Desenhos para colorir no Mês do Sagrado Coração de Jesus

O Sagrado Coração de Jesus é um tesouro inesgotável, as riquezas e os benefícios que emanam do seu sacratíssimo coração são tão grandes que é mesmo um escândalo que os povos do mundo ainda não tenham se rendido aos seus encantos. O que há de errado conosco? Falta-nos amor, falta-nos gratidão, falta-nos um coração que ame como o coração de Jesus. O Amor já veio ao mundo, redimiu-o e possui todos os meios para curá-lo de seus males, todos os recursos para incendiá-lo com o amor divino, mas o mundo insanamente o despreza: o Amor não é amado.

Expurguemo-nos de tal loucura, amemos devotamente o Sagrado Coração de Jesus e ensinemos nossas crianças a amá-Lo cada vez mais.

Este mês de junho também nos apresenta muitos exemplos de santos que amaram o bom Deus e serviram o próximo com o Coração de Jesus. As crianças podem comemorar a grande festa do Sagrado Coração e as festas desses campeões do Evangelho pintando ou copiando os seguintes desenhos.

 

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Coroinha de Nossa Senhora

A recitação da Coroinha de Nossa Senhora é particularmente recomendada neste mês de Maria.

COROINHA DE NOSSA SENHORA

℣. Concedei-me que Vos louve, Virgem Sagrada,
. Dai-me valor contra os vossos inimigos.

CREDO

I – Coroa de Excelência

Pai Nosso…

Ave Maria…

Sois Bem-aventurada, Virgem Maria, que levastes em vosso seio o Senhor, Criador do mundo; destes à luz a Quem Vos formou, e Sois Virgem perpétua.
. Alegrai-Vos, Virgem Maria.
.  Alegrai-Vos mil vezes.

Ave Maria…

Ó Santa e imaculada virgindade, não sei com que louvores Vos possa exaltar; pois quem os céus não podem conter, Vós O levastes em vosso seio.
. Alegrai-Vos, Virgem Maria.
.  Alegrai-Vos mil vezes.

 Ave Maria…

 Sois toda formosa, Virgem Maria, e não há mancha em vós.
. Alegrai-Vos, Virgem Maria.
.  Alegrai-Vos mil vezes.

Ave Maria…

Possuís, ó Virgem Santíssima, tantos privilégios, quantas são as estrelas no céu.
. Alegrai-Vos, Virgem Maria.
℟ .  Alegrai-Vos mil vezes.

Glória ao Pai…

II – Coroa de Poder

Pai Nosso…

Ave Maria…

Glória a Vós, imperatriz do céu, conduzi-nos convosco aos gozos do paraíso.
. Alegrai-Vos, Virgem Maria.
℟ .  Alegrai-Vos mil vezes.

Ave Maria…

Glória a Vós, tesoureira das graças do Senhor, dai-nos parte em vosso tesouro.
. Alegrai-Vos, Virgem Maria.
℟ .  Alegrai-Vos mil vezes.

Ave Maria…

Glória a Vós, medianeira entre Deus e os homens, tornai-nos propício o Todo-poderoso.
. Alegrai-Vos, Virgem Maria.
℟ .  Alegrai-Vos mil vezes.

Ave Maria…

Glória a Vós, que esmagais as heresias e o demônio: sede nossa bondosa guia.
. Alegrai-Vos, Virgem Maria.
℟ .  Alegrai-Vos mil vezes.

Glória ao Pai…

III – Coroa de Bondade

Pai Nosso…

 Ave Maria…

 Glória a Vós, refúgio dos pecadores; intercedei por nós junto ao Senhor.
. Alegrai-Vos, Virgem Maria.
℟ .  Alegrai-Vos mil vezes.

 Ave Maria…

 Glória a Vós, Mãe dos órfãos; fazei que nos seja propício o Pai Todo-Poderoso.
. Alegrai-Vos, Virgem Maria.
℟ .  Alegrai-Vos mil vezes.

