzl, que agora faz parte do comitê consultivo da Organização Mundial da Saúde para a edição do genoma humano, disse ao DailyMail.com que a carta do Lancet ‘era propaganda científica e uma forma de violência e intimidação’.

Divulgações da Lei de Liberdade de Informação revelaram que Daszak tentou distanciar sua caridade da carta para fazer parecer que vinha de ‘uma comunidade que apoia nossos colegas’.

O chefe da instituição de caridade disse a seus colegas signatários por e-mail que a carta não seria enviada com o logotipo EcoHealth ‘e não seria identificável como proveniente de qualquer organização ou pessoa’.

A carta conjunta, publicada no jornal em 19 de fevereiro do ano passado, elogiou os chineses ‘que continuam a salvar vidas e proteger a saúde global durante o desafio do surto de Covid-19’ e acrescentou ‘Estamos juntos para condenar veementemente as teorias da conspiração que sugerem que Covid-19 não tem uma origem natural.’

Apesar de suas ligações estreitas com o laboratório chinês, Daszak também foi escolhido pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para fazer parte de sua equipe de 13 membros encarregada de encontrar a causa da pandemia que começou em Wuhan, uma cidade de cerca de 11 milhões de pessoas na China Central.

Metzl disse ao DailyMail.com que a nomeação foi um ‘conflito de interesse maciço e ultrajante’, permitindo que um homem que tinha interesses financeiros e de reputação significativos no descrédito de teorias de vazamento de laboratório investigasse essas teorias.

Cientistas proeminentes criticaram a investigação da OMS, que rejeitou as teorias de vazamento de laboratório, como sem brilho e incompleta.

Em uma divulgação dos e-mails de Fauci pela Freedom of Information, obtidos pelo Buzzfeed no mês passado, Daszak agradeceu ao médico da Casa Branca por rejeitar a teoria de que o covid-19 foi feito pelo homem.

‘Eu só queria dar um agradecimento pessoal em nome de nossa equipe e colaboradores, por se levantar publicamente e afirmar que a evidência científica apóia uma origem natural para COVID-19 de um salto de morcego para humano, não uma liberação de laboratório do Instituto de Virologia de Wuhan’, escreveu Daszak em abril de 2020.

Fauci diz que os e-mails foram postos fora do contexto.

As declarações financeiras mais recentes da EHA apresentadas ao IRS dizem que cerca de 90% de seu financiamento vem de fontes governamentais.

O relatório de 2019 diz que Daszak recebeu um total de $ 410.801 por ano, incluindo $ 311.815 de pagamento básico, $ 42.250 de bônus, $ 24.500 de compensação diferida e $ 32.236 de benefícios não tributáveis.

Essa notícia simplesmente reproduz na grande mídia, sem citar a fonte, uma reportagem de Sam Husseini, publicada em dezembro do ano passado:

16-12-2020 – A EcoHealth Aliance de Peter Daszac tem escondido quase $40 milhões em financiamento do Pentágono e em ciência pandêmica militarizada – Peter Daszak’s EcoHealth Alliance Has Hidden Almost $40 Million In Pentagon Funding And Militarized Pandemic Science – Independent Science News – https://www.independentsciencenews.org/news/peter-daszaks-ecohealth-alliance-has-hidden-almost-40-million-in-pentagon-funding/.

Aliás, não é de hoje e não se restringe a Wuham o investimento do governo americano em pesquisas com patógenos para seu potencial uso militar.

07-09-2020 – Novo vazamento de informações do biolaboratório do Pentágono na Geórgia – New data leak from the Pentagon biolaboratory in Georgia – Dilyana

E-mails vazados entre o Lugar Center, o biolaboratório do Pentágono em Tbilisi, a Embaixada dos EUA na Geórgia e o Ministério da Saúde da Geórgia revelam novas informações sobre o programa secreto de pesquisa biológica do governo dos EUA de $161 milhões neste ex-país soviético.

Os dados supostamente provenientes do Ministério da Saúde da Geórgia foram publicados anonimamente no Twitter e em um fórum para vazamentos de banco de dados – Raidforums. Entre os documentos estão memorandos internos, cartas oficiais e informações detalhadas sobre projetos do governo dos EUA no Lugar Center, financiamento e viagens de negócios ao exterior.

Os voluntários do Arms Watch analisaram esses documentos e descobriram fatos muito interessantes sobre as atividades recentes do Centro.

O Pentágono planejou transformar a Geórgia em seu maior centro de pesquisa biológica no exterior, combinando seus recursos militares com os recursos dos Centros de Controle de Doenças dos Estados Unidos (CDC) na Geórgia.

Além disso, o número de projetos e doações dos EUA aumentou, bem como o número de cientistas americanos destacados para o Lugar Center. A instalação financiada pelo Pentágono está planejada para acomodar temporariamente 16 especialistas do CDC de Atlanta, para os quais a Geórgia construirá um laboratório BSL-2 separado, um prédio administrativo e um campus próximo ao Lugar Center. Além disso, a Geórgia se tornará um centro regional de CDC para a Europa Oriental e Ásia Central, revelam documentos internos.

O Lugar Center já gerou polêmica sobre a possível pesquisa de uso duplo em 2018, quando documentos vazados revelaram que diplomatas americanos na Geórgia estavam envolvidos no tráfico de sangue humano congelado e patógenos para um programa militar secreto.

O Lugar Center é apenas um dos muitos biolaboratórios do Pentágono em 25 países em todo o mundo. Eles são financiados pela Agência de Redução de Ameaças de Defesa dos EUA (DTRA) sob um programa militar de US $ 2,1 bilhões – Programa Cooperativo de Engajamento Biológico (CBEP) e estão localizados em países da ex-União Soviética, como a Geórgia (a pátria do ex-líder soviético Joseph Stalin) e Ucrânia, Oriente Médio, Sudeste Asiático e África.

Pesquisa do Pentágono sobre agentes de bioterrorismo no Lugar Center

Cientistas militares dos EUA foram enviados à Geórgia para pesquisas sobre agentes de bioterrorismo no Lugar Center, de acordo com o novo vazamento de dados. Esses bioagentes têm potencial para serem aerossolizados e usados como bioarmas. Entre eles antraz, tularemia, Brucella, Febre Hemorrágica da Crimeia-Congo, Hantavírus, Y. pestis (causador da peste bubônica).

Os projetos militares de pesquisa biológica dos EUA na Geórgia foram financiados pela Defense Threat Reduction Agency (DTRA). De acordo com dados internos, cientistas americanos e georgianos estão atualmente trabalhando nos seguintes projetos DTRA no Lugar Center:

Projeto 1059: Infecções zoonóticas com febre e lesões de pele na Geórgia

O projeto inclui o isolamento de novos ortopoxvírus em humanos, roedores, animais domésticos e selvagens na Geórgia, e coleta de roedores (como um reservatório natural para este vírus) para seu estudo posterior.

Duração: 01/11/2015 a 31/10/2018 (prorrogado até 2020)

Financiamento: $ 702.343

Projeto 1060: Caracterização do Repositório de Cepas do Centro Nacional Georgiano para Controle de Doenças (NCDC) por Sequenciamento de Nova Geração

Descrição: caracterização e pesquisa do genoma em 100 cepas de quatro espécies endêmicas: Y. pestis (causando a doença pestilenta), B. anthracis (antraz), Brucella e F. tularensis (causando a doença tularemia).

Duração: 01/11/2015 a 31/10/2018

Financiamento: $ 518.409

Projeto 1439: Pesquisa Virológica Molecular na Geórgia

Descrição e objetivos:

Identificar e caracterizar cepas de Hantavírus e vírus da febre hemorrágica da Crimeia-Congo (CCHFV) por métodos moleculares;
Caracterizar e estudar a diversidade genética do vírus da febre hemorrágica da Crimeia-Congo e cepas de hantavírus isoladas de roedores e ectoparasitas;
Exame sorológico de pacientes febris com febre hemorrágica da Crimeia-Congo e febre hemorrágica com síndrome renal;
Coleção de roedores e ectoparasitas (carrapatos, pulgas);
Duração: 16/08/2017 – 15/08/2021

Financiamento: $ 612.614

Projeto 1497: Epidemiologia Molecular e Ecologia de Espécies de Yersinia na Geórgia e no Azerbaijão

Descrição: 1) Pesquisa ecológica em roedores em Kerbaijani na fronteira georgiana-azerbaijana 2) Isolamento de diferentes cepas de Yersinia; 3) Triagem molecular de amostras coletadas de roedores e pulgas. 4) Uma análise comparativa dos genomas de cepas de Yersinia obtidos durante o trabalho de campo; 5) Análise espacial da distribuição das cepas de Yersinia.

Duração: 01/09/2017-31/08/2018 (prorrogado até 2022)

Financiamento: $ 134.090,00

Duração: 24/10/2018/2018/2019

Financiamento: $ 71.500

Em 2017, a Agência de Redução de Ameaças de Defesa dos EUA (DTRA) lançou um projeto de US $ 6,5 milhões em morcegos e coronavírus na Ásia Ocidental (Geórgia, Armênia, Azerbaijão, Turquia e Jordânia) com o Lugar Center sendo o laboratório local para essa pesquisa genética. A duração do programa é de 5 anos e foi implementado pela organização sem fins lucrativos dos EUA, Eco Health Alliance.

Os objetivos do projeto são: 1. Capturar e amostrar não letalmente 5.000 morcegos no período de 5 anos (2017-2022) 2. Coletar 20.000 amostras (ou seja, orais, esfregaços retais e / ou fezes e sangue) e triagem para coronavírus usando consenso PCR em laboratórios regionais na Geórgia e na Jordânia. De acordo com a apresentação do projeto, a Eco Health Alliance já colheu amostras de 270 morcegos de 9 espécies em três países da Ásia Ocidental: 90 morcegos individuais na Turquia (agosto de 2018), Geórgia (setembro de 2018) e Jordânia (outubro de 2018).

Coincidentemente, o mesmo contratante do Pentágono encarregado do programa de pesquisa de morcegos do DoD dos EUA – Eco Health Alliance, EUA, também coletou morcegos e isolou coronavírus junto com cientistas chineses do Instituto de Virologia de Wuhan. A EcoHealth Alliance recebeu uma doação de US $ 3,7 milhões dos Institutos Nacionais de Saúde dos EUA (NIH) para coletar e estudar coronavírus em morcegos na China de 2014 a 2019.