 Ave Maria…

Glória a Vós, alegria dos justos; conduzí-nos convosco às alegrias do céu.
. Alegrai-Vos, Virgem Maria.
℟ .  Alegrai-Vos mil vezes.

Ave Maria…

 Glória a Vós, nossa auxiliadora mui prestimosa na vida e na morte; conduzí-nos convosco para o reino do céu.
. Alegrai-Vos, Virgem Maria.
.  Alegrai-Vos mil vezes.

Glória ao Pai…

Oremos:
Ave, Maria, Filha de Deus Padre; Ave, Maria, Mãe de Deus Filho; Ave, Maria, Esposa do Espírito Santo; Ave, Maria, templo da Santíssima Trindade; Ave, Maria, Senhora minha, meu bem, meu amor, Rainha do meu coração, Mãe, vida, doçura e esperança minha mui querida, meu coração e minha alma. Sou todo vosso, e tudo o que possuo é vosso, ó Virgem sobre todos bendita. Esteja, pois, a mim a vossa alma para engrandecer o Senhor; esteja em mim vosso espírito para rejubilar em Deus. Colocai-Vos, ó Virgem fiel, como selo sobre o meu coração, para que, em Vós e por Vós, seja eu achado fiel a Deus. Concedei, ó Mãe de misericórdia, que me encontre no número dos que amais, ensinais, guiais, sustentais e protegeis como filhos. Fazei que, por vosso amor, despreze todas as consolações da terra e aspire só as celestes; até que, para glória do Pai, Jesus Cristo, Vosso Filho, seja formado em mim, pelo Espírito Santo, vosso Esposo fidelíssimo, e por Vós, sua Esposa mui fiel.
Assim seja.

SUB TUUM

À vossa proteção recorremos, santa Mãe de Deus; não desprezeis as nossas súplicas em nossas necessidades; mas livrai-nos sempre de todos os perigos, ó Virgem gloriosa e bendita.

Desenhos para colorir no Mês de Maria

Este mês de Maio é uma ótima oportunidade para ensinar as crianças sobre as Aparições Marianas. É muito importante que nossas crianças saibam a história dos pastorinhos de Fátima, os fatos sobre a imagem milagrosa de Guadalupe e outros eventos maravilhosos que mostram como a Santíssima Virgem sempre esteve presente no “agora” da Igreja Militante. Do mesmo modo, convém educar pelo exemplo, rezando diariamente o Santo Rosário e, neste mês em particular, praticando outras devoções que exaltem as glórias de Maria.

É um mês muito feliz, muito alegre. Que todos façam o seu melhor para agradar à Rainha do mês de Maio. Que os mais pequeninos não sejam exceção: que eles também ofereçam a Ela o melhor. Eis aqui alguns desenhos que as crianças podem pintar em honra à Virgem Maria:

No mundo tereis tribulações

Mãe depois do parto do filho

Sofre a mãe de dores e abrolhos,
Dando à luz ao filho bem-amado,
Tudo fica, porém, recompensado,
Depois que nele repousar seus olhos.

Não há dores, sofrimentos, escolhos,
Sentidos n’algum tempo já passado,
Que não conduzirão a Bem dobrado:
Os teus padecimentos são teus sólios.

Se o gládio da dor tem transpassado,
O pobre coração do homem justo,
Saibam que é um bem-aventurado.

O que perseverar a todo custo,
A viver de modo mais abnegado,
Vai de Deus lograr o prêmio mais augusto.

A Virgem Formosa

Imaculado Coração de Maria

A alvura dos lírios campestres,
o perfume da mais bela rosa,
o verdor das folhagens silvestres
são imagens da Virgem Formosa.

Imagens que artistas e mestres
pintam nas telas, dizem em prosa…
mas o que são tais obras terrestres,
comparadas a Virgem Formosa?

Nem mesmo a mais linda das flores,
nem a doce e rútila aurora
pode igualar seus esplendores!

Tudo que falam desta Senhora
são humildes e parvos louvores
Ante a Graça que nela vigora!

Compaixão da Virgem na morte do Filho

Por José de Anchieta

Mary looking at Jesus on the cross

Por que ao profundo sono, alma, tu te abandonas,
e em pesado dormir, tão fundo assim ressonas?
Não te move a aflição dessa mãe toda em pranto,
que a morte tão cruel do filho chora tanto?
O seio que de dor amargado esmorece,
ao ver, ali presente, as chagas que padece?
Onde a vista pousar, tudo o que é de Jesus,
ocorre ao teu olhar vertendo sangue a flux.
Olha como, prostrado ante a face do Pai,
todo o sangue em suor do corpo se lhe esvai.
Olha como a ladrão essas bárbaras hordas
pisam-no e lhe retêm o colo e mãos com cordas.
Olha, perante Anás, como duro soldado
o esbofeteia mau, com punho bem cerrado.
Vê como, ante Caifás, em humildes meneios,
aguenta opróbrios mil, punhos, escarros feios.
Não afasta seu rosto ao que o bate, e se abeira
do que duro lhe arranca a barba e cabeleira.
Olha com que azorrague o carrasco sombrio
retalha do Senhor a meiga carne a frio.
Olha como lhe rasga a cerviz rijo espinho,
e o sangue puro risca a face toda arminho.
Pois não vês que seu corpo, incivilmente leso,
mal susterá ao ombro o desumano peso?
Vê como a dextra má finca em lenho de escravo
as inocentes mãos com aguçado cravo.
Olha como na cruz finca a mão do algoz cego
os inocentes pés com aguçado prego.
Ei-lo, rasgado jaz nesse tronco inimigo,
e c’o sangue a escorrer paga teu furto antigo!
Vê como larga chaga abre o peito, e deságua
misturado com sangue um rio todo d’água.
Se o não sabes, a mãe dolorosa reclama
para si quanto vês sofrer ao filho que ama.
Pois quanto ele aguentou em seu corpo desfeito,
tanto suporta a mãe no compassivo peito.
Ergue-te pois e, atrás da muralha ferina
cheio de compaixão, procura a mãe divina.
Deixaram-te uma e outro em sinais bem marcada
a passagem: assim, tornou-se clara a estrada.
Ele aos rastros tingiu com seu sangue tais sendas,
ela o solo regou com lágrimas tremendas.
Procura a boa mãe, e a seu pranto sossega,
se acaso ainda aflita às lágrimas se entrega.
Mas se essa imensa dor tal consolo invalida,
porque a morte matou a vida à sua vida,
ao menos chorarás todo o teu latrocínio,
que foi toda a razão do horrível assassínio.
Mas onde te arrastou, mãe, borrasca tão forte?
que terra te acolheu a prantear tal morte?
Ouvirá teu gemido e lamento a colina,
em que de ossos mortais a terra podre mina?
Sofres acaso tu junto à planta do odor,
em que pendeu Jesus, em que pendeu o amor?
Eis-te aí lacrimosa a curtir pena inteira,
pagando o mau prazer de nossa mãe primeira!
Sob a planta vedada, ela fez-se corruta:
colheu boba e loquaz, com mão audaz a fruta.
Mas a fruta preciosa, em teu seio nascida,
à própria boa mãe dá para sempre a vida,
e a seus filhos de amor que morreram na rega
do primeiro veneno, a ti os ergue e entrega.
Mas findou tua vida, essa doce vivência
do amante coração: caiu-te a resistência!
O inimigo arrastou a essa cruz tão amarga
quem dos seios, em ti, pendeu qual doce carga.
Sucumbiu teu Jesus transpassado de chagas,
ele, o fulgor, a glória, a luz em que divagas.
Quantas chagas sofreu, doutras tantas te dóis:
era uma só e a mesma a vida de vós dois!
Pois se teu coração o conserva, e jamais
deixou de se hospedar dentro de teus umbrais,
para ferido assim crua morte o tragar,
com lança foi mister teu coração rasgar.
Rompeu-te o coração seu terrível flagelo,
e o espinho ensanguentou teu coração tão belo.
Conjurou contra ti, com seus cravos sangrentos,