Projeto 1911: Vigilância da infecção por Ricketsia e Coxelia na Geórgia e no Azerbaijão (concessão federal dos EUA HDTRA1-19-1-0042 concedida ao NCDC-Geórgia)

Duração: 23/09/2019 – 22/09/2022

Financiamento: $ 945.000

Apesar das afirmações oficiais da Geórgia e dos EUA de que o Place Center está sob o controle total do governo deste país do Cáucaso, documentos internos mostram o contrário. O Pentágono não apenas financiou projetos de pesquisa biológica, mas também pagou todas as despesas de segurança e manutenção, incluindo contas de serviços públicos – água, gás, eletricidade e limpeza. A tarefa de dar apoio operacional e científico ao Lugar Center é a USAMRU-Georgia, uma unidade especial enviada à Geórgia pelo Instituto de Pesquisa do Exército Walter Reed (WRAIR). WRAIR pagou: $ 524.625 (2016-2018), $ 650.000 (2017-2019) e $ 1.062.400 (2017-2021) para contas de serviços públicos, e mais $ 158.050 (2016-2017) e $ 322.000 (2018-2021) para seguranças.

O Pentágono também concedeu a um empreiteiro privado dos EUA, Technology Management Company (TMC) um contrato de US $ 8 milhões para serviços de ciência para apoiar o USAMRU-Georgia no Lugar Center (2016-2021).

A unidade do Pentágono USAMRU-Georgia conduziu uma extensa pesquisa sobre tularemia envolvendo soldados georgianos, revelam artigos científicos.

A tularemia é uma doença infecciosa rara que geralmente ataca a pele, os olhos, os gânglios linfáticos e os pulmões. A tularemia, também chamada de febre do coelho ou febre da mosca do veado, é causada pela bactéria Francisella tularensis. É classificada como agente de bioterrorismo da categoria A. A tularemia foi transformada em arma para disseminação em massa de aerossol pelo Exército dos EUA no passado, de acordo com um relatório militar recentemente divulgado.

Hub regional CDC

O governo dos EUA lançou um programa civil paralelo na Geórgia, implementado pelos Centros de Controle de Doenças dos EUA (CDC). E-mails vazados entre a Embaixada dos Estados Unidos em Tbilisi e funcionários de saúde da Geórgia revelam que o CDC planejou estabelecer um escritório regional para a Europa Oriental e Ásia Central na Geórgia. A Embaixada dos EUA e o CDC solicitaram espaço de escritório adicional para 16 funcionários. Atualmente, a equipe do CDC está trabalhando dentro do Lugar Center.

Curiosamente, as autoridades de saúde georgianas não pedem nenhuma informação ou esclarecimento adicional sobre o que este novo centro estrangeiro fará em seu próprio país. Em vez disso, o Ministério da Saúde da Geórgia planejou a construção de um novo laboratório BSL-2, sala de conferências e campus perto do Lugar Center com um empréstimo do Banco Europeu de Investimento, de acordo com uma carta ao ministro das finanças da Geórgia vazada no Raidforums.

A Arms Watch não pôde verificar de forma independente a autenticidade desta carta, pois não a encontramos nos arquivos que vazaram. Analisamos ainda mais os dados internos do ministério e descobrimos os seguintes projetos de CDC na Geórgia:

Projeto 1320: Projeto de Resistência Antimicrobiana

Duração: 01/09/2016 -29/09/2020

Financiamento: $ 153.492,40

Projeto 1440: Apresentando ou Expandindo o Uso da Vacina Contra Influenza Fora dos Estados Unidos

Duração: 30/09/2016 – 29/09/2019

Financiamento: $ 750.000

Projeto 1441: Vigilância da Influenza fora dos Estados Unidos

Duração: 30/09 / 16-29 / 09/21

Financiamento: $ 250.000

Projeto 1446: Fortalecimento das Capacidades de Sequenciamento da Nova Geração para Vigilância da Hepatite C na Geórgia

Duração: 01/07 / 2017-30 / 06/2018

Financiamento: $ 22.000

Projeto 1447: Coleta de amostras no âmbito do Programa de Eliminação da Hepatite C na Geórgia – Bio-Bank

Objetivo: o objetivo do projeto é armazenar amostras coletadas no âmbito do programa de hepatite C para futuros trabalhos científicos

20.000 amostras de plasma / soro
6.000 amostras de soro da Pesquisa Nacional de Seroprevalência de Hepatites C e B de 2015
1.000 amostras de sangue de bancos de sangue
500 amostras de sangue de pacientes com doença hepática terminal
Duração: 01/07 / 2017-30 / 06/2018

Projeto 1456: Fortalecimento do sistema de monitoramento do déficit de micronutrientes na Geórgia

Duração: 01/09/2017 – 31/08/2018

Financiamento: $ 92.875

Projeto 1457: Peculiaridades genéticas do vírus da hepatite C na Geórgia e seu papel no programa de eliminação da hepatite C da Geórgia

Objetivo: Avaliar a morbimortalidade associada ao vírus da hepatite C

Duração: 01/09 / 2017-31 / 08/2018

Financiamento: $ 127.125

Projeto 1532: Fortalecimento, detecção, resposta e prevenção de surtos de diarreia na Geórgia

Duração: 30/09/2017 29/09/2020

Financiamento: $ 40.000

Projeto 1533: Fortalecimento do Sistema de Controle de Vacinação e Imunização

Duração: 30/09/2017 – 29/09/2020

Financiamento: $ 67.220,00

Projeto 1534: Vigilância de Doenças Respiratórias

Duração: 30/09/2017 – 29/09/2020

Financiamento: $ 80.000,00

Projeto 1535: Vigilância de enterovírus na Geórgia

Duração: 30/09/2017 -29/09/2020

Financiamento: $ 45.000

Projeto 1536: Programa de Controle de Qualidade do Laboratório Nacional na Geórgia

Duração: 30/09/2017 29/09/2020

Financiamento: $ 56.140

Projeto 1537: Programa de Treinamento Laboratorial e Epidemiologia de Campo do Sul do Cáucaso

Duração: 30/09/2017 29/09/2020

Financiamento: $ 150.000

Projeto 1538: Febre de etiologia desconhecida causada por arbovírus na região do Mar Negro – as amostras clínicas serão enviadas ao Laboratório do CDC para análises

Duração: 30/09/2017 – 29/09/2020

Financiamento: $ 100.360

Em conclusão, os Estados Unidos têm desenvolvido consistentemente suas instalações laboratoriais no Cáucaso. Por que o governo dos Estados Unidos gastou bilhões de dólares em tais biolaboratórios e projetos no exterior, em vez da saúde de seus próprios cidadãos?

Além disso, por que os cientistas americanos que trabalham no Lugar Center receberam status diplomático e imunidade para pesquisar agentes patogênicos e insetos mortais na Geórgia? A imunidade diplomática é um princípio do direito internacional pelo qual os funcionários de governo estrangeiro não estão sujeitos à jurisdição de tribunais locais e outras autoridades para suas atividades. Conseqüentemente, os cientistas americanos poderiam até mesmo realizar experimentos ilegais na Geórgia sem serem processados, pois têm imunidade diplomática.

A Arms Watch está atualmente analisando todos os dados vazados. Devido ao grande volume de informações, publicaremos mais documentos em outro artigo em breve. Se você deseja apoiar o Arms Watch, acesse a página de doações ou Torne-se um voluntário. Obrigada!

Dilyana Gaytandzhieva

http://armswatch.com/

Dilyana Gaytandzhieva é uma jornalista investigativa búlgara, correspondente no Oriente Médio e fundadora da Arms Watch. Nos últimos dois anos, ela publicou uma série de relatórios reveladores sobre o fornecimento de armas a terroristas na Síria e no Iraque. Seu trabalho atual concentra-se na documentação de crimes de guerra e exportações ilícitas de armas para zonas de guerra em todo o mundo.

04-06-2021 – Judicial Watch Obtém Registros mostrando que NIAID sob o Dr. Fauci deu ao Wuhan Lab $ 826.000 para Pesquisa de Coronavírus de Morcego de 2014 a 2019.

(Washington, DC) Judicial Watch anunciou hoje que obteve 280 páginas de documentos do Departamento de Saúde e Serviços Humanos revelando que de 2014 a 2019, $ 826.277 foram doados ao Instituto de Virologia de Wuhan para pesquisa de coronavírus em morcego pelo Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas (NIAID), dirigido pelo Dr. Anthony Fauci.

Os documentos, alguns dos quais foram editados ou retidos em sua totalidade, foram obtidos através de um Freedom of Information Act (FOIA) ação judicial buscando registros de comunicações, contratos e acordos com o Instituto de Virologia Wuhan na China (Judicial Watch, Inc. v. Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos EUA (No. 1: 21-cv-00696)). A agência está processando registros de apenas 300 páginas por mês, o que significa que levará até o final de novembro para que os registros sejam totalmente revisados e liberados sob o FOIA.

Os registros incluem um gráfico de financiamento do NIAID para o Instituto de Virologia de Wuhan enviado em 21 de abril de 2020 por Chase Crawford do NIAID ao Diretor Adjunto Hugh Auchincloss e outros funcionários do NIAID. Os fundos da agência direcionados ao Instituto de Virologia de Wuhan entre os anos de 2014-2019 totalizam US $ 826.277. Todos os projetos listados no gráfico são intitulados “Compreendendo o risco de emergência do Bat Coronavirus”.