quanto arrastou na cruz o filho, de tormentos.
Mas, inda vives tu, morto Deus, tua vida?
e não foste arrastada em morte parecida?
E como é que, ao morrer, não roubou teus sentidos,
se sempre uma alma só reteve os dois unidos?
Não puderas, confesso, aguentar mal tamanho,
se não te sustentasse amor assim estranho;
se não te erguesse o filho em seu válido busto,
deixando-te mais dor ao coração robusto.
Vives ainda, ó mãe, p’ra sofrer mais canseira:
já te envolve no mar uma onda derradeira.
Esconde, mãe, o rosto e o olhar no regaço:
eis que a lança a vibrar voa no leve espaço.
Rasga o sagrado peito a teu filho já morto,
fincando-se a tremer no coração absorto.
Faltava a tanta dor esta síntese finda,
faltava ao teu penar tal complemento ainda!
Faltava ao teu suplício esta última chaga!
tão grave dor e pena achou ainda vaga!
Com o filho na cruz tu querias bem mais:
que pregassem teus pés, teus punhos virginais.
Ele tomou p’ra si todo o cravo e madeiro
e deu-te a rija lança ao coração inteiro.
Podes mãe, descansar; já tens quanto querias:
Varam-te o coração todas as agonias.
Este golpe encontrou o seu corpo desfeito:
só tu colhes o golpe em compassivo peito.
Chaga santa, eis te abriu, mais que o ferro da lança,
o amor de nosso amor, que amou sem temperança!
Ó rio, que confluis das nascentes do Edém,
todo se embebe o chão das águas que retém!
Ó caminho real, áurea porta da altura!
Torre de fortaleza, abrigo da alma pura!
Ó rosa a trescalar santo odor que embriaga!
Joia com que no céu o pobre um trono paga!
Doce ninho no qual pombas põem seus ovinhos
e casta rola nutre os tenros filhotinhos!
Ó chaga que és rubi de ornamento e esplendor,
cravas os peitos bons de divinal amor!
Ó ferida a ferir corações de imprevisto,
abres estrada larga ao coração de Cristo!
Prova do estranho amor, que nos força à unidade!
Porto a que se recolhe a barca em tempestade!
Refugiam-se a ti os que o mau pisa e afronta:
mas tu a todo o mal és medicina pronta!
Quem se verga em tristeza, em consolo se alarga:
por ti, depõe do peito a dura sobrecarga!
Por ti, o pecador, firme em sua esperança,
sem temor, chega ao lar da bem-aventurança!
Ó morada de paz! sempre viva cisterna
da torrente que jorra até a vida eterna!
Esta ferida, ó mãe, só se abriu em teu peito:
quem a sofre és tu só, só tu lhe tens direito.
Que nesse peito aberto eu me possa meter,
possa no coração de meu Senhor viver!
Por aí entrarei ao amor descoberto,
terei aí descanso, aí meu pouso certo!
No sangue que jorrou lavarei meus delitos,
e manchas delirei em seus caudais benditos!
Se neste teto e lar decorrer minha sorte,
me será doce a vida, e será doce a morte!

Oração à Virgem Imaculada antes do estudo

Maria com o menino JesusDebaixo do vosso patrocínio, ó Mãe diletíssima, e invocando o mistério da vossa Imaculada Conceição, quero prosseguir os meus estudos e trabalhos literários; e protesto fazê-lo principalmente a fim de servir melhor para propagar a honra divina e o vosso culto. Rogo-Vos, pois, Mãe amantíssima, sede da sabedoria, que favoreceis benigna os meus trabalhos; e eu, de boa vontade, piedosamente Vos prometo o que é justo: todo o bem que me provier dos meus estudos, hei de atribuí-lo inteiramente a vossa intercessão diante de Deus. Amém.

(300 dias de indulgência)


HERBERHOLD O.F.M., D. Frei Eduardo José. Adoremus: Manual de orações e exercícios piedosos. 15ª edição. Recife: Casa Paz, 1929