Em um e-mail de 15 de abril de 2020 marcado como “alta” importância, o diretor adjunto do NIH Lawrence Tabak enviou um e-mail para Fauci, o diretor do NIH Francis Collins e outros funcionários do NIH com o assunto: “HEADS UP: Wuhan lab research:”

Tabak: WH abraçou fortemente as preocupações levantadas pelo congressista Gaetz, que está criticando publicamente o HHS / NIH por financiar a pesquisa de morcegos do laboratório de Wuhan. Aqui está esta citação de outro artigo: “Estou enojado em saber que durante anos o governo dos EUA tem financiado experimentos perigosos e cruéis com animais no Instituto Wuhan, que podem ter contribuído para a disseminação global do coronavírus, e pesquisas em outros laboratórios em China que praticamente não tem supervisão das autoridades dos EUA. ” [Ênfase no original]

Este é um grande estudo de vários países, com Wuhan sendo um local. O investigador principal, Peter Daszak, mora em NY na EcoHealth Alliance, Inc. [Ênfase no original]

Tabak fornece detalhes da concessão a Peter Daszak, presidente da EcoHealth Alliance, para um projeto intitulado “Compreendendo o risco de emergência do Coronavírus de morcego”. Tabak continua, dizendo: “O valor de 3,7 milhões de dólares é superior a 6 anos para todos os locais que incluem (vários na) China, Tailândia, Camboja, Laos, Vietnã, Malásia, Indonésia e Mianmar. Estimamos que aproximadamente $ 826.300 foram gastos neste local desde o início do subsídio. Os custos anuais parecem ser de cerca de 80K / ano. A bolsa está no ano 6 de um total de 10 anos.”

Em 9 de janeiro de 2020, a troca de e-mail rotulada de “alta” importância entre o consultor científico sênior do NIAID, Dr. David Morens e Daszak, detalha a relação entre a agência de Fauci e o Instituto de Virologia de Wuhan:

Morens: Olá pessoal, algum de vocês tem alguma informação privilegiada sobre este novo coronavírus que ainda não é de domínio público? Ou algum pensamento?

Daszak: Sim – muitas informações e falei com Erik Stemmy e Alan Embry ontem, antes da notícia ser divulgada. Erik é meu oficial de programa em nossa concessão de coronavírus, focada especificamente na China….

Morens: Obrigado, a emoção nunca acaba, certo?

Daszak: O NIAID tem financiado o trabalho com coronavírus na China nos últimos 5 anos… (1R01Al110964: “Compreendendo o risco de emergência do coronavírus de morcego”). Isso agora foi renovado… Colaboradores incluem Wuhan Institute of Virology (atualmente trabalhando no nCoV) e Ralph Baric [da University of North Carolina].


Além disso, para sua informação, antes do R01, trabalhamos sob um R01 com Eun-Chung Park como oficial do programa na descoberta de vírus em morcegos, onde originalmente identificamos o SARS-CoV como tendo uma origem provável em morcegos (publicado na Science)….

Morens: Ótima informação, obrigado. Tony não se mantém ciente dessas coisas e não sabe, a menos que os oficiais do programa digam a ele, o que raramente fazem, já que estão do outro lado da cidade e podem não vê-lo mais de uma vez por ano, ou menos…. Interessado em saber para onde isso está indo. Os especialistas estão zumbindo ao nosso redor, em todo o mapa, entre o dia do juízo final e não é grande coisa, com tudo que há no meio disso.

Em 23 de janeiro de 2020, uma oficial sênior do NIH, Melinda Hoskins encaminhou um artigo do Daily Mail a colegas discutindo o financiamento do NIH / NIAID para a pesquisa do vírus do morcego, e notando que Fauci estaria informando os senadores na manhã seguinte. Hoskins diz: “Por favor, confirme a natureza exata do nosso apoio ao Instituto de Virologia / Laboratório de Biossegurança de Wuhan.”

Outra autoridade, Barbara Mulach, responde que, “Identificamos uma bolsa com uma subvenção para o Wuhan Institute of Virology (obrigado pela liderança) e uma bolsa principal para a Wuhan University. Estamos tentando obter um esclarecimento se as duas organizações estão relacionadas ou não, para que possamos saber se a segunda aplicação é relevante para a solicitação ou não. ”

Ela fornece dados que mostram um “Subprêmio ao Wuhan Institute of Virology”, com Daszak como investigador principal de um projeto intitulado “Entendendo o Risco da Emergência de Coronavírus do morcego”, e fornece informações sobre outro prêmio, número de concessão R01AI119064-06, com o investigador principal Ke Lan, indo para a Universidade de Wuhan e intitulado “Funções versáteis de LANA na patogênese de KSHV.”

Em 13 de abril de 2020, o e-mail do funcionário do NIH Emily Erbelding para colegas do NIH, Erbelding observa que “o valor total do novo subsídio Daszak (ano 6 financiado no FY19) é de cerca de 3,64 M. O valor total que irá para o Instituto Wuhan de Virologia sob esta doação será de cerca de US $ 750 mil (US $ 76.301 já foram enviados para Wuhan no ano 1, de acordo com a NOA).” Além disso, o e-mail informa que o trabalho de amostragem de morcegos realizado durante os anos de 2011-2015, além de receber financiamento da bolsa Daszak, “também poderia ter sido apoiado pelo programa USAID Predict (que também financiava o laboratório de Wuhan).”

Auchinloss encaminha a nota de Erberlding para Fauci, dizendo: “Isso é mais alto, mas não extraordinariamente mais alto do que eu indiquei originalmente, o que era para algum trabalho anterior.” Fauci responde: “Obrigado”.

Em uma troca de e-mail de 15 de abril de 2020, Tabak pergunta a seus colegas se a equipe de Daszak “publicou algo seminal relacionado à pandemia atual”. Erbelding responde: “A única publicação de Peter sobre SARS CoV2 desde o início da epidemia é um artigo no NEJM [New England Journal of Medicine]”, para o qual ela fornece um hiperlink. Ela acrescenta: “Observe que todo o trabalho anterior sobre reservatórios zoonóticos de CoVs também foi apoiado por fundos da USAID por meio de um programa denominado PREDICT, que já foi encerrado.”

Em 1.º de outubro de 2017, depois de receber o e-mail de Daszak relacionado ao seu artigo então não publicado descrevendo uma pesquisa detalhada sobre um novo vírus nascido em morcego ligado à Síndrome de Diarreia Aguda Suína, Fauci encaminha o e-mail e o artigo de Daszak para o funcionário do NIH Greg Folkers, dizendo: “Confidencial, mas para você.” Daszak diz: “Você deve saber que este trabalho foi apoiado por um papel do NIAID do qual Erik Stemmy [do NIH] é o oficial do programa, e do qual sou PI [investigador principal], com Zhengli Shi [diretora do Centro de Doenças Infecciosas Emergentes do Instituto de Virologia de Wuhan] como co-PI. ”

Uma pessoa cujo nome é redigido em 19 de abril de 2018, envia um e-mail por CC para “Cabos internacionais (HHS / OS)” com o assunto “China Virus Institute dá as boas-vindas a mais cooperação dos EUA em segurança de saúde global” inclui um telegrama dos EUA:

O Wuhan Institute of Virology da China, líder global em pesquisa de vírus, é um parceiro-chave dos Estados Unidos na proteção da segurança sanitária global. Seu papel como operador do recém-lançado laboratório de Nível de Biossegurança 4 (ou ‘P4’) – o primeiro laboratório desse tipo na China – abre ainda mais oportunidades para intercâmbio de especialistas, especialmente à luz da falta de pessoal treinado do laboratório.


No ano passado, o laboratório também recebeu visitas do National Institutes of Health, da National Science Foundation e de especialistas da University of Texas Medical Branch em Galveston. O instituto se reporta à Academia Chinesa de Ciências em Pequim.

O P4 Lab é aberto e transparente, enfatizam os funcionários


As autoridades descreveram o laboratório como um “nó regional” no sistema global de biossegurança e disseram que ele desempenharia um papel de resposta de emergência em uma epidemia ou pandemia. A brochura em inglês do laboratório destacou um papel de segurança nacional, dizendo que é “uma medida eficaz para melhorar a disponibilidade da China na salvaguarda da biossegurança nacional se [uma] possível guerra biológica ou ataque terrorista acontecer.”

Funcionários do instituto disseram que haveria “disponibilidade limitada” para cientistas nacionais e internacionais que passaram pelo processo de aprovação necessário para fazer pesquisas no laboratório. Eles enfatizaram que o objetivo do laboratório era ser uma “plataforma mundial e aberta” para virologia. Eles disseram que deram as boas-vindas aos especialistas do Centro de Controle de Doenças dos Estados Unidos (CDC), observando que a Academia Chinesa de Ciências não era forte em especialização em doenças humanas, tendo-se concentrado apenas nisso nos últimos 15 anos, após o surto de SARS. Um funcionário do consulado francês baseado em Wuhan que trabalha na cooperação científica e tecnológica com a China também enfatizou que o laboratório, que foi iniciado em 2004 como um projeto conjunto França-China, deveria ser “aberto e transparente” para a comunidade científica global. “A intenção era montar um laboratório de acordo com os padrões internacionais e aberto à pesquisa internacional,” ele disse. Especialistas franceses forneceram orientação e treinamento em biossegurança ao laboratório, que continuará, disse o funcionário francês. Funcionários do instituto disseram que a França forneceu o design do laboratório e grande parte de sua tecnologia, mas que ele é inteiramente financiado pela China e é totalmente administrado pela China desde a cerimônia de “transferência” em 2016.

Além da assistência francesa, os especialistas do laboratório P4 apoiado pelo NIH na University of Texas Medical Branch em Galveston treinaram técnicos de laboratório de Wuhan em gerenciamento e manutenção de laboratório, disseram os funcionários do instituto. … Um pesquisador do Wuhan Institute of Virology treinou por dois anos no laboratório de Galveston e o instituto também enviaram um cientista para a sede do CDC nos EUA em Atlanta para um trabalho de seis meses sobre a gripe.

        Pesquisa apoiada pelo NIH revisa história de origem do SARS

O NIH foi um dos principais financiadores, junto com a Fundação Nacional de Ciência da China (NSFC), da pesquisa sobre SARS pelo Instituto de Virologia de Wuhan [redigida].


Pronto para ajudar no projeto Global Virome

Funcionários do instituto expressaram grande interesse no Global Virorne Project (GVP), e disseram que o financiamento chinês para o projeto provavelmente viria do financiamento da Academia Chinesa de Ciências já destinado a iniciativas relacionadas a One Belt, One Road…. O GVP pretende lançar este ano como um esforço colaborativo internacional para identificar dentro de dez anos praticamente todos os vírus do planeta que têm potencial pandêmico ou epidêmico e a capacidade de atingir os humanos. “Esperamos que a China seja um dos países líderes a iniciar o Projeto Global Virome”, disse um funcionário do Wuhan Institute of Virology. A China participou de uma reunião de lançamento do GVP em janeiro na Tailândia e está esperando por mais detalhes sobre a iniciativa. As autoridades disseram que o governo chinês financia projetos semelhantes ao GVP para investigar os antecedentes de vírus e bactérias. Este constituiu essencialmente o próprio Projeto Virome da China …


Alguns participantes do workshop também expressaram ceticismo sobre a abordagem do Global Virome Project (GVP), dizendo que obter uma compreensão preditiva de vírus com potencial pandêmico exigiria ir além da estratégia GVPs de coleta de amostra, para adotar uma abordagem “ecológica” que considere o viroma além sistemas de vertebrados para identificar os mecanismos que conduzem a evolução do patógeno. Um workshop subsequente será realizado em junho na Universidade de Berkeley. A NSF e a NSFC esperam anunciar em conjunto uma chamada de financiamento para projetos colaborativos ainda este ano.

Em 14 de abril de 2020, o oficial do NIH Marshall Bloom encaminhou um artigo do Washington Post de Josh Rogin intitulado “Cabos do Departamento de Estado alertados sobre questões de segurança no Laboratório de Wuhan estudando coronavírus de morcego” e pediu a um colega: “Por favor, envie para o HCTF [Tarefa de Alta Força de Contenção]. Obrigado!”

Depois de receber um artigo por e-mail em 1º de novembro de 2013, do funcionário do NIH Greg Folkers com um desenho animado retratando um morcego depositando partículas de coronavírus atacando células receptoras ACE2 humanas, seu colega, assistente especial de Fauci, Patricia Conrad, escreveu: “Penso que precisamos de mais slides assim… é muito fofo! ”

Um cabograma do Departamento de Estado de 19 de janeiro de 2018 da Embaixada dos Estados Unidos em Pequim sobre o Instituto de Virologia de Wuhan com o assunto “China abre o primeiro laboratório de segurança biológica de nível 4” inclui uma seção intitulada “Diretrizes pouco claras sobre acesso a vírus e falta de talento treinado Impede pesquisa”, que observa em sua introdução que “sua produtividade atual é limitada por uma escassez de técnicos e investigadores altamente treinados necessários para operar com segurança um laboratório BSL-4 e uma falta de clareza nas políticas e diretrizes do governo chinês”.

O memorando continua: “Até o momento, o WIV [Instituto de Virologia de Wuhan] obteve permissão para pesquisar três vírus: o vírus Ebola, o vírus Nipah e o vírus da febre hemorrágica de Xinjiang (uma cepa da febre hemorrágica da Crimeia Congo encontrada na província de Xinjiang, na China). ”

“Esses novos documentos mostram que o financiamento para o Instituto Wuhan foi maior do que o público foi informado”, disse o presidente do Judicial Watch, Tom Fitton. “O fato de ter levado um ano e um processo federal para obter esta primeira divulgação sobre COVID e Wuhan é evidência de encobrimento pela agência de Fauci.”

APÊNDICE – NOTÍCIAS RELACIONADAS, MAS NÃO CITADAS

26-05-2021 – Senadores do Partido Republicano questionam Fauci sobre o financiamento do laboratório de Wuhan, origens do COVID-19 – The Washington Post (https://nypost.com/2021/05/26/gop-senators-grill-fauci-on-wuhan-lab-funding-origins-of-covid/).

Senadores republicanos interrogaram o Dr. Anthony Fauci sobre o financiamento concedido ao Instituto de Virologia de Wuhan e as origens do COVID-19 durante uma audiência do Comitê de Apropriações do Senado na quarta-feira – conforme aumenta a pressão para que ele seja demitido por sua mudança de posição sobre as questões.

Fauci foi criticado por republicanos, que criticaram o diretor do Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas por sua ladainha de mudanças de posição sobre como combater o coronavírus, sua origem e uma investigação do Instituto de Virologia de Wuhan – com alguns pedindo sua renúncia.

Durante a audiência de quarta-feira, o senador John Kennedy (R-La.) levantou questões sobre se o financiamento fornecido ao Instituto de Virologia de Wuhan foi usado para os fins pretendidos e não para pesquisa de “ganho de função”, que Fauci descreveu anteriormente como “pegar um vírus que poderia infectar humanos e torná-lo mais transmissível e/ou patogênico para humanos.”

Fauci confirmou que US $ 600.000 em subsídios a serem usados ao longo de cinco anos foram fornecidos para estudar se coronavírus de morcego poderiam ser transmitidos a humanos, acrescentando que ele acredita que o financiamento foi usado corretamente, mas não pode confirmar com 100% de certeza se foi utilizado para sua finalidade pretendida.

“Você não tem como saber se eles fizeram isso ou não, a não ser que você confie neles. Isso está certo?” Kennedy perguntou, insistindo se ele poderia garantir que o donatário não mentiu para ele. Fauci afirmou acreditar que o financiamento não foi mal utilizado depois de analisar as pesquisas produzidas pelos cientistas no exterior, mas “não posso garantir que um bolsista não tenha mentido para nós, porque nunca se sabe”. “Eles são cientistas muito competentes e confiáveis, não estou falando de mais nada na China, estou falando dos cientistas que você esperaria que cumprissem as condições da concessão, o que eles fizeram nos anos em que tivemos interações”, disse ele.

Kennedy continuou a levantar preocupações sobre o nível de influência do Partido Comunista Chinês sobre a Organização Mundial da Saúde, ao que Fauci respondeu que tem confiança na independência da OMS.

“Minha interação com a OMS e pelo seu diretor-geral, Dr. Tedros, tem sido algo que acredito que seja uma pessoa de alto grau de integridade”, disse ele.

Os republicanos também foram muito críticos de Fauci após suas recentes observações de que é possível que o COVID-19 pudesse ter se originado de um laboratório, depois que legisladores republicanos foram criticados no ano passado por levantarem repetidamente a possibilidade.

O senador Lindsey Graham (R-SC) questionou a linha do tempo em que seria determinado que o vírus veio de um laboratório se um hospedeiro intermediário não fosse encontrado, e quem deveria estar conduzindo essa investigação.

Fauci disse que é difícil fornecer um prazo, uma vez que ainda não encontraram o hospedeiro intermediário para o Ebola, que eles estão confiantes de que não se originou de um laboratório, acrescentando que gostaria que a OMS continuasse com sua investigação.

“[A] OMS fez o que estão referindo agora como a primeira fase de uma investigação, que eles sentiram não ser completamente adequada. Como você sabe, você ouviu a mim e ao Dr. Collins e outros no governo pedindo a continuação da investigação”, disse Fauci, referindo-se ao Dr. Francis Collins, diretor dos Institutos Nacionais de Saúde.

E o Sen. Marco Rubio (R-Flórida) levantou preocupações sobre a “história de acidentes de laboratório” na China, acrescentando que o “surto aconteceu em uma cidade que por acaso era a casa, coincidentemente, de um laboratório que sabemos estar envolvido em uma extensa pesquisa, e o que eles fazem é pegar esse vírus que ocorre naturalmente, e manipulá-lo, e mudá-lo para torná-lo infeccioso para os humanos.”

O republicano da Flórida questionou por que Fauci conteve as especulações de que o vírus poderia ter sido fabricado artificialmente.

“Sempre disse que a probabilidade é que se trate de uma ocorrência natural. Não descartei nada, apenas disse que é muito provável que seja uma ocorrência natural, proveniente do ambiente de um hospedeiro animal que ainda não identificamos”, disse Fauci.

“Bem, eu ainda sustento isso, mas como acabei de mencionar na resposta a outras perguntas, já que você não sabe 100% sobre isso porque ninguém sabe, inclusive eu, 100% qual é a origem, é a razão pela qual somos a favor de uma investigação mais aprofundada.”

Em maio de 2020, Fauci disse que “a evidência científica está muito, muito fortemente inclinada” para o vírus ter evoluído na natureza, acrescentando que ele não acredita que tenha vindo de um laboratório.

“Se você olhar para a evolução do vírus em morcegos e o que está lá fora agora, [as evidências científicas] estão muito, muito fortemente inclinadas para que isso não pudesse ter sido artificialmente ou deliberadamente manipulado”, disse Fauci à National Geographic em uma entrevista naquele tempo.

Ele acrescentou que não acreditava em “uma teoria alternativa – que alguém encontrou o coronavírus na natureza, o trouxe para um laboratório e, em seguida, escapou acidentalmente.”

“Tudo sobre a evolução gradativa ao longo do tempo indica fortemente que [esse vírus] evoluiu na natureza e depois se transformou em espécie”, disse o médico na época.

Graham disse que se for descoberto que o vírus mortal se originou no Instituto de Virologia de Wuhan, ele acha que é fundamental que haja consequências significativas.

“Penso que devemos enviar um sinal claro para a China, parece ser uma fonte de muitas pandemias, que se isso ocorreu no laboratório, esperamos que algo aconteça, porque se não fizermos nada, reforçaremos isso no futuro”, disse ele. “E que coisa deve ser feita é algo para o qual tenho a mente aberta, mas estou fechado para a ideia de não fazer nada.”

Declaração sobre nCoV e nosso exercício pandêmico

Em outubro de 2019, o Johns Hopkins Center for Health Security sediou um exercício de mesa pandêmico chamado Evento 201 com parceiros, o Fórum Econômico Mundial e a Fundação Bill & Melinda Gates. Recentemente, o Center for Health Security recebeu perguntas sobre se aquele exercício pandêmico previu o novo surto de coronavírus na China. Para ser claro, o Center for Health Security e os parceiros não fizeram uma previsão durante nosso exercício de mesa. Para o cenário, modelamos uma pandemia fictícia de coronavírus, mas declaramos explicitamente que não era uma previsão. Em vez disso, o exercício serviu para destacar os desafios de preparação e resposta que provavelmente surgiriam em uma pandemia muito grave. Não estamos prevendo agora que o surto do nCoV-2019 matará 65 milhões de pessoas. Embora nosso exercício de mesa incluísse um novo coronavírus simulado, as entradas que usamos para modelar o impacto potencial desse vírus fictício não são semelhantes ao nCoV-2019.

https://www.centerforhealthsecurity.org/news/center-news/2020/2020-01-24-Statement-of-Clarification-Event201.html

